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O País – A verdade como notícia

A Selecção de Basquetebol em seniores masculinos vai disputar o torneio triangular de Angola entre os dias 17 e 19 do corrente mês, em Benguela. A participação de Moçambique é em resposta ao convite feito pela Federação Angolana de Basquetebol, que prepara a sua presença na janela do apuramento ao Mundial.

A Federação Angolana de Basquetebol convidou, e a sua contraparte moçambicana disse “sim” ao convite. Benguela é o lugar que vai acolher o torneio triangular, entre os dias 17 e 18 de Junho, e conta com a presença de três países, nomeadamente, Moçambique, Angola e Cabo Verde.

Além de o torneio servir de preparação para a selecção angolana, que vai à segunda janela de apuramento para o Campeonato do Mundo, que vai decorrer na Ásia, serve também para equilibrar o nível de competições entre os atletas.

Miguel Guambe, técnico do Costa do Sol, foi chamado a assumir a selecção e vai contar com 16 jogadores, dos quais seis do Ferroviário da Beira, quatro do Maxaquene e Costa do Sol e dois do Ferroviário de Maputo.

Para as seguintes posições, Guambe chamou:

Base 1

Baggio Chimondzo – Ferroviário de Maputo

Joaquim Chume – Maxaquene

Ronaldo Geneto – Maxaquene

Base 2

Ismael Noormamad – Ferroviário da Beira

Ermelindo Novela – Ferroviário da Beira

Francisco Braga – Costa do Sol

 

Extremos:

Ayde Munguambe – Ferroviário da Beira

Danilo Cumbe – Costa do Sol

Yuran Biosse – Ferroviário de Maputo

Calucho Nzualo – Maxaquene

Extremo-Poste:

Helton Ubisse – Ferroviário da Beira

Elvis Honwana – Ferroviário da Beira

Daniel Maveure – Costa do Sol

Poste:

Egídio Zandamela – Costa do Sol

Inélcio Chire – Ferroviário da Beira

Turdevales Nhatumbo – Maxaquene

Miguel Guambe vai trabalhar nesta empreitada com José Macuácua, da A’Politécnica.

 

Foi ontem lançada, em Maputo, a corrida do Centenário de José Craveirinha. Organizada pela Fundação Lurdes Mutola, a prova de cinco quilómetros realizar-se-á a 16 de Julho e vai começar e desaguar na Praça da Independência.

Homem real de “Grito Negro” com reflexo a carvão, esse é jovem Craveirinha. O homem que emprestou o seu talento com a arte na mão e assumiu “eu sou o carvão”. Carvão ardente que a sua chama não mais se apagou. Aliás, apagou-se a alma do escritor, mas ele sempre ficará eternizado.

É aqui onde há mote para a celebração do seu centenário a dobrar. A menina de ouro, influenciada pelo primeiro moçambicano a vencer o Prémio Camões e que a desviou do futebol para o atletismo, modalidade em que viria a brilhar e tornar-se campeã olímpica, Lurdes Mutola não quis deixar passar este momento para evocar ao poeta-mor.

“Quero homenagear o meu pai José Craveirinha”, declara, radiante, a oitocentista e campeã olímpica dos 800 metros.

A prova de 5 km, a ser realizada no dia 17 de Julho numa só categoria e a iniciar pelas 8h00, terá um percurso que vai começar e terminar na Praça do Independência.

“A partida será na avenida Samora Machel, defronte ao Centro Cultural Franco Moçambicano, seguindo pela 25 de Setembro até à praça Robet Mugabe.

“Vamos contornar em direcção à Praça dos Trabalhadores, novamente pela 25 de Setembro, com desvio pela Samora Machel até ao local da partida”, disse Azarias Samuel, em representação da Associação de Atletismo da Cidade de Maputo.

Samuel garantiu ainda que todos os interessados podem participar na prova, desde que tenham idade mínima de 15 anos.

 

ZECA CRAVEIRINHA SATISFEITO

Irmão de José Craveirinha, Zeca Craveirinha era o rosto da família e espelho da satisfação dos seus familiares pela homenagem.

“Quando a Lurdes me falou que queria organizar esta prova, não acreditei. Mas ela me mostrou que é uma pessoa com palavra. Acredito que esta prova não só servirá para homenagear José Craveirinha, mas igualmente para procurar detectar alguns talentos. Aproveite esta competição não só para ter talentos domésticos, mas encontre atletas da sua dimensão mundial”, desejou Zeca Craveirinha.

 

MUTOLA “IS BACK”

Correu pelo mundo, ganhou quase tudo que havia. Campeã olímpica dos 800 metros em Sidney, Austrália, em 2000, quando a 25 de Setembro venceu a final com o tempo de  1 minuto e 56 segundos, deixando para trás a forte concorrência de Stephanie Graf (Austrália) e Kelly Holmes (Reino Unido).

Mutola esteve, igualmente, em grande plano, ao tornar-se recordista 1000 metros em pista coberta e em pista aberta, tendo ainda o registo do recorde africano dos 1000 metros em pista aberta e o recorde africano dos 800 metros em pista aberta.

A menina de ouro Lurdes Mutola volta ao atletismo por um dia, para homenagear o seu mestre. Afinal, foi que o desviou do futebol para o atletismo.

A fase provincial da segunda maior competição futebolística do país, a Taça de Moçambique, será o destaque neste final de semana em Inhambane, com jogos das meias-finais.

A Associação Desportiva de Vilankulo, representante de Inhambane no Moçambola 2022 e vencedora do Campeonato provincial que terminou em Abril passado, quer representar a província também na Taça de Moçambique, na fase regional e nacional e terá que fazer das tripas coração diante do Temusa Costa do Sol da Massinga, equipa que venceu os “hidrocarbonetos” na Supertaça provincial.

Por isso mesmo não se afigura tarefa fácil para a Associação Desportiva de Vilankulo neste jogo, mesmo tendo em conta que na final do provincial de Inhambane venceu a esta mesma equipa por duas duas bolas sem resposta. Nessa final foi Parkin e Victor a marcarem os golos dos “hidrocarbonetos”.

Na outra partida das meias-finais da fase provincial da Taça de Moçambique ao nível de Inhambane, vai envolver o Morrumbene FC e o Ferroviário de Inhambane.

Os “locomotivas” da terra da boa gente não tem estado bem nestes últimos anos e procuram melhor forma de se reerguerem, depois do falhanço que tiveram no Campeonato provincial, onde terminaram na quarta posição, depois de perderem o jogo de atribuição do terceiro lugar.

Desta vez enfrentam o Morrumbene FC, que mesmo não tendo estado bem na competição anterior, tem a oportunidade de fazer melhor na Taça de Moçambique. Será um jogo equilibrado, tendo em conta o equilíbrio que as duas equipas tem tido nas provas provinciais.

Os vencedores destas meias-finais vão disputar a única vaga que esta província tem na fase regional sul da Taça de Moçambique, onde vão encontrar equipas de Gaza e Maputo-Cidade e Província de Maputo.

 

MATCHEDJE DE MOCUBA AFASTADO DA TAÇA DE MOÇAMBIQUE NA ZAMBÉZIA

Na província da Zambézia houve surpresa com a eliminação do Matchedje de Mocuba da Taça de Moçambique, fase regional, após ser afastado pelo Sumela FC, domingo passado.

Os “militares” de Mocuba, representantes da província no Moçambola, perderam por uma bola sem resposta e ficaram fora da segunda maior competição do país, a Taça de Moçambique. Walpeta foi o autor do único tento da partida, anotado aos 21 minutos.

O Matchedje de Mocuba é a primeira equipa do Moçambola a ser afastado da Taça de Moçambique edição 2022, ainda na fase provincial.

Em Manica, onde não há nenhuma equipa do Moçambola, as meias-finais serão disputadas pelas quatro melhores equipas locais, com o cruzamento a ditar que o Textáfrica do Chimoio vai defrontar o Concelho Autárquico de Chimoio e o FC de Soalpo terá pela frente o Mini Mundo de Inchope.

Por seu turno em Tete o cruzamento das meias-finais colocou a União Desportiva de Songo a defrontar o Ferroviário de Moatize, num jogo em que os “hidroeléctricos” são claros favoritos, enquanto o Desportivo de Tete joga diante do Bagamoio de Moatize.

Nas outras províncias ainda não há datas para a disputa dos jogos das meias-finais, casos de Sofala, onde o Ferroviário da Beira, FC da Beira, Liga Desportiva de Sofala e Têxtil de Púnguè estão qualificados e ainda a espera do sorteio.

Na Cidade de Maputo os jogos ainda vão para a última eliminatória, com os representantes da cidade a defrontarem equipas do escalão secundário.

Assim, a Black Bulls defronta o Maxaquene, num jogo em que claro favorito, tal como o Costa do Sol diante do 1o de Maio. Ferroviário de Maputo também é favorito diante do Vulcano, enquanto os embates entre a Liga Desportiva de Maputo e o Desportivo Maputo, bem como entre Nacional e Estrela Vermelha são considerados equilibrados e sem um vencedor antecipado.

Estes jogos ainda não tem datas marcadas.

O internacional moçambicano, Reinildo Mandava, rumou ao Atlético de Madrid em Janeiro deste ano, proveniente do Lille da França, por um valor a rondar os 3 milhões de euros. O lateral-esquerdo moçambicano terminava contrato com o clube francês no fim da presente época.

Entretanto, Manuel Tomás, agente do jogador moçambicano, revelou, em entrevista ao diário AS, que Reinildo Mandava tinha outras ofertas, inclusive de Portugal, antes de se acertar com o Atlético Madrid da Espanha.

“Estávamos em negociações com seis clubes. O Atlético era um deles, um grandíssimo clube do qual tínhamos recolhido as nossas informações. Falámos com o Reinildo e apresentamos-lhe a possibilidade de rumar ao Atlético de Madrid. Ficou apaixonado”, disse o empresário ao AS, citado pelo jornal português Abola.

Fora desta proposta, de acordo com Manuel Tomás, havia outras escolhas para Reinildo Mandava. “Havia muitas opções. O Reinildo vinha de um clube que era campeão na França, o Lille, ganhou também a Supertaça frente ao PSG. Tínhamos ofertas de Inglaterra, Espanha, Itália e Portugal, dos melhores clubes, mas apaixonou-se pelo Atlético”, referiu o agente, sem adiantar os nomes dos clubes em questão.

Reinildo Mandava fez uma metade de época em crescendo nos colchoneros, tendo terminado a temporada com 21 jogos no clube espanhol.

Actualmente, está na África do Sul a representar a selecção nacional de futebol, os Mambas, que vai defrontar, esta quinta-feira, o Ruanda, para a primeira jornada do grupo L de qualificação ao CAN 2023, que terá lugar na Costa do Marfim.

A selecção nacional de futebol, os Mambas, inicia uma nova campanha de qualificação à fase final de um Campeonato Africano de Futebol, amanhã, às 18h00, defronte do Ruanda, em partida do grupo L. A motivação e a alegria fazem parte do balneário, que quer iniciar com vitória.

Mais um recomeço, mais uma oportunidade para os Mambas. 12 anos depois de ter estado, pela última vez, numa fase final do Campeonato Africano das Nações (CAN), em Angola, em 2010, e depois de cinco falhanços consecutivos, eis que uma nova tentativa se inicia.

Mais uma vez, está o Ruanda no caminho e, conforme ditou o sorteio, será a primeira etapa desta caminhada rumo à Costa do Marfim, em Junho e Julho de 2023. Mas o destino quis que, mesmo sendo jogo caseiro, fosse fora de portas, na África do Sul, em virtude da reprovação do Estádio Nacional do Zimpeto.

Será, de resto, o quinto jogo entre Moçambique e Ruanda, na história, a dividirem as vitórias nas quatro anteriores partidas. Duas vitórias de Moçambique – uma em casa e outra em Kigali, o mesmo que fez o Ruanda, a darem equilíbrio no confronto directo.

Aliás, este será o jogo de tira-teimas, até porque será num local neutro, no FNB Stadium, também conhecido por Soccer City, em Joanesburgo.

Os jogadores estão motivados para esta campanha, que esperam que seja definitiva para o alcance do objectivo de chegar à fase final, embora cientes de que uma vitória no primeiro jogo possa ser um salto importante nas contas finais.

Os Mambas estão no mesmo grupo com Benim e Senegal, campeão africano, que se defrontam sábado em Dakar.

 

JOGADORES COMPROMETIDOS E CHEIOS DE VONTADE DE VENCER

Esta quarta-feira, os Mambas realizaram o treino de adaptação ao Soccer City, já com a integração de Bruno Langa, último a juntar-se ao grupo. Aspectos técnicos-tácticos e velocidade foram muito ensaiados, bem como os remates à baliza, as transições e as bolas paradas.

Chiquinho Conde, que falava na conferência de imprensa de antevisão ao jogo de hoje, revelou o ambiente que se vive no balneário: “Sinto um semblante positivo em cada interveniente deste grupo que começou a preparação ainda em Maputo e depois com a integração dois restantes aqui em Joanesburgo. Vejo um um comprometimento muito grande da parte dos atletas e um espírito de grupo saudável com vontade imensa de inverter o paradigma de não participar no CAN.”

Aliás, de acordo com o seleccionador nacional, o momento actual não é fácil para a equipa “olhando para os resultados futebolísticos”, mas Conde garante que “estamos conscientes e confiantes e que podemos mudar o paradigma”. Até porque “os jogadores estão focados, determinados e animados e julgo que estão criadas todas as condições necessárias para amanhã [amanhã, quinta-feira] poderem mostrar o seu potencial e a sua alegria”.

O histórico do confronto directo entre Moçambique e Ruanda não deixa tranquilo e nem estremece Chiquinho Conde, que garante que já estudou o adversário em todos os sentidos.

“Já visualizamos alguns vídeos e sabemos que houve alteração na equipa técnica e, certamente, vão alterar alguma situação, mesmo sem termos avaliado o novo treinador espanhol que está à frente de Ruanda. Mas julgo que poderá não haver uma grande mudança no que toca a jogadores com uma compulsão física muito forte no jogo aéreo, fortes na disputa de bola, mas, de qualquer forma, nós temos jogadores com muita capacidade técnica e tática e estamos convictos de que podemos levar de vencida esta equipa do Ruanda”, disse Chiquinho Conde.

Para vencer o Ruanda, há um antídoto: “se formos iguais a nós próprios, que os jogadores desfrutem do momento, mas com respeito, e que tenham humildade”, acrescentou Chiquinho Conde, que garante que “só respeitando o adversário é que podemos ter grandes possibilidades de levar de vencida a selecção do Ruanda”.

Até porque, de acordo com Conde, “a caminhada faz-se caminhando e este é um jogo que vamos aproveitar e encarar com naturalidade e motivarmos a nós próprios e lutarmos para aquele que é o nosso foco – a vitória”.

 

QUANDO O CAPITÃO ACREDITA, TUDO É POSSÍVEL

Dominguez, o capitão dos Mambas, presente na conferência de imprensa de antevisão, deixou ficar o posicionamento dos jogadores em relação a este jogo, em particular.

De acordo com Dominguez, “o grupo está animado e está um pouco ansioso porque é mais uma qualificação e queremos conseguir alcançar aquilo que é o nosso objectivo – qualificarmo-nos para o CAN”.

Para este jogador “é sempre importante ganhar o primeiro jogo, e vamos fazer de tudo para conseguirmos alcançar este objectivo e depois pensarmos no próximo jogo”.

Mesmo depois de falhar cinco qualificações, Dominguez acredita que esta é possível de ser superada, até porque “o grupo está animado”.

“Penso que esta qualificação é possível, mas o mais importante é nós estarmos focados em nós mesmos, e isso é o que está acontecer. Estamos focados nos nossos jogos, a começar por este, e só pensamos na vitória”, referiu o capitão.

O jogo Moçambique e Ruanda inicia-se quando forem 18h00 de Maputo.

 

DATA JOGO
14 Jun 2015 Moçambique 0-1 Ruanda
04 Jun 2016 Ruanda 2-3 Moçambique
14 Nov 2019 Moçambique 2-0 Ruanda
24 Mar 2021 Ruanda 1-0 Moçambique

 

Uma delegação composta por 14 karatecas participou, na vizinha África do Sul, na 19ª edição do Conselho Desportivo da União Africana para os Países da Região 5, na modalidade de Karaté, que terminou no passado fim-de-semana.

Ao todo, a delegação regressou ao país com nove medalhas, sendo uma de ouro, três de prata e cinco de bronze, tendo terminado na quarta posição da classificação geral.

Alyn Jamu, na categoria de -68kg, inserido nos karatecas entre 18 e 20 anos, logrou a proeza de conquistar a única medalha de ouro para o país, na classe Kumite em femininos.

Na mesma classe Kumite, mas para atletas entre 14 e 15 anos, na categoria dos -70kg em masculinos, Kevon Chavane logrou conquistar a medalha de prata, mesma proeza conseguida por Shelton Bila, mas na categoria -U67kg, entre 18 e 20 anos. Em femininos, foi Vanessa Macie que, na mesma classe, mas na categoria -U42kg para atletas entre 12 e 13 anos, conquistou a prata para Moçambique.

Das cinco medalhas de bronze conseguidas pela delegação de Moçambique, quatro delas foram alcançadas em femininos e uma em masculinos. Eskinder Mabote foi o atleta que conquistou bronze na classe Kata para atletas entre 18 e 20 anos.

Em femininos, Gina Rosa (18-20 anos), Alyn Jamu (mais de 18 anos), Maia Gaunt (10-11 anos) e Sheide Manave (14-15 anos), todas na classe Kumite, também conquistaram a medalha de bronze para o país.

Da delegação que esteve na África do Sul, concretamente em Durban, onde decorreu a competição de Karaté, apenas Paulo Leandro (sétimo na classe Kumite para atletas entre 14 e 15 anos), Jéssica Dinis (quinto na classe Kata para atletas entre 12 e 13 anos), Neidy Chichava e Rosa Regina (ambos terminaram em quinto para atletas acima dos 18 anos, em categorias diferentes) e Bruno Matula (sétimo na classe Kumite para atletas acima dos 18 anos) não conseguiram medalhas nos seus combates, deixando ficar galhardia e esperança para as próximas provas.

A delegação moçambicana faz um balanço positivo desta participação, olhando para o leque de adversários que enfrentaram em Durban, tendo deixado a promessa de melhores posições nas próximas competições.

Na classificação final, África do Sul foi a grande vencedora, com 194 medalhas, das quais 63 de ouro, 49 de prata e 82 de bronze, sendo seguida pelo Botswana, na segunda posição, com um total de 46 medalhas, das quais 12 de ouro, 18 de prata e 16 de bronze.

Namíbia fechou o pódio com 32 medalhas no total, sendo duas de ouro, oito de prata e 22 de bronze.

Angola, na quinta posição, e Zimbabwe, na sexta, foram outras selecções que estiveram presentes nesta 19ª edição dos Jogos da AUSC em Karaté.

O seleccionador nacional de futebol de praia, Abineiro Ussaca, e o avançado internacional moçambicano, Nelson, partem esta sexta-feira com destino a Portugal, onde vão juntar-se à formação do Marselha, que vai disputar o Euro Winners, uma espécie de Liga dos Campeões Europeus ao nível do futebol de praia.

Os dois moçambicanos partem com convicção de tudo fazerem para ajudar o Marselha da França a alcançar os objectivos que traçou para esta competição, bem como responder às expectativas dos franceses na aposta que fizeram no técnico e no avançado.

A viagem, que inicialmente estava prevista para esta quinta-feira, foi adiada devido a questões de voos de Maputo para Lisboa e, só sexta-feira, os dois moçambicanos vão partir para representarem os franceses do Marselha BT.

Abineiro Ussaca confirmou que o convite é antigo e derivou do sucesso alcançado no CAN, no Mundial e no torneio Cosafa. “É um convite que veio já há bastante tempo, digamos que acabou por se oficializar de forma mais directa após o Cosafa”, confirmou, salientando o papel do seleccionador das Comores na prossecução deste desiderato.

“Este convite veio porque uma das pessoas que têm estado sempre ligadas ao projecto e fala directamente comigo é o seleccionador das Comores, e, por coincidência, voltamos a estar juntos na África do Sul, onde estivemos na mesma série e voltamos a jogar mais uma vez, depois de termos jogado no CAN. Então, após o jogo, voltou a abordar a questão comigo, assim como trocávamos e-mail, o que até agora fazemos”, confirmou Ussaca, em entrevista à Federação Moçambicana de Futebol.

Aliás, segundo Abineiro Ussaca, “o Marselha queria que eu estivesse lá há bastante tempo, mas eu já disse e continuo a dizer que não estou preparado para estas aventuras, porque acredito que tenha ainda muito mais por aprender. Devo muito a este país e quero trazer alegria”.

