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O País – A verdade como notícia

As selecções nacionais de vólei de praia, na categoria de seniores masculinos e femininos, participam, entre esta sexta-feira e o próximo dia 19 de Junho, no Campeonato do Mundo da modalidade, competição a realizar-se em Roma, capital da Itália.

Moçambique far-se-á representar, nesta prova, pelas duplas Ainadino Martinho e Jorge Monjane (masculinos) e Ana Paula Sinaportar e Vanessa Muianga (femininos), que serão orientadas pelo técnico brasileiro Alexandre Pontel.

Lutar pela melhor classificação possível é o grande objectivo de Moçambique, que tem dado excelentes indicações no vólei de praia nos últimos anos, em resultado do bom trabalho desenvolvido pela Federação Moçambicana de Voleibol (FMV).

A tarefa de chegar aos lugares de pódio não se afigura nada fácil, porquanto o Campeonato do Mundo de Vólei de Praia será disputado pelas melhores selecções da modalidade.

Mas há que ter em conta o facto de Vanessa Muianga carregar consigo alguma experiência, uma vez que evoluiu no Mundial de 2017, competição realizada em Viena, Áustria.

Dominadores em África, os voleibolistas moçambicanos conquistaram, em Abril último, o II Circuito da Zona 6 de voleibol, realizado no “Pirate Beach Arena”, em Joanesburgo, África do Sul.

Na prova, a dupla masculina Ainadino Martinho/Jorge Monjane derrotou, na final, os compatriotas Osvaldo/José por 2-0, com parciais de 21-18 e 21-17.

O mesmo resultado foi alcançado pela dupla feminina constituída por Ana Paula Sinaportar e Vanessa Muianga, que foi mais forte que Ângela Tembe e Natália Intego. Os parciais desta partida foram de 21-16 e 21-18.

Importa referir que Moçambique vai marcar presença no Mundial de vólei de praia pela terceira vez na sua história.

O Campeonato Mundial de Voleibol de Praia  – “FIVB Beach Volleyball World Championships” – é a principal competição de voleibol de praia do mundo, organizado pela Federação Internacional de Voleibol  (FIVB) e é, desde 1997, disputado a cada dois anos.

O Brasil é o país com mais títulos conquistados, com um total de sete em masculinos e cinco em femininos. No entanto, na última edição, a Rússia conquistou a prova com a dupla Viacheslav Krasilnikov/
Oleg Stoyanovskiy a superiorizar-se na final aos alemães Julius Thole
e Clemens Wickler.

Em femininos, o Canadá conquistou a medalha de ouro através da dupla Sarah Pavan/
Melissa Humana-Paredes, que derrotou as americanas Alexandra Klineman/
April Ross.

Os Mambas venceram o Benim na noite desta quarta-feira, em Cotonou, por uma bola sem resposta, graças ao golo apontado por Geny Catamo, aos 36 minutos. A selecção nacional somou a primeira vitória na fase de qualificação ao CAN-2023 e fecha a segunda jornada na segunda posição, atrás do Senegal.

Uma vitória suada dos Mambas em terreno alheio deu a primeira vitória ao combinado nacional e um sonho bem vivo para a fase final do Campeonato Africano das Nações que terá lugar na Costa do Marfim. Geny Catamo acabou por ser o herói da nação ao apontar o único golo da partida, ainda na primeira parte.

Alterações que deram consistência aos Mambas
Chiquinho Conde fez alterações na equipa inicial que defrontou e empatou com Ruanda, com as saídas de Kito e Witi, para entradas iniciais de Shaquile e Gildo, respectivamente. E o seleccionador já podia contar com Mexer e Ratifo que estavam em dúvidas e foram aprovados para o jogo.
Ainda assim não mudou o sistema táctico, num 4-2-3-1 que mantinha Clésio, Mexer, Zainadine Jr., Reinildo a frente de Ernani, Kambala a ser o médio defensivo e Shaquille com a missão de transportar as bolas para frente, Domingues, Geny e Gildo na intermediária com missões ofensivas e em apoio a Ratifo.
Um sistema que procurava dar maior pendor ofensivo e alguma juventude e robustez na defesa.
Mas desde o início às coisas pareciam complicadas para os Mambas, principalmente a partir das bancadas, totalmente lotadas, uma vez que as entradas eram livres.
Logo aos cinco minutos os Mambas já estavam condicionados com o cartão amarelo mostrado ao capitão Domingues.
Nada que fizesse estremecer os Mambas que se batiam de igual para igual, ainda que com mais adversários no Estádio de Amizade.
Domingues partiu a loiça aos 17 minutos, ao passar por vários adversários e a cruzar para Geny Catamo, que rematou com selo de perigo, mas a bola a passar ao lado, não longe da baliza do Benim.
As tremedeiras e o nervosismo da defensiva moçambicana se faziam sentir nos minutos iniciais, de tal que Reinildo também viu o cartão amarelo.
Mexer foi o terceiro jogador moçambicano a ver o amarelo por falta na zona central da defensiva, aos 33 minutos.
Mas foram os Mambas a abrir o marcador aos 37 minutos e a gelar o Estádio de Amizade em Cotonou. Excelente jogada de triangulação entre Reinildo, Gildo e Shaquile pela esquerda, com o jogador do Atlético Madrid a cruzar para Geny Catamo, que em boa posição não disperdiçou e atirou para o fundo das malhas. Balde de água fria no Benim.
O intervalo chegou com os Mambas em vantagem tangente.

Superstição para amedrontar os Mambas
No arranque da segunda parte, uma situação inusitada aconteceu no Estádio de Amizade quando um beninense a ficar no meio da baliza que seria defendida por Ernan e não permitia que este fizesse os exercícios de aquecimento. O árbitro também foi a Ernan alertar que não devia gastar tempo nas reposições, facto que cumpriu aos 58 minutos, por considerar que o guarda-redes moçambicano queimou tempo.
Mas nem com estas situações os Mambas ficaram tremidos e continuaram a fazer o seu jogo abertamente, e tiveram as primeiras oportunidades da segunda parte, tal como no livre apontado por Geny Catamo para cabeceamento de Ratifo por cima e com perigo.
O Benim acordou e começou a pressionar e por três vezes fez estremecer a defensiva moçambicana, a valer Ernan em duas dessas vezes e a falta de pontaria.
Os Mambas continuavam a jogar contra o Benim e o árbitro, que não assinalou uma grande penalidade clara quando Geny Catamo foi parado com um puxão pelas costas que impediu o jogador de seguir para o remate fatal.
Apesar da pressão do Benim, Chiquinho Conde priorizou substituições na frente, com Domingues e Ratifo a cederem os seus lugares a Reginaldo, que ocupou a zona central do ataque, e Witi, que foi para a ala esquerda.
Depois foi Amadou a entrar para o lugar de Gildo, que até saiu tocado. Era responsabilidade de Amadou ajudar Kambala a estancar o pendor ofensivo do Benim.
E mesmo ao apagar das luzes, Chiquinho Conde tirou Geny Catamo e para o seu lugar fez entrar Edmilson, mesmo para gastar os quatro minutos de compensação dados pelo árbitro nigeriano.
Mas nada mais fez o Benim que contrariasse a primeira vitória dos Mambas nesta fase de qualificação ao CAN-2023, resultado que coloca a selecção nacional na segunda posição com quatro pontos, atrás do Senegal, que soma seis pontos.

A estrela do Liverpool, Sadio Mané, marcou um penálti, oito minutos depois do tempo regulamentar, ou seja, aos 90+8, já em tempo de compensação, para dar ao Senegal uma vitória dramática por 1-0 sobre o Ruanda, em embate realizado terça-feira, a contar para a segunda jornada de qualificação ao Campeonato Africano das Nações de 2023.

Forçado a jogar o seu jogo em casa emprestada, no Senegal, por não ter um estádio de padrão internacional, Ruanda estava prestes a segurar um empate diante do campeão africano e uma das melhores selecções do continente e do mundo.

