O país conta, a partir desta quarta-feira, com uma nova forma de prevenção do HIV/SIDA. Trata-se da Lenacapavir, uma injecção lançada pelo ministro da Saúde, que quando administrada duas vezes ao ano reduz o risco de infecção.
Dados do sector da Saúde apontam que o país regista anualmente 92 mil novas infecções por HIV, sendo que grande parte dos casos em adolescentes e jovens.
A adesão ao tratamento continua um desafio, numa altura em que prevalecem situações de estigma e descriminação.
Porque a ideia é reduzir as novas infecções, o ministro da Saúde lançou, esta quarta-feira, na província de Maputo, a Lenacapavir, uma nova forma de protecção contra a doença.
“Esta introdução vem alargar o leque de medicamentos de prevenção de profilaxia. Isto vai reduzir a pressão sobre nós. As pessoas vêm levando medicamentos todos meses. Agora vai reduzir a pressão porque vai-se apanhar uma injeção duas vezes por ano. ”
O método injetável deve ser administrado duas vezes, a cada seis meses, mas de forma combinada.
“Este médico de prevenção não deve ser implementado de forma isolada. Deve ser combinado com o uso de preservativo, a testagem rápida, o tratamento antirretroviral e campanhas de educação para mudança social e de comportamento”.
Numa primeira fase, a Lenacapavir será administrada em 55 unidades sanitárias e terá como prioridade adolescentes e jovens a partir de 15 anos de idade.
“Iremos iniciar pelas unidades sanitárias das cidades e província de Maputo e Zambézia. Quando se fala muito do chamado dividendo demográfico, é isto contingente. É por isso que esta injeção vai ser dada a partir dos 15 anos. Porque é este grupo que nós temos que salvar”.
Com a sua introdução o país passa a ser o nono em África a recorrer a este método de protecção, produzido nos Estados Unidos da América.
O ministro da Saúde reiterou que a Lenacapavir é uma injecção de acesso gratuito e deve ser somente administrada nas unidades sanitárias.
O Estado-Maior General das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) esclareceu a apreensão de uma viatura militar transportando armamento obsoleto, ocorrida no dia 27 de março de 2026, na cidade da Beira. De acordo com um comunicado do Ministério da Defesa Nacional, o incidente está relacionado com uma actividade rotineira de gestão de material militar, que consiste na selecção e transferência de armamento obsoleto para locais previamente definidos.
Segundo a FADM, antes do episódio registado no dia 27 de Março do corrente ano, já foram realizadas duas transferências semelhantes sem qualquer incidente. No entanto, nesta última operação, obteve-se “um desvio de rota da viatura, situação que culminou com a sua apreensão da viatura, juntamente com os seus ocupantes”.
O Ministério da Defesa Nacional esclarece ainda que a entrega do referido equipamento foi realizada no cumprimento de orientações superiores, tratando-se de um procedimento normal no âmbito da gestão de materiais militares fora de uso.
Face ao sucedido, estão em curso investigações com vista ao esclarecimento do caso. O Estado-Maior Geral garante que irá prestar informações adicionais.
Depois de sucessivas queixas de poluição provocada por serrações de madeira no bairro Aeroporto, em Quelimane, a Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental, AQUA, em coordenação com o Conselho Municipal, ordenou a retirada destas actividades do local. A medida está a gerar contestação por parte dos comerciantes.
Os moradores do bairro Aeroporto, na cidade de Quelimane, respiram agora de alívio com a retirada das unidades de processamento de madeira que, durante muito tempo, poluíram o ambiente e condicionaram a qualidade de vida dos munícipes.
A decisão foi tomada pela Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental, AQUA, em coordenação com o Conselho Municipal de Quelimane, e abrange tanto as serrações como os vendedores de madeira, que deverão ser transferidos para um outro local. No entanto, a medida não agradou aos comerciantes.
João Sanbura defende que a actividade é autorizada pelo Conselho Municipal e que todos os operadores pagam as respectivas taxas, pelo que considera injusta a retirada.
O chefe do mercado do bairro Aeroporto também pronunciou-se sobre o assunto, mostrando preocupação com o impacto da decisão.
O porta-voz do Conselho Municipal de Quelimane, Melo Henriques, considera infundadas as reclamações e garante que todas as etapas legais foram cumpridas.
As autoridades anunciaram que, a partir desta segunda-feira, terá início a retirada compulsiva de todos os que continuarem a exercer a actividade no local, em desobediência à proibição.
A medida surge em resposta às reclamações dos moradores, que há muito exigiam o fim da poluição provocada pelas serrações naquele bairro.
O primeiro-ministro do Senegal acusa o presidente dos Estados Unidos da America de criar instabilidade no mundo. Ousmane Sonko critica os ataques de Donald Trump ao Irão.
É a primeira vez que o Governo senegales, através do Primeiro Ministro, assume posicionamento face ao conflito entre Estados Unidos, Israel e Irao.
