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O anúncio de exploração do gás do Rovuma, pela Anadarko, acaba de ser feito esta noite, pelo CEO da multinacional norte-americana. No Campus da UEM, na capital do país, Al Walker disse, durante o seu discurso, que espera que o projecto de exploração de gás em Cabo Delgado duplique o PIB actual do país, facto que deve ser acompanhado de criação de mais emprego, de mais oportunidades para as comunidades e de muita construção infra-estruturas no país.

Falando a um auditório constituído por 650 pessoas, entre membros do Governo de Moçambique, empresários, académicos, líderes comunitários das zonas de exploração e representantes das concessionárias, na tenda montada na UEM, Walker disse que a sua empresa está comprometida em gerar benefícios para as populações moçambicanas e que a exploração do gás vai criar oportunidades de negócio a nível da base. “Sentimo-nos felizes por anunciar a decisão final de investimento, que confirma o nosso plano. Esta é uma oportunidade única para o povo moçambicano”, afirmou, destacando que este é o culminar de uma caminhada iniciada em 2015.

Segundo o CEO da Anadarko, o país não estaria a viver este momento sem o apoio incondicional do Governo, em especial do Presidente da República, Filipe Nyusi. “Reconhecemos também o apoio da população de Cabo Delgado. O tamanho e a complexidade do projecto é de grande dimensão, que representa um trabalho de amor que temos levado a cabo a mais de uma década”, finalizou Walker.

 

A convicção de muitas personalidades que testemunharam o anúncio da Decisão Final de Investimentos na bacia do Rovuma pela Anadarko é de que o projecto favoreça e muito o país.

Esta também é a percepção da Sub-Secretária de Comércio dos Estados Unidos de América, Karen Dunn Kelley, quem acredita que a parceira histórica entre o Governo e a multinacional norte-americana vai gerar benefícios em todos os sectores de Moçambique. Além disso, defendeu Karen Dunn Kelley a Anadarko abre, assim, oportunidades para mais investimentos dos Estados Unidos de América no país.

De acordo com a Sub-Secretária de Comércio dos EUA, agora, Moçambique está a entrar num momento de transformação no seu processo de desenvolvimento económico.

“A expectativa, agora, é que os moçambicanos venham a ter grandes oportunidades com esta parceria. E a nossa presença aqui revela que acreditamos no crescimento de Moçambique a longo prazo”, afirmou Karen Dunn Kelley.
 

 

A cerimónia do anúncio do projecto de exploração do gás natural na bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, contou com a presença do Presidente da República. No seu discurso, no Campus da UEM, Filipe Nyusi afirmou com convicção que hoje o país dá um passo real para o progresso de todos os moçambicanos e para as gerações vindouras. Assim, com o acto desta noite, Nyusi entende que os moçambicanos testemunharam o anúncio de um projecto que vai garantir a construção de um Moçambique melhor e próspero.

Ora, para o Presidente da República, a decisão de investimento da Anadarko no Rovuma é um laço que vai unir ainda mais os moçambicanos enquanto o sucesso daquela multinacional for proporcional ao crescimento do país. Nesse sentido, Filipe Nyusi manifestou o interesse de ver os investidores a apostar na formação do capital humano local, porque com o conhecimento, lembrou o Presidente, os filhos dos mineiros, dos camponeses e dos operários podem tornar-se entre muitas coias governantes e cidadãos melhores: “O conhecimento é importante para a justiça social”.

Ao mesmo tempo que se investe na formação dos moçambicanos, Nyusi adiantou que agora que o projecto avança para fase de exploração o objectivo é alargar mais postos de trabalho para os moçambicanos, mesmo considerando o facto de que 960 empresas nacionais ou no país estão capacitadas para prestar serviços durante o processo que, a partir de 2025, deverá valer 2,1 mil milhões de dólares para o país. A partir dos investimentos da Anadarko, vaticina Nyusi, mais famílias que apostam na agricultura terão a oportunidade de sofisticar os métodos de produção.

O maior investimento privado estrangeiro no país implicou que populações fossem reassentadas em Cabo Delgado. Segundo o Presidente da República, o programa de reassentamento decorre com sucesso, respeitando interesses das populações e a necessidade de melhoria de vida, o que deve reduzir a condição de pobreza dos afectados.

“Somos detentores de reserva de gás de classe mundial. As nossas reservas apresentam oportunidades únicas para o crescimento, expansão da economia e aumento rápido do PIB”. Tudo isto, na óptica de Filipe Nyusi, deve ser catalisador da diversificação da economia.

Considerando que agora o país tem maior responsabilidade de explorar melhor os recursos minerais em terra e no mar, o Presidente da República disse o Governo tem consciência de que não se gera crescimento num clima de insegurança. “Somos um povo de bem e que não quer a guerra. Por isso, mais uma vez, reitero o meu esforço abnegado para garantir a paz efectiva, de modo que as forças mascaradas não fomentem mais dor e sofrimento como acontece em Cabo Delgado”.

Por fim, o Presidente da República afirmou que Moçambique precisa saber gerir as muitas expectativas que agora se criam em torno da exploração do gás. “Temos de ter serenidade e bom senso, pois os resultados não virão nem hoje nem amanhã. Tudo virá a seu tempo”, afirmou Filipe Nyusi.

As relações comerciais entre China e Moçambique situaram-se em 783 milhões de dólares nos primeiros quatro meses deste ano. O volume representa um crescimento na ordem de 10,47%, face ao igual período de 2018. 

O volume das exportações moçambicanas para China atingiu o montante de 218 milhões de dólares entre Janeiro e Abril de 2019. No sentido inverso, Pequim vendeu à Maputo bens no valor de 564 milhões de dólares.

Quando comparado com igual período do ano passado, consta que as trocas comerciais sino-moçambicanas cresceram 10,47%, para 783 milhões de dólares. Contudo, a balança comercial é desfavorável para Moçambique, com um saldo negativo de 346 milhões de dólares.

No global, o comércio entre a China e os países lusófonos aumentou 11,99% no período em análise, para cerca de 46.2 biliões de dólares, segundo dados oficiais divulgados pelo Fórum Macau.

Brasil foi o maior parceiro comercial daquele país asiático nos primeiros quatro meses deste ano, que representou 74% do total das transações, mais 16,34% que no período homólogo, com Angola e Portugal a fecharem o pódio.

 

A falta de uma lei específica de Conteúdo Local não vai deixar os moçambicanos fora dos benefícios dos projectos de gás natural no Rovuma. A conclusão é do presidente da comissão parlamentar especializada nessa matéria, Francisco Mucanheia.

Os investidores preparam-se para anunciar esta semana a decisão final de investimento na área 1 da bacia do Rovuma. A economia vai aquecer, os empresários preparam-se, mas a famosa lei de Conteúdo Local ainda não passa de um projecto.

Pretende-se com esse instrumento legal obrigar a preferência por empresas nacionais nos concursos que vão advir dos projectos de exploração de gás.  

Francisco Mucanheia, presidente da Comissão da Agricultura, Economia e Ambiente no parlamento, garante que as leis de Minas e de Petróleo aprovadas em 2014 dão garantias-base para que os moçambicanos saiam beneficiados com essa exploração.

A embaixadora da Finlândia em Moçambique entende que uma exploração justa dos recursos naturais é aquela que se traduz em benefício para todo o povo.

Os nossos entrevistados falavam em Nampula onde sociedade civil, parlamentares e académicos discutem os desafios da indústria extractiva em Moçambique.

 

Durante o ano passado, o Governo fechou os processos de reestruturação de oito empresas públicas com contas “no vermelho”. Este esforço visa revitalizar o tecido empresarial do Estado.

Há anos que o grosso número de empresas públicas constituem um “fardo pesado” para o Estado, devido à falta de rentabilidade das mesmas. Muitas delas foram tomadas de assalto e/ou saqueadas.

Nesse contexto, o Governo decidiu iniciar com um longo processo de reestruturação do seu tecido empresarial. Em 2018, foram oito empresas abrangidas, nomeadamente, a TDM/Mcel, LAM, PETROMOC, SEMOC, Medimoc, Transmarítima, Complexo Agro Industrial de Chókwè e FARMAC.

Segundo consta da Conta Geral do Estado referente ao exercício económico de 2018, na TDM/Mcel houve uma reestruturação operacional, financeira e de recursos humanos. Já para a SEMOC foi celebrada parceria com a Agência do Vale do Zambeze para injecção de 300 milhões de meticais.

Com a Medimoc, o processo foi com base num acordo com a empresa Medigest sobre a sua participação e a abertura de capitais, elaboração do plano de redimensionamento da mão-de-obra e liquidação da dívida com a banca através da venda de alguns imóveis.

Para a Transmarítima, celebrou-se um memorando de entendimento com a empresa Preschaut para o desenvolvimento do projecto de cabotagem marítima, elaborada a estrutura de dívidas e sua priorização, elaborado o plano de indemnização de trabalhadores, aumento de tarifas.

A FARMAC, a sua gestão foi transferida para o Instituto de Gestão de Empresas Participadas pelo Estado (IGEPE), constituída uma comissão de reestruturação. Para o Complexo Agro Industrial de Chókwè está em curso a negociação do contrato de cessão de exploração, rescisão do contrato de trabalho com os funcionários, mantendo-se somente os da área de segurança.

Já no processo de reestruturação da LAM e PETROMOC, o Governo repassou os créditos conseguidos através de acordos de retrocessão.

RECOMENDAÇOES DO PARLAMENTO

Sobre a saúde financeira das empresas públicas, a Assembleia da República (AR), na sua apreciação da Conta Geral do Estado, recomenda que o IGEPE exerça um controlo efectivo e acompanhamento adequado das empresas participadas pelo Estado.

Lembrando, no que toca ao limite de 30% do custo com pessoal em relação aos custos operacionais nos termos da nova legislação, cabe aos accionistas, em assembleia geral, estabelecerem os princípios sobre a racionalidade de custos, mediante a natureza e dimensão da empresa.

 

É já amanhã que o Governo de Moçambique e os parceiros da Área 1, consórcio liderado pela empresa norte-americana Anadarko, vão anunciar a decisão final de investimento do projecto de Gás Natural Liquefeito na Bacia do Rovuma. No local os preparativos decorrem para que o evento seja um sucesso. O evento, que inicia às 17 horas, contará com a presença do Presidente da República, Filipe Nyusi.

Hoje, equipas trabalhavam na tenda da Universidade Eduardo Mondlane, local que vai acolher o evento. Os profissionais desdobravam para garantir que nada falhe na cerimónia.

Uma comitiva composta pelo ministro dos Recursos Minerais e Energia visitou o local para inteirar-se de todos os aspectos protocolares.

A cerimónia contará com momentos culturais. Moreira Chonguiça, etnomusicólogo, disse estar tudo pronto para que Moçambique exponha o seu potencial cultural no evento.

Chonguiça diz ser uma honra dar o seu contributo para um momento histórico do país.

Refira-se que o anúncio da decisão final de investimento acontece depois de no passado dia 4 de Junho o Conselho de Ministros ter aprovado a estrutura de financiamento do projecto. O projecto  de Gás Natural Liquefeito Golfinho Atum prevê um investimento total de 25 mil milhões de dólares americanos a ser financiados em 14 mil milhões de dólares por fundos bancários e em 11 mil milhões de dólares por capitais próprios dos acionistas da concessão. O acordo de financiamento não pressupõe nenhuma garantia por parte do Estado Moçambicano.

O plano de desenvolvimento prevê duas linhas de liquefação, instaladas em terra, e com capacidade anual de produção de 12 milhões de toneladas por ano de gás natural líquido. No âmbito do projecto está previsto o desenvolvimento de uma linha de abastecimento de gás doméstico.

O projecto GNL Golfinho Atum emprega hoje mais de 2.000 compatriotas dos quais 800 são originários de Palma. Estima-se que no total o projecto de GNL Golfinho Atum venha criar mais de 5.000 postos de trabalho directo e 45.000 empregos indirectos.

 

 

Cerca de 1 500 pessoas são esperadas na 12ª Cimeira Estados Unidos de América-África, em Maputo, onde vai se discutir oportunidades de negócios entre as partes. Moçambique espera atrair mais investimentos e ampliar as possibilidades de exportação dos seus produtos.

Uma esquipa mista composta pelos Ministros dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Pacheco, da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa, pela Presidente da Corporate Council on África , Florizelle Liser, e pelo Presidente da CTA, Agostinho Vuma, visitou o local que vai acolher a 12ª Cimeira Estados Unidos de América-África, no centro Conferências Joaquim Chissano.  

Para Pacheco, a cimeira é uma grande oportunidade de exposição das potencialidades económicas de Moçambique.

Trata-se de um evento organizado pelo Governo de Moçambique em Parceria com a Corporate Council on África  e a Confederação das Associações Económicas de Moçambique.

A Cimeira EUA-África é um evento virado para a promoção de negócios e investimentos dos EUA em África e espera-se a participação de cerca de mil e quinhentas pessoas. De acordo com o governo, alguns Chefes de Governo e de Estados africanos já começaram a chegar ao país.

 

 

 

O Instituto Nacional de Petróleo (INP) arranca já no próximo mês, com auditoria às contas da Sasol. O processo visa aferir os reais custos de operação declarados por esta petroquímica sul-africana que explora hidrocarbonetos em Moçambique.
 
O Governo moçambicano procede com o processo de certificação dos custos recuperáveis, resultantes das operações de pesquisa de gás e petróleo.
 
As petrolíferas Eni e Anadarko foram as primeiras a serem auditadas pelo Instituto Nacional de Petróleo. A auditoria, cujos resultados serão conhecidos até finais deste ano, é referente aos exercícios económicos de 2015, 2016 e 2017.

“Até ao momento foi finalizado e emitido o relatório referente ao exercício económico de 2015 e submetido às concessionárias para efeitos de contraditório de acordo com a Lei”, lê-se na Conta Geral do Estado de 2018, a que “O País” teve acesso.
 
Enquanto aguarda-se pelos resultados das auditorias à Eni e Anadarko, o INP notificou a 9 de Maio passado, a petroquímica Sasol, da auditoria que será alvo a 16 de Julho próximo.
 
Este levantamento será feito nas operações da Sasol nos blocos de Pande e Temane, na província de Inhambane, onde explora reservas de gás natural que é transportado através de um gasoduto de 865 quilômetros ao sul de Moçambique até à vizinha África do Sul.
 
Refira-se, que este processo é levado a cabo após suspeitas de custos inflacionados pelas empresas.

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