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O País – A verdade como notícia

A selecção nacional de hóquei em patins estreia-se, esta segunda-feira, em San Juan, na Argentina, na 45ª edição do Campeonato do Mundo da modalidade, competição que está inserida na terceira edição dos Jogos Mundiais de Patinagem.

É um duelo lusófono. É um duelo entre o campeão e vice-campeão africano de hóquei em patins. Angola e Angola defrontam-se, esta segunda-feira, em desafio inserido na 1ª jornada do Grupo A do Campeonato do Mundo de hóquei em patins.

Apesar de ser o primeiro jogo na prova, o confronto entre Angola e Moçambique pode definir o rumo da participação das duas formações na competição, uma vez que, para seguir em frente, o último classificado de cada grupo das preliminares vai precisar de vencer o “Play off” com os dois primeiros da Taça Intercontinental para poder disputar os jogos dos quartos-de-final. E, aqui, é preciso olhar para Argentina e Espanha, duas potências do hóquei em patins mundial que, certamente, vão terminar nas duas primeiras posições deste grupo.

Os angolanos, que chegaram mais cedo a San Juan, fizeram dois jogos de preparação, tendo perdido diante da selecção sub-20 da Argentina, por 4-2, e, depois, bateram a mesma formação por 5-3.

Já Moçambique teve uma preparação deficiente, que foi cumprida apenas ao nível interno com os atletas que evoluem nas equipas locais. Os mesmos atletas não tiveram nenhuma competição depois da pandemia da COVID-19, daí que se antevêem algumas dificuldades mesmo sabendo que o núcleo duro é formado pelos hoquistas que evoluem em Portugal.

Depois de se bater com Angola, a selecção nacional de hóquei em patins vai medir forças, terça-feira, 8 de Novembro, com a sua similar da Espanha, em desafio da segunda jornada do Grupo “A”.

Rezam as crónicas que, a 30 de Setembro de 2011, na mesma cidade de San Juan, Moçambique perdeu nas meias-finais com a Espanha por 4-3, num duelo frenético e muito bem disputado. O combinado nacional chegou mesmo a encostar às cordas os espanhóis que passaram para a final com muitas dificuldades.

Os espanhóis quedaram-se na 3ª posição na última edição do Campeonato do Mundo de hóquei em patins que, por sinal, foi realizado em seu território.

Já na 3ª jornada do Grupo B, Moçambique terá pela frente a Argentina, formação com tradição na modalidade e que ficou na 2ª posição na prova disputada em 2019, em Barcelona, na Espanha.

 

Actual detentor do título, Portugal, estreia-se na fase de grupos frente à França, esta segunda-feira, seguindo-se Itália e Chile na terça e quarta-feiras.

No outro duelo deste grupo, a Itália mede forças com o Chile, confronto que vai colocar frente-a-frente o 5º e 7º classificados do Mundial de 2019.

Inicialmente previsto para 2021, o evento foi cancelado e remarcado para 2022 devido à pandemia da COVID-19.

 

Calendário de jogos:

7 de Novembro:

Moçambique vs Argentina

Argentina vs Espanha

8 de Novembro de 2022:

Espanha    vs Moçambique

Argentina  vs Angola

9 de Novembro de 2022:

Espanha    vs Angola

Argentina  vs Moçambique

 

A equipa da Trentyre Rasteirinhos venceu, sábado, o 5º Super Grande Prémio Picanto CUP com um total de 80 pontos, seguida da Moztek Racing, com 76. A fechar os lugares de pódio, na classificação final, tivemos a MoztekPro com 74 ponto.

Os campeões estão de volta ao Autódromo Internacional de Maputo. E recomenda-se. A penúltima prova do Super Grande Prémio Picanto Cup veio confirmar tudo aquilo que já se previa: um dia, a Trentyre Rasteirinhos, que ano passado viu serem coroados os pilotos André Bettencourt e Christian Bouché, voltaria a acelerar para os lugares de pódio.

O domínio da Trentyre Rasteirinhos começou a ser traçado na Manga A, prova na qual o piloto Christian Bouché  terminou, ao cabo de 12 voltas, na primeira posição com o tempo de 22:27:981 minutos, deixando para trás a forte concorrência de Manuel Cardoso da Moztek Pro com 22:28: 242.

