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A cidade de Maputo acolhe, desde hoje até sexta-feira, a Cimeira de Negócios EUA-África, evento que vai discutir parcerias de negócios. Dirigindo-se aos 1500 participantes, esta manhã, no Centro de Conferências Joaquim Chissano, o Presidente da CTA agradeceu aos líderes africanos por se envolverem na busca de soluções que permitam o desenvolvimento de África do ponto de vista económico. Em especial, Agostinho Vuma dirigiu os seus agradecimentos ao Presidente da República, por entender que Filipe Nyusi tem contribuído para influenciar de forma positiva o ambiente de negócio no país.

O Presidente da CTA afirmou ainda, esta manhã, na abertura da 12ª Cimeira de Negócios EUA-África, que espera que se colham benefícios desta iniciativa. Segundo Agostinho Vuma, acolher este tipo de eventos pode ajudar a alavancar o comércio no país e no continente em geral e abrir caminhos para que parceria EUA com os africanos seja um sucesso.

Finalizando, Agostinho Vuma sugeriu que se deve tirar benefícios desta oportunidade que os empresários moçambicanos estão a ter, pois o país goza de uma localização geopolítica muito estratégica.

Algumas horas depois de testemunhar o anúncio da decisão final de investimentos na bacia do Rovuma pela Anadarko, a Sub-Secretária do Comércio dos Estados Unidos de América interveio, esta manhã, na abertura da 12ª Cimeira de Negócios EUA-África, evento a realizar-se no Centro de Conferências Joaquim Chissano, cidade de Maputo, até sexta-feira.

De acordo com Karen Dunn Kelley, neste momento, é fundamental que se juntam esforços para a melhoria do ambiente de negócios no continente. Conforme entende Dunn Kelley, na melhoria do ambiente de negócios em África, que deve conduzir os africanos à prosperidade, importa pôr-se em prática o aumento do nível de investimentos entre o continente e EUA. Para o efeito, os norte-americanos prevêem ajudar as suas empresas a ter maiores oportunidades de financiamento para que possam ter enormes vantagens de cá operar.

É a pensar na melhoria do ambiente de negócios e do aumento de investimentos de empresas norte-americanas no país que os Estados Unidos decidiram assinar memorando com Moçambique, mesmo tendo em vista a resolução de questões que têm a ver com negócios.

Na sua intervenção, a Sub-Secretária do Comércio dos Estados Unidos de América referiu-se ainda ao evento realizado ontem à noite, no Campus da Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo, dizendo que o anúncio da decisão final de investimentos foi um momento histórico para Moçambique, para os EUA e para África.
 

A abertura da 12ª Cimeira de Negócios EUA-África, a decorrer no Centro de Conferências Joaquim Chissano, na capital do país, foi feita pelo Presidente da República. Discursando sobre a importância desta iniciativa, Filipe Nyusi defendeu que esta é uma excelente oportunidade para atrair investimento estrangeiro ao país, o que condiz com o que o Governo tem vindo a fazer para atrair capital externo.

Sendo a Cimeira EUA-África um espaço privilegiado para se reflectir sobre negócios, Filipe Nyusi entende que a escolha de um país africano para acolher uma iniciativa de grande dimensão como esta revela a importância que os Estados Unidos dão ao continente no xadrez económico global. Por isso mesmo, afirmou Nyusi, a realização do fórum nesta altura enche de orgulho os moçambicanos, dando-lhes muita responsabilidade.

O Presidente da República agradeceu pela confiança de se fazer de Moçambique o anfitrião do evento que reúne homens e mulheres de vários cantos para identificarem oportunidades que os países da África subsaariana precisam para poderem exportar os seus produtos para Estados Unidos.

De modo que a 12ª Cimeira de Negócios EUA-África constitua uma vantagem, Nyusi recomenda que os intervenientes saibam conceber estratégias assertivas, com capacidade de negociar com os parceiros da melhor forma possível, até porque Moçambique é um exemplo de futuro promissor.

De acordo com o Presidente da República, a economia nacional continua a crescer mesmo estando a enfrentar alguma desaceleração, este ano, devido às calamidades naturais que assolaram muitos moçambicanos. Ainda assim, Nyusi prevê a retoma de crescimento de cerca de 6% até 2020.

Filipe Nyusi exortou os empresários dos Estados Unidos a aproveitar o ambiente de negócio existente em Moçambique, na região e em África.

A antiga Primeira-Ministra, Luísa Diogo, foi uma das integrantes do primeiro painel da 12ª Cimeira de Negócios EUA-África, evento a decorrer no Centro de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo.  

