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O País – A verdade como notícia

O Chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, felicitou Gabriel Júnior pela sua eleição ao cargo de presidente interino da Confederação Africana de Boxe da região austral (Zona 4).

Numa mensagem publicada na sua rede social “Facebook”, o Presidente da República refere que a indicação, no passado dia 15 de Outubro de Gabriel Júnior por 10 federações desportivas africanas de boxe para dirigir a agremiação, dignifica o país, no geral, e o boxe, em particular.

“Caros compatriotas, foi com muita alegria que tomei conhecimento da eleição do compatriota Gabriel Júnior presidente interino da Federação Africana de Boxe da região Austral. A notícia encheu-me de orgulho como moçambicano, pois é meu pai, mais uma vez, a emprestar o melhor de si em prol do desporto mundial”, destaca Filipe Nyusi.

O boxe é um exemplo de modalidades desportivas que têm colocado o País no mapa do desporto mundial, assim como elevado bem alto a bandeira nacional em grandes palcos.
Os Jogos Olímpicos de Verão de 2020, evento no qual as pugilistas Rady Gramane e Alcinda Panguana deram boas indicações, são disso exemplo.

E, na mensagem de felicitação a Gabriel Júnior, Nyusi, como não podia deixar de ser, destacou a evolução da modalidade.

“Os recentes desenvolvimentos do boxe nacional constituem para nós uma referência positiva a partir da qual acredito que a liderança do nosso compatriota na sub-região austral de África será igualmente coroada com êxito. A si, Gabriel, desejo-lhe, em meu nome e no dos moçambicanos, os melhores sucessos”.

 

O presidente da Federação Moçambicana de Boxe, Gabriel Júnior, foi eleito, no passado dia 15 de Outubro, presidente interino da Confederação Africana de Boxe da zona 4, numa reunião online que contou com a participação de 10 federações desportivas da modalidade.

É o reconhecimento do trabalho árduo e dinâmicas que o actual elenco da Federação Moçambicana de Boxe tem estado a imprimir na modalidade. É o prémio a uma agremiação cuja acção, em sintonia com os atletas e treinadores, resultou em conquistas que colocam Moçambique no topo do ranking do boxe africano, tendo registado uma subida de 27 lugares na última actualização.

O presidente da Federação Moçambicana de Boxe, Gabriel Júnior, assumiu a presidência da Confederação Africana de Boxe da zona 4 por um período de quatro anos (2022–2026).

Moçambique, ao assumir a presidência da Confederação Africana de Boxe da Zona 4, vai dirigir um órgão ou agremiação constituída por 14 países, nomeadamente, Malawi, Botswana, Lesotho, Madagáscar, Seychelles, Comores, Maurícias, Moçambique, África do Sul, eSwatine, Namíbia, Angola, Zimbabwe e Zâmbia.

Reagindo à eleição, o presidente da Federação Moçambicana de Boxe mostrou-se bastante satisfeito por tamanho reconhecimento. Gabriel Júnior disse que tem a “missão de transformar os países da África Austral em potências do boxe Africano e Mundial.”

O presidente da Federação Moçambicana de Boxe revelou que, ao assumir este desafio, pretende dar uma outra dinâmica à modalidade, não se esquecendo de agradecer aos presidentes das federações desportivas que confiaram nele. “Aceitei este desafio de liderança sob indicação das federações dos países da zona Austral que, de forma unânime, viram num filho de Moçambique potencial para dirigir esta grande missão e representar igualmente a zona Austral em sede do executivo de directores da Confederação Africana de Boxe”.

O boxe tem registado bons resultados ao nível de competições internacionais, sendo de destacar que, no passado mês de Outubro, Moçambique passou a ocupar o primeiro lugar do “ranking” da Confederação Internacional de Boxe (IBA) com 5000 pontos.

Os resultados animadores ao nível internacional foram determinantes para que Moçambique subisse 27 lugares e passasse a liderar o “ranking” continental, agora com 5000 pontos, seguido da Argélia com 4400.

O Quénia é o 3º classificado no “ranking” com 3600 pontos, sendo que a República Democrática do Congo e Marrocos ocupam a 4ª e 5ª posições com 2700 e 2400 pontos, respectivamente.

Esta é uma subida assinalável para um país que, há cinco anos, ocupava a 27ª posição do “ranking” africano e 90º ao nível mundial no boxe.

O facto é que Moçambique é o país com maior número de atletas, ao nível de África (5 atletas), que, por um lado, ocupam a posição número um no continente e, por outro, dois pugilistas ocupam a posição número três nas categorias em que estão inseridos.