Na Manga A 2, a Trentyre Rasteirinhos somou 22 pontos e na B1 e B2 contabilizou 13 e 20 pontos, respectivamente.

“Campeões de volta? Sempre estivemos aqui. Hoje acabámos fazer uma grande prova, na qual todos os pilotos se empenharam para ter um bom desempenho. Na ponta final, consegui alargar a minha vantagem para os meus concorrentes. Tudo correu muito bem. Agora, é só continuar a trabalhar”, disse Cristiam Bouché.

Já a Moztek Racing, 2ª classificada, teve a seguinte pontuação distribuída: 16 pontos (Manga A 1), 25 pontos (B1), 10 pontos (A2) e 25 (B2).

“Tive um bom andamento. Penso que a prova decorreu muito bem. Parti atrasado, numa prova muito renhida, e depois pude recuperar algumas posições e ganhar vantagem sobre os meus adversários”, explicou Manuel Barbosa.

Na 3ª posição, ficou a Moztek Racing com 74 pontos, sendo que, na Manga A1, somou 22 pontos, B1 contabilizou 16 pontos e A2 teve 22 pontos.

Partindo atrasado na grelha de partidas, a Moztek Racing, de Manuel Barbosa, recuperou posições e venceu a Manga B1 com o tempo de 22:24:749 minutos, seguido de Frederico Jonet da Moov Racing com 22:31:318 minutos.

A fechar os lugares de pódio, nesta classe, a Transauto Team33, de Marco da Cunha, terminou na 3ª posição com 22:31:373 minutos.

A classe de modificados movimentou, igualmente, provas renhidas com Nico Banze a ser, uma vez mais, um dos grandes destaques ao fechar a sua participação na prova com 9 pontos, seguido de Ricardo Pereira com 5. Já na classe A, o grande vencedor foi o piloto Richat Khan, seguido de Sérgio Alvares e Oliver B. Na segunda e terceira posições, respectivamente.

“Foi uma prova muito bem disputada. Os pilotos partiram para a prova com vontade de fazer melhor. Felizmente, consegui conquistar a prova. Espero dar o meu melhor na prova que vai decorrer em Dezembro”, garantiu Nico Banze.

O público vibrou do primeiro ao último segundo e, a justificá-lo estão as incríveis exibições e de cortar o fôlego, que os talentosos pilotos deixaram em evidência.

Para abrilhantar a festa, houve demonstrações de provas de ciclismo e patinagem em linha, sendo que, nesta última modalidade, as atenções estiveram viradas para Donaldo Salvador, patinador que já representou Moçambique na maior maratona do mundo de patinagem em linha.

O 6º Grande Prémio Picanto CUP está agendado para o próximo dia 3 de Dezembro, no Autódromo Internacional de Maputo.

União Desportiva do Songo vs Costa do Sol e Black Bulls vs Liga Desportiva de Maputo, inseridos na 17ª jornada do Moçambola 2022, são os jogos que vão captar a atenção dos amantes do futebol moçambicano.

Uma Maratona de cinco jornadas frenéticas que vão decidir, certamente, o campeão nacional de futebol e as equipas que descem de divisão. Na corrida ao título, reduzida a dois, União Desportiva do Songo e Black Bulls são obrigadas a vencer para não marcarem passo. Na Vila do Songo, a União Desportiva do Songo recebe, domingo, às 15h00, o Costa do Sol naquele que será o jogo mais importante da jornada 17 do Campeonato Nacional de futebol.

Líder da prova com 39 pontos, portanto, mais dois que a Black Bulls, a União Desportiva do Songo procura regressar às vitórias, depois de, na última jornada, ter perdido diante do Matchedje de Mocuba, por 2-0. Os “hidroeléctricos” não têm margem para erros nesta ponta fim do Moçambola, sob o risco de serem ultrapassados pela Black Bulls, que está a fazer uma “louca” perseguição ao líder.

Derrotado igualmente na última jornada, o Costa do Sol joga pela sua dignidade. Clube mais titulado do país, e já fora da corrida ao título, o Costa do Sol vem de uma derrota em Lichinga, diante do Ferroviário local por 3-1. É um desaire que agudizou o ambiente de crispação entre a equipa técnica chefiada por Artur José Semedo e os adeptos “canarinhos”.