Ousmane Sonko, que falava numa conferência internacional sobre soberania, em Dakar, criticou duramente Donald Trump pela guerra contra o Irão, considerando que visa desestabilizar a ordem global, sem nenhum benefício.
“A redução da capacidade balística do Irão não foi alcançada. Forçar o Irão a abandonar todos os seus programas nucleares, tanto civis quanto militares, não é um objetcivo atingido”.
O primeiro Ministro do Senegal afirmou igualmente que Trump não é um homem de paz.
“Nenhum dos objectivos foi alcançado e, ainda assim, o mundo mergulhou em um caos injustificável. O Sr. Trump não é um homem de paz; ele é um homem que desestabiliza o mundo”.
Sonko apelou às nações africanas para que unissem forças e compartilhassem seu poder, apontando a juventude africana como uma “força a ser mobilizada”, afirmando que a soberania não pode ser alcançada sem o seu envolvimento.
A obra “Reformas Eleitorais em Moçambique” é o mais recente livro lançado esta quinta-feira, na cidade de Quelimane, da autoria do Professor Doutor Luís Cavalo. A publicação reflecte as dinâmicas do processo eleitoral ao longo dos anos no país.
Com 236 páginas, estruturadas em oito capítulos, a obra interpreta o presente com vista a perspectivar o futuro. Subordinado ao tema Reformas Eleitorais em Moçambique: um olhar à Comissão Nacional de Eleições, o livro apresenta uma análise crítica, baseada na experiência de quem dedica a sua vida ao órgão de gestão eleitoral, com destaque para o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral.
Gaudêncio Matavel foi, na ocasião, um dos apresentadores da obra. Na sua intervenção, destacou que o livro retrata a realidade moçambicana e as instituições responsáveis pela gestão eleitoral, defendendo a necessidade de reformas que promovam a união entre os actores políticos em prol do bem comum.
Luís Cavalo ocupa, actualmente, o cargo de Director do STAE na província de Nampula.
O Museu Banco de Moçambique, na cidade de Maputo, acolheu a exposição temporária “Diálogo das Paisagens de Jacob e Mucavele”, que reúne 12 obras de pintura de dois nomes de referência, Jacob Macambaco, a título póstumo, e Estêvão Mucavele.
A inauguração da exposição temporária “Diálogo das Paisagens de Jacob e Mucavele” surge numa iniciativa que cruza as diferentes abordagens técnicas destes autores e destaca o contributo das artes plásticas para a identidade cultural moçambicana.
Jacob Macambaco é reconhecido como um dos primeiros artistas plásticos negros do País e as suas criações são inspiradas em locais onde viveu e que percorreu, transformando memórias e observações directas em narrativas visuais marcantes.
Ao lado de Macambaco, Estêvão Mucavele apresenta um estilo distinto, marcado por cenários imaginários e pela liberdade criativa. As suas obras exploram uma dimensão mais poética e abstracta da paisagem, criando um contraste que enriquece o diálogo artístico da exposição.
Segundo os organizadores, a iniciativa visa valorizar o papel dos artistas e aproximar o público das artes. “É uma celebração das artes e uma forma de fazer as pessoas perceberem o valor destes artistas, sobretudo para encorajar aqueles que continuam a produzir”, destacou Felisberto Tlhemo, Curador da exposição.
Para Languana, presidente do Núcleo de Arte, a exposição evidencia ainda a complementaridade entre os dois estilos. “Estamos a ver paisagens de diferentes formas: o Macambaco com uma abordagem mais rural e o Estêvão com uma visão mais criativa. No fundo, fundem-se numa só paleta”, afirmou.
Trata-se de uma iniciativa do Banco de Moçambique, que reforça o compromisso desta instituição com a promoção das artes nacionais. O banco central já promoveu 3 exposições temporárias no Museu Banco de Moçambique e prevê realizar mais 2 até ao final deste ano.
Estevão Mucavele, actualmente com 85 anos, considerou o reconhecimento significativo e aproveitou a ocasião para incentivar as novas gerações. “Não pensava que a minha obra pudesse estar aqui tão bem-apresentada. Os jovens devem trabalhar mais e apostar na arte”, apelou.
Além das obras do Banco de Moçambique, fazem parte da exposição 5 obras de um coleccionador anónimo. A exposição está patente até ao mês de Maio.
O número de vítimas mortais resultantes da insurgência armada na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, subiu para 6.518 desde o início do conflito, em outubro de 2017, segundo dados recentes divulgados pela organização ACLED (Armed Conflict Location & Event Data).
No seu mais recente relatório, que cobre o período entre 23 de março e 5 de abril, a ACLED indica que foram registados três incidentes violentos nas últimas duas semanas, dos quais dois envolveram grupos extremistas ligados ao autoproclamado Estado Islâmico em Moçambique (EIM). Estes episódios provocaram três mortos, contribuindo para o aumento do número total de vítimas.
Desde o início da insurgência, foram contabilizados 2.345 eventos violentos, sendo que 2.174 estão associados a elementos do EIM.