Centrando a sua intervenção no tema “Promovendo uma parceria resiliente e sustentável entre EUA e África”, Luísa Diogo afirmou que no continente ainda não há capitalistas, devido à falta de capitais. No entanto, os investidores não se devem deixar embalar por tal situação. Pelo contrário, a antiga Primeira-Ministra defende que a falta de capital pode ser transformada em oportunidade de negócio, o que depende de criatividade e inovação.

Mesmo com falta de capitais, Diogo considera que os africanos estão a preparar-se de modo que o desenvolvimento económico seja certo, apostando na abertura de mercado, na legislação e na liberalização. Agora, adiantou a antiga Primeira-Ministra, o desafio consiste na transformação, construção de infra-estruturas e investimento na conectividade entre África e o mundo.

Na percepção de Luísa Diogo, Estados Unidos tem uma experiência destacada no sector de investimentos em infra-estruturuas pelos privados. Logo, os empresários devem, nesta cimeira, apreender os conhecimentos a esse nível. Nisso, Estados Unidos também tem um papel a desempenhar: o de abrir e apoiar linhas de crédito que atraiam investidores para África. Com efeito, todos estes passos devem ser consolidados com a manutenção de um ambiente de negócio favorável e formação de africanos que possam tomar decisões correctas.

O terceiro painel da Cimeira EUA-África debate sobre “África à beira de um boom de gás natural liquefeito”. No evento a decorrer esta tarde no Centro de Conferências Joaquim Chissano, na cidade de Maputo, está o Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Max Tonela, quem, dissertando sobre o tema proposto à reflexão, afirmou estar à espera de que a implementação dos projecos de exploração da bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, tenham impacto na transformação de Moçambique, dos países da região austral e do continente em geral, o que também depende de muitos investimentos provenientes dos Estados Unidos da América.

Em primeiro lugar, segundo Tonela, os benefícios da exploração do gás no Norte do país devem ser dos moçambicanos. Por isso o Governo previu lançar concursos públicos para que as empresas interessadas possam contribuir na adição de valores no país, promovendo empresas locais, gerando oportunidades de negócio com capacitação focada nas Pequenas e Médias Empresas.

Reconhecendo que Moçambique não tem muito conhecimento na indústria do gás, a prioridade do Governo tem sido formação das pessoas, maximizando postos de empregos que podem ser ocupados por moçambicanos. “Estamos a desenvolver com a Anadarko uma iniciativa virada para a área vocacional. É possível formar em curto tempo, com menos recursos, profissionais que serão procurados durante a exploração e que, depois, possam ter oportunidades de trabalhar em qualquer canto do mundo em áreas afins”.

Tendo em conta o potencial existente na bacia do Rovuma, Max Tonela espera que sejam apresentados projectos adicionais que contribuam para tornar Moçambique um dos maiores países produtores de gás do mundo.

Ainda assim, frisou o dirigente, Moçambique não quer ser um país dependente da produção do gás. Quer, sim, que a exploração do gás contribua para alavancar a economia nacional, que deve continuar assente nas modalidades tradicionais.

Os Chefes de Estado e de governo presentes na cimeira de Maputo defendem celeridade na implementação do acordo de Comércio Livre em África, para maximizar as potencialidades continentais. As ideias foram avançadas durante o primeiro painel de debates da cimeira de negócios Estados Unidos – África.

Num painel de alto nível, maioritariamente composto por Chefes de Estado e de governos africanos, estava em cima da mesa, a questão do Acordo de Comércio Livre no continente. Ractificado apenas por 22 países, o acordo ainda está no campo das ideias, contudo, há unanimidade de que é preciso avançar na sua concretização, para o bem do continente.

"Temos que fazer este Comércio Livre em África um sucesso e se temos de fazer isto, podemos contar com os nossos parceiros dos EUA que já estabeleceram áreas de Comércio Livre há bastante tempo. África ainda é nosso nesse bloco, mas estamos determinados e queremos fazer avançar uma África melhor e tenho a certeza de que, daqui, se criarmos fortes parcerias, poderemos ver muitos benefícios", disse o Rei Mswati III (E-Swatini).

"Se chegarmos a abrir todo o mercado continental, nos vai permitir entrar num mercado mais amplo e isso nos vai permitir que o governo possa combater fortemente o problema de desemprego, o problema da pobreza, etc", afirmou Teodore Obianga, vice-presidente da Guiné Equatorial.

E para a materialização eficaz da visão e objectivos do acordo do comércio livre, é preciso que haja união entre os países africanos.

Para Hage Gengob, Presidente da Namíbia "a união é muito importante, se África poder falar numa única voz, isso vai trazer um impacto".

Já o Presidente do Zimbabwe Emmerson Mnangagwa assegurou que "se estivermos unidos podemos nos ajudar a desenvolver e modernizar as nossas economias. Acredito que a zona de comércio livre é um passo em frente que é necessário para África, neste caminho podemos nos relacionar com outros parceiros, com mais força e dignidade.

Paralelamente, há trabalho de base que deve ser feito, para que os resultados sejam tão efectivos quanto os desejados.

"O acordo de comércio livre terá sucesso, apenas, se nós, como países africanos desenvolvermos capacidades produtivas e criarmos mercado para o comércio. Isso será crucial para a criação de postos de emprego e redução da pobreza no nosso continente", disse Edgar Lungo, Presidente da Zâmbia.

 

Mais de mil homens de negócios africanos e americanos procuram desde hoje estreitar parcerias na 12ª Cimeira Estados Unidos-África. Na abertura do evento, o Presidente da República, Filipe Nyusi exortou aos empresários americanos a aproveitarem o potencial de investimento existente em Moçambique, na região e em África.

É um dos eventos bienais mais importantes para as relações comerciais entre africanos e norte-americanos. Para África o maior interesse é atrair investimento para desenvolver o continente.

São mais de mil convidados que durante três dias procuram estabelecer parcerias. Entre as presenças destaque vai para chefes de Estado e de Governo da região e do continente, além de delegações de empresários americanos e de mais de 10 países africanos.

A secretária adjunta americana do comércio assegura que os Estados Unidos estão atentos ao potencial crescimento económico de Moçambique e de África e vão continuar a apoiar o desenvolvimento.

Porque o pano de fundo do evento é atrair investidores, o empresariado nacional, representado pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique, alertou para a necessidade de melhorar o ambiente de negócios.

Na sua intervenção, o Presidente da República, Filipe Nyusi começou por vender as potencialidades do país. Filipe Nyusi alertou que para tornar o continente atrativo ao investimento é preciso ultrapassar alguns desafios.

Por ocasião da cimeira, Moçambique e os Estados unidos assinaram um memorando de entendimento que visa facilitar as relações comerciais entre os dois países.

Personalidades destacam importância da parceria entre os Estados Unidos e África

“A realização desta feira é o reforço da confiança com os nossos parceiros, sobretudo com os investidores, e uma reunião desta não se faz sem confiança e o nosso país vai ter que se prepara para capitalizar estas oportunidades. E uma das atrações para os investidores é a paz, e acreditamos que a paz é o pré-requisito para que as coisas corram bem. E acreditamos que os passos estão bem encaminhados, para que haja a paz efectiva no país o Presidente da República tem dado uma tónica a esta componente. Também estamos a trabalhar na transparência, a corrupção não é boa para investimentos, e quando conferências destas dimensões são feitas no país, isso revela que Moçambique vai caminhar para estes dois pressupostos. Porque Moçambique vai ser um país de paz e de transparência muito reforçada ”, Carlos Agostinho do Rosário – Primeiro-ministro.

“Na essência este projeto vem dar fortes possibilidades para alavancarmos a nossa economia, e por conseguinte passamos a ter um PIB sustentável, e pela sua grandeza e dimensão tem um impacto sobre a própria África, no entanto que tal, porque Moçambique vai tornar-se o maior produtor de Gás do continente. Naturalmente, sem a paz não se pode fazer muito a paz é um elemento fundamental, como garantia para que haja um sucesso neste projecto”, Armando Guebuza-Ex-Presidente da República.

“Para Moçambique é uma viragem, porque primeiro acontece depois de haver este incidente dos ciclones (Idai e Kenneth), que de facto trouxe uma imagem negativa para Moçambique, como país das dívidas, país das doenças, e essa conferência muda um pouco esse cenário. E acontece a conferência desde ontem, com o lançamento ou a decisão de um investimento por parte de uma grande multinacional norte-americana, que naturalmente vai mudar aquilo que é o posicionamento de fluxo de investimento estrangeiro em Moçambique, e não só em Moçambique, mas também no mundo, estamos a falar de um impacto enorme sem olhar para aquilo que são os próprios desafios do país, neste momento, que é a pacificação, portanto complementam um pouco este esforço de diálogo, paz. Em termos de significado desta XIIª cimeira, África-Estados Unidos da América, é muito importante porque é a terceira vez que isto acontece em África, e um país como Moçambique de facto merece”, Lourenço Sambo.

“Bom, em primeiro lugar esta cimeira, US-África, serve para reconstituirmos a imagem do nosso país, como nação, uma imagem que foi demasiadamente desgastada nos últimos anos devido a estes escândalos todos de conflitos político militares, e penso que Moçambique está a tentar virar a página e esta conferência é bem-vinda, para podermos capitalizar o que Moçambique tem de bom, e é uma cimeira que vai criar networking entre empresários africanos e com empresários americanos, afinal ontem acabamos de assistir um acordo decisivo, do fecho financeiro do projecto Anadarko, que é um projecto gigantesco em qualquer parte do mundo, e no continente africano será considerado o maior. Portanto estamos a falar de 20 mil milhões de meticais, tem um impacto na macroeconomia moçambicana. Espero que esta oportunidade também tenha impacto na microeconomia do país, porque esta é o grande desafio que Moçambique tem,”, Salimo Abdula-Empresário.  

     

 

 

Vários acordos foram assinados hoje no âmbito da iniciativa Prosper África do Governo norte- americano. A iniciativa visa impulsionar o comércio e o investimento entre os Estados Unidos de América e África.

No contexto da cimeira EUA – África, o Governo norte-americano, através das suas agências de desenvolvimento internacional, assinou vários acordos com organizações que promovem desenvolvimento económico em vários países africanos, para que possam acelerar o comércio e o investimento entre as duas partes.

Os acordos resultam de uma nova iniciativa, denominado Prosper África, ou seja Prosperar a África, e que visa dar um impulso nas relações entre Estados Unidos e África.

A Directora da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional – USAID em Moçambique, Jennifer Adams, falou de iniciativas que já estão em curso em Moçambique com o financiamento do Governo norte-americano.

O Prosper África considera que o continente conta seis das 10 economias que mais crescem num mundo e conta com um mercado de mais um bilião de consumidores.

 

 

O Campus da Universidade Eduardo Mondlane, na cidade de Maputo, é, esta tarde, centro de um grande evento, que se espera vir a ter impacto positivo na vida dos moçambicanos. Designado Decisão Final de Investimento do projecto de Gás Natural Liquefeito na Bacia do Rovuma, o encontro envolve o Governo moçambicano e os parceiros da Área 1, consórcio liderado pela empresa norte-americana Anadarko.

Enquanto se aguarda a chegada do Presidente da República, que vai discursar na UEM nesta noite, várias personalidades vão tomando os seus lugares, algumas delas partilhando com a imprensa o que esperam do evento. Para a maioria das personalidades, a opinião é unânime, a Decisão Final de Investimento abre uma nova era no processo de desenvolvimento económico do país. Por isso mesmo, segundo o Primeiro-Ministro, os moçambicanos devem estar preparados para tirar vantagens desta conquista e saberem preparar a juventude nesse sentido. “Este é um grande sinal de confiança do reforço de retoma dos parceiros e traduz um grande trabalho feito pelo Governo liderado pelo Presidente Filipe Nyusi. Foi um trabalho muito aturado e esperamos que com este evento possamos criar mais empregos”, afirmou Carlos Agostinho do Rosário.

Na mesma ordem de pensamento de Agostinho do Rosário, o Ministro da Terra, Celso Correia, adianta que o país deverá fazer de tudo para que o desenvolvimento seja inclusivo. Para o efeito, é indispensável que os “moçambicanos saibam explorar as oportunidades neste momento de viragem que abre uma linha de esperança e de emprego”, disse Correia, acrescentando que a construção da vila de reassentamento das populações retiradas em Cabo Delgado para dar lugar aos projectos de exploração estão em conclusão, devendo as residências serem inauguradas dentro de 30 dias. “Queremos projectar cidades e vilas que possam crescer de forma harmoniosa”.

Para o Ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, hoje é dia muito especial porque há uma decisão que vai marcar tudo o que o Governo sempre disse: “é preciso usar recursos naturais para dinamizar o desenvolvimento do país”. Logo, para o governante assim como para Tomaz Salomão, o evento de extrema importância deve conseguir gerar o impacto esperado a médio e longo prazo. E o Reitor da Universidade que acolhe a cerimónia, Orlando Quilambo, sublinha que a Decisão Final de Investimentos vai levar Moçambique ao mapa dos países que se desenvolvem. “Devemos começar a prepararmo-nos para que os benefícios das populações seja algo certo”.

Já na percepção do Representante do FMI em Moçambique, Ari Aisen, o evento desta tarde/ noite significa crescimento económico para Moçambique, “é um dia importante porque fica-se com voto de confiança dos investidores, o que deve contribuir para criar um conforto nos cofres públicos”.

 

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