Em jogo que também entra nas contas do título, a Black Bulls mede forças, domingo, com a praticamente condenada à despromoção Liga Desportiva de Maputo. É um duelo em que os campeões nacionais são obrigados a vencer para manterem vivo o sonho de revalidação do título.

Aliás, em caso de vitória da Black Bulls e derrota da União Desportiva do Songo, os “touros” assaltam a liderança do Moçambola 2022.

No embate da primeira volta, Black Bulls venceu a Liga Desportiva de Maputo por 1-0, com o tento solitário dos “touros” a ser apontado por Nené.

Sábado, na abertura da 17ª jornada, o Ferroviário de Maputo, que ainda não assegurou a manutenção, joga com o seu homónimo de Nacala. É um duelo que vai colocar frente-a-frente o 5º classificado, com 23 pontos, e o 7º, com 20. Este jogo pode marcar a estreia de João Chissano como treinador do Ferroviário de Maputo.

Na primeira volta, o Ferroviário de Maputo foi à Nacala golear o seu homónimo por 3-0 com golos de Huga, Kito e um auto-golo de Danny.

Na luta pela manutenção, o Incomáti de Xinavane, 10º classificado com 16 pontos, os mesmos que a Associação Desportiva de Vilankulo, terá pela frente o Ferroviário de Nampula, formação que ocupa a 4ª posição com 24 pontos.

Os “açucareiros”, orientados por Victor Manyamba, vão procurar capitalizar o factor casa para conquistarem três preciosos pontos que podem, em caso de derrota da Associação Desportiva de Vilankulo, colocá-los fora da zona de despromoção.

Uma vitória caseira diante do Ferroviário da Beira, por 2-1, pode ser um factor motivacional para a equipa de Nelson Santos na deslocação ao terreno do Incomáti.

O Ferroviário de Nampula venceu, na primeira volta, o Incomáti por duas bolas a uma, em jogo realizado no Estádio 25 de Junho.

A atravessar um período mau, com resultados menos conseguidos, o Ferroviário da Beira procura, no “Caldeirão do Chiveve”, regressar às vitórias e fazer as pazes com os seus adeptos. Mas atenção que o Matchedje de Mocuba, moralizado depois de ter vencido o líder União Desportiva do Songo, vai fazer de tudo para alcançar os três pontos. Nesta fase, cada ponto é determinante na luta pela manutenção.

O Ferroviário da Beira foi astuto, na primeira volta, ao bater o Matchedje de Mocuba por 2-0 no seu terreno.

A Associação Desportiva de Vilankulo joga igualmente pela manutenção quando receber, domingo, o Ferroviário de Lichinga que está galvanizado depois de ter “vulgarizado” o Costa do Sol na última jornada.

João Chissano é o novo treinador do Ferroviário de Maputo, em substituição do técnico belga Jean Losciuto, afastado por maus resultados. Chissano tem como desafio, para esta época, vencer a Taça de Moçambique.

A era Jean Losciuto terminou. Segue-se a de João Chissano, que assume o comando técnico do Ferroviário de Maputo numa altura em que a equipa principal de futebol vive momentos tumultuosos, em face dos maus resultados que tem registado no Moçambola.

É, aliás, pensando em reverter o actual quadro que a direcção liderada por Teodomiro Ângelo foi ao mercado buscar João Chissano, treinador com uma larga experiência e conhecedor do futebol moçambicano.

Falando no acto de apresentação do novo técnico, Teodomiro Ângelo referiu que o afastamento do belga Jean Losciuto foi amigável, na medida em que as duas partes entenderam que já não havia condições para manter vivo o vínculo contratual.

Esclareceu ainda que o ambiente que se vivia no clube era turvo, tendo em conta que a massa associativa e os sócios não estavam satisfeitos com a prestação da equipa na maior prova futebolística nacional.

“Nenhuma parte saiu prejudicada nessa rescisão, pois sentamos e conversamos. Jean Losciuto é um grande treinador, mas não estava a conseguir cumprir os objectivos traçados para esta época”, disse Teodomiro Ângelo, tendo depois acrescentado que o afastamento visa proteger a imagem do treinador, que, para ele, fez muito pelo clube durante o período em que esteve no comando técnico.

TAÇA DE MOÇAMBIQUE NA MIRA

O novo treinador do Ferroviário de Maputo, que, para a direcção deste emblema, é uma pessoa que muito bem conhece o futebol moçambicano, tem como missão devolver a alegria ao clube.

Para já, o objectivo imediato é colocar o Ferroviário numa posição aceitável na tabela classificativa do Moçambola, onde, neste momento, ocupa o quinto posto, com 24 pontos. A direcção “locomotiva” já se resignou em relação à conquista do Moçambola, na medida em que faltam apenas cinco jornadas para o término da prova.

Uma vez reconhecer que, matematicamente, já não é possível, Teodomiro Ângelo desafiou o novo treinador a conquistar a Taça de Moçambique, competição na qual os “locomotivas” da capital ainda têm possibilidade.

“Muita atenção para a Taça de Moçambique. Temos de vencer esta prova para, pelo menos, terminarmos a época de forma honrosa”, desafiou Teodomiro Ângelo, para quem a segunda maior prova do calendário futebolístico nacional pode servir de consolo na presente temporada.

Ângelo entende ainda que o Ferroviário de Maputo tem uma boa equipa, faltando apenas trabalhar os aspectos anímicos dos jogadores. Fazendo uma radiografia da equipa, considera que tem de melhorar o capítulo da finalização, deixando escapar que o facto de marcar golos terá precipitado, também, a queda o técnico belga.

Na sua primeira intervenção, como treinador do Ferroviário de Maputo, João Chissano agradeceu à direcção “locomotiva” pela oportunidade de voltar a fazer o que mais gosta, sobretudo num clube grande.

“Quem treina um clube grande tem a obrigação de sonhar alto. O Ferroviário de Maputo é um clube ganhador, pelo que é com esse espírito que iremos trabalhar”, disse João Chissano. O técnico assume o comando da equipa principal de futebol com a noção de que muita coisa deve mudar.

“Teremos de, naturalmente, reestruturar a equipa. Há muita coisa que deverá mudar, tanto dentro do campo como fora. Ora, há muitos aspectos positivos da anterior equipa técnica a que poderemos dar continuidade, pois o facto de ela já não fazer parte do clube não significa que tenha feito um mau trabalho”, explicou Chissano.

Com um contrato válido para uma época, João Chissano será auxiliado nas suas funções por Carlos Baúte e Manuel Valoi, que estavam já a trabalhar com Jean Loscuito.

João Chissano assume o comando técnico do Ferroviário de Maputo depois de um período sabático. O técnico, que já foi campeão nacional pelo Costa do Sol, em 2007, ano em que também ganhou a Taça de Moçambique, começou a sua carreira no Têxtil de Púnguè, tendo, a nível de clubes, tido passagem pelo Ferroviário da Beira.

O ponto mais alto de João Chissano foi a sua passagem pela selecção nacional, na qual permaneceu por quatro anos, dois como adjunto e outros dois como treinador principal. Em 2014, cometeu a proeza de qualificar, pela primeira vez, a selecção nacional para o CHAN, cuja fase final teve lugar na África do Sul.

Além de João Chissano, a direcção do Ferroviário de Maputo apresentou Horácio Martins como novo treinador da equipa sénior masculina de basquetebol do Ferroviário de Maputo, em substituição da dupla Carlos Aik e Rui Rafael que deixou o clube por motivos profissionais.

A Federação Ucraniana de Futebol (UAF) pediu à FIFA a exclusão da selecção iraniana do Mundial 2022. Aponta como razões as violações dos estatutos da FIFA e o apoio militar à Rússia na guerra com a Ucrânia.

“Levando em consideração as informações dos media sobre as sistemáticas violações dos direitos humanos no Irão, que podem violar os princípios e normas dos estatutos da FIFA, a resolução 2231 do Conselho de Segurança das Nações Unidas a propósito da imposição de sanções ao Irão e do possível envolvimento do Irão na agressão militar da Rússia contra a Ucrânia, a UAF pede à FIFA para considerar a exclusão da selecção nacional do Irão do Mundial 2022”, pode ler-se num comunicado do Conselho Executivo da UAF.

Recorde-se que a comunidade internacional tem acusado o Irão de estar a fornecer drones Kamikaze à Rússia.

A selecção iraniana, orientada por Carlos Queiroz, está no Grupo B do Mundial, juntamente com Inglaterra, País de Gales e Estados Unidos. Recentemente, um grupo de desportistas do Irão também fez chegar à FIFA uma petição para excluir a selecção iraniana do Mundial 2022, alegando violações permanentes dos direitos das mulheres e a falta de independência da Federação daquele país em relação ao Governo, entre outros motivos.

A Federação Ucraniana também pediu à FIFA e à UEFA que tomem “medidas urgentes” como resposta à Federação Russa de Futebol, que avançou para a integração na Rússia dos clubes dos territórios da Ucrânia recentemente anexados.

Lançada para o cinco inicial (do qual fizeram parte ainda Jaisa Nunn, Rennia Davis, Anna Ngo Ndjock), a internacional basquetebolista moçambicana Leia Dongue esteve perto de um duplo-duplo na estreia na Liga Francesa de Basquetebol (LFB Womem).

Primeira etapa da segunda aventura de Leia “Tanucha” Dongue pelo basquetebol francês, estreia auspiciosa da moçambicana na LFB. No alto dos seus 1,85 metros, Tanucha contabilizou nove pontos e “capturou” treze ressaltos (dos quais onze defensivos e dois ofensivos), números insuficientes, porém, para evitar a derrota do Landernu Bretagne diante diante do Tarbes (54-49) em jogo da 1ª jornada da Liga Francesa de Basquetebol.

Em 30:01 minutos na quadra, a basquetebolista moçambicana foi segunda melhor cestinha do jogo (foi superada por Rennia Davis que contabilizou 13 pontos).

Os “targerts” apontam para 3 em 6 tiros de campo concretizados (50% de aproveitamento) e 3 em 4 na linha de lances livres (75% de aproveitamento).

A melhor basquetebolista da actulidade no país teve ainda quatro “turnovers”- perdas de bola- e dois roubos de bola e duas faltas pessoais.

Com uma abordagem inicial menos boa ao nível defensivo e ofensivo, o Landerneau Bretagne W perdeu o primeiro quarto pelo parcial de 15-7.

No segundo quarto, a equipa de Leia “Tanucha” Dongue melhorou a sua pontuação, mas mesmo assim saiu a perder por um parcial de 13-11. Sem clarividência ofensiva no terceiro quarto, o Tarbes baixou a sua pontuação e o conjunto de Leia “Tanucha” Dongue controlou com um parcial de 11-7. No último quarto, equilibradíssimo, o Tarbes venceu por um ponto: 20-19.

 

Na ressaca do empate sem abertura de contagem com a Liga Desportiva de Maputo, em jogo da 17ª jornada do Moçambola-2022, o Ferroviário de Maputo anunciou a rescisão “amigável” e unilateral do contrato com o técnico belga Jean-François Losciuto.

“A decisão para a rescisão do contrato de trabalho foi alcançada por entendimento amigável entre as partes. Desta feita, o Ferroviário de Maputo agradece o trabalho desenvolvido pelo técnico belga nos meses em que esteve a frente da equipa principal de futebol. Os nossos agradecimentos vão além do desejo de boa sorte nos próximos desafios que o treinador Jeff irá abraçar ”, lê-se no comunicado de imprensa.

A saída de Jean-François Losciuto, cujos motivos não foram adiantados na nota publicada na página do “facebook” do Clube Ferroviário de Maputo (CFvM), pode estar associada aos resultados menos conseguidos dos “locomotivas” têm alcançado no Moçambola-2022.

Em 17 jornadas, o Ferroviário de Maputo ocupa a 5ª posição com 23 pontos, resultantes de seis vitórias, igual número de empates e cinco derrotas.

Feitas as contas, os “locomotivas” da capital apresentam um saldo de 14 golos marcados e 10 sofridos. O Ferroviário de Maputo está fora da corrida ao título no Moçambola-2022, mas ainda pode a consolação caso vença a Taça de Moçambique, prova na qual irá jogar nas meias-finais com a União Desportiva do Songo.

As Escolas Secundárias da Matola e da Liberdade, em masculinos e femininos, não vão participar na fase zonal do Campeonato Escolar Africano da CAF devido a problemas financeiros por parte da Federação Moçambicana de Futebol. A fase zonal vai ter lugar no Malawi.

Reagindo às reclamações dos treinadores e atletas das escolas Secundárias da Matola e da Liberdade, o presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, disse que para a participação das duas escolas na fase regional da competição, após terem vencido as fases provinciais, faltam fundos relativos à logística.

“Primeiro, [importa] dizer que temos um ‘agreement’ com o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano e Secretaria de Estado do Desporto, mas, infelizmente, ninguém se disponibiliza para o apoio nesta deslocação ao Malawi. São jovens de 14 e 15 anos. É uma escola, não é uma selecção da província e não é uma selecção nacional”, justificou Feizal Sidat.

O Presidente da Federação Moçambicana de Futebol disse, no entanto, que a agremiação continua a bater às portas para viabilizar a participação no certame.

“Nós já fizemos um ofício à Confederação Africana de Futebol para que haja essa abertura e para que possamos ter valores para nós viajarmos”, assegurou Feizal Sidat.

Segundo a Federação Moçambicana de Futebol, a participação dos representantes moçambicanos está avaliada em aproximadamente a 60 mil de dólares, valor de que a instituição não dispõe.

“Questionámos, nós como Federação Moçambicana de Futebol: Investindo este valor, qual benefício, em termos competitivos, traria para nós? Esta é uma competição mais de carácter social, acredito eu, e não de carácter desportivo”.

O Campeonato Escolar Africano foi disputado por 32 escolas em masculinos e femininos, da Cidade e Província de Maputo.

O Conselho de Disciplina da Liga Moçambicana de Futebol reprova o recurso da Liga Desportiva de Maputo em relação à falta de comparência que teve no jogo contra a União Desportiva do Songo, referente à 14ª jornada. Assim, a Liga Moçambicana de Futebol vai homologar o resultado da partida.

Em comunicado tornado público na última quinta-feira, o Conselho de Disciplina da Liga Moçambicana de Futebol refere que terá pesado, para a deliberação, o facto de a Liga Desportiva de Maputo não ter feito o acordo com União Desportiva do Songo, para negociar o pedido de adiamento do jogo à LMF.

A Liga Desportiva de Maputo solicitou apenas à Liga Moçambicana de Futebol o adiamento e remarcação dos jogos entre os dias 6 de Setembro e 1 de Outubro, alegadamente porque não dispunha de três atletas que tinham sido convocados para a selecção nacional sub-20, conjunto que ocupou o segundo lugar no Torneio COSAFA da categoria, prova realizada em eSwatine.

Na referida carta, a Liga Desportiva entendia que, ao marcar os jogos, não teria cumprido o regulamento das competições. Entretanto, o Conselho de Disciplina da LMF entende que o clube não terá cumprido o artigo 18 do regulamento de competições, daí que o seu recurso não tem fundamento. Assim, a Liga Moçambicana de Futebol deverá homologar o resultado da partida.

Na mesma nota, a Liga Moçambicana de Futebol informa que o director-desportivo da Associação Black Bulls, Muhaidiula Zainadin Dulá (Dino Dulá), foi despenalizado pelo Conselho de Disciplina da agremiação que, inicialmente, aplicara ao dirigente uma multa no valor de 75 mil Meticais por supostos actos de desacato no fim do embate entre os campeões nacionais e o Incomáti, em desafio inserido na 14ª jornada do Moçambola 2022.

O Conselho de Disciplina da Liga Moçambicana de Futebol manteve mão pesada sobre o treinador-adjunto da Black Bulls, Custódio Gune, que foi multado com o valor de 75 mil Meticais por alegadamente ter proferido palavras injuriosas contra os árbitros do referido duelo, além de ter, supostamente, invadido as quatro linhas.

Serve de referência dizer que este duelo foi dirigido por Nelson Uanasse, enquanto Paulo António foi o 4º árbitro. Já Francisco Machel foi o delegado do jogo indicado pela Liga Moçambicana de Futebol (LMF).

Enquanto isso,  o Delegado do Clube Ferroviário da Beira, Alcine Gemo, foi multado pelo Conselho de Disciplina da Liga Moçambicana de Futebol com o valor de 75 mil Meticais por adoptar atitude incorrecta, incitando os seus colegas dirigentes a agredir os árbitros no balneário.

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