Apesar da continuidade da presença insurgente, a ACLED descreve o período mais recente como relativamente calmo. De acordo com o relatório, os insurgentes mantêm गतिविधade no distrito de Macomia e deslocaram-se a áreas de mineração em Meluco, alegadamente com o objetivo de realizar ações de extorsão.
Na zona costeira, as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) prosseguem operações de patrulhamento, com enfoque na foz do rio Messalo, numa tentativa de conter movimentações insurgentes. Contudo, persistem tensões entre as forças de defesa e as comunidades locais, sobretudo após o alegado massacre de pescadores ocorrido a 15 de março.
Num relatório anterior, a ACLED, com base em fontes locais, atribuiu à Marinha moçambicana a responsabilidade pela morte de 13 pescadores em Mocímboa da Praia. As FADM rejeitaram essas acusações, afirmando que o ataque terá sido perpetrado por insurgentes disfarçados com uniformes militares.
Cabo Delgado, uma província rica em recursos naturais, particularmente gás, tem sido palco de ataques armados há cerca de oito anos. O primeiro incidente foi registado a 5 de outubro de 2017, no distrito de Mocímboa da Praia.
Entretanto, o Presidente da República, Daniel Chapo, admitiu recentemente a possibilidade de diálogo como uma das vias para a resolução do conflito no norte do país. Em declarações prestadas no Porto, à margem de uma cimeira com Portugal, o Chefe de Estado sublinhou que o principal objetivo é alcançar a paz.
Chapo recordou ainda a experiência de Moçambique na resolução de conflitos através do diálogo, destacando o fim da guerra civil entre o Governo e a Renamo, que culminou com a assinatura dos Acordos Gerais de Paz, em Roma, a 4 de outubro de 1992.
Um ataque levado a cabo por grupos jihadistas contra uma base militar no nordeste da Nigéria provocou a morte de um general do exército e de vários soldados, segundo fontes governamentais e de inteligência citadas pela Africanews.
O Brigadeiro-General Oseni Omoh Braimah é o segundo oficial de alta patente a ser morto em cinco meses, numa altura em que se regista um agravamento da violência no norte do país, maioritariamente muçulmano.
De acordo com quatro fontes, incluindo o exército, o ataque ocorreu durante a noite numa base localizada a cerca de 75 quilómetros de Borno. Uma fonte de inteligência apontou para pelo menos 18 mortos.
Este balanço eleva para quase 100 o número de vítimas mortais desde domingo no norte da Nigéria, onde grupos jihadistas e gangues criminosos têm intensificado ataques contra instalações militares e aldeias, sobretudo em zonas próximas do Sahel.
A Nigéria, o país mais populoso de África, enfrenta há cerca de 17 anos uma insurgência jihadista, iniciada em 2009 com o grupo Boko Haram e posteriormente agravada com o surgimento de dissidências, como a Província da África Ocidental do Estado Islâmico.
Mais de 70 países juntaram-se esta sexta-feira à Indonésia para condenar os ataques contra a Força Interina da ONU para o Líbano , num contexto de escalada da guerra contra Beirute, apesar das conversações de paz com Israel.
Embaixadores de uma dezena de países expressaram profunda preocupação com a escalada da tensão no Líbano desde 02 de março do ano corrente e o impacto na segurança das forças de paz, na sequência da morte de três forças de manutenção de paz das Nações Unidas e depois de militares de França, Gana, Nepal e Polónia terem ficado feridos.
As missões diplomáticas sublinharam que as forças de paz nunca devem ser alvo de ataques e alertaram que estes factos podem constituir um crime de guerra, ao mesmo tempo que fizeram um apelo à ONU para que continue a investigar todos os ataques.
Estas delegações também deram ênfase à situação humanitária no Líbano, especialmente devido ao elevado número de vítimas civis, à destruição generalizada de infraestruturas e à deslocação em massa de mais de um milhão de pessoas.
Na quinta-feira, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou que o Governo israelita iniciará negociações directas com o Líbano para desarmar o Hezbollah e estabelecer relações pacíficas.
Israel foi instado a cessar imediatamente a agressão militar contra o Líbano, reiterando que o cessar-fogo também inclui este país. Os bombardeamentos massivos violam o direito internacional, após o assassínio de mais de 300 pessoas no Líbano desde o início da trégua.
O Seleccionador Nacional de Futebol Sub-17 garante que, apesar de Moçambique estar num grupo forte, há condições para passar a segunda fase do Campeonato Africano da categoria. Inserida no Grupo C da prova, a selecção nacional vai defrontar o Mali, Tanzânia e Angola.
A um mês do arranque da prova, Moçambique já conhece os seus adversários, tal como ditou o sorteio. Sem escolhas nem preferências, o seleccionador nacional tem noção do que vai encontrar no seu Grupo.
A selecção nacional parte para a competição com a ambição de qualificar para a segunda fase, sonho que só se pode concretizar com muito trabalho.
Moçambique está no Grupo C juntamente com o Mali, Tanzânia e Angola. A prova será disputada de 13 de Maio a 2 de Junho, em Marrocos.

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