Skip to main content

O País – A verdade como notícia

O presidente do Desportivo Maputo reconheceu, hoje, que a direcção do clube que dirige está a ponderar a sua demissão. Ainda assim, Paulo Ratilal prefere deixar a decisão para o executivo, que esteve, hoje, em reunião ordinária de direcção.

Em entrevista exclusiva ao “O País”, Paulo Ratilal abordou a demissão de João Figueiredo, que desempenhava o papel de presidente da Mesa da Assembleia-geral do Desportivo Maputo. Uma decisão tomada depois da inviabilizada realização da Assembleia-geral da colectividade, no último sábado, 18 de Junho.

João Figueiredo acabou mesmo por colocar o seu lugar à disposição, tendo, na altura, deixado ficar um alerta: “Raça Alvi-negra provoca ingovernabilidade do clube e há interesses obscuros no património da colectividade”.

Sobre o posicionamento tomado por Figueiredo, o presidente do Desportivo Maputo diz que faria o mesmo.

“Naturalmente, recebi a informação com muita tristeza, porque é uma pessoa muito séria, que dava muita credibilidade ao Desportivo. Mas, provavelmente, não é surpreendente, dada a situação actual em que o clube se encontra. Diria que eu teria feito o mesmo, se fosse o presidente da assembleia, ao tentar fazer assembleias-gerais e nunca terem desfechos”, disse Paulo Ratilal.

Após a não realização da reunião, João Figueiredo enviou o seu pedido de demissão ao vice-presidente da Assembleia-geral do Grupo Desportivo Maputo, António Grispos. Na carta de demissão, Figueiredo apresentou “razões de ordem pessoal” para justificar a decisão, na sequência dos factos ocorridos na Assembleia-geral agendada para sábado último.

“…Fundamento este pedido de demissão no quadro global que tem caracterizado as últimas Assembleias-gerais do GDM, e cujos factos são do conhecimento público, nestes termos, e considerando que não estão reunidas condições mínimas e adequadas para que me mantenha nas funções, que com muita honra e orgulho tenho vindo a desempenhar no clube, informo vossa excelência que este pedido de demissão assume um carácter irrevogável e produz efeitos imediatos”, escreveu João Figueiredo.

Segundo Ratilal, a vaga deixada por João Figueiredo será preenchida por António Grispos, outrora vice-presidente da Assembleia-geral do Grupo Desportivo Maputo.

Ratilal diz não entender os motivos para a sabotagem ao seu trabalho por parte da “Raça Alvi-negra”, mesmo depois de um aparente ambiente harmonioso, que permitiu a retirada do processo, na Procuradoria-Geral da República, contra sócios que vandalizaram o clube, no fim do ano passado.

“Não vou dizer que não vou demitir-me, porque a vontade é mesmo essa, porque não há vontade nenhuma de estar à frente daquele clube, mas isto tem que ser feito de uma forma responsável, e não é simplesmente pedir demissão que se resolve o problema. Naturalmente, eu tenho reunião de direcção, marcada para esta quarta-feira, com os meus pares; vamos discutir esse assunto”, avançou.

Noutro desenvolvimento, Ratilal disse ser “óbvio que todos os outros presidentes que se demitiram, antes de mim, provavelmente pelos mesmos motivos, ou seja, pelo facto de alguns membros do associativismo fazerem esse tipo de confusões, sabotagens e não deixarem progredir os trabalhos normais. O que aconteceu actualmente é que piorou a situação do Desportivo Maputo”, referiu.

O dirigente acrescenta que o clima actual no clube da águia faz temer o pior: a venda do património da colectividade.

A Delegação da Confederação Africana de Futebol está, desde hoje,  em Vilankulo, para inspeccionar as infra-estruturas que serão utilizadas no Campeonato Africano das Nações de Futebol de Praia. As obras da Arena já se iniciaram, e a previsão do término é Agosto próximo

Uma missão da Confederação Africana de Futebol (CAF) chegou ao país, na última segunda-feira, no âmbito da preparação da VII edição do Campeonato Africano das Nações de Futebol de Praia, que vai decorrer de 21 a 31 de Outubro, em Vilankulo, província de Inhambane.

Os emissários do órgão reitor do futebol continental, vindos do Egipto, partiram directo de Joanesburgo para a cidade de Vilankulo, onde realizaram, hoje, uma inspecção às infra-estruturas existentes para atender às demandas do evento internacional, nomeadamente, a Arena de jogos, hotéis, hospitais e aeroporto.

Durante a sua visita ao país, a delegação tem estado a manter alguns encontros com as autoridades locais, em Vilankulo, com destaque para o presidente do Município, o administrador e outras estruturas, para se inteirar das reais condições existentes e dos progressos feitos até à data, sendo que, esta quarta-feira, chegam à capital do país para encontros ao mais alto nível.

