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O País – A verdade como notícia

A Confederação Africana de Futebol comunicou à Federação Moçambicana de Futebol que o Estádio Nacional do Zimpeto está aprovado temporariamente para os dois jogos internacionais referentes às eliminatórias do CHAN 2023. Para as outras competições, nomeadamente, os jogos da fase de grupos do CAN e as Afrotaças, deverá haver nova inspecção.

A decisão já tinha sido tomada pela Confederação Africana de Futebol, quando agendou, domingo passado, o jogo entre Moçambique e Zâmbia, da primeira eliminatória de acesso ao CHAN 2023, para o Estádio Nacional do Zimpeto.

Mas o que não estava claro era a forma de aprovação do maior recinto desportivo do país. O esclarecimento chegou através de um comunicado do órgão que gere o futebol africano: o Estádio Nacional do Zimpeto foi aprovado temporariamente.

De acordo com o comunicado da Federação Moçambicana de Futebol (FMF) emitido quarta-feira, o organismo moçambicano recebeu o relatório oficial da Confederação Africana de Futebol, na sequência da inspecção realizada no Estádio Nacional do Zimpeto, a 29 de Junho de 2022.

No referido relatório, a CAF refere que “o Estádio Nacional do Zimpeto foi temporariamente aprovado” apenas para os jogos de qualificação ao CHAN 2023, diante da Zâmbia, a 24 de Julho corrente, e, caso se qualifique à derradeira eliminatória, para o embate diante do Malawi ou Zimbabwe, em Outubro próximo.

A Confederação Africana de Futebol, através do relatório enviado, “elogia os progressos alcançados pela equipa de gestão do estádio e a melhoria das condições em relação aos padrões exigidos pela CAF”, escreve a FMF no comunicado enviado à imprensa.

Entretanto, a CAF recomendou a realização de algumas intervenções prioritárias, em particular no que se refere ao perímetro de vedação do estádio e sanitários para os espectadores, tendo em vista uma aprovação permanente.

Aliás, essa falta de aprovação permanente obriga a uma outra inspecção, em breve, para que o recinto desportivo esteja em condições de acolher todos os jogos internacionais de selecções e de clubes.

É que, com a aprovação temporária, o Estádio Nacional do Zimpeto não pode acolher qualificação ao Campeonato Africano das Nações, Costa do Marfim 2023, mesmo a partir do próximo jogo diante do Senegal, em Setembro, bem como não pode acolher jogos das Afrotaças da Liga dos Campeões Africanos nem da Taça CAF.

Assim, após cumpridas as recomendações deixadas pela CAF, a Federação Moçambicana de Futebol deverá solicitar nova inspecção, em Agosto próximo, para uma aprovação permanente.

Recorde-se que o processo de melhorias do Estádio Nacional do Zimpeto durou perto de oito meses, num esforço da Secretaria do Estado do Desporto e o Fundo de Promoção Desportiva, de modo a responder aos padrões estabelecidos para jogos internacionais.

O Ferroviário da Beira estará isento da primeira eliminatória de acesso à fase final da Liga Africana de Basquetebol. O treinador diz que a equipa vai ter mais tempo para preparar a sua presença na prova.

A caminhada para a segunda participação dos campeões nacionais na prestigiante Liga Africana de Basquetebol já se avizinha e, com ela, surge uma boa nova: o Ferroviário da Beira está apurado, automaticamente, à segunda eliminatória de acesso à fase das Conferências da prova.

A medida, aprovada pelo Comité que dirige a BAL, vai, igualmente, abranger todas as equipas que disputaram a fase das Conferências em 2022 e que se tornaram campeãs nos respectivos países.

“Para mim este privilégio é fruto do trabalho que realizamos na época anterior, qualificamos para a fase das 12 melhores clubes de África e isso faz com que tenhamos o direito a não participar na 1ª janela e só estar na segunda. Por um lado é bom, por outro lado não é. Porque nos dá mais tempo para a preparação, ou seja, teremos a possibilidade de treinar muito mais, sobretudo quando chegares os estrangeiros. Por outro lado, não poderemos ganhar rodagem, algo que obteríamos na primeira janela de apuramento”, disse Luís Hernandez.

Entretanto, a falta de provas, em Sofala, é algo que preocupa o técnico, uma vez que a segunda janela de qualificação é ainda mais competitiva.

“Este é um problema grave aqui na Beira, como em Moçambique todo, mas especialmente na Beira, devido a falta de competições. Ciente desta fragilidade, acho melhor não participar na primeira eliminatória. Vamos a esta segunda eliminatória depois de disputar o Campeonato Nacional.

Luís Hernandez alerta, porém, “este ano vai ser mais difícil ainda, porque se na primeira janela há dois lugares qualquer jogo vai ser muito difícil. Todas as equipas estão a acordar porque sabem que a Liga Africana de Basquetebol é uma prova aliciante e os países estão a investir na prova”.

Hernandez diz que ainda não garantiu reforços, isto porque as apostas do Ferroviário da Beira têm estado na mira de outros clubes. Destaque para WillIiam Perry, base que recebeu ofertas de França, Espanha e Portugal.

“Estamos a lutar, mas ainda não temos resposta do nosso patrocinador, por isso ainda nem garantimos os nosso reforços da época passada. Neste momento eles estão a ganhar muitas ofertas devido ao seu desempenho e à qualidade deles. Por exemplo, o nosso base Will Perry, que foi MVP (melhor jogador) do último Campeonato Nacional recebeu oferta de França, Espanha e Portugal. Este é um momento crucial para nós termos um orçamento suficiente para poder competir, talvez não ao mesmo, com outros clubes para ter a ele connosco, porque ele gostou de Moçambique, da Beira, deste povo, mas não é tudo, precisamos fazer uma boa oferta”, avançou.

Hernandez tem boas perspectivas para a participação dos “locomotivas” da Beira na III edição da Liga Africana de Basquetebol.

“Esperamos dar o nosso melhor, mas não vamos fazer previsões de números. Vai ser a nossa segunda presença, por isso deve ser melhor que a anterior, até porque todo o país está a perceber a importância desta prova. É um investimento brutal da NBA em África e todos querem estar lá”, garantiu.

Na edição passada, lembre-se, a equipa falhou o acesso aos quartos-de-final com um registo de uma vitória e quatro derrotas.

Moçambique quer defender o título de tricampeão da zona VI de vólei de praia na Zâmbia, país que que vai acolher a quarta etapa do circuito regional, entre os dias 17 e 22 de Agosto.

Depois de mais uma prova em que esteve em evidência a qualidade do voleibol moçambicano, as duplas masculina Ainadino Martinho/Jorge Monjane e feminina Ana Paula Sinaportar/Vanessa Muianga pretendem voltar a fazer história na quarta etapa do circuito regional a realizar-se em Siavonga.

As duplas moçambicanas têm, para o efeito, cerca de um mês e meio para se prepararem e estarem em condições de defenderem os títulos conquistados nos três circuitos anteriores, que decorreram em Maputo (Março), Joanesburgo (Abril) e Gaberone (Julho).

“Nós acreditamos que treinando, como a gente vem treinando, nós sempre vamos terminar, nestas provas, no pódio”, garantiu Ainadino Martinho.

Na terceira etapa, a história repetiu-se em pleno, Moçambique não só voltou a levantar o troféu, bem como as duplas constituídas pelos voleibolistas Ainadino Martinho/Jorge Monjane e feminina Ana Paula Sinaportar/Vanessa Muianga voltaram a vencer o Circuito, pela terceira vez e, novamente, frente aos conterrâneos Osvaldo Mungoi/José Mondlane e Ângela Tembe/Natália Intego.

Com a conquista categórica dos anteriores três circuitos, os voleibolistas moçambicanos partem motivados para atacar o Campeonato Africano da modalidade marcado para Marraquexe, em Marrocos, entre os dias 25 de Julho e 2 de Agosto.

“Eu acredito que, no campeonato africano, vamos ter o nível competitivo desejado, porque o Circuito Regional de Gaberone nos deu rodagem e ritmo, sem contar que a passagem pelo Campeonato Mundial de Roma, há algumas semanas, foi muito bom para nós melhorarmos e termos uma boa prestação neste prova, que é o ‘Africano’, que é mais exigente”, detalhou o voleibolista.

Ainda em relação ao Circuito Regional, referir que, para o presente ano, está prevista, ainda, a realização da quinta e sexta etapas, agendadas para Harare (Zimbabwe) de 6 a 12 de Setembro e em Maseru (Lesotho) de 18 a 24 de Outubro, respectivamente.

