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O País – A verdade como notícia

A selecção nacional de futebol, os Mambas, defronta, esta quarta-feira, o Benim, em partida da segunda jornada do grupo L de qualificação ao CAN 2023. Ratifo e Mexer estão em dúvidas, mas podem ser uma opção para Chiquinho Conde. Mexer, Zainadine e Domingues voltam a defrontar o Benim, 12 anos depois.

Moçambique e Benim defrontam-se, na noite desta quarta-feira, em Cotonou, para a segunda jornada da fase de grupos de qualificação ao Campeonato Africano das Nações, que terá lugar na Costa do Marfim, em 2023.

É a segunda partida entre estas duas selecções, no confronto directo, que terminou em empate a duas bolas, há 12 anos, concretamente a 12 de Janeiro de 2010, durante o CAN de Angola.

Depois do empate na jornada inaugural em casa emprestada, diante do Ruanda, os Mambas procuram agora somar os três pontos para não se deixarem para trás nesta luta pela qualificação à fase final do CAN.

Aliás, se o primeiro jogo entre Moçambique e Benim foi, no último CAN, disputado pelos Mambas, estes querem aproveitar a coincidência para voltarem a sonhar com uma fase final, e o melhor é sair de Cotonou com uma vitória.

Depois de terem reconhecido o relvado do jogo no treino de adaptação, esta terça-feira, às 21h00, os Mambas têm a oportunidade de somar um resultado diferente do de há 12 anos.

A equipa técnica e os jogadores estão motivados e com ambição elevada de somar pontos em terreno alheio, na segunda partida da fase de grupos, para depois haver paragem até Setembro, altura em que se vai disputar a dupla jornada intermédia, ou seja, a 3ª e 4ª, diante do Senegal.

 

RATIFO E MEXER EM DÚVIDAS

Nem tudo parece um mar de rosas para Chiquinho Conde. Com a viagem e os trabalhos realizados segunda-feira, há preocupações que podem afectar os Mambas. Dois jogadores estão em dúvidas para o embate desta quarta-feira.

O central Mexer Sitoe e o avançado Stanley Ratifo estão com algumas mazelas derivadas da falta de ritmo, uma vez que não têm estado a competir nas suas equipas.

Ainda assim, nada que preocupe, de todo, a equipa técnica moçambicana, que ainda vai decidir pela utilização dos dois jogadores, que, na jornada inaugural, diante do Ruanda, até foram titulares, com destaque para Ratifo, que marcou o golo de empate da equipa de todos nós.

Mesmo assim, Chiquinho Conde sabe que pode contar com outros jogadores para os lugares dos dois que estão em dúvida, nomeadamente, Martinho, Infren ou descair Edmilson Dove para o centro da defesa, e Reginaldo, Melque e Telinho para a frente do ataque.

Pelo sim ou não, o seleccionador nacional não deverá fugir do “onze” inicial utilizado diante do Ruanda, podendo fazer algumas alterações em função do objectivo para este jogo, nomeadamente, uma defensiva de quatro, com Bruno Langa na esquerda, Zainadine e Mexer (ou Martinho), no centro, e Clésio Baúque na direita.

Na zona intermediária do campo, Chiquinho Conde pode fazer subir Reinildo Mandava para aproveitar a sua capacidade de velocidade e cruzamento para o lado esquerdo, apoiado por Bruno Langa, Kambala mais recuado e Geny Catamo mais à frente, Domingues na direita.

A dupla do ataque poderá ser feita por Ratifo, caso esteja em condições, ou substituído por Reginaldo, acompanhado por Witi ou Telinho.

A maior dúvida é na baliza, se vai continuar a apostar em Ernan, depois da falha que teve no golo sofrido pelos Mambas diante do Ruanda, ou então em Victor, ou mesmo Ivan, guarda-redes que tem estado em grande na sua equipa.

Benim Vs. Moçambique tem lugar no Estádio l’Amitié, em Cotonou, quando forem 20h00 locais, 21h00 de Maputo.

 

ZAINADINE, MEXER E DOMINGUES: OS SOBREVIVENTES

Moçambique e Benim voltam a defrontar-se 12 anos depois da única partida entre ambos. Em Angola, na última edição do CAN disputada por Moçambique, estavam vários jogadores que compunham a selecção nacional, com destaque para Kampango, Tico-Tico e Dário Monteiro.

Contudo, dessa equipa há três sobreviventes que voltarão a defrontar o Benim 12 anos depois. Mexer e Dominguez foram titulares nesse jogo que terminou com empate a dois golos e Zainadine não saiu do banco de suplentes.

A selecção do Benim entrou a vencer nesse jogo por duas bolas sem resposta, com golos de Omotoyossi, aos 15 minutos de grande penalidade, e autogolo de Dário Khan, aos 20 minutos.

Os Mambas tiveram que correr atrás do prejuízo e conseguiram reduzir por intermédio de Miro Lobo ainda na primeira parte. Gonçalves Fumo, que entrou na segunda parte, deu o empate aos Mambas, naquele que foi o único ponto alcançado.

Recorde-se que os Mambas perderam o segundo jogo do CAN 2010 diante do Egipto por duas bolas sem resposta, voltando a perder diante da Nigéria, na última jornada, por 3-0.

Depois do empate a dois golos diante do Benim na única partida entre ambos, a expectativa é somar a primeira vitória em terreno alheio, que daria uma lufada de ar fresco nas contas de qualificação ao Campeonato Africano das Nações, Costa do Marfim 2023.

O Comité Olímpico de Moçambique (COM) atribui bolsas olímpicas a nove atletas, tendo em vista a preparação para os Jogos Olímpicos, Paris – 2024. Dos nove atletas, o destaque vai para Alcinda Panguane e Rady Gramane, que, recentemente, conquistaram as medalhas de prata e bronze, no mundial de boxe.

O caminho para Paris, por sinal uma das cidades mais influentes e mais visitada do mundo, já está à espreita. Os 160 barcos que vão transportar as comitivas olímpicas poderão contar com nove atletas moçambicanos.

As luzes da Torre Eiffel incidem sobre a Pérola do Índico e o Comité Olímpico de Moçambique confirma com as bolsas olímpicas para Alcinda Panguane e Rady Gramane (Boxe), Deyse Nhaquila, Denise Parruque, Maria Machava e Joaquim Lobo (Vela e Canoagem), Kevin Loforte (Judo), Creve Machava (Atletismo) e Matthew Lawrence (Natação).

Com a entrega das bolsas aos atletas, o COM pretende garantir que os mesmos tenham uma preparação condigna no ciclo olímpico 2021-2024 e, por via disso, conseguirem os mínimos necessários para marcar presença neste evento planetário.

Durante esse período, os atletas vão receber 833 dólares, equivalentes a 53 mil Meticais, valor que servirá para as despesas inerentes à preparação, como é o caso de aluguer de ginásios e transporte. O valor em causa será dividido em três componentes, sendo que, além dos atletas, uma parte será para o treinador e o remanescente para a reserva.

E porque já não há muito tempo a perder, os atletas estão cientes de que têm muito trabalho por fazer, daí que prometem maior empenho e dedicação, de modo a conseguirem a tão almejada presença em Paris.

“Essa ajuda é significativa para mim, pois irá contribuir sobremaneira para a minha preparação e, por conseguinte, para o alcance dos meus objectivos, que passam pela qualificação aos Jogos Olímpicos”, diz Rady Gramane, ajuntando que, com muito trabalho, é possível cumprir esse desiderato.

Não é a primeira vez que faz parte da restrita lista de bolseiros olímpicos. Das águas límpidas, Deyse Nhaquila, atleta de vela e canoagem, mais uma vez, merece confiança do COM. Tem noção de que o caminho para Paris é longo, ainda assim promete redobrar os esforços para que lá chegue, bastando, para tal, garantir os mínimos.

“O facto de voltar a merecer confiança é sinal de que acreditam no meu trabalho. Penso que as condições estão criadas para que eu volte a qualificar-me para esse evento planetário e, quiçá, voltar com uma medalha”, tranquiliza a atleta.

Apesar da lesão que o apoquenta há bastante tempo, Kevin Loforte acredita que é apenas uma nuvem cinzenta. É que, segundo disse, vai a tempo de se recuperar, até porque o foco é esse. O desejo de levantar a bandeira de Moçambique no meio de tantas outras é enorme, por isso Loforte promete de tudo fazer, para garantir que o seu nome conste da lista dos qualificados.

 

PERFORMANCE DOS ATLETAS ENCANTA SED

O director nacional do Desporto de Alto Rendimento, Francisco da Conceição, considera que os nove atletas ganharam as bolsas por mérito, pois têm vindo a demonstrar um desempenho assinalável.

Segundo disse, no acto da assinatura do contrato para bolsas de estudo, as bolsas vêm contribuir para minimizar o vazio que existe no seio dos atletas. Disse ainda que as mesmas vão estimular os atletas, de modo a conseguirem a qualificação para os Jogos Olímpicos de Paris.

Para Conceição, não basta querer que os atletas se qualifiquem, é necessário que estejam criadas as condições para uma preparação condigna. Nesse sentido, encorajou o Comité Olímpico de Moçambique a continuar com esse tipo de iniciativas, sublinhando que o Governo também tem estado na vanguarda.

Garantiu, aliás, que há um leque de atletas que poderá receber bolsas, desta feita numa iniciativa do Governo, como forma de impulsionar o desporto moçambicano.

A cerimónia será realizada no rio Sena, com 160 barcos a transportarem as comitivas olímpicas ao longo de seis quilómetros, e cerca de 600 mil pessoas a assistirem ao vivo à apresentação dos atletas. Além da passagem por locais icónicos da cidade das luzes, como a Torre Eiffel, o Louvre e a Catedral de Notre Dame, o evento vai contar com várias performances artísticas.

O Internacional moçambicano Nelson Manuel marcou três golos está segunda-feira e ajudou o Marselha BT a conquistar preciosos pontos que fazem sonhar com os oitavos-de-final da Euro Winners, prova que decorre em Nazaré, Portugal.

Diante do Sótão de Portugal, Nelson abriu as hostilidades aos 6 minutos, a dar vantagem aos franceses, treinados pelo moçambicano Abineiro Ussaca, que desta vez apostou no ataque.
O Sótão chegou ao empate aos 13 minutos por Pedro, mas nada que estremecesse o técnico moçambicano que já conhecia o adversário, que defrontou ao serviço da selecção nacional aquando do estágio em Portugal, a caminho do Mundial da Rússia.
A equipa portuguesa ainda deu a cambalhota no marcador, através de Duarte, aos 24 minutos, mas três minutos depois veio o empate, desta vez por Carpita.
Foi já no terceiro período que surgiram os restantes golos com um duplo golo, um para cada lado, no mesmo minuto. Duarte apontou o golo do Sótão e de grande penalidades Nelson bisou para os franceses.
Minuto depois o internacional moçambicano, Nelson, ganhou a heroicidade em terras lusas, ao marcar o quarto golos do Marselha e terceiro da sua conta pessoal e ditar o resultado final que deu a vitória aos franceses por 4-3.
Ainda longe da qualificação aos oitavos-de-final, o Marselha pelo menos sonha com o apuramento, pese embora a posição actual na tabela classificativa do grupo A.
Levante da Espanha, que goleou o Vamos Manage da Bélgica por 9-4, segue invicto com seis pontos, seguido do Sótão, que soma uma vitória e uma derrota, ou seja três pontos.
Marselha BT da França, dos moçambicanos Abineiro Ussaca e Nelson Manuel, com dois pontos, frutos da vitória desta segunda-feira, segue na terceira posição, enquanto o Vamos Manage da Bélgica, sem nenhum ponto, é lanterna vermelha.
Esta terça-feira o Marselha tem a possibilidade de sonhar com os oitavos-de-final, bastando para tal vencer o Vamos Manage por diferença maior e somar cinco pontos, mas a depender da derrota do Sótão de Portugal, ou pelo menos vencer no prolongamento, diante do Levante da Espanha, para terminar como segundo classificado, já que passará a contar com mais pontos que o Sótão.

O Ferroviário da Beira passeou a sua classe, este domingo, na fase provincial da Taça de Moçambique, ao golear a Liga Desportiva de Sofala por claros 7-0, garantindo, assim, presença nas meias-finais da prova, ao nível da província de Sofala.

Ling, que recentemente esteve ao serviço dos Mambas pela primeira vez, abriu as hostilidades aos 30 minutos para os “locomotivas” de Chiveve, que aumentaram a contagem, três minutos depois, por Maré, outro jogador que esteve às ordens de Chiquinho Conde na pré-convocatória.

Jafete fez os 3-0 ainda na primeira parte, e os restantes golos foram somente na segunda parte. Jafete bisou a abrir a etapa complementar, antes da Liga Desportiva de Sofala reduzir a desvantagem para 4-1.

O adversário dos “locomotivas” da Beira não tinha espaço de reacção, até porque Wedson Nyurenda aproveitou a oportunidade para rodar a equipa, beneficiando-se da paragem do Moçambola para os jogos dos Mambas. Ibraimo aumentou para 5-1, antes de Neo dar a mão cheia de golos aos 90 minutos.

Jafete fechou a contagem com hat-trick aos 93 minutos, resultado que mostrou a diferença de ritmo entre as duas equipas e qualificou os “locomotivas” de Chiveve para a fase seguinte da Taça de Moçambique.

O Têxtil de Púnguè, por seu turno, não teve meias medidas e derrotou a Juventus FC de Muchunguè por três bolas sem concorrência, juntando-se ao Ferroviário da Beira na fase seguinte da prova.

Quem também está nas meias-finais da prova é o Estrela Vermelha de Sofala, que recebeu e derrotou o FC da Beira por duas bolas a uma.

O sorteio das meias-finais será realizado ao longo da semana e vai ditar apenas um jogo, com a terceira equipa a ficar isenta e a garantir passagem para a final, em virtude do número ímpar de equipas que disputaram a prova.

 

“HIDROCARBONETOS” SOFREM MAS PASSAM PARA FINAL PROVINCIAL

Na província de Inhambane, houve muita disputa pela final da fase provincial da Taça de Moçambique. A Associação Desportiva de Vilankulo teve que suar as estopinhas para garantir presença na final, diante do Temusa Costa do Sol da Massinga.

No tempo regulamentar, as duas equipas terminaram empatadas a um golo e houve necessidade de ir à marca das grandes penalidades, aonde os “hidrocarbonetos” acabaram por se superiorizar por 4-1, com o guarda-redes da turma de Vilankulo a defender dois penaltis.

O Ferroviário de Inhambane vai ser o adversário da Associação Desportiva de Vilankulo na final provincial, que se realiza sábado, no campo de Muelé. Os “locomotivas” da terra da boa gente qualificaram-se após derrotarem o Morrumbene FC por duas bolas a uma.

Carlitos apontou os dois golos da turma “locomotiva”, um em cada parte do jogo, a fazer revira-volta no marcador, altura em que o Morrumbene vencia à tangente, com golo de Roboroi aos 16 minutos.

O avançado do Ferroviário de Inhambane empatou aos 42 minutos e deu a cambalhota já na segunda parte.

Recorde-se que, para a supertaça provincial deste ano, o Ferroviário de Inhambane venceu a Associação Desportiva de Vilankulo por uma bola sem resposta, com golo Nwite a dar o primeiro troféu aos “locomotivas” nesta temporada.

Já na província de Manica, onde também se disputaram as meias-finais da Taça de Moçambique, o Textáfrica de Chimoio acabou por vencer o Concelho Autárquico da mesma cidade por uma bola sem resposta, garantindo presença na final.

O adversário dos “fabris” do planalto é o FC da Soalpo, que venceu o Mini Mundo de Inchope.

Nas restantes províncias, à excepção da Zambézia, onde já se conhece o vencedor provincial e representante local, ainda não se tem datas para a realização das fases seguintes para se encontrar os representantes que, em Julho próximo, vão disputar a fase regional da segunda maior competição futebolística do país.

 

FERROVIÁRIO DE NAMPULA CONQUISTA “PROVINCIAL”

Em Nampula, jogou-se, este sábado, para a final do Campeonato Provincial, que não tinha sido disputada devido término tardio da prova e ao início do Moçambola em Maio passado.

O Ferroviário de Nampula recebeu o seu homónimo de Nacala, as duas equipas representam a província no Moçambola 2022. Num jogo emotivo, onde as duas equipas procuravam vencer para ganhar mais motivação para a retoma do Moçambola, a equipa da capital acabou por se sair vitoriosa, por uma bola sem resposta, conquistando o Torneio Provincial de Nampula.

Ussama acabou por ser o autor do único golo da partida, num remate de belo efeito, a dar alegria e festa aos “axinenes”, que assim conquistam o segundo título, depois da conquista da supertaça provincial.

Aliás, o Ferroviário de Nampula tinha vencido, também, o Torneio dos CFM, numa prova que contou com os Ferroviários de Nacala, Beira e Lichinga.

A selecção nacional de futebol reconhece amanhã, à hora do jogo, 21h00 de Maputo, o relvado do estádio que vai acolher o embate de amanhã, quarta-feira, diante do Benim, para a segunda jornada do grupo L da fase de qualificação ao CAN 2023. Ambição em vencer é a palavra de ordem no seio dos jogadores.

Os Mambas já se encontram em Cotonou, capital do Benim, desde o princípio da tarde de hoje, depois de um voo que os levou de Joanesburgo, com escala em Adis Abeba. Na tarde de hoje, Chiquinho Conde liderou um treino voltado à recuperação física dos jogadores depois da viagem. Ora, a selecção nacional vai, apenas, realizar mais um treino em solo beninense, esta terça-feira.

Com todos os jogadores disponíveis para o embate desta quarta-feira, os Mambas vão pisar o relvado do Stade de l’Amitié esta terça-feira, quando forem 21 horas de Maputo, para o reconhecimento.

Espera-se que, nessa sessão de treinos, Chiquinho Conde priorize a finalização, um dos aspectos que falhou no embate diante do Ruanda, onde os Mambas tiveram várias oportunidades de marcar, sem sucesso, principalmente através de Witi, Geny Catamo e Ratifo. Aliás, a finalização foi muito ensaiada no último treino em solo sul-africano, na manhã de domingo passado, dia da partida para Cotonou.

Mas também há que trabalhar os aspectos defensivos para evitar dessabores iguais aos que ditaram o golo do Ruanda, onde houve muita falta de comunicação e precipitações.

 

JOGADORES FOCADOS NA VITÓRIA E NA QUALIFICAÇÃO

O ambiente no balneário continua forte, com os jogadores focados nos objectivos traçados para estas duas jornadas de arranque da fase de qualificação ao CAN da Costa do Marfim, em 2023.

Kambala considerou que, apesar do empate diante do Ruanda, o foco agora é o embate diante do Benim. “Apesar do empate a uma bola com o Ruanda, estamos felizes pela maneira como encarámos o jogo. Pretendemos melhorar alguns aspectos no jogo com o Benim. Temos que fazer golos e defender melhor, evitar o erro que cometemos no golo sofrido em Joanesburgo”, disse Kambala citado pelo jornal electrónico Lance.

Aliás, para o médio moçambicano que jogou a titular diante do Ruanda, o empate acabou por ser um resultado consolador, afinal “queríamos os três pontos e não os conseguimos.” Entretanto, “é algo que fica para o passado do qual temos que tirar ilações positivas e procurar fazer o melhor diante do Benim”.

Kito, outro jogador que foi titular na passada quinta-feira e jogou ao lado de Kambala, destaca a seriedade com que os jogadores estão empenhados nesta operação. “A coisa começou a ficar séria desde o primeiro dia de estágio, mais séria ainda fica depois deste último treino em Joanesburgo”, disse ao Lance, tendo acrescentado que “vamos ter que fazer de tudo para contrariar o resultado do primeiro jogo, que não foi agradável, mas também nos faltou um pouco de sorte”, referindo-se ao facto de os Mambas terem sido superiores em quase todos os aspectos.

O médio ofensivo do Ferroviário de Maputo e da selecção nacional diz, ainda, que apesar do empate, o grupo continua forte e focado. “Estamos mais fortes ainda, mais unidos para conseguirmos vencer. Vimos o jogo do Benim, que perdeu com uma equipa forte, mas é uma equipa que joga muito bem, tem muita qualidade e vamos ter que trabalhar forte para podermos sair de Cotonou com um bom resultado”, assegura Kito, que espera voltar a merecer a confiança de Chiquinho Conde esta quarta-feira.

 

RUANDA RECEBE SENEGAL ESTA TERÇA-FEIRA

Ruanda e Senegal abrem a segunda jornada do grupo L de qualificação ao CAN 2023 esta terça-feira, em Kigali. Será o segundo embate entre as duas selecções, que apenas se tinham cruzado num amigável em 2016, com a vitória a sorrir para o lado senegalês por duas bolas sem resposta.

Nessa partida, o factor casa poderá ter um papel decisivo, pois o Senegal tem apresentado diferenças de rendimento nos seus jogos em casa e como visitante. No entanto, mesmo jogando em casa, o Ruanda não terá vida fácil diante do campeão africano em título, que vai motivado depois da vitória frente ao Benim na jornada inaugural.

O Ruanda apresenta-se quase consistente, tanto dentro como fora de portas. Nas últimas 30 partidas, os Amavubis registram 5 vitórias, 4 empates e 6 derrotas como visitantes, com 15 golos marcados e 15 sofridos, contra 4 vitórias, 7 empates e 4 derrotas em casa, com 19 golos marcados e 11 sofridos.

O empate diante dos Mambas acabou por ser um resultado positivo para Ruanda, tendo em conta que jogava fora de portas e, para este jogo, vai procurar vencer o Senegal ou voltar a empatar para não ficar atrás na disputa pela qualificação.

Já o Senegal, que nas últimas 30 partidas não perdeu nenhum em casa, tem sido irregular fora de portas, tendo somado 7 vitórias, 4 empates e 4 derrotas, com um total de 21 golos marcados e 12 sofridos.

Ainda assim, mostra-se favorita a somar os três pontos, conduzidos pelo experiente e moralizado Sadio Mané, e chegar à fase final do Campeonato Africano das Nações, onde vai defender o título conquistado nos Camarões.

O embate entre Ruanda e Senegal tem lugar esta terça-feira, às 21h00 de Maputo.

O Marselha BT da França, equipa que contratou dois moçambicanos para serem reforços na fase final da Liga dos Campeões europeus de futebol de praia, estreou com derrota na fase de grupos da prova que decorre em Nazaré, Portugal.

A equipa treinada por Abineiro Ussaca e que conta com o avançado Nelson, melhor jogador e marcador da última edição do Campeonato Africano das Nações da modalidade, vergou diante do Levante da Espanha por 6-4.

Foi a primeira partida para os dois moçambicanos, nesta aventura, pelas competições internacionais de clubes, concretamente, na Europa, que não teve o resultado esperado e que compromete as aspirações de qualificação aos oitavos-de-final da competição.

Nelson não marcou na partida, mas deixou boas indicações do que mais sabe e gosta de fazer dentro das quatro linhas, tendo criado condições para os golos do Marselha BT, tendo em conta que era um dos jogadores mais vigiados, o que criava espaços para os outros jogadores brilharem e marcarem.

Aliás, a Direcção do Marselha BT fez uma avaliação positiva do desempenho da equipa, apesar da derrota, neste jogo inaugural, diante de uma equipa que contribui com vários jogadores para a selecção de Espanha.

O Marselha BT voltou a jogar, na noite de hoje, diante do Sótão de Portugal, uma equipa conhecida por Abineiro Ussaca e Nelson Manuel, já que a defrontaram durante o estágio da selecção nacional em terras lusas aquando da passagem para o Mundial da Rússia, ano passado.

Para esta terça-feira, a equipa orientada por Abineiro Ussaca e que conta com Nelson Manuel defronta o Vamos Manage da Bélgica para a terceira e última jornada da fase de grupos, à procura de alcançar os objectivos traçados de chegar a uma boa classificação que garanta um lugar nos oitavos-de-final da competição.

Recorde-se que a prova, que arrancou este domingo, vai decorrer até ao próximo dia 12 de Junho.

A um ritmo acelerado, o “Vale de Infulene” ganha novo brilho! Desde que a nova direcção do Clube Ferroviário de Maputo (CFVM) tomou posse, foram implementadas estratégias para um maior aproveitamento das infra-estruturas desportivas, dotando-as de condições adequadas para a prática de várias modalidades.

Palco de momentos áureos do futebol moçambicano e registos inolvidáveis da história do país, o Estádio da Machava vai ter um novo relvado natural, em substituição da relva sintética, que já tem o seu tempo de vida expirado.

As obras para a substituição do tapete verde e do sistema de rega vão arrancar num futuro breve, e a direcção do clube já tem a respectiva cotação.

A revisão do sistema de iluminação, com a operacionalização das quatro torres, está igualmente no plano de reestruturação do estádio.

São, neste caso, obras de grande vulto que requerem somas avultadas, pelo que a direcção está a articular todo este processo com o patrocinador do clube: CFM.

“Estamos, nesta fase, a olhar para a questão da iluminação e da relva, o que evolve valores elevados. O Clube Ferroviário de Maputo, por si só, não estava em condições de fazer estas obras. Isso implica decisões macros, ou seja, decisões do patrono. Naturalmente, como é sabido, todas as empresas funcionam com orçamento, e os Caminhos de Ferro de Moçambique não são excepção.  O orçamento foi aprovado, já temos as cotações para a substituição do relvado”, explicou Ivone Buque, secretária-geral do CFVM.

Alinhada com os padrões de qualidade, a direcção do CFVM traça os passos que serão seguidos para a troca do tapete verde. Um processo que leva o seu tempo, daí a necessidade de se cumprir todos os passos sem pressão.

“Para nós termos aquele relvado, houve uma acção, tal como quando se tomou uma decisão de se adoptar o relvado sintético que já está fora de uso. Temos que voltar à relva natural, e isso envolve valores. Ora vejamos, o valor da relva em si não é tão avultado, mas a estrutura que foi feita, na altura, para acomodar a relva sintética – o betão – precisa de ser removida. É preciso preparar a terra para que possa receber a relva natural. Isso, naturalmente, tem um custo enorme. O que nós pedimos, como Clube Ferroviário de Maputo, é tempo”.

Enquanto o processo de remoção da actual relva não avança, outros pontos adjacentes deste “gigante” já foram intervencionados.

O túnel de acesso ao campo conta com novo sistema de iluminação, para além de as salas antidoping e balneários dos árbitros terem sofrido uma revisão do sistema hidráulico. Os espaços ganharam nova loiça sanitária, sistema de refrigeração e água quente.

Outrossim, fez-se a cobertura do túnel de acesso com a colocação de um sistema de protecção dos jogadores e árbitros. O banco de suplentes conta com uma cobertura translúcida.

Os três balneários ganharam nova imagem com a sua pintura, refrigeração, colocação de novos cacifos e revisão do sistema eléctrico.

As oito casas de baso para o público beneficiaram-se de nova loiça sanitária (chuveiros, sanitas) e melhorias da iluminação.

 

CENTRO DE ESTÁGIOS “AU POINT”

Funcional e com obras de melhorias notáveis, o Centro de Estágios do Ferroviário de Maputo dispõe de quartos bem equipados, salas de jogos, sala de imprensa, restaurante com cozinha do próprio clube disponível para servir refeições e proporcionar bem-estar a quem lá se instalar, salas para realização de reuniões e preleções, e uma varanda para momentos de descontração e relaxamento. O sistema de iluminação será também revisto, evitando a projecção de sombras.

Antes mesmo de intervencionar o Estádio da Machava, a direcção do Clube Ferroviário de Maputo reabilitou a sede social desta colectividade – o campo para modalidades de hóquei em patins e basquetebol.

São, de resto, acções antes previstas no plano de actividade da direcção: “Esta reestruturação que se efectuou no Estádio da Machava já constava do plano de acção desta direcção. Só que nós pedimos tempo à Comissão de Licenciamento de Clubes, após a reprovação do campo, que nos desse tempo”, esclareceu Ivone Buque, secretária-geral do Clube Ferroviário de Maputo.

A dirigente clarificou que “nós já havíamos começado com a reestruturação das infra-estruturas porque tínhamos um plano”. O projecto começou mesmo por reabilitar a sede do CFVM que já clamava por uma nova imagem. “Como se pode verificar, a sede do Ferroviário de Maputo ganhou uma nova imagem. Eu diria que institucionalizámos o Ferroviário de Maputo. Criámos departamentos aqui. Temos tudo bem estruturado. Reabilitámos o campo de basquetebol porque os nossos atletas não tinham onde treinar. Neste rol da reestruturação já iniciada, consta também o campo de hóquei em patins”.

O trabalho da Comissão de Licenciamento de Clubes, que reprovou o Estádio da Machava, pode ser visto apenas como uma pressão para o clube acelerar as obras, até porque o projecto de reabilitação, propriamente dita, já estava traçado.

“O que pode ter acontecido é que a Comissão de Licenciamento de Clubes nos tenha ajudado a correr um pouco mais. Com a reprovação, parámos tudo aquilo que já tínhamos iniciado e viramos as nossas antenas para o Estádio da Machava. Não só nos cingimos nos aspectos que foram apontados pela Comissão de Licenciamento de Clubes, como também em aspectos que não foram listados”, notou.

O treinador-adjunto de Chiquinho Conde nos Mambas, o português Tiago Matos, poderá rescindir o contrato com a Federação Moçambicana de Futebol (FMF), depois de ter sido negada a sua entrada no país, por falta de visto de trabalho, episódio que deixou o técnico desapontado.

O técnico português, que chegou à selecção a convite de Chiquinho Conde, continua sem dar o seu contributo ao combinado nacional, encontrando-se, neste momento, em Portugal e ainda sem visto para regressar ao país.

Aliás, Tiago Matos foi um dos grandes ausentes no jogo em que os Mambas empataram a uma bola diante do Ruanda, referente à primeira jornada do grupo L de qualificação ao Campeonato Africano das Nações, cuja fase final será na Costa de Marfim. O mesmo poderá acontecer no jogo da segunda mão, em que o combinado nacional vai defrontar o Benim, próxima quarta-feira. Recentemente, a FMF anunciou que o adjunto de Chiquinho Conde se juntaria ao grupo em Joanesburgo, o que não aconteceu, não se sabendo, até agora, os reais motivos.

Segundo escreve o “LanceMZ”, Tiago Matos poderá estar em rota de colisão com a FMF, sendo provável que o mesmo abandone a selecção. É que, de acordo com o LanceMZ, após regressar a Lisboa, a Matos foi incumbida a missão de tratar parte da documentação individual para a conclusão do processo de atribuição do visto de trabalho, tal é o caso do seu Registo Criminal, o que até aqui ainda não aconteceu.

Tiago Matos falhou ainda a possibilidade de poder receber um visto atribuído a profissionais do desporto que têm a duração de 90 dias, alegadamente porque não o terá aceitado. O treinador exige um contrato de trabalho que permita a sua residência em Portugal, proposta não vista com bons olhos pelo organismo que superintende o futebol moçambicano.

Recentemente, quando confrontado sobre a ausência dos trabalhos da selecção, Chiquinho Conde terá dito que ele não é o responsável pelas questões administrativas, mesmo admitindo que Tiago Matos é uma das peças-chave no combinado nacional.

Lurdes Mutola considera que há ausência de líderes no atletismo moçambicano, facto que contribui para a baixa da modalidade, aliada à falta de competições regulares. Para reverter o cenário, a campeã olímpica dos 800 metros sugere que se direccionem mais apoios à modalidade.

Lurdes Mutola é uma das vozes autorizadas quando se fala do atletismo, não só moçambicano, assim como mundial, pois, com o seu talento, deixou a sua marca nas pistas, ganhando vários prémios, com destaque para a conquista olímpica dos 800 metros, em Sidney, Austrália, em 2000.

Mas é sobre o atletismo moçambicano que estão viradas as suas atenções, daí que faz uma radiografia da modalidade. Mutola entende que há, no atletismo moçambicano, ausência de líderes capazes de levarem a modalidade a bom porto.

Esse facto, segundo disse, concorre para que os resultados não sejam animadores e sugere que as pessoas que estão a dirigir os destinos da modalidade, bem assim outras forças vivas, desenvolvam um trabalho abnegado, com vista a dar outro brilho ao atletismo.

“É preciso que haja um trabalho sério para reverter o cenário. A qualidade baixou muito, razão pela qual os resultados têm sido desastrosos”, diz Lurdes Mutola, sublinhando que há muita coisa que está a falhar.

 

ATLETISMO CARECE DE APOIO

Com o actual estágio da modalidade, para Lurdes Mutola, dificilmente o país terá atletas de alto nível, capazes de darem alegria aos moçambicanos que tanto precisam. Para ela, é preciso também que se mudem os paradigmas, sendo que uma das saídas passa por direccionar mais apoios à modalidade, tarefa que cabe a todos.

Mutola, que falava à margem do lançamento da corrida do Centenário de José Craveirinha, organizada pela Fundação Lurdes Mutola, diz que tem feito a sua parte como forma de dar o seu contributo à modalidade que a colocou nos píncaros da fama.

“Tenho feito a minha parte, através de muitas iniciativas. É verdade que não é o suficiente, mas já é um passo significativo”, explica Mutola, para quem, se cada um fizesse a sua parte, o atletismo moçambicano não estaria a viver de memórias, mas sim de acções relevantes do presente.

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