Na capital do país prevê-se que se reúnam com o secretário de Estado do Desporto, Carlos Gilberto Mendes, bem como com outras estruturas governamentais ligadas ao desporto, para além da própria direcção-executiva da Federação Moçambicana de Futebol, com a qual se espera um encontro que vai servir para alinhavar a preparação do sorteio da fase de qualificação da competição, acto que vai decorrer na próxima sexta-feira, segundo o organismo que gere o futebol moçambicano.

Hoje, a delegação da Confederação Africana de Futebol visitou as instalações da Arena de Vilankulo, local que vai acolher os jogos. Depois da Arena, seguiram-se visitas aos hotéis que vão receber as delegações nacionais, comissários da CAF e todos os agentes directamente ligados à prova, o Hospital Rural e o Aeroporto Internacional de Vilankulo.

 

ARENA DE VILANKULO PARA SER ENTREGUE ATÉ AGOSTO

A missão da Confederação, acompanhada pelo presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, e pelo presidente do Conselho Autárquico de Vilankulo, William Tuzine, visitou as instalações da Arena de Futebol de Praia na manhã de hoje.

Uma teleguiada às obras avaliadas em cerca de 50 milhões de Meticais, que deixaram satisfeitos os membros da delegação da CAF, olhando para o que já foi feito e para as promessas deixadas pelo empreiteiro para a conclusão das mesmas.

A Arena é composta por um campo principal para jogos, dois campos de treinos, sala de reuniões, imprensa e compartimentos que estarão reservados para o comércio. A missão deixou algumas recomendações, entre as quais está a separação dos acessos para intervenientes directos dos jogos, público e entidades da Confederação Africana de Futebol e do Governo.

Iracema Machava, responsável da obra, diz que as mesmas estão a bom ritmo e realça os avanços já dados desde o arranque, há dois meses. “Estamos numa fase de colocação do muro de contenção para podermos ter o nível e plantar o campo de futebol de praia. As pancadas estão em produção de estaleiro, porque serão feitas de estrutura metálica e serão implantadas em moldes de 2,4 metros cada uma. Também estamos na fase de escavação e contenção nos campos de treinos e, ao longo desta semana, vamos iniciar a colocação da areia de praia e, depois disso, estará praticamente terminado”, explicou Iracema Machava.

Actualmente, há obras que estão em fase terminal, entre elas estão os sanitários VIP e para os deficientes. Mas ao longo desta semana, segundo Iracema Machava,  “vamos entrar para a fase de tijoleiras, instalação hidráulica definitiva e instalação elétrica definitiva”.

Outras infra-estruturas em construção são os dois balneários, especificamente, para as equipas e para os árbitros. A promessa, segundo a responsável da obra, é que estejam terminadas em duas semanas.

Em simultâneo com as actividades que acontecem no interior da Arena, do lado exterior, decorre o arranque da vedação principal para a protecção do campo, das áreas pedonais e das verdes.

“Pretendemos finalizar a obra até ao fim do mês de Agosto, para entregá-la à Federação Moçambicana de Futebol”, prometeu Iracema Machava.

Questionada sobre a avaliação que faz das obras que se iniciaram em Abril passado, Iracema Machava considerou-a positiva, tendo realçado que “em dois meses, nós fizemos muita coisa, mas pode não parecer, porque temos muitos solo espalhado”.

E é por via dessa avaliação que considera que “se fizemos isso tudo em dois meses, queremos acreditar que, nos próximos dois meses, vamos fazer ainda melhor para podermos entregar o campo em condições”.

A construção da Arena de Vilankulo está prevista que termine em Agosto, dois meses antes do arranque do Campeonato Africano das Nações, CAN 2022, de futebol de praia. Moçambique vai defender o segundo lugar e lutar pelo título inédito na prova continental.

As recentes prestações do internacional moçambicano Bruno Langa, ao serviço do Desportivo das Chaves, transcende as dimensões e os olhos de Portugal.

O jogador que ajudou o Chaves a ascender à primeira liga do futebol português já tem pretendentes de vários países da Europa, com destaque para Portugal, Espanha, França e Alemanha.

De acordo com o jornal português Record, na sua edição desta segunda-feira, o defesa moçambicano está na mira do Mainz da primeira divisão da Alemanha, que terá contactado a direcção do Chaves com pretensões de levar o jogador para outro lado do continente.

Entretanto, de acordo com o jornal Record, a turma portuguesa recém-promovida à primeira liga, terá rejeitado uma proposta de um milhão de euros pelo internacional moçambicano.

