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O País – A verdade como notícia

O Matchedje de Mocuba alcançou o seu terceiro triunfo no Moçambola, ao receber e vencer a União Desportiva de Songo, por duas bolas sem resposta, em jogo da 17ª jornada.

Contra todas as expectativas, avaliando pelo posicionamento no Matchedje de Mocuba na tabela classificativa e também pelas prestações pálidas que tem apresentado desde o início da prova, a União Desportiva de Songo, líder da prova com 39 pontos, caiu aos pés dos militares.

Num jogo em que partiam como favoritos, os “hidroeléctricos” não tiveram argumentos para contrariar a equipa orientada pela velha raposa, Nacir Armando. A equipa da casa até deu a iniciativa do jogo ao adversário, na tentativa de adormecê-lo.

Porém, aos 22 minutos, viria a abrir o activo por intermédio de Edissone. Em tarde de total inspiração, o mesmo jogador viria a marcar o segundo golo da sua equipa, aos 45 minutos.

Na segunda parte, a União Desportiva de Songo correu atrás do prejuízo, mas o resultado não mais se alterou. Apesar da derrota, os “hidroeléctricos” continuam na liderança da prova. Por seu turno, o Matchedje de Mocuba continua na 11ª posição, agora com 13 pontos. Na próxima jornada, a União Desportiva de Songo recebe o Costa do Sol, enquanto o Matchedje se desloca ao terreno do Ferroviário da Beira.

No duelo entre o Ferroviário de Nampula e o seu homónimo da Beira, os “locomotivas” da capital do Norte levaram a melhor, ao vencer a partida por duas bolas a uma. Com este resultado, a equipa treinada pelo português Nelson Santos continua na quarta posição, desta feita, com 27 pontos.

Igualmente, o Ferroviário da Beira continua na oitava posição, com 18 pontos. Na ronda que se segue, os “locomotivas” de Nampula vão medir forças com o Incomáti de Xinavane, enquanto o seu homónimo da Beira recebe o Matchedje de Mocuba.

 

ABB NA MÓ DE CIMA

A Associação Black Bulls, que começou a prova de forma titubeante, está a registar uma subida considerável. Após a vitória deste domingo sobre a Associação Desportiva de Vilankulo, por duas bolas a uma, a equipa de Inácio Soares reduziu para dois a diferença pontual com o líder União Desportiva de Songo. Soma, agora, 37 pontos.

Na 17ª jornada, o destaque vai também para a vitória do Ferroviário de Lichinga diante do Costa do Sol, por três bolas a uma e, por conta disso, passa a somar 24 pontos, na sexta posição. O Ferroviário de Nacala recebeu e venceu à tangente (1-0) o Incomáti de Xinavane, resultado que lhe permite somar 23 pontos, na sétima posição. Na próxima jornada, o Ferroviário de Nacala vai medir forças com o seu homónimo de Maputo, que, na presente ronda, empatou, sem abertura de contagem, frente à Liga Desportiva de Maputo. Apesar do empate, os “locomotivas” da capital permanecem na quinta posição, com 24 pontos.

Já a Liga Desportiva de Maputo continua na última posição, com nove pontos. Na 17ª jornada, a Liga vai defrontar a Associação Black Bulls que, como já o dissemos, está a atravessar um bom momento de forma.

A selecção nacional Sub-23 perdeu por duas bolas sem resposta, em jogo da segunda mão de acesso ao campeonato africano da categoria. Os Mambinhas perderam a eliminatória com um agregado de 1-4.

É o fim da linha para os Mambinhas. Após a derrota no jogo da primeira mão no Estádio Nacional do Zimpeto, por duas bolas a uma, a selecção nacional era obrigada a vencer para garantir a qualificação ao CAN.

Jogando em casa, o Gana não facilitou a vida da equipa moçambicana, que, sem muitos argumentos, permitiu que os “black stars” assumissem as despesas da partida.

Os ganeses chegaram primeiro, num lance em que a defensiva moçambicana abordou mal. O combinado nacional tentou reagir, ainda assim, não conseguiu contrariar o poderio da equipa da casa, dificultando as acções ofensivas dos Mambinhas. Vendo o tempo passar, a equipa orientada por Chiquinho Conde acusou o nervosismo.

Apercebendo-se disso, o Gana acelerou ainda mais, razão pela qual chegou ao segundo golo, por intermédio de Daniel, na conversão de uma grande penalidade.

O capitão da selecção ganesa voltou a ser o carrasco dos Mambinhas, tendo em conta que, no jogo da primeira mão, marcou os dois golos que deram vitória à sua equipa, curiosamente todos na conversão de grande penalidade. Para chegar à segunda eliminatória, os Mambinhas afastaram as Maurícias com um agregado de 5-1, vencendo os dois jogos por 3-0 e 2-1, respectivamente.

São dos mais experimentados e com longa estrada no basquetebol moçambicano. Não é por acaso, aliás, que dirigiram jogos das meias-finais e finais (ainda a decorrerem) do encurtado e menos competitivo dos últimos sete anos do Campeonato da Cidade de Basquetebol.

Foram, ainda assim, preteridos do lote de árbitros escolhidos para apitar os jogos da 13.ª edição da Liga Moçambicana de Basquetebol, prova que arranca na próxima segunda-feira, 31 de Outubro, e vai prolongar-se até 13 de Novembro.

Os critérios de indicação não são claros, muito menos públicos, pelo menos no seio da classe, situação que podia afastar algumas zonas de neblina.

A não indicação de Artur César de Castro Bandeira e Marques da Conceição Abdala, ex-árbitros internacionais, e Guilherme Júnior, para uma prova que se convoca tarimba, experiência pedagógica e capacidade de gestão dos jogos, não deixa de ser curiosa e preocupante dado o seu percurso e trabalhado demonstrado na época em curso. Isto, claro, à semelhança dos restantes colegas com os quais têm trabalhado.

Ademais, a sua entrega e disponibilidade para servir a modalidade, apitando jogos das camadas de formação como também da alta competição em tempos de “crise de árbitros” na capital do país.

A ausência destes juízes acontece depois de, na última edição da Liga Moçambicana de Basquetebol (LMB), a qualidade da arbitragem ter sido colocada em causa por todos os intervenientes da prova.

O certo é que o último parecer sobre os árbitros que vão, a partir de segunda-feira, dirigir partidas no pavilhão do Maxaquene foi feito pela Liga Moçambicana de Basquetebol (LMB), organismo que é dirigido por antigos árbitros: António Madeira e José Ferrete, actual comissário da FIBA.

O “O País” sabe que a Comissão Nacional de Árbitros de Basquetebol (CNAB) até sugeriu os nomes destes árbitros, mas, depois do “pente fino”, foram “chumbados”.

Agora, levantam-se alguns questionamentos sobre a autonomia da Comissão Nacional de Árbitros de Basquetebol no processo de nomeação de juízes.

 

CONHECIDOS OS GRUPOS DA PROVA

Já foram definidos os grupos da 13.ª edição da Liga Moçambicana de Basquetebol (LMB), sendo que o Ferroviário da Beira, campeão nacional, é cabeça-de-série do grupo “A” do qual fazem ainda parte o Sporting de Quelimane, vencedor da “poule” de apuramento da zona centro; Costa do Sol, terceiro classificado da última edição da Liga; a e União Juvenil de Napipine, conjunto que ficou na 5.ª posição.

Os “locomotivas” do Chiveve partem para esta prova reforçados com dois atletas norte-americanos, por sinal, os mesmos que foram determinantes para conquista do troféu e apuramento para à fase final da Liga Moçambicana de Basquetebol.

Trata-se de William Perry, considerado o melhor jogador (MVP) da 12.ª edição da Liga Moçambicana de Basquetebol,  e Michael Murray.

No grupo “B”, temos o Ferroviário de Maputo, vice-campeão e cabeça-de-série; A Politécnica, vencedora da “poule” de apuramento da zona Sul, em Inhambane; Ferroviário de Nampula, formação que conquistou a “poule” de apuramento da zona Norte; e Maxaquene, quarto classificado da 13.ª edição da Liga Moçambicana de Basquetebol. A Liga Moçambicana de Basquetebol deverá definir, nas próximas horas, os moldes de disputa desta competição.

A selecção nacional de futebol de praia joga esta sexta-feira diante do Marrocos, para a consolação, depois de ter perdido e falhado o acesso à final da prova que decorre em Vilankulo. Será a quinta vez, em dois meses, que estas selecções se defrontam.

O sonho de fazer história e levantar, pela primeira vez, o troféu africano de futebol de praia, ruiu. A ideia era aproveitar o facto de termos sido vice-campeões africanos e campeões do Cosafa, ambos em 2021, organizarmos a prova africana para termos mais possibilidades de conquistar a prova.

Mas uma má primeira fase, em que o conjunto moçambicano conseguiu sair uma vitória e uma derrota, ditaram o início do descalabro. É que Moçambique era claro favorito à conquista da prova perante adversários mais experientes e bem cotados do futebol de praia africanos, casos de Senegal, Egipto, Marrocos, Uganda e outros.

O facto de ter terminado em segundo do seu grupo fez com que o seu cruzamento fosse com o primeiro do outro grupo, nesse caso o Senegal. Se tivesse terminado em primeiro do seu grupo, teria defrontado o Egipto, segundo do grupo B, que teria dado boas possibilidades de chegar à final.

Mas a derrota diante do Marrocos comprometeu todas as aspirações, já que o primeiro lugar passou a ser uma miragem.

Chegou o Senegal e um duro jogo, que até começou bem, mas terminou mal depois da revira-volta dada pelos Leões de Teranga.

Agora resta lutar pela consolação e, novamente, diante do Marrocos. Uma situação similar ao acontecido no Cosafa, onde perdeu no acesso à final e perdeu ainda no jogo de atribuição para Uganda, terminando em quarto lugar.

 

Não há margem para falhas, diz Ussaca

Desta vez não há margem para falhas, segundo disse o seleccionador nacional de futebol de praia, Abineiro Ussaca

“Tivemos um jogo difícil (diante do Senegal), mas tudo não termina aqui. Vamos continuar a trabalhar para, pelo menos, terminarmos em terceiro nesta prova”, disse Ussaca.

Marrocos não é um bicho de sete cabeças. Nos últimos dois meses são já quatro embates entre ambos, com duas vitórias para cada lado. As duas dos guerreiros da praia foram nos particulares realizados em Maputo, antes do sorteio, enquanto os marroquinos venceram um nos particulares e outro na fase de grupos do presente CAN.

Agora será o tira-teimas, para desempatar, e os guerreiros têm a responsabilidade de atenuar os corações dos moçambicanos feridos após derrota nas meias-finais, e terminar, no mínimo, na terceira posição.

Um prémio de consolação que ainda assim é pouco para a confiança e apoio que foi prestada pelos adeptos, alguns deles, idos de vários cantos do país

A selecção nacional de futebol de praia perdeu diante do Senegal, por 2-3, e falhou a qualificação à final do campeonato africano da modalidade, prova que decorre em Vilankulo.

Parece um conto de fadas. A verdade, porém, é que caímos com estrondo. Em casa mandamos nós. Em certos casos, nos quais fomos felizes, essa frase fez muito sentido e dela brotaram turbilhões de emoções. Custa, mas custa mesmo! Perdemos a oportunidade de disputar a final do “africano” de futebol de praia. Dói ainda mais quando recuamos a fita.

O acesso às meias-finais só foi possível graças à condescendência do Marrocos, que tratou de “despachar” o Malawi, por 7-3. Ou seja, para chegar a essa fase a selecção nacional dependia do resultado desta partida e, como se não bastasse, da vitória do combinado marroquino.

Para a felicidade de Moçambique a selecção do norte de África não “decepcionou”. Era expectável que a vitória do Marrocos nos empurrasse às meias-finais onde nos calhava o Senegal. Sim, Senegal.

Das duas uma, a partida contra a selecção senegalesa era uma oportunidade única de virarmos o curso da história, ou a mesma serviria para o país do Macky Sall perpetuar a sua hegemonia.

As duas selecções voltavam a cruzar caminho pela segunda vez, porém em competições diferentes. A primeira foi no recém-terminado Torneio COSAFA, que por sinal serviu de antecâmara para o “africano”, em que o Senegal derrotou Moçambique na primeira jornada da prova, por 5-4. Era preciso fazer diferente.

A selecção nacional até tentou. Ávido de marcar presença na final do campeonato africano de futebol de praia pela segunda vez consecutiva, o combinado nacional entrou melhor. O conjunto moçambicano chegou ao golo aos 10 minutos, por intermédio do suspeito de sempre, Nelson Manuel.

No primeiro período só dava Moçambique, tendo em conta que, mais do que criar muitas dificuldades ao adversário que se via à nora para chegar à baliza moçambicana, apresentou um futebol mais elaborado, talhado, sobretudo, ao ataque. Moçambique viria a terminar o primeiro período em vantagem no marcador. O segundo período começa praticamente com um falhanço de Figo, que na cobrança de grande penalidade não teve arte nem engenho para bater o guardião senegalês. Nelson Manuel descobriu mais um furo na baliza senegalesa e como tem sido habitual não perdoou. O mais destacado jogador de África, com credenciais reconhecidas, fazia os moçambicanos acreditarem que seria desta que o gigante Senegal tombaria aos nossos pés. Foi apenas sol de pouca de dura.

Quão búfalo ferido, o Senegal acordou. Em total desatenção, Senne reduziu a desvantagem, ao marcar o primeiro golo da sua equipa. Até aí parecia tudo controlado para o combinado nacional, na medida em que ainda conseguia chegar à baliza contrária com perigo.

Quando tudo indicava que o conjunto de Abineiro Ussaca estava perto de marcar o terceiro, foi o Senegal que chegou ao empate, através de Fall. Missão complicada, porém não impossível.

Já com o jogo empatado a duas bolas o nervosismo veio ao de cima para a equipa moçambicana, tomando em consideração que já fazia as coisas de forma atabalhoada. Aproveitando-se dessa crise de imaginação, a selecção senegalesa chegou ao terceiro golo, passando a liderar o marcador.

Moçambique tentou, tentou, mas tentou mesmo. Porém, a história do jogo já estava escrita a tinta indelével. E, mais uma vez, o combinado nacional não conseguiu impor-se diante do Senegal. Senegal está na final do campeonato africano de futebol de praia, cujo epílogo será esta sexta-feira.

SENEGAL, O CARRASCO

O jogo das meias-finais entre Moçambique e Senegal era a reedição da final do “africano” do ano passado, cuja fase final teve lugar em Dakar. Naquela que foi a primeira participação da selecção nacional na maior prova de futebol de praia do continente africano, o combinado nacional perdeu na final diante do Senegal por 1-4.

Apesar da derrota, a selecção nacional garantiu a inédita qualificação para o mundial, prova que teve lugar na Rússia. O país exultou e a “Pátria Amada” se fez ouvir no concerto das nações.

A selecção nacional já soma três derrotas diante do Senegal, duas no CAN e uma no Torneio COSAFA. Moçambique volta a jogar esta sexta-feira, às 14.horas, o jogo de atribuição ao terceiro classificado, diante do Marrocos, adversário com o qual perdera na fase de grupos, por 1-3.

Em caso de vitória da selecção nacional, a medalha de bronze é única coisa que servirá de consolo para o país. Ora, nada que afague os corações dos moçambicanos, os quais acreditavam piamente que seria desta vez que o ouro ficaria em Moçambique.

Menos de uma semana depois de ser castigado por Ten Hag por ter recusado entrar em campo, Ronaldo voltou aos treinos do Manchester United. Antes, reuniu-se com o treinador e pediu desculpas ao grupo.

Menos de uma semana depois de ter deixado o relvado antes do apito final contra o Tottenham e quatro dias depois do jogo que falhou entre o Manchester United e o Chelsea, Cristiano Ronaldo foi reintegrado nos trabalhos da equipa de Erik Ten Hag.

A novidade foi dada pelo próprio clube — sem comunicados ou notas oficiais, apenas com a presença do português nas fotografias do treino desta terça-feira que foram partilhadas nas redes sociais.

De acordo com a imprensa inglesa, o capitão da selecção portuguesa reuniu-se com Erik Ten Hag com vista ao regresso aos treinos com a equipa principal. O treinador neerlandês terá estabelecido duas condições para autorizar o fim do castigo de Ronaldo: um pedido de desculpas geral à equipa técnica e ao grupo, e também a garantia de que, daqui para a frente, vai cumprir as regras delineadas pelo técnico.

Bottom of Form

Cristiano Ronaldo terá cumprido as duas condições e surge então nas fotografias do treino de preparação para a recepção ao Sheriff, amanhã, a contar para a fase de grupos da Liga Europa — num jogo onde é então expectável que o avançado regresse aos convocados de Ten Hag.

De recordar que o internacional português ficou de fora da deslocação ao Chelsea, no passado sábado, depois de ter sido colocado a treinar à parte após recusar entrar em campo nos instantes finais da partida contra o Tottenham, na passada quarta-feira.

“A conversa que tivemos, se me perguntarem, é algo entre mim e o Cristiano. O comunicado (do Manchester United) também é claro. Ele continua a ser um jogador importante para o plantel”, explicou Ten Hag no fim da semana passada, recordando o jogo particular da pré-época em que Ronaldo já tinha deixado Old Trafford com o encontro a decorrer.

“Sou o treinador, sou responsável pela cultura que temos aqui e tenho de definir padrões e valores, tenho de controlá-los. Já o que aconteceu com o Rayo Vallecano foi inaceitável, e ele não foi o único. Eu deixei o aviso de que, na próxima vez, haveria consequências”, detalhou o técnico.

Ao início da noite de quinta-feira passada, Cristiano Ronaldo difundiu um comunicado nas redes sociais, em que assumia o erro e garantia a manutenção do compromisso com o Manchester United.

“Não mudei. Sou a mesma pessoa e profissional que tenho sido nos últimos 20 anos a jogar futebol de alto nível e o respeito sempre desempenhou um papel muito importante no meu processo de tomada de decisão. Procurei sempre dar o exemplo aos jovens que cresceram em todas as equipas que representei. Isso nem sempre é possível e, às vezes, o calor do momento leva a melhor. Neste momento, sinto que tenho que continuar a trabalhar duramente em Carrington, a apoiar os meus companheiros e estar pronto para tudo em qualquer jogo. Ceder à pressão não é uma opção. Nunca foi. Este é o Manchester United, e unidos devemos ficar. Em breve, estaremos juntos novamente”, escreveu Ronaldo.

A selecção nacional Sub-23 joga, este domingo, a última cartada para o acesso ao campeonato africano da categoria, diante do Gana, em jogo da segunda e última eliminatória. O seleccionador nacional, Chiquinho Conde, acredita que é possível virar a eliminatória e os jogadores têm vontade de fazer história.

Eliminatória comprometida! É um facto. Mas nada que apague a chama de Chiquinho Conde, que, não obstante reconhecer a qualidade e a tradição do Gana nas camadas de formação, acredita que é possível virar o curso da história.

Dito de outra maneira, Chiquinho Conde mantém a sagrada esperança de qualificar, pela primeira vez, a selecção Sub-23 para o campeonato africano de futebol e, por tabela, para os Jogos Olímpicos Paris 2022.

A derrota em casa, no último domingo, diante dos ganenses, numa partida em que o combinado nacional não teve uma abordagem feliz, sobretudo na primeira parte, terá deixado a nu algumas fragilidades do conjunto moçambicano, entre as quais a capacidade de aguentar a pressão nos momentos cruciais do jogo.

É a pensar nisso e noutros aspectos que não terão corrido de feição nessa referida partida em que Chiquinho Conde já está no terreno a preparar aquele que será o jogo de tudo ou nada para os Mambinhas, este domingo.

O combinado nacional trabalha na perspectiva de corrigir os erros cometidos no Estádio Nacional do Zimpeto, tendo em vista encarar a partida da segunda mão de forma meticulosa.

Os Mambinhas, que tiveram um dia de descanso após o jogo de domingo, começaram com os trabalhos de preparação esta terça-feira, tendo, nessa sessão de treino, Chiquinho Conde privilegiado a recuperação de jogadores, ensaio de aspectos técnico-tácticos e bolas paradas.

Além da componente técnica, Conde tem concentrado as suas atenções no que diz respeito à parte psicológica dos seus jogadores, uma vez entender que no futebol moderno se joga mais com a mente do que com os pés.

Mais do que isso, o seleccionador nacional tem incutido nos seus jogadores que é preciso respeitar os seus adversários, sem, no entanto, temê-lo. No caso do jogo contra o Gana, Chiquinho Conde disse, no fim da partida do último domingo, que os seus jogadores devem acreditar que é possível vencer o Gana e, consequentemente, passar a eliminatória.

Na sessão desta quarta-feira, por sinal a segunda, os Mambinhas voltaram a trabalhar os aspectos técnicos, com destaque para o ensaio de jogadas a partir do meio-campo.

Por sua vez, os jogadores acreditam que, com muito trabalho, é possível ultrapassar o Gana, adversário que, segundo o que viram no jogo da primeira mão, está ao alcance do combinado nacional. Dizem, ainda, que o importante é corrigir os erros cometidos no jogo passado e também explorar as fragilidades do Gana, de modo a fazer um resultado que garanta a qualificação para o CAN da categoria.

Mais uma vez, Chiquinho Conde contou, nessa sessão de treino, com todos os jogadores, com a particularidade de Zidane Sidat estar a treinar de forma condicionada após ter sofrido uma lesão na preparação do jogo da primeira mão, facto que o fez estar fora dessa partida.

O combinado nacional vai realizar, esta quinta-feira, mais uma sessão de treino antes da partida amanhã para a capital do Gana, Acra, onde vai defrontar os “Black Stars”, como já o dissemos, em jogo de tudo ou nada para o conjunto moçambicano.

A selecção nacional de futebol de praia defronta, esta quarta-feira, a sua congénere do Senegal, em partida das meias-finais do Campeonato Africano das Nações, CAN 2022, que decorre em Vilankulo. Nas outras meias-finais, Marrocos e Egipto lutam para chegar à final da prova e por um lugar na fase final do Mundial da modalidade.

Bravura, determinação, coragem e, acima de tudo, concentração, são os condimentos necessários para os guerreiros da praia defrontarem e vencerem o Senegal, esta quarta-feira.

É preciso ter bravura para poder defender bem a defesa, mas também atacar com determinação para poder ter golos necessários que permitam uma vitória há muito esperada pelos moçambicanos, diante de um adversário que já nos venceu duas vezes em jogos oficiais nestes dois anos.

O Senegal venceu Moçambique primeiro em Dakar, durante o CAN 2021, por 4-1, uma diferença de três golos que foi encurtada muito recentemente no torneio COSAFA, quando os senegaleses venceram por apenas um golo de diferença, ou seja, 5-4. São resultados que dão esperança aos jogadores de que é possível derrotar o adversário esta quarta-feira.

Mas é preciso ter coragem para enfrentar um adversário que é candidato nato à conquista do título, não fosse o detentor do troféu. Aliás, os quatro resultados negativos que conseguimos diante do Senegal em toda história, ou seja, o facto de nunca termos derrotado o adversário, eleva o nível de coragem que é necessária nestes jogos.

Porém, mais do que esses três condimentos acima, a concentração é determinante neste jogo. Contrariamente aos dois realizados na fase de grupo, em que venceu Malawi, com uma revira-volta de cortar o coração, e a derrota mal digerida frente ao Marrocos, em que os guerreiros não estiveram em campo, demonstraram falta de concentração e foco. Assim, diante do Senegal, a estratégia deve ser outra.

Basta recordar que, diante do Malawi, entramos a perder, por duas ocasiões por falta de concentração, e tivemos que correr atrás do prejuízo para revirar o resultado, e frente ao Marrocos, marcamos primeiro e permitimos falhas que valeram pagar caro com derrota por falta de foco e determinação.

Agora, não há espaço para lamúrias e nem falhas. Abineiro Ussaca acautelou os seus jogadores para maior concentração e foco diante do Senegal.

CONHECEMOS O ADVERSÁRIO, MAS ANALISAMOS O SEU JOGO

Após a derrota do Marrocos, já se sabia que a selecção de Moçambique tinha poucas hipóteses de terminar em primeiro no seu grupo e evitar o primeiro do grupo B. Quis o destino que Marrocos e Senegal fossem os vencedores dos respectivos grupos, invictos, e por isso, a defrontar os segundos do outro grupo.

Desde esse momento, a equipa técnica procurou estudar com mais profundidade o Senegal, analisando os seus jogos na Arena de Vilankulo, assistindo aos jogos a posterior, observar cada detalhe das suas jogadas.

“Estamos a trabalhar em função do nosso adversário. Analisamos os seus jogos e queremos aproveitar o facto de já nos conhecermos para fazer o nosso melhor dentro do campo”, disse Abineiro Ussaca, seleccionador nacional.

Mas não é só a análise do adversário que conta para este embate. Até porque o adversário sozinho não conta, mas a performance da nossa selecção neste jogo. Foi por isso mesmo que Abineiro Ussaca tem estado a trabalhar nos aspectos técnicos e tácticos com mais foco.

Defender bem e atacar melhor é o que o seleccionador procurou incutir nos jogadores nestes dois dias em que não teve competição. Transições rápidas, jogadas com passes certeiros e remates a longa distância são as componentes sempre ensaiadas pelos guerreiros de praia, apostados em fazer história em sua casa.

“Agora, estamos mais focados e a trabalhar para dar alegria a este povo moçambicano que sempre nos apoiou e sempre confiou em nós. Queremos alcançar o nosso objectivo, que passa por chegar à final e vencer a prova”, promete o seleccionador nacional.

Moçambique vs Senegal é uma final antecipada, tendo em conta que as projecções sugeriam que as duas seleções se cruzassem na final, se tivessem vencido os seus jogos da fase de grupos. Por isso, será uma partida de grande risco e de emoções fortes, imprópria para cardíacos, esta quarta-feira, quando forem 15h30.

MARROCOS VS EGIPTO NOUTRA MEIA-FINAL

A tarde desta quarta-feira reserva ainda o embate entre Marrocos e Egipto na luta pela final da prova que decorre em Vilankulo.

Marrocos terminou em primeiro no grupo de Moçambique, e Egipto em segundo no grupo do Senegal, depois de uma luta titânica com o Uganda pelas meias-finais.

Os marroquinos são claros favoritos a vencerem o jogo, mas deverão provar em campo que são merecedores da vitória e de um lugar na final da prova e no mundial do próximo ano.

A anteceder a esta partida marcada para 14h00, haverá o jogo de posicionamento do 5º e 6º lugar, quando forem 12h30, entre Malawi e Uganda, duas selecções que terminaram em terceiro lugar nos respectivos grupos. Madagáscar, último classificado do grupo B, termina a prova na 7ª e última posição.

Recorde-se que Nigéria desistiu da prova, abrindo brecha no grupo A que ficou reduzida a três selecções. O CAN de Vilankulo termina na sexta-feira, dia que se disputa a final.

 

CONFRONTOS ENTRE MOÇAMBIQUE E SENEGAL

ANO                        RESULTADO

2022            Senegal        5-4     Moçambique

2021            Senegal        4-1     Moçambique

2009            Senegal        4-2     Moçambique

2021            Senegal        3-2     Moçambique

Atlético de Madrid venceu, domingo, o Real Betis, no Estádio Benito Villamarín, por 2-1, num duelo relativo à 11.ª jornada da La Liga e no qual Reinildo Manda foi titular.

O Betis até foi o primeiro a marcar, logo nos instantes iniciais da etapa complementar, mas o golo de Luiz Henrique seria invalidado por fora de jogo. Logo depois, Griezmann abriu o recital e rubricou um canto olímpico, com alguma ajuda à mistura. Aos 71 minutos, foi novamente o ‘petit prince’ a esfregar a lâmpada, e após uma jogada sensacional, concretizou o bis, num lance em que Rui Silva ficou muito mal na fotografia.

Aos 84 minutos, na sequência de um livre directo, Fekir ainda reduziu para o conjunto verdiblanco, em Heliópolis, mas insuficiente para colher frutos desta partida.

Em jogo da décima jornada da Liga 2 Sabseg, a equipa sénior de futebol do CD Nacional Futebol SAD, somou um importante ponto ao empatar a zero na deslocação ao recinto da Oliveirense.

Num jogo em que não pôde contar com o internacional moçambicano Witi, a Oliveirense teve sempre um pendor mais ofensivo. Valeu à formação alvi-negra a atitude de grande raça e abnegação dos seus jogadores e também a excelente exibição do guarda-redes Daniel Guimarães, que, com um conjunto de intervenções de excelente nível, manteve a sua baliza a zero.

Com o ponto conquistado, o Nacional ocupa o 16º lugar com 8 pontos, os mesmos do 15º, B SAD.

No próximo sábado, a formação orientada por Filipe Cândido recebe o 9º classificado, Penafiel, em jogo agendado para as 13h45 de Moçambique, no Estádio da Madeira.

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