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O País – A verdade como notícia

Seleccionador nacional quer aproveitar os sete dias em Vilankulo para adaptação às temperaturas altas, mas também para se aproximar dos adeptos locais para sentir o seu calor e transmitir confiança. Serão sete dias em Vilankulo, onde serão aprimorados os aspectos físicos e técnicos-tácticos, com destaque para o ataque, tendo em conta a pretensão de vencer todos os jogos até à final. A selecção de futebol de praia parti nas primeiras horas de amanhã rumo a Terra da Boa gente.

É a contagem decrescente rumo ao Campeonato Africano das Nações de Futebol de Praia, prova que terá lugar em Vilankulo, de 21 a 28 deste mês. Ou seja, faltam sete dias para o arranque da prova e a preparação do combinado nacional começa a ser mais centrada.

Esta quinta-feira, os “guerreiros da praia” deixaram Maputo com destino ao local da competição, numa clara demonstração de querer iniciar o quanto antes a prova e a ambição que se tem em fazer parte da festa, que se espera seja do início até ao final da prova.

Na terra da boa gente, o principal objectivo da ida mais cedo é “continuar a fazer o trabalho técnico-táctico”, tendo em conta que a selecção esteve, durante este tempo, depois do regresso do torneio Cosafa a fazer “mais trabalhos defensivos e remates nas paradas, porque “notamos que temos grande problema neste aspecto de finalização”, segundo disse Abineiro Ussaca, seleccionador nacional.

Em termos de plano de trabalho em Vilankulo, Ussaca esclarece que esta quinta-feira será dia de descanso depois da longa viagem terrestre, mas a partir de sexta-feira “vamos iniciar com os trabalhos de preparação que iniciam com a manutenção física, assim como aspectos técnicos que são a prioridade que estamos a trabalhar neste momento, principalmente os aspectos defensivos e no último capítulo, da finalização”, disse Ussaca.

A concentração destes aspectos nesta fase prende-se com as fragilidades demostradas pela selecção nacional durante o torneio Cosafa, onde os avançados moçambicanos não chegaram a marcar golos, tendo sido os médios e defesas os marcadores.

Assim, segundo Abineiro Ussaca, “não queremos que se repita porque se tivemos médios e defesas a marcarem muitos golos e tivéssemos tido também avançados a marcar, acredito que teria sido uma outra história em termos daquilo que foi a produção”.

Mas mesmo para fortalecer os sectores que estiveram em crise no Cosafa, a equipa técnica decidiu reforçar o combinado nacional, tendo por isso chamado jogadores já conhecidos, casos de Gabi, que joga foi o melhor marcador do “provincial” de Gaza, o Elton, jogador da Liga Desportiva de Maputo e que esteve no Cosafa do ano passado, e de Bachir, jogador com capacidade física forte e que esteve num torneio da polícia na Beira, que regressa à selecção.

Estas chamadas, de acordo com o seleccionador nacional, visam “limar um e o outro problema que achamos que foi o motivo do fraco desempenho de fracasso que tivemos  em Durban”.

Outro motivo importante que leva a selecção a viajar mais cedo para Vilankulo, segundo Abineiro Ussaca, é que “queremos estar dentro daquilo que são as temperaturas de lá. Sabemos que Vilankulo é uma das cidades mais quentes da zona sul e a questão das temperaturas conta bastante na produção para o desenvolvimento do desporto”, argumentou.

Ou seja, “estamos a pensar que nesses sete dias podemos nos adaptar às temperaturas altíssimas que vamos encontrar lá”.

Mas há mais: “é muito importante que a gente comece a partir de já a ter uma comunicação directa com todas as comunidades de Inhambane que se farão lá presente. Acreditamos que teremos muito apoio de adeptos daquela província e precisamos de ter o contacto com eles mais cedo para que possamos habituar daquilo que são das próprias culturas e o seu dia-a-dia e que eles possam sentir o mesmo calor que a gente quer sentir do lado deles, o mais cedo possível”, esclareceu o seleccionador nacional.

 

JOGOS AMIGÁVEIS SERIAM IMPORTANTES PARA O GRUPO

Outro aspecto levantado pelo seleccionador nacional é a questão dos jogos amigáveis antes do início da competição, como forma de limar as últimas arestas e conhecer melhor os cantos da casa.

“Até então tínhamos uma colocação já pedida e a direcção da FMF estava a trabalhar nesse sentido. Não sabemos o que vai acontecer até lá, mas a vontade, tanto nossa assim como da parte administrativa, é que pelo menos tivéssemos um ou dois jogos antes da prova. Mas não depende somente das vontades, depende também de toda a questão organizativa e logística que tem que ver com as próprias selecções que vão ser convidadas. Se responderem positivamente acredito que vamos fazer, mas se isso não acontecer vamos continuar a trabalhar entre nós e faremos o melhor para que possamos manter pelo menos o mesmo nível de exibição que temos estado a ter”, disse Abineiro Ussaca.

 

CONHECER OS ADVERSÁRIOS É UMA VANTAGEM PARA OS “GUERREIROS DA PRAIA”

Relativamente a questão competitiva em si, Moçambique está sediada no grupo A, juntamente com as congéneres do Malawi e Marrocos, depois da desistência da Nigéria, que coloca o grupo desfalcado.

Uma situação que deixa preocupado o seleccionador nacional, que considera que “em termos competitivos e do próprio campeonato vai perder alguma qualidade porque é menos um jogo, menos uma equipa”, ou seja, “já não terá o mesmo valor e significado que teria se cada série tivesse a composição de 4 selecções onde batiam-se todos de igual para igual até se apurar o campeão”, disse Ussaca.

Malawi será primeira adversário no primeiro dia de competições, uma selecção que declinou a participação no torneio Cosafa para se preparar em outro continente para esta competição africana, e o Marrocos será o segundo adversário, a 23 de Outubro.

Se com Malawi não há registo de jogos nos últimos anos, com o Marrocos já houve três jogos este ano, nos amigáveis realizados em Maputo, onde Moçambique venceu dois jogos e perdeu um. Ussaca diz conhecer os seus adversários da primeira fase e diz estar já preocupado com os possíveis adversários da segunda fase.

“Temos uma ideia real e sabemos concretamente o que é Uganda. Já o conhecíamos mas fomos ver umas coisas que foram melhorando do lado deles, por exemplo que eles não jogam muito no corredor central mas sim usam mais as aulas e usam mais o poderio físico e a partir de já estamos a trabalhar neste aspecto para tentar levar vantagem. O Senegal deixou de ser um bicho-de-sete-cabeças para nós. Notou-se que quando a gente imprimiu velocidade e jogamos de igual para igual, eles acabaram cedendo, razão pela qual o resultado foi mínimo no Cosafa. Já no passado perdemos com uma diferença de três golos e agora foi uma diferença de um gordo e isso significa que é uma grande melhoria do nosso lado, assim como do lado deles começam a perceber que afinal de contas nós podemos fazer alguma coisa de melhor”, finalizou Abineiro Ussaca.

Recorde-se que o grupo B é composto por Senegal, Uganda, Madagáscar e Egipto. Os dois primeiros classificados de cada grupo apuram-se às meias-finais e os vencedores qualificam-se ao Campeonato do Mundo e disputam o troféu continental.

A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) adiou por dois dias a realização do sorteio da “poule” de apuramento para o Moçambola 2023, nas três regiões do país, devido a irregularidades encontradas em sete clubes da segunda divisão. Assim, o sorteio foi remarcado para esta quinta-feira.

A “poule” de apuramento para o Moçambola 2023 devia iniciar-se no próximo fim-de-semana, nas três regiões do país, Norte, Centro e Sul. Mas as irregularidades na inscrição de algumas equipas apuradas condicionam o sorteio da prova, que devia ter sido feito esta terça-feira.

As irregularidades foram encontradas em sete clubes apurados, nomeadamente o Clube Universidade Pedagógica de Niassa e Clube Atlético de Sanjala, pela zona Norte, Sumeia FC de Mocuba, Mini Mundo de Inchope, pela zona Centro, União Desportiva de Zavala, Temusa Costa do Sol de Massinga e Clube Ferroviário de Gaza, pela zona Sul.

Os clubes visados não concluíram a inscrição dos seus jogadores no Sistema FIFA Connect no período estabelecido, e não conseguiram preencher os requisitos para o licenciamento de nível provincial, à excepção do Clube Mini Mundo de Inchope, que inscreveu apenas nove jogadores.

Para facilitar a conclusão do processo de inscrição dos jogadores no sistema, bem como o preenchimento de requisitos para licenciamento de nível provincial, a Federação Moçambicana de Futebol decidiu adiar a realização do sorteio da prova até esta quinta-feira.

Assim, só poderão ir a sorteio todos os clubes com inscrição dos seus jogadores concluída no Sistema FIFA Connect, bem como os que tiverem concluído o seu licenciamento para o nível provincial.

Recorde-se que pela zona Norte qualificaram-se as equipas da Universidade Pedagógica e Atlético de Sanjala, campeão e vice-campeão de Niassa, Associação Desportiva de Pemba e Baía de Pemba, campeão e vice em Cabo Delgado, Desportivo de Nacala e Sporting de Nampula, campeão e vice de Nampula, todos pela zona Norte.

No Centro, foram apurados os vencedores provinciais, nomeadamente, Liga Desportiva de Sofala, Textáfrica do Chimoio, de Manica, Chingale, de Tete e Ferroviário de Quelimane, da Zambézia, bem como os vice-campeões provinciais Estrela Vermelha da Beira, Mini Mundo de Inchope, FC Bagamoio de Moatize, de Tete e Sumeia FC de Mocuba, da Zambézia.

Ao nível da zona Sul, vão disputar a “poule” de apuramento o campeão e o vice-campeão provincial de Maputo-cidade, Matchedje e Estrela Vermelha, de Maputo-província Desportiva de Matola e ESFA de Boane, o Ferroviário e Clube de Gaza e, em Inhambane, a União Desportiva de Zavala e Temusa Costa do Sol da Massinga.

O pavilhão do Instituto de Ciências de Saúde, em Inhambane, acolhe, de 14 a 16 de Outubro, a “poule” de apuramento da zona sul para a Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal (masculinos) e Liga SASOL (femininos).

A prova irá contar, ao nível dos seniores masculinos, com a participação da A Politécnica, representante da cidade de Maputo; Escola Superior e Hotelaria e Turismo de Inhambane; campeã provincial de basquetebol da terra da boa gente; e União Desportiva de Boane, em representação de Maputo-província.

A Escola Superior e Hotelaria de Inhambane ganhou o direito de representar Inhambane na “poule” de apuramento depois de se sagrar campeã provincial com 16 pontos, resultantes de oito vitórias em igual número de jogos, seguida do Eagles da Maxixe com 14 pontos.

A Escola Superior e Hotelaria de Inhambane teve um cesto-average de 405 pontos marcados e 289 sofridos.

Já a Politécnica, que foi despromovida na última edição da Liga Moçambicana de Basquetebol, conseguiu a única vaga da zona sul depois de ter superado a concorrência do Desportivo Maputo e Universidade Pedagógica, duas formações que também lutavam para estar na “poule” de apuramento à Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal.

Ao nível dos seniores femininos, a prova vai movimentar a Lázio, representante da cidade de Maputo que ficou na 5ª posição no encurtado Campeonato da Cidade que ainda decorre; e a Escola Superior e Hotelaria de Inhambane, vencedora do Campeonato Provincial.

Ao nível da zona norte, teremos nos masculinos as formações de Nudex (Cabo Delgado), New Vision e Ferroviário de Nampula (Nampula) a discutirem uma única vaga de acesso à Liga Moçambicana de Basquetebol.

Na categoria de seniores femininos, a competição contará com New Vision, Mucupelinhas (que esteve na última Liga Sasol, em Maputo) e União Juvenil de Napipine.

Onze anos depois de terem concretizado o muito adiado sonho de jogarem juntos (ndr: foi na selecção nacional durante o “Afrobasket” de Madagáscar e, depois, nos Jogos Africanos Maputo 2011), Amarildo, Pio e Augusto Matos voltam a unir forças para representar o Sporting de Quelimane na “poule” de apuramento da zona centro à Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal, prova a realizar-se de 14 a 16 de Outubro. Gente da terra…para causas da terra!

Vai acontecer na Zambézia. De 14 a 16 de Outubro, o pavilhão Favizal acolhe, no seu bojo, o Sporting de Quelimane, Município da Beira (que esteve na última Liga) e ISPU de Tete que travam argumentos na luta pelo acesso à Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal.

Convocou-se, para o efeito, os santos da casa para fazerem milagres. O clã Matos, neste caso Amarildo, Pio e Augusto aceitou ao chamamento da terra para colocar, seis anos depois, a cosmopolita cidade de Quelimane no mapa da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal. Fintar a falta de ritmo competitivo, causada, naturalmente, por longa paragem e ausência das quadras será o primeiro desafio.

O segundo, esse, será resgatar todos os predicados e argumentos que se lhes colocaram, num passado recente, entre os melhores intérpretes do basquetebol moçambicano.

Faltou, e tal não será possível por estar contratualmente ligado ao Ferroviário da Beira, resgatar outro referenciado machuabo com estatuto de MVP: Ismael “Timo” Nurmamad.

Seja como for, no pavilhão Favizal, Amarildo Matos, que se estreou pela selecção nacional com apenas 16 anos, tem a responsabilidade de carregar o Sporting de Quelimane para exibições seguras na “poule” de apuramento da zona centro à Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal.

Aos 40 anos, Amarildo Matos terá que convocar toda a sua experiência na modalidade da bola ao cesto para devolver a alegria aos amantes do basquetebol em Quelimane.

Ainda que não tenha a mesma frescura do passado, o experimentado basquetebolista promete não ser de modas nesta fase de qualificação.

De resto, os cerca de 13 anos passados nos EUA, onde evolui na universidade de Alone, na Califórnia, e Tcheiney, em Pensilvânia, podem servir de inspiração para os outros componentes da equipa.

Mas mais do que transmitir os seus conhecimentos, o campeão nacional pelo Desportivo Maputo em 2002 será uma reserva moral e um factor aglutinador.

Três anos depois de ter disputado a final da Liga Moçambicana de Basquetebol em representação do Costa do Sol, Augusto “Gordo” Matos volta às quadras. Na equipa do tão contestado pelos corredores e não frontalmente Miguel Guambe, Augusto Matos contabilizou 18 pontos no jogo 2 da final diante do Ferroviário de Maputo mas não evitou a derrota por 90-78.

Desta vez, por uma causa: Quelimane, terra que o viu nascer. Longe dos holofotes do basquetebol, e entregue a outras missões da vida, Augusto “Gordo” Matos quer chamar à cola todos os atributos que fizeram dele uma das pedras-de-toque do Terceira Basket de Portugal, clube no qual foi melhor cestinha em vários jogos da então Liga Placard. Mais: foi nomeado para o cinco ideal em várias ocasiões.

Há, como referência no Augusto Matos, um jogador que no passado revelou-se determinante com suas exibições para o sucesso, em 2015, do Desportivo de Maputo de Bernardo “Coach B” Massimbe. Mas também brilhou, no ano seguinte, no Ferroviário de Maputo de Milagre “Mila” Macome que conquistou o campeonato nacional com vitória à negra na final frente ao homónimo da Beira (3-2, num play-off a melhor de cinco).

À ele, junta-se o seu gémeo Pio “Lingras” Matos. Castigado pelas lesões, Pio Matos fez a sua última aparição a sério também na final da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal. Estará, o MVP da Liga Moçambicana de Basquetebol de 2015, em condições de embalar em exibições cinco estrelas? Eis a grande questão!

Certo, certo mesmo, é que Pio “Lingras” Matos tem valor para ser um dos elementos mais importantes nesta luta pelo regresso de uma equipa de Quelimane à Liga Moçambicana de Basquetebol.

Os três anéis por si conquistados (2015, pelo Desportivo Maputo, e 2018 e 2019, ao serviço do Ferroviário de Maputo) podem, e deviam, ser inspiradores para provar que ainda tem algo a dar pelo basquetebol. Outra responsabilidade, e não menos importante: Zambézia vibrou, quando o filho da casa mereceu uma menção honrosa da FIBA-África na distinção dos dez melhores basquetebolistas do continente africano da última década.

O presidente da República, Filipe Nyusi, felicitou o jovem basquetebolista! E ele (Pio Matos) sabe que toda uma cidade vai estar atenta às suas exibições.
É bom também que Pio Matos recue no tempo e nos registo e rememore o seguinte: uma “bomba” sua consta das cinco melhores jogadas da primeira janela da fase africana de apuramento para o Campeonato do Mundo de basquetebol da China, em 2019.

Os gémeos desviados por David Canivete Jr do Maxaquene para o rival Desportivo Maputo, e integrados por Belmiro Simango na selecção sub-16 em 2005, têm uma palavra a dizer na “poule” de apuramento à Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal. Do mais velho, Amarildo Matos, já nem se fala.

A selecção nacional de futebol na categoria dos Sub-20 venceu Angola por uma bola sem resposta, em jogo da segunda jornada do grupo B da Taça COSAFA. Com este resultado, os Mambinhas garantiram a qualificação para as meias-finais.

No duelo lusófono da segunda jornada da Taça COSAFA, pelo grupo B, os Mambinhas levaram a melhor diante de Angola. Moralizados pela vitória na abertura da prova, por 5-0, diante das Seychelles, os treinados de Dário Monteiro foram impecáveis.

Desde logo, os actuais campeões da competição mostraram sinais de querer resolver a partida o mais cedo possível. Certeiros e seguros na abordagem do jogo, os Mambinhas criaram enormes dificuldades para o seu adversário.

Apesar dessa postura, o combinado nacional pecou no capítulo da finalização, na medida em que não conseguia traduzir as oportunidades criadas em golos. Por seu turno, a turma angolana tentava, de forma tímida e em situações de contra-ataques, chegar à baliza moçambicana. A primeira parte terminou com os dois conjuntos a procurarem chegar ao golo.

Na segunda parte, os Mambinhas voltaram mais esclarecidos, obrigando os angolanos a missões defensivas. Em contrapartida, a turma angolana, mesmo sem apresentar um futebol vistoso, voltou melhor que na primeira parte.

Como corolário da avalanche atacante, o conjunto nacional chegou ao golo, aos 63 minutos, por intermédio de Chamito, que surgiu na pequena área a cabecear vitoriosamente para o fundo das malhas.

Depois do golo, a selecção nacional acelerou ainda mais, tendo em vista garantir o golo da tranquilidade. Por seu turno, os angolanos tentaram correr atrás do prejuízo, sem, no entanto, chegar ao tão almejado golo. O autor do único tento, Chamito, foi eleito o melhor jogador em campo.

Com este resultado, o combinado nacional garantiu a qualificação para as meias-finais da prova. Os Mambinhas voltam a jogar esta quarta-feira, diante do Lesotho, em partida para a terceira jornada do grupo B. A selecção nacional é a única do grupo que, até aqui, já fez o pleno, ou seja, venceu os dois jogos, somando, por isso, seis pontos.

O tenista sul-africano Kris Van Wyk sagrou-se, na tarde de domingo, 9 de Outubro, vencedor do primeiro Future, em singulares, da 10ª edição do Standard Bank Open, que decorre nos “courts” do Jardim Tunduru, após vencer, na final, o zimbabweano Mehluli Sibanda, por dois sets a um (5/7, 6/3 e 6/0).

Apesar da perícia demonstrada no primeiro set, o zimbabweano não teve argumentos suficientes para contrariar a ascensão do seu oponente, que usou o primeiro set para rever a sua estratégia de jogo. E resultou! Kris Van Wyk soube explorar os pontos fracos de Mehluli Sibanda, tendo conseguido celebrar a vitória nos dois últimos sets, e, consequentemente, a partida.

Já em pares masculinos, a dupla constituída por Alec Beckley e Mehluli Sibanda venceu, na final, os seus pares Egor Tsarapkin e Guy Orly Iradukunda por dois sets a zero (6/1, 7/5).
Na entrevista, Kris Van Wyk considerou que a vitória resultou da concentração e do foco que teve durante o jogo, principalmente depois de perder o primeiro set, apesar de considerar que ambos reuniam condições para ganhar.
“Penso que estávamos preparados para vencer o jogo, embora a pressão estivesse do meu lado no primeiro set. Houve uma fase em que senti que os dois estávamos cansados, sem contar que ele teve uma semana muito dura, disputou jogos intensos. Mas tentei ser forte e foquei-me para vencer”, disse.
Este foi o primeiro Future da edição 2022 do Standard Bank Open, o maior torneio de ténis e a única competição internacional da modalidade que acontece no país, organizado pelo Standard Bank, em parceria com Federação Internacional de Ténis (ITF), Federação Moçambicana de Ténis (FMT) e o Clube de Ténis de Maputo (CTM).
A qualidade da organização e dos atletas, bem como a intensidade dos jogos mereceram uma avaliação positiva do presidente do Conselho de Administração do Standard Bank, Tomaz Salomão, que explicou que o torneio se insere no âmbito do apoio que o banco tem prestado ao desporto, e visa massificar a prática desta modalidade no país, onde ainda é tida como sendo de elite.
“Torneios desta natureza permitem que os tenistas nacionais e amadores tenham a oportunidade de ver atletas que estão bem cotados no ranking mundial e que participam em grandes provas. Isso faz crescer a modalidade no país e é um contributo para que olhemos para o potencial que temos e possamos crescer como país praticante do ténis. É um processo que vai conquistando crianças e jovens, e é uma forma de massificar a prática do ténis”, frisou Tomaz Salomão.
A propósito, o presidente da Federação Moçambicana de Ténis, Jonas Alberto, destacou o envolvimento do banco na massificação da modalidade e internacionalização dos atletas nacionais através do Standard Bank Open, que é, hoje, reconhecido como uma das principais provas não só ao nível da região, mas também do continente.

“Fomos reconhecidos, durante a última reunião da Assembleia-Geral da Federação Internacional de Ténis (ITF, em inglês), como uma referência na organização de torneios do género. Temos a agradecer ao Standard Bank por estar connosco há mais de 10 anos e por acreditar na nossa visão e política de massificação da modalidade”, sublinhou.
Importa realçar que se iniciou, sábado, o Top Moz, competição para jogadores residentes em Moçambique, sendo que, entre os dias 11 e 16 de Outubro, será igualmente disputado o segundo Future.

O Costa do Sol recebeu e venceu o Ferroviário de Nacala por 2-0, em jogo da 14ª jornada do Moçambola. Os “canarinhos” regressam aos primeiros três lugares da tabela classificativa.

Após atravessar um mau momento caracterizado por resultados negativos, facto que criou uma pilha de nervos no seio dos adeptos, o Costa do Sol voltou a encontrar o caminho das vitórias. Nas últimas duas jornadas os “canarinhos” amealharam duas vitórias.

Na presente ronda, os treinados de Artur Semedo receberam e venceram o Ferroviário de Nacala por duas bolas sem concorrência, com os dois golos a serem apontados por Danilo e Wisdom. Com este resultado, os “canarinhos” passam a somar 25 pontos na terceira posição, os mesmos que a Associação Black Bulls, na segunda.

Na próxima jornada, o Costa do Sol desloca-se a Nampula para defrontar o Ferroviário local, que, na presente ronda, perdeu diante do Matchedje de Mocuba por 1 – 0. Os “locomotivas” de Nampula ocupam a quarta posição com 22 pontos, enquanto o Matchedje se mantém na última posição.

Ainda nesta ronda, o Incomáti de Xinavane impôs um empate sem abertura de contagem à Associação Black Bulls, numa partida em que os donos da casa até poderiam ter vencido, pecando no capítulo da finalização.

Na jornada que segue, o Incomáti vai defrontar a Associação Desportiva de Vilankulo, enquanto os actuais campeões nacionais vão medir forças com o Ferroviário de Maputo. A presente jornada foi manchada pelo facto de a partida entre a União Desportiva do Songo e a Liga Desportiva de Maputo não ter sido realizada, em face de os “muçulmanos” não se terem deslocado para Tete.

A Liga Desportiva protesta o facto de ter quatro jogadores a representarem as selecções nacionais. O clube submeteu uma carta à Liga Moçambicana de Futebol a pedir o adiamento do jogo, ao que o organismo que gere a maior prova futebolística nacional não anuiu.

O jogo entre o Ferroviário de Maputo e o seu homónimo de Lichinga foi remarcado para hoje. Já a partida entre o Ferroviário da Beira e Associação Desportiva de Vilankulo foi adiada, em face de os “locomotivas” do Chiveve estarem envolvidos na Taça CAF.

Inserido no âmbito da descoberta de novos talentos para as diversas modalidades de automobilismo movimentadas pelos Automóvel & Touring Clube de Moçambique (ATCM), membro da FIA, a academia de karting Cristiano Morgado, a Blutech, acaba de formar mais 10 novos pilotos de karting.

A iniciativa é da direcção do ATCM, liderado por Rodrigo Rocha, e vem dar resposta ao investimento feito na área da formação neste primeiro ano de mandato em curso, com destaque para o apetrechamento da academia de karting Cristiano Morgado com os novos equipamentos.

O sexto curso da academia de karting Cristiano Morgado Blutech foi bastante concorrido, tendo sido orientado pelos instrutores Guilherme Rocha e Dylan Duarte, numa coordenação de Luís Rocha, figura responsável pela formação de novos pilotos para as diversas modalidades de automobilismo.

O último curso da academia de karting Cristiano Morgado Blutech decorreu dentro do programa traçado por Luís Rocha e pela sua equipa de instrutores, e foi marcado pela apresentação dos equipamentos (karts) e manuais de formação. Todos os inscritos receberam fatos de corridas, luvas e capacete, equipamento obrigatório nas aulas teóricas e práticas.

Durante as quatro sessões da última academia de karting Cristiano Morgado Blutech, os participantes tiveram um acompanhamento directo dos pilotos experientes nas diversas modalidades de automobilismo.

Ao longo do processo de formação dos novos pilotos, os procedimentos e regras de segurança nas corridas também mereceram grande destaque e, no encerramento da última etapa da presente época, os cursistas tiveram a oportunidade de colocar em prática tudo o que aprenderam na academia de karting Cristiano Morgado Blutech.

A última sessão do 6° curso da academia de Karting Cristiano Morgado Blutech decorreu no kartódromo do ATCM, palco do campeonato de Karting Ronil e das outras modalidades movimentadas pelo ATCM. Houve espaço para a simulação de uma corrida de karting e, no fim, todos os participantes se saíram muito bem.

Os pilotos Mauro Almeida e Manuel Barbosa foram os grandes vencedores do 4º Super Grande Prémio Picanto Cup. O certame atraiu, sábado, muito público ao Autódromo Internacional de Maputo.

A retoma do Super Grande Prémio Picanto CUP, dois meses depois, não podia ter corrido de feição para a equipa da Moztek Racing. É que, em pleno sábado de muita adrenalina no Autódromo Internacional de Maputo, Mauro Almeida e Manuel Barbosa evidenciaram a sua grande perícia ao volante, dominando, no fim, a classificação geral.

Com o Autódromo Internacional de Maputo a registar boa casa, os pilotos ganharam inspiração e aceleraram para uma tarde de grandes batalhas.

E, acima de tudo, com a disputa a ser de cortar a respiração a qualquer amante do desporto motorizado, a Moztek Racing foi a mais feliz ao cabo das quatro mangas que caracterizaram o 4ª Super Grande Prémio Picanto CUP.

Clientes assíduos do pódio, Cristian Bouché e André Betencourt (da equipa  Trentyre Rasteirinho) fecharam a prova na segunda posição, seguidos dos pilotos Remi Guigui/Pedro Oliveira (em representação da equipa Moztek Pro-62).

Em dia de grande inspiração, Marco da Cunha foi simplesmente imperial na Manga A, deixando para trás a forte concorrência dos pilotos Luís Morreira e Paulo Colison, que ocuparam a segunda e terceira posições, respectivamente. Luís Morreira, uma “velha raposa” do desporto motorizado, está de volta às corridas e deu sinais claros de que é um piloto a ter em conta.

“Eu tinha o André Bettencourt atrás de mim. Ele teve um erro numa das voltas e eu soube aproveitar. Eu sabia que precisava apenas de fazer voltas rápidas para me destacar como vencedor”, disse Marco da Cunha.

Manuel Barbosa arrasou na Manga B, onde até arrancou em falso, mas depois conseguiu recuperar alguns lugares, controlando, depois, a marcha e perseguição encetada pelos pilotos Pedro Oliveira e Paul Del Rei, que terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente.

“Esta prova, de uma forma geral, acabou por ser um bocado monótona. Tive a sorte de, na primeira volta, ter conseguido recuperar muitos lugares. Houve alguns incidentes que eliminaram alguns concorrentes. Eu consegui, felizmente, passar sem problemas e, a partir do momento em que passei para o primeiro lugar, consegui implantar um ritmo rápido”, analisou o piloto Manuel Barbosa.

No final, os pilotos foram consagrados com troféus e valores monetários que variam de 10 a 25 mil Meticais oferecidos pelo FNB, um dos grandes patrocinadores desta competição que se tornou uma referência do desporto motorizado em Moçambique e além-fronteiras.

RICARDO PEREIRA EM DESTAQUE

Ricardo Pereira! Que se fixe este nome! No dia de estreia absoluta nas provas de modificados, há um nome que sobressaiu no Autódromo Internacional de Maputo. Ricardo Pereira dominou a prova de modificados da classe “B”, destacando-se como vencedor. Experiente, o piloto Mauro Costa ficou em segundo lugar, seguido de Nico Banze na terceira posição.

Já na classe “C”, com poucos participantes, o destaque vai para Ibraimo Ibraimo, jovem piloto que ficou em primeiro lugar.

O Presidente do Automóvel & Touring Clube de Moçambique, Rodrigo Rocha, diz que o 4º Super Grande Prémio Picanto Cup superou as expectativas dos participantes e não só. Rocha destacou, no fim, a entrega de todos os pilotos que se mostraram entusiasmados com a retoma das competições cerca de dois meses depois.

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