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O País – A verdade como notícia

Os judocas moçambicanos que conquistaram três medalhas no africano da modalidade, no Quénia, preparam-se para os mundiais. As provas vão ter lugar no próximo mês, na Bósnia e no Equador.

O Campeonato Africano de Judo, cujo epílogo foi no Quénia, ficou para a história. Três medalhas – uma de ouro e duas de bronze – constituem o saldo da participação moçambicana no africano da modalidade. Os judocas Shenidy Tsemane, Jennie Muneme e Paulo Ribeiro Júnior a deixarem a sua marca.

Ora, agora as atenções estão viradas para os mundiais da Bósnia e Equador, onde os judocas moçambicanos pretendem voltar a cometer a proeza tida no “africano”. A memória fresca do “africano” ainda paira na mente dos representantes moçambicanos na competição, de tal sorte que, para Shenidy Tsemane, foi uma experiência única. Não é para menos, é a primeira vez que ela conquistou uma medalha de ouro numa prova desse quilate.

“É gratificante ter ganho uma medalha de ouro pela primeira vez na minha carreira e, como se não bastasse, numa prova de dimensão do “africano”, diz Sheniy. Ainda vive intensamente o momento, mas sem embandeirar em arco, pois sabe do desafio que lhe espera pela frente: o mundial da Bósnia, prova na qual espera fazer mais um brilharete.

O objectivo é claro, como, aliás, ela faz questão de dizer: “trazer outra medalha de ouro”. Jennie Muneme ainda está na ressaca do “africano”, mas com os pés bem assentes ao chão. Mais do que conquistar uma medalha de bronze, a judoca moçambicana diz ter aproveitado a competição para adquirir experiência, através do contacto com atletas de outras paragens de África.

“Já me estou a preparar para o mundial. Pretendo, nesta competição, deixar a minha marca. O “africano” serviu como um elemento motivacional para mim, pois saí desta competição mais fortalecida”, explica.

Quem também já tem o seu nome estampado no panteão do judo africano, é Paulo Ribeiro Júnior, ao conquistar uma medalha de bronze, naquela que, à semelhança da Shenidy Tsemane, foi a sua primeira “aventura” em competições desta magnitude.

“Foi uma prova muito competitiva, tendo em conta que havia judocas muito fortes. No início da competição, estava muito nervoso, mas depois fui soltando-me, daí ter obtido uma medalha de bronze”, observa Paulo Ribeiro. A próxima etapa é marcar presença no mundial, cujo evento vai ser nas terras sul-americanas, no caso no Equador.  Paulo Ribeiro quer, mais uma vez, fazer ecoar o hino nacional, razão pela qual se tem preparado afincadamente para esta competição.

O internacional moçambicano, Luís Miquissone, está recuperado da lesão no tornozelo que o afastou dos relvados desde Maio passado.

Com a sua recuperação, o jogador moçambicano voltou a ser chamado aos convocados do Al Ahly do Egipto, agora sob comando do português Soares.

Miquissone foi chamado no embate deste domingo entre a sua equipa, o Al Ahly, diante do Al Gouna, que terminou com a vitória dos campeões egípcios por duas bolas sem resposta. Ainda assim, o prodígio de Angónia não saiu do banco, mas com boas indicações de vir a ser opção nos próximos jogos do Al Ahly.

Nas redes sociais, o internacional moçambicano agradeceu o apoio que recebeu dos seus seguidores, mostrando-se feliz pelo regresso aos campos.

“É muito bom ter este toque novamente, depois de muito tempo. Muito obrigado a todos pelo apoio que me deram”, escreveu Miquissone na sua conta das redes sociais.

Depois de um início de época em que oscilou entre a titularidade e o banco, chegando a fazer alguns golos pela equipa egípcia, mesmo não sendo de total confiança de Pitso Mosimane, Luís Miquissone acabou por contrair uma lesão no tornozelo que o afastou dos relvados por cerca de 12 semanas, falhando vários jogos dos Al Ahly, quer no campeonato egípcio, quer na última fase da Liga dos Campeões, bem como na Taça daquele país do Norte de África.

Ademais, Miquissone falhou os dois jogos dos Mambas, de arranque da fase de qualificação ao Campeonato Africano das Nações, Costa do Marfim 2023, diante do Ruanda e Benim.

Com este regresso aos relvados, abre-se espaço para que comece a actuar no Al Ahly, bem como uma chamada à selecção nacional de futebol, em Setembro próximo, na dupla jornada diante do Senegal, para a terceira e quarta jornadas do grupo L de qualificação ao CAN 2023.

Actualmente, o Al Ahly do Egipto ocupa a 3ª posição do campeonato local, com 51 pontos em 24 jogos, a nove do líder da prova, e com dois jogos em atraso, já que a liga egípcia rodou até agora 26 jornadas.

Esta quarta-feira, defronta o Misr Lel Makasa, em partida de atraso do Al Ahly, num jogo que pode marcar o regresso aos relvados para o jogador moçambicano.

Recorde-se que Luís Miquissone está a ser pretendido por dois colossos do futebol africano, nomeadamente, o Simba da Tanzânia, clube que representou durante duas temporadas e conquistou vários títulos, e o Mamelodi Sundowns da África do Sul, clube que o havia contratado em 2017 à União Desportiva de Songo, sem sucesso.

Para além destes dois clubes africanos, Miquissone é, também, cobiçado por clubes asiáticos e europeus.

Os árbitros internacionais de basquetebol Nilton Macamo e Maria Liliana e a comissária Carlota Pene foram nomeados pela FIBA-Africa para dirigir jogos do Campeonatos Africanos de Basquetebol sub-18 em masculinos e femininos, provas a realizarem-se de 4 a 14 e Agosto, em Antanarivo, Madagáscar.

Uff! Depois de uma “seca”, a nova geração de árbitros internacionais de basquetebol pode suspirar de alívio.

Os árbitros moçambicanos estão, novamente, na órbitra pelo menos na órbitra dos “Afrobaskets” de formação, em que o país já não compete ao nível de selecções desde 2018, ano em que foi vice-campeão feminino de sub-18 em pleno pavilhão do Maxaquene.

Com as carteiras de internacionais homologadas em Setembro de 2021 por um período de dois anos (2021 -2023), Nilton Macamo e Maria Liliana foram indigitados como árbitros neutros dos “Afrobaskets” masculino e feminino sub-18.

Nilton Macamo e Maria Liliana estiveram presente, em Dezembro do ano passado, nos jogos do Conselho do Desporto da União Africana Região V (AUSC), em Maseru, no Lesotho.

Macamo, que tem a carteira “black license”, conta ainda na sua curta carreira internacional com nomeações para as pré-eliminatórias de acesso ao “Afrobasket” masculino, em Janeiro de 2020, no Zimbabwe.

Internamente, o árbitro internacional marcou presença na Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal de 2019, em Maputo; numa prova ganha superiormente pelo Ferroviário de Maputo, e 2022, competição na qual o Ferroviário da Beira ergueu o troféu para o céu no pavilhão do Maxaquene. Na arbitragem desde 2013, começou efectivamente a apitar em 2017, tendo, dois anos depois, dirigido partidas do Campeonato Nacional de basquetebol de juvenis, em Chimoio. Há a assinalar a sua indicação como um dos árbitros que apitou a fase de apuramento para a Basketball Africa League (BAL) na capital do país, em 2021.

Com carteira de internacionais “green license”, Maria Liliana fez parte do leque de juízes indigitados pela Comissão Nacional de Árbitros para apitar jogos do Torneio de Apuramento à Liga Africana de Basquetebol, no pavilhão do Maxaquene, Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal de 2022.

Na sua folha de serviço, que deve ainda melhorar as suas qualidades para ser invejável, consta ainda internamente a presença em Campeonatos Nacionais de juniores masculinos e femininos, em 2018, na capital do país.

O “coach” adjunto do Ferroviário da Beira, Nilton Manheira, tomou parte de 19 a 21 de Julho, em Abidjan, Costa do Marfim, na 2.ª edição do curso de treinadores de basquetebol, uma acção de formação supervisionada pelos instrutores da FIBA Cheikh Sarr (Senegal) e Nour Amri (Marrocos). Manheira deverá obter um certificado de instrutores de nível 1.

O saber não ocupa espaço! Ainda para mais com a tendência permanente de actualização das metodologias de treinamento, alicerçadas na necessidade de maior enquadramento científico e planificação e sistematização das unidades de treino.

Atenta a esta necessidade, e é “mister”  que assim seja,  a Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB) enviou Nilton Manheira, “coach” adjunto da equipa principal de basquetebol do Ferroviário da Beira para uma acção de formação e refrescamento havida em Abidjan, Costa do Marfim, entre os dias 19 e 21 de Julho corrente.

Para além de Nilton Manheira, esta acção de formação, que tem como foco desenvolver vários instrutores não só no continente africano como também em outras esferas do globo, contou, curiosamente, e facto destacado pela FIBA-África, com a participação de três treinadoras de igual número de países.

Trata-se de Adoro Everlyne Kedogo Yosser Hedia (Tunísia), Helina Randrianjatovo (Madagáscar) e (Quénia).

É facto que os treinadores que “passarem não serão apenas treinadores em seus países, mas a FIBA também os indicará para realizar cursos em todo o mundo”, destacou o instrutor Nour Amri do Marrocos.

O curso pretende dotar às federações filiadas na FIBA-África de instrutores locais que possam, doravante, transmitir os seus conhecimentos aos demais.

“É por isso que precisamos de ter certeza de que essas pessoas estarão nos padrões da WABC antes de certificá-los. Até agora, temos nove instrutores FIBA-África e FIBA WABC nível 1 e temos dois instrutores de instrutores: Cheick Sarr e eu”, acrescentou.

Este curso levou à Abidjan, Costa do Marfim, algumas das referências obrigatórias da modalidade da bola ao cesto em matérias de treinamento, nomeadamente, Aladji Dicko, “coach” que conduziu o Mali à conquista de dois anéis no Campeonato Africano sub-18 de 2018 e 2020, feitos que valeram a honrosa qualificação ao Mundial de basquetebol de 2019.

Outrossim, há a destacar a presença de Blaise Amalabian, ex-internacional basquetebolista costa marfinense, e Moise Mutokambali, ex-“coach” do Ruanda.

Em declarações ao sítio “FIBA.basketball”, Moise Mutokambali, a vestir actualmente o cargo de director técnico nacional da Federação Ruandesa de Basquetebol (FERWABA), disse que a sua participação no curso teve que ver com a necessidade de “ajudar os treinadores a desenvolverem as suas capacidades no jogo”.

Moise Mutokambali não podia ser mais claro: “Gosto muito do desenvolvimento do jogo, do desenvolvimento dos jogadores, mas, para ter bons jogadores, é preciso ter bons treinadores. E, para se ter bons treinadores, é preciso ter bons instrutores. Estou aqui para treinar como treinar treinadores, e, acima de tudo, como ajudar o treinador a desenvolver seus jogadores.”

Das selecções de expressão portuguesa, destaque para Angola, que, na deslocação às Maurícias, regressou com uma vantagem confortável, que garante uma qualificação à próxima eliminatória de acesso ao CHAN 2023.

Angola venceu, sábado, em Port Louis, as Ilhas Maurícias, por 2-0, em jogo da primeira mão da primeira da eliminatória qualificativa. O resultado expressa, claramente, a superioridade evidenciada pelo combinado angolano, que cria, assim, um ambiente favorável para o confronto da segunda mão em Luanda.

Os comandados de Pedro Gonçalves mais não fizeram além de aplicar, em rigor, aquilo que assimilaram ao longo da preparação que tiveram para este compromisso. De resto, a equipa entrou para o campo desinibida, fazendo um jogo solto, e com um à-vontade que, decerto, causou algum incómodo ao adversário.

O primeiro golo chegou, naturalmente, aos 13 minutos, com Tó Carneiro a cobrar um livre directo com fita métrica, a abrir o marcador.

O que para os maurícios parecia ser um mero atrevimento dos angolanos, com desejo de mostrar o seu poder de força a começar, passou a ser um aviso sério. Chamados a correr atrás do prejuízo, não obtinham sucesso, porque a defesa dos Palancas montada com Razão, Danilson, Kinito e Tó Carneiro estava certeira na neutralização das suas acções ofensivas.

O segundo golo de Angola, aos 65 minutos, resultou de um auto-golo da central Balisson, que, na tentativa de fazer um passe com o peito ao guarda-redes, após um cruzamento de Megue, foi infeliz. Nada mau para o começo. O jogo da segunda mão acontece no dia 30 do corrente mês, no Estádio 11 de Novembro.

Já a selecção de Cabo Verde perdeu este domingo, por 2-0, diante da sua congénere da Serra Leoa, no Estádio Marrakech, em Marrocos, em partida da primeira eliminatória de qualificação para o CHAN 2023.

Um resultado comprometedor para as aspirações dos “Tubarões Azuis”, que estão obrigados a anular esta desvantagem em jogo da segunda eliminatória, agendada para quarta-feira, dia 27, no mesmo estádio, para se apurar para a segunda fase.

A selecção da Guiné-Bissau, por seu turno, perdeu, sábado, diante da sua congénere da Gâmbia por uma bola a zero, em jogo da primeira ronda da qualificação para o Campeonato Africano de Nações (CHAN).

O jogo foi disputado em Marrocos na sequência da interdição dos estádios de ambos os países pela CAF, por falta de condições para competições internacionais.

A partida contou com um número considerável de adeptos nas bancadas. O jogo foi equilibrado, sem grandes situações de golo, mas a equipa adversária da Guiné-Bissau conseguiu marcar o único golo da partida na primeira parte, aos 10 minutos, por Alieu Barry.

Salienta-se que as duas selecções voltam a jogar a segunda mão da eliminatória para o CHAN 2022 no dia 26 do mês em curso, em Marrocos.

A 7ª edição do CHAN será realizada na Argélia, em Janeiro de 2023. O torneio foi inicialmente agendado para Julho e Agosto deste ano, mas a CAF remarcou-o na sequência do adiamento da última edição do CAN devido à pandemia da COVID-19.

 

ALGUNS RESULTADOS DE QUALIFICAÇÃO AO CHAN

Moçambique 0-0 Zâmbia

Malawi 0-0 Zimbabwe

Maurícias 0-2 Angola

Comores 0-1 África do Sul

Seychelles 0-1 Madagáscar

Botswana 0-0 eSwatini

Gâmbia 1-0 Guiné-Bissau

Serra Leoa 2-0 Cabo Verde

O antigo presidente da Federação Moçambicana de Atletismo, Shafee Sidat, apela às autoridades para que sejam céleres na tramitação do processo de pedido de nacionalidade do treinador português, Alberto Lário.

A detenção e a consequente notícia do repatriamento do treinador português, Alberto Lário, continua a alimentar muitos debates e a suscitar várias reacções, com uns a condenarem e outros a considerarem que a decisão foi justa.

O antigo presidente da Federação Moçambicana de Atletismo, Shafee Sidat, diz que é a favor da legalidade, mas considera que é preciso que as autoridades sejam céleres na tramitação de processos. Para si, não faz sentido que o pedido de nacionalidade moçambicana, por parte de Alberto Lário, ainda não tenha sido respondido, volvidos seis anos.

“Trabalhei com Alberto Lário durante o tempo em que fui presidente da federação. Aliás, fui uma das pessoas que o ajudaram a adquirir o DIRE”, disse Shafee Sidat, tendo acrescentado que as autoridades deveriam, no mínimo, dar uma resposta ao pedido do técnico, positiva ou negativa, pois passa muito tempo após ele ter submetido o pedido de nacionalidade moçambicana.

Sidat diz, ainda, que Alberto Lário tem dado o seu contributo para o desenvolvimento do atletismo moçambicano, estando, como fruto do seu trabalho, a criar campeões.

“Lário é uma pessoa comprometida com a causa do atletismo moçambicano. Com o seu próprio dinheiro, ele tem apostado em novos talentos, dando-lhes toda a assistência necessária.”

Por essa razão, ainda que não seja a favor da ilegalidade, diz que se deveria dar outro tratamento a pessoas que, sendo estrangeiras, têm sido uma mais-valia para o país, como é o caso de Alberto Lário.

“Há muitas pessoas que estão, até hoje, à espera da regularização da sua documentação. Algumas nem sequer vão trazer algum benefício ao país, contudo há aqueles que querem contribuir para o nosso desenvolvimento”, observa o antigo presidente da FMA.

Entretanto, Alberto Lário não mais será repatriado para o seu país de origem, tendo-lhe sido dada a oportunidade de legalizar a sua documentação. O técnico está, neste momento, internado numa das unidades sanitárias da capital do país. Suspeita-se que o mesmo tenha contraído a COVID-19 na cadeia em que está detido desde a semana passada.

Os Mambas empataram ontem, sem abertura de contagem, diante da Zâmbia, em partida da primeira mão da primeira eliminatória de acesso à fase final do CHAN, Argélia 2023. Ernan foi o homem do jogo ao salvar os Mambas de sofrerem vários golos e Nelson acabou por ser o que mais desperdícios teve nos Mambas. Fica tudo em aberto para o embate da segunda mão, próximo domingo, em Lusaka.

Jogo frenético, com vários momentos, emoções, jogadores de destaque, tanto pela positiva, assim como pela negativa, e o nulo a prevalecer, este domingo, no regresso dos Mambas ao Estádio Nacional do Zimpeto.

Ernan acabou por ser a unidade mais valiosa dos Mambas, contrastando com a pouca produtividade demonstrada por Telinho e Isac, bem como a falta de capacidade de pensar em golo, por parte de Nelson, que desperdiçou várias oportunidades.

Os Chipolopolo podiam ter saído do Zimpeto com uma vitória gorda, e os Mambas só se podem queixar de si mesmos, para não terem terminado o jogo com um resultado positivo.

 

APOSTAR NUMA EQUIPA OFENSIVA

O seleccionador nacional, Chiquinho Conde, apostou numa equipa bastante ofensiva, ainda que tenha sido fiel ao seu sistema de 4-2-3-1. Ernan voltou a ser confiado para a baliza e uma defensiva quase compacta com a dupla da Black Bulls no centro, nomeadamente, Martinho e Nené, estando nas laterais os defesas da União Desportiva de Songo – Edmilson e Infren.

Adiantados do sector defensivo, Chiquinho Conde optou por Shaquille e Dário Melo, que tinham a responsabilidade de fazer o primeiro tampão, mesmo sabendo que faltava um homem mais possante e experiente, capaz de travar as acções ofensivas do adversário. O Conde arriscou!

Telinho, João Bonde e Nelson Divrassone foram os homens escalados para apoiar o ataque, entregue, inicialmente, a Isac de Carvalho.

E a primeira parte foi de total sufoco para a baliza moçambicana, com os zambianos a serem mais ameaçadores do que os Mambas. Afinal, mesmo fora de portas, gabavam-se de ostentar o título regional e, por isso, entraram com tudo, a tentar desmontar toda confiança que os Mambas tinham.

 

ERNAN, O SALVADOR

O guarda-redes moçambicano, Ernan, acabou por ser o herói da primeira parte ao defender várias situações de golos.

Eric Banda foi o primeiro a testar Ernan, num remate forte, com Martinho a aliviar para canto. Do canto, Allan apareceu de rompante no segundo poste, mas Ernan disse sim, mais uma vez.

Kelvin também entrou no grupo dos “examinadores” de Ernan, mas o “hidroeléctrico” mostrou que tinha muita energia para defender as redes nacionais.

Facto mesmo é que os Mambas é que praticavam o melhor futebol em campo e até tinham convicção, algo que faltou a Telinho, numa das poucas jogadas de destaque da primeira parte dos Mambas, que, bem servido por Nelson, deixou a bola passar por cima da sua cabeça.

Perto do intervalo, a Zâmbia voltou à carga e Patrick esteve à beira de marcar, num remate à entrada da área, mas também não conseguiu enganar Ernan.

A fechar a primeira parte, foi Isac a ter o golo nos pés, mas não acreditou na oferta da defensiva adversária e entregou deliberadamente a bola ao guarda-redes contrário.

 

NELSON, O DESPERDIÇADOR

Na etapa complementar, as grandes oportunidades continuavam a acontecer na mesma baliza da primeira parte. Mas, agora, era a selecção de Moçambique a ter oportunidades de marcar e a Zâmbia a defender.

Ainda assim, foram os Chipolopolo que voltaram a entrar fortes e, na única oportunidade clara que tiveram, Eric Banda não aproveitou a oferta de Martinho e atirou por cima.

Depois veio uma sequência de desperdícios de Nelson. Primeiro a aparecer em boa posição, a atirar forte, mas contra um defesa, com a bola ainda a resvalar na mão, mas o árbitro a não considerar.

Depois, atirou à malha lateral quando tinha duas linhas de passe, mas foi egoísta e, mais tarde, bem servido por Lau King, num passe magistral e de génio, Nelson tremeu perante a saída do guarda-redes zambiano e acabou por cometer falta.

Com tantos desperdícios, terminou o jogo com o nulo a prevalecer e tudo  aberto para o jogo da segunda mão, em Lusaka, próximo domingo.

 

CHIQUINHO CONDE GANHA NAS SUBSTITUIÇÕES

Se a primeira parte foi de domínio total dos Chipolopolo, muito se deve à fraca ligação dos sectores em campo. A defensiva tinha muito excesso de confiança e Nené, por diversas vezes, deixou os moçambicanos com o coração nas mãos, de tantas vezes que entregou a bola ao adversário em zona perigosa.

No meio campo, Shaquile e Dário até faziam um bom trabalho, mas apenas quando era para acções defensivas, porque não atinavam com os homens da frente, principalmente com Telinho e Isac.

João Bonde era o homem que parecia o distribuidor, mas pouco tinha a bola e o seu papel acabou por não se fazer sentir. Telinho e Isac eram os menos produtivos e, desde logo, eram “cobiçados” à primeira substituição.

Mas só na segunda parte é que Chiquinho Conde fez as alterações necessárias e abriu ainda mais o jogo, com as entradas de Yude, Melque, Lau King e Danilo, para os lugares de Telinho, João, Isac e Nelson, respectivamente. A partir daí, os Mambas tiveram um pendor ofensivo bastante forte, mas a finalização é que pecava.

O seleccionador nacional prometeu continuar a trabalhar o ataque, para que, na Zâmbia, cheguem aos golos desperdiçados em Maputo.

FICHA TÉCNICA DOS MAMBAS

  1. Ernan
  2. Edmilson
  3. Martinho
  4. Nené
  5. Infren
  6. Shaquile
  7. Dário Melo
  8. Telinho
  9. João Bonde
  10. Nelson Divrassone
  11. Isac de Carvalho

SUPLENTES UTILIZADOS

  1. Yude
  2. Melque
  3. Lau King
  4. Danilo

SUPLENTES NÃO UTILIZADOS

  1. Victor
  2. Ivan
  3. Danito
  4. Ling
  5. Fóia

A moçambicana Shenidy Tsemane é campeã africana de judo, depois de ter conquistado a medalha de ouro na categoria -57kg. O Campeonato Africano de Judo decorre em Nairobi, Quénia, até domingo.

É a primeira vez em que o hino nacional é entoado em Nairobi, nos africanos de judo. Tudo graças à medalha de ouro conquistada por Shenidy Tsemane, nos -57kg, no judo feminino.

A judoca moçambicana Shenidy tsemane venceu a sua adversária camaronesa com golpes fortes, elevando, assim, a bandeira moçambicana.

Mas não foi a única medalha que o país conquistou no primeiro dia do Campeonato Africano de Judo. Paulo Jr. também subiu no pódio, para receber a medalha de bronze, nos -66kg masculinos.

São as primeiras grandes medalhas nesta modalidade, depois do bronze alcançado por Kevin Loforte, no Senegal, em 2021.

O Campeonato Africano de Judo, que decorre em Nairobi, teve início a 21 e termina no dia 24 do corrente mês.

Na mesma modalidade, já nos Jogos da Commonwealth que decorrem de 28 de Julho a 8 de Agosto, Moçambique estará representado por três atletas –  Jacira Ferreira, Narciso Matos e Mauro Nassone – que estão a cargo do seleccionador Adriano Cândido.

O vencedor do Torneio de Abertura da Cidade de Maputo, em Futebol de Praia, será homenageado este sábado. Trata-se da formação de Ntsondzo, equipa que, nos últimos anos, se tem evidenciado nessa modalidade.

A gala, que, ao que apurámos, é  organizada pelo próprio clube e seus parceiros, tem como principal objectivo reconhecer o desempenho dos seus jogadores, treinadores e outros intervenientes pelo esforço que empreenderam até conquistar o Torneio de Abertura.

O evento contará com a presença de figuras de proa no panorama do desporto nacional, assim como de destacadas figuras do Estado.  O destaque será, sem dúvidas, a presença do melhor jogador e marcador de África, Nelson Manuel, que também será homenageado, por elevar bem alto o nome de Moçambique na região, no continente e no mundo.

No evento, haverá premiação aos jogadores da equipa que mais se notabilizaram durante a realização da prova. A direcção do clube entende que, com a homenagem, os atletas poderão ganhar mais motivação, facto que poderá contribuir para a conquista de mais títulos, bem como no engrandecimento do Futebol de Praia na Cidade de Maputo.

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