O emblema transmontano pretende continuar a contar o jogador moçambicano neste regresso a alta roda do futebol português e não equaciona uma venda a breve trecho, o que colocaria o jogador de 24 anos a ser o primeiro moçambicano a jogar na primeira liga alemã, país onde milita ainda o avançado Stanley Ratifo, mas na quarta divisão.

Para já, as negociações continuam e o Mainz aguarda uma decisão contrária do Chaves, podendo ainda subir a fasquia para ter o jogador na próxima edição da Bundesliga.

Na época 2021/2022, o lateral esquerdo moçambicano disputou um total de 32 jogos, de 38 possíveis, 28 dos quais para a 2ª Liga, 1 para a Taça de Portugal, outro para a Taça da Liga e os dois do Play-Off de Subida.

No Play-Off de Subida, Bruno Lança acabou por ser uma peça-chave na defesa do emblema transmontano que acabou por afastar o Moreirense da divisão principal do futebol português.

A quarta jornada do Moçambola 2022 teve 11 golos apontados em cinco jogos, com destaque para o embate entre o Ferroviário de Maputo e a Black Bulls, que contribuiu com quatro golos. Nesta jornada não houve “bis” e todos os marcadores faziam estreia na lista dos artilheiros

Uma jornada sem muitas surpresas, com uma média de 1,90 golos por jogo e um embate que terminou em nulo. Todos os 11 golos aprontados por jogadores que se estreavam na lista dos melhores marcadores e a vitória do Incomáti de Xinavane, que saiu da cauda, marcaram a jornada quatro do Moçambola 2022.

Beto Maravilha, numa autêntica obra-prima, em que recebe a bola na direita e flecte para o centro e a desferir um remate para o fundo das malhas de Fazito, marcou o que pode ter sido o golo mais bonito da jornada. Era a estreia do jogador do Costa do Sol nos marcadores deste ano, depois de, ano passado, ter marcado apenas dois golos.

Na mesma partida, marcou Chelito à sua antiga equipa, o Costa do Sol, que representou em 2019 e 2020, depois do regresso do Berkane de Marrocos. Chelito marca o seu primeiro golo, a igualar à época passada, onde não teve muitos jogos nos pés.

Já domingo, houve mais nove golos, todos eles apontados por estreantes. Traoré e Yude, pelo lado do Ferroviário de Maputo, e Rume e Nené, ambos da Black Bulls, protagonizaram um espectáculo de golos que há muito não se via.

Aliás, já se sabia que o jogo entre estas duas equipas seria equilibrado e com resultado imprevisível, e isso se verificou dentro das quatro linhas, numa boa arbitragem de Ema Novo.

Todos os estreantes estiveram a dar vivacidade ao jogo e a fazer perceber que estarão aptos a dar mais motivos de risos aos seus adeptos.

Em Quelimane, onde a turma zambeziana do Matchedje de Mocuba não consegue somar pontos nem sair da cauda da tabela classificativa, houve três golos. Zinho e Rafik, do lado do Ferroviário de Lichinga, e Mamudo, pelos “militares” de Mocuba, fizeram o gosto ao pé pela primeira vez nesta edição do Moçambola 2022.

Mas quem mesmo festejou exuberantemente foi Nelson, que apontou o único golo da União Desportiva de Songo, na recepção ao Ferroviário de Nacala. Foi um golo que deu uma vitória suada aos “hidroeléctricos”, para além de garantir uma liderança isolada no Moçambola.

Com o golo de Nelson, a União Desportiva de Songo mantém-se invicta e agora soma 12 pontos, mais dois que a dupla Costa do Sol e Ferroviário de Nampula, que empataram no último sábado.

Outro jogador que deve estar a fervilhar de alegria é Tomás. O jogador “açucareiro” marcou o primeiro golo da sua equipa na presente edição do Moçambola 2022, que valeu os primeiros pontos. Um golo que tira o Incomáti de Xinavane da posição de lanterna vermelha, relegando o Matchedje de Mocuba, único que ainda não pontuou.

Ferroviário da Beira vs Liga Desportiva de Maputo acabou por ser o jogo mais equilibrado e que terminou em nulo, sendo o único sem golos.

 

SEIS JOGADORES CONTINUAM A LIDERAR A LISTA

Os artilheiros do Moçambola 2022 continuam adormecidos nestas primeiras quatro jornadas. A lista dos melhores jogadores continua a ser liderada por seis jogadores, com dois golos apontados por cada um deles.

Trata-se de Dinis, do Ferroviário de Nacala, e Melque, da Black Bulls, únicos que fizeram o “bis” no mesmo jogo, Isac, do Ferroviário de Nampula, Danilo, defesa do Costa do Sol, Ibraimo, avançado do Ferroviário da Beira, e Hammed, também jogador da Black Bulls, que somam dois golos cada.