Acabou por ser Mané a salvar os Leões de Teranga aos 98 minutos, com um penálti rasteiro, ainda que denunciado, que escapou da mão do guarda-redes, Olivier Kwizera.

Mané acaba por ser o jogador mais influente da selecção do Senegal, que em dois jogos fez quatro golos, depois do hat-trick apontado na primeira jornada diante do Benim.

Apesar da enorme diferença no ranking, o Senegal não arriscou contra as Vespas de Ruanda, que se classificaram para o Campeonato Africano das Nações apenas uma vez em 13 tentativas.

O técnico Aliou Cisse escolheu apenas sete jogadores da equipa inicial que conquistou o CAN dos Camarões, diante do Egipto, há quatro meses, e colocou outros dois no banco de suplentes.

Senegal soma, agora, seis pontos, frutos de duas vitórias, e está mais relançado para a qualificação à fase final do CAN, em que vai defender o título conquistado este ano, nos Camarões.

Ruanda mantém-se com apenas um ponto, alcançado no empate diante dos Mambas, há uma semana, em Joanesburgo, casa emprestada de Moçambique.

Arranca, sexta-feira, o Torneio de Abertura de Basquetebol da Cidade de Maputo, em seniores femininos, prova que vai movimentar seis equipas. Duelo entre Costa do Sol e A Politécnica no centro das atenções.

Na segunda semana de Junho, a alta competição volta aos pavilhões da capital do país para a satisfação do  Ferroviário de Maputo e Costa do Sol,  representantes de Moçambique na fase final da Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol em seniores femininos, uma prova a realizar-se em Dezembro próximo.

Campeãs e vice-campeãs nacionais vão precisar, até lá, de jogos para que os seus activos ganhem ritmo competitivo!

Tradicional, o Torneio de Abertura é a prova que dá o pontapé de saída da temporada 2022. E será  precisamente  no reabilitado campo do Ferroviário de Maputo que a bola vai ao ar pela primeira vez, nesta competição.

O duelo entre “locomotivas” (equipas A e B) está agendado para às 16h30, sendo certo que os dois conjuntos vão apresentar-se com atletas maioritariamente do escalão de juniores, campeãs nacionais em título.

Perspectiva-se um jogo apenas, e apenas mesmo, para o arranque da temporada, porquanto as atletas principais deverão entrar em cena numa fase mais adiantada da prova. Sábado há mais partidas. No prosseguimento da 1ª jornada, Desportivo Maputo e Lazio medem forças, às 15h00, em jogo agendado para o pavilhão D’A Politécnica.

Renovado, o Desportivo Maputo de Deolinda Carmen Ngulela terá pela frente um conjunto (Lazio) que está a colher os frutos de um trabalho notável nos escalões de formação. Duas equipas sem ambições de conquistar o título, e ao mesmo tempo, duas equipas com perspectivas de moldar atletas para o futuro.

Duas horas depois, ou seja, às 17h00, o campeão nacional, Costa do Sol, joga com a A Politécnica, na partida mais importante desta jornada.

O Costa do Sol, de Leonel “Mabê” Manhique, tem  na mira  uma temporada ganhadora, tal como a passada, na qual “papou” todos os títulos. Sem grande musculatura financeira e, causa-efeito,  aventuras na contratação de atletas, a A Politécnica continua a privilegiar a “prata” da casa para atacar todas as provas em que estará envolvida. O Maxaquene fica de fora na 1ª jornada do Torneio de Abertura devido ao número ímpar de equipas. A prova será disputada num sistema de todos contra todos numa única volta, seguindo-se as meias-finais e final.

 

SENIORES MASCULINOS SÓ PARA A SEMANA

Com um total de 12 equipas, o Torneio de Abertura de seniores masculinos terá duas séries de seis formações cada. Assim sendo, na série “A”, estão inseridas as equipas do Bravos do Norte, A Politécnica, Ferroviário A, Maxaquene B e Costa do Sol. Já na série B, temos o Maxaquene A, Desportivo, Atlético, Águias Especiais, Aeroporto e Ferroviário B.

Na jornada de estreia, a contar para a série “A”, o Ferroviário de Maputo bate-se com o Maxaquene B, enquanto a Universidade Pedagógica terá pela frente o Costa do Sol.  Por sua vez, Bravos do Norte travam argumentos com a A Politécnica. Na série “B”, teremos o seguinte emparelhamento de partidas: Aeroporto vs Ferroviário B; Atlético vs Águias Especiais; e o Desportivo vs Maxaquene, outrora duelo de grandes emoções entre os dois históricos.

 

FORMAÇÃO: VERDE E BRANCO CONTINUARÃO A COLORIR PAVILHÕES?

Só deu Ferroviário de Maputo na 2.ª jornada do Torneio de Abertura dos escalões de formação, com as equipas “locomotivas” a estarem cem por cento vitoriosas.

Nos juniores masculinos, os “locomotivas” da capital derrotaram a  A Politécnica por falta de comparência, enquanto, nos juniores femininos, houve registo de uma vitória diante do Desportivo Maputo, por 39-26.

Na categoria de juvenis masculinos, Ferroviário de Maputo superiorizou-se ao Desportivo Maputo  com os “locomotivas” a vencerem por 54-37. Já em juvenis femininos, Ferroviário de Maputo bateu a Lazio por dez pontos: 29-19. Finalmente, na categorias de iniciados masculinos e femininos,  as equipas do Ferroviário de Maputo venceram o Desportivo Maputo por 40-18 e 31-11, respectivamente.

Sábado, no campo do Ferroviário de Maputo, Desportivo Maputo defronta o Costa do Sol na categoria de juvenis masculinos, em jogo inserido na 3ª jornada do Torneio de Abertura. No pavilhão do Maxaquene, terão lugar três partidas.

Às 13h00, Maxaquene joga com a Lazio numa partida inserida  na 3ª jornada do Torneio de Abertura ao nível dos juvenis femininos. Por sua vez, o Maxaquene terá pela frente o Ferroviário, às 15h00, na categoria de juvenis masculinos.

A fechar a ronda, às 17h00, Maxaquene tem encontro marcado com Lazio numa partida de juniores masculinos inserida na 3ª jornada do Torneio de Abertura.

No campo do Ferroviário, domingo, às 8h00, Ferroviário B bate-se com Costa do Sol (iniciados masculinos), sendo que, uma hora depois, as mesmas formações jogam entre si no escalão de iniciados femininos. Às 11h00, a contar para a categoria de juniores masculinos, Ferroviário bate-se com o Costa do Sol.

Ainda no domingo, às 8h00, no pavilhão anexo do Desportivo, a equipa da casa faz “sala” à Bela Rosa, em iniciados femininos. Já em iniciados masculinos, em desafio marcado para às 9h30, Desportivo bate-se com o Ferroviário.

No Pavilhão do Maxaquene, às 8h00, as “tricolores” fazem as honras da casa da Bela Rosa, em iniciados femininos. Temos ainda os jogos Maxaquene vs Bela Rosa em iniciados femininos (10h00) e Maxaquene vs A Politécnica (11h00) na categoria de juniores masculinos.

O objectivo inicial de Abineiro Ussaca no comando do Marselha BT da França foi alcançado. O treinador moçambicano conseguiu qualificar a equipa para os oitavos-de-final do Euro Winners Cup 2022, que decorre em Nazaré, uma vila em Portugal.

O Marselha termina a fase regular como um dos seis melhores segundos classificados, conquista que dá direito à qualificação aos oitavos-de-final, atrás do Levante da Espanha, que terminou invicto e com vitórias nos três jogos disputados.

Sendo assim, a equipa comandada por Abineiro Ussaca, que conta com o avançado, também moçambicano, Nelson, terminou com cinco pontos, frutos de uma vitória completa, outra vitória parcial e uma derrota.

Nas disputas, Marselha venceu o Vamos Braine da Bélgica por 6-1 e somou três pontos; venceu parcialmente, no prolongamento, o Sótão por 4-3, que valeram dois pontos; e sofreu uma derrota (6-4) na jornada inaugural diante do Levante.

Ao todo, são 16 equipas que vão disputar os oitavos-de-final do Euro Winners Cup 2022, entre elas, vencedoras de 10 grupos, sendo oito da Winners Cup e dois da Challenge. Fazem parte, ainda, os seis melhores segundos classificados.

Os oitavos-de-final disputam-se esta quinta-feira. O Marselha BT, pelo grupo A, junta-se aos restantes melhores segundos dos grupos B, D, E, F, e G. Não transitam aos oitavos-de-final os segundos dos grupos C e H.

Esta qualificação do Marselha deveu-se, essencialmente, à prestação do avançado moçambicano Nelson, que, em dois jogos, conseguiu marcar cinco golos, tornando-se num dos melhores marcadores da competição e melhor marcador da equipa.

Removida relva sintética do Costa do Sol para dar lugar à montagem de uma nova, por isso os “canarinhos” vão realizar os próximos jogos do Moçambola num campo ainda por definir.

Enquanto houver vida, há esperança! O Costa do Sol, que até se deu ao luxo de abdicar das competições africanas em 2019, alegadamente porque estava a investir nas infra-estruturas e na formação, deu uma luz “verde no verde” (implantação da nova relva) e a substituição de uma relva já com 14 anos de utilização. Curioso ou não, esperou-se que houvesse um “xeque-mate” da Comissão de Licenciamento de clubes, que reprovou o recinto para acolher os jogos do Moçambola. Aliás, teoricamente, foi assim, mas, na prática, viu-se outra coisa (um campo que acolheu dois jogos do Moçambola).

Em termos práticos, permitiu-se que a relva (borracha que sobrava) continuasse a castigar os jogadores, atentando claramente a sua integridade física, situação que, nos próximos dias, poderá mudar com a colocação da nova relva importada há mais de dois anos da China, mas, por questões burocráticas (aduaneiras), acabou por chegar em Abril.

As máquinas dão, neste momento, vida a um processo que se iniciou há dias para remover a relva implantada em 2008.

“Estamos a remover esta relva para a colocação da outra”, avança João Paulo Nhabanga, secretário-geral do clube.

 

OS 45 DIAS DA VIRAGEM

Mãos à obra, máquinas a roncarem, tudo isto para uma nova viragem, que se espera que seja alcançada dentro de 30 a 45 dias.

“Este trabalho foi começado há semanas. A nossa previsão é que, dentro de 45 dias, esteja pronto. Assim, até dia 4 de Julho, o campo estará em condições de acolher jogos”, projecta animado Nhabanga, sem avançar os números envolvidos na obra.

“Neste momento, é difícil dizer qual é o valor total da obra, porque é um trabalho que está a ser feito em fases”, diz Nhabanga, sem deixar uma pista. “Até em termos de percentagem, não tenho como quantificar”, remata.

 

TRÊS PONTOS NA ROTA DO VOO CANÁRIO

Enquanto a substituição de relva decorre, o Canário terá de voar à procura de um novo aconchego e o mais provável é que Tchumene, Matola “Hanhane” e Infulene poderão ser as próximas paragens.

“Para os treinos, as nossas equipas têm recorrido ao campo de relva natural. Para os jogos oficiais, até aqui não sabemos onde é que vamos jogar, mas estamos a fazer parcerias com os clubes que têm campos”, diz João Nhabanga para depois acrescentar: “Estamos a pensar nos campos da Liga, Black Bulls e Estádio da Machava. Os próximos dias serão determinantes porque há questões financeiras por acautelar”.

A remodelação da relva faz parte de um pacote que se iniciou faz tempo nas hostes “canarinhas”. “Se for a reparar, o Costa do Sol não começou agora a requalificar as infra-estruturas. Já tivemos a Arena do basquetebol e ainda há várias coisas que serão mexidas nas nossas instalações, para que respondam às necessidades exigidas pelas autoridades desportivas nacionais e internacionais”.

Numa verdadeira corrida contra-o-relógio, “habitué” na modalidade sobre rodas, Moçambique confirmou a sua participação no Campeonato Africano de Hóquei em Patins, prova a realizar-se entre Setembro e Outubro, no Egipto.

A crise no hóquei em patins interno, marcada por um vazio directivo e falta de competições por cerca de dois anos, não podia impactar negativamente nos compromissos internacionais da selecção nacional.

Por isso mesmo, ciente de que há um prestígio que o país carrega, mormente o facto de ser actual vice-campeão africano e ostentar o estatuto de detentor da Taça Intercontinental, a nova direcção da Federação Moçambicana de Patinagem já inscreveu os “Heróis de San Juan” no Campeonato Africano de Hóquei, prova a realizar-se de 28 de Setembro a 2 de Outubro, no Cairo, Egipto.

Hóquei em patins, patinagem em linha e “skateboard” são as disciplinas que o elenco de Eneas Comiche Júnior leva para esta competição.

Está confirmada, para já, a presença de nove selecções, nomeadamente, Angola, campeão em título, Benim, República do Congo, Egipto, Moçambique e África do Sul.

Há dois anos, em Luanda (Angola), Moçambique falhou a conquista do Campeonato Africano de Hóquei em Patins após perder no último jogo de uma prova com os angolanos, por 5-3, em desafio realizado no pavilhão multiusos do Kilamba.

A edição de estreia do Campeonato Africano das Nações qualificou Angola para o Campeonato do Mundo do Grupo A, enquanto Moçambique, como segundo classificado, disputava Taça Intercontinental, prova que viria a vencer.

Diferentemente da primeira edição da prova, o “Africano” do Egipto é reservado apenas a jogadores que actuam nos respectivos campeonatos internos. É por aqui onde começa a grande dor de cabeça dos dirigentes do hóquei em patins moçambicano, porquanto não há de um ano que não ocorram competições.

A falta de campos continua, de resto, a ser uma das pechas desta modalidade que tem representado condignamente Moçambique lá fora.

 

À ATENÇÃO DE MOÇAMBIQUE: ANGOLA JÁ PROJECTA A PROVA

A selecção nacional de hóquei em patins de Angola já trabalha para o “Africano” sob a batuta de Alberto Domingos “Jó”, adjunto do argentino Miguel Belbruno, técnico principal, que se junta à equipa apenas na primeira quinzena de Agosto.

Para dar início aos trabalhos de preparação da selecção angolana, foram chamados os atletas Dorivaldo Francisco, Wilson de Castro, Bernardo Domingos, Estêvão Dala, Adilson Diogo, Nilson Muiope, Fábio Faria, Francisco Eduardo, Erivaldo Domingos, Sérgio Lukukurico, João Furtado, José Albano, Mauro de Carvalho, Argentino Agostinho e Airton Chissanga.

O vice-presidente da Federação Angolana de Patinagem, Orlando Graça, explica o crescimento de participantes: “Não só pelo facto de o campeonato estar inserido no quadro dos Jogos Africanos da patinagem, mas também pelo maior dinamismo que se imprime pela World Skate Africa”, disse o dirigente em entrevista ao Jornal dos Desportos.

As internacionais basquetebolistas moçambicanas, Ingvild Mucauro, Tamara Seda e Onélia Mutombene são apostas de peso para as “polícias” e “militares” no Campeonato Angolano de Basquetebol sénior feminino, prova que arranca no próximo dia 15 de Junho.

Ontem adversárias na quadra, hoje colegas de equipa unidas por um objectivo: título! Rendido à classe de uma das mais influentes basquetebolistas moçambicanas da actualidade, o Inter Clube teve mesmo que cruzar o atlântico  para contratar, por uns dias, uma atleta que foi uma verdadeira  pedra no sapato desta colectividade nas edições da Taça dos Clubes Campeões de 2018 e 2019.

Aliás, em 2019, Ingvild Mucauro não só campeou como também saiu do Cairo, Egipto, com o estatuto de jogadora mais valiosa (MVP) ao arrancar um duplo-duplo (20 pontos e 14 ressaltos, dos quais quatro ofensivos e dez defensivos) na vitória do Ferroviário de Maputo diante do Inter, por 91-90.

Determinante, igualmente, foi na final de 2018 realizada no pavilhão do Maxaquene, ao frustrar o clube angolano adstrito à “polícia” de chegar ao olimpo de África.

Agora terá, como colega, a base americana naturalizada angolana, Italee Lucas, com quem travou duelos interessantes em três finais e outras meias-finais, uma das quais em pleno pavilhão multiusos do Kilamba, em 2017.

Espera-se, de resto, que Mucauro coloque ao serviço do Inter Clube toda a sua capacidade para que esta formação destrone o D’Agosto, campeão em título. Esta quarta-feira, já pode mostrar todo seu potencial e qualidades na quadra do jogo da Supertaça, agendado para Malange. Depois vem o Campeonato Nacional de Basquetebol, a que o Inter Clube aposta todas as fichas para a conquista.

E motivação não falta à Ingvild Mucauro, pois, ainda este ano, conquistou tudo o que havia por conquistar internamente ao serviço do Costa do Sol: Torneio Nutrição, Campeonato da Cidade e Campeonato Nacional. Saiu da “catedral” do basquetebol moçambicano coroada como MVP do “nacional”.

 

TAMARA E ONÉLIA NO D’AGOSTO

Em sentido inverso, Tamara Seda, poste, e Onélia Mutombene, base, regressam à uma casa onde já foram felizes: D’Agosto. Até porque, em Julho de 2021, campearam em Angola depois de o D’Agosto derrotar o Inter Clube, por 67-60, no jogo 4 dos “play-offs” da final do Campeonato Angolano de Basquetebol sénior feminino.

Seda foi a melhor cestinha da final, com 23 pontos, actuação que lhe valeu o estatuto de jogadora mais valiosa (MVP) da competição.

Depois de três golos apontados, na noite de segunda-feira, ao Sótão de Portugal, no jogo em que o Marselha venceu por 4-3, o internacional moçambicano voltou a brilhar na Euro Winners Cup 2022, que decorre em Nazaré, Portugal.

Diante do Vamos Manage da Bélgica, equipa mais fraca do grupo A da fase de grupos da competição europeia de clubes, o Marselha BT não teve dificuldades em vencer e somar mais três pontos na classificação, alcançando posições de possível qualificação aos oitavos-de-final da prova.

Nelson, que voltou a merecer a confiança de Abineiro Ussaca para o cinco inicial, viu Gosselin marcar primeiro para o Marselha, aos sete minutos, e depois Bru aumentar a vantagem aos 10. Nelson entrou em cena a fechar o primeiro período, quando faltava uma hora 30 minutos para jogar.

Com a vitória quase certa, tendo em conta o valor do adversário, Abineiro Ussaca descansou algumas das suas unidades em campo, com Nelson a ser um deles, no segundo período, altura em que as duas equipas se equivaleram e terminaram com um golo cada.

Jeremy reduziu a desvantagem dos belgas aos 10 minutos do segundo período, enquanto Quaziz voltou à vantagem de três golos franceses, um minuto depois.

No último período, Nelson voltou à quadra e bisou mesmo aos cinco minutos, antes de assistir a Gharbi, que fez o sexto golo e ditou o resultado final.

O moçambicano, reforço do Marselha, marcou cinco golos em dois jogos e ajudou a equipa a somar cinco pontos, fruto de duas vitórias, uma delas em tempo de prolongamento, que valeu dois pontos diante do Sótão, e outra que valeu três pontos, esta terça-feira.

Entretanto, porque são dez grupos que disputam a fase de grupos, qualificam-se aos oitavos-de-final os primeiros classificados de todos os grupos, mais os seis melhores segundos de cada um dos primeiros oito grupo, ou seja, o Marselha terá que esperar pelos resultados dos jogos desta quarta-feira para saber se fica qualificado com cinco pontos, ou vai dizer adeus mais cedo ao Euro Winners Cup 2022.

A competição, que congrega as melhores equipas de cada país, qualificados durante a primeira fase, iniciou-se a 5 de Junho e decorre até ao dia 12, em Nazaré, Portugal.

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