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O País – A verdade como notícia

A 7ª edição do 100 Melhores PME, evento realizado esta manhã na Arena 3D, na Katembe, Maputo, teve como grande vencedora a empresa Mozambique Manage Office (MMO), laureada BCI Melhor PME do Ano.  Para a representante da MMO, “o prémio pertence a todos os colaboradores da empresa, pois sem eles não teríamos chegado aqui”, afirmou Rosa Muthewuye. 

O anúncio do maior prémio que pode ser conquistado por uma PME moçambicana foi entregue pelo PCE do BCI, Paulo Sousa, quem enalteceu a relevância que as pequenas e médias e empresas têm em Moçambique, daí o seu banco manter o compromisso de continuar a financiá-las. “Temos consciência de que para o desenvolvimento das PME temos de investir. Investir significa estimular emprego e permitir que as empresas participem em diversas cadeias de valor. Orgulhamo-nos de estar próximos de todas as PME em todo o país”, afirmou Sousa, garantindo que o BCI vai continuar a apoiar mais empresas responsáveis por gerar emprego aos moçambicanos. 

Com a distinção BCI Melhor PME do Ano, a Mozambique Manage Office encaixa um milhão de meticais em produtos e serviços. 

Quanto às outras categorias, o prémio PME Mulher Empreendedora foi para a IMAL; o de PME Inclusão foi para Terra Nova; o de Inovaçao ficou com a Tecnoplus. Todas estas acumulam 300 mil MT em produtos e serviços. 

Além das empresas premiadas, houve as que mereceram reconhecimento simbólico do trabalham que desempenham, tais são os casos de Kawanga (PME Produto Nacional), SERVITUR (PME Turismo), Wooden World (PME Agronegócio), Tecnoplus (Gestão e Fiscalidade), IDEIALAB (Melhor PME Clima Organizacional), IMAL (Mulher Empreendedora) e MILPARK Hotel (PME Jovem Empreendedor).     

A 7ª edição do 100 Melhores PME foi realizada pela Fundaso em parceria com o Ministeerio da Insdútria e Comércio, sendo o BCI parceiro estratégico.  

O Banco de Moçambique admite baixar ainda mais a taxa de juro de referência no mercado, ou seja, o dinheiro poderá ser mais barato na banca. O facto foi revelado hoje, em Maputo, pelo director do Departamento de Mercados e Gestão de Reservas do Banco Central.

A 19 de Junho passado, o Comité da Política Monetária do Banco de Moçambique decidiu reduzir a taxa de juro de referência no mercado em 100 pontos base, para 13,25%. Trata-se da primeira descida em seis meses, uma vez que a mesma mantivera-se nos 14,25%.
Esta quarta-feira, o Banco Central admitiu mais uma revisão em baixa da taxa, ou seja, tornar o crédito mais barato na banca nos próximos meses.

O director do Departamento de Mercados e Gestão de Reservas do Banco de Moçambique, Umaia Mahomed explicou que essa possível redução deve-se a actual conjuntura macroeconómica.

Refira-se, que essas decisões do Banco Central enquadram-se no âmbito do acordo rubricado com a Associação Moçambicana de Bancos (AMB), em Setembro de 2018.

 

 

Foi lançado hoje o programa de Energia “Brilho”. Avaliado em pouco mais de 22 milhões de libras, a iniciativa visa fazer chegar a corrente eléctrica a cerca de um milhão de pessoas no centro e norte do país.

Quando o sol nasce, brilha e ilumina o dia dos 28 milhões de moçambicanos em todo território nacional. Mas quando a noite chega, apenas 30% da população tem acesso à iluminação da rede eléctrica nacional.

Para diminuir o números de pessoas sem acesso à energia eléctrica, foi lançado esta sexta-feira o programa de Energia “Brilho”, que vai iluminar mais de um milhão de moçambicanos através de painéis solares e outras fontes alternativas. O projecto está avaliado em pouco mais de 22 milhões de libras disponibilizados pelo Reino Unido.

O Reino Unido reiterou o seu apoio ao Governo moçambicano para que toda a população tenha acesso à energia até 2030, conforme preconiza o sétimo Objectivo de Desenvolvimento Sustentável.

Já o Ministério da Energia reconhece que vai ser difícil electrificar todo o país através da rede nacional, daí que enaltece a iniciativa do Reino Unido de expandir a energia usando fontes renováveis, como painéis solares.

Numa fase inicial, o projecto será implementado nas províncias de Cabo Delgado, Niassa, Nampula, Tete e Manica.

 

 

"Comercialização agrícola mercados emergentes e novas oportunidades de negócio" é o primeiro tema a ser debatido neste que é o segundo e último dia da feira de agronegócio, MozGrow. O director geral do Instituto de Cereais de Moçambique (ICM), Mohamed Valá disse que a comercialização agrícola contribui significativamente na melhoria da vida da população rural e periurbana.

“A comercialização agrícola é a principal fonte de geração desta população”, disse Valá.

O director do ICM disse que a sua empresa assegura o escoamento da produção agrícola, com o objectivo de garantir reservas estratégicas para a segurança alimentar e contribui para a estabilidade de preços.

Valá falou dos constrangimentos que a comercialização agrícola enfrenta no mercado como a falta de transporte e logística, acesso ao crédito, acesso ao mercado, armazenamento e conservação, entre outros aspectos.

O orador disse ainda que em Moçambique o mercado nacional é caracterizado por baixo poder e sazonalidade de compra, por isso prevalece a pobreza sobretudo no mundo rural.

“Maior parte da população que vive no campo produz o básico para sua alimentação, sendo que o mercado interno para os produtos agrícolas situa-se principalmente nas zonas urbanos”, afirmou Valá.

Por outro lado director nacional do PIGA, Mário João Gomes, disse que para potencializar a produção agrícola os pequenos produtores devem trabalhar para as grandes empresas que já existem em Moçambique.

“A China está interessada em processar tomate no país, se não formos capazes de produzir o suficiente não podemos atingir o mercado chinês”

Moçambique pode fazer a revolução agrícola garantindo a segurança alimentar, uma vez que o país tem tudo para ser um caso de sucesso na África, foi assim que o embaixador da República da Argentina, Federico Villegas, começou a sua intervenção, acrescentando que Moçambique pode alimentar, produzir e exportar alimentos para SADC.

“O que falta para Moçambique ter a revolução agrícola é a mudança estrutural na forma de fazer as coisas”, falou Villegas.

Na sua contribuição o embaixador disse que para Moçambique alcançar o desenvolvimento agrário deve haver uma ligação entre o Estado, produtor e academia e que o método para aumentar a productividade deve passar por uma pesquisa diferente de como fazer as coisa.

“Na Argentina as pessoas já saem da escola secundária com noções de agricultura. Moçambique precisa fazer uma revolução educação para ter escolas agrárias em todo país”, aonselhou o embaixador.

Para a Bolsa de Mercadorias de Moçambique (BMM) um dos maiores desafios é a insuficiência da produção agrícola. A PCA da BMM, Victória Paulo, disse que a bolsa transaciona grandes volumes de produção, por isso o seu objectivo principal é conseguir a certificação de infra-estruturas de armazenamento em todo país.

“Constatamos que o país tem infra-estruturas, e uma das coisa que pode servir de motivação para conservar os produtos nestas unidades de armazenamento é a o up grade dessas infra-estruturas”acrescentou Paulo.

Várias entidades colectivas estão representadas na primeira edição da feira Mozgrow, iniciativa da Fundaso que logo à tarde encerra, na Arena 3D, na Katembe. Uma dessas entidades é a OLAM, que, através do seu mandatário, referiu-se aos problemas que afectam a actividade agrícola em Moçambique e em todo o mundo, contribuindo, com efeito, para que se perca cerca de 30% das culturas produzidas.

Entretanto, mais do que apontar constrangimentos, o representante da OLAM, Simeão Paipe, referiu-se ao que, na sua percepção deve ser feito para afirmação da agricultura como uma actividade relevante, além da subsistência em Moçambique. O primeiro passo, apontou Paipe, consiste em o país atrair mais pessoas que possam investir na agricultura. Depois, acrescentou, “precisamos de ter mais agricultores, que continuem a produzir alimentos que levamos à mesa, e, com isso, melhorem a sua condição de vida. O que acontece é que a agricultora é feia por pessoas mais velhas do que por jovens”. Na percepção de Paipe, esta tendência é perigosa, pois pode comprometer a sustentabilidade dos alimentos no futuro.  