Black Bulls continuam a equipa mais concretizadora, agora com nove golos marcados, mais um que a União Desportiva de Songo, que marcou oito golos em quatro jornadas. Em sentido inverso, está o Incomáti de Xinavane, que marcou apenas um golo, seguido pela Associação Desportiva de Vilankulo e Matchedje de Mocuba, que marcaram apenas dois golos.

Nas defesas, Ernan, da União Desportiva de Songo, continua invicto. Aliás, os “hidroeléctricos” são os únicos que ainda não sofreram golos, seguidos pelo Ferroviário de Nampula, que, sábado, sofreu um golo.

As equipas que mais golos sofreram estão perfiladas na zona da despromoção e em ordem crescente. O lanterna vermelha, Matchedje de Mocuba, sofreu nove golos, seguido pelo penúltimo, Incomáti, que sofreu oito, e o primeiro na zona da despromoção, Associacão Desportiva de Vilankulo, com sete golos consentidos.

As próximas jornadas podem começar a definir as posições das equipa e os objectivos individuais dos jogadores que queiram ser melhores marcadores e guarda-redes menos batidos.

 

LISTA DOS MELHORES MARCADORES

DOIS GOLOS

Dinis (Ferroviário de Nacala), Isac (Ferroviário de Nampula), Danilo (Costa do Sol), Ibraimo (Ferroviário da Beira), Hammed e Melque (Black Bulls).

 

UM GOLO

Balloteli, Mamudo (Matchedje de Mocuba), Jimmy, Lau King, Muzaza, Adams, Dayo, Henriques, Mário, Nelson (UD Songo), Salas, Chelito (Ferroviário de Nampula), Beto Maravilha, Muholove, Sataca Jr. (Costa do Sol), Traoré, Yudi, Mário, Kito (Ferroviário de Maputo), Mafaite, Jafete (Ferroviário da Beira), Momede, Ivan, Hermínio (Liga Desportiva de Maputo), Vivaldo, Zinho, Rafik (Ferroviário de Lichinga), Turras (Ferroviário de Nacala), Mbiza e Victor (AD Vilankulo), Rume, Nené, Victor, Anacleto, Djibril (Black Bulls), Tomás (Incomáti).

 

AUTO-GOLO

Balloteli (Matchedje de Mocuba)

Terá sido uma participação aceitável da selecção nacional de basquetebol sénior masculina, no Torneio Internacional de Benguela, ao somar duas vitórias e uma derrota e terminar na segunda posição, atrás da selecção principal de Angola.

O Torneio Internacional de Benguela, que servia de preparação da formação angolana com vista à sua participação na janela de qualificação ao Mundial da modalidade, contou com a participação de Moçambique, Cabo Verde e da selecção B de Angola.

O conjunto moçambicano, que teve apenas quatro sessões de treinos em solo moçambicano e mais uma em Angola, esteve muitos furos abaixo do que tem sido, atendendo ao facto de ter contado apenas com jogadores que actuam internamente.

A falta de ritmo competitivo também foi outro aspecto que prejudicou o combinado nacional, que foi a Benguela sem jogos nos pés, até porque o Torneio de Abertura ao nível da Cidade de Maputo, cujos clubes disponibilizaram jogadores, só se iniciou há duas semanas.

Ainda assim, a equipa orientada por Miguel Guambe cumpriu o objectivo traçado para esta participação – ganhar dois jogos –, tendo-o feito ao derrotar Cabo Verde na jornada inaugural por 91-77 e ao vencer, este domingo, a segunda equipa de Angola por quatro pontos.

Diante de Cabo Verde, sexta-feira, o conjunto moçambicano teve que se superiorizar e ultrapassar todas as adversidades que teve desde o início, para conseguir terminar com 14 pontos importantíssimos diante do adversário que era do mesmo calibre, tendo em conta o nível actual do basquetebol moçambicano.

Basta lembrar que a selecção nacional foi a Angola, amputada de alguns jogadores que, à última hora, não conseguiram bilhetes para se deslocarem a Benguela, o que condicionou o trabalho de Miguel Guambe, ao longo dos dias de trabalho em Maputo.

E essa condicionante veio, sábado, ao de cima diante da equipa principal de Angola, uma vez que, desde o início, estavam patentes as fragilidades nacionais, quer nos aspectos defensivos, quer nos ofensivos.

O resultado de 106-54, ou seja, 56 pontos de diferença, mostram, claramente, a diferença de ritmo, de competitividade, de objectivos e até de motivação entre as duas selecções, e Angola acabou por ser um justo vencedor, com números gordos.

Mas a vingança chegou domingo, quando defrontou a equipa B de Angola. Assim, a selecção de Moçambique voltou a mostrar as suas valências e terminou com uma vitória de quatro pontos, nomeadamente 67-71.

Um resultado que permitiu ao conjunto moçambicano terminar em segundo lugar no Torneio Internacional de Benguela, que também serviu de preparação de Moçambique para a qualificação ao AFROCAN 2023.

 

MIGUEL GUAMBE SATISFEITO COM PRESTAÇÃO

Miguel Guambe mostrou-se satisfeito com a prestação dos seus pupilos e fala de mudança de atitude desde o primeiro jogo até ao último. “Houve mudança de mentalidade na nossa equipa, principalmente neste jogo (diante de Angola B). No jogo de ontem (sábado, com Angola), não estávamos em condições de fazer muitas coisas, mas estávamos preparados para a questão mental e a equipa esteve bem neste aspecto”, disse Guambe em análise ao jogo de domingo.

Para o seleccionador nacional, a equipa esteve bem mentalmente e aguerrida na quadra “e isso nos fez ir buscar uma diferença grande no jogo diante de Angola B, e estamos satisfeitos”.

Sobre o balanço da participação no Torneio Internacional de Benguela, Miguel Guambe diz que foi positiva e justifica: “o nosso objectivo era agradecer o convite de Angola com uma prestação aceitável para os objectivos deles, porque nós não tínhamos outro objectivo senão corresponder ao convite deles”.

Guambe lamentou os poucos três dias de treinos que teve: “embora tenhamos feito cinco treinos nesses três dias”, que não foram suficientes para enfrentar os jogos de destaque com uma atitude madura.

Mas a mudança de mentalidade e o crescimento a cada jogo satisfazem Miguel Guambe que assume que “se construiu uma equipa e isso vai ser bom para os nossos próximos compromissos”.

A equipa principal de Angola terminou na frente com o pleno, ao vencer todos os jogos disputados, seguido de Moçambique, com duas vitórias e uma derrota, Cabo Verde, com apenas uma vitória e a selecção B de Angola a somar por derrotas todos os seus jogos.

As equipas angolanas apuradas para a Liga dos Clubes Campeões e Taça da Confederação Africana de Futebol que tenham dívidas com jogadores e treinadores não poderão disputar a competição, soube-se de fonte da Federação Angolana de Futebol (FAF).

O Jornal de Angola escreve que de acordo com a CAF, citada pela entidade reitora da modalidade, as federações devem garantir que os clubes envolvidos nas competições africanas não tenham nenhum caso de dívidas em atraso para evitar quaisquer sanções.

O candidato à prova da CAF de 2022/2023 deve provar que não tem dívidas vencidas decorrentes de actividades de transferências, salvo se até ao dia 31 de Março deste ano tiverem sido integralmente liquidados os diferidos por mútuo acordo com o credor ou estiverem sujeitos à litígio não manifestamente infundado, submetido à autoridade competente.

“O candidato deve provar que, em relação às obrigações contratuais com seus funcionários actuais e antigos (incluindo todos os jogadores profissionais de acordo com os regulamentos de estatutos e transferência de jogadores), não tem dívidas vencidas para com funcionários e autoridades sociais fiscais, excepto se tenham sido integralmente liquidados os diferidos por mútuo acordo com o credor”, lê-se, no comunicado da FAF de 16 de Junho último, citado pelo Jornal de Angola.

Angola vai colocar duas equipas na fase da Liga dos Campeões, bem como outras duas na Taça CAF, também conhecida como Taça Nelson Mandela.

Moçambique tem até dia 23 deste mês, ou seja, daqui a três dias, para fazer inspecção e apresentar o Estádio Nacional do Zimpeto para acolher os jogos de qualificação ao CHAN-2023. Feizal Sidat, presidente da Federação Moçambicana de Futebol, garante que os Mambas vão defrontar Zâmbia no ENZ.

As eliminatórias para a fase final do CHAN-2023, que terá lugar na Argélia, arrancam em Julho próximo e os Mambas defrontam a Zâmbia em duas mãos. Mas a possibilidade de receber os Chipolopolo no Estádio Nacional do Zimpeto continua a ser uma incógnita, uma vez que ainda não foi inspecionado para consequente aprovação.

Na passada quinta-feira, a Confederação Africana de Futebol (CAF), comunicou as federações nacionais de todo continente que o prazo para a inspecção dos estádios que vão acolher os jogos da 1ª e 2ª eliminatórias do CAN-Interno é está quinta-feira ou seja, 23 de Junho.

Num comunicado, a CAF refere que “as federações nacionais participantes devem escolher o melhor estádio disponível no país que atenda aos requisitos de estádio da CAF para acolher jogos internacionais A, sendo que em caso de não ter nenhum campo aprovado, as mesmas “devem seleccionar o seu local de jogo de entre os estádios que constam na lista e comunicar ao Departamento de Licenciamento de Clubes da CAF a sua escolha preferida até 23 de Junho de 2022”.

A recomendação é que a inspecção seja feita pela comissão de licenciamento de cada uma das federações nacionais, e o relatório enviado à CAF, sem no entanto ser garantia de aprovação.

De acordo com a CAF, “caso um estádio do cada país não faça parte da lista, e essa federação desejar obter sua homologação para as eliminatórias da 1ª e 2ª jornada do Campeonato das Nações de África (CHAN) Argélia 2022, a essa mesma federação deve realizar uma pré-inspeção completa do estádio e enviar à CAF até 23 de Junho de 2022. A pré-inspecção do estádio exigida deve ser efectuada pelo Gestor de Licenciamento de Clubes da sua federação, e ser acompanhado da lista de verificação da CAF, fotos e vídeos de alta qualidade de cada área do estádio. Observe que, caso a qualidade do relatório de pré-inspecção do estádio não seja satisfatória, a CAF excluirá automaticamente o estádio de acolher os jogos”.

Para tal, todas as exigências devem ter sido ultrapassadas, sob pena da selecção que não tiver um campo aprovado jogar fora de portas, devendo para tal “enviar à CAF até 23 de Junho de 2022, o nome do local fora do seu território para acolher o seu jogo, juntamente com uma carta-acordo da federação do país onde o estádio está localizado”.

 

FMF E SED GARANTEM CAMPO PRONTO ATÉ FINAL DESTE MÊS

Mesmo sem falar da inspecção que a CAF exige para a aprovação do Estádio Nacional do Zimpeto e nem mesmo a data dessa inspecção, os órgãos que gerem o desporto moçambicano no geral, e o futebol em particular, garantem que o ENZ estará pronto até final deste mês para acolher o jogo com Zâmbia.

Feizal Sidat, presidente da Federação Moçambicana de Futebol, diz mesmo que o foco deve ser em terminar o que falta fazer, para que o recinto desportivo seja aprovado.

“O prazo é até ao final deste mês. Portanto, o jogo do CHAN com a Zâmbia é o próximo, assim sendo, temos que focar todas as atenções para que este recinto receba este jogo”, disse Feizal Sidat convicto.

Ademais, o presidente da Casa do Futebol diz estar satisfeito com o nível de reabilitação que foi feito  no Estádio Nacional  do Zimpeto, contrariamente ao nível  em que  se encontrava a alguns meses. “Estou satisfeito com o que vi. Há dois meses fizemos uma vistoria, estava desiludido, mas agora estou um mais confortável com aquilo que estou a ver”, disse realçando ainda que “penso que em duas semanas teremos o campo em condições mínimas para receber pelo menos o jogo do CHAN”.

Feizal Sidat diz estar ciente de que não é somente para o jogo com Zâmbia que deve se trabalhar para aprovação do Estádio Nacional, mas também para os próximos jogos, nomeadamente diante do Senegal, em Setembro próximo. “Sabemos que em Setembro vamos ter um jogo muito importante com o Senegal, a ideia da Federação é pedir uma abertura provisória para o jogo do CHAN e em Setembro fazermos uma abertura definitiva”, disse Sidat.

Quem também confirmou estarem criadas as condições para que o Estádio Nacional do Zimpeto acolha jogos dos Mambas é a Directora Geral do Fundo de Promoção Desportiva, Amélia Cabral, que refere que já foram terminados todos os trabalhos referentes a colocação e bom estado do relvado. “Agora falta garantirmos a boa manutenção e manter sempre o estado do relvado”, realçou Cabral.

A Directora do FPD esclareceu ainda que já estão em terminal a montagem dos torniquetes e o início da vedação do recinto do estádio, bem como da segurança dos jogadores “que são as três condições básicas para uma pré-aprovação do Estádio Nacional do Zimpeto”.

 

NÃO ESTÁ DESCARTADA POSSIBILIDADE DE JOGO FORA

Apesar de estarem criadas todas condições para os jogos dos Mambas, há ainda a questão da inspecção, que caso não seja feita até 23 deste mês, vai obrigar os Mambas a jogarem fora de portas.

Feizal Sidat está ciente disso e assume que caso isso venha a acontecer a África do Sul seria o país escolhido. Entretanto Sidat diz acreditar que não haverá espaço para isso, até porque “daquilo que vejo em muitos campos desta África dentro este estádio está em muitas boas condições do que outros e temos que estar optimistas de que o jogo do CHAN seja jogado aqui”.

O presidente da Federação Moçambicana de Futebol diz mesmo que ainda há tempo suficiente para que o recinto esteja pronto. “Temos 30 dias, de hoje até ao dia 24 de Julho, para nesse domingo, às 15h00, possamos receber a Zâmbia, em nossa casa”, frisou Feizal Sidat.

Feizal Sidat e Amélia Cabral, acompanhados pelo Secretário de Estado do Desporto, Gilberto Mendes, visitaram o Estádio Nacional do Zimpeto na passada sexta-feira.

Reinildo Mandava e Gildo Vilankulos, dois internacionais moçambicanos, que saíram da mesma escola, na cidade da Beira e que jogam na Europa, concretamente na Espanha e em Portugal, decidiram juntar forças e realizar um jogo solidário para ajudar os necessitados.

Os dois pretendem juntar os respectivos amigos, no activo e já na reserva, para uma partida de carácter solidário, a ter lugar no Caldeirão do Chiveve, no dia 26 de Junho corrente.

Através da partida solidária, denominada “Foot vida somos todos nós”, Reinildo Mandava e Gildo Vilankulo querem apoiar crianças desfavorecidas, não só da cidade da Beira como também de outras regiões, através da angariação de fundos de entrada ao palco do jogo, bem como os apoios que pretendem buscar dos parceiros e dos espectadores que se fizerem presentes no Caldeirão.

O anúncio deste jogo solidário foi feito através de um comunicado conjunto, divulgado esta quarta-feira, no qual referem que “se trata de uma cadeia de amor, de protecção, porque os tempos não foram fáceis, não estão melhores e os que se aproximam não permitem descanso”.

Reinildo Mandava, por exemplo, na sua página do Facebook, escreve que “não somos poucos, nunca seremos muitos” para justificar o que considerou “o maior jogo das nossas vidas”, mesmo para emprestar uma dimensão ao jogo em perspectiva.

Os dois jogadores estão de férias na cidade da Beira, sua terra natal, e decidiram juntar amigos para um jogo solidário a 26 de Junho, no Caldeirão do Chiveve. Para estes, os campeonatos, as competições, os pontos, os golos e os adversários não são mais importantes, senão “vida”.

Os dois atletas aproveitam o defeso europeu que termina ao fim deste mês em alguns clubes, para se equiparem em prol das crianças moçambicanas desfavorecidas com os seus amigos e angariar produtos não perecíveis, valores financeiros e outros para entregarem a instituições de caridade que lidam com crianças desfavorecidas, já que ainda estamos no mês da criança.

A iniciativa dos dois internacionais moçambicanos foi apresentada, quarta-feira, 15 de Junho, ao presidente do Conselho Municipal da Cidade da Beira, Albano Carige, que recebeu os dois craques no seu escritório de trabalho.

Recorde-se que se celebrou, a 01 de Junho, o Dia Internacional da Criança e, ontem, comemorou-se o Dia da Criança Africana.

Costa do Sol e Ferroviário de Maputo “A” protagonizam, sexta-feira, às 18h30, no pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), o jogo de cartaz da 2ª jornada do Torneio de Abertura de basquetebol em seniores femininos.

Jogo de início de época, mas sempre susceptível a fortes emoções. Não fossem os intervenientes campeão e vice-campeão nacionais, duas formações que bipolarizam, há seis anos, o basquetebol sénior feminino no país.

Representantes do país na Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol, agendada para Dezembro, o Costa do Sol e o Ferroviário de Maputo “A” carregam consigo o peso de serem a espinha dorsal da selecção nacional.

Ainda em fase de procura de automatismos e melhor condição física, “canarinhas” e “locomotivas” batem-se no duelo entre duas equipas ambiciosas que apontam sempre para a conquista de todas as provas em que participam.

Na estreia, sexta-feira passada, o Ferroviário de Maputo “A” não teve dificuldades para vencer o seu satélite “B” por 85-32.

O Costa do Sol, esse, perdeu na secretaria. Ou seja, averbou uma falta de comparência no duelo com a A Politécnica pelo facto de ter utilizado irregularmente as atletas Ineide Chelene e Páscoa Matola. “É averbada falta de comparência à formação do Clube de Desportos do Costa do Sol em seniores femininos, dando vitória à formação do Clube A Politécnica.

De acordo com o artigo 710 do Regulamento da ABCM, “o jogador para disputar jogos oficiais ou particulares precisa de estar munido da respectiva carteira-licença e apenas poderá representar o clube nela indicado, pelo qual se encontra qualificado, salvo o caso previsto no artigo 44o deste regulamento. Admite-se, no entanto, que, em jogos, um clube autorize a alinhar por outro clube os jogadores que estão por si qualificados”, lê-se na nota da ABCM.

No capítulo desportivo e fora do plano de disciplina da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo, a 2ª jornada do Torneio de Abertura começa a ser disputada sexta-feira. No pavilhão do Maxaquene, às 17h45, a equipa da casa mede forças com a Lazio em seniores femininos, em jogo também inserido na 2ª jornada da competição.

A Lazio perdeu na 1ª jornada diante do Desportivo Maputo, por 45-32, enquanto o Maxaquene ficou de fora devido ao número ímpar de equipas.

No sábado, no campo do Ferroviário, a equipa secundária “locomotiva” – Ferroviário B – joga com o Desportivo Maputo.

 

 SENIORES MASCULINOS ENTRAM EM CENA

Arranca, sexta-feira, o Torneio de Abertura de Basquetebol em seniores masculinos com a disputa de duas partidas. O Maxaquene “B” recebe, às 19h45, o Ferroviário de Maputo “B”, enquanto a A Politécnica terá pela frente, no seu pavilhão, o conjunto de Bravos do Norte. Estes jogos estão inseridos na 1ª jornada do grupo “A” desta prova que vai movimentar dez formações divididas em dois grupos.

Os escalões de formação também vão evoluir sábado e domingo, com a realização de partidas referentes à 3ª e 4ª jornadas do Torneio de Abertura em iniciados, juvenis e juniores em ambos os sexos.

Quadro de jogos:

Sexta-Feira:

Pavilhão do Maxaquene 

17h45

Maxaquene vs Lazio/seniores femininos

19h45

Maxaquene B vs Ferroviário A/seniores masculinos

 

Pavilhão da A Politécnica  

18h30

A Politécnica vs Bravos do Norte/ seniores masculinos

 

Pavilhão da UEM  

18h30

Costa do Sol vs Ferroviário A /seniores femininos

 

Campo do Ferroviário

Sábado:

13h00

Lazio vs Desportivo /juvenis femininos

14h30

Bela Rosa vs Ferroviário/juvenis femininos

16h00

Ferroviário B vs Desportivo /seniores femininos

 

 Pavilhão do Desportivo (Anexo)

13h00

Ferroviário A vs Desportivo/ Iniciados femininos

14h30

Maxaquene vs Ferroviário B/Iniciados femininos

16h00

Ferroviário A vs Costa do Sol / Iniciados masculinos

 

Domingo:

 

Campo do Ferroviário

8h00

Ferroviário B vs Lazio/juniores  femininos

9h30

Bela Rosa vs Ferroviário A /juniores femininos

11h00

Ferroviário vs Lazio/juniores masculinos

 

Pavilhão do Desportivo (Anexo) 

8h00

Ferroviário B vs Costa do Sol /iniciados masculinos

9h30

Maxaquene vs Bela Rosa /iniciados femininos

 

SELECÇÃO SÉNIOR MASCULINA DE BASQUETEBOL SEGUE HOJE PARA ANGOLA

A selecção nacional de basquetebol sénior masculino deixa, esta quinta-feira, Maputo com destino a Angola, onde, entre os dias 17 e 19 de Junho, vai disputar o Torneio Internacional de Benguela.

O conjunto orientado por “coach” Miguel Guambe parte para esta competição com o objectivo de rodar atletas, tendo em conta os compromissos no Afrocan, prova reservada aos jogadores que evoluem nos campeonatos internos e que qualifica para o próximo “Afrobasket”.

Ismael “Timo” Nurmamade Elves “Stam” Honwana são os grandes ausentes na selecção nacional de basquetebol, alegadamente por motivos académicos e lesão, respectivamente.

Os campeões nacionais pelo Ferroviário da Beira justificaram a ausência à Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB).

Moçambique estreia-se, sexta-feira, às 18h00, diante de Cabo Verde, numa partida a realizar-se no pavilhão Acácias Rubras.

Os cabo-verdianos foram os primeiros a chegar ao palco da competição, sendo que o seleccionador deste país, Emanuel Trovoada, diz que a prova é de todo importante para os conjuntos que vão dar corpo a si.

Em entrevista à Rádio 5 de Angola, Emanuel Trovoada frisou que a competição “servirá de antecâmara preparatória da sua selecção que, mesmo desfalcada, quer estar em grande na janela de Kigali, no Ruanda”.

Ainda a contar para a 1ª jornada do Torneio Internacional de Benguela, as  selecções principais e de sub-23 de Angola defrontam-se às 16h00.

Os angolanos preparam-se para a segunda janela de apuramento ao Mundial de basquetebol de 2023, prova a realizar-se de  27 de Junho a 5 de Julho próximo, na Costa do Marfim.

O Campeonato do Mundo de Basquetebol realiza-se em três países, nomeadamente Japão, Filipinas e Indonésia.

Entretanto, o chefe de departamento do Gabinete Provincial dos Desportos de Benguela, João Gabriel, assegurou à agência “Angop” estarem criadas todas as condições logísticas para que a prova decorra sem sobressaltos.

O responsável referiu que “a polícia, a rede hoteleira e os meios de transporte para as selecções de Angola, A e Sub-23, Cabo Verde e Moçambique estão em prontidão”.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE