Skip to main content

O País – A verdade como notícia

O Secretário de Estado do Desporto, Carlos Gilberto Mendes, encorajou os atletas moçambicanos que vão representar o país nos Jogos da Commonwealth, que terão o seu arranque amanhã, em Birmingham, no Reino Unido.

O governante moçambicano, que se juntou à delegação moçambicana esta semana, dedicou, esta quarta-feira, o seu tempo para interagir com os atletas moçambicanos das cinco modalidades pelas quais o país se fará representar neste que é um dos mais representativos eventos desportivos mundiais.

Gilberto Mendes encorajou os atletas, referindo que todos os moçambicanos vão acompanhar a sua prestação, que, conforme disse, deve significar como um elemento motivacional para os mesmos.

Mendes explicou aos atletas que não estão sozinhos, pelo que podem contar com o apoio dos 30 milhões de moçambicanos e não apenas com os oficiais da delegação. O Estado está com eles. Interagindo com os atletas, Gilberto Mendes disse, ainda, que “vim passar-vos estímulo e incentivo para que entrem com tudo nesta prova, até porque têm qualidade para tal”, disse Gilberto Mendes.

Face à prestação de alguns atletas nos eventos internacionais, como é o caso das pugilistas Alcinda Panguane e Rady Gramane, que conquistaram, recentemente, no mundial da modalidade, medalhas de prata e bronze, respectivamente, há desafios que são colocados, sem, contudo, se descurar a possibilidade de chegar às medalhas.

“Trabalhem a sério, porque os adversários já vos conhecem e vos respeitam. Ora, devem encarar os vossos adversários com humildade”, desafiou Mendes.

Além de acompanhar a participação dos atletas moçambicanos nos jogos, Gilberto Mendes participou na Assembleia Geral da organização da Commonwealth Games, tendo destacado a importância e o papel do desporto na preservação da saúde, para além da necessidade de aumentar os investimentos no desporto.

Gilberto Mendes explicou as linhas de força que nortearam a assembleia-geral. “Uma das decisões finais desta reunião que interessa a Moçambique é a necessidade de aumentar os investimentos no desporto, tornar o desporto numa área muito importante para o desenvolvimento da sociedade”, disse Gilberto Mendes.

 

LURDES MUTOLA INTERAGE COM ATLETAS

Os atletas moçambicanos que tomarão parte dos Jogos da Commonwealth contaram, esta quarta-feira, com uma visita especial. Trata-se da mais medalhada atleta moçambicana de que o país tem memória: Maria de Lurdes Mutola.

Nas vésperas do arranque da competição, a campeã olímpica dos 800 metros, interagindo com os atletas, reavivou a sua memória para falar da sua experiência como atleta de alto nível, como forma de encorajar os atletas a darem o seu melhor a cada prova que tiverem que enfrentar em Birmingham.

Com um saldo de duas medalhas de ouro, nos Jogos da Commonwealth, Mutola falou da sua participação nesta competição, explicando que é preciso que os atletas não se desesperem sempre que as coisas não correrem bem.

 

MOÇAMBIQUE COMEÇA A COMPETIR ESTA SEXTA-FEIRA

Já estão definidos os combates de boxe e as datas e horários das provas das cinco modalidades com as quais Moçambique participa na XXII edição dos Jogos da Commonwealth, Birmingham 2022.

Alícia Mateus, Caio Lobo e Matthew Lawrence, ambos na natação, serão os primeiros a competirem, esta sexta-feira, primeiro dia de competições, no mesmo dia que Duncan Wayness vai competir na prova de triatlo. Se na natação são eliminatórias, no triatlo a prova é directa para a final e, logo a seguir, haverá a entrega de medalhas.

No segundo dia de competições, será a vez de Alícia Mateus e Caio Lobo entrarem em cena, novamente para as provas de natação, que vão decorrer até ao dia 4 de Agosto, dia em que serão conhecidos todos os vencedores de todas as categorias.

O Judo, representado por Jacira Ferreira, Mauro Nassone e Narcísio Matos, só entra em cena a 1 e 2 de Agosto, com provas que vão ser disputadas durante todo o dia.

Por seu turno, o Atletismo vai decorrer nos dias 2 a 4 de Agosto, a fase das eliminatórias, para saber se os atletas Alex Macuácua, Édio Mussacate e Ancha Mandlate garantem passagem às meias-finais e finais, respectivamente.

Finalmente, no boxe, onde residem as maiores esperanças de medalhas, o nosso país começa a competir a 31 de Julho, domingo, com o primeiro combate da Helena Ismael Bagão, na categoria dos 48-50kg, que vai defrontar a indiana Zarren Nikhat. A vencedora desse combate vai ter pela frente Helen Jones, isenta do primeiro combate.

Os restantes pugilistas moçambicanos só entram em cena nos quartos-de-final, com Tiago Muxanga a estrear-se na competição, diante do vencedor do combate da primeira ronda entre o camaronês Albert Mengue Ayissi e o escocês Stephen Newns. Caso vença o seu combate dos “quartos”, Muxanga poderá encaixar, no mínimo, a medalha de bronze.

Alcinda Panguane e Rady Gramane só entram no ringue a 3 de Agosto, também para os quartos-de-final. Alcinda Panguane, medalha de prata nos mundiais da Turquia, espera pela vencedora do combate entre a camaronesa Clotilde Essiane e a barbada Kimberly Gittens, nos 66-70 Kg.

Por seu turno, Rady Gramane, que vai jogar nos 70-75 Kg, terá pela frente a vencedora do combate entre Ornela Sathood (Gana) e Kerry Davis (Inglaterra).

O último pugilista moçambicano a entrar em cena será Armando Sigaúque, na categoria dos 51-54 Kg, que vai defrontar James Dylan Eagleson, da Irlanda do Norte, também isento da primeira ronda.

Os pugilistas que vencerem seus combates nos quartos-de-final garantem, no mínimo, a medalha de bronze.

A selecção nacional de futebol parte, esta sexta-feira, para Lusaka, capital zambiana, para o embate da segunda mão da primeira eliminatória de acesso ao CHAN da Argélia, em 2023. O seleccionador nacional e o capitão estão cientes da responsabilidade que têm pela frente, mas afiançam que de tudo vão fazer para trazer alegria aos moçambicanos.

É a última cartada para os Mambas no sonho de qualificação à fase final do Campeonato Africano das Nações para Internos, CHAN, que terá lugar na Argélia, próximo ano. É que, depois do nulo na primeira mão, domingo passado, em Maputo, tudo ficou em aberto para o embate deste sábado, em Lusaka, com as possibilidades de qualificação à fase seguinte estarem divididas pelas duas selecções, de forma proporcional, pese embora a pendência a recair para o lado dos moçambicanos.

Aos Mambas bastam dois resultados, dos três possíveis, para garantir a qualificação: um empate com golos e uma vitória, por qualquer resultado. Enquanto, para os zambianos, apenas a vitória vale para garantir um lugar na próxima eliminatória.

Um empate sem abertura de contagem leva as duas equipas à marca das grandes penalidades e os Mambas já provaram, no torneio Cosafa, que têm especialistas para os remates da marca dos 11 metros, quer a marcar, quer a defender.

É por isso que, nos treinos realizados em solo pátrio, o seleccionador nacional priorizou, também, a marcação das grandes penalidades, a prever um empate sem golos.

 

IR À ZÂMBIA PARA REPETIR PROEZA DE 2018

Esta será a segunda deslocação de Moçambique para Zâmbia nos últimos cinco anos, concretamente em 2017, aquando da qualificação ao CAN 2019. Nesse jogo, os Mambas lograram alcançar a primeira vitória na história dos confrontos directos, por uma bola sem resposta, com golo de Ratifo para lá dos 90 minutos.

No jogo de volta, no Zimpeto, em 2018, os Mambas voltaram a vencer, pelo mesmo resultado, desta vez com golo de Reginaldo.

Desta vez, sem Ratifo, sem Reginaldo e sem nenhum dos jogadores que actuam fora de portas, as duas selecções cruzaram-se primeiro no Zimpeto e terminaram com nulo. De volta a Lusaka, a expectativa é repetir a proeza de 2017. Vale dizer que se trata do encontro entre o Moçambola e a MTN/FAZ Super Division, ou seja, os campeonatos dos dois países.