Além de apontar os caminhos a serem seguidos rumo a uma actividade agrícola robusta, Simeão Paipe acrescentou que o país inteiro é desafiado a repensar as políticas agrícolas, nas infra-estruturas do sector e, eventualmente o mais importante, no futuro da agricultura. “Temos de repensar toda uma cadeia de procedimentos, com segurança social para os investidores e produtores”. Para o efeito? “Todos somos chamados a encontrar alternativas de modo a contornarmos os problemas que afectam a agricultura em Moçambique”.

O governo da cidade de Maputo conseguiu arrecadar uma receita de 217.3 milhões de meticais no primeiro semestre deste ano.O Turismo e Transportes foram as áreas que maior contribuíram para receitas do governo.

Reunido na sua 14 ª sessão o governo da cidade de Maputo considerou positivo o seu plano económico-social. Apesar do orçamento restritivo, comparativamente aos anos anteriores, situado em seis mil milhões, o governo da cidade de Maputo considera ter alcançado um bom desempenho neste primeiro semestre com o cumprimento na ordem de 74,4 por cento do seu plano.

Alguns sectores foram determinantes para uma boa arrecadação de receitas.

Na educação, uma das áreas prioritárias traçadas pelo governo, o executivo da cidade alcançou uma taxa de execução de 69 por cento, na componente da água realizou 113 novas ligações e uma cobertura de energia situa-se em 99 porcento.

“Processamento, embalagem e certificação como factores determinantes de acesso aos mercados”. Este foi o tema do segundo painel, no último dia da feira Mozgrow, ainda a decorrer na Arena 3D, na Katembe. A sessão de debate teve como oradores Suleiman Padamo, membro do Pelouro da Indústria e Comércio da CTA; Manuel Nunes, Director de Certificação INNOQ; e José Guerra, Engenheiro tecnológico de Alimentos.  

Como que de forma consensual, os três oradores defenderam, esta tarde, que o fortalecimento da agricultura nacional depende e muito da certificação dos produtos. Para o efeito, todos apontaram para a necessidade de o Governo e o sector privado terem que se unir. Só assim o desenvolvimento da indústria agrícola no país pode ser possível, entendem os intervenientes da Mozgrow.

Um dos problemas actuais que Moçambique enfrenta, segundo José Guerra, tem mesmo que ver com a certificação porque o país não possui laboratórios. Por isso mesmo, quando PMA pretende obter a certificação de produtos moçambicanos, envia-os para a África do Sul. “Se se quiser falar da componente certificação, deve-se pensar nos laboratórios. Nisso, os moçambicanos precisam de trocar a mentalidade e passarem a produzir algo de qualidade e não apenas em produzir por produzir. Isso é que dá valor e qualidade aos produtos”. Esta é a opinião de José Guerra, Engenheiro tecnológico de Alimentos, subscrita, por Suleiman Padaomo. Para o membro do Pelouro da Indústria e Comércio da CTA, já é altura de os moçambicanos preocuparem-se mais em processar os produtos e certificá-los em Moçambique. Por exemplo, o tomate.

Ora, outro elemento relevante a ter-se em consideração é o agricultor, que deve ser ensinado a produzir melhor. Depois, explicou Manuel Nunes, é fundamental haver uma entidade que compra, certifica e introduz o produto no mercado nas condições exigidas. “O produtor não deve fazer tudo sozinho. Não é viável”.

Por fim, os oradores defenderam também a necessidade de se introduzir taxas de juros bonificados para os empresários do agronegócio, de modo que os agricultores consigam introduzir produtos a preços acessíveis no mercado.

 

 

 

 

 

 

A agricultura continua a ser a base de desenvolvimento em Moçambique e neste sector há vários casos de sucesso, empresas que passaram por dificuldades até conseguirem singrar no mercado moçambicano.

Sob o lema “Tendências e desafios do agronegócio: casos de sucesso em Moçambique”, o presidente do pelouro de agronegócio na CTA, Adelino Buque, começou a sua apresentação dizendo que a pesar da agricultura ser a base de desenvolvimento, nunca foi pensada em termos comerciais. Buque disse ainda que o sector contribuiu com 0,7 por cento do PIB, dos três previstos, em 2018, e que para desenvolver a agricultura é necessário incentivar os produtores.

“A tendência da actualidade é produzir exclusivamente nas épocas propícias e ter uma determinada cultura”, explicou Buque, acrescentando que, quando há excesso de oferta o produtor acaba por vender seus produtos a preços baixos.

Criação de base de infra-estruturas, criação de represas de retenção para a irrigação, extração da rede eléctrica para as zonas de maior produção agrícola, abertura e manutenção de zonas de acesso para as zonas da produção, criação de infraestruturas de processamento para os mercados, criação de base estruturais e transformação dos agricultores para cooperativas de produção, são alguns dos desafios apresentados pelo presidente do pelouro.

Adelino Buque disse que para ele, os casos de sucesso são as excelentes oportunidades criadas no mercado.

Para a directora de marketing e vendas da casa do agricultor, Marcia Boane, a definição do sucesso é contribuir para transformar a cultura em Moçambique. A Bindzu tem como principal missão fornecer produtos com qualidade.

“A maior força competitiva é a aposta na cadeia de valores”, disse Boane.

O outro caso de sucesso é  ngelo Sitoe que produz hortículas no vale do Infulene. O maior desafio que enfrentou durante seu percurso foi de fazer chegar seus produtos ao consumidor..

Como os outros casos de sucesso Sitoe enfrentou dificuldades para fornecer os produtos aos mercados e supermercados devido a qualidade que era exigida, questões de transporte e a regularidade no fornecimento.

Ao longo dos últimos anos, Daniel David é o rosto de um grupo que muito se esmera em criar um conjunto de projectos de inclusão e participativo. A pretensão é simples, juntar a todos para todos discutirem sobre como transformar as dificuldades em oportunidades, fazendo do agronegócio um mecanismo de desenvolvimentos dos moçambicanos.

Com efeito, o Mozgrow, uma plataforma de agronegócio que junta todos os intervenientes das cadeias de valor do sector para a promoção do investimento e desenvolvimento socioeconómico e sustentável de Moçambique, organizado pela Fundação SOICO (Fundaso), acaba de iniciar na Arena 3 D, na Katembe, em Maputo. A inaugurar a sessão de abertura, esteve o PCE da Fundaso quem acredita que esta iniciativa que se vai realizar hoje e amanhã, sob o lema Agronegócio uma alavanca para o desenvolvimento – transformar para competir, será uma referência com impacto transversal, pois um dos desafios a que se propõe é o de encontrar soluções para os problemas, susceptíveis de gerar emprego e rendimento para as pessoas que geram o agronegócio. “Temos este sonho de contribuir para o sector mais importante do país: agronegócio”, afirmou Daniel David, frisando: “O papel de todos nós é mais importante do que o de uma fundação”.

A concretização desta edição do Mozgrow resulta em parte graças ao contributo de instituições como BNI, BCI, FDA e Casa Agricultor e CTA, através da dinamização dos empresários para aderirem aos painéis e à exposição.

Antes de terminar o seu discurso, Daniel David disse que o Mozgrow é uma plataforma para desenvolver interacção, trocar ideias e desenvolver o agronegócio. Por isso, próximo ano, o evento será algo inovador, incluindo uma plataforma de degustação e de teste dos produtos que o país produz.

A seguir ao PCE da Fundaso, interveio o Presidente da CTA. Para Agostinho Vuma, o Mozgrow é uma iniciativa com êxito por estar a realizar-se próximo dos produtores, numa zona de expansão. Igualmente, Vuma felicitou a Fundaso por estar a realizar o evento na Arena 3D, quer dizer, num espaço próprio.

Logo à noite, haverá uma sessão de distinção das instituições que apresentaram soluçõesinovadores no agronegócio.

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