Moçambique e a Tanzânia deverão continuar a conjugar esforços no desenvolvimento e apetrechamento dos seus corredores logísticos, com vista a transformá-los em plataformas estratégicas para o crescimento económico da África Oriental e Austral. A posição foi defendida pelo Presidente da República, Daniel Chapo, durante a cerimónia de abertura da 50.ª Feira Internacional de Comércio de Dar es Salaam (Saba Saba 2026).
Na sua intervenção, o Chefe do Estado sublinhou que os dois países dispõem de condições privilegiadas, desde a localização geográfica no Oceano Índico até aos seus recursos naturais e infra-estruturas de transporte, para consolidarem uma rede logística complementar capaz de dinamizar o comércio regional e internacional.
Daniel Chapo defendeu que os portos de Dar es Salaam, Mtwara, Pemba, Nacala e Beira não devem ser encarados como infra-estruturas concorrentes, mas sim como uma rede integrada, destinada a aproximar mercados, reduzir custos de transporte, fortalecer as cadeias regionais de abastecimento e afirmar a África Oriental e Austral como uma plataforma competitiva no comércio internacional.
O Presidente salientou ainda que a integração económica africana exige investimentos consistentes em estradas, caminhos-de-ferro, portos, aeroportos, sistemas energéticos e plataformas digitais, considerando que apenas com infra-estruturas modernas será possível facilitar a circulação de mercadorias, serviços, capitais e pessoas entre os países do continente.
Para Daniel Chapo, Moçambique e a Tanzânia estão chamados a desempenhar um papel determinante na concretização desta visão, aproveitando as oportunidades existentes na Bacia do Rovuma, na cooperação energética, na agricultura comercial, na logística e na facilitação do comércio transfronteiriço, sectores que poderão impulsionar o desenvolvimento económico da região e gerar benefícios concretos para os dois povos.
O estadista reafirmou, por fim, o compromisso de Moçambique em aprofundar a parceria estratégica com a Tanzânia, defendendo que o futuro económico de África dependerá da capacidade dos países africanos transformarem as suas fronteiras em corredores de desenvolvimento, promovendo uma economia cada vez mais integrada, industrializada e competitiva.