O País – A verdade como notícia

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) encoraja as agremiações da região norte do país a organizarem-se de modo a beneficiarem-se dos pacotes de financiamento e outros serviços de apoio disponíveis.

A CTA reuniu-se, quinta-feira, com as empresas e associações em Nampula, onde decorreu um momento de auscultação bem como a apresentação dos programas de fortalecimento da capacidade institucional das delegações empresariais provinciais.

No encontro, Agostinho Vuma, Presidente da CTA, referiu ser preocupante o facto de muitas agremiações não estarem a conseguir responder os requisitos exigidos para se aceder aos valores. Vuma reconhece existirem limitações mais não deixou de encorajar as associações a organizarem-se.

 

Lançado o Projecto de fortalecimento da cadeia de valor de arroz e sistema de mercado com a duração de três anos. Nicoadala, Namacurra, Mopeia, Mocuba e Maganja da Costa são os cinco distritos onde o projecto será implementado.

O projecto vai custar 10 milhões de dólares. Os referidos fundos serão mobilizados pelas instituições financeiras  através de esquema de crédito. Nos três anos de implementação nos cinco distritos da Zambézia, espera-se atingir pelo menos 120 mil produtores.

“Queremos que o produtor tenha dinheiro, não queremos que a agricultura seja vista como a profissão de pessoas que não tem dinheiro”, disse Fidel João representante do GAPI

Na ocasião os produtores falaram de entraves que minam a cadeia de produção de arroz na província.

O país  importa perto de 370 mil toneladas menos e produz cerca de 227 mil toneladas de arroz anualmente.

O Banco de Moçambique decidiu cancelar as licenças dos administradores executivos da Sociedade de Investimentos Gapi, uma instituição financeira de desenvolvimento registada no Banco Central, que exerce suas actividades há cerca de 30 anos. Trata-se de António Souto e Anabela Mucavele.

Segundo um comunicado da Gapi recebido pela "O País", a decisão do departamento de regulamentação e licenciamento do Banco Central chegou ao Gapi no dia 6 de Junho. De seguida, os dois administradores puseram à disposição seus cargos, mas a instituição aguarda por esclarecimentos do Banco de Moçambique.

Os visados continuam a exercer outras actividades na Gapi, fora da administração. Segundo a instituição, as razões do cancelamento prendem-se com questões legais.

 

O Presidente da República inaugurou, hoje, a sede do banco Moza localizado na baixa da cidade de Maputo. Filipe Nyusi reconheceu a capacidade do banco reerguer-se, cerca de um ano depois de ter sido intervencionado.

A nova sede do banco Moza tem catorze pisos e compreende áreas de serviços, auditório e espaços sociais. O edifício inaugurado nesta quinta-feira pelo Presidente da República chegou como um presente das celebrações dos onze anos desta instituição bancária.

Segundo Filipe Nyusi, o banco Moza joga um papel importante no processo de estabilização da economia do país.

Para o PCA do banco Moza, João Figueiredo, o reconhecimento da instituição a nível nacional e internacional é graças ao empenho do Governo moçambicano e de todos os profissionais da instituição.

Depois de um período de intervenção do Banco Central, o banco maioritariamente detido por capital moçambicano registou uma recuperação da sua carteira em cerca de 40% em 2018, comparativamente ao ano anterior. O banco conta com 55 agências espalhadas pelo país.

Refira-se que, ainda ao longo da tarde desta quinta-feira, o Presidente da República inaugurou a sede do IPAJ do distrito municipal Ka Mbukuane, cuja construção custou aos cofres do Estado cerca de sete milhões de meticais.

 

 

A cidade de Chimoio acolhe desde hoje, a vigésima sétima sessão de diálogo político entre Moçambique e União Europeia, evento que decorre sob o lema “Moçambique e União Europeia: por um diálogo político no contexto dos novos desafios e oportunidades de negócio”.

No encontro que termina amanhã, as delegações além de trocar impressões sobre a situação política bilateral deverão buscar oportunidades de negócios, segundo avançou o Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Pacheco.

“Vai ter uma espécie de pequeno fórum de negócios a nível da província, onde os empresários podem ter informações sobre as oportunidades de linhas de financiamento que existem e cada um poder decidir se pode ou não se candidatar para estas linhas de financiamento”, referiu Pacheco.

Aliás, a União Europeia, através do embaixador António Sanches disse que, Manica além de estar localizada no corredor da Beira, o que facilita o escoamento dos produtos para o interland, tem um potencial agrícola bastante atraente.

 “A província está recheada de recursos naturais, sobretudo a agricultura, tem uma agricultura mais atraente e diversificada, embora hajam desafios que passam por uma agricultura com mais-valia, onde se aumenta a qualidade dos produtos e produtividade bem como a capacidade de exportação para o mercado Europeu”, disse António Sanches.

Sanches reconheceu, por outro lado, que o mercado europeu é bastante exigente, mas diz que as facilidades que o mesmo oferece devem ser aproveitadas, destacando o acordo de parceria que permite exportar os produtos moçambicanos livre de quotas e direitos alfandegários.

Esta sexta-feira os empresários que integram a delegação farão uma visita a algumas regiões da província para se inteirar de perto das potencialidades que Manica tem para possíveis investimentos.
 

O Sub-sector do caju pretende produzir no próximo quinquénio até 200 mil toneladas da castanha do caju, sifra produzida na década 70. O director nacional do Incaju, Ilídio Bande, diz que com fundos disponibilizados pela USAID a quatro indústrias em Nampula, bem como a linha de financiamento na ordem de 60 milhões de meticais para produtores, vai fomentar a produção comercial da castanha.

A produção comercializada da castanha de Caju aumentou de cerca de 80 mil toneladas nos anos 2014 e 2015 para cerca de 142 mil toneladas na campanha 2018/2019. A produção de novas mudas e respectiva distribuição aos produtores na última década, são apontadas como principais factores de incremento de produção da castanha.

“Anualmente temos novos plantios que entram em produção, temos um trabalho muito grande na questão de maneio integrado do caju. Estamos a pulverizar por ano cerca de 5.5 milhões de cajueiros”, explicou Ilídio Bande, DN do INCAJU

Nos anos de 2014 e 2015 o país tinha apenas 10 fábricas de processamento da castanha em funcionamento. Neste momento estão a funcionar 17 unidades fabris com a capacidade instalada de processar 105 mil toneladas. Em 2018 pelo menos 60 mil toneladas foram processadas em todo o país.

Neste momento o sub sector do caju está a empregar pelo menos 20 mil pessoas.

O departamento económico do Standard Bank indica que as empresas do sector privado moçambicano foram estimuladas por um aumento considerável em novos negócios no mês de Maio, tendo impulsionado o crescimento da actividade para o nível mais forte em seis meses.

Como resultado disso, o emprego cresceu a um ritmo moderado e houve aumento na compra de meios de produção. Além disso, as empresas depararam-se com o incremento menos acentuado nos custos globais dos meios de produção desde Abril de 2015.

Estas leituras constam do Purchasing Managers IndexTM (PMITM), onde valores acima de 50 apontam para uma melhoria nas condições para as empresas no mês anterior, enquanto as leituras abaixo de 50 mostram uma deterioração.

Com índice de 52,3 em Maio último, o Standard Bank aponta para sólida melhoria nas condições para as empresas, em relação ao mês de Abril (49,9%), que também foi a mais rápida desde Setembro de 2017.

A contribuir para a subida do valor do índice esteve um sólido aumento em novas encomendas nas empresas moçambicanas em Maio. A taxa de crescimento foi a mais rápida em 19 meses.

Como tal, as empresas expandiram os seus níveis de produção em Maio, tendo a taxa de aumento sido a mais acentuada em seis meses. “Isto significou que as empresas conseguiram dar conta das encomendas em atraso, tendo o nível de negócios pendentes descido ligeiramente desde o mês anterior”, referem os economistas do Standard Bank.

Entretanto, as cadeias de fornecimento foram ligeiramente comprometidas em Maio. Os membros do painel indicaram uma subida pouco significativa nos tempos de entrega, depois de reduções consideráveis durante os primeiros quatro meses.

“Evidências pontuais constataram que problemas nos fornecedores originaram vários atrasos nas entregas dos meios de produção”, escrevem os economistas.

Paralelamente, a actividade de contratação aumentou nas empresas moçambicanas, pois uma procura mais forte levou as firmas a aumentar os números de postos de trabalho a um ritmo fraco, mas mais rápido.

Apesar deste aumento, os custos dos salários subiram a um ritmo mais lento do que o observado em Abril.

No geral, e do inquérito realizado pelo Standard Bank, as empresas mostraram-se fortemente optimistas quanto ao aumento da produção no futuro, com alguns dos inquiridos afirmaram ter planos para abrir novos negócios no próximo ano, enquanto outros estavam concentrados em expandir as suas bases de clientes.

 

 

O índice de produção das empresas do sector da indústria extractiva em Moçambique registou a maior desaceleração dos últimos cinco trimestres, ao abrandar para 2% entre Janeiro e Março de 2019.

Os primeiros três meses deste ano foram negativos para a indústria extrativa. O índice de produção deste ramo de actividade económica desacelerou 2%, após uma aceleração de 15,2% no quarto trimestre de 2018.

No terceiro trimestre do ano passado, o Produto Interno Bruto deste sector fora de 9,6%, cerca de 9,7% no segundo e 7,7% no primeiro trimestre do mesmo ano, refere o Instituto Nacional de Estatística (INE) nas suas “Contas Nacionais de Moçambique”, consultados pelo “O País”.

Este comportamento do sector extractivo está em linha com a “velocidade lenta” da economia moçambicana no início do ano. Dados do INE apontam para uma desaceleração do PIB em 0,5 pontos percentuais, para 2,5% no primeiro trimestre deste ano, contra 3% do fecho de 2018.

O nível de crescimento do PIB registado no primeiro trimestre deste ano, representa uma desaceleração da economia em 1.2 pontos percentuais que no trimestre homólogo.

O desempenho menos bem conseguido no trimestre em análise é atribuído ao sector terciário que cresceu apenas 2.7%, com maior destaque para os ramos de aluguer de imóveis e serviços prestados as empresas com crescimento na ordem de 5%, seguido pelo ramo de transportes, armazenagem, actividades auxiliares dos transportes, informação e comunicações com 3.3%.

Segue-se o sector primário com um crescimento de 2.5%, induzido pelo ramo da agricultura, pecuária, caça, silvicultura, exploração florestal, actividades relacionadas com 2.6%.

Já o sector secundário registou um crescimento moderado de 0.5%, impulsionado pelo ramo da indústria transformadora com uma variação positiva de 2.9% e negativamente pelo ramo de electricidade, gás e distribuição de água com menos 7.1%.

No período em análise, o ramo da agricultura, pecuária, caça, silvicultura, exploração florestal, actividades relacionadas e pesca, teve maior participação na economia com um peso no PIB de 23.1%, seguido do ramo comércio e serviços de reparação com 10.6%.

Ocupa o terceiro lugar os ramos dos transportes, armazenagem, actividades auxiliares dos transportes, informação e comunicações com uma contribuição conjunta de 10.4%.

O ramo da indústria de extracção mineira teve um peso de 6.2% no Produto Interno Bruto.

 

O volume das receitas de exportação de fibra do algodão esteve aquém do esperado na safra agrícola do ano passado. O encaixe financeiro foi de apenas 16.2 milhões de dólares, muito abaixo de 50 milhões de dólares, inicialmente previstos.

O sector do algodão exportou cerca de 25 mil toneladas na campanha agrícola de 2017/2018, abaixo das 30,4 mil toneladas previstas, ou seja, uma taxa de realização na ordem de 83%.

O baixo volume de vendas no exterior do chamado “ouro branco” ditou, igualmente, menor encaixe em receitas para o Estado. Dados do Instituto do Algodão de Moçambique indicam que o sector amealhou apenas 16.2 milhões de dólares, contra 50 milhões de dólares da previsão inicial.

Concretamente, as exportações desta cultura de rendimento situaram-se nos 9,450 toneladas, contra a projecção de 30,400 toneladas. O algodão foi vendido ao preço médio de 1720 dólares por toneladas.

A baixa performance deste sector, segundo o Instituto do Algodão de Moçambique, deveu-se à más condições climatéricas, que influenciaram nos níveis da produção global do algodão que situou-se nas 65,6 mil toneladas, ou seja, um incumprimento em cerca de 17% da meta.  

Para 2019, prevê-se igualmente uma safra baixa, desde o número de produtores, produção até ao volume de exportações.

 

+ LIDAS

Siga nos