Os Mambas levam consigo o facto de, depois de mais de 20 anos, nunca terem tido uma sequência de resultados positivos diante da Zâmbia, chegando agora a quatro jogos seguidos, sem perder, ou seja, duas vitórias e dois empates. Por isso a expectativa de manter a senda dos bons resultados e conseguir uma vitória ou um empate, com golos, que garanta a qualificação à última eliminatória de acesso ao CHAN 2023, que terá lugar na Argélia.

 

MISSÃO ESPINHOSA, MAS NÃO IMPOSSÍVEL

Na hora de partir para Lusaka, o seleccionador nacional, Chiquinho Conde, diz que esta é uma missão espinhosa e os jogadores devem estar cientes disso. “Desde o início, era uma missão espinhosa e que poderíamos tê-la tornado mais fácil, se tivéssemos concretizado, pelo menos, um golo. Mas o cenário é esse, e empatamos o jogo”, diz Conde.

Para este, a eliminatória está em aberto e “são mais de 90 minutos de um jogo, agora fora. Agora é preciso sermos perspicazes e astutos para conseguirmos levar de vencida esta eliminatória, porque não se trata só de um jogo, mas trata-se, fundamentalmente, de uma vitória que todos os jogadores e toda a sociedade querem”, assume o técnico.

Aliás, Chiquinho Conde está ciente do desejo de ver os Mambas na fase final desta competição e não esconde que o desejo é mútuo. “Esta é uma grande possibilidade que nós temos e, no futebol, nós temos sempre a oportunidade de, rapidamente, no jogo seguinte, nos redimirmos daquilo que não fizemos no jogo anterior”, esclarece.

E o que não aconteceu no jogo do Zimpeto foram golos, pelo que o seleccionador nacional diz que “agora queremos frutificar isso e ver se conseguimos concretizar na Zâmbia”, recordando o lema do conjunto: “se não der para ganhar, pelo menos não dá para perder”.

 

SERENIDADE E TRANQUILIDADE EXIGIDA AOS JOGADORES

A falta de golos nos Mambas tem sido uma preocupação para o seleccionador nacional, que, durante os trabalhos desta semana, priorizou esta componente, tanto dos avançados como dos restantes jogadores. Afinal “não é pela falta de empenho e treino que não conseguimos marcar, porque os jogadores treinam arduamente para isso”, diz Conde.

Para o jogo deste sábado, o técnico pede duas coisas: serenidade e tranquilidade. “É preciso haver serenidade, não só dos jogadores que jogam à frente, mas de todos aqueles que se envolvem naquela acção ofensiva e naquele espaço”, recomenda o seleccionador nacional.

“Espero que os jogadores tenham a serenidade e tranquilidade de o fazer. Que não tenham medo de errar nem de continuar a insistir, porque só errando é que se consegue a perfeição”, disse Chiquinho Conde, realçando que a meta agora é conseguir marcar golos na Zâmbia.

 

CHICO E MEXER RECUPERADOS

Nas sessões desta quarta e quinta-feiras, o seleccionador já pode contar com a integração de Chico e Mexer, dois jogadores que estiveram a contas com lesões, o que os impediu de disputar o jogo da primeira mão, no Estádio nacional do Zimpeto, tal como Amadou, que contraiu a COVID-19.

O técnico elogiou o regresso destes dois defesas, que os considera “bem-vindos”, até porque estão no grupo desde o início.

“Chico é um jogador experiente e Mexer é uma surpresa agradável nos jogos que fez até aqui. São dois jogadores válidos e vamos ver, até lá, qual a estratégia que vamos desempenhar nesse sector defesa”, disse Chiquinho Conde sem descurar da presença de outras unidades, casos de Fóia. “Vamos ver até lá como é que Chico reage aos treinos subsequentes para depois definirmos quem vai participar no jogo”, concluiu Conde.

 

EDMILSON DOVE

Capitão dos Mambas

“A expectativa é a mesma de sempre – entrarmos em campo para tentar ganhar jogos – e este será mais um jogo, não será nada fácil, todos nós sabemos, mas estamos confiantes, porque temos estado a trabalhar para tal. Acreditamos que, no jogo que vamos fazer contra a Zâmbia, vamos concretizar todas as oportunidades em golo e sairemos vitoriosos. Há vários outros elementos podemos melhorar, mas na finalização é onde temos pecado mais, e temos que trabalhar nisso para podermos marcar golos na Zâmbia”.

O combinado nacional trabalhou hoje, no Complexo Desportivo de Tchumene, com o ataque em destaque. Chiquinho Conde quer golos e, por isso, os avançados foram os mais sacrificados, para que tenham espírito goleador em Lusaka.

Chiquinho Conde está preocupado com a falta de golos nos Mambas, aliás, os jogadores desperdiçaram, domingo passado, uma dezena de oportunidades, diante da Zâmbia, em pleno Estádio Nacional do Zimpeto. O resultado não podia ser outro, senão o nulo.

Esta preocupação fez com que o seleccionador nacional se ocupasse nas sessões de treinos já realizados, terça e quarta-feira, no Estádio Nacional do Zimpeto e no Complexo Desportivo de Tchumene, respectivamente.

Todos os avançados dos Mambas, nomeadamente, Melque, Telinho, Isac, Lau King e Melven Choi, apoiados pelos médios mais ofensivos – Dário Melo, João Bonde e Nelson – foram incutidos a responsabilidade de garantir golos em Lusaka. Por isso, além desses trabalhos ofensivos mais aturados com os avançados, foram trabalhados os aspectos defensivos, tendo em conta que se joga fora de portas.

Chiquinho Conde sabe que a Zâmbia vai entrar balanceada ao ataque para procurar golos e já está ciente de que não pode descurar desse sector mais recuado.

Ontem, no campo da Black Bulls, os Mambas trabalharam muito as transições entre os três sectores, bem como os contra-ataques, tendo em conta a avalanche ofensiva que será empreendida pelos Chipolopolo.

Mas, mais do que isso, e já prevendo mais um empate sem abertura de contagem, o que levaria a eliminatória à marca das grandes penalidades, foram ensaiados, também, os remates da marca dos 11 metros.

Tal como foi prometido pelo seleccionador nacional, depois do embate da primeira mão, prevêem-se alterações na equipa inicial dos Mambas, comparativamente à primeira mão, podendo vir de quase todos os sectores, caso se confirme a recuperação de Chico, lesionado, e de Amadou, com COVID-19, que poderão ser os escolhidos para a defesa e meio-campo, bem como na frente do ataque, com Lau King e Melque na espreita para uma entrada inicial.

Os Mambas partem, esta sexta-feira, para Lusaka, num voo curto, com espaço ainda para o treino de adaptação ao relvado que vai acolher o jogo na tarde de sábado.

O combinado nacional trabalhou hoje, no Complexo Desportivo de Tchumene, com o ataque em destaque. Chiquinho Conde quer golos e, por isso, os avançados foram os mais sacrificados, para que tenham espírito goleador em Lusaka.

Chiquinho Conde está preocupado com a falta de golos nos Mambas, aliás, os jogadores desperdiçaram, domingo passado, uma dezena de oportunidades, diante da Zâmbia, em pleno Estádio Nacional do Zimpeto. O resultado não podia ser outro, senão o nulo.

Esta preocupação fez com que o seleccionador nacional se ocupasse nas sessões de treinos já realizados, terça e quarta-feira, no Estádio Nacional do Zimpeto e no Complexo Desportivo de Tchumene, respectivamente.

Todos os avançados dos Mambas, nomeadamente, Melque, Telinho, Isac, Lau King e Melven Choi, apoiados pelos médios mais ofensivos – Dário Melo, João Bonde e Nelson – foram incutidos a responsabilidade de garantir golos em Lusaka. Por isso, além desses trabalhos ofensivos mais aturados com os avançados, foram trabalhados os aspectos defensivos, tendo em conta que se joga fora de portas.

Chiquinho Conde sabe que a Zâmbia vai entrar balanceada ao ataque para procurar golos e já está ciente de que não pode descurar desse sector mais recuado.

Ontem, no campo da Black Bulls, os Mambas trabalharam muito as transições entre os três sectores, bem como os contra-ataques, tendo em conta a avalanche ofensiva que será empreendida pelos Chipolopolo.

Mas, mais do que isso, e já prevendo mais um empate sem abertura de contagem, o que levaria a eliminatória à marca das grandes penalidades, foram ensaiados, também, os remates da marca dos 11 metros.

Tal como foi prometido pelo seleccionador nacional, depois do embate da primeira mão, prevêem-se alterações na equipa inicial dos Mambas, comparativamente à primeira mão, podendo vir de quase todos os sectores, caso se confirme a recuperação de Chico, lesionado, e de Amadou, com COVID-19, que poderão ser os escolhidos para a defesa e meio-campo, bem como na frente do ataque, com Lau King e Melque na espreita para uma entrada inicial.

Os Mambas partem, esta sexta-feira, para Lusaka, num voo curto, com espaço ainda para o treino de adaptação ao relvado que vai acolher o jogo na tarde de sábado.

O treinador português de atletismo, Alberto Lário, terá de pagar uma multa de cerca de um milhão e quinhentos mil Meticais, por ter permanecido ilegalmente no país, desde 2019.

O “caso Alberto Lário” ainda promete muitos capítulos. Após ter sido detido pelas autoridades migratórias por se ter detectado que o mesmo residia em Moçambique de forma ilegal e consequente anúncio do seu repatriamento, Alberto Lário tem vivido momentos de muita apreensão.

O técnico português, que à altura da sua detenção ainda aguardava por um aval das autoridades sobre o seu pedido de nacionalidade moçambicana, que submetera em 2019, continua sob égide da Polícia da República de Moçambique (PRM), concretamente nas celas da 18ª Esquadra na Cidade de Maputo.

Não se sabe ao certo até quando o mesmo permanecerá detido. Enquanto isso não acontece, segundo uma fonte da Secretaria do Estado do Desporto (SED), Alberto Lário deverá pagar uma multa de um milhão e quinhentos mil Meticais, por ter permanecido ilegalmente no país.

Ainda assim, mesmo pagando imediatamente a multa em causa, terá de voltar a Portugal para, a partir de lá, tratar da sua regularização junto às representações diplomáticas e consulares de Moçambique.

 

ALBERTO LÁRIO HOSPITALIZADO

Alberto Lário encontra-se, neste momento, hospitalizado numa das unidades sanitárias da capital do país, após ter contraído a COVID-19 na cela onde está detido desde a semana passada.

“Quando estávamos a tratar o processo para o seu repatriamento, constatámos que ele testou positivo para COVID-19. Portanto, precisamos de aguardar por, pelo menos, sete dias e, neste momento, ele está isolado numa unidade de saúde”, explicou à Lusa Felizardo Jamaca, porta-voz do Serviço de Migração de Moçambique na Cidade de Maputo.

Alberto Lário, que nasceu em Moçambique e saiu do país muito novo, continua com o seu pedido de nacionalidade “pendente”, mas o Serviço de Migração de Moçambique considera que o técnico devia ter levantado a questão junto das autoridades às quais submeteu o requerimento, acrescentando não existir nenhuma prova deste pedido.

O técnico português, que treinou e apoia vários jovens atletas moçambicanos, cometeu a proeza de colocar Verónica José entre as melhores atletas mundiais em juniores femininos, numa aposta que contou com o apoio da Associação Portuguesa de Moçambique.

O campeonato mundial de atletismo em Sub 20 em Cali, Colômbia, marcado para Agosto, será a primeira grande competição internacional da corredora nos 1.500 metros, que bateu o tempo de 4.29 minutos em Braga, e tem vindo a melhorar a prestação.

A preparação para o Rally Dakar 2023 já se iniciou para o piloto moçambicano Paulo Oliveira, que, desta vez, se desafia a competir nas quatro rodas – Side by Side Vehicle (SSV).

Esta preparação arrancou na Baja da Espanha Aragón 2022, onde Paulo Oliveira sev encontra a competir, à procura da melhor forma para enfrentar a maior prova de motores do mundo, o Rally Dakar, tendo cumprido todas as etapas da competição e terminado a prova entre os 15 primeiros da categoria e no lugar 41º da geral.

A última etapa, desta segunda-feira, foi de 120 quilómetros e a dupla Paulo Oliveira e Miguel Alberty, seu companheiro de estrada, cumpriu, apesar do incidente que teve à passagem do km 100, altura em que estava no top-10.

É que a roda traseira do seu veículo SSV teve um furo e o eixo ficou empenado, o que obrigou a uma paragem que acabou por retirar o piloto dos lugares cimeiros da prova da Baja da Espanha.

Nada que tirasse brilho à boa prestação do piloto moçambicano, que considera ter sido positiva a sua participação na Espanha. “Após este incidente, tivemos que fazer 60 km em velocidade moderada, para conseguirmos chegar à final, que era o nosso objectivo principal nesta preparação para o desafio final – Dakar 2023”, disse Paulo Oliveira, citado pelo RedactorMZ.

Aliás, ainda de acordo com Paulo Oliveira, em declarações veiculadas pelo RedactorMZ, a prestação foi humilde. “A nossa prestação foi mais humilde, mas saímos com a sensação de um excelente treino feito e dever cumprido”, sublinhou o piloto moçambicano.

Assim, a dupla moçambicana vai continuar à procura de mais competições para melhorar a sua performance e encontrar a melhor forma para enfrentar as areias asiáticas que, mais uma vez, vão acolher o Rally Dakar.

Esta será a segunda vez em que o piloto Paulo Oliveira vai disputar a maior competição de motores do mundo, depois da sua estreia, em Janeiro deste ano, mas ao comando de uma motorizada, KTM 500 cc, tendo conseguido uma boa posição e prestação.

Nessa prova, que considerou ter sido feita com muito esforço, foco e determinação, Paulo Oliveira era coadjuvado por Miguel Alberty, o mesmo companheiro que, agora, será co-piloto no Side by Side Vehicle.

Os Mambas iniciaram, esta terça-feira, os trabalhos de preparação para o embate da segunda mão da primeira eliminatória de acesso à fase final do CHAN 2023, diante da Zâmbia. O seleccionador continua a trabalhar com os jogadores convocados, à excepção de Amadou, que continua a recuperar-se da COVID-19. Os jogadores estão determinados a trabalhar para alcançar um bom resultado em Lusaka.

Para trás o empate sem abertura de contagem e o fraco veneno lançado aos Chipolopolo que deixa tudo em aberto para o embate da segunda mão, este sábado, em Lusaka. E é a pensar nesse jogo que os Mambas retomaram aos trabalhos, esta terça-feira, a trabalhar nos aspectos que falharam no domingo.

Até porque é mais uma oportunidade para os Mambas alcançarem o seu objectivo de garantir lugar na segunda e última eliminatória de acesso à fase final do CHAN, que terá lugar em Janeiro e Fevereiro de 2023, na Argélia.

Apesar do resultado pouco conseguido domingo passado, os jogadores estão motivados e assumem que muito há por se trabalhar para se chegar à vitória.

Martinho, central que fez dupla com Nené, foi um dos porta-vozes dos Mambas no treino de hoje e diz que o resultado passado não deixa sequelas nos jogadores.

“Foi um bom jogo. Disputámo-lo bem, apesar do resultado, que não era o esperado”, disse Martinho Thausene, jogador da Black Bulls, que acrescentou que tudo o que aconteceu no Zimpeto faz parte do jogo.

Quem também reagiu ao empate é Nelson, um dos jogadores de destaque no embate de domingo passado. Nelson assume que “queríamos ganhar, demos tudo o que tínhamos, mas não foi fácil fazer o golo. Queríamos resolver a eliminatória em casa, mas não conseguimos marcar”.

Nelson é mais categórico e diz que, apesar do favoritismo da Zâmbia, que joga em seu terreno e com apoio do seu público, os Mambas vão procurar transfigurar-se e vencer o jogo. “O jogo é 11 contra 11 e, apesar de [os Chipolopolo] jogarem em casa, não nos tira o mérito de podermos fazer o melhor lá. Não será fácil, mas tudo é possível”, disse o camisa 7 dos Mambas.