Na qualidade de tricampeões da Zona VI, Ainadino/Jorge e Ana Paula/Vanessa seguem à quarta etapa como principais candidatos a arrecadarem pela quarta vez o troféu de reis da região. Os zambianos, que vão jogar em casa, serão os principais adversários, e surgem dispostos a inverter a história que tem sido claramente favorável aos conjuntos nacionais, que se diga de passagem, entram para esta prova com um ritmo elevado, visto que há pouco tempo estiveram no Campeonato do Mundo em Roma, tendo-se batido com os melhores e ainda aproveitaram a estadia na capital italiana para efectuarem alguns jogos de preparação, pelo que seguem bem afinados.

Fim de um ciclo (três anos no Kutxabank Araski) e, ao mesmo tempo, ponto de viragem na sua carreira. Segunda contratação do Hozono Global Jairis (depois do anúncio de Belén Arrojo), Tamara Seda inicia, agora, uma nova aventura num clube que vai disputar, pela primeira vez na sua história, a Liga Endesa de basquetebol (primeira divisão do basquetebol feminino espanhol).

A valorosa poste moçambicana assinou um contrato válido para a época 2022-2023, sendo a cara mais visível do Hozono Global Jairis que chega à principal liga de basquetebol feminino da Espanha após vencer o CD Zamarat (60-55) no play-off da final da “LF Challenge”.

Na sua próxima paragem, ou melhor, a quinta época, que vai cumprir no basquetebol profissional da Espanha, a basquetebolista moçambicana é referenciada como figura-chave no jogo interior. E outra coisa não seria de esperar, até pelos dados estatísticos que confirmam a sua evolução desde que saiu de Nacala.

A poste, de 27 anos e 1.93 metros, jogou ao mais alto nível no Kutxabanki, tendo, ao logo destes três anos, sido a melhor marcadora da sua anterior equipa (744 pontos) e ressaltadora (547).

Seda teve um registo, em 2021, de 214 pontos (média de 7,6 por jogo), 172 ressaltos dos quais 116 defensivos e 56 ofensivos (média de 6, 1 /jogo) 15 roubos de bola e 63 “turnovers” em 28 jogos (685:07 minutos na quadra, uma média de 24:28/jogo).

A melhor ressaltadora dos “Afrobaskets” 2019 e 2021 converteu 94 em 199 lançamentos de campo (47,2%), 25 em 33 na linha de lances livres (75,8% de aproveitamento) e um em quatro nos tiros exteriores que não são o seu forte (25%).

“A pivot moçambicana Tamara Seda chega para reforçar o jogo interior da equipa. É uma das referências na zona restrita num campeonato que exige um grande nível físico. Sem dúvida, a presença de uma jogadora com experiência nesta liga oferece muitas garantias para enfrentar a nossa estreia”, escreve o Hozono Global Jairis no seu sítio.

Agora, em Angola, onde, a partir de sexta-feira, procura ajudar o 1º de Agosto a revalidar o título de campeão, certamente, Tamara Seda tem fixa esta data: 5 de Outubro. É que, na primeira semana de Outubro, arranca a fase regular da Liga Endesa que se vai prolongar até 15 de Abril do próximo ano.

As suas qualidades são elencadas para o sucesso na estreia do Hozono Global Jairis na elite do basquetebol feminino espanhol. No pavilhão “Fausto Vicent”, espera-se que a internacional basquetebolista moçambicana seja a dona e senhora das tabelas.

“Ela é uma jogadora de grande porte, muita mobilidade e muito decisiva perto do cesto. Ela destaca-se pelo seu poder de ressalto, tanto na defesa quanto no ataque. Comprometimento e luta são alguns dos valores que Tamara Seda vai trazer para a equipa, sempre a colocar o interesse do grupo à frente dos seus”, destaca.

Manuel ‘Ricky’ Suárez chegou ao novo clube de Tamara Seda na época 2020/21, alcançando retumbante sucesso na “Final Four” em Maio passado. Este ano, coloca a fasquia elevada com a integração de Tamara Seda.

“Tamara vem para agregar a sua experiência, jogando de cara e costas para o cesto, capacidade de ressalto, junto à solidez de ter sido uma jogadora importante no campeonato nos últimos anos. Estou muito feliz em adicionar mais uma peça com qualidade para se juntar ao nosso projecto”, destacou o “coach”.

Quem sabe, entre 20 de Abril e 11 de Maio, Tamara Seda e o Hozono Jairs disputem os “play-offs” do título.

“O clube dá as boas-vindas a Tamara Seda. Não temos dúvidas que a sua adaptação será rápida e muito boa. Temos certeza de que ela trará muito para a equipa graças à sua qualidade e personalidade.”

O calendário português para a temporada 2022/23 já é conhecido, depois do sorteio realizado na última terça-feira. Os moçambicanos já sabem quais são os seus adversários para a primeira jornada.

Já se conhece o calendário da I Liga, para a edição de 2022/23. Há um SC Braga – Sporting na 1.ª jornada da I Liga. Ou seja, Geny Catamo vai iniciar o campeonato com um grande do futebol português, Braga.

Para tal, o internacional moçambicano terá que convencer Ruben Amorim a permanecer no plantel principal e disputar os jogos da I Liga, a representar o Sporting.

Outro moçambicano que sabe que terá um jogo ao seu nível, no arranque da Liga Portuguesa, neste regresso à alta-roda do futebol daquele país, é Bruno Langa. O internacional moçambicano vai representar o primodivisionário Desportivo de Chaves e terá pela frente o Vitória de Guimarães, onde jogava Geny Catamo, na segunda metade da época passada.

O Desportivo de Chaves, do internacional moçambicano Bruno Langa, inicia o campeonato a jogar em casa.

Outros dois jogadores moçambicanos na primeira liga portuguesa são Zainadine Jr. e Clésio Baúque, ambos a representarem o Marítimo. Os dois defesas moçambicanos já sabem que terão uma deslocação difícil ao “dragão”, onde espera o FC Porto, campeão português.

Ambos sabem que não será tarefa fácil, tendo em conta o histórico entre ambos, que é favorável ao FC Porto.

A primeira jornada reserva, ainda, outros embates entre equipas que, a priori, são do mesmo escalão, ou seja, lutam, desde o início, pelos melhores lugares da Europa e da Liga Conferência, bem como para não evitar a descida de divisão.

 

PRIMEIRO ENCONTRO ENTRE MOÇAMBICANOS NA SEGUNDA JORNADA

O primeiro encontro entre os jogadores moçambicanos vai acontecer na segunda jornada. Marítimo e Desportivo de Chaves defrontam-se na Madeira. Zainadine e Clésio, de um lado, e Bruno Langa, do outro, estarão frente-a-frente, entre 13 e 14 de Agosto.

Depois desse embate à quarta jornada, entre os dias 27 e 28 de Maio, teremos um outro encontro entre moçambicanos – a visita de Bruno Langa ao terreno de Geny Catamo, ou seja, o Desportivo de Chaves vai a Alvalade defrontar o Sporting.

O último encontro entre moçambicanos acontece na 15ª jornada, na Madeira, quando o Marítimo receber o Sporting, no primeiro fim-de-semana de 2023. Ou seja, a dupla de defesas, Clésio e Zainadine, vai receber o médio ofensivo Geny Catamo.

 

PRIMEIRO DERBY SERÁ NA TERCEIRA JORNADA

Entretanto, o primeiro confronto entre os principais candidatos ao título não vai demorar acontecer. FC Porto, campeão em título, e Sporting, vice-campeão, protagonizam o primeiro “clássico” da edição 2022/23 da I Liga portuguesa de futebol, logo à terceira jornada, no Estádio do Dragão, no Porto.

Numa cerimónia que decorreu no Centro de Congressos da Alfândega do Porto, ficou definido que o primeiro jogo entre grandes vai colocar frente-a-frente “dragões” e “leões” no fim-de-semana de 20 e 21 de Agosto, no reduto dos “azuis e brancos”.

De resto, os campeões nacionais vão ser anfitriões dos dois principais rivais na primeira volta do campeonato, já que também recebem o Benfica na 10.ª jornada, marcada para 22 e 23 de Outubro.

Nos primeiros dias de 2023 será disputado o primeiro dérbi eterno da I Liga, com o Benfica a receber o Sporting, no Estádio da Luz, na 16.ª jornada, entre 14 ou 15 de Janeiro.

Tendo em conta que, como habitualmente, a segunda volta da competição é um espelho da primeira metade, os dois rivais lisboetas voltarão a defrontar-se na 33.ª e penúltima jornada, em Maio do próximo ano.

Na segunda volta, Sporting e FC Porto jogam no Estádio José Alvalade, em Lisboa, na 20.ª ronda, agendada para o fim-de-semana de 11 e 12 de Fevereiro de 2023, enquanto o Benfica-FC Porto, no Estádio da Luz, será disputado na 27.ª ronda, a 07 ou 08 de Abril de 2023.

A 89.ª edição da I Liga inicia-se no fim-de-semana de 06 e 07 de Agosto e termina entre 27 e 28 de Maio de 2023, sendo que os dois jogos do “play-off”, entre o 16.º classificado do escalão principal e o terceiro colocado da II Liga, estão previstos para 03 e 11 de Junho do próximo ano.

Na última época, o FC Porto sagrou-se campeão nacional pela 30.ª vez, ao terminar a I Liga portuguesa com um recorde de 91 pontos, para destronar o Sporting, segundo colocado, com 85, ao passo que o recordista de troféus, Benfica, fechou o pódio com 74 pontos.

A Federação Moçambicana de Futebol e a sua similar de Marrocos assinaram, hoje, um protocolo de cooperação que visa desenvolver o futebol dos dois países através de várias acções.

Assinado pelos respectivos presidentes, nomeadamente, Feizal Sidat, da Federação Moçambicana de Futebol, e Foiuzi Lekjaa, da Federação Marroquina de Futebol, o protocolo estará assente em cinco perspectivas.

A formação de quadros técnicos e administrativos, bem como de árbitros, através de programas de intercâmbio e o desenvolvimento de programas de eventos desportivos e workshops de formação são os principais focos deste protocolo.

Ademais, as duas federações pretendem organizar jogos amigáveis entre si, como forma de dar rodagem aos respectivos atletas para os compromissos que terão pela frente, bem como promover o desenvolvimento do futebol juvenil, a pensar no futuro dos dois países.

Finalmente, assenta sobre este protocolo de cooperação o apoio em infra-estruturas de futebol. Moçambique quer tirar partido do facto de Marrocos ter infra-estruturas invejáveis no mundo do futebol, razão pela qual muitas selecções, que não podem jogar nos respectivos países, optam por aquele país do Magreb para dinamizar as suas infra-estruturas.

Outrossim, “dentro dos laços de amizade e grande estima, apresentei ao Presidente da FRMF, Fouzi Lekjaa, o projecto do ‘Centro Técnico Nacional da FMF’ e solicitei em nome da FMF um apoio específico para o projecto de implantação do mesmo”, escreveu Feizal Sidat na sua página das redes sociais.

Por via deste projecto, ficou acordado que os dois dirigentes e as respectivas federações voltariam a manter um encontro oficial, em Marrocos, para definir os termos do apoio.

Este encontro entre Feizal Sidat e Fouzi Lekjaa deu-se hoje, ainda no âmbito da participação do presidente da Federação Moçambicana de Futebol na Assembleia-Geral da Confederação Africana de Futebol, que teve lugar em Rabat, Marrocos.

Além do encontro com o presidente da Federação Marroquina de Futebol, Feizal Sidat manteve encontros com outros dirigentes africanos, para dar garantias de uma organização segura do Campeonato Africano das Nações de Futsal, que o país vai acolher em 2024.

A equipa sénior masculino de basquetebol do Desportivo Maputo foi afastada do Torneio de Abertura, devido ao facto de não ter pago cerca de MZN 70 000 (setenta mil Meticais) referente à filiação e inscrição de jogadores na Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo (ABCM).

É um valor obrigatório para que os clubes participem nas provas, assim como contribuam para o pagamento de despesas do órgão que gere o basquetebol na capital do país, mas, curiosamente, o centenário e histórico não honrou.

Não deixa de ser curioso que o hexacampeão nacional (ndr: conquistaram a prova em 1977, 1978, 1980, 1982, 2002 e 2003) e celeiro de algumas das maiores do basquetebol moçambicano tenha sido excluído da primeira competição da temporada na capital.

A realidade, dura e crua, manda dizer que os “alvi-negros” desinvestiram, nos últimos anos, nesta modalidade e, como resultado, as suas equipas deixaram de ser temíveis e altamente competitivas.

Na maltratada quadra do pavilhão do Desportivo, já não se realizam jogos oficiais de basquetebol a bem da integridade física dos atletas!

Este ano, por exemplo, falharam o acesso à Liga Moçambicana de Basquetebol durante a “poule” de apuramento disputada em Inhambane.

Para além do Desportivo Maputo, a ABCM exclui a Universidade Pedagógica, equipa que disputou, em Abril passado, a Liga Moçambicana de Basquetebol.

Facto é que a Universidade Pedagógica tem estado a investir no basquetebol, em particular, tendo participado também nas últimas edições da Liga. Só que, em Abril, não foi competente na quadra e viu-se despromovida da Liga Moçambicana de Basquetebol ao ocupar a 4ª posição no grupo A da prova do qual ainda faziam parte Ferroviário de Maputo e Beira, e a rebelde equipa do Maxaquene.

O conjunto do “coach” Lourenço Buque perdeu cinco jogos e venceu apenas um na fase preliminar.

 

“CASO INEIDEE PÁSCOA” SOB A FMB

É um caso que está a deixar os dirigentes do Maxaquene e Costa do Sol de cabelos levantados! Em Junho, as atletas “tricolores” que se transferiram para Costa do Sol foram num processo bastante contestado. Foram utilizadas por Leonel “Mabê” Manhique num duelo com a A Politécnica, sem os respectivos cartões de licença. Atento à situação, o Maxaquene submeteu um protesto junto à Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo pela “má qualificação das atletas”.

Analisados os factos arrolados, a ABCM averbou falta de comparência às campeãs nacionais (Costa do Sol) ao abrigo do artigo 70 do regulamento da agremiação.

“O jogador para disputar jogos oficiais ou particulares precisa de estar munido da respectiva Carteira-Licença e apenas poderá representar o clube nela indicado, pelo qual se encontra qualificado, salvo o caso previsto no artigo 44 o deste Regulamento”.

Acontece, porém, que as atletas continuam a treinar no Costa do Sol e o Maxaquene alega, outrossim, irregularidades no processo de transferência. O histórico clube e o mais titulado do país reclama uma compensação, até pelo facto de ter formado desportivamente as atletas e por estas terem representado a selecção nacional.

Ademais, o Maxaquene pagou, ao longo destes anos, as bolsas das atletas no Instituto Superior de Ciências e Tecnologia de Moçambique, pelo que pretende ser ressarcido. O “caso” está, agora, sob alçada da Federação Moçambicana de Basquetebol.

 

ZIKAI NO MAXAQUENE

Um dos destaques da promissora e incómoda equipa da A Politécnica do “coach” Carlos “Bitcho” Niquice, Edilson “Zikai” Tivane regressa à capital do país depois de ter jogado no Município da Beira, na edição última da Liga Moçambicana de Basquetebol.

Tivane, a fazer a posição 1, foi um dos jogadores com mais minutos contabilizados no conjunto beirense de Micail Takdir.

Nos “tricolors”, o base pode relançar a sua carreira que passou por alguns momentos menos bons quando se transferiu para o Ferroviário da Beira pela mão de Nasir “Nelito” Salé. De resto, com a saída deste “coach” e chegada do espanhol, Luis Lopez não conseguiu impor-se, tendo sido dispensado. Na armação do jogo do Maxaquene, terá a forte concorrência de Octávio Tchuma (melhor marcador da Liga Moçambicana de Basquetebol realizada em Abril) e dos filhos de José Geneto: Ronaldo e Rolando.

Veloz, Edilson Tivane fez parte da equipa da A Politécnica que, em 2016, ficou no terceiro lugar na Liga Moçambicana de Basquetebol após vencer o Desportivo Maputo.

À terceira prova do prestigiado troféu DTM, em GT4, Moçambique subiu ao pódio. Ou seja, o piloto Rodrigo Almeida foi simplesmente fenomenal ao terminar na 3.ª posição na prova disputada domingo, 3 de Julho, no circuito de Norisring, em Nuremberg, Alemanha.

Para Rodrigo Almeida, já não é só um sonho. Pilotando o Mercedes AMG da BWT Mücke Motorsport,  Almeida  fez, em 29 voltas, o tempo de 1: 605 24 55.069 décimas, numa prova que contou com a participação de dezoito pilotos com enorme potencial.

Numa pista simples, com duas curvas fechadas e uma chicana, definida para  2300 km (1429 mi), Rodrigo Almeida acelerou para o primeiríssimo lugar. Pressionou  o piloto da MW, Louis Henkefend, que venceu a corrida com o tempo de 33:07.277, seguido do neerlandês  Colin Caresani, completou a prova  em 2º lugar.

Nos momentos finais da corrida, o quinteto na frente de Heinemann, Henkefend, Oeverhaus, Caresani e Almeida, compensou as fases de safety car, proporcionando aos espectadores lutas de posição divertidas. Temporariamente, Heinemann, Henkefend e Oeverhaus afastaram-se de seus dois rivais, mas as intensas batalhas do trio superior permitiram que Caresani e Almeida voltassem a aproximar-se dos favoritos.

O piloto moçambicano melhorou significativamente a sua prestação, comparativamente à última corrida, disputada em Imola, Itália, na qual fechou no 9° lugar com 1:53.911 centésimos.

Na classificação actual, Rodrigo Almeida ocupa a 6ª posição, com 46 pontos, numa tabela liderada pelo alemão Colin Caresani, com 99 pontos. O segundo posto é ocupado por Tiem Heinemann, com Toyota Gazoo Racing, com 98 pontos, seguido de Theo Oeverhaus da Walkenhorst Motorsport, com 76.

Os Mambas iniciaram, hoje, os trabalhos de preparação com vista ao torneio Cosafa. A equipa técnica contou com todos os jogadores convocados para a prova regional.

Um arranque a todo gás dos Mambas, rumo ao embate com África do Sul, na próxima semana. Ambiente de descontração, com alguma “dose” de intensidade para afinar bem a estrutura e “ferver” quanto cedo o veneno.

Por isso mesmo, os 23 jogadores convocados pelo seleccionador nacional, Chiquinho Conde, estiveram presentes no campo anexo do Costa do Sol.

À última hora, uma substituição: a entrada de Dário Melo, jogador da União Desportiva de Songo, para o lugar do lesionado Kito. Chiquinho Conde já havia alertado que podia acontecer esta saída do jogador do Ferroviário de Maputo, caso a equipa médica dos Mambas, que curiosamente é a quase a mesma dos “locomotivas” da capital, confirmasse a lesão e a não recuperação atempada.

Os jogadores estão motivados e prontos para enfrentar a poderosa formação da África do Sul, que é anfitriã da prova.

Edmilson Dove, que pode ser o capitão dos Mambas nesta competição, deu a garantia de motivação no primeiro treino. “O dia de treino foi tranquilo, com todo o pessoal motivado.”

A motivação e boa-disposição são acompanhadas pelo cumprimento das orientações da equipa técnica, para que nada falhe. “Estamos a cumprir tudo aquilo que o Mister pretende para a Cosafa, assim como para a qualificação ao CHAN e acredito que todo o pessoal está motivado e com a mesma ambição e objectivo, que é chegar à África do Sul e fazer uma boa campanha, para depois esperar o jogo com a Zâmbia, no Zimpeto”, disse o jogador da União Desportiva de Songo, que representa os Mambas.

Outrossim, é o facto de ser um grupo jovem, conforme reconheceu Edmilson Dove, com “muitos jogadores novos” e, por isso, a primeira sessão serviu mais para “tentar conhecer-nos” e “trabalhar de modo com que cheguemos à Cosafa e façamos uma boa campanha”.

E o mais importante, para o jogador dos Mambas, é que “no dia 13, consigamos um bom resultado, que passa por ganhar”.

Os jogadores assumem que não será fácil passar os dois adversários conhecidos, nomeadamente África do Sul, para Cosafa, e Zâmbia, para o CHAN, mas já conhecem qual é o segredo para o sucesso, segundo contou Yude, jogador do Ferroviário de Maputo.

Para este, o segredo será “entrar na filosofia do treinador e dar o máximo”. Estes condimentos vão permitir “conseguirmos atingir os nossos objectivos, que são vencer todos os jogos que teremos pela frente”.

O combinado nacional vai realizar oito sessões de treinos em solo pátrio, antes da partida para Durban, onde a 13 de Julho defronta os Bafana Bafana para os quartos-de-final do torneio Cosafa.

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