A Direcção Provincial do Género, Criança e Acção Social em Gaza confirma dois casos de violência contra menores e anuncia investigação à familiares e diagnóstico social para determinar quem poderá garantir a segurança das crianças. Num dos casos, uma avó é acusada de agredir e obrigar uma criança a ingerir as próprias fezes.
Os dois casos de violência contra menores, registadas esta Terça-feira preocupam as autoridades da área da criança em Gaza, que dizem estar a trabalhar para garantir a protecção das vítimas depois da detenção das pessoas acusadas dos maus-tratos.
O primeiro caso envolve uma criança proveniente da província de Inhambane, que terá enfrentado de acordo com Chefe de Departamento de Criança, dificuldades em utilizar correctamente a sanita, situação que terá sido incompreendida pela avó com quem vivia.
“Esta avó não compreendeu que aquela prática resultava da inocência da criança, do desconhecimento do procedimento do uso do autoclismo”, explicou Nhabete.
A incompreensão da situação terá resultado em agressões e na obrigação de a criança ingerir as próprias fezes.
“Violentava a criança e inclusive obrigava a criança para comer aquela sujeidade”, revelou o responsável.
No outro caso, uma mãe é acusada de maltratar e agredir o próprio filho de várias formas.
As duas mulheres de 38 e 30 anos de idade estão detidas, entretanto, as autoridades dizem que ainda é necessário apurar se existe outra pessoa que possa representar perigo para as crianças no meio familiar.
É neste contexto que está a ser realizado um diagnóstico social mais aprofundado, com o objectivo de avaliar o ambiente familiar e determinar quem deverá ficar responsável pelas vítimas.
A Direcção Provincial do Género, Criança e Acção Social diz que a prioridade é identificar um espaço onde as crianças possam permanecer em segurança e receber a devida protecção.
O nível geral de preços em Moçambique voltou a registar uma subida no início do ano, com a inflação anual a fixar-se em 3,20% em Fevereiro, segundo dados do Índice de Preços no Consumidor (IPC). O indicador, que mede a variação média dos preços de bens e serviços consumidos pelas famílias nas principais cidades do País, confirma uma tendência de encarecimento gradual do custo de vida.
De acordo com o relatório do Índice de Preços no Consumidor, os preços aumentaram 0,68% apenas no mês de Fevereiro, enquanto a inflação acumulada desde o início do ano atingiu 1,94%.
“Em termos homólogos, a variação do Índice de Preços no Consumidor fixou-se em 3,20%”, lê-se no documento, que sublinha que a subida dos preços foi influenciada, sobretudo, pelo comportamento do sector alimentar e de alguns combustíveis domésticos.
Na prática, o indicador mostra que os consumidores estão a pagar mais pelos mesmos bens e serviços quando comparados com o mesmo período do ano passado, com impacto directo sobre o poder de compra das famílias.
A análise da composição da inflação revela que a divisão de alimentação e bebidas não-alcoólicas voltou a assumir um peso determinante na variação mensal do índice.
Segundo o relatório, “esta divisão foi a que mais contribuiu para o aumento do índice no mês em análise”, reflectindo a subida de preços de vários produtos de consumo corrente.
Entre os itens que mais pressionaram a inflação, destacam-se o carvão vegetal, o tomate, o carapau, a couve e a alface. O carvão vegetal, amplamente utilizado nas zonas urbanas como fonte de energia doméstica, registou um aumento de cerca de 9,8%, posicionando-se entre os produtos com maior impacto na inflação do mês.
No período em referência, produtos alimentares frescos, particularmente hortícolas e pescado, registaram variações positivas de preços, tendência frequentemente associada a factores como custos logísticos, disponibilidade de oferta e sazonalidade agrícola.
Tratando-se de produtos que integram a base alimentar da maioria das famílias urbanas, a subida destes preços tende a repercutir-se rapidamente no orçamento doméstico.
Apesar da trajectória de subida, alguns produtos registaram redução de preços durante o período em análise, contribuindo para moderar a variação global do índice.
Entre os bens que registaram descidas figuram o coco, a batata reno, os ovos de galinha, a cenoura, o milho em grão e a cerveja consumida fora de casa.
“O comportamento descendente de preços destes produtos contribuiu negativamente para a variação mensal do índice”, refere o relatório.
Ainda assim, a magnitude destas reduções não foi suficiente para neutralizar a pressão exercida pelos aumentos registados em alimentos e combustíveis domésticos.
A análise em termos anuais mostra igualmente aumentos em sectores ligados aos serviços. A divisão de restaurantes, hotéis, cafés e estabelecimentos similares registou uma subida próxima de 4,95% em termos homólogos.
Esta evolução reflecte, em grande medida, o encarecimento de insumos utilizados por estes estabelecimentos, incluindo alimentos, energia, transporte e outros custos operacionais, que acabam por ser parcialmente transferidos para os preços finais cobrados aos consumidores.
Embora o relatório se limite a apresentar a evolução estatística dos preços, a dinâmica inflacionária é frequentemente explicada por uma combinação de factores estruturais da economia.
Entre eles destacam-se custos de transporte, dependência de importações, variações na produção agrícola e oscilações de preços nos mercados internacionais.
Moçambique continua dependente da importação de diversos bens de consumo e matérias-primas, o que torna a economia sensível a alterações nos custos de importação e nas cadeias globais de abastecimento.
Paralelamente, o comportamento da produção agrícola interna, fortemente condicionado por factores climáticos, influencia a disponibilidade de alimentos no mercado e, consequentemente, a formação de preços.
Para os consumidores, a inflação traduz-se numa redução gradual do poder de compra. Quando os preços aumentam, o rendimento disponível tende a adquirir uma quantidade menor de bens e serviços.
Este efeito é particularmente visível em produtos de consumo frequente, como alimentos e energia doméstica, que representam uma parcela significativa das despesas das famílias.
Nas áreas urbanas, onde o carvão vegetal continua a ser amplamente utilizado para cozinhar, a subida do preço deste combustível pode representar um encargo adicional relevante para milhares de agregados familiares.
Perante o comportamento dos preços, as autoridades económicas têm reiterado o compromisso de manter a inflação dentro de níveis considerados sustentáveis.
O Banco de Moçambique tem mantido uma política monetária orientada para a estabilidade macroeconómica, procurando equilibrar o controlo da inflação com a necessidade de apoiar o crescimento económico.
Ao mesmo tempo, o Governo tem apostado em iniciativas destinadas a reforçar a produção agrícola nacional, com o objectivo de aumentar a oferta de alimentos e reduzir a vulnerabilidade do país a choques externos.
Programas de incentivo à produção e melhoria das cadeias de abastecimento são frequentemente apontados como instrumentos fundamentais para estabilizar os preços no médio prazo.
Apesar da aceleração registada em Fevereiro, os níveis actuais de inflação permanecem relativamente moderados quando comparados com períodos anteriores marcados por aumentos mais expressivos do custo de vida.
Ainda assim, o comportamento dos preços ao longo de 2026 continuará dependente de factores como a evolução dos preços internacionais de combustíveis, o desempenho da campanha agrícola e as condições logísticas de abastecimento interno.
Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, fez o seu primeiro discurso ao país, abordando a situação após os ataques dos EUA e Israel. E deixou uma promessa: “Garanto a todos que não renunciaremos à vingança sangrenta dos mártires”.
A declaração, que surgiu numa altura em que se suspeitava que Khamenei estaria em coma na sequência dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, foi previamente gravada e transmitida sem vídeo, apenas com uma fotografia do líder religioso.
Khamenei começou por referir que “soube do resultado da votação da Assembleia de Peritos ao mesmo tempo” que o resto do país, através da televisão da República Islâmica, e disse ser “difícil ocupar o lugar de dois grandes líderes, o grande Khomeini e o mártir Khamenei”, referindo-se ao líder da Revolução Iraniana de 1979 e ao pai, que morreu no primeiro dia de ataques, a 28 de Fevereiro.
“Tive o privilégio de visitar o seu corpo após o seu martírio. O que vi foi uma montanha de firmeza, e ouvi dizer que ele tinha cerrado o punho da sua mão ilesa”, acrescentou.
O líder supremo do Irão agradeceu “a perspicácia e a inteligência da grande nação iraniana”, que “no recente incidente” permaneceu com “firmeza, coragem e presença”, inspirando “admiração entre os amigos e perplexidade entre os inimigos”.
“Foram vocês, o povo, que lideraram o país e garantiram a sua autoridade”, afirmou.
Sobre a guerra no Médio Oriente, Mojtaba Khamenei defendeu que “o bloqueio do Estreito de Ormuz deve continuar” e destacou a “solidariedade” da Frente de Resistência, que, “sem dúvida”, irá “encurtar o caminho para a libertação da sedição sionista”.
“Garanto a todos que não renunciaremos à vingança sangrenta dos vossos mártires. A vingança que temos em mente não se limita ao martírio do Líder Supremo da Revolução. Pelo contrário, cada membro da nação que é martirizado pelo inimigo constitui um caso separado na nossa vingança”, acrescentou.
Lembrou, ainda, o ataque a uma escola, em Minab, onde morreram mais de 100 crianças e prometeu que a “vingança continuará a ser prioridade”.
“O crime que o inimigo cometeu deliberadamente na Escola Shajarah Tayyba Minab e outros casos semelhantes ocupam um lugar especial nesta intervenção”, frisou.
Referindo-se aos Estados Unidos como “o inimigo”, o aiatolá (ayatollah) lembrou a existência de bases norte-americanas em países vizinhos e afirmou que essas bases militares serão atacadas porque “foram usadas no recente ataque”. Ainda assim, deixou a garantia que não iria “atacar esses países” vizinhos.
“Os países da região devem assumir a responsabilidade pelos agressores da nossa amada pátria e pelos assassinos do nosso povo. Recomendo que fechem essas bases o mais rápido possível, pois já devem ter percebido que a alegação dos Estados Unidos de estabelecer segurança e paz não passava de uma mentira”, atirou.
Garantindo que o Irão “não quer estabelecer domínio e colonialismo” no Médio Oriente, o líder supremo frisou que o país está “plenamente preparado para a união e relações mútuas calorosas e sinceras com todos os seus vizinhos”.
A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) já concluiu, da sua parte, o processo negocial com vista à assinatura de um novo contrato com Chiquinho Conde, permitindo que o treinador moçambicano inicie um novo ciclo no cargo de Seleccionador Nacional dos Mambas. Conde passará a auferir 1,5 milhões de meticais.
Segundo escreve o LanceMZ, a Direcção da FMF já chancelou a continuidade de Conde nos Mambas e o novo contrato foi rubricado por Feizal Sidat e endereçado a Chiquinho Conde para os devidos efeitos. Porém, 24 horas depois de ter recebido o contrato assinado, Conde ainda não assinou, reivindicando que o tenha efeitos retroactivos a partir de 1 de Fevereiro, período em que esteve livre e a tentar contrato com a Federação Angolana de Futebol para assumir o cargo de Seleccionador dos Palancas Negras.
Ainda de acordo com o LanceMZ, as negociações foram concluídas a meio da presente semana, com a elaboração dos termos que irão ditar a ligação entre Chiquinho Conde e a FMF, sendo que o treinador continuará na sua “cadeira de sonho” por mais um período de cerca de um ano.
O novo contrato entre a FMF e Chiquinho Conde, anota o LanceMZ, tem como data de início o dia 1 de Março de 2026, devendo estender-se até ao dia 31 de Julho de 2027, o que equivale a dizer que o mesmo irá abranger a fase de qualificação para o Campeonato Africano das Nações (que para Moçambique inicia em Setembro próximo) e deverá terminar no fim do CAN-2027, que terá lugar na Tanzânia, Quénia e Uganda.
O tablóide escreve ainda que a nova ligação entre a FMF e Chiquinho Conde prevê a possibilidade de rescisão antecipada do contrato, facto que impõe multas bilaterais. Ou seja, o novo “casamento” apresenta cláusulas que permitem o “divórcio” caso uma das partes entenda não existirem condições para a sua continuidade. Para a FMF, essa possibilidade poderá decorrer de resultados desportivos que não sejam favoráveis aos interesses federativos, enquanto para o treinador, a cláusula poderá ser accionada caso surjam novas oportunidades de trabalho.
Para consumar o divórcio, cada uma das partes — neste caso, a que estiver interessada na rescisão do contrato — será obrigada a pagar uma penalização equivalente a dois meses de salários.
As chuvas que caem na cidade de Maputo voltaram a criar preocupação. Nos bairros de Magoanine e Zimpeto, por exemplo, casas estão alagadas e famílias viram-se obrigadas a retirar alguns dos seus bens para evitar danos.
Na cidade e província de Maputo chove com alguma intensidade desde o fim da tarde desta quarta-feira. As águas inundaram casas e ruas de acesso, colocando à vista velhos problemas de saneamento.
“Não sabemos o que pensar e à noite choveu bastante. Assim não sabemos com que intensidade a chuva voltará a cair. Se continuar assim, esta água vai invadir a casa”, diz um dos moradores do bairro de Magoanine, na cidade de Maputo.
No bairro Magoanine “A”, um quarteirão inteiro encontra-se inundando. Famílias abandonaram casas e as que ainda resistem temem o pior, se a chuva não abrandar.
“Esta zona é assim mesmo, a água inunda casas. E não temos onde ir. Outros [moradores] transferiram-se e vivem nas escolas. Nós também seguiremos”, conta.
Em Magoanine, a situação é crítica como em vários outros bairros da periferia da capital do país, desde as chuvas de Janeiro passado. Mas com a precipitação desta quarta e quinta-feira, as casas ficaram neste estado: águas com tendência de atingir a cobertura, impossibilitando qualquer acção dos proprietários.
No quarteirão, segundo os moradores, o Conselho Municipal de Maputo já alocou uma bomba para sucção da água, mas não foi eficaz e a máquina foi retirada do local.
“Essa bomba está aí, não aguenta nada, não pode aguentar nada com essa água, porque aquela água é uma bomba que é para machamba, não é uma bomba industrial que pode baixar em um sítio de água. Não pode aguentar, porque tem um pouco de diâmetro, não pode trabalhar aquela bomba, só trabalha mais ou menos. Em seis horas, eles desligam, dizem que está quebrado”, disse Ernesto Rodrigues, morador Magoanine “A”.
No quarteirão 11 do bairro Zimpeto, também na Cidade de Maputo, sempre que chove, há vários anos a água cria pânico nos moradores. Depois da chuva torrencial em Janeiro deste ano, a água parecia estar a evaporar, mas o problema voltou a agravar-se. Nesta quinta-feira, este era o cenário que se via: casas inundadas e as famílias procurando salvar os seus pertences.
Essas casas todas, por acaso, toda essa parte aqui, todas abandonaram. Só uma ou outra família que ficou para guardar os seus pertences, porque na medida que você sai, há vandalismo. Entram, vandalizam a casa, roubam aquilo, mais aquilo, são prejuízos para nós. Denunciou Elsa Chilaule Moradora de Zimpeto
Os habitantes dizem terem encontrado a solução para o problema das águas junto de uma fábrica de colchões localizada nas proximidades, no entanto, dizem que foram barrados.
E nós tínhamos uma bomba do chinês que nós recolhemos, fizemos um documento, pedimos para a empresa Amado. Então, nós falamos com a empresa, a empresa disse que precisava de assinaturas dos responsáveis daqui do bairro.
Nós recolhemos as assinaturas e começou a puxar a água, puxava um dia sim, um dia não, um dia sim, um dia não. E, sei lá quem decidiu para que a empresa não puxasse mais água ali. Então, de repente, vimos que já não dá para puxar, procuramos saber o que está acontecendo. E a empresa disse que não era para mais ligarmos a bomba. Denunciou Custódio Julião Morador de do bairro
Os moradores do quarteirão 11, no Zimpeto, pedem a construção de valas de drenagem na periferia, à semelhança do que acontece no centro da cidade.
“Se essa pessoa que diz que senta na cadeira do poder do município, não pode sentar e ver o sistema da cidade, não. Verifica nas zonas recônditas também que possam trabalhar, fazer valas de drenagem, porque nós não vamos ficar em um período só de sol e aquecimento” disse Victor, Morador de Zimpeto
Enquanto não existir solução eficaz e definitiva para o problema de inundações, os moradores pedem a abertura de canais que permitam a drenagem das águas da chuva até ao rio Mulauzi.
O Parlamento do Senegal aprovou, nesta quarta-feira, uma nova lei que agrava as penas para relações homossexuais no país. O diploma legal duplica a pena máxima, passando de cinco a dez anos de prisão para os chamados “actos contra a natureza”, expressão usada na legislação para se referir a relações entre pessoas do mesmo sexo.
A lei segue nesta altura para promulgação pelo presidente Bassirou Diomaye Faye.
A proposta foi aprovada por ampla maioria na Assembleia Nacional, com 135 votos a favor, nenhum voto contra e três abstenções. Durante o debate parlamentar, alguns deputados defenderam a medida com discursos duros contra a homossexualidade, refletindo a forte oposição ao tema em parte da sociedade senegalesa.
Além das penas de prisão que duplicaram de 5 para 10 anos, a nova lei estabelece multas que podem variar entre dois e dez milhões de francos, valores muito superiores aos previstos anteriormente. A legislação também prevê penas de três a sete anos de prisão para pessoas consideradas culpadas de promover ou financiar relações homossexuais. A pena máxima será aplicada quando o acto envolver menores.
A aprovação ocorre em meio a uma onda recente de detenções no Senegal. Desde fevereiro, dezenas de homens foram presos com base nas leis anti-LGBTQ do país, muitas vezes após denúncias ou buscas em telefones. O tema tem gerado forte controvérsia no país da África Ocidental, onde organizações religiosas defendem punições mais severas, enquanto entidades de direitos humanos alertam para o aumento da repressão e da discriminação.
O Governo do Irão alertou que o mundo deve preparar-se para uma possível subida do preço do petróleo até 200 dólares por barril, devido ao conflito no Médio Oriente.
O conflito no Médio Oriente tende a intensificar-se. As forças iranianas atacaram navios mercantes nesta quarta-feira, numa zona estratégica que se encontra, actualmente, bloqueada.
Segundo a imprensa internacional, Teerão também lançou ataques contra Israel e alvos em várias partes do Médio Oriente, demonstrando que ainda tem capacidade de resposta, apesar do que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos da América descreveu como os ataques mais intensos de sempre conduzidos pelas suas forças e por Israel.
Os preços do petróleo, que tinham disparado no início da semana, aliviaram, entretanto os mercados bolsistas recuperaram, com investidores a acreditarem que o Presidente dos EUA vai encontrar rapidamente uma forma de terminar este conflito.
Enquanto isso, o governo do Irao alerta para uma subida brusca do preço do petróleo de até 200 dólares por barril.
O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu hoje, em audiência, a Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), encontro no qual a instituição apresentou a sua avaliação sobre a evolução da situação dos direitos humanos no país, os desafios decorrentes de conflitos sociais e situações de emergência recentes, bem como a necessidade de reforço institucional e financeiro da Comissão para cumprir os mandatos que lhe foram atribuídos.
Falando à imprensa no final da audiência, o presidente da CNDH, Albachir Macassar, explicou que o encontro se enquadra no processo de acompanhamento que o Presidente da República tem vindo a realizar com diversas instituições públicas e organizações da sociedade civil sobre a situação dos direitos humanos no país.
Durante o encontro, a Comissão apresentou a sua leitura sobre a evolução da situação dos direitos humanos, particularmente tendo em conta acontecimentos registados no ano passado e no início do presente ano (manifestações violentas e calamidades naturais), que colocaram novos desafios nesta área.
Segundo Macassar, a actuação da Comissão neste contexto centrou se na sensibilização, promoção e acompanhamento de medidas destinadas a garantir a protecção dos direitos dos cidadãos, sobretudo em cenários marcados por conflitos sociais ou situações de emergência.
“E o papel que a Comissão teve neste momento foi, por um lado, de sensibilização e promoção, e, por outro, de acompanhamento daquilo que seriam as medidas a curto e longo prazos que podem ser realizadas pelo Estado para garantir os direitos do cidadão em situações principalmente como estas adversas, de conflitos sociais e também de emergência, no caso deste ano”, acrescentou.
A audiência serviu igualmente para apresentar ao Chefe do Estado as preocupações da instituição relacionadas com o cumprimento das suas atribuições e responsabilidades.
“E também a Comissão apresentou aquilo que são as suas preocupações em termos de trabalho, de uma forma geral, sobre aquilo que é a própria tarefa fundamental do Estado, que o Estado está a atribuir à Comissão”, referiu.
Entre os pontos destacados esteve a ampliação dos mandatos confiados à CNDH ao longo dos últimos anos, incluindo novas responsabilidades na monitoria de instrumentos internacionais de direitos humanos.
“Falamos aqui, necessariamente, para além do mandato amplo que a Comissão tem, desta recepção que a Comissão tem estado a ter de novos mandatos. Há um mandato especial que foi atribuído à Comissão em 2013, que é o mecanismo preventivo contra a tortura, mas também, a bem pouco tempo, recebeu mais um mandato especial que é o mandato como mecanismo de monitoria da
implementação da Convenção sobre as Pessoas com Deficiência”, explicou.
Face a estas responsabilidades acrescidas, Macassar sublinhou a necessidade de reforçar a capacidade institucional e financeira da Comissão para garantir uma resposta adequada às suas funções.
“São mandatos amplos, importantes, mas que é preciso, também, para além de reforçar a parte institucional, reforçar o lado financeiro, a robustez institucional da própria Comissão para que ela possa responder melhor àquilo que seria o seu papel”, afirmou.
No final, o presidente da CNDH considerou que o encontro decorreu num ambiente de abertura e permitiu transmitir ao Chefe do Estado as principais preocupações da instituição.
“Portanto, esta foi a conversa que tivemos com Sua Excelência Presidente da República. Foi muito bem conseguida, conseguimos fazer chegar aquilo que são as nossas preocupações e Sua Excelência Presidente da República recebeu também à altura destas preocupações”, concluiu.
Moçambique recebeu 4,3 mil milhões de Meticais em doações e apoio monetário para vítimas das cheias e inundações, que já afectaram mais de 870 mil pessoas, anunciou hoje o Governo.
“Em todos os níveis, foram canalizadas doações em forma de alimentos, vestuário, material de abrigo, e valores monetários, estimado em 4,3 mil milhões de meticais, dos quais cerca de 1,3 mil milhões em valor monetário”, avançou o Ministro da Administração Estatal e Função Pública, na sessão de resposta aos deputados.
Pelo menos 270 pessoas morreram na actual época chuvosa em Moçambique, desde Outubro, que afectou mais de 870 mil pessoas, 725 mil das quais só nas cheias de Janeiro, em que morreram cerca de 40 pessoas, sobretudo no sul.
Impissa explicou ainda que a ajuda monetária recebida está a ser usada para reforçar a aquisição de bens alimentares e não alimentares para assistência às populações afectadas pelas inundações.
Em 03 de Março, o Governo moçambicano já tinha adiantado ter recebido 1,3 mil milhões de meticais e 6,7 mil toneladas de produtos diversos para apoiar vítimas das inundações.
Em relação às medidas de recuperação das infra-estruturas afectadas pelas cheias, o Governo disse estar na fase conclusiva do esboço do Plano Global de Reconstrução Pós-Cheias 2026 em Moçambique, que visa, entre outras, assegurar uma reconstrução resiliente e sustentável, bem como garantir o relançamento da economia local.
À luz do mesmo plano, o Governo espera realizar intervenções imediatas de assistência humanitária, restabelecer os serviços sociais, incluindo acesso a saúde, educação, água, saneamento e energia, além de normalizar o funcionamento do Estado e da economia local em zonas afectadas.
O Governo vai reabilitar igualmente 5.697 km de estrada, bem como 684 km de linha férrea, 16 pontes, repor 98 aquedutos e 16 km de linha de transmissão de energia, além de substituir 92 postos, instalar 25 km de linha de média tensão e repor 410 postos de transformação.
As 16 equipas ainda em prova já sabem o que as separa da final da Liga Europa 2025/26, em Istambul a 20 de Maio, isto após a definição do quadro de jogos para o que resta da competição.
O primeiro passo rumo à glória tem lugar esta quinta-feira, por ocasião da primeira mão dos oitavos-de-final. Conferimos os destaques de cada jogo, com destaque para as equipas portuguesas, Porto e Braga, que jogam fora nesta primeira mão.
O FC Porto desloca-se a Alemanha para defrontar o Stuttgart, à procura de continuar a sua caminhada na Liga Europa. O Stuttgart continua a impressionar sob o comando de Sebastian Hoeness e parece ter elevado a sua forma no momento certo. O Celtic não teve argumentos para travar a formação alemã no play-off, mas o FC Porto, líder da Liga portuguesa, representa um desafio bem diferente. Os Dragões terminaram no quinto lugar da fase de liga e são bem organizados e compactos na defesa, ao mesmo tempo que representam sempre uma ameaça no ataque.
Já o Braga desloca-se a Budapeste, na Hungria, para defrontar o Ferencváros. Nove anos depois de capitanear o Tottenham na vitória sobre o Braga nos oitavos-de-final – bisando na primeira mão –, o técnico do Ferencváros, Robbie Keane, terá ambições semelhantes quando a sua equipa entrar em campo em Budapeste. Os campeões húngaros estão invictos em casa há cinco jogos na competição, tendo inclusivamente protagonizado uma reviravolta na segunda mão do play-off contra o Ludogorets, mas agora enfrentarão uma equipa do Sporting de Braga que parece ter reservado a sua melhor forma para a Europa League desta época.
Aston Villa e Lille reencontram-se dois anos depois de terem medido forças nos quartos-de-final da Liga Conferência, um confronto que foi decidido apenas nos penáltis. O Villa venceu sete dos oito jogos que disputou na fase de liga durante uma incrível sequência de jogos durante o inverno, mas as lesões afectaram o conjunto orientado por Unai Emery, que agora enfrenta um difícil desafio diante de um Lille que deu a volta à derrota sofrida na primeira mão contra o Crvena Zvezda no play-off, graças, em grande parte, a Olivier Giroud.
A Roma tem-se apresentado a um excelente nível na Serie A e conta com a veia goleadora do reforço de Janeiro, Donyell Malen, sendo que o técnico Gian Piero Gasperini conquistou este troféu com a Atalanta há dois anos. Ainda assim, o Bologna também tem motivos para estar confiante: não sentiu problemas de maior ante o Brann no play-off e perdeu apenas uma das suas últimas seis partidas contra os Giallorossi.
O Betis tem passado um pouco despercebido na Europa nesta temporada, mas o finalista vencido da última edição da Conference League está silenciosamente a construir outra impressionante campanha. O PAOK, rival grego do Panathinaikos, que mostrou a sua força ao superar o invicto Viktoria Plzeň nos penáltis.
A última viagem do Lyon à Espanha terminou com uma derrota por 2-0 ante o Bétis na Jornada 4. O Celta, mais uma vez a impressionar na Liga espanhola, está nos oitavos-de-final pela primeira vez em oito anos, mas não carece de experiência com jogadores como Iago Aspas.