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O País – A verdade como notícia

A selecção nacional de futebol, os Mambas, entra, amanhã, em cena no torneio regional do Cosafa, nos quartos-de-final, defrontando a África do Sul. Muita ambição em vencer e passar às meias-finais, mas também o desejo de contrariar o histórico, marca o embate desta tarde, que arranca às 17h00.

É o arranque de uma saga que se espera que seja épica e gloriosa para os Mambas, no torneio regional Cosafa.

Depois de duas finais perdidas, uma em 2008, diante da África do Sul, e outra em 2015, frente à Namíbia, desta vez a ambição dos jogadores é melhorar todas as participações, voltar a chegar à final e conquistar, pela primeira vez, o troféu, em seniores.

Mas a caminhada é sinuosa, a partir desta quarta-feira, quando receber a selecção anfitriã, em jogo dos quartos-de-final, no King Zwelithini Stadium. Um jogo que não se afigura fácil para o combinado nacional, olhando para o histórico entre as duas selecções.

Ao todo, foram oito jogos disputados entre as duas selecções, com vantagem larga dos Bafana Bafana, que venceram por seis ocasiões e perderam apenas um jogo. Regista-se, ainda, um empate entre ambos.

Mais do que mudar a história, a partir de agora, os Mambas procuram seguir os vários caminhos das outras selecções moçambicanas que passaram pelo torneio Cosafa recentemente. Afinal Moçambique é campeão em título da região em sub-20 e futebol de praia, logo nas primeiras edições do torneio.

Desta vez, a responsabilidade recai sobre a selecção sénior, que deve perseguir os feitos dos mais novos e conquistar o primeiro grande troféu internacional.

Chiquinho Conde referiu, durante os trabalhos de preparação para este embate, que vai ao jogo às cegas, uma vez que não tem nenhuma informação dos jogadores que vão representar a selecção da África do Sul.

Os Bafana Bafana serão representados, nesta competição, por uma equipa jovem e com jogadores que actuam internamente, maior parte deles das academias de futebol, o que revela a falta de conhecimento por parte da equipa técnica moçambicana.

Ademais, os campeonatos na África do Sul estão parados, uma vez que o calendário daquele país é o universal. Ou seja, as competições iniciam-se em Agosto e terminam em Maio.

Vale isto dizer que os jogadores da África do Sul, que estarão no torneio regional Cosafa, estão a dois meses sem competições, contrariamente aos moçambicanos, cujo campeonato principal, o Moçambola, está a decorrer.

Ainda assim, Chiquinho Conde reclama da falta de ritmo competitivo dos jogadores moçambicanos, tendo em conta que o Moçambola só tem seis jornadas.

O jogo entre Moçambique e África do Sul inicia-se quando forem 17h00.

 

REPETIR A VITÓRIA DE 2009

A única vitória de Moçambique diante da África do Sul data de 2009, também para o torneio Cosafa. Aliás, das oito partidas entre ambos, quatro foram no Cosafa e igual número em amigáveis, não havendo registo de nenhuma partida oficial para eliminatórias do CAN ou do Mundial.

Momed Hagi foi o autor do golo que deu a vitória aos Mambas diante dos Bafana Bafana, a 31 de Outubro de 2009, num jogo de atribuição do terceiro lugar do Cosafa disputado em Bulawayo, no Botswana, que foi conquistado pelo Zimbabwe.

Despontavam, nessa selecção, jogadores como Campira, Josimar, Danito Parruque, Hélder Pelembe, Fanuel, Nelinho, Domingues e outros.

Antes desse jogo, os Mambas tinham averbado quatro derrotas, sendo duas para Cosafa e outras duas em jogos amigáveis. O último resultado positivo foi alcançado em 2016, num jogo amigável realizado no Estádio Nacional do Zimpeto. Clésio tinha marcado aos 23 minutos, antes de Bradley restabelecer o empate na segunda parte.

No último embate entre Moçambique e África do Sul, os Bafana Bafana venceram por três bolas sem concorrência. Foi a 16 de Julho do ano passado, nas meias-finais do Cosafa, resultado que afastou os Mambas da sua terceira final. A África do Sul acabou por vencer o Senegal na final, por 5-4, nas grandes penalidades, e conquistou a prova.

Já Moçambique voltou a perder no jogo de atribuição do terceiro lugar, diante de eSwatini, por 4-2, na marca das grandes penalidades, depois do empate a um golo no tempo regulamentar. Ainda assim, foi premiado com valor monetário de 100 mil rands.

Os jogadores estão na expectativa de alcançar um bom resultado e carregar o país à sua primeira conquista internacional.

NAMÍBIA NA ROTA DOS MAMBAS NAS MEIAS-FINAIS

Os Mambas já sabem com quem vão jogar nas meias-finais caso vençam, amanhã, a África do Sul. Trata-se da selecção da Namíbia, que, no embate dos quartos-de-final, realizado, hoje, derrotou Madagáscar por duas bolas sem resposta.

Limbondi, aos 52 minutos na marcação de uma grande penalidade, e Wendell, aos 66, deram a vitória aos namibianos, que, assim, esperam pelo vencedor do jogo entre os Mambas e os Bafana Bafana.

Eurico da Conceição e seu respectivo adjunto, António Uamba, foram afastados do comando técnico da Associação Desportiva de Vilankulo. Os alegados maus resultados estão na origem do afastamento.

Fecha-se um ciclo e abre-se outro. Em Vilankulo, joga-se fora das quatro linhas. Eurico da Conceição e António Uamba não corresponderam às exigências da direcção dos “hidrocarbonetos”. A paragem do Moçambola veio destapar o véu e a decisão não tardou: demissão. É a primeira chicotada psicológica na presente edição do Moçambola, à sexta jornada.

Os alegados maus resultados estão na origem do afastamento da dupla técnica, que, até à sexta jornada, comandava a única equipa representante da província de Inhambane no Moçambola.

Ao cabo de seis jornadas, a Associação Desportiva de Vilankulo ocupa a nona posição da tabela classificativa com seis pontos, resultantes de  duas vitórias e três empates, três golos marcados e sete sofridos.

Ano passado, à sexta jornada, os “hidrocarbonetos” ocupavam a quarta posição na tabela classificativa, com 12 pontos, num ano em que viriam a terminar a prova na sexta posição, com 38 pontos.

Ainda não se sabe, ao certo, quem vai suceder a Eurico da Conceição e António Uamba, apesar de se cogitar a possibilidade de o próximo treinador ser um dos que orienta uma das equipas que militam no Moçambola.

Esta não é a mais rápida chicotada psicológica no Moçambola, que já viu Abdul Omar ser afastado do Chingale de Tete, em 2016, ao cabo de três jornadas, tal como Amid Tarmamade, que, ano passado, abandonou o Textáfrica de Chimoio, ao cabo de três jornadas, por maus resultados.

Sabe-se que, no Matchedje de Mocuba e na Liga Desportiva de Maputo, a situação não tem estado a agradar às respectivas direcções, tendo em conta os resultados que vêm alcançando neste Moçambola.

Os “militares” de Mocuba ocupam a última posição, com apenas um ponto em seis jornadas, e Nacir Armando tem o lugar em tremedeiras. O mesmo pode dizer-se de Dário Monteiro, na Liga Desportiva de Maputo, que, em seis jornadas, somou cinco pontos e está na 10ª posição.

A Confederação Africana de Futebol divulgou a lista final dos nomeados aos prémios para os melhores do ano, CAF Awards 2022, na categoria de masculinos, repleta de estrelas africanas que actuam na Europa e na Ásia.

Numa cerimónia que terá lugar a 21 deste mês de Julho, em Rabat, Marrocos, são várias as estrelas que concorrem para o prémio de melhor jogador do ano, entre eles, e os mais citados, Sadio Mané, do Senegal, que se transferiu nesta janela do Liverpool para o Bayern de Munique, Mohamed Salah, capitão da selecção do Egipto e estrela do Liverpool, Riyad Mahrez, que representa a Argélia e actua no Manchester City, além de ser o vencedor da última edição, entre outros.

Uma das categorias mais disputadas é a de Treinador do Ano da CAF, onde Aliou Cissé, Pitso Mosimane, Carlos Queiroz, Tom Saintfiet e Walid Regragui fizeram o corte final.

Vale destacar o facto de duas categorias a serem premiadas – os prémios de Jogador do ano e o jogador do ano das afrotaças – terem 10 candidatos cada, contrariamente a outras quatro categorias – jogador jovem do ano, treinador do ano, selecção nacional do ano e clube do ano – que têm apenas cinco nomeados cada.

Os vencedores de cada categoria serão decididos por um painel de votação composto pelo Comité Técnico da Confederação Africana de Futebol, profissionais de mídia, treinadores e capitães de associações membros e clubes envolvidos na fase de grupos das competições africanas de clubes, na temporada 2021/22.

Os principais candidatos ao prémio final são os senegaleses, que estão em maior número – três jogadores –, com destaque para Sadio Mané, principal candidato, o treinador candidato Aliou Cissé, e a própria selecção, que é candidata a melhor de África.

 

FINALISTAS DE FEMININOS SÓ DEPOIS DO CAN

Numa semana em que a fase final do Campeonato Africano das Nações de femininos atinge o auge, a CAF divulgou a primeira lista de nomeadas para as categorias femininas do CAF Awards 2022.

As …. para a nomeação das categorias femininas incluem jogadora do ano, jogadora interclubes do ano, jogadora jovem do ano e clube do ano. Os indicados para duas outras categorias, nomeadamente, treinadora do ano e a selecção nacional do ano serão revelados oportunamente.

A lista final dos indicados que disputarão o prémio principal será anunciada às vésperas da final do CAN femininos.

O CAF Awards 2022 será realizado antes da final da principal competição feminina de África, o Campeonato Africano das Nações, Marrocos 2022, cuja final está marcada para 23 de Julho corrente. O evento também coincidirá com o aniversário de dois anos do lançamento da Estratégia de Futebol Feminino da CAF.

 

LISTA COMPLETA DE INDICADOS:

Jogador do ano (Homens)

Riyad Mahrez (Argélia e Man. City)

Toko Ekambi (Camarões e O. Lyon)

Vincent Aboubacar (Camarões e Al Nassr)

Sebastien Haller (Costa do Marfim e Ajax)

Mohamed Salah (Egipto e Liverpool)

Naby Keita (Guiné e Liverpool)

Achraf Hakimi (Marrocos e PSG)

Edouard Mendy (Senegal e Chelsea)

Kalidou Koulibaly (Senegal e Nápoles)

Sadio Mane (Senegal e Bayern de Munique)

 

Jogador do ano das afrotaças (Homens)

Tiago Azulão (Petro de Luanda)

Karim Konate (ASEC Mimosas)

Aliou Dieng (Al Ahly)

Ali Maaloul (Al Ahly)

Percy Tau (Al Ahly)

Mohamed Sherif (Al Ahly)

Mohamed El Shenawy (Al Ahly)

Achraf Dari (Wydad Casablanca)

Yahya Jabrane (Wydad Casablanca)

Zouheir El Moutaraji (Wydad Casablanca)

 

Jogador jovem do ano (Homens)

Dango Ouattara (Burquina Faso e Lorient)

Karim Konate (Costa do Marfim RB Salzburg)

Kamaldeen Sulemana (Gana e Rennes)

Pape Matar Sarr (Senegal e Metz)

Hannibal Mejbri (Tunisia e Man. United)

 

Treinador do ano (Homens)

Carlos Queiroz (Egipto)

Pitso Mosimane (Al Ahly)

Tom Saintfiet (Gâmbia)

Walid Regragui (Wydad Casablanca)

Aliou Cissé (Senegal)

 

Selecção do ano

Burquina Faso

Camarões

Egipto

Marrocos

Senegal

 

Clube do Ano

Petro Atlético (Angola)

Al Ahly (Egipto)

RS Berkane (Marrocos)

Wydad Casablanca (Marrocos)

Orlando Pirates (África do Sul)

Geny Catamo vai falhar o estágio da pré-época que o Sporting de Portugal vai efectuar a partir desta segunda-feira, no Algarve, devido a problemas físicos. 

O emblema leonino avança que Geny Catamo tem um pequeno problema físico, facto que implicou que ele ficasse no Alcochete para fazer tratamento. Ainda não se sabe, ao certo, quanto tempo o internacional moçambicano levará para se recuperar.

Geny Catamo vem trabalhando com a equipa principal desde o arranque da preparação da época, após, uma vez mais, merecer a confiança de Rúben Amorim.

O internacional moçambicano, de 21 anos de idade, volta a trabalhar às ordens de Ruben Amorim, após uma passagem pelo Vitória de Guimarães, onde cumpriu a metade da época passada a título de empréstimo.

Catamo procura, deste modo, convencer o técnico dos “leões˝ e, por via disso, integrar a equipa principal definitivamente. Na época passada, Geny Catamo estreou-se na equipa principal a 29 de Dezembro, na vitória diante do Portimonense, por 3-2, tendo, logo a seguir, contraído COVID-19, o que obrigou a um isolamento no âmbito do protocolo sanitário.

Nessa partida, o internacional moçambicano deixou boas impressões tendo, por isso mesmo, merecido rasgados elogios da crítica desportiva. Aliás, após o jogo Ruben Amorim terá dito que Geny Catamo é um jogador com um enorme potencial, faltando apenas melhorar alguns aspectos.

Amorim disse, ainda, que o jovem jogador moçambicano, à semelhança dos outros jogadores, ainda na forja na academia do Alcochete, merecem especial atenção, pois são o futuro do clube.

A selecção nacional de futebol, os Mambas, partiu ontem para Durban, na África do Sul, onde vai disputar o torneio regional Cosafa 2022. Chiquinho Conde levou os 23 jogadores convocados para a empreitada, que se inicia esta quarta-feira, diante da África do Sul, para os quartos-de-final.

Depois de cinco dias de treinos em solo pátrio, onde realizaram sete sessões, alguns deles bidiários, o combinado nacional acabou por partir, este domingo, para o local da disputa do Torneio Cosafa 2022, em Durban.

Naquela cidade sul-africana, os Mambas vão realizar duas sessões de treinos e uma de reconhecimento do relvado do King Zwelithini Stadium, que vai acolher o embate entre a África do Sul e Moçambique, dos quartos-de-final da prova, quarta-feira.

Ou seja, estão previstas para esta segunda-feira duas sessões, sendo uma matinal e outra no período da tarde. A sessão matinal será de relaxamento, depois de quase um dia de viagem, enquanto a da tarde será mais intensa, com a equipa técnica a priorizar aspectos técnico-tácticos, a finalização e a defesa.

Já na terça-feira, os Mambas farão reconhecimento do relvado que vai acolher o jogo, aproveitando o facto de os dois dias, segunda e terça-feiras, estarem reservados para o descanso, depois da disputa da fase de grupos.

Os 23 jogadores que seguiram para Durban partiram confiantes num bom resultado diante dos Bafana Bafana, embora reconheçam o poderio do adversário, que é detentor do troféu.

Durante os trabalhos realizados em solo pátrio, os jogadores mostraram essa confiança, realçando a importância de assimilar a filosofia do seleccionador nacional. “Estamos a cumprir tudo aquilo que o Mister pretende para o Cosafa, assim como para a qualificação ao CHAN, e acredito que todo o pessoal está motivado e com a mesma ambição e objectivo – chegar à África do Sul e fazer uma boa campanha – para depois esperar o jogo com a Zâmbia, no Zimpeto”, disse Edmilson Dove, durante uma das sessões realizadas no campo anexo do Costa do Sol.

Aliás, o seleccionador nacional, Chiquinho Conde, priorizou uma miscelânia de jogadores, com os mais experientes a fazerem sala aos mais novos. Isac de Carvalho, Edmilson Dove, Telinho, Amadou, Chico e Nené fazem parte do grupo dos mais antigos, enquanto jogadores como Danilo, Danito, Dário Melo, Nelson Divrassone, João Bonde, Melven Choi e Yude têm menos experiência em jogar pelos Mambas.

Recorde-se que os Mambas estiveram isentos da fase de grupos e entram em cena nos quartos-de-final, diante da África do Sul, seguindo-se o vencedor do embate entre Madagáscar e Namíbia, nas meias-finais, em caso de vitória, ou a selecção que perder no mesmo jogo, em caso de derrota, mas já para as eliminatórias do 8º ao 5º classificado.

O torneio regional Cosafa é disputado por 14 selecções nacionais, com destaque para o Senegal, convidado a esta prova pela segunda vez consecutiva.

A África do Sul é o detentor do troféu conquistado ano passado às custas do Senegal, depois da vitória por 5-4 na marcação das grandes penalidades, após nulo no tempo regulamentar e prolongamento.

 

EIS OS JOGADORES QUE SEGUIRAM PARA DURBAN

 

GUARDA-REDES

ERNAN        UD SONGO

IVAN           BLACK BULLS

VICTOR       COSTA DO SOL

 

DEFESAS

INFREN        UD SONGO

MEXER         COSTA DO SOL

EDMILSON   UD SONGO

DANILO       COSTA DO SOL

FÓIA            FER. BEIRA

CHICO         COSTA DO SOL

MARTINHO BLACK BULLS

DANITO      UD SONGO

 

MÉDIOS

AMADOU    UD SONGO

SHAQUILE    FER. MAPUTO

DÁRIO         UD SONGO

NENÉ           BLACK BULLS

NELSON       UD SONGO

JOÃO           FER. BEIRA

YUDE           FER. MAPUTO

 

AVANÇADOS

TELINHO     COSTA DO SOL

MELQUE       BLACK BULLS

MELVEN       FER. BEIRA

ISAC            FER. NAMPULA

LAU KING    UD SONGO

Um grupo de jogadores que representou o Ferroviário da Beira na edição passada do Moçambola reclama a falta de pagamento de luvas por parte da direcção daquela colectividade.

Os jogadores dizem que já houve várias promessas, por parte da direcção dos “locomotivas” de Chiveve, de liquidar o pagamento das luvas, mas estas nunca foram cumpridas. Segundo os jogadores, nos últimos dias, os dirigentes do Ferroviário da Beira não têm mantido diálogo de forma a responder às suas reclamações.

“Temos por receber do clube 50% do valor de luvas, e o valor devia ter sido pago ano passado, antes de terminar a época e não nos foi pago”, disse um dos jogadores que representou o Ferroviário da Beira, em regime de anonimato.

O mesmo acrescentou que, durante o encontro de confraternização de despedida do ano, em 2021, a direcção fez promessas de que pagaria a dívida até Março deste ano, porém, debalde. “Numa primeira fase, nesse encontro, não queriam assumir, mas mais tarde acabaram por aceitar e prometeram para este ano. Mas nem Janeiro, nem em Fevereiro, muito menos em Março cumpriram o prometido”, prosseguiu o jogador.

“Depois disso, prometeram para antes do fim do primeiro semestre, mas já estamos no segundo semestre e nada dizem”, reiterou o jogador que falou em anonimato, para depois acrescentar que “tínhamos esperanças de que o clube nos pagasse antes da inscrição para as competições africanas, mas nem mesmo com as exigências do processo de licenciamento de clubes se conseguiu”.

Os jogadores dizem estar indignados com a direcção da colectividade verde-e-branca da cidade da Beira, que prometeu e não honrou a sua promessa.

O valor de luvas é o que o clube paga aos jogadores com a finalidade de os atrair para assinarem pela colectividade, de forma a compor a equipa. No Ferroviário da Beira, segundo o jogador, os valores variam de 100 a 300 mil Meticais.

Entretanto, contactada, a direcção do Ferroviário da Beira preferiu não comentar sobre o assunto. O membro da direcção contactada não confirmou nem desmentiu a reclamação dos jogadores, afirmando que se pronunciaria numa outra ocasião.

Três basquetebolistas moçambicanas em Angola, um só objectivo: erguer o troféu mais cobiçado no cenário do basquetebol feminino daquele país do atlântico.

Ingvild Mucauro (reforço do Interclube), Onélia Mutombene e Tamara Seda (reforços do 1° de Agosto) disputam, de 8 Julho a 5 de Agosto, a 37ª edição do Campeonato Nacional de Basquetebol sénior feminino angolano.

É, pela qualidade dos plantéis, historial e outrora gigantesco investimento na modalidade, de esperar que a disputa pelo título volte a estar centrada nas “agostinas” e “polícias”.

De olho na revalidação do título, o D’Agosto vai uma vez mais contar com os préstimos da poste Tamara Seda, que garante qualidade em zonas interiores, e da base Onélia Mutombene, atleta que deve assumir as despesas na armação do jogo.

Seda foi enorme, ano passado, ao ser coroada jogadora mais valiosa (MVP) da 36ª edição do Campeonato Nacional de Basquetebol de Angola.

No jogo 4 dos “play-offs” da final, a internacional basquetebolista moçambicana contabilizou 23 e foi decisiva para a vitória do D’Agosto diante do Interclube, por 67-60.

Seda fez ajudou a resgatar a mística ganhadora do conjunto de Rio Seco, até porque conquistou o 13º título no seu historial. Quebrou a hegemonia do Interclube que dominou, durante anos, o panorama do basquetebol sénior feminino angolano. Uma época de ouro, na qual o D’Agosto também açambarcou o troféu na 30.ª edição da Taça de Angola.

“Acordou”, esta temporada, a formação do Interclube que assegurou os préstimos da internacional basquetebolista moçambicana Ingvild Mucauro.

E já colheu frutos pela ousadia. A 10 de Junho, o Interclube manteve a Supertaça de basquetebol de Angola na sua galeria, após vencer o D’Agosto por 81-76, em jogo realizado na Arena Palanca Negra Gigante, em Malanje.

Em 2021, as “polícias” haviam conquistado a Supertaça de Angola ao derrotarem as “agostinas”, por 77-63, em desafio disputado no Pavilhão Palanca Negra, em Malanje.

BENFICA DO LUBANGO DESISTE DA PROVA

A equipa sénior feminina de basquetebol do Benfica do Lubango desistiu da competição por razões técnicas e financeiras.

O anúncio foi feito no Lubango pelo presidente do clube, Jacques da Conceição, que alegou “aspectos técnico desportivos e  problemas financeiros ”.

Segundo o dirigente, a equipa necessitava no mínimo de cinco milhões de kwanzas para cobrir as despesas de alojamento, transporte, alimentação, entre outros gastos, num campeonato concentrado de 30 dias.

Disse ser difícil, mas é a realidade, numa altura em que “a sensibilidade dos investidores no desporto é quase nula”.

Recordou que, no último campeonato, em 2021, ano da criação e estreia da equipa, só estiveram presentes, dado  os apoios da Federação Angolana de Basquetebol (FAB) e do Governo Provincial da Huila.

“Touros” e “locomotivas” de Chiveve já receberam a sua certificação de aprovação para a disputa das competições africanas de clubes, nomeadamente, a Liga dos Campeões e a Taça da Confederação, ou Taça CAF.

As duas colectividades foram aprovadas no rigoroso processo de licenciamento de clubes da Confederação Africana de Futebol, que inclui vários itens que devem ser validados.

Ao todo, são cinco os itens principais para um clube ser aprovado – o critério desportivo, o financeiro, o das infra-estruturas, o administrativo e o jurídico. Os dois clubes cumpriram com nota alta todos os critérios verificados à lupa pela CAF.

Assim, a Associação Black Bulls e o Ferroviário da Beira ficam autorizados a representar o nosso país na temporada 2022/2023 das Afrotaças, cujo arranque está previsto para Setembro próximo. Entretanto, em Agosto, as duas colectividades devem inscrever os seus jogadores para a fase das eliminatórias de acesso à fase de grupos.

Contudo, porque as duas colectividades apresentaram o Estádio Nacional do Zimpeto como seu campo de jogos, a aprovação da CAF tem reservas, nomeadamente, a aprovação permanente do recinto desportivo, ora aprovado temporariamente.

Só depois da aprovação do Estádio Nacional do Zimpeto, o processo de licenciamento estará efectivamente concluído.

De recordar que a Black Bulls vai lutar pelo acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões de África, ao passo que o Ferroviário da Beira lutará pela participação na Taça da Confederação.

Enquanto para os “touros” será a estreia nas competições africanas, os “locomotivas” vão para a sua terceira participação, numa das quais atingiu os quartos-de-final da Liga dos Campeões.

A selecção nacional de futebol, os Mambas, deixa a capital do país este domingo, com destino a Durban, África do Sul, onde vai disputar o torneio regional Cosafa. Em solo moçambicano, os convocados por Chiquinho Conde continuam a realizar treinos bidiários, com olhos postos no embate diante da selecção anfitriã, a África do Sul.