O objectivo é único – alcançar um bom resultado na terra de Kennedy Kaunda – para garantir lugar na última eliminatória de acesso ao CHAN 2023.

“Começamos a trabalhar em vários aspectos, tal como fizemos para o jogo de domingo e estamos cientes de que é uma eliminatória e vamos a Lusaka para alcançar o nosso objectivo, que é passar esta fase”, disse Martinho, que assume: “vamos trabalhar para conseguirmos marcar golos em Lusaka”.

Os jogadores dizem que estão moralizados, mas continuam a precisar do apoio dos moçambicanos.

“Foi fantástico o apoio que tivemos dos adeptos no Estádio Nacional do Zimpeto e ficamos acarinhados. Pena que o resultado não tenha sido positivo para lhes darmos alegria. Mas prometemos que vamos dar o nosso máximo para sairmos de Lusaka com um bom resultado, que dê alegria aos moçambicanos”, disse Nelson.

O médio ala-ofensivo foi secundado pelo central Martinho, que também agradece o apoio e pede aos moçambicanos que continuem a confiar na selecção. “Pedimos que continuem a apoiar-nos, que nós iremos responder com bons resultados e alcançarmos os nossos objectivos”, garantiu Martinho.

Em solo pátrio, os Mambas vão realizar três sessões de treinos, antes da partida para Lusaka, onde voltam a cruzar, sábado, os Chipolopolo.

Os pugilistas moçambicanos dizem que a preparação que tiveram para os Jogos da Commonwealth não foi das melhores, pelo que não garantem melhores posições. Dizem, ainda, que será difícil discutir medalhas nos jogos que terão lugar em Birmingham.

Os atletas moçambicanos que vão disputar os Jogos da Commonwealth 2023 já se encontram em Birmingham, a ambientarem-se e a conhecerem o palco das competições. Foram recebidos em festa pela campeã olímpica e da Commonwealth, Tessa Sanderson, esta segunda-feira, que deixou uma mensagem de encorajamento e esperança aos atletas moçambicanos.

“Estou entusiasmada pelo facto de os Jogos da Commonwealth serem cá, em Birmingham, porque amo esta cidade e porque vocês poderão competir e encontrar várias coisas aqui, como a cultura, o entretenimento, para além de várias razões para conhecerem a cultura da cidade. Por isso, saúdo-vos e dou-vos as boas-vindas, porque eu sou a Mayor da vossa Vila dos jogos”, disse Tessa Sanderson na recepção aos moçambicanos.

Mas, mais do que a chegada da delegação toda, o boxe tem sido a modalidade mais acompanhada, não fossem os resultados alcançados, em Junho passado, por Rady Gramane e Alcinda Panguana, no Campeonato Mundial da Turquia, onde lograram as medalhas de prata e bronze, respectivamente.

Para esta sua primeira participação nos Jogos da Commonwealth, os pugilistas não se embandeiram em arco e colocam os pés bem assentes no chão. Há uma razão para isso: a fraca preparação que tiveram antes desta competição.

É que os atletas de boxe, acompanhados pelo respectivo treinador, tinham programado um estágio de 30 dias em Wednesbury, na Inglaterra, mas tudo falhou.

“Fizemos um mini-estágio razoável, porque não foi aquilo que eu gostava que fosse”, começou por dizer Lucas Sinoia, seleccionador nacional, a lamentar o facto de os pugilistas não terem cumprido o tempo inicialmente programado para a preparação, que era de 30 dias. Ademais, nesse espaço de tempo estavam agendados três combates oficiais, mas não aconteceram, o que deixa o seleccionador desgastado.

“Apenas treinamos no ginásio que não é o que estava reservado para nós e tivemos que encontrar um ginásio alternativo”, justificou Sinoia, acrescentando que o programa não foi cumprido porque “desmarcámos com as pessoas que tínhamos agendado para trabalharem connosco”.

Ainda assim, Lucas sinoia diz que “foi uma preparação razoável e espero que possamos fazer o melhor”.

 

PUGILISTAS DIZEM QUE NÃO HÁ MUITA EXPECTATIVA

Com uma preparação fora das projecções iniciais, os pugilistas não têm muitas expectativas em relação às medalhas, mas prometem representar condignamente o país.

Rady Gramane, que adquiriu medalha de bronze no Mundial da Turquia, lamenta a fraca preparação. “Nós tínhamos que ter um estágio de 30 dias e com competições internas, para fazer face a este campeonato, mas não foi isso que aconteceu. Tivemos apenas uma semana de treinos, por isso digo que implementamos o plano C e não o plano A ou B”, lamentou Gramane.

Apesar destas dificuldades, a pugilista diz que o estado de espírito é normal, embora não confiante, porque a preparação não foi a esperada. Mas promete: “darei o meu melhor!”

Aliás, Gramane não embandeira em arco e pede aos moçambicanos que “não exijam muito de mim, que só vou dar o meu melhor a todo o custo”.

Quem também promete dar o melhor de si é o pugilista Tiago Muxanga, que diz que a avaliação será vista apenas no ringue, prometendo dar o seu máximo.

“A expectativa é de dar o meu máximo, como sempre, e colocar Deus em primeiro lugar. Ao povo moçambicano prometo dar o meu máximo”, disse Tiago Muxanga.

Os Jogos da Commonwealth, Birmingham 2022, iniciam-se esta quinta-feira e decorrem até 8 de Agosto. Moçambique vai participar no Boxe, Natação, Judo, Atletismo e Triatlo.

O internacional moçambicano, Luís Miquissone, está recuperado da lesão no tornozelo que o afastou dos relvados desde Maio passado.

Com a sua recuperação, o jogador moçambicano voltou a ser chamado aos convocados do Al Ahly do Egipto, agora sob comando do português Soares.

Miquissone foi chamado no embate deste domingo entre a sua equipa, o Al Ahly, diante do Al Gouna, que terminou com a vitória dos campeões egípcios por duas bolas sem resposta. Ainda assim, o prodígio de Angónia não saiu do banco, mas com boas indicações de vir a ser opção nos próximos jogos do Al Ahly.

Nas redes sociais, o internacional moçambicano agradeceu o apoio que recebeu dos seus seguidores, mostrando-se feliz pelo regresso aos campos.

“É muito bom ter este toque novamente, depois de muito tempo. Muito obrigado a todos pelo apoio que me deram”, escreveu Miquissone na sua conta das redes sociais.

Depois de um início de época em que oscilou entre a titularidade e o banco, chegando a fazer alguns golos pela equipa egípcia, mesmo não sendo de total confiança de Pitso Mosimane, Luís Miquissone acabou por contrair uma lesão no tornozelo que o afastou dos relvados por cerca de 12 semanas, falhando vários jogos dos Al Ahly, quer no campeonato egípcio, quer na última fase da Liga dos Campeões, bem como na Taça daquele país do Norte de África.

Ademais, Miquissone falhou os dois jogos dos Mambas, de arranque da fase de qualificação ao Campeonato Africano das Nações, Costa do Marfim 2023, diante do Ruanda e Benim.

Com este regresso aos relvados, abre-se espaço para que comece a actuar no Al Ahly, bem como uma chamada à selecção nacional de futebol, em Setembro próximo, na dupla jornada diante do Senegal, para a terceira e quarta jornadas do grupo L de qualificação ao CAN 2023.

Actualmente, o Al Ahly do Egipto ocupa a 3ª posição do campeonato local, com 51 pontos em 24 jogos, a nove do líder da prova, e com dois jogos em atraso, já que a liga egípcia rodou até agora 26 jornadas.

Esta quarta-feira, defronta o Misr Lel Makasa, em partida de atraso do Al Ahly, num jogo que pode marcar o regresso aos relvados para o jogador moçambicano.

Recorde-se que Luís Miquissone está a ser pretendido por dois colossos do futebol africano, nomeadamente, o Simba da Tanzânia, clube que representou durante duas temporadas e conquistou vários títulos, e o Mamelodi Sundowns da África do Sul, clube que o havia contratado em 2017 à União Desportiva de Songo, sem sucesso.

Para além destes dois clubes africanos, Miquissone é, também, cobiçado por clubes asiáticos e europeus.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE