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O País – A verdade como notícia

O Governo moçambicano e o consórcio da Área 4 da Bacia do Rovuma, assinaram hoje, mais um acordo complementar que define os termos que regem as receitas de Gás Natural Liquefeito a ser extraído neste bloco.

Trata-se do segundo acordo do género, que visa complementar o Contrato de Concessão para Pesquisa e Produção desta área, aprovado pelo Conselho de Ministros a 14 de Maio, e que tem como líderes do consórcio a petrolífera norte-americana ExxonMobil, em terra e a italiana Eni, no mar.

“A assinatura do segundo acordo complementar assinala um marco importante e um passo significativo em direcção à Decisão Final de Investimento para o projecto
Rovuma LNG no final deste ano”, refere a nota de imprensa enviada esta sexta-feira, à nossa redacção, citando Mark Hackney, director-geral Midstream da Mozambique Rovuma Venture.

E acrescenta, “Continuaremos a trabalhar com o Governo para maximizar os benefícios a longo prazo que este projecto trará para o povo de Moçambique”.

“Estas aprovações importantes aproximam-nos cada vez mais da materialização do Projecto Rovuma LNG e representam o compromisso do Governo de garantir que o
Projecto irá beneficiar todos os moçambicanos e tornar realidade este “gás”para um Moçambique próspero”, afirmou o Ministro Ernesto Max Tonela, citado pelo referido documento.

 

O Presidente da República inaugurou hoje a filial do Banco de Moçambique na cidade de Xai-Xai, província de Gaza. Na província que até então não possuía representação do Banco Central, Filipe Nyusi desafiou o sector financeiro a estar preparado para colher benefícios do capital que vai circular no mercado com os projectos de gás natural.

Um edifício imponente, com arquitetura moderna e construído de raiz. Esta é a filial do Banco de Moçambique na província de Gaza.

Inaugurada esta quinta-feira pelo Chefe de Estado, Filipe Nyusi a representação do Banco Central em Xai-Xai retira Gaza da lista das províncias sem instalações do BM.

Uma das filiais mais requintadas, as instalações foram erguidas como réplica do Banco de Moçambique em Maputo e em caso de necessidade tem condições para prestar os serviços prestados pela sede na capital. São 11 mil metros quadrados de área, dois blocos e quatro pisos.

O Presidente da República diz que abre-se uma era de facilidades para o sector financeiro e espera que mais bancos comerciais instalem-se nesta província.

O Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela aproveitou para anunciar para próximo ano a abertura da filial de Manica, o que vai colocar todas as províncias do país com representações do Banco Central.

As obras de construção do edifício iniciaram em 2012 e são concluídas sete anos depois.
 

Críticas à descentralização da UP

Ainda na província de Gaza, Filipe Nyusi criticou o facto de “por simples egoísmo muitos não compreenderem” a descentralização da Universidade Pedagógica. O Presidente da República diz que é preciso tempo para perceber que a medida vai aumentar a eficiência da instituição responsável pela formação de professores.

 

O consórcio liderado pela gigante norte-americana ExxonMobil, na Área 4 da bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, adiou a tomada de Decisão Final de Investimento (DFI), alegando questões de segurança neste ponto do país.

A DFI na Área 4, da bacia do Rovuma sofreu um revés. Quando tudo indicava para uma Decisão Final de Investimento, primeiro entre Janeiro e Março de 2019 e posteriormente Julho do mesmo ano, eis que os operadores desse bloco decidiram por recuar.

A insegurança que se regista em Cabo Delgado (ataques de insurgentes) é apontada como o factor que terá influenciado o recuo do consórcio liderado pela ExxonMobil, responsável pelas actividades de construção e operação das unidades de Gás Natural Liquefeito (GNL) e infra-estruturas relacionadas em terra, enquanto a italiana Eni, lidera as actividades de construção e operação das instalações de produção no mar, incluindo o projecto de fábrica flutuante de gás natural liquefeito (FLNG Coral Sul).

Entretanto, o revés na DFI neste depósito de gás do Rovuma, é desdramatizado pelo Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), firma estatal que detém 10% da área.

“São os vários fluxos de trabalho que tem a ver com a venda, financiamento. Não significa que tudo está parado. Apesar da FID (DFI, em português) não ter sido feita, o trabalho está acontecer. Entretanto, trata-se de uma forma de formalização apenas”, argumentou Omar Mithá.

Sobre as alegações de insegurança em Cabo Delgado, o PCA da ENH reconheceu tratar-se de um factor crítico. “Já há um entendimento. O Governo está a trabalhar no sentido de acabar com essas incursões de malfeitores e não posso dar mais detalhes a este respeito”, referiu.

Recorda-se, que no ano passado, o Governo “chumbou” o primeiro draft do Plano de Desenvolvimento do gás da bacia do Rovuma, apresentado pelos operadores da Área 4, devido a algumas lacunas identificadas no documento.
Na altura, e em exclusivo ao “O País”, o Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Petróleos (INP), Carlos Zacarias, explicou que o plano de desenvolvimento do projecto de gás na área 4, da bacia do Rovuma, apresentado pelas petrolíferas em Julho de 2018, violava uma série de requisitos, no entanto, não especificados.

Da constatação feita pelo “O País”, um dos grandes pontos de discórdia prendia-se com a quantidade do gás a ser explorado. Dados que tivemos acesso, a área 4, o consórcio ExxonMobil e Eni necessita de 21 a 22 triliões de pés cúbicos (TCF) de gás para alimentar o seu projecto.

Desta quantidade, 5 TCF viriam do complexo Coral Sul, sendo que o complexo Mamba varia entre 16 a 17 TCF para completar a quantidade total necessária. Porém, o limite autorizado para estes depósitos é de 12 TCF. Na altura, as petrolíferas rebateram que o projecto será era viável com a quantidade por elas exigida.

Depois de um longo período de negociações, em Maio de 2019, O Conselho de Ministros acabou por aprovar o Plano de Desenvolvimento do Projecto Rovuma LNG, que prevê o desenvolvimento inicial autónomo e coordenado de 12 triliões de pés cúbicos de gás natural na Área 4 da Bacia do Rovuma, ou seja, o Executivo de Maputo não cedeu a pressão das petrolíferas.

A aprovação deste plano, vai permitir a liquefecção e comercialização de recursos do depósito do complexo Mamba e não-transzonais localizados na Área 4, a partir de 2024, bem como a construção, instalação, utilização de poços, sistemas de produção e controlo submarinos, linhas de escoamento, tratamento terrestre de gás natural para fornecer a dois módulos de liquefacção, armazenamento e o carregamento de Gás Natural Liquefeito (GNL), com capacidade total de 15,2 milhões de toneladas por ano (MTA/ano).

No mesmo mês, ou seja, uma semana após aprovação deste documento, o Conselho de Ministros aprovou igualmente o decreto que chancela os termos e condições para a viabilização do projecto.

Trata-se de um decreto que determina o limite e/ou partilha dos depósitos de gás e petróleo nas áreas 1 e 4.
“O objectivo é permitir a construção, instalação e utilização de poços submarinos, sistema de produção e controlo submarinos e linhas de escoamento e tratamento terrestre do gás natural”, explicou na altura, Ana Comoana, porta-voz do Conselho de Ministros.

Ainda mesma sessão, o Executivo aprovou a resolução que viabiliza o acordo de unificação e operações da unidade, celebrado entre as concessionárias da Área 1 e da Área 4, na bacia do Rovuma, a 23 de Novembro de 2015.

Ao abrigo desse acordo de unificação, determinou-se ainda o fornecimento de 500 milhões de pés cúbicos de gás natural para o mercado doméstico.
Refira-se, que o consórcio da Área 4 prevê um investimento de cerca de 23 biliões de dólares norte-americanos, sendo que à boleia deste bilionário projecto de GNL, com a produção prevista para entre 2023 e 2024, o Governo espera encaixar perto de 46 biliões de dólares norte-americanos em receitas.

 

 

O Governo moçambicano, com o suporte do Banco Mundial está a preparar o Projecto de Desenvolvimento Urbano e Local (PDUL), orçado em 110 milhões de dólares, segundo consta de uma nota do Ministério da Administração Estatal e Função Pública, a que “O País” teve acesso.

Datada de 05 de Agosto corrente, a nota refere que o objectivo é fortalecer o desempenho institucional e prover melhor infra-estrutura e serviços básicos às entidades locais.

O Projecto será implementado em quatro províncias (Gaza, Niassa, Zambézia e Sofala), beneficiando um total de 21 municípios, excepto o da Beira da província de Sofala. O mesmo terá a duração de cinco anos, ou seja, de 2020 à 2024.

O período de implementação é antecedido de uma fase preparatória, de Abril de 2018 até Dezembro de 2019.

Basicamente, o projecto proposto terá três componentes: Infraestrutura Urbana e Serviços Municipais (USD 85 milhões), Reformas de Políticas de Descentralização e Fortalecimento Institucional (USD20 milhões) e Gestão (USD 5 milhões).

Na componente de desenvolvimento de infra-estruturas, por exemplo, o objectivo, segundo o referido documento, visa melhorar o acesso, a sustentabilidade da infra-estrutura urbana e da prestação de serviços nos municípios escolhidos.

As edilidades irão propor as actividades para financiar mediante um escrutínio. A elegibilidade e o desenho dos subprojectos também serão avaliados em relação à viabilidade técnica e económica, impacto na redução da pobreza, bem como considerações de adaptação e mitigação do clima.

“Particular atenção será dada aos subprojectos que incorporarem análises de risco climático e considerações de projecto climático, e que sejam mais eficientes no uso de energia e/ou uso de fontes de energia renováveis”, indica a nota.
30% da alocação dos fundos será determinada através de uma fórmula baseada na população e desembolsada para os municípios que cumprirem um conjunto de condições mínimas, sendo que até 70% serão desembolsados para as regiões elegíveis com base no seu desempenho avaliado anualmente contra um conjunto de indicadores.

No primeiro ano, a alocação será baseada apenas em critérios de condições mínimas, e nos ciclos subsequentes, a canalização combinará as condições mínimas e os indicadores de desempenho.

Para os anos 2 a 4, haverá um limite de 10% da alocação total anual que cada município poderá usar para actividades de desenvolvimento institucional destinadas a fortalecer a qualidade da infra-estrutura urbana e serviços básicos, melhorar as principais funções de gestão das finanças públicas.

 

O acordo de financiamento de dois biliões de dólares à Empresa Nacional de Hidrocarbonetos deverá estar fechado próximo mês. A garantia foi dada esta quarta-feira, em Maputo, pelo PCA da da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), Omar Mithá.

Em 2018, a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, ENH, solicitou ao Governo uma garantia soberana para financiar a sua participação no projecto do gás natural da Área 1, da Bacia do Rovuma, cujas obras de construção da fábrica de liquefacção arrancaram na segunda-feira. Esta quarta-feira, o PCA da ENH revelou que o acordo está para breve.

Omar Mithá explicou ainda os contornos deste empréstimo bilionário com garantia soberana.

Para financiar a sua participação na Área 4 da Bacia do Rovuma, cujo projecto em terra é liderado pela gigante norte-americana Exxon Mobil, a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos vai seguir o mesmo modelo da Área 1, ou seja, recorrer a mais um empréstimo com garantia soberana do Estado.

 

O Presidente da República, Filipe Nyusi, inaugurou hoje a nova sede do ABSA Moçambique, anteriormente designado Barclays, localizada nas Torres Rani, na marginal da cidade de Maputo.

Filipe Nyusi teve a oportunidade de visitar vários compartimentos da sede do Banco, onde foi explicado sobre o funcionamento das várias direcções da instituição financeira.

Com uma nova imagem, o ABSA propõe-se a trazer serviços financeiros inovadores para o mercado moçambicano, com o intuito de contribuir para a bancarização e para o desenvolvimento da economia moçambicana.   

O ABSA, que deixa esta quarta-feira de ser o Barclays, já foi também designado Banco Austral e Banco Popular de Desenvolvimento – BPD.  

 

Cerca de 33% da energia gerada em Moçambique é proveniente do gás explorado nos blocos de Pande e Temane, na província de Inhambane, segundo o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH).

“Os ganhos de exploração do gás, pelo menos na região sul do país, estão a vista. Hoje o gás já contabiliza um terço só em cinco TCF”, disse Omar Mithá, perspectivando, que o plano da ENH é tornar o gás na maior fonte de geração de energia nos próximos anos.

O PCA da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos foi orador principal da palestra promovida pela Universidade de Maputo, com tema “Petróleo e Gás: Perspectivas sócio-económicas”.

Na ocasião, o reitor da Universidade de Maputo questionou a ligação da indústria de hidrocarbonetos com o currículo escolar actual.

“A ligação da indústria do gás e petróleo continua sendo uma miragem para as nossas instituições de ensino porque os canais que nos deveria aproximar, nomeadamente, o regulador (Instituto Nacional de Petróleo) e os operadores (petrolíferas) parece estar ainda muito longo do consenso”, referiu Jorge Ferrão.

Sobre os riscos da chamada “doença holandesa”, ou maldição dos recursos naturais, o acadêmico indicou que para o caso de Moçambique, “dá impressão que estamos condenados a sofrer as consequências de algo que nem sequer conhecemos e dominamos”.

O termo doença holandesa surgiu na Holanda nos anos 60 e 70 a partir da descoberta de enormes reservas de gás. O acréscimo repentino de exportações desse produto causou mudanças importantes na economia desse país. A excessiva apreciação cambial decorrente da renda gerada pela nova descoberta implicou numa retração do sector de bens comercializáveis manufactureiro, que acabou por gerar desemprego e menores taxas de crescimento.

 

“INDÚSTRIA DO GÁS FALA INGLÊS”
Numa altura em que as oportunidades fornecidas pela indústria do gás e petróleo têm originado vários debates, Jorge Ferrão desafiou os jovens estudantes moçambicanos a apostar a língua inglesa, pois “a indústria do gás fala inglês”.

“Vejo muitos jovens a colocar a língua inglesa em segundo plano…ora porque não é a nossa língua oficial. Mais isso só vai afastar as oportunidades. É preciso reformular o nosso ensino”, sublinhou o reitor da Universidade de Maputo.

 

 

O Presidente da República acaba de lançar a primeira pedra do projecto de construção da Fábrica de Gás Natural Liquefeito na península de Afungi, distrito de Palma, província de Cabo Delgado.

A fábrica, a ser instalada em terra, pertence à petrolífera norte-americana Anadarko que vai investir no projecto cerca de 23 biliões de dólares. O plano de desenvolvimento do chamado campo Golfinho Atum, localizado na área 1 da Bacia do Rovuma, foi aprovado em 2018 e a Decisão Final de Investimento foi tomada no dia 18 de Junho do presente ano.

A fábrica terá capacidade de produzir cerca de 12 milhões de toneladas de gás natural por ano. Segundo o Governo, o projecto vai disponibilizar cerca de 400 milhões de pés cúbicos de gás natural por dia ao mercado doméstico. O principal objectivo é alavancar a indústria nacional.

O projecto vai consistir na extracção, liquefação e comercialização do gás na Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, região norte do país.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, diz que o projecto de gás natural liquefeito liderado pela companhia americana  Anadarko vai trazer mais dinâmica à economia nacional.
Filipe Nyusi enalteceu a Anadarko por apostar na mão-de-obra nacional, facto que no seu entender vai promover o desenvolvimento no país.

Com a instalação da fábrica, o Governo diz que já estão projectadas várias indústrias no país. Do total de 12 milhões de toneladas por ano de gás natural que deverão ficar no mercado doméstico, Nyusi assegura que  11.1 milhões  de toneladas já têm comparadores.

"Com o projecto, Moçambique vai mudar, Palma  vai mudar e Afungi vai mudar", considera o Chefe de Estado.
Filipe Nyusi discursava após o lançamento da primeira da Construção do projecto de gás natural liquefeito da Anadarko.

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