Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Os jogos do Moçambola 2022 terão início às 14h00, uma medida da Liga Moçambicana de Futebol (LMF), que tem como objectivo permitir que os mesmos terminem mais cedo e à luz natural.

O  Moçambola 2022 retoma este fim-de-semana,  após um interregno de três semanas para dar lugar aos compromissos da selecção nacional de futebol na fase de qualificação ao CAN 2023.

Na retoma, já na estação de Inverno, a Liga Moçambicana de Futebol (LMF) vai alterar o horário do arranque dos jogos, passando para as 14h00, contrariamente ao período das 15h00 que se observou nas três primeiras jornadas.

Esta alteração visa garantir que os jogos terminem com  a luz natural, num cenário em que os campos elegíveis para o campeonato nacional de futebol não têm iluminação artificial.

Em comunicado, o organismo que gere o Moçambola refere que o Costa do Sol passa a fazer os seus jogos caseiros no Complexo Desportivo de Tchumene, na Matola, Província de Maputo.

Tal se deve ao facto de o campo do Clube de Desportos da Costa do Sol estar a ser reabilitado, com a substituição da relva sintética que já tinha 14 anos de utilização.

Aliás, a relva sintética implantada em 2008 já não tinha qualidade para o recinto continuar a acolher partidas, de tal forma que a Comissão de Licenciamento de Clubes da Federação Moçambicana de Futebol (FMF) o chumbou.

As previsões apontam para 30 a 45 dias de obras de implantação do novo “tapete verde” no campo dos “canarinhos”.

Em relação ao Estádio da Machava, este recinto continuará a acolher o jogo da 4ª jornada, uma vez que houve melhorias em alguns pontos, segundo as recomendações da Comissão de Licenciamento de Clubes. O Ferroviário de Maputo tem um plano de remoção da actual relva sintética e implantação da natural, num processo que vai iniciar-se nos próximos tempos.

A direcção do clube já tem a cotação e vai iniciar o processo que, decerto, vai forçar os “locomotivas” da capital a identificarem um campo alternativo enquanto decorrem as obras.

Seja como for, a 4ª jornada do Moçambola 2022 começa a ser disputada no próximo sábado, com a realização de um jogo. O Costa do Sol recebe, no Complexo Desportivo de Tchumene, a formação do Ferroviário de Nampula, em Tchumene. Domingo, na conclusão desta jornada, Matchedje de Mocuba mede forças com o Ferroviário de Lichinga, enquanto a União Desportiva do Songo joga com o Ferroviário de Nacala.

Nas outras partidas, o Ferroviário de Maputo defronta, no Estádio da Machava, o campeão em título, Associação Black Bulls, e o Ferroviário da Beira joga com a Liga Desportiva de Maputo.

A União Desportiva do Songo lidera a prova com nove pontos, os mesmos que o Costa do Sol e Ferroviário de Nampula.

O seleccionador nacional de futebol, Chiquinho Conde, reconhece o valor dos “Bafana Bafana”, adversário dos Mambas nos quartos-de-final do Torneio Cosafa a realizar-se em Julho próximo, em Durban, África do Sul. Conde diz que os Mambas vão, acima de tudo, desfrutar desta partida.

Os dados estatísticos valem o que valem e os registos não são favoráveis aos Mambas no historial de confrontos com a África do Sul. Os números são tão claros: os sul-africanos venceram seis jogos, perderam um e empataram outro.

É, de resto, com o anfitrião e cinco vezes vencedor do torneio regional do Cosafa e cinco que os Mambas jogam acesso às meias-finais, em desafio agendado para o dia 13 de Julho. Ano passado, nas meias-finais, os Mambas caíram estrondosamente ao perderem por 3-0. Agora, o contexto é outro: a equipa técnica mudou e  os níveis de motivação estão em alta nos Mambas.

O seleccionador nacional, Chiquinho Conde, tem, ainda assim, consciência do valor dos “Bafana Bafana”.

“É um adversário difícil porque é o país que organiza o torneio. No passado recente, a nossa experiência com a África do Sul não tem sido boa, mas vamos inverter este cenário”, que só pode mudar se, efectivamente, os Mambas e toda a estrutura que os rodeia tiverem foco e trabalharem a todo o gás para que se alcance o sucesso.

“Mas, para inverter, temos que trabalhar e vamos tentar utilizar a semana de 4 a 10 para trabalharmos os aspectos da nossa ideia de jogo com o grupo com o qual já vínhamos a trabalhar aquando da paragem anterior do Moçambola, porque o jogo com a África do Sul é dia 13. Vamos ter que encarar este jogo com naturalidade  e desfrutar do momento”, acrescentou Conde.

