O País – A verdade como notícia

O Governo informou hoje aos credores dos títulos da dívida soberana que era da Ematum que já tem “todas as condições e autorizações necessárias” para avançar e pagar a reestruturação dos 726.5 milhões de dólares da emissão de 2016.

De acordo com um documento enviado nesta quarta-feira pelo Ministério da Economia e Finanças aos credores da dívida soberana, o Governo diz ter todas autorizações e aprovações exigidas pela lei para pagar a dívida que era da Ematum, segundo escreve África 21.

O documento enviado aos investidores anuncia também “a satisfação das condições de liquidação e confirma que a data de liquidação ocorrerá a 30 de Outubro de 2019, de acordo com os termos do Memorando de Solicitação de Consentimento”.

Uma fonte do Ministério da Economia e Finanças contactada pelo “O País” confirma a informação e diz que a mesma será partilhada amanhã. Segundo a fonte, nesta quarta-feira, o Governo pagou 38 milhões de dólares em forma de “condição de consentimento”.

O pagamento feito nesta quarta-feira devia ter sido feito no dia 30 de Setembro último, mas falhou e o período foi prolongado após um pedido do Governo moçambicano. Nossa fonte esclarece ainda que a primeira prestação da dívida será paga em Março de 2020.

O Governo garante assim que vai cumprir o prazo estipulado para o pagamento de parte da dívida, que resulta da reestruturação da emissão de títulos no valor de 726,5 milhões de dólares e sobre os quais entrou em incumprimento em 2016.

Este passo é dado após o Conselho Constitucional ter declarado inconstitucional e nula a garantia dada ao empréstimo da Ematum a ser pago a uma taxa de juro de 10,5 por cento. A reestruturação da dívida foi aprovada em Setembro pelos portadores de títulos soberanos.

 

Os preços de bens e serviços ficaram 2.01 por cento mais caros no país em Setembro último comparativamente a Setembro de 2018, mostram os cálculos feitos pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), referentes à Inflação Homóloga.

Isso quer dizer que, se com 5000 meticais era possível comprar um determinado conjunto de produtos e serviços diversos em Setembro do ano passado, o mesmo conjunto de produtos e serviços passou a custar cerca de 5100 meticais em Setembro do presente ano.

Do conjunto de produtos avaliados pelo INE, Saúde e Educação foram os que registaram as maiores subidas de preços, com aumentos de 4,48% e 4,38%, respectivamente. Por exemplo, o serviço para doentes não hospitalizados, em termos gerais, ficou 4.19% mais caro.

Na área da Educação, ficaram mais caros (8.55%) os preços de bens e serviços do ensino pré-escolar, primário do 1º grau, especial e de alfabetização, de acordo com a recolha de preços feita pelo INE em mercados e lojas das cidades de Maputo, Beira e Nampula.

Comparativamente a Setembro de 2018, os preços dos produtos básicos, nomeadamente, habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis registaram um aumento, diga-se, ligeiro de 1.76 por cento.

“Em termos homólogos, a Cidade de Nampula liderou a tendência de subida do nível geral de preços com 3,67%, seguida da Cidade da Beira com 3,64% e por último a Cidade de Maputo com 0,64%”, lê-se no último Índice de Preços no Consumidor publicado pelo INE.

Em relação a Agosto, os dados recolhidos em Setembro último, indicam que o país registou uma subida generalizada de preços na ordem de 0,10%, ou seja, em um mês, o custo de vida ficou mais caro nessa proporção, o mesmo que dizer que sofreu uma pequena variação.

“As divisões de Restaurantes, hotéis, cafés e similares e de Alimentação e bebidas não alcoólicas foram as de maior destaque, ao contribuírem respectivamente no total da inflação mensal com aproximadamente 0,08 e 0,03 pontos percentuais (pp) positivos”, indica o INE.

Da análise da variação mensal por produto, destacaram-se a subida de preços do peixe seco (2,6%), das refeições em restaurantes (0,6%), do amendoim (7,3%), do vinho (3,4%), do carapau (1,2%), da capulana (1,1%) e do feijão manteiga em grão seco (2,1%).

Em tendência contrária, isto é, registaram redução, os preços do tomate (6,8%), da gasolina (0,6%), da cebola (4,3%), do coco (4,1%), do gasóleo (1,1%), da cerveja (0,4%) e da alface (3,8%), ao contribuírem com cerca de 0,22 pontos percentuais negativos.

Em termos de cidades, Nampula teve a variação mensal de preços mais elevada (0,30%), seguida da Cidade de Maputo (0,11%), enquanto a Cidade da Beira registou uma redução do custo de vida de Agosto para Setembro de 0,25%.
   

 

O governo indiano decidiu travar o plano de investimento da empresa estatal Bharat Petroleum (BPCL) na Área 1 da bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, norte de Moçambique.

A estatal indiana Bharat Petroleum (BPCL) tenciona aplicar um investimento adicional entre 2.2 e 2.4 mil milhões de dólares norte-americanos no projecto de exploração de gás natural da Área 1 da bacia do Rovuma, em Cabo Delgado. Porém, o Executivo da Nova Delhi decidiu “frear” a investida da petrolífera.

Segundo noticia a PTI (agência noticiosa da Índia), que cita fontes ligadas ao negócio e confirmado esta terça-feira pelo “O País” em Maputo (do regulador do sector-INP), o governo indiano está a estudar os investimentos estatais da BPCL e ainda não deu a aprovação formal para a empresa fazer gastos adicionais.

A Bharat detém 10% na Área 1, adquirida em 2008 por 75 milhões de dólares. A imprensa indiana sugere que esta participação podia ter sido maior (20%), mas a outra parte (10%) foi comprada pela Videocon (também indiana).

Em 2013, a Videocon vendeu a mesma participação para a ONGC Videsh por 2,475 mil milhões de dólares. A ONGC Videsh já tinha adquirido 10% à Anadarko.

O governo da Aliança Democrática Nacional (NDA, sigla em inglês), no poder desde 2014, “critica os quase seis mil milhões de dólares gastos pelas empresas do sector público indiano na participação de 30% na Área 1 da bacia do Rovuma, em negócios fechados durante a governação da Aliança Progressista Unida”, escreve a PTI.

O Executivo argumenta que “a queda dos preços do petróleo e do gás no mercado internacional não justificava investimentos tão grandes”.

Refira-se, que o investimento global na Área 1 deverá ascender a cerca de 23 mil milhões de dólares e é liderado pela petrolífera francesa Total – que em Setembro comprou a quota de 26,5% que pertencia à Anadarko, que arrancou com o projecto.

A petrolífera francesa Total lidera o consórcio deste bloco, com 26,5%, a japonesa Mitsui (20%), a estatal moçambicana ENH (15%), cabendo participações menores à indiana ONGC (10%) e à sua participada Beas (10%), à Bharat Petro Resources (10%), e à tailandesa PTTEP (8,5%).

 

A Gain e a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) lançaram hoje um concurso para projectos de combate à desnutrição crónica no país. A ideia é apurar ideias inovadoras de produtos alimentares, perdas de pré-colheitas e ligação de mercados.

Numa situação em que 43 porcento dos moçambicanos sofre de desnutrição crónica, as pequenas e médias empresas são chamadas a criar projectos para combater este fenómeno no concurso chamado SUN PITCH.

A competição SUN Pitch irá consistir na realização de uma série de cinco competições nacionais de pitch, para selecionar um finalista de cada país que irá participar na competição Global SUN Pitch, a realizar-se em Abril de 2020.

O vencedor final receberá um prêmio em dinheiro e assistência técnica para incubar a sua ideia de negócio ao longo de 2020.

O concurso tem como objectivo mostrar o fluxo de negócios de investimentos relacionados com a nutrição nas pequenas e médias empresas (PMEs) e o que podem catalisar e inovar nos sistemas três alimentares locais e desse modo melhorar o acesso a alimentos nutritivos e seguros para consumidores de baixa renda em toda a África, Ásia e Moçambique em particular.

Os concorrentes deverão apresentar seus projectos na Confederação das Associações Económicas de Moçambique até 27 de Novembro deste ano, sendo que devem ter em conta os objectivos específicos do concurso.

“O SUN Pitch 2019/2020, vai decorrer sob o lema “Repensando as inovações nutricionais” e como referimos atrás no final almeja-se a criação/formulação de novos produtos alimentares, redução de perdas pós-colheita, ligações de mercado e segurança dos alimentos.

