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O País – A verdade como notícia

Numa partida em que o internacional moçambicano Zainadine Júnior foi titular, o Marítimo empatou, domingo,  com o Arouca a uma bola, em desafio inserido na 10ª jornada da Liga Portuguesa. Já o Chaves de Bruno Langa venceu o Gil Vicente por 3-1.

Marítimo, lanterna vermelha do campeonato, continua sem vencer e, em casa, perante mais de nove mil espectadores, não foi para além de um empate a uma bola com o Arouca, golos marcados na primeira parte, por André Vidigal (13′), para o Marítimo e, depois, Antony a empatar, perto do intervalo, ao minuto 44.

O jogo, desde cedo, mostrou tendência para o equilíbrio, com Zainadine (Marítimo) e Alan Ruíz (Arouca), a tentarem o golo e, efectivamente, foi essa a nota de domínio da partida, com repartição idêntica ao nível da posse de bola e da criação de oportunidades de golo, com os insulares a verem um golo anulado, por indicação do VAR, a André Vidigal, em fora de jogo, aos 42’.

A segunda parte começou de forma polémica, com Joel Tagueu a cair na área arouquense e o árbitro portuense Manuel Oliveira a considerar penálti. No entanto, após consulta das imagens televisivas, o juiz reverteu a decisão inicial. Também aos 90’+2, os jogadores do Marítimo pediram castigo máximo por alegada falta sobre Carlos Liza, todavia o árbitro voltou a considerar não haver razão para tomar tal decisão.

De resto, as oportunidades para marcar dividiram-se na etapa complementar, contudo a mais clamorosa de todas que, por muito pouco — valeu a grande estirada de Arruabarrena — pertenceu à equipa da casa, após cabeceamento de Jesús Ramírez.

 

CHAVES DE BRUNO DÁ VOLTA AO RESULTADO

Com Bruno Langa a titular, o Chaves venceu, domingo, o Gil Vicente (3-1) num jogo com dois tempos e cujo resultado não oferece discussão.

Os barcelenses marcaram primeiro, contudo ainda em fase de equilíbrio, no aproveitamento de uma situação crítica na retaguarda flaviense, e foram para o descanso com menos uma unidade, por expulsão de Marín.

Depois do intervalo, em vantagem territorial, seria então a vez de a equipa de Vítor Campelos apressar a recuperação, tirando partido da inferioridade do inimigo e de uma nova força pressionante, sobretudo carrilada pelo flanco direito.

Além dos três golos que esse período deu aos locais, outros tantos terão ficado por marcar, ora por manifesta infelicidade ora por decisões arbitrais em lances de difícil julgamento.

Aí está, pois, o primeiro triunfo caseiro do Chaves ao quinto desafio nos seus domínios e uma derrota que dará que pensar aos de Barcelos, já que cometeram muitos erros defensivos.

 

MEXER NÃO SAI DO BANCO

O Estoril Praia, conjunto onde evolui Mexer (que não saiu do banco), perdeu, sábado, com SC Braga, na Amoreira, por 2-0. Al Musrati marcou o primeiro golo logo aos 10 minutos, mas o momento mais alto do jogo foi mesmo o golo fabuloso de Vitinha, que a uns bons 25 metros da baliza rematou forte ao ângulo, com a bola a tabelar na barra e a entrar.

A pressionar muito alto, sem deixar o Estoril sair para a transição em condições de causar dano à defesa, o SC Braga foi tomando conta do jogo e, após aquele momento de inspiração de Vitinha, sentiu-se que muito dificilmente o SC Braga se deixaria surpreender.

Mesmo assim, o Estoril voltou dos balneários mais agressivos e, na segunda parte, foi mais agressivo e lá foi deixando o SC Braga um pouco menos confortável no jogo. Mas valeu o acerto defensivo, as boas exibições de Paulo Oliveira e Tormena e um meio-campo onde Al Musrati, Castro e Iuri Medeiros foram verdadeiro tampão para segurar a preciosa vantagem conquistada nos primeiros 45 minutos.

Depois de um período mais complicado para os minhotos, o SC Braga volta a ser aquela equipa poderosa e mandona que o início de época mostrou. E agora colado ao FC Porto…

O Estoril, pela segunda parte que fez, ao ser uma equipa bem mais ambiciosa, merecia ter marcado um golo, mas também é verdade que poderia ter sofrido mais dois ou três quando se lançou para o ataque e ficou a jogar com apenas três defesas.

O vólei de praia continua, e recomenda-se, a elevar bem alto a bandeira de Moçambique no concerto das nações africanas.

Pois é, nas areias da praia, ao nível da região VI, as voleibolistas moçambicanas Ana Paula Sinarportar, 22 anos, e Vanessa Muianga, 26, deixaram bem claro, domingo, que não têm adversárias à altura, ao sagrarem-se penta campeãs (cinco títulos consecutivos conquistados) no circuito realizado em Lesotho.

Extremamente fortes na rede, nos bloqueios e remates, Ana Paula Sinaportar/Vanessa Muianga levaram a melhor sobre as compatriotas Ângela Tembe e Natália Intego, vencendo por 2-0 com os parciais de 21-15 e 21-11.

Ouro sobre azul: o país conquistou as medalhas de ouro e prata nesta competição, dando, uma vez mais, claros sinais de que a modalidade tem evoluído a níveis satisfatórios.

Já na categoria de masculinos, a dupla Ainadino Martinho/Jorge Monjane conquistou a medalha de prata, após vencer o par do Botswana formado por Sekao Jack e Chiswaniso Jorge por dois sets a zero com os parciais de 21-19 e 21-18.

Os voleibolistas Ainadino Martinho/Jorge Monjane falharam, desta forma, a revalidação do título cinco etapas depois de terem estado em grande plano.

Feitas as contas, Moçambique conquistou um total de quatro medalhas na sexta etapa do circuito da zona VI das quais uma de ouro (Ana Paula Sinaportar/Vanessa Muianga), duas de prata (Ângela Tembe e Natália Intego que foram finalistas em femininos), prata (Ainadino Martinho/Jorge Monjane) e bronze (através da dupla José Mondlane/Osvaldo Mungoi que derrotou os zimbabweanos Mapfumo e Madiba por 2 sets a 0, com parciais de 21-16 e 21-12).

Nesta competição, na qual saiu uma vez mais valorizado, Moçambique competiu com as duplas Ana Paula/Vanessa Muianga, Natália Intego/Ângela Tembe e Vânia Muiambo/Verónica Rock em femininos, bem como Ainadino Martinho/Jorge Monjane, José Mondlane/Osvaldo Mungoi e Denilson Sitoe/Alírio Mandlate, em masculinos.

Era o adversário menos desejado de Moçambique no acesso à final da edição 2022 do Campeonato Africano de Futebol de Praia. Senegal, campeão africano em título, vai contra as previsões iniciais medir forças com o combinado nacional, quarta-feira, na Arena de Vilankulo, num duelo que se prevê intenso e de muita disputa entre os dois conjuntos.

É a reedição da final do “Africano” realizada em 2021, em Dakar, Senegal, na qual os senegaleses dominaram o jogo, manietaram Moçambique e conquistaram o título de campeões africanos ao vencerem por 4-1.

Trata-se de um conjunto com boa estrutura e com fortes ambições de revalidar o título, daí que os “guerreiros da praia” terão de se aplicar a fundo para saírem vitoriosos.

Aliás, na campanha na fase de grupos do Campeonato Africano de Futebol de Praia, o Senegal evidenciou a sua força com três vitórias em igual número de jogos.

Na primeira jornada, o Senegal goleou o Uganda por expressivos 10-1, num duelo em que os ugandenses viram o seu adversário passear a classe na Arena de Vilankulo.

Depois, na segunda jornada, os campeões africanos em título bateram o Egipto por 6-2. Nesta partida, o Egipto, finalista vencido do Torneio Cosafa, deu alguma réplica, mas depois veio ao de cima a qualidade dos senegaleses.

No fecho da competição, não tiveram dificuldades para derrotar o Madagáscar e fechar o grupo “B” na primeira posição com seis pontos.

O Senegal parte, igualmente, para esta prova com o estatuto de vencedor do Torneio Cosafa, depois de, no arranque de Outubro corrente, ter vencido o Egipto na final da competição por 5-3.

No último duelo entre as selecções nacionais de futebol de praia de Moçambique e Senegal, os actuais campeões africanos levaram a melhor com uma vitória por 5-4, em jogo da 1ª jornada do grupo “A” do Torneio Cosafa.

Mais esclarecido, o Senegal chegou a ter uma vantagem de 4-0 com tentos da autoria de Amar Samb, Seydina Diagne, Papa Ndour e Mamour Diagne.

O conjunto orientado por Abineiro Ussaca reagiu com dois golos apontados por Nelson Manuel Figo, reduzindo a desvantagem para 4-2, mas Mamour Diagne não esteve para meias medidas, ao marcar o quinto tento do Senegal.

Moçambique continuou a pressionar e o máximo que conseguiu foi reduzir para 5-4 com tentos da autoria de Ramossete e Arroz.

Os senegaleses ocupam a 5ª posição no “ranking” de África e 36º lugar ao nível mundial, de acordo com a última actualização feita pelo “Beach Soccer Worldwide”.

A selecção nacional de futebol de praia perdeu, hoje, diante do Marrocos, por 3-1, em jogo da segunda jornada do grupo A. Os “guerreiros de praia” ficam, agora, dependentes do jogo entre Marrocos e Malawi, esta segunda-feira, para saberem se se qualificam ou não para as meias-finais.

Havia muita expectativa em torno da prestação da selecção nacional diante do Marrocos. Uma expectativa que se agudizou quando os guerreiros de praia abriram o marcador, ainda no primeiro período, por Ramossete, de grande penalidade.

Parecia que seria mais uma vitória de Moçambique no CAN de futebol de praia, mas, mesmo apoiados pelos adeptos nas bancadas, os guerreiros viram-se encurralados e cederam.

Kamal Yassine aproveitou um erro defensivo e empatou o jogo ao abrir o segundo tempo.

E porque as comportas estavam abertas, Marrocos fez a cambalhota no marcador a 9 segundos do fim do segundo período por Anuar Findi.

Depois, foi correr atrás do prejuízo no último tempo, mas, antes mesmo que houvesse grande reacção, chegou o definitivo balde de água fria, quando Jabarry fez o 3-1 para os marroquinos.

Tentaram os guerreiros de praia, mas as suas armas tinham sido já confiscadas pelos leões de atlas.

Moçambique reza, assim, para Marrocos vencer Malawi, esta segunda-feira, para garantir a qualificação às meias-finais, em segundo lugar.

A União Desportiva de Songo reforçou a liderança no Moçambola após golear, sábado, o Ferroviário de Nampula por 5-1, em jogo da 16ª jornada do Moçambola 2022. Com esta vitória, os “hidroeléctricos” passaram a somar 39 pontos, mais oito que a Black Bulls, o segundo classificado.

Reacção em força da União Desportiva do Songo à derrota sofrida diante do Ferroviário de Nacala, por 2-1, em desafio da jornada 15 do Campeonato Nacional de futebol. Domingo, os “hidroeléctricos” descarregaram o desaire sobre o Ferroviário de Nampula que encaixou cinco golos no Songo.

Num duelo com um único sentido, a baliza dos “axinenes”, Nelson abriu o activo aos 12. O suspeito do costume, Lau King, elevou a contagem para 2-0, quando estavam jogados 41’. Já na segunda parte, a União Desportiva do Songo acelerou para uma goleada. Adams, aos 76’, marcou o terceiro dos donos da casa. Dois minutos depois, Belito ainda reduziu para os visitantes. Euforia travada, essa, com um golo de Dário. Com esta vitória, os “hidroeléctricos” passaram a somar 39 pontos, mais oito que a Black Bulls, o segundo classificado.

O Ferroviário de Nampula, esse, continua na quarta posição com 25 pontos. Ainda no sábado, na abertura da 16ª jornada do Moçambola 2022, o Ferroviário de Maputo não foi para além de um empate a uma bola diante da Associação Desportiva de Vilankulo. Nelsinho abriu o activo no Estádio da Machava aos 17’. O Ferroviário de Maputo é 5º classificado com 23 pontos, enquanto a Associação Desportiva de Vilankulo ocupa a 9ª posição com 16 pontos.

Isto, de resto, depois de Tununo, servido por Shaquille ter desperdiçado uma soberana oportunidade para marcar. O mesmo Tununo teve o golo nos pés, na segunda parte, mas o seu remate foi devolvido pelo poste. Jaime fez o contrário. Aos 63’, o jogador da Associação Desportiva de Vilankulo encheu o pé e fez o empate. Balde de água fria na Machava.

Quem regressou às vitórias no Moçambola 2022 é o Costa do Sol. A jogar em casa, o conjunto orientado por Artur José Semedo falhou na primeira parte para não conseguir sair com um resultado histórico. Beto Maravilha e Ciganinho foram a expressão do desacerto com a baliza por parte dos “canarinhos”.

Valeu uma grande penalidade convertida por Cambato, aos 27’, para dar uma vantagem mínima ao intervalo! Já na segunda parte, Ciganinho redimiu-se de tamanha falta de pontaria ao marcar aos 49’. Ainda houve espaço para Widson, aos 65’, fixar o resultado final em 3-0. Sexto golo do avançado do Costa do Sol na competição. O Costa do Sol é, agora, 3º classificado com 28 pontos.

As honras desta jornada vão também para o Incomáti que, a jogar no canavial, derrotou a Liga Desportiva de Maputo por 2-1. Terceira vitória dos açucareiros que estão a encetar uma boa recuperação desde que Victor Manyamba assumiu o cargo de treinador desta formação. Com esta vitória, o Incomáti passou a somar 16 pontos, os mesmos que a Associação Desportiva de Vilankulo.

A selecção nacional de futebol Sub-23 perdeu diante do Gana, por duas bolas a uma, em jogo da primeira mão da segunda eliminatória de acesso ao campeonato africano da categoria, cuja fase final será realizada no próximo ano, em Marrocos.

O combinado nacional entrou com pé esquerdo na segunda eliminatória de acesso ao CAN da categoria. Mesmo jogando em casa diante do seu público, o conjunto de Chiquinho Conde não teve argumentos para contrariar a poderosa selecção do Gana. Tímidos e receosos, os Mambinhas entregaram a iniciativa do jogo aos ganeses, que, mesmo assim, não conseguiam chegar com perigo à baliza à guarda de Kimiss Zavala.

Coube a Moçambique a primeira oportunidade de golo, através do atacante Pinho, que surgiu na grande área a cabecear, porém sem a intensidade necessária. Nada que assustasse os “Black Stars”, que jogando, no limite do erro do adversário, iam tentando criar “crateras” na zona mais recuada dos Mambinhas. A primeira parte terminou sem abertura de contagem.

Tal como na primeira, na segunda, o Gana entrou a mandar, desta feita encostando os Mambinhas às cordas. Como resultado disso, a equipa orientada por Ibrahim Tanko chegou ao golo, por intermédio de Daniel, na conversão de uma grande penalidade a castigar uma falta de Foia na grande área. Revés para os Mambinhas, que face ao golo ficaram desnorteados.

Ainda assim, Gianluca respondeu com um livre bem executado, mas com o remate a “morrer” nas mãos do guardião ganês. E como quem não marca arrisca-se a sofrer, o Gana chegou ao segundo golo, mais uma vez por intermédio de Daniel na conversão de uma grande penalidade.

Tudo ficava cada vez mais complicado para os Mambinhas. Em mais um momento de inspiração de Gianluca na conversão de um livre o seu remate foi devolvido pelo travessão. Na recarga, Danilo teve o discernimento necessário para marcar. Os Mambinhas acordaram, imprimindo uma nova dinâmica no jogo.

Já com a entrada de Danilo, o jogo do combinado nacional melhorou substancialmente, mormente no sector mais avançado. Apesar desse ascendente, o conjunto nacional não conseguiu chegar a um empate, muito por culpa da sua ineficácia no capítulo da finalização.

É uma boa nova para o boxe moçambicano. É um reconhecimento que eleva cada vez mais a além-fronteiras assim como no país. De acordo com o “ranking” divulgado há dias pela Confederação Internacional de Boxe (IBA), Moçambique passou a ocupar o primeiro lugar com 5000 pontos.

A última actualização do “ranking” da Confederação Internacional de Boxe (IBA) não deixa margem para dúvidas! O boxe moçambicano está na mó de cima. Está, claramente, no bom caminho e recomenda-se.

Os resultados animadores ao nível internacional foram determinantes para que Moçambique subisse 27 lugares e passasse a liderar o “ranking” continental, agora com 5000 pontos, seguido da Argélia com 4400.

O Quénia é o 3º classificado no “ranking” com 3600 pontos, sendo que a República Democrática do Congo e Marrocos ocupam a 4ª e 5ª posições com 2700 e 2400 pontos, respectivamente.

Uma subida assinalável para um país que, há cinco anos, ocupava a 27ª posição do “ranking” africano e 90º ao nível mundial no boxe.

O facto é que Moçambique é o país com maior número de atletas, ao nível de África (5 atletas), que, por um lado, ocupam a posição número um no continente e, por outro lado, dois pugilistas ocupam a posição número três nas categorias em que estão inseridos.

Uma coisa é certa! Esta subida no “ranking” do boxe mundial é resultado de excelentes resultados que o boxe moçambicano tem alcançado ao nível internacional, com particular destaque para as prestações das pugilistas Rady Gramane e Alcinda Panguana, atletas que estiveram presentes nos Jogos Olímpicos de verão 2022, em Beijing.

Mais, os atletas moçambicanos estiveram em bom plano no Campeonato Africano realizado em Maputo, precisamente no pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane, conquistando cinco medalhas de ouro.

De resto, Moçambique fez história na competição ao colocar no pódio os pugilistas Alcinda Panguana (66-70 kg), Rady Gramane (70-75 kg), Yassine Nordine (47-48 kg), Armando Sigauque (54-57 kg) e Albino “Solomone” Gabriel (80-86 kg).

Nos Jogos das Commonwealth, realizados em Agosto, Moçambique esteve, outrossim, em grande plano ao conquistar três medalhas.

Rady Gramane conquistou a medalha de prata, ao perder, na final, diante da canadiana Tamara Thiboalt, enquanto Alcinda Panguana açambarcou a medalha de bronze, ao perder, na meia-final, frente à australiana Kaye Scott.

Nos masculinos, Tiago Muxanga perdeu frente a Adam Wash, da Irlanda do Norte, tendo ganhado a medalha de prata.

Na sua primeira vez numa competição do género, Muxanga não decepcionou e inscreveu o seu nome na lista de medalhados do país, juntando-se a Lurdes Mutola, Tina da Gloria, Maria Manuela, Rady Gramane e Alcinda Panguana.

Em Maio, a pugilista moçambicana Alcinda Panguana conquistou a medalha de prata no Campeonato Mundial de Boxe, em Istambul, na Turquia. No combate diante da irlandesa Lisa Edel O”Rourke, Panguana deu o seu melhor, mas a irlandesa acabou por vencer.

Por sua vez, a sua compatriota Rady Gramane conquistou a medalha de bronze que lhe conferiu o prémio de 25 mil dólares.

 

BASQUETEBOL AO RITMO DO FERROVIÁRIO DE MAPUTO E COSTA DO SOL

Ferroviário de Maputo e Costa do Sol protagonizam, a partir desta sexta-feira, as finais do Campeonato da Cidade de Basquetebol em ambos os sexos. Nas meias-finais, o Costa do Sol venceu o Maxaquene, por 2-1, no “play-off”, a melhor de três jogos. Já o Ferroviário de Maputo venceu a A Politécnica também por 2-1.

Ferroviário de Maputo e Costa do Sol reeditam a final do Campeonato da Cidade de Basquetebol em seniores femininos. Nos masculinos, é a reedição da final de 2018 vencida categoricamente pelo Ferroviário de Maputo por 3-0 no “play-off” a melhor de cinco jogos.

A marcha para a final não foi de todo fácil para o Ferroviário de Maputo e Costa do Sol em masculinos, conjuntos que foram obrigados a uma decisão à negra, ou seja, a recorrerem ao jogo três para assegurar a presença na final.

Na quinta-feira, no pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane, a equipa sénior masculino do Costa do Sol, campeão em título, sentiu imensas dificuldades para vencer o Maxaquene por 60-52. Oito pontos de diferença que espelham o equilíbrio e a réplica dada pela jovem e aguerrida formação “tricolor”.

No dia seguinte, no pavilhão do Maxaquene, o Costa do Sol voltou a sentir na pele a ousadia do conjunto orientado por Hermínio Changule. Os “tricolores” fizeram valer o “factor” casa para vencerem por 68-65, forçando, desta forma, a decisão para o último jogo. Num duelo com muito contacto físico e alguns retoques de agressividade, o Costa do Sol foi mais forte e concentrado, vencendo o Maxaquene por 60-43. Os “canarinhos” asseguraram, assim, a segunda presença consecutiva na final do Campeonato da Cidade de Basquetebol em seniores masculinos.

No pavilhão da A Politécnica, assistiu-se, quinta-feira, a uma partida equilibrada e imprópria para cardíacos. Apático, o Ferroviário de Maputo não teve esclarecimento ofensivo (com 6:23 minutos, por se jogar no primeiro quarto, não tinha pontuado) e a A Politécnica fez um parcial de 5-0. Os “locomotivas” ajustaram e controlaram o primeiro e segundo quartos. Mas, no terceiro quarto, os “politécnicos” estiveram melhor, sobretudo, debaixo da tabela onde ganhavam as segundas bolas. Com o seu tiro exterior, os “locomotivas” não só foram buscar o resultado (perdiam por seis pontos) como também forçaram o prolongamento e acabaram por vencer o jogo por 68-65.

No jogo 2, mais do mesmo: equilíbrio e muita luta. Foi mais feliz a A Politécnica que venceu por dois pontos: 54-52! Já no jogo 3, no sábado, o Ferroviário de Maputo entrou com tudo e condicionou os “politécnicos”, vencendo por 70-49. A A Politécnica acusou cansaço, não teve pernas para ir buscar o resultado.

 

COSTA DO SOL VS FERROVIÁRIO TAMBÉM EM FEMININOS

A nível dos seniores femininos, Costa do Sol e Ferroviário de Maputo voltam a travar argumentos na final do Campeonato da Cidade. O Costa do Sol não teve dificuldades para ultrapassar a equipa “B” do Ferroviário de Maputo com vitórias por 70-25 (jogo 1) e 77-27 (jogo 2). Já o Ferroviário de Maputo começou por vencer, nas meias-finais, a A Politécnica por um ponto: 54-53. No jogo 2, as “locomotivas” não deram qualquer hipótese à A Politécnica, ao vencerem por 70-32.

Moçambique entrou com o pé direito no Campeonato Africano de futebol de praia. Hoje, no jogo inaugural da prova que decorre em Vilankulo, Inhambane, a selecção nacional de futebol de praia derrotou o Malawi por 4-2, numa partida acompanhada atentamente pelo Presidente da República, Filipe Nyusi.

Os “guerreiros da praia” até entraram em falso na partida. Aos 9’, Dala aproveitou um erro defensivo para colocar os malawianos em vantagem no marcador.

Quem tem Nelson Manuel tem solução para os seus “problemas”. O craque do Ferroviário de Maputo assinou o livro, aos 11’, com uma bela obra de arte.

Os vice-campeões africanos votaram a ser penalizados pelos erros defensivos aos 15’ quando Ussi marcou o segundo do Malawi.

Moçambique não desistiu, partiu em busca do empate com pressão sobre o adversário. E, aos 21’, Arroz fez o 2-2.

Mas Chivale deixou ficar bem claro, aos 26’, que quem manda em casa somos nós ao fazer o 3-2. Estava escrito que Nelson Manuel, o goleador-mor, voltaria a marcar: fixou o resultado final em 4-2.

Moçambique volta a entrar em cena domingo, quando medir forças com o Marrocos em desafio da 2ª jornada do grupo “A”.

É histórico Moçambique receber, pela primeira vez, o CAN, uma competição continental de grande prestígio na modalidade de futebol de praia, assim como é histórica a realização de uma competição internacional fora da capital do país.

Todos os caminhos deram à Arena de Vilankulo, hoje, palco da muito bem conseguida e exibida cerimónia de abertura do primeiro Campeonato Africano de Futebol de praia. Um orgulho, diga-se, pela dimensão do evento e força mobilizadora que a sua realização provocou no seio dos desportistas. Afinal, o desporto é um facto de união. Depois de ver desfilar a rica cultura moçambicana, numa simbiose perfeita entre a dança e música, o Chefe de Estado dirigiu-se aos presentes para dizer: “prestigia-nos testemunhar um momento importante como este, que marca a afirmação desta modalidade no nosso país e outras modalidades que despontam, colocando Moçambique no pedestal do desporto regional, continental e internacional”.

Sete nações dão corpo a esta competição. Fora as delegações que se mostraram fascinadas com a recepção que tiveram à sua chegada e o encanto que Vilankulo provoca aos seus visitantes, há a assinalar a presença de turistas e entusiastas que vão acompanhar o evento. O Presidente da República, Filipe Nyusi, não se esqueceu de desejar uma boa estadia numa terra acolhedora. “Sejam todos bem-vindos à nossa pérola do Índico, onde fazemos cruzar hoje o desporto, turismo, cultura, negócio, ou seja, tudo isto integrado num pacote único numa sinfonia que esperamos que seja memorável para nós e para os nossos hóspedes”.

Vilankulo foi o palco escolhido para sediar o CAN de futebol de praia, mas também podiam ter sido escolhidos outros destinos turísticos de eleição por este vasto Moçambique. Por isso, o Chefe de Estado olha para esta escolha como um processo de descentralização. “É histórico Moçambique receber, pela primeira vez, o CAN, uma competição continental de grande prestígio na modalidade de futebol de praia, assim como é histórica a realização de uma competição internacional fora da capital do país. É mais um exercício de descentralização, neste caso do desporto, levando o CAN de futebol de praia a uma província, a um distrito, a um município”.

As bancadas da Arena de Vilankulo estiveram, na de abertura da competição e jogo inaugural entre Moçambique e Malawi, repletas de espectadores que não quiseram ouvir falar deste momento único. Para não esquecer; para ficar gravado na memória dos moçambicanos. “Este evento ficará indelevelmente registado nas nossas memórias não só pelo simbolismo que representa, mas pela magia que o desporto desperta na convivência, paz e amizade entre os povos. É por isso que, com enorme satisfação, estamos aqui nesta nossa cidade turística para acolhermos os melhores jogadores do nosso belo continente”.

O Chefe de Estado deixou, igualmente, ficar uma mensagem de apreço aos intervenientes do Campeonato Africano de futebol de praia.

“Queremos, igualmente, endereçar palavra de apreço a todos os dirigentes, técnicos, integrantes das selecções que se qualificaram para este certame, bem como ao Comité Executivo da Confederação Africana de Futebol, que aprovou a candidatura de Moçambique para acolher esta prova continental”.

O evento arrancou, claro, sem sobressaltos. Mas o processo que marcou a aceitação do país para acolher o certame, as incertezas e o último “ok” da CAF foram vividos com muita intensidade e algum nervosismo. “Foram dias difíceis de preparação em Vilankulo. Eu acredito que a população de Vilankulo está ainda nervosa. Prestigia-nos testemunhar um momento importante como este, que marca a afirmação desta modalidade no nosso país e outras modalidades que despontam, colocando Moçambique no pedestal do desporto regional, continental e internacional”.

A realização de eventos de grande dimensão convoca sempre parcerias com o empresariado. E o empresariado nacional não se fez de rogado, tendo apoiado a iniciativa, gesto que não foi esquecido pelo Presidente da República, Filipe Nyusi. “Reconhecemos e fazemos a devida vénia às entidades e empresas que têm vindo a incentivar o desenvolvimento da prática do futebol de praia, conjuntamente com a Federação Moçambicana de Futebol, pois estamos cientes de que sem o vosso apoio e empenho, esta modalidade desportiva não teria expressão nem o destaque que hoje ostenta”, frisou Nyusi.

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