É um facto: os Mambas vão jogar com os “Bafana Bafana” num período de defeso na Premier Soccer League (PSL), campeonato sul-africano de futebol. Bem vistas as coisas, a selecção nacional pode tirar vantagem, uma vez que o Moçambola está em andamento e os sul-africanos podem acusar falta de ritmo competitivo dado o facto de estarem em transição para a próxima temporada.

“Uma vez que se trata de um campeonato ou de jogadores que militam nas equipas sul-africanas, estarão, neste período, em defeso. Pela informação que nós temos, também são basicamente jogadores que militam nas equipas sul-africanas e algumas até de escalões mais baixos”, notou Chiquinho Conde.

Os Mambas chegaram à primeira final desta prova em 2008, tendo perdido diante da vizinha África do Sul por 2-1, com os dois tentos dos “Bafana Bafana” a serem apontados por Marcellino French (18’ e 60’). Gerson Txuma, avançado conhecido por Nito, foi o autor do golo de Moçambique.

Sete anos depois, Moçambique voltou a falhar a conquista da prova, ao perder, na final, frente à Namíbia por 2-0, com o avançado Hoto a bisar no jogo.

Durban sediará a competição pela segunda vez, depois de ter testemunhado a consagração da Zâmbia em 2019, ao ganhar, na final, o Botswana.

O internacional moçambicano de futebol de praia, Nelson, terminou a disputa do Euro Winners Cup 2022 em 7º lugar da lista dos melhores marcadores, com 8 golos apontados. Nelson marcou quatro dos oito jogos do Marselha na recém-terminada prova de futebol de praia da Europa.

Contratado para ajudar a equipa francesa a alcançar o seu objectivo – atingir os oitavos-de-final –, que tinha falhado em 2021, Nelson chegou ao Marselha Beach Team um dia antes do arranque da prova.

Aliás, com esse objectivo, o Marselha também levou o seleccionador nacional Abineiro Ussaca, que prometera levar a equipa aos oitavos-de-final, tendo os dois seguido no mesmo dia e chegado a um dia do início da competição.

Nelson chegou e tentou ajudar a equipa, mas, por causa do cansaço, não conseguiu evitar a derrota na jornada inaugural diante do Levante da Espanha, por 6-4, num jogo em que nem marcou.

Só ao segundo jogo, o internacional moçambicano começou a “partir a loiça” em Nazaré, Portugal, onde decorreu a prova, ao apontar um hat-trick e ajudar o Marselha a vencer por 4-3 diante do Sótão de Portugal. Nelson marcou o golo da vitória no prolongamento, já que o resultado estava empatado a três golos.

Na terceira jornada da fase regular, Nelson voltou a marcar dois golos, na vitória dos franceses diante do Vamos Manage da Bélgica por 6-1, conseguindo a almejada qualificação aos oitavos-de-final, onde esteve apenas em 2020.

Ao atingir o objectivo, esperava-se que continuasse a fazer história, passando, pela primeira vez, aos quartos-de-final, mas a derrota diante do Grande Mote da França por 7-4 não permitiu mais o sonho, o que fez com que passasse a disputar os lugares entre o 9º e o 16º lugar. Nelson apontou um golo insuficiente para dar os “quartos” ao Marselha.

Nessa disputa, a equipa francesa voltou a vergar, agora diante do Husty da Eslováquia, por 4-2, sem nenhum golo do moçambicano, sendo obrigado a disputar as posições entre os 13º e 16º lugares.

Para essa qualificação, defrontou o West Deva da Roménia e venceu-o por 6-3, com mais dois golos de Nelson, que ditaram segurança para discutir a sua melhor posição, a 13ª.

E foi diante do Newteam Brussels da Bélgica que o Marselha conseguiu terminar na 13ª posição, após vitória por 5-1, mesmo sem nenhuma contribuição de Nelson em termos de golos.

 

MELHOR POSIÇÃO DO MARSELHA NOS ÚLTIMOS CINCO ANOS

Terminada a prova que decorreu em Nazaré, Portugal, conquistada pelo Benfica Loures, que venceu, na final portuguesa, o Braga por 3-1, o Marselha terminou em 13º lugar, sua melhor posição nos últimos cinco anos.

Nesse período, a equipa francesa conseguiu qualificar-se aos oitavos-de-final apenas uma vez, em 2020, ano que terminou em 14ª lugar, após perder nos jogos das qualificações, enquanto nos restantes anos não conseguiu passar da fase regular.

Aliás, em 2017 o Marselha não chegou sequer a disputar a fase regular da prova, tendo terminado no Euro Winners Challenge, uma espécie de segunda divisão da prova, onde apenas o primeiro classificado disputa a fase final da prova.