É a contagem decrescente para a partida para Durban, onde decorre, desde a passada terça-feira, o torneio regional do Cosafa. Os Mambas, que ficaram isentos da primeira fase da prova, vão entrar em cena nos quartos-de-final, diante da África do Sul, quarta-feira da próxima semana.

É com os olhos postos nos Bafana Bafana que os 23 jogadores convocados por Chiquinho Conde estão concentrados, desde a passada terça-feira, nos treinos no campo número dois do Costa do Sol e no Complexo Desportivo de Tchumene.

Chiquinho continua a priorizar, pelo menos até ao dia da partida e durante os treinos em solo pátrio, aspectos ligados à coesão do grupo, técnico-tácticos, com jogadas de contra-ataques e precisão de passe, bem como resistência à pressão, tendo em conta o adversário.

As bolas paradas e a concentração defensiva são outros aspectos que Chiquinho Conde tem estado a levar a cabo nos trabalhos de preparação dos Mambas.

Os Mambas têm estado a realizar treinos bidiários, como forma de dar mais rodagem e ritmo aos jogadores, uma vez que vêm de clubes diferentes e há necessidade de criar uma coesão entre os jogadores.

Apenas na última quarta-feira é que os Mambas não fizeram o segundo treino, devido à intensidade dada na sessão matinal, realizada no Complexo Desportivo de Tchumene, que resultou no cansaço dos jogadores e consequente dispensa pelo técnico moçambicano para o descanso.

Assim, esta sexta-feira e sábado, os Mambas voltam a realizar dois treinos, nos dois campos escolhidos, antes da partida marcada para o próximo domingo.

Recorde-se que o seleccionador moçambicano chamou 23 jogadores para esta empreitada regional, a começar pela África do Sul, seguindo-se o vencedor do embate entre Madagáscar e Namíbia, nas meias-finais, em caso de vitória, ou o perdedor do mesmo jogo, em caso de derrota, mas já para as eliminatórias do 8º ao 5º classificado.

O torneio regional Cosafa é disputado por 14 selecções nacionais, com destaque para o Senegal, convidado a esta prova pela segunda vez consecutiva.

A África do Sul, adversário dos Mambas nos quartos-de-final do Cosafa 2022, é o detentor do troféu, conquistado às custas do Senegal, na final do ano passado.

 

FIM-DE-SEMANA DE DECISÕES NOS GRUPOS DO COSAFA

A fase de grupos do torneio regional começa a definir os potenciais qualificados aos quartos-de-final.

Pelo grupo A, Botswana e Angola vão decidir, na última jornada, quem vai defrontar a Zâmbia. As duas selecções estão bem posicionadas, após vitórias confortadas na primeira jornada, diante das Seychelles e Comores, respectivamente, que não deram luta.

Domingo será o dia D para as duas selecções definirem seu futuro na competição, devendo para tal terminar na primeira posição, único lugar do grupo que assegura passagem aos quartos-de-final.

Pelo grupo B, a luta estará centrada entre eSwathini e Lesotho, duas selecções que também entraram a vencer na competição. Já eSwatini não teve dificuldades para vencer Maurícias por 3-0, enquanto Lesotho teve que suar as estopinhas para levar de vencida o Malawi, por duas bolas a uma.

Aliás, para este grupo, o Malawi ainda tem uma palavra a dizer, bastando para tal uma vitória esta sexta-feira, diante do eSwatini, no mesmo dia em que Lesotho mede forças com Maurícias, para a segunda jornada.

A terceira jornada deste grupo também acontece domingo, e o embate entre eSwatini e Lesotho vai centrar as atenções, tendo em conta que são dos principais candidatos à qualificação aos quartos-de-final.

As equipas que não conseguirem terminar em primeiro lugar, nesta fase de grupos, ficam afastadas da segunda fase e, automaticamente, deverão voltar a disputar a fase de grupos na edição do próximo ano, juntamente com os vencidos dos quartos-de-final e das qualificatórias, ou seja, os que terminarem em 7º e 8º posto.

O torneio regional Cosafa 2022 decorre em Durban, África do Sul, desde a passada terça-feira, 5 de Julho, e prolonga-se até ao dia 17 do corrente mês, dia marcado para a grande final.

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