As cheias e inundações que afetaram a província de Gaza entre Janeiro e Março deste ano provocaram a morte e dispersão de centenas de animais no Parque Nacional de Banhine, agravando o conflito entre comunidades locais e fauna bravia nos distritos de Mabalane, Chigubo e Mapai.
O fenómeno climático teve impactos significativos sobre a área de conservação, com a destruição de infraestruturas, a fuga de espécies e o enfraquecimento dos esforços de repovoamento faunístico em curso no parque.
De acordo com residentes, a convivência com a fauna bravia tornou-se mais difícil nos últimos meses, com registo de ataques a pessoas e aumento da presença de animais em zonas habitacionais.
“O conflito com a fauna bravia é o pão de cada dia, para dizer que a população reclama dia após dia. Cerca de 60 mil hectares foram devastados”, relatou Salvador Machava, produtor da área do parque.
Já a Administradora de Mapai descreveu episódios recentes de ataques envolvendo búfalos, incluindo ferimentos a membros da comunidade.
“Temos búfalos que chegam até a menos de dois quilómetros da vila, aqui no Matadouro. Uma criança foi agredida por búfalos. Nos últimos dois meses podemos falar de seis pessoas que foram agredidas”, disse Maria Helena, Administradora de Mapai.
Além do impacto sobre a fauna, as cheias destruíram infraestruturas estratégicas do parque, incluindo um santuário de proteção e maneio da vida selvagem, com prejuízos estimados em mais de 30 mil dólares.
“Foi destruído. O santuário praticamente está destruído. Os danos podem rodar acima de 30 mil dólares”, referiu Abel Nhabanga, Administrador do Parque Nacional de Banhine.
Segundo a administração do parque, a situação foi agravada pela subida do nível das águas, que cobriu grande parte do perímetro da reserva e levou à dispersão de espécies e à perda de animais recentemente introduzidos.
“Este ano o conflito com a fauna bravia agudizou-se. Tivemos chuvas intensas e água espalhada quase em todo o perímetro do parque”, explicou o responsável, acrescentando que estão em curso medidas de mitigação.
Entre as acções em implementação estão a vedação eléctrica de machambas e a criação de equipas de fiscais especializados em mediação de conflitos entre comunidades e fauna.
As cheias comprometeram ainda o programa de repovoamento do parque, incluindo a dispersão de mais de 400 animais translocados em 2025, numa operação avaliada em cerca de 350 mil dólares.
“Perdemos muitos animais devido à cheia. Alguns ficaram entalados em lama, sobretudo impalas e cabritos-do-mato. Tivemos também uma migração de animais não comum”, indicou Abel Nhabanga.
Paralelamente aos impactos ecológicos, o parque registou a deslocação incomum de espécies como zebras e búfalos para zonas habitacionais, aumentando a tensão com as comunidades locais.
Apesar dos prejuízos, o Parque Nacional de Banhine avançou com a entrega de 20% das receitas da conservação às comunidades, como forma de reforçar o envolvimento local na protecção da área.
“As comunidades precisam sentir que o parque também lhes pertence”, referiu Claudino Soupada, beneficiário, sublinhando que os fundos estão a ser aplicados em apoio agrícola e distribuição de insumos.
As autoridades do parque estão neste momento a realizar o levantamento completo dos danos e a mobilizar recursos para reforçar a protecção da área de conservação, restaurar infra-estruturas destruídas e mitigar os impactos sobre a fauna e as comunidades circunvizinhas.
O secretário de Estado na província de Niassa, Silva Livone, determinou a suspensão e banimento de várias entidades ligadas à exploração e gestão de áreas de conservação na província, incluindo a Sociedade Búfalo Safar, a Sociedade Nhali Kanga e a empresa WCS, no âmbito de uma decisão que visa reestruturar a administração da Reserva Especial do Niassa.
As medidas foram anunciadas durante uma reunião de trabalho em Lichinga e incluem ainda a suspensão da direcção da Reserva Especial do Niassa, abrangendo o administrador da unidade e toda a equipa de gestão em funções.
Segundo o governante, as forças de segurança deverão ocupar imediatamente as áreas abrangidas pelas decisões, garantindo o controlo do território até novas instruções das autoridades centrais.
“A Sociedade Búfalo Safar está banida na nossa província. A Polícia da República de Moçambique e outras forças de segurança devem ocupar esta área até novas ordens”, declarou.
Na mesma intervenção, Silva Livone anunciou igualmente a suspensão temporária da Sociedade Nhali Kanga, no distrito de Marupa, com efeitos imediatos.
“Fica suspensa a actividade da Sociedade Nhali Kanga, com ocupação do local pelas forças de segurança até novas ordens”, afirmou.
O secretário de Estado foi mais longe ao determinar a cessação de qualquer relação institucional com a empresa WCS, ordenando a retirada de todos os seus elementos do território provincial.
“Qualquer elemento da WCS que entrar no aeroporto de Lichinga ou em qualquer área da província deve ser imediatamente recolhido. A nossa relação com a WCS terminou até novas ordens”, declarou.
Silva Livone anunciou ainda a criação de uma equipa multissectorial para assumir a gestão interina da Reserva Especial do Niassa, liderada por Adelino Emílio Cidione, chefe do Departamento Provincial de Fiscalização no Serviço Provincial do Ambiente.
A equipa será coadjuvada por outros técnicos e por representantes das forças de defesa e segurança, que actuarão em coordenação com o objectivo de garantir a protecção da área de conservação.
O governante determinou igualmente o reforço da presença da Polícia de Protecção dos Recursos Naturais e outras unidades de segurança, defendendo uma actuação firme perante eventuais ameaças.
“Se houver ameaça, deve-se responder à altura, incluindo o terrorismo, porque conhecemos os modos de actuação destas pessoas na província”, afirmou.
A decisão inclui ainda a comunicação formal ao ministro da Agricultura, Ambiente e Pesca, Roberto Mito Albino, a quem caberá a validação das medidas ao nível do Governo central.
Silva Livone justificou as medidas com alegadas falhas de coordenação entre operadores, gestão da reserva e comunidades locais, apontando conflitos recorrentes entre homem e fauna bravia.
“Ficou comprovado que há fraco compromisso entre operadores, direcção da reserva e comunidades locais, com arrogância e má actuação, o que tem contribuído para o conflito homem-fauna-bravia”, referiu.
O governante sublinhou que o objectivo das decisões é reforçar a protecção da fauna e flora, garantir a segurança das populações e promover o desenvolvimento sustentável da província do Niassa.
Volvidas 72 horas desde o assassinato do bispo da Diocese de Quelimane, Dom Osório Citora Afonso, continuam por esclarecer as circunstâncias do crime que chocou a comunidade católica e a sociedade moçambicana. Até ao momento, nem o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) nem a Diocese de Quelimane divulgaram informações sobre os possíveis autores ou motivações do homicídio.
Enquanto decorrem as investigações, a residência episcopal transformou-se num local de peregrinação e solidariedade. Fiéis, líderes religiosos, académicos e representantes de diferentes sectores sociais têm ido ao local para prestar homenagem ao prelado, assassinado na madrugada de sábado.
Entre as manifestações de pesar destaca-se a visita de membros da Comunidade Muçulmana Nativa, que expressaram consternação pela morte de uma figura reconhecida pelo diálogo inter-religioso e pela promoção da convivência pacífica.
“O falecimento do Reverendíssimo Bispo acabou sendo um grande pesadelo para nós. Não há motivos para tirar a vida de um líder que nunca fez mal a ninguém, um homem de convivência e de irmandade. Precisamos que este caso seja esclarecido porque é preocupante para todos nós”, afirmou Augusto Nobre, membro da Comunidade Muçulmana Nativa.
Também o docente universitário Gaudêncio Material destacou o legado de proximidade deixado por Dom Osório Citora Afonso.
“Foi um bispo que aproximava todas as camadas sociais e até visitava comunidades de outras religiões. Transmitia a mensagem de um pastor que procurava unir a sociedade. Não pode haver pessoas destinadas a morrer naturalmente e outras vítimas de assassinatos”, lamentou.
À medida que cresce a expectativa em torno dos resultados das investigações, especialistas defendem a necessidade de um trabalho forense rigoroso para o esclarecimento do caso.
O capitão na reserva Abdul Machava, com formação em Balística, considera que a natureza do crime sugere uma acção executada com elevado grau de preparação. Segundo a sua análise preliminar, baseada nas informações conhecidas até ao momento, a investigação deverá concentrar-se na trajectória do projéctil, na localização dos impactos secundários e nos vestígios deixados pela munição.
“É fundamental que a investigação seja conduzida com base em evidências científicas. A análise da trajectória do disparo, da distância do atirador e dos vestígios balísticos poderá ajudar a construir o perfil do autor e a compreender a dinâmica do crime”, explicou.
Machava alertou ainda para a necessidade de reforçar a componente forense das investigações criminais no País.
“Não podemos continuar a assistir a incidentes desta natureza sem respostas claras. É preciso recolher dados cientificamente sustentados que permitam determinar quem fez, como fez e em que circunstâncias actuou”, defendeu.
A morte de Dom Osório Citora Afonso continua a gerar profunda comoção em Quelimane e em várias partes do País. Reconhecido pelo seu trabalho pastoral, pela defesa da paz e pela promoção do diálogo entre comunidades religiosas, o bispo era considerado uma das figuras mais respeitadas da Igreja Católica na região Centro de Moçambique.
À medida que avançam as investigações, familiares e fiéis aguardam respostas das autoridades sobre um crime que abalou, não apenas a Diocese de Quelimane, mas também a sociedade moçambicana, no seu todo.
As pessoas com deficiência solicitam ao Governo que inclua o protector solar na lista de medicamentos, de modo a beneficiar de isenção de taxas fiscais, conforme prevê a Lei de Promoção e Protecção dos Direitos da Pessoa com Deficiência. A informação foi avançada nesta segunda-feira, durante o lançamento da semana de consciencialização para respeito pelos direitos desta classe social.
Dois anos depois da aprovação da Lei sobre Deficiência, que prevê que os protectores solares destinados a pessoas com deficiência beneficiem de isenção de taxas de importação, as pessoas com albinismo continuam a sofrer com taxas aduaneiras.
Nesta segunda-feira, o Fórum das Associações Moçambicanas de Pessoas com Deficiência, FAMOD, juntou-se à organização Amor à Vida para lançar a semana de consciencialização, na sequência das celebrações do Dia Internacional da Consciencialização sobre o Albinismo.
Na sequência, foram destacados alguns desafios de quem vive com o problema na pigmentação da pele: a dificuldade de aquisição de protector solar, um produto essencial para a sobrevivência da pessoa com albinismo.
“Eu não vivo sem protector. Eu não posso sair sem aplicar o protector solar, Não posso ir trabalhar sem protector solar. O protector solar é vida, para mim. Qualquer tipo de actividade que eu faço, tem duas horas, e duas horas que eu tenho de renovar”, defendeu Gizela Samuel, uma pessoa com albinismo cujo depoimento foi secundado por Milton Mulhovo, da Associação Amor à Vida.
“A consequência directa mesmo é essa, que a pessoa vai ter sequelas na pele, que a longo prazo podem chegar a um nível de cancro e que, infelizmente, pode até causar a morte da pessoa.”
Os actuais preços sufocam a quem depende do protector solar. Por isso, a sua isenção é essencial.
“Eu sabia que o protector solar é considerado um cosmético e é importante que ele passe a ser considerado um fármaco, que é para poder beneficiar de isenção. E aqui há um aspecto importante. Por exemplo, no âmbito da Lei 10/2024, que é a Lei de Promoção, Impostos, Direitos e Pessoas com Deficiência, o protector solar já é alvo de isenção aduaneira. Contudo, essa isenção ainda não se reflecte na realidade, e também é importante que, por exemplo, se especifique, isto já na pauta aduaneira, qual, de facto, tem de ser o protector solar que vai beneficiar de isenção”, explicou Munlhovo.
Este e vários outros desafios que afligem este grupo social estarão em debate entre 8 e 13 de Junho, na semana dedicada à consciencialização.
“Nesta semana toda, nós vamos advogar para a remoção deste medicamento, para que deixe de ser um produto cosmético e seja considerado como um medicamento. E, sendo assim, nós acreditamos que poderia chegar a mais pessoas com albinismo e, por consequência, prevenir contra o cancro de pele nas pessoas com albinismo”, defendeu Zeca Chaúque, presidente da FAMOD.
O lema para o Dia Internacional da Conscientização sobre o Albinismo, celebrado a cada 13 de Junho, é “Orgulhosamente na minha pele: celebrando todos os tons de pele”.
As baixas temperaturas que se fazem sentir na cidade de Maputo estão a provocar um aumento significativo de casos de gripe e constipação nas unidades sanitárias. Crianças, mulheres grávidas e adultos são os grupos mais afectados, apresentando sintomas como tosse persistente, febre, dores de garganta, congestão nasal e mal-estar geral, numa altura em que as autoridades de saúde reforçam o apelo à prevenção e desencorajam a automedicação.
Nos corredores dos hospitais, os relatos de pacientes revelam o impacto do frio na saúde. Elisa Machava descreve um quadro de sintomas persistentes que a tem afectado nos últimos dias.
“É a dor de garganta até o peito mesmo. É a cuspação mais forte. Até dói o peito. Então toma dois, três medicamentos e acaba mais logo”, contou. Já Victória Macuacua, mãe de uma criança doente, afirma que o filho tem sido frequentemente afectado nesta época. “Nesse tempo de frio, ele sempre apanha gripe. E agora já voltámos para o hospital. Me deram medicação”, relatou.
Entre os pacientes, há também casos em que a automedicação agravou a situação clínica. Luísa, uma gestante, explica que inicialmente recorreu a soluções caseiras para aliviar os sintomas. “Eu tenho que recorrer às soluções caseiras. Só quando ela é um pouco agressiva é que eu me dirijo ao hospital”, disse. Por sua vez, Etelvina, mãe de uma paciente internada, reconhece os riscos da automedicação. “Prefiro levar ela ao hospital, em vez de ir lá automedicar. Eu automediquei ela e aquela medicação, na verdade, só estava lá a fazer mal. Viemos para aqui e ela acabou ficando internada”, lamentou.
Perante a crescente procura pelos serviços de saúde, o Hospital Central de Maputo (HCM) esclarece que os casos observados correspondem ao comportamento normal das doenças respiratórias associadas à estação fria e não a uma nova vaga da COVID-19.
Segundo o director dos Serviços de Urgência do HCM, Dino Lopes, o último caso confirmado da doença foi registado há vários meses. “Só foi em Abril, se a memória não me falha, que tivemos um caso de covid de um doente com outras patologias associadas. De lá para cá, diariamente, os casos que suspeitamos fazíamos testes e ainda não tivemos um caso positivo de covid-19. Então, é gripe, é resfriado. Na própria época, os vírus são vários”, esclareceu.
O responsável recomenda a adopção rigorosa de medidas preventivas para reduzir o risco de transmissão. “Temos que ter a etiqueta da tosse. Arejar os espaços. Os espaços têm que ter um arejamento que permita a circulação adequada do ar. É preciso hidratar para evitar que ressequemos tanto a mucosa”, aconselhou. Dino Lopes acrescentou ainda que, “havendo condições, além dessas outras medidas, era muito necessário vacinação”, apontando a imunização como uma das estratégias mais eficazes para reduzir os efeitos das doenças respiratórias durante o Inverno.
Entretanto, o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a continuação das temperaturas baixas nas próximas semanas. O director dos Serviços Centrais de Previsão Meteorológica, Dorival Mutereda, alerta que o período mais frio do ano ainda não terminou. “O frio vai até quase o final de Julho. Então, ainda estamos no pico do frio”, explicou. O meteorologista advertiu ainda para as variações térmicas ao longo do dia.
“Quem sair de casa essa hora não está agasalhado, mas ao regresso já está com problemas de frio. Estamos na época do frio, temos que estar sempre agasalhados”, recomendou.
Num contexto em que as infecções respiratórias tendem a aumentar durante o Inverno, especialistas defendem a adopção de medidas preventivas, incluindo o uso adequado de vestuário para o frio, a hidratação regular, a ventilação dos ambientes e, sempre que possível, a vacinação.
Em vários países, a imunização sazonal tem sido usada como uma das principais estratégias para minimizar o impacto das doenças respiratórias associadas às baixas temperaturas.
As autoridades da República Democrática do Congo (RDC) elevaram para 515 o número de casos confirmados no surto de Ébola, declarado a 15 de Maio, no leste do país. A doença já causou 91 mortes.
No último boletim sobre a doença, divulgado na noite de domingo com dados até sábado, o Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) indicou terem sido registados 27 novos casos nas 24 horas anteriores à publicação do relatório.
Segundo as autoridades, 283 pacientes encontram-se hospitalizados ou em isolamento. O número de pessoas recuperadas subiu para 12, mais três do que na última contagem, enquanto as zonas de saúde afectadas em três províncias congolesas se mantêm em 25.
O surto foi declarado em Ituri — província fronteiriça com o Sudão do Sul e o Uganda — que continua a ser o epicentro da doença, com 487 casos. Contudo, propagou-se às províncias orientais de Kivu Norte, com 25 casos, e Kivu Sul, com três.
A epidemia alastrou-se igualmente ao Uganda, onde foram detectados até ao momento 19 casos, incluindo 14 considerados importados da RDC, entre os quais dois óbitos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que o vírus começou a circular em Ituri cerca de dois meses antes da declaração oficial do surto, que foi classificado, a 17 de Maio, como uma «emergência de saúde pública de importância internacional».
O vírus do Ébola transmite-se por contacto directo com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados e provoca febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragias internas.
O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, condenou, este domingo, os actos de xenofobia que têm marcado as últimas semanas naquele país e reconheceu fragilidades na gestão da imigração, numa altura em que vários cidadãos estrangeiros, incluindo moçambicanos, enfrentam ameaças e ataques.
Num discurso transmitido pela televisão nacional, Ramaphosa apelou à união e rejeitou campanhas que alimentam sentimentos anti-imigração.
“Não nos deixaremos enganar nem influenciar por campanhas nas redes sociais que espalham desinformação, notícias falsas e mentiras sobre pessoas que estão no nosso país”, afirmou.
O pronunciamento surge num contexto de crescente tensão social, com grupos anti-imigração a acusarem estrangeiros em situação irregular de contribuírem para o desemprego e para a sobrecarga dos serviços públicos. O chefe de Estado sul-africano rejeitou essa narrativa, defendendo que os problemas económicos do país têm causas mais profundas.
Ramaphosa admitiu, contudo, que existem falhas na forma como o Estado tem gerido os fluxos migratórios e garantiu que o Governo irá reforçar as acções de controlo fronteiriço e deportação de cidadãos sem documentação legal.
Apesar disso, advertiu que nenhuma pessoa ou grupo tem autoridade para actuar à margem da lei, sublinhando que apenas as instituições competentes podem intervir em casos de imigração ilegal.
A situação preocupa particularmente Moçambique. Recentemente, o Governo moçambicano denunciou a morte de nove cidadãos nacionais em alegados ataques xenófobos registados na África do Sul.
Entretanto, diversos países africanos começaram a retirar os seus cidadãos do território sul-africano. O Gana já repatriou cerca de 300 nacionais, enquanto a Nigéria e o Malawi anunciaram medidas semelhantes.
A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, inaugura hoje, no distrito de Búzi, em Sofala, o Centro de Saúde de Gruja, uma unidade sanitária do tipo 2, concebida para melhorar o acesso da população aos serviços médicos essenciais e reduzir as longas distâncias percorridas pelas comunidades em busca de cuidados de saúde.
A infra-estrutura resulta da campanha solidária “Um Moçambicano, Um Metical”, promovida pela Televisão de Moçambique (TVM), em parceria com o Gabinete da Primeira- Dama.
A entrada em funcionamento desta unidade sanitária representa um importante reforço da rede de cuidados de saúde primários no distrito de Búzi, permitindo que milhares de cidadãos tenham acesso mais próximo e célere aos serviços de consulta, prevenção e tratamento de diversas enfermidades.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) apreendeu cerca de 1200 litros de combustível durante uma operação de combate à venda ilegal de gasolina e gasóleo realizada na manhã de sábado, na cidade de Tete.
A acção foi conduzida em coordenação com a Polícia Municipal e surge numa altura em que a procura por combustíveis continua elevada, provocando longas filas nos postos de abastecimento da cidade.
A operação ocorreu cerca de 48 horas depois de denúncias públicas sobre o aumento da comercialização informal de combustíveis em diversos bairros da urbe, prática que se intensificou no meio das dificuldades de abastecimento verificadas nos últimos dias.
Segundo o porta-voz da PRM em Tete, Feliciano da Câmara, a acção permitiu identificar vários pontos de venda clandestina e apreender quantidades significativas de gasolina e gasóleo armazenadas em condições consideradas inadequadas e perigosas.
“Foi possível identificar alguns locais onde se efectuava a venda ilícita deste combustível e apreender cerca de 1200 litros entre gasolina e diesel. O produto era comercializado ilegalmente e em condições que não oferecem qualquer critério de segurança, criando um ambiente propício para a ocorrência de incidentes que poderiam causar danos à população”, explicou.
De acordo com a polícia, a operação foi antecedida por acções de sensibilização junto das comunidades, com o objectivo de desencorajar a proliferação deste tipo de actividade.
As autoridades apontam que, além dos riscos associados ao armazenamento inadequado dos combustíveis, a venda clandestina tem contribuído para a prática de preços especulativos, penalizando os consumidores.
“É um combustível comercializado em condições que não oferecem segurança e, muitas vezes, a preços superiores aos oficialmente estabelecidos”, acrescentou o porta-voz.
A PRM afirmou que manterá uma postura de tolerância zero em relação à comercialização ilegal de combustíveis, alertando que novas operações poderão resultar em detenções caso a prática persista.
“Hoje fizemos apreensões, mas não houve detenções. Contudo, se continuarem a existir situações desta natureza, poderemos desencadear acções mais enérgicas que culminem com a responsabilização criminal dos envolvidos”, advertiu Feliciano da Câmara.
Relativamente à origem do combustível apreendido, a polícia admite a possibilidade de o produto ter sido adquirido em postos de abastecimento autorizados para posterior revenda ilegal, sem excluir a hipótese de contrabando.
“Acreditamos que parte deste combustível tenha sido adquirido em pontos oficiais de venda, mas também pode haver casos de contrabando, situação que continua sob investigação”, afirmou.
Apesar da intervenção policial, a situação do abastecimento na cidade de Tete continua a preocupar os consumidores. Ao longo dos últimos dias, têm sido registadas extensas filas nos postos de combustível, reflectindo a elevada procura e a incerteza quanto à regularidade do fornecimento.
As autoridades garantem que continuarão a monitorizar o mercado e a combater práticas que possam agravar a escassez ou colocar em risco a segurança pública.
As empresas do Grupo Yuxiao em Moçambique, a Africa Great Wall Mining Development Company e a Mozambique Heavysand Company, dedicadas à exploração de areias pesadas na província da Zambézia, têm levado a cabo um programa de responsabilidade social corporativa que abrange habitação, electrificação, estradas, saúde, educação, governação comunitária e prevenção de desastres.
Por exemplo, no reassentamento de Matilde, foram construídas e entregues 50 casas, transferidas integralmente em de Maio de 2024.
No reassentamento de Musama, 19 famílias mudaram-se para as novas residências. As habitações, devidamente planificadas, contam com água, energia e acessos, permitindo ocupação imediata e segura. A empresa apoiou ainda a construção da igreja de Cuinga e de vários furos de água potável.
No que diz respeito à electrificação rural, a empresa mobilizou equipas especializadas para a montagem de linhas de transmissão, postes e iluminação pública, levando electricidade a comunidades há muito privadas de energia. As noites das aldeias ganharam luz e nova vitalidade.
Já na área de stradas, foram financiadas a reabilitação e o alargamento de caminhos rurais que ligam aldeias, reassentamentos e instalações industriais, facilitando o acesso aos mercados, postos de saúde e escolas.
Ainda no quadro da sua responsabilidade social, o Posto de Saúde de Olinda foi integralmente renovado, com novo telhado, paredes recuperadas e ambiente de atendimento transformado. Em 2023, na sequência do ciclone tropical Freddy, a empresa doou três ambulâncias ao governo local e entregou, em Quelimane, um donativo de um milhão de meticais ao distrito de Chinde para mitigação dos efeitos da tempestade e recuperação das comunidades.
Para melhorar o sector da educação, foram doados computadores portáteis a instituições de ensino e estruturas comunitárias, reforçando a informatização escolar e abrindo às crianças rurais uma janela para as tecnologias de informação.
Em Agosto de 2023, a Africa Great Wall Mining Development Company doou 1.365 fardamentos a líderes comunitários de três distritos da Zambézia, num investimento total de 23.376.418 meticais (cerca de 370 mil dólares norte-americanos).
Na cerimónia, a Secretária de Estado na província da Zambézia, Cristina Mafumo, enalteceu o contributo da empresa chinesa, afirmando que “os líderes comunitários são os primeiros olhos do nosso Governo, e ter fardamentos novos confere-lhes dignidade e melhora a sua apresentação junto da população”.
E perante as calamidades naturais, a empresa manteve-se ainda ao lado das populações, articulando o socorro de emergência com a reconstrução de habitações e infra-estruturas de saúde.
O Grupo Yuxiao reafirma o compromisso de continuar a apoiar as comunidades locais com acções concretas e duradouras, escrevendo um capítulo na cooperação entre a China e Moçambique, no quadro da iniciativa “Faixa e Rota”.

| Cookie | Duração | Descrição |
|---|---|---|
| cookielawinfo-checbox-analytics | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Analytics". |
| cookielawinfo-checbox-functional | 11 months | The cookie is set by GDPR cookie consent to record the user consent for the cookies in the category "Functional". |
| cookielawinfo-checbox-others | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Other. |
| cookielawinfo-checkbox-necessary | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookies is used to store the user consent for the cookies in the category "Necessary". |
| cookielawinfo-checkbox-performance | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Performance". |
| viewed_cookie_policy | 11 months | The cookie is set by the GDPR Cookie Consent plugin and is used to store whether or not user has consented to the use of cookies. It does not store any personal data. |