A empresa de distribuição de TV por satélite ZAP e a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) assinaram, esta quarta-feira, um memorando de entendimento de patrocínio da Taça de Moçambique.

Com efeito, a ZAP passa a ser detentora nos próximos dois anos dos direitos de transmissão da segunda maior prova do calendário futebolístico moçambicano. O contrato irá vigorar, especificamente, do período compreendido entre 1 de Janeiro de 2023 e 31 de Dezembro de 2024.

A prova passa, desta forma, a designar-se “Taça de Moçambique ZAP” e vai continuar a movimentar formações de todas as associações provinciais do país.

O acordo, que se espera venha a dar dinâmica a competição, foi assinado pelo Director Executivo da ZAP Moçambique, Hélder Tembe e o Presidente da FMF, Feizal Sidat. O acordo tem a vigência de dois anos, com efeitos a partir de 1 de Janeiro de 2023, e término a 31 de Dezembro de 2024.

Falando no acto da assinatura acordo, o Director Executivo da ZAP Moçambique, Hélder Tembe, frisou que a empresa de distribuição de TV por satélite irá continuar a apoiar o futebol, em particular, e o desporto moçambicano, no geral.

Hélder Tembe disse ainda que a ZAP tem estado a dar o seu contributo no processo de de promoção, massificação e dinamização do futebol moçambicano.

Já o presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, disse que a agremiação esta satisfeita com o acordo assinado que vai ajudar a promover a Taça de Moçambique.

“Estamos convictos que o acordo que hoje firmamos conjuga em si as expectativas de vantagens mútuas e o caminho ajustado para o cumprimento da missão e persecução da visão das entidades signatárias, inspiradas na satisfação do beneficiário final, que é o amante do desporto-rei e consumidor dos serviços de distribuição de televisão por satélite em língua portuguesa no nosso país”.

A ZAP rubricou ainda um acordo com o Clube de Natação Tubarões de Maputo, agremiação que se tem destacado nas provas da natação no país. Esta colectividade tem explorado a piscina da Escola Secundária Estrela Vermelha.

Na presente temporada, o Ferroviário de Maputo vai jogar com a União Desportiva do Songo nas meias-finais da Taça de Moçambique. Já a Associação Desportiva de Vilankulo irá medir forças com o Ferroviário da Beira, num duelo entre duas formações que ainda não têm a sua situação definida no Moçambola-2022.

Ferroviário de Maputo recuperou, ontem, o estatuto de campeão da cidade de basquetebol em seniores femininos ao derrotar o Costa do Sol (55-45) no jogo 2 do “play-off” da final do Campeonato da Cidade de Basquetebol em seniores femininos, fazendo o 2-0 na série a melhor de 3 jogos. Silvia “Naná” Veloso e Cecília “Cecy” Saene foram os destaques do Ferroviário de Maputo. Marques da Conceição Abdala, Artur César de Castro Bandeira e Almirante Dimas com nota elevada no jogo que dirigiram!

Manteve-se, em meio a incertezas, a tradição no historial de jogos decisivos entre o Costa e Ferroviário de Maputo. Não foi preciso, tal como nas finais dos útimos anos, recorrer a uma decisão na negra para se encontrar o campeão da cidade de basquetebol em seniores femininos. Sempre foi um 2-0 a arrumar os jogos decisivos.

No pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane, com o barulho ensurdecedor da activa claque “wataxanisseca”, e suporte nas bancadas ao Ferroviário de Maputo por parte das retiradas Deolinda Mulói Gimo e Rute Elias Muianga, e apoio ao Costa do Sol dado pela equipa sénior masculina que disputa a Liga Moçambicana de Basquetebol, estava criado um ambiente para uma final de “loucos” e equilibrada. O primeiro quarto desmentiu esta previsão. É que, pressionado a vencer para forçar o jogo 3, o Costa do Sol entrou com uma abordagem agressiva defensivamente, condicionando o Ferroviário de Maputo nos seus ataques. Trocas defensivas e corte das linhas de passe foram a arma.

Sem vigor no jogo interior, tal como teve no jogo 1, Odélia “Mafa” Mafanela falhou várias situações para cesto fácil. O Costa do Sol, mais esclarecido ofensivamente, fugiu para 12 pontos no final do primeiro quarto: 17-5. Forte no 1×1 (um para um), Eleutéria “Formiga” Lhavanguane “partia” a defesa homem a homem do Ferroviário de Maputo que permitiu situações de penetrações pelo corredor central. Na zona dos 6, 75 metros, “Formiga” apareceu também a atirar sem contestação dos seus lançamentos.

Ramiro Langa, homem ferrenho das causas do Ferroviário de Maputo, mostrava-se, como sempre, irriquieto nas bancadas. Mais sereno, do outro lado do pavilhão, Delfino Aleluia, “locomotiva” de alma e gema, vivia atentamente o jogo! Jeremias da Costa, presidente do Costa do Sol, esfregava as mãos de contente, afinal, desenhava-se mais uma conquista para o basquetebol sénior feminino “canarinho” diante do maior rival. O mesmo se pode dizer de Miguel Guambe, “coach” da equipa masculina do Costa do Sol, que “torcia” pelo clube.

Nasir “Nelito” Salé, apoiado igualmente pelos sobrinhos nas bancadas, tinha que convocar os manuais de basquetebol para ir buscar o resultado!

Ademais, evitar, uma vez mais, que o CFvM caísse aos pés do Costa do Sol. Foi o que fez, lançando o segundo cinco para a quadra: Benezita Muchava, base para assumer a organização do jogo, Stefânia “Papelão” Chiziane (com boa capaciade de jogar um para um), Cecília “Cecy” Saene e a sua amiga Ana Jaime, e Ornília Mulhui.

Um tiro de Benezita Muchave espevitou a equipa verde-e-branca! Cecília “Cecy” Saene teve que recorrer a sua experiência para desequilibrar na zona restritiva. Defendia melhor o Ferroviário de Maputo, o Costa do Sol bloqueou.

Aliás, as actuais campeãs nacionais denunciaram uma crise de raciocínio, sobretudo, na armação do seu jogo fruto da pressão defensiva das “locomotivas”.

Mas mais do que isso, o conjunto de Leonel “Mabê” Manhique e Marvin Cossa não teve capacidade para fazer, de forma como se recomenda, as saídas sobre pressão. Passes longos e evitar sair em dribbles!

De resto, com uma pressão a todo campo, o Ferroviário de Maputo forçou o Costa do Sol a cometer muitos “turnovers”.

Vezes sem conta, Carla Covane viu-se à nora ao ter que transporter a bola. O CFvM foi buscar o resultado, o Costa do Sol deixou de ser eficaz no jogo exterior e interior. Apareceu, em bom momento, Ana Jaime a lançar uma “bomba” e a colocar o resultado em 22-21, vantagem para o Costa do Sol. No jogo interior, Cecilia “Cecy” Saene desequilibrou e fez dois pontos que permitiram o Ferroviário de Maputo a passar para a frente do marcador: 23-22. Inspiradissímia, Benezita Muchava foi carter na zona dos 6, 75 metros colocando o marcador a indicar 26-22, no final do segundo quarto. Objectivamente, o Costa do Sol baixou a sua pontuação, contabilizou apenas cinco pontos neste quarto contra 21 do Ferroviário de Maputo.

Em “equipa que ganha não se mexe”, diz a giria desportiva. O professor Nelito acenou positivamente para esta giria, ciente, claramente, que o primeiro cinco havia “bloqueado” e havia necessidade de rodar a equipa.

Silêncio total nas hostes “canarinhas”, o Ferroviário entrou para o terceiro quarto com o mesmo cinco que terminara o segundo. Muito bem a defender, e com clarividência ofensiva ao nível do jogo interior, o conjunto de Nelito fez, com 7:49 por se jogar no terceiro quarto, uma vantagem de nove pontos.

O Costa do Sol fez os ajustes defensivos, passou a condicionar o seu adversário que não conseguiu evitar que as “canarinhas” passassem para frente do marcador. A jogar com duas postes, nomeadamente Carla Covane e Nilza Chiziane, o Costa do Sol ganhou a luta das tabelas, Nelito pediu um “time out” e voltou a apostar num cinco composto por Odélia Mafanela, Anabela Cossa, Rosa Cossa, Dulce Mabjaia e Silvia “Naná” Veloso.

No final do terceiro quarto, o Costa do Sol vencia por 4 pontos: 42-38. Francisco “Chico” da Conceição, homem do basquetebol e com ponto alto da sua carreira como “coach” a ser o Campeonato Africano de Clubes conquistador ao serviço da Académica, analisava o jogo na prosa que mantinha com Hélder Amiel, secretário-geral da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo que tem dado o seu melhor mesmo com clubes que não pagam taxas e mesmo assim querem jogar!

O quarto quarto foi controlado pelo Ferroviario de Maputo. Com Silvia Veloso a evidenciar-se nos ataques em posição (foi a melhor cestinha com 12 pontos) e um tiro em momento de aperto no marcador, o Ferroviário de Maputo ganhou uma vantagem de quatro pontos