Esta oportunidade de treinar uma equipa profissional de futebol de praia da Europa e poder disputar uma das maiores competições de clubes do mundo, a Euro Winners, é um conforto para Abineiro ussaca, que pretende adquirir mais experiência e potenciar-se ainda mais, para ser uma mais-valia para o desenvolvimento da modalidade no país.

“É mais uma experiência que vamos adquirir e vamos trazer para o país, e esperamos que, dentro em breve, quando voltarmos, possamos trazer mais alegria ao país e  dignificá-la da melhor forma possível”, disse Ussaca à FMF.

Entretanto, tal como disse que não estava preparado para esta aventura, o seleccionador nacional assume que tem muito ainda por dar ao país, até porque, conforme disse, “devo a este país alguma coisa, que é continuar a dar o meu melhor e transmitir um pouco de experiência para todos os fazedores do futebol, em especial de praia”.

 

DE MALAS AVIADAS E NA COMPANHIA DE NELSON

Abineiro Ussaca diz que está de malas aviadas “porque as coisas estão muito bem avançadas” e que a única coisa que falta é “recebermos os passaportes com os vistos já submetidos ao consulado português”.

Visto para Portugal porque o seleccionador nacional e o avançado Nelson vão juntar-se ao Marselha, em Nazaré, local que vai acolher a competição de 5 a 12 de Junho. “Daqui vamos para lá e de lá voltamos para Moçambique. Então podemos dizer que estamos mais com um pé para França do que um pé para Moçambique porque tudo está acautelado”, referiu Ussaca.

Para esta aventura, o seleccionador leva consigo aquele que considera o melhor jogador do país. “Não vou sozinho, vou com Nelson, porque quem trabalha merece uma oportunidade e, para mim ele, é um dos melhores avançados que nós temos”, revela o motivo de levar consigo o jovem avançado, melhor jogador e marcador do CAN e do Cosafa.

O Marselha está inserido no grupo A do Euro Winners, juntamente com o Sótão de Portugal, Levante, da Espanha e Vamos Braine Le Château, da Bélgica. O Euro Winners, que terá lugar em Nazaré, Portugal, é disputado por 32 equipas divididas em 8 grupos de quatro cada.

Qualificam-se aos dezasseis-avos-de-final os dois primeiros classificados de cada grupo. Portugal faz-se representar, para além do Sótão, pelo Sporting de Braga, Sporting Clube de Portugal e Loures, todos qualificados via Campeonato de Elite.

As duas duplas moçambicanas que vão disputar o Campeonato do Mundo de Voleibol de Praia já conhecem os seus adversários, depois do escalonamento feito esta terça-feira pelo organismo mundial que tutela a modalidade.

Em masculinos, onde vão disputar a prova 61 duplas, representando 41 países, Moçambique estará representado por Ainadino Martinho e Jorge Monjane, que estão escalados no pote F, juntamente com as duplas da República Checa (Ondrej Perusic e David Schweiner), dos Estados Unidos da América (Claim Schalk e Theodore Brunner) e da Noruega (Mathias Berntsen e Hendrik Nikolai Mol).

Em femininos, onde Moçambique estará representado por Ana Paula Sinaportar e Vanessa Muianga, disputam a prova 116 duplas divididas em dois grupos de 58 duplas cada. Sinaportar e Muianga, que estão posicionadas no 38º lugar do ranking mundial, estarão no mesmo pote, o K, com as duplas da Suíça (Tanja Huberli e Nina Brunner), da Alemanha (Sandra Ittlinger e Isabel Schneider) e do México (Angelica Gutierrez e Maria José Quintero).

As 12 duplas femininas e 12 masculinas da primeira fase do Campeonato Mundial de Vólei de Praia da FIVB, Roma-2022, foram sorteadas em Jurmala, esta terça-feira, para preparar o palco para uma emocionante competição que terá lugar de 10 a 19 de Junho.

As 48 duplas em masculinos e femininos foram distribuídas em 12 grupos de quatro duplas cada. Ao final da fase de grupos, as duas melhores duplas de cada grupo e os quatro melhores terceiros de todos os grupos, em cada um dos sexos, avançam para a fase das eliminatórias.

As oito duplas restantes que ocupam o terceiro lugar nos seus grupos jogarão uma série de quatro jogos para completar as 32 duplas na chave de “mata-mata”. Todo o torneio terá 216 partidas em 10 dias de competição.

A 13ª edição do Campeonato Mundial será disputada no Foro Itálico, em Roma.

Três partidas marcam, esta quarta-feira, 1 de Junho, a fase de qualificação para o Campeonato Africano das Nações (CAN 2023).

O Estádio 11 de Novembro, em Luanda, será o palco do confronto entre Angola e a República Centro Africana, válido para a jornada inaugural das eliminatórias do Grupo E, de acesso à Taça de África das Nações (CAN), próximo ano, na Costa do Marfim.

Começar a vencer é a palavra de ordem no seio dos “Palancas Negras” que, nos últimos dias, privilegiaram, nas sessões de treino, os processos inerentes ao sistema táctico e a estratégia do futebol pretendido para anular o adversário de estreia. O seleccionador nacional de Angola, Pedro Gonçalves, aproveitou os ensaios para corrigir alguns detalhes no posicionamento da equipa e na movimentação colectiva e individual dos jogadores. Pedro Gonçalves avaliou, ainda, os jogadores que devem merecer a confiança, esta quarta-feira, para povoar os sectores, muito provavelmente, assentes no sistema 4X3X3.

Pelo que faz perceber o seleccionador nacional, os Palancas Negras devem apresentar-se diante da RCA, quarta-feira, com o seu “melhor onze” dos últimos tempos. Ou seja, Pedro Gonçalves dá sinais claros de pretender conservar, nos titulares, os jogadores que formam o “núcleo duro” da Selecção.

A alimentar tal prognóstico, está o facto de 95% dos jogadores utilizados nos titulares, durante a campanha ao Mundial do Qatar, estarem disponíveis e às ordens do seleccionador, à excepção de Zine, lesionado.

No último “onze” de Pedro Gonçalves, alinharam Hugo Marques, à baliza, Kialonga Gaspar e Buatu, no centro da defesa, Eddie Afonso, na lateral-direita, e Tó Carneiro, à esquerda. No meio-campo, jogaram Estrela, Megue, Mário Balbúrdia e Hélder Costa, enquanto Zine e Ary Papel estavam no ataque.

Para o embate de estreia da corrida ao CAN da Costa do Marfim, é provável que o seleccionador venha a apostar na mesma equipa, com a particularidade de Gelson Dala ocupar a vaga de Zine, formando a parelha atacante com Ary Papel. Ainda assim, não está colocada de lado a probabilidade de o seleccionador efectuar algumas inovações ao “onze”, relegando Mário Balbúrdia para o banco de suplentes e promovendo o experiente Show para o seu lugar.

Noutra partida agendada para esta quarta-feira, o Gana mede forças com Madagáscar. À partida, as “Estrelas Negras”, nome de guerra do Gana, partem como principais favoritas a alcançarem a vitória, sobretudo porque jogam em casa. Mas atenção que o Madagáscar tem registado um grande crescimento e melhorias.

Só para se ter uma ideia da sua evolução, o Madagáscar foi a primeira selecção a garantir um lugar na fase final do Campeonato Africano das Nações de 2019, prova na qual atingiu os oitavos-de-final. Os malgaxes terminaram no segundo posto do Grupo A, com 10 pontos, menos seis em relação ao líder Senegal. Esta é a primeira vez que a selecção de futebol do Madagáscar vai estar entre os melhores de África. O feito é ainda mais extraordinário se tivermos em conta que Madagáscar é a única, das selecções apuradas, que teve de disputar as pré-eliminatórias.

A contar para o grupo “J”, a Líbia recebe o Botswana, num duelo em que os líbios vão procurar capitalizar o factor casa para saírem com os três pontos.

RCA JOGA EM LUANDA

A República Centro Africana vai fazer os seus jogos caseiros em casa emprestada, neste caso, no Estádio 11 de Novembro, em Angola.

Em causa, está o facto de os estádios da República Centro Africana não terem sido aprovados pela CAF, para jogos internacionais, devido ao mau estado de conservação, segundo o vice-presidente da Federação Angolana de Futebol, José Carlos Miguel.

O responsável disse que o pedido da Federação de Futebol da RCA para que o jogo fosse realizado em Luanda foi aceite pelo órgão do futebol angolano.

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