O Gabinete de apoio Empresarial a nível central e provincial vão prestar o apoio necessário para melhor desenho dos projectos.

 

 

O Banco de Moçambique sancionou 16 instituições financeiras que operam no país, com multas que variam de cem mil meticais a 76 milhões de Meticais. Em causa estão, de entre outras, infracções relacionadas com a implementação da Lei de Prevenção e Combate ao Branqueamento de Capitais e Financiamento ao Terrorismo.

Através de um comunicado de imprensa emitido na tarde desta segunda-feira, o Banco Central anuncia os bancos sancionados, as infracções e as respectivas multas.

Na categoria de infracções à Lei sobre a Prevenção e Combate ao Branqueamento de Capitais e Financiamento ao Terrorismo os sancionados foram:

Millennium Bim, que deverá pagar 76 milhões de Meticais, por Falta de identificação e verificação de clientes bem como da vigilância contínua das relações de negócio; Não conservação de documentos; e Não comunicação imediata de transacções suspeitas.

Segundo o Banco Central estas infracções tiveram lugar no período entre 2014 e 2018.

O Standard Bank foi sancionado a pagar 28 milhões de Meticais por Falta de vigilância contínua das relações de negócio; Falta de controlo especial das transacções; e Não comunicação imediata de transacções suspeitas, durante os anos 2014 a 2018.

Aos Bancos único e BCI foram aplicadas as multas de 24 milhões de Meticais cada, por infracções praticadas entre 2016 e 2018, relacionadas com a Falta de vigilância contínua das relações de negócio; Falta de identificação e verificação de beneficiários efectivos; Não comunicação imediata de transacções suspeitas.

A Vodafone M-Pesa foi sancionada a pagar dez milhões de Meticais por Falta de identificação e verificação de cliente, em 2018 e o FNB deverá pagar a multa de quatro milhões de Meticais pela Não Comunicação imediata de transacções suspeitas, no período entre 2013 a 2018.

Por violação da Lei das Instituições de Crédito e Sociedades Financeira foram sancionadas as seguintes instituições: BCI, Barkleys, BNI, Banco BIG, Standard Bank, Societé Generale Moçambique, Mybucks Bank, Cooperativa de Poupança e Crédito, UBA, Letsego, ABC, GAPI e First Capital bank, que deverão pagar multas que variam de 100 mil Meticais a Um milhão e quatrocentos mil Meticais (1400.000).

As infracções nesta categoria vão desde a Omissão de informações e incumprimento do prazo de remessa de informação ao BM; Incumprimento do prazo de envio de relatório sobre avaliação interna de capitais ao BM e Incumprimento do dever de envio dos relatórios de testes de esforço ao BM

 

 

"A cadeia de valores no sector de pesca que vai desde a captura do pescado, conservação, processamento e a comercialização ganha no Porto de Pesca da Beira, ganha o seu verdadeiro sentido, o que naturalmente ira concorrer para que tenhamos mais e melhor pescado e, consequentemente a subida dos níveis de consumo em consonância com o estabelecido pela Organização Mundial de saúde para além de aumento de exportações".

Foi com esta palavras que o presidente da República Filipe Nyusi, começou a dirigir-se a centenas de pessoas, que se faziam presentes hoje numa cerimónia de inauguração do Cais um, onde está localizado o Porto de Pesca da Beira, que dada a sua reabilitação, ampliação e colocação de equipamentos modernos e neste momento o maior de Moçambique.   

Com efeito o Porto de Pesca da Beira tem cerca de 380 metros de extensão, contra anteriores 188 e a capacidade para a atracação de 16 embarcações industriais em simultâneo contra oito anteriores. Possui ainda, seis câmaras frigoríficas com capacidade para 500 toneladas por dia a uma temperatura que varia entre menos 60 gaus a menos 25 graus centígrados.

O porto de Pesca da Beira possui ainda uma fábrica de gelo com capacidade para produzir 60 toneladas por dia e uma sala de processamento de pescado com capacidade de 50 toneladas por dia. Assim o porto em referência tem a capacidade de manusear cerca de 70 mil toneladas de pescado por ano, fazendo dele um dos maiores da região Austral de África.  

O Porto de pesca da Beira foi destruído no ano 2000 aquando da passagem do ciclone Eline. O governo moçambicano mobilizou fundos junto da comunidade internacional com a vista a sua reabilitação e ampliação. Assim em 2016 iniciaram as obras de reabilitação do mesmo graças ao financiamento da China, orçadas em cerca de 120 milhões de dólares.

Neste momento, o Porto possui 120 trabalhadores, na sua maioria jovens. "Isso contenta-nos porque e uma grande oportunidade de emprego para eles. Agora todos nos temos que trabalhar para que os rendimentos sejam uma realidade e exortamos ao sector do Mar, águas interiores e pesca para que aprimore a fiscalização nas nossas águas para evitarmos pescas ilegais assim como a poluição das águas moçambicanas. Temos que tornar a nossa economia mais robusta".

O embaixador da China, Su Jian, país que financiou a reabilitação e ampliação deste porto garantiu que o seu pais continuará a privilegiar a cooperação sino-moçambicana.

"Nos próximos anos, vamos apostar em projectos economicamente viáveis e sustentáveis, bem os projectos de trabalho intensivo e orientados para a exportação que podem formar uma cadeia industrial".

    
 

O Presidente da República, Filipe Nyusi dirigiu hoje na localidade de Metuchira, distrito de Nhamatanda em Sofala, as cerimónias centrais do lançamento da Campanha Agrária 2019/2020 tendo destacado a importância da agricultura para a estabilidade da economia nacional.

Pouco depois de semear grãos de milho numa associação local de camponeses, Filipe Nyusi dirigiu-se a população de Metuchira, maioritariamente camponesa através de um comício, que incidiu-se no papel da agricultura.

Filipe Nyusi recordou que aquando do lançamento da campanha 2017/2018, acto que teve lugar em Moamba na província de Maputo, teria dito que o sector da agricultura contribui para a redução do custo de vida, disponibilizando comida no mercado e baixando, desde modo, a inflação e estabilizando a economia nacional.

“É exactamente o que aconteceu, a nossa economia cresceu e a inflação baixou significativamente. Em grande medida, por causa do desempenho positivo do sector agrário”, disse Filipe Nyusi.
Para a presente época, Nyusi defendeu a prática de agricultura diversificada, sustentável e competitiva.

“Esta é a missão para a presente época que irá consolidar todas as etapas anteriormente definitas”, referiu, tendo aproveitado a ocasião para enaltecer os esforços desenvolvidos por vários sectores que têm estado a dinamizar a área da agricultura, para garantir a segurança alimentar e nutrição.

“Homens e mulheres deram o melhor de si para que o sector agrário tivesse logrado os resultados que hoje orgulhosamente celebramos e pudesse salvar o país da crise que intensamente vivia. Por conseguinte saudamos vivamente aos produtores, agricultores, comerciantes, prestadores de serviços agrários que se entregaram de solo a solo para a garantia da segurança alimentar”.

No lançamento da campanha agrária, o Presidente da República procedeu a entrega de prémios a diversos actores que se notabilizaram no sector da agricultura, com destaque para agricultores, extensionistas e jornalistas.

 

Agência vale do Zambeze “mecaniza” ESAPOL

Ainda no lançamento da campanha de comercialização agrária, a Agência Vale do Zambeze, procedeu esta segunda-feira a entrega de kit de equipamento agrário a Escola de Sargentos da Polícia Tenente Oswaldo Tazama, avaliado em cerca de seis milhões de meticais.

O kit ora entregue compreende entre outro equipamento um tractor, uma cortadeira e uma enfardadeira, que deverão ser usado para além da área da agricultura, também na pecuária, concretamente para produção de feno para alimentar os animais em períodos de escassez de pasto, segundo deu a conhecer Xadreque Mwanza, delegado da Agência Vale do Zambeze em Sofala.

O comandante da Escola de Sargentos da Polícia Tenente Osvaldo Tazama, Osvaldo Guambe referiu que o equipamento ora oferecido irá ajudar na melhoria da dieta alimentar dos estudantes daquela instituição de formação policial.

A iniciativa da Agencia de Vale do Zambeze enquadra-se no Programa Nacional de Mecanização agrária, tendo sido já entregues 18 kits de género nas províncias de Sofala, Tete e Zambézia

 

As obras de reabilitação do regadio de Macassane, no distrito de Matutuine, na província de Maputo, deverão ser concluídas até Dezembro. O custo está avaliado em cerca de 26 milhões de meticais.

A província de Maputo vai apostar no aumento da produção do arroz no Regadio de Macassane, no distrito de Matutuine, na campanha agrária 2019-2020, que arrancou esta segunda-feira.
Para o efeito, o empreendimento (regadio) está a beneficiar de obras de reabilitação com o término previsto para Dezembro próximo, num investimento de cerca de 26 milhões de meticais.

“O nosso objectivo como Governo é incentivar a produção do arroz que tanto nos faz falta. Todos anos recorremos à importação deste produto para cobrir o défice. Macassane é tradicional produtor do arroz, pelo que queremos potenciar isso”, explicou Raimundo Diomba, governador da província de Maputo.

O governante, realçou porém, que as outras culturas não serão “esquecidas”, principalmente a produção de hortícolas, uma das “carteiras de visita” da província de Maputo.

 O Regadio de Macassane vai produzir em média anual, quatro toneladas de arroz por hectare, segundo Leonor Neves, directora provincial da Agricultura e Segurança Alimentar.

O lançamento oficial da safra 2019-2020 em Maputo, foi antecedido da entrega de dois aviários no povoado de Hindane, no distrito de Matutuine.

A premiação dos actores agrários que mais se destacaram na época anterior, feira agro-pecuária e a divulgação de dois novos projectos da Agência Andaluza de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AACID), foram outros dos momentos marcantes da cerimónia.

Os projectos visam dotar de meios e técnicas agrárias aos extensionistas de todos distritos da província da Maputo. Nesta segunda janela, o financiamento será na ordem de 800 mil euros, o dobro do pacote anterior, indicou Esther Hernández, representante da AACID.

 

A empresa Cimentos de Moçambique celebrou, sábado, 95 anos de existência. A empresa diz que os últimos anos têm sido mais difíceis porque os moçambicanos não têm poder de compra e estão a adiar cada dia mais a construção.

A celebração acontece num ambiente de crise económica em Moçambique e isso tem sido o calcanhar de Aquiles para a indústria cimenteira. A Cimentos Moçambique viu-se obrigada a reduzir a sua produção, já que há menos pessoas que procuram pelo produto.

“Sem o poder de compra, as pessoas vão adiando cada dia mais os processos de construção e modificação das suas casas. Numa economia estagnada é difícil controlar as contas de uma empresa como a Cimentos”, disse o director-geral da Cimentos de Moçambique, Edney Viera, no âmbito da celebração de mais um aniversário da firma.

Na gala realizada sábado na Matola alusiva a mais um aniversário, a Cimentos Moçambique disse que neste momento está a funcionar apenas com 50 porcento da capacidade instalada, mesmo no âmbito da redução dos altos custos não compensados pela procura.

“Já que nós não temos a política de diminuir pessoas em situações destas, de algum lugar temos de retirar. Numa economia das condições como as de Moçambique, onde não crescem os lucros, claramente que aumentam os custos e para isso temos de fazer cortes”, explicou Edney Viera, acrescentando que a empresa teve de realocar alguns recursos para evitar perdas maiores.

Presente no evento, o ministro da Indústria e Comércio não negou a existência da crise económica no país, mas disse que parte dos problemas que a Cimentos Moçambique possa eventualmente estar a enfrentar devem-se a outros factores e não apenas à falta de dinheiro em Moçambique e a concorrência é um deles.

“Há mais fábricas de cimento no país. Há 95 era a única, agora, só aqui na Matola, temos mais três”, atirou Ragendra de Sousa.  
Aliás, o governante pede paciência aos investidores desta indústria porque, segundo ele, ela tem futuro em Moçambique, principalmente quando a crise passar e “o guindaste começar a funcionar, aí o cimento, mais do que nunca, estará a ser usado”.
“Quando nós falamos de modernidade, está intimamente ligado ao cimento”, tranquilizou.

Voltando à gala dos 95 anos, a Cimentos Moçambique distinguiu as distribuidoras que mais e melhor contribuem para o desempenho financeiro da empresa.

 

 

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