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Dois financiamentos, um único objectivo: Facilitar o acesso ao financiamento bancário para projectos agrícolas em Gaza e Tete. 

Para o Protomate, um projecto de processamento de tomate em Gaza, o Banco Africano de Desenvolvimento vai dar 230 mil dólares e ao Xicoa Fish Farm, de captura de peixe tilápia, o valor será de 150 mil. Essa verba será destinada à concepção do plano de negócios e estudo de viabilidade. 

A vice-ministra da Agricultura e Segurança Alimentar, Luísa Meque diz que o financiamento atribuído aos dois projectos é mais uma prova de que o BAD está com o país no desenvolvimento da agricultura.

Para os beneficiários este é um passo muito importante para a materialização dos seus projectos. Os beneficiários deverão avançar com os estudos necessários e requerer licenças das suas actividades. 

 

O segundo dia da conferência que promove negócios entre os Estados Unidos e mais de dez países africanos é marcado pelo debate sobre a importância da inclusão da mulher na tomada de decisão sobre grandes negócios.

Citando o ditado africano "quando investimos na mulher, investimos na sociedade", oradores do debate "Empoderamento Económico da Mulher" falaram sobre a importância de fornecer crédito a startup’s dirigidas por mulheres.

Segundo a oradora Kathryn Kaufman, países como o Egipto estão a investir em novas leis para inclusão da mulher em todas as áreas e principalmente no poder executivo.

"O governo do Egipto investe em políticas que garantem a educação dos jovens, com especial destaque a igualdade de oportunidades para rapazes e raparigas. O que o Egipto está a fazer é criar leis de inclusão social, para que não exista discriminação da mulher em casos de investimento para um negócio e acesso a terra", explica Kaufman.

Neste debate também foram apresentados resultados positivos de investimentos em empresas lideradas por mulheres, como o projecto da primeira-dama dos EUA, Melania Trump que apoia  startup’s  de pequenas empreendedoras ensinando-as  a gerir o seu cash-flow para que sejam empreendedoras de sucesso.

O primeiro painel do segundo dia da Cimeira de negócios EUA-África debate sobre “Empoderamento económico das mulheres”. 

No evento que decorre no Centro de Conferências Joaquim Chissano, na cidade de Maputo, especialistas da África e Estados Unidos falam de experiências das mulheres nas finanças defendendo que o empoderamento económico da mulher estimula o desenvolvimento. 

Como assegurar que as mulheres tenham mais oportunidades? Como incluir as mulheres na economia? Como empoderar a mulher?
“Empoderar uma mulher é empoderar uma comunidade. É preciso investir na mulher, garantir financiamento para mulheres empreendedoras. Precisamos fornecer mais espaço para as mulheres, pensar fora da caixa e pensar em como buscar a mulher para a questão tecnológica. É preciso que haja parceiros femininos que trabalhem com os homens, pois, o empoderamento é um factor importante para o crescimento de um país e da mulher”, defendem os especialistas.

Porque os trabalhos da mulher ainda não são valorizados no seu todo, especialistas defendem a necessidade de se criar espaço para as mulheres mostrarem que são activas na esfera económica. 

 

No segundo painel de debate da Cimeira de Negócios EUA-África com o tema “Fazendo Negócios em Moçambique” Kekobad Patel, em representação ao sector privado destacou as transformações na área do turismo para a melhoria de negócios. Patel falou da recente revisão da política de vistos que permite a redução de sete dias para 30 minutos.

“Como é normal no processo de reformas persistem desafios”, disse

O painelista disse ainda que foi feito um acordo com o Governo para que os constrangimentos da descentralização e aumento de taxas de energia sejam ultrapassados.

“Estamos a trabalhar para acelerar o acesso universal da energia num ambiente de negócios competitivos. A nível do sector de turismo persistem desafios como, Minimizar a deficiência de transporte e redução das tarifas de voos domésticos”, acrescentou.

Para Patel um dos caminhos para o desenvolvimento de África é a ligação das Pequenas e Médias Empresas e o investimento estrangeiro.

Já o Primeiro Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, disse na sua intervenção que esta cimeira favorece a integração de Moçambique no mundo e que o tema escolhido para o debate “Fazendo Negócios em Moçambique” é fundamental no contexto de aprofundamento e dinamização dos países de África.

“Para atrair investimentos é necessário que haja a melhoria do ambiente de negócios, prevalência de um ambiente seguro, flexibilização dos procedimentos administrativos e menos burocracia, existência de serviços de apoio e ambiente macroeconómico previsível”, fundamentou o PM

Do Rosário frisou o facto de Moçambique ter registado no Doing Business um crescimento considerável no sector de energia e no turismo com a política de vistos e aumento de pontos fronteiriços.

Para terminar o Primeiro-ministro disse que os avanços registados no processo de paz e ambiente de negócios permite afirmar que Moçambique é um destino preferencial para investimento de negócios.

Isabel Macie destacou a importância do sector do turismo no desenvolvimento da economia do país

“A par da agricultura e energia, o turismo é um grande factor para o desenvolvimento de Moçambique”, disse Macie acrescentando que foi aprovado um plano estratégico para o desenvolvimento

Painelistas que participaram do debate sobre "Infra-estruturas de Desenvolvimento em África", na Cimeira EUA-África, na cidade de Maputo, defenderam que é necessário fazer investimentos em infra-estruturas que garantam o desenvolvimento de sectores como agricultura e turismo no continente africano.

Para os mesmos, a exploração de recursos minerais, como gás, petróleo e carvão, devia produzir receitas para financiar sectores como agricultura, indústria transformadora, pescas e transportes, de modo que se tenha uma economia movida de várias actividades económicas. "Quanto mais receitas arrecadarmos, temos que construir infra-estruturas para agricultura, e turismo, como forma de diversificarmos a economia e torná-la mais inclusiva, disse o Presidente da Comissão Executiva da Sasol, Bongani Nqwababa. 

De acordo com dados do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), o continente africano apresenta um défice de financiamento para infra-estruturas estimado entre 68 a 108 biliões de dólares americanos.

Por outro lado, os painelistas defenderam que África deve investir em energia limpa, como forma de garanatir que o ambiente receba pouco impacto das acções do homem, quando se fala de usar energia proveniente de recursos fósseis. "Nós precisamos também de transferir muitas fontes de energia a carvão para o gás natural, por se tratar de um recurso menos poluente e com menos impacto nefasto", avançou Bongani Nqwababa, acrescentando que Moçambique leva uma vantagem na qualidade de produtor de gás e com grande potencial pela frente.

Para o Director-Geral da Deloite para África e Mercados Emergentes, Farid Fezoua, o investimento em energias renováveis é benéfico a logo prazo do ponto de vista de saldo ambiental e do ponto de vista do retorno que se tem, na medida em que se produz bastante lucro com empreendimentos do gênero.  

Em termos globais, mais de 150 milhões de pessoas conseguem acesso à energia eléctrica a cada ano, o que reduz o número de indivíduos que vivem sem energia eléctrica, mas isto não é suficiente para cumprir com as metas globais de acesso universal. 

Quase 89% do planeta tinha acesso à energia eléctrica em 2017, contra 83% em 2010, com avanços notáveis em África.

O Moza Banco foi distinguido pela revista “The Banker” – uma prestigiada publicação internacional de especialidade na área financeira, como melhor Operação de Restruturação Financeira do Ano 2019, a nível de África.

Este é o reconhecimento do sucesso da operação estruturada de aumento de capital que culminou com a entrada de um novo investidor na estrutura accionista, a ARISE, e a aquisição da totalidade do Banco Terra de Moçambique (BTM) pelo Moza Banco.

 “Na avaliação para distinguir o Moza Banco com o nosso prémio do Ano pela Operação financeira de reestruturação em África, o nosso painel de júris composto por especialistas em economia, banca e finanças, analisou o complexo e bem-sucedido programa de reorganização e reestruturação financeira implementado pelo banco que, após a intervenção do Banco Central, tem observado uma assinalável recuperação, destacou John Everington, Editor para África e Médio Oriente da Revista “The Banker”.

A entrega da referida distinção ocorreu durante a cerimónia de inauguração da Sede do Moza Banco, na semana passada.

 

A cidade de Maputo acolhe, desde hoje até sexta-feira, a Cimeira de Negócios EUA-África, evento que vai discutir parcerias de negócios. Dirigindo-se aos 1500 participantes, esta manhã, no Centro de Conferências Joaquim Chissano, o Presidente da CTA agradeceu aos líderes africanos por se envolverem na busca de soluções que permitam o desenvolvimento de África do ponto de vista económico. Em especial, Agostinho Vuma dirigiu os seus agradecimentos ao Presidente da República, por entender que Filipe Nyusi tem contribuído para influenciar de forma positiva o ambiente de negócio no país.

O Presidente da CTA afirmou ainda, esta manhã, na abertura da 12ª Cimeira de Negócios EUA-África, que espera que se colham benefícios desta iniciativa. Segundo Agostinho Vuma, acolher este tipo de eventos pode ajudar a alavancar o comércio no país e no continente em geral e abrir caminhos para que parceria EUA com os africanos seja um sucesso.

Finalizando, Agostinho Vuma sugeriu que se deve tirar benefícios desta oportunidade que os empresários moçambicanos estão a ter, pois o país goza de uma localização geopolítica muito estratégica.

Algumas horas depois de testemunhar o anúncio da decisão final de investimentos na bacia do Rovuma pela Anadarko, a Sub-Secretária do Comércio dos Estados Unidos de América interveio, esta manhã, na abertura da 12ª Cimeira de Negócios EUA-África, evento a realizar-se no Centro de Conferências Joaquim Chissano, cidade de Maputo, até sexta-feira.

De acordo com Karen Dunn Kelley, neste momento, é fundamental que se juntam esforços para a melhoria do ambiente de negócios no continente. Conforme entende Dunn Kelley, na melhoria do ambiente de negócios em África, que deve conduzir os africanos à prosperidade, importa pôr-se em prática o aumento do nível de investimentos entre o continente e EUA. Para o efeito, os norte-americanos prevêem ajudar as suas empresas a ter maiores oportunidades de financiamento para que possam ter enormes vantagens de cá operar.

É a pensar na melhoria do ambiente de negócios e do aumento de investimentos de empresas norte-americanas no país que os Estados Unidos decidiram assinar memorando com Moçambique, mesmo tendo em vista a resolução de questões que têm a ver com negócios.

Na sua intervenção, a Sub-Secretária do Comércio dos Estados Unidos de América referiu-se ainda ao evento realizado ontem à noite, no Campus da Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo, dizendo que o anúncio da decisão final de investimentos foi um momento histórico para Moçambique, para os EUA e para África.
 

A abertura da 12ª Cimeira de Negócios EUA-África, a decorrer no Centro de Conferências Joaquim Chissano, na capital do país, foi feita pelo Presidente da República. Discursando sobre a importância desta iniciativa, Filipe Nyusi defendeu que esta é uma excelente oportunidade para atrair investimento estrangeiro ao país, o que condiz com o que o Governo tem vindo a fazer para atrair capital externo.

Sendo a Cimeira EUA-África um espaço privilegiado para se reflectir sobre negócios, Filipe Nyusi entende que a escolha de um país africano para acolher uma iniciativa de grande dimensão como esta revela a importância que os Estados Unidos dão ao continente no xadrez económico global. Por isso mesmo, afirmou Nyusi, a realização do fórum nesta altura enche de orgulho os moçambicanos, dando-lhes muita responsabilidade.

O Presidente da República agradeceu pela confiança de se fazer de Moçambique o anfitrião do evento que reúne homens e mulheres de vários cantos para identificarem oportunidades que os países da África subsaariana precisam para poderem exportar os seus produtos para Estados Unidos.

De modo que a 12ª Cimeira de Negócios EUA-África constitua uma vantagem, Nyusi recomenda que os intervenientes saibam conceber estratégias assertivas, com capacidade de negociar com os parceiros da melhor forma possível, até porque Moçambique é um exemplo de futuro promissor.

De acordo com o Presidente da República, a economia nacional continua a crescer mesmo estando a enfrentar alguma desaceleração, este ano, devido às calamidades naturais que assolaram muitos moçambicanos. Ainda assim, Nyusi prevê a retoma de crescimento de cerca de 6% até 2020.

Filipe Nyusi exortou os empresários dos Estados Unidos a aproveitar o ambiente de negócio existente em Moçambique, na região e em África.

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