Em 2018, 2019 e 2021, o Marselha terminou sempre em terceiro lugar da fase regular, fora dos lugares de qualificação aos oitavos-de-final.

Próximo ano, o Marselha vai disputar a fase final da Euro Winners Cup, a começar pela fase regular, uma prova que se perspectiva que volte a acontecer em Nazaré, Portugal.

 

RESULTADOS DO MARSELHA

Marselha      4-6     Levante da Espanha

Marselha      4-3     Sótão de Portugal

Marselha      6-1      Vamos Manage da Bélgica

Marselha      4-7     Grande Mote da França

Marselha      2-4     Husty da Eslováquia

Marselha      6-3     West Deva da Roménia

Marselha      5-1      Newteam Brussels da Bélgica

Marselha      3-2     Higicontrol

 

MELHORES MARCADORES

17 golos: Filip Filipov (Husty)

14 golos: Noël Ott (Kfar Qassem)

13 golos: Dejan Stankovic (Alanya Belediyespor)

12 golos: Filipe Silva (Braga)

10 golos: Eduard Suárez (Levante), Axel Damm (Copenhagen), Léo Martins (Braga)

8 golos: Jordan Oliveira (Pisa 2014), Nelson Manuel (Marseille BT), Bokinha (Spartak Varna), Netinho (West Deva), Duarte Vivo (ACD O Sótão), Sven Körner (Rostocker Robben), Sameh Moreb (Kfar Qassem)

7 golos: Daniel Valeš (Slavia Prague), Nicolae Ignat (Nistru Chișinău), Pablo Perez (Huelva), Marian Măciucă (Spartak Varna), Jérémy Bru (Marseille BT), Fran Mejías (Newteam Brussels), Benjamin Jr. (ACD O Sótão), Eudin (Alanya Belediyespor).

Leia Dongue vai jogar no Landerneau Bretagne Basket da França, depois de ter terminado contrato com o Kutxabank da Espanha.  A valorosa basquetebolista moçambicana assinou um contrato válido por uma temporada (2022-2023).

É o regresso a um lugar onde já foi feliz. Contrariando, certamente, os versos de quem não brilha na quadra, mas bem encanta noutros palcos: Rui Veloso.

Certo dia, o músico compôs e fez milhões delirarem com os seguintes versos: “Nunca voltes ao lugar/Onde já foste feliz/ Por muito que o coração diga/ Não faças o que ele diz”.

Podia não ter sido assim, mas o coração de Leia “Tanucha” Dongue orientou-a para que, uma época depois, regressasse à Ligue Feminin de Basket (LFB), uma liga em que, na temporada 2021-2022, deixou notas artísticas ao serviço do Nantes Rezé Basket, com médias de 13, 3 pontos e 6,1 ressaltos por jogo. Ouro sobre azul, Dongue teve, no clube, na sua primeira aventura pela França, a sua melhor valoração da carreira (30).

Com grandes memórias em termos desportivos, Landerneau Bretagne Basket foi campeão da Liga Francesa de Basquetebol da segunda divisão (LF2) da temporada 2017-2018.

O seu peso na LF2 faz com que do seu curriculum constem ainda os lugares no top 4, alcançados nas épocas 2016-2017 (3º lugar) e 2015-2016 (4º). A última temporada foi para esquecer, tal é o 11º lugar na fase regular de uma prova com 12 formações.

A nova equipa de “Tanucha” teve um saldo negativo de 17 derrotas e cinco vitórias, para além de um cesto-average de 1365 pontos marcados e 1630 sofridos.  Esta formação está na liga principal (LFB) há exactamente quatro temporadas.

A estreia da campeã africana de basquetebol de clubes pelo Desportivo Maputo e D’Agosto está prevista para o dia 2 de Outubro, diante do Lyon. Uma semana depois, precisamente dia 9, Leia Dongue volta a entrar em cena na 2ª jornada frente ao Bourges. Em desafio agendado para 16 de Outubro, Dongue terá pela frente o Saint Amand. A 23 e 30 de Outubro, a internacional basquetebolista moçambicana vai duelar com o Charnay.

“Graças à sua agressividade, ao seu impacto e à sua determinação, Leia poderá explodir na LFB [Liga Francesa de Basquetebol] novamente!”, escreve o Landerneau Bretagne Basket no seu sítio oficial, no qual dá as boas-vindas à internacional basquetebolista moçambicana.

 

PARCERIA INTELIGENTE COM EZINE KALU?

No Landerneau Bretagne Basket, Tanucha terá, como colega de equipa, a craque nigeriana Ezine Kalu, melhor jogadora (MVP) do Campeonato Africano de Basquetebol (Afrobasket) de 2019, prova realizada em Dakar, Senegal. As duas atletas fizeram parte do cinco ideal do Torneio Pré-Olímpico de Basquetebol da Sérvia, em 2020.

Leia Dongue e Ezine Kalu partilharam também o cinco ideal do Campeonato Africano de Basquetebol de 2019, em Dakar, Senegal. Nesta competição, Dongue apresentou uma média de 15,8 pontos e 7,2 ressaltos por jogo.

Já Ezine Kalu fechou a prova com média de  13 pontos, 3,2 assistências, 3 roubos de bola e 2,6 ressaltos por jogo, o que lhe conferiu uma eficiência de 12 %.

Kalu representou a selecção nigeriana no Torneio de Qualificação Olímpica da FIBA ​​de 2016. A base fez parte do “12” da Nigéria, que se sagrou campeã africana em 2017, no Mali, tendo obtido médias de 12 pontos e 3 assistências por jogo.

Há ainda registo de uma participação no Campeonato do Mundo da FIBA ​​de 2018, na Espanha, prova na qual terminou com médias de 10,6 pontos, 3 ressaltos e 4,1 assistências por jogo durante o torneio.

Em 2019, veio ao de cima todo o seu valor no “Afrobasket”. Explodiu, com grandes exibições, tendo, naturalmente, sido nomeada jogadora mais valiosa (MVP) com médias  de 14 pontos e 3 assistências na competição.

Kalu competiu ainda no Torneio de Qualificação Olímpica da FIBA ​​de 2020, com média de 16 pontos, 2,7 ressaltos e 4,3 assistências por jogo. Fez parte do cinco ideal do “pré-olímpico” disputado na Sérvia.

Ponto alto da carreira de qualquer desportista, Kalu também participou das Olimpíadas de Tóquio 2020, evento realizado em Julho de 2021.

A Nigéria quase fez história na prova ao  conseguir uma vantagem de 16 pontos no confronto com os EUA.

Em Setembro de 2021, Ezine Kalu voltou a ser campeã africana pela Nigéria numa prova disputada em Yaoundé, Camarões, na qual  obteve  médias de 12,4 pontos, 3 ressaltos  e 4,6 assistências por jogo. Com grandes exibições, Leia Dongue  foi indicada para o cinco ideal desta competição.

A selecção nacional de futebol, os Mambas, conhece, amanhã, os seus adversários para o torneio regional da Cosafa, prova que este ano se realiza na cidade sul-africana de Durban, entre 5 e 17 de Julho.

Esta será a XXI edição do Torneio Cosafa, que é disputado pelos países da região e mais uma convidada, para completar o número de selecções, bem como criar intercâmbios com outras regiões e selecções.

Assim, a organização marcou para amanhã o sorteio da prova, num acto a decorrer no Estádio Moses Mabhiba, na África do Sul. A prova inicia-se sempre com a fase regular de grupos, dividida em dois, onde as selecções piores cotadas no ranking da FIFA disputam os dois primeiros lugares que dão acesso aos quartos-de-final.

Entretanto, a selecção nacional de futebol, os Mambas, só entra em cena nos quartos-de-final da prova em função da sua posição no ranking da FIFA, bem como pela prestação na última edição, que terminou na quarta posição após a derrota diante de eSwatini, por 4-2 na marcação das grandes penalidades.

Tal como Moçambique, África do Sul, campeão em título, Zâmbia, Madagáscar, Namíbia e Senegal, esta última convidada especial pela segunda vez e vice-campeã regional, também vão entrar em acção directamente nos quartos-de-final por força do seu nível no ranking.

Estas seis selecções vão juntar-se aos vencedores dos grupos a serem criados para a fase regular, para disputarem os quartos-de-final, onde os vencidos jogarão entre si para a disputa dos lugares entre o 5º ao 8º colocado. Ou seja, estas selecções vão continuar em prova e usufruir de oportunidade para consolidar os seus índices competitivos.

Já os vencedores dos quartos-de-final vão disputar o pódio nas meias-finais.

Para esta competição, espera-se que o seleccionador nacional, Chiquinho Conde, aproveite para preparar a selecção que vai disputar as eliminatórias para o CHAN 2023, que terá lugar na Argélia. Os Mambas defrontam a Zâmbia na primeira eliminatória que se disputa a 23 e 30 de Julho.

Ou seja, poderão não estar presentes no torneio regional os jogadores que actuam fora de portas, até porque no entender dos organizadores do Torneio, a ocasião é também oportuna para as selecções aprimorarem-se para as eliminatórias do CHAN Argélia-2023.

Os ataques terroristas que acontecem em Cabo Delgado, com maior incidência para os distritos circunvizinhos da cidade de Pemba, já trazem consequências para o desporto, particularmente o futebol.

Depois do último ataque registado em Intutupue e Ancuabe, com relatos de mais ataques noutros distritos, a Associação Provincial de Futebol de Cabo Delgado (APFCD) decidiu suspender os jogos do campeonato nacional da segunda divisão.

Num comunicado divulgado domingo, 12 de Junho, o director de Comunicação da Associação Provincial de Futebol de Cabo Delgado diz não haver condições para que a prova continue a decorrer. “Realmente, não parece haver condições de bem-estar no cruzamento rodoviário do distrito de Metoro, embora haja que se avaliar o nível de segurança”, disse o director de Comunicação da APFCD.

Assim, a prova foi interrompida numa altura em que já tinham sido disputadas quatro jornadas e, para já, ainda não há datas para a retoma da prova. Aliás, a Associação Provincial de Futebol de Cabo Delgado refere que “privilegiaremos a realização de jogos em cada distrito (Campeonato e Taça de Moçambique), com excepção de Chiúre (situação ainda mais complexa, dada a localização geográfica do distrito)”.

Disputadas as quatro primeiras jornadas, com alguns jogos em atraso e equipas que só tinham feito apenas duas partidas, o Atlético de Montepuez lidera, com sete pontos, os mesmos do Baía de Pemba e da Associação Desportiva de Pemba, estas duas com menos um jogo.

O Ferroviário de Pemba, também com três jogos, segue na quarta posição com cinco pontos.

Já a União Desportiva de Montepuez, com quatro pontos, Desportivo de Pemba e Associação Desportiva de Mahate, estas duas com três pontos, disputaram apenas dois jogos. O FC de Pemba fez três jogos e soma mesmo número de pontos.

Abaixo da zona da despromoção, estão o MRV de Pemba, Sporting de Montepuez e 11 Estrelas de Chiure, sem nenhum ponto em dois jogos disputados.

Ingvild da Ofilia Agostinho Mucauro conquistou, sexta-feira, a Supertaça de Angola de basquetebol ao serviço do Inter Clube, conjunto que venceu o 1º de Agosto por 81-76. No duelo entre três moçambicanas (Tamara Seda e Onélia Mutombene jogaram pelo D’Agosto), “Inga” saiu-se melhor em Malanje, em pleno pavilhão Palancas Negra.

“A vaincre sans péril, on triomphe sans gloire”. Traduzido: quem vence sem risco, triunfa sem glória. Escreveu, e muito bem, Pierre Corneille.

Deixou para trás e por uns momentos a medicina, que tem servido com profissionalismo, a tal ponto de ter estado na linha da frente no combate à pandemia da COVID-19, e aceitou o desafio de experimentar uma nova experiência em Angola por uns tempos. Para já, correu de feição, até porque teve bênção em Malanje, ao ser bafejada com o “primeiro milho” das “polícias” nesta temporada.

Ingvild “Inga” Mucauro precisou de tão pouco tempo para se (a)firmar no Inter Clube de Angola. Angola, como nação desportiva, há muito que a admira pela raça que, num passado recente, abalou a estrutura e euforia do clube mais titulado da Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol em seniores femininos (5 títulos).

Sexta-feira, em Malanje, Ingvild Mucauro não só entrou para o cinco inicial como também foi a segunda atleta mais utilizada, ao contabilizar (30:43 minutos na quadra), tendo sido apenas superada por Erica Guilherme com 30:44.

Neste tempo na quadra, a extremo esteve perto de um duplo, ao contabilizar nove pontos e sete ressaltos, aos quais acrescentou Italee Lucas, mesmo sem fulgor de outrora que “aniquilou” a agora colega Ingvild Mucauro quando estava no Ferroviário, foi a melhor cestinha com 18 pontos e 2 ressaltos em 22:00 minutos na quadra. Ainda é uma jogadora influente a americana naturalizada angolana, mas não como nos tempos em que teve Sequoia Holmes como “amuleto”.

Seja como for, este jogo da Supertaça fez uma vez mais vir ao de cima a influência de Tamara Seda na zona restrita, com a poste moçambicana a arrancar um duplo-duplo (19 pontos e 10 ressaltos) em 24:14 minutos na quadra.

A base Onélia Pérola Mutombene contabilizou três pontos e capturou um ressalto em 21:04 minutos na quadra.

A “boxe score” indica que as “polícias” foram mais eficazes que no aproveitamento de situações de “turnovers”, contabilizando 21 pontos contra sete das “militares”.

Mais do mesmo na pontuação em situações de contra-ataque: Inter Clube concretizou 25 enquanto o D’Agosto marcou 21. Mais forte nos pontos na zona restrita, o 1º de Agosto converteu 38 contra 34 do Inter Clube. Equilibradíssimos, os pontos de jogadoras vindas do banco indicam que o D’Agosto conseguiu 35 e o Inter 24.

O D’Agosto de Walter Costa controlou um primeiro quarto equilibrado com um parcial de 22-19. No segundo quarto, o marcador indicava 19-19 e o D’Agosto saiu ao intervalo com uma vantagem de três pontos: 38-41. Reagiram às “polícias” que fizeram um bom terceiro quarto, etapa do jogo na qual condicionaram o seu adversário e venceram pelo parcial de 23-14.

Carlos Dinis (que sucedeu a velha raposa Apolinário Paquete no comando do Inter) cumpriu naquele que era o seu primeiro objectivo da temporada.

 

Mucauro exulta com conquista da Supertaça

Há sempre uma primeira vez! E esta é a primeira aventura de Ingvild Mucauro no estrangeiro. A extremo, de 29 anos, tem sido determinante nos conjuntos em que evolui, mas o lado profissional não lhe permite, muitas vezes, apostar em internacionalizações.

“É a minha primeira experiência internacional. É a primeira vez que eu represento um clube fora de Moçambique. É bastante gratificante e especial”, regozijou-se Mucauro.

Com os olhos quase a ganharem o azul do mar, radiante, a extremo fala do pouco tempo de integração ao grupo de trabalho. “Apesar do pouco tempo que tive em Luanda, consegui enquadrar-me bem graças ao ‘coach’ Carlos Dinis. Graças a Deus, consegui fazer o meu melhor, enquadrar-me, chegar à Supertaça e conquistar a prova”, notou a internacional basquetebolista moçambicana.

O céu é o limite. E este foi apenas o primeiro troféu conquistado pelo Inter Clube, formação que procura resgatar o seu protagonismo no basquetebol feminino angolano. Isto depois de, na última temporada, ter perdido quase todas as competições para o D’Agosto que teve em Tamara Seda um grande reforço. O objectivo é, seguramente, conquistar o título maior, mas, para tal, há que continuar a trabalhar e continuar a contar com o apoio de todos aqueles que a rodeiam.

“Agradeço, também, pela oportunidade que o clube Costa do Sol, o treinador Leonel Manhique neste caso, e as minhas colegas de grupo me deram para estar cá e poder ajudar outro clube, mas também para poder aprender. Acredito que temos muito a ganhar com isso.”

A família, um bem que está sempre presente na extremo, teve um papel fundamental nesta aventura, pelo que Ingvild Mucauro deixa uma palavra de apreço. Cruzar o Atlântico foi, de resto, uma decisão suportada pela família.

“Agradeço à minha família pelo apoio incondicional. Sem vocês, nada disto seria possível. Aos meus colegas de trabalho e amigos, o meu muito obrigado pelo apoio. Sempre que for possível, espero poder colher experiências deste género para poder aprender e também representar o basquetebol moçambicano, em especial, o basquetebol feminino de uma maneira positiva. Vou sempre fazer o melhor para poder aprender”, finalizou em entrevista ao “O País”.

A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) diz que o treinador-adjunto dos Mambas, Tiago Matos, teve muitas vias para que obtivesse o visto de trabalho, todavia não quis colaborar, tendo em conta que não disponibilizou os documentos pessoais para o efeito.

Já é um facto! Em tão curto espaço de tempo, o casamento entre Tiago Matos e a FMF chegou ao fim, uma relação que, de resto, foi passageira e com troca de farpas no meio. Muito se disse e se escreveu, a verdade é que o organismo que tutela o futebol moçambicano veio a terreiro para dissipar equívocos e esclarecer algumas zonas de penumbra em relação ao assunto.

Após o técnico português ter sido retido e, posteriormente, recambiado para Portugal, por falta de visto de trabalho para entrar no país, para onde vinha juntar-se à selecção nacional, que tinha dois compromissos para as qualificações ao CAN-2023 diante do Ruanda e Benim, seguiram momentos de incerteza no seio do combinado nacional.

Tiago Matos desfalcou a equipa técnica dos Mambas, tendo, na altura, Chiquinho Conde dito que a ausência do seu adjunto, apesar de não comprometer o trabalho do combinado nacional, afectava um pouco o decurso da preparação das duas partidas que tinham pela frente.

Segundo Gervásio de Jesus, várias foram as tentativas desencadeadas para permitir que o técnico português fizesse parte do resto do grupo, todavia ele preferiu regressar ao país de origem.

“Faltou um pouco de interesse da parte de Tiago Matos, pois ele deveria ter entregado documentos pessoais ao consulado de Moçambique em Portugal, todavia não quis colaborar”, diz Gervásio de Jesus, ajuntando que a FMF não tinha o que fazer, pois tudo cabia à responsabilidade pessoal do treinador.

Esclareceu ainda que Tiago Matos usava o visto de turismo, o qual é renovável a cada três meses, visto que o de residência ainda não havia saído, tendo em conta que o procedimento para a sua obtenção leva muito tempo.

Mais tarde, segundo disse, a dada altura, Tiago Matos exigiu à FMF para que fixasse a sua residência em Portugal, devendo vir a Moçambique juntar-se aos Mambas sempre que houvesse jogo, algo que prontamente foi rejeitado pela direcção de Feizal Sidat, na medida que já havia criado condições para que ele se instalasse no país, por sinal, seu local de trabalho.

 

RESCISÃO VIA E-MAIL

Uma vez rejeitada a sua pretensão de residir em Portugal e trabalhar em Moçambique, Tiago Matos enviou à FMF, através de um correio electrónico, uma carta na qual solicitava a rescisão do contrato de forma amigável. Entretanto, o técnico exigiu o pagamento de seis meses de salário em atraso, ao que a FMF anuiu. Após ser retido no aeroporto, Tiago Matos mostrou-se desapontado pela forma como foi tratado. Gervásio de Jesus entende que a decisão do treinador de rescindir o contrato com a FMF não teve nada a ver com esse facto, pois teve todo tipo de chance para evitar a decisão das autoridades.

“Essa decisão é meramente pessoal. A Federação Moçambicana de Futebol tentou encontrar várias alternativas, de modo a que ele estivesse presente nos trabalhos da selecção, mas ele não quis colaborar”, esclarece.

 

VÍTOR MATINE SUBSTITUI MATOS

A ausência do técnico português nos Mambas deixou uma vacatura na equipa técnica. Para colmatar essa situação, a FMF indicou Vítor Matine para auxiliar Chiquinho Conde.

Sem entrar em detalhe sobre esse assunto, Gervásio de Jesus disse que cabe a Chiquinho Conde escolher com quem quer trabalhar, mas Vítor Matine é um treinador com uma larga experiência, o que já provou aos moçambicanos.

Explicou que Vítor Matine faz parte do Gabinete Técnico da FMF e está disponível a dar a sua contribuição no combinado nacional. Vítor Matine, que vinha a trabalhar com a selecção feminina de futebol, poderá coadjuvar Chiquinho Conde até ao fim da campanha de qualificação ao CAN-2023, cuja fase final será na Costa de Marfim.

“É um treinador que conhece os cantos da casa, por isso não temos dúvidas de que ele dará o seu máximo para que a selecção consiga alcançar resultados positivos”, diz De Jesus.

Gervásio de Jesus esclarece que a Federação Moçambicana de Futebol não terá de pagar nenhuma indemnização ao técnico português, pois a iniciativa de rescisão partiu dele, contrariamente ao que aconteceu com Luís Gonçalves, em que a FMF teve de soltar os cordões à bolsa, após ter submetido queixa junto à FIFA.

“A FMF irá apenas pagar os seus salários em atraso, que são de seis meses, respeitando o período de rescisão, sendo que o último mês foi Março”, esclarece Gervásio de Jesus. À semelhança de Chiquinho Conde, Tiago Matos tinha assinado um contrato de dois anos com a Federação Moçambicana de Futebol.

As internacionais basquetebolistas moçambicanas Leia Dongue e Tamara Seda não vão continuar no Kutxabank Araski, clube da Liga Endesa com o qual tiveram uma ligação de uma e três temporadas, respectivamente. O sonho proibido do Kutxabanki? O clube até queria mantê-las, mas há questões desportivas e financeiras que não jogam a seu favor!

Chegou no Verão passado, qual furacão, e deixou bem patente que não tem talento para ser mais uma jogadora. Ou melhor, não tem talento para ser uma actriz secundária na quadra. Os “targets” são um claro indicativo de mais um capítulo de sucesso no basquetebol profissional na Europa.

Em 30 jogos na temporada 2021-2022 (média de 27 minutos/partida), arrancou médias de 14.5 pontos, 6.4 ressaltos e 2.1 assistência por jogo, mostrando, desta forma, que nunca teve particular interesse em não dar o seu melhor em zonas interiores.

Parte da “alma” do Kutxabank Araski, Leia “Tanucha” Dongue foi três vezes indicada como MVP (jogadora mais valiosa) da 7ª (diante do Tenerife), 8ª (frente ao IDK) e 25ª jornadas (diante do Lolitenk Gernika Bizkaia).

A sua entrada em cena no Kutxabank Araski foi sempre marcada por actuações consistentes, que, diga-se, a colocam como a 10ª melhor marcadora da Liga Endesa com 435 pontos e 7ª da equipa com a qual terminou o seu “casamento”.

Consistente, Leia Dongue atingiu, em Março passado, a marca dos 1000 pontos na Liga Endesa, depois de contabilizar 21 no duelo em que o Kutxabanki Araski perdeu diante do IDK Euskotren (67-75).

“O clube agradece a Leia Dongue por sua luta diária, dedicação e empenho durante esta temporada. Muito obrigado, Leia”, agradece o Kutxabaki Araski no seu site.

Agradece, outrossim, Made Urieta, “coach” do conjunto vitoriano que ganhou uma referência a nível de pontuação com boa capacidade de jogar de cara e costas para o cesto. Se continua ou não na Espanha, isso não se sabe. Sabe-se, e os registos lá estão, o basquetebol espanhol já esteve a seus pés!

O seu percurso é imaculado, aliás, porquanto no ano de estreia o título de campeã da LF2 ao serviço do Al-Qazers na temporada 2015-2016.

Havia que abraçar outros desafios. O seu potencial exigia que desse outro salto. A segunda paragem foi no Gernika, na temporada 2017-2018, na qual evoluiu na Liga Dia.

A consagração no outro escalão, e era de se esperar, veio na temporada 2018-2019 quando se sagrou campeã Spart Citylift Girona na Liga Dia.

Vem de longe, Tanucha, daí que, no seu percurso sempre marcado por entrega e dedicação, brilhou no Nantes Rezé da França na temporada 2020-2021, obtendo a média de 13, 3 pontos e 6.1 ressaltos/jogo.

Tanucha conta, ainda, com passagem pelo Cegledi EKK na Liga Húngara, na qual, em sete jogos, apresentou estatísticas impressionantes – 15,4 pontos e  6,6 ressaltos por jogo. Em seis jogos na Euroliga feminina, Leia Dongue teve os seguintes targets: 15.7 pontos e 5,8 ressaltos/jogo.

Segue o mesmo caminho, ou seja, não irá renovar com o Kutxabank Araski a poste e compatriota Tamara Seda!

É o ponto de final de uma ligação de três anos com o 12º classificado da Liga Endesa, iniciada em 2019, vinda dos EUA com o currículo de ter tido, em 2018, o oitavo melhor registo na NCAA – da Division One – com médias de 14.9 pontos e 9.3 ressaltos/jogo.

Não foi preciso esperar muito tempo para que se tornasse uma jogadora influente no jogo do Kutxabaki Araski.

Histórico, Tamara Seda é a quarta jogadora com mais aparições (82 jogos) na quadra no clube com o qual termina, agora, o seu contrato depois de Laura Pardo, Izaskun García e Cristina Molinuevo.

Marcante, Seda foi, por diversas vezes, indicada como MVP – melhor jogadora da jornada – da Liga Endesa com valoração a variar entre 13 a 17 pontos.

Com uma intensidade física e mental muito diferente, a valorosa poste moçambicana encerrou a época 2021-2022 com 214 pontos (média de 7,6 por jogo), 172 ressaltos dos quais 116 defensivos e 56 ofensivos (média de 6,1 /jogo) 15 roubos de bola e 63 “turnovers” em 28 jogos (685:07 minutos na quadra, uma média de 24:28/jogo).

Mas há mais que se diga dos seus dados estatísticos: concretizou 94/199 lançamentos de campo (47,2%), 25 em 33 na linha de lances livres (75,8% de aproveitamento) e 1 em 4 nos tiros exteriores que não são o seu forte (25%).

A última temporada no clube vitoriano foi ainda marcada por acumulação de 76 faltas pessoais (2,7 por jogo) e oito desarmes de lançamento (0, 3).

“Comprometimento, luta e luta sob o aro caracterizaram o jogo de Tamara Seda durante essas três temporadas no Kutxabank Araski. Desde o clube, desejamos-lhe boa sorte no seu futuro pessoal e profissional. Muito obrigado”, agradece o clube.

 

KATARINA TAMBÉM ABANDONA O CLUBE

Depois de ter falhado o apuramento aos “play-offs”, o Kutxabank Araski vai perder algumas atletas nesta temporada. Para além de Tamara Seda e Leia Dongue, o 12º classificado da Liga Endesa já não vai contar com os préstimos da sérvia Katarina Zez.

A basquetebolista deixa a equipa orientada por Made Urieta após defender a camisa verde no ano passado. Zec defendeu as cores de Araski num total de 30 jogos, obtendo uma média de 7,2 pontos e 2,5 ressaltos por jogo. “O Araski agradece a Katarina Zec pelo envolvimento e profissionalismo durante a temporada em que vestiu a camisa do clube. Além disso, desejamos-lhe boa sorte no seu futuro pessoal e profissional”, escreve o Kutxabank Araski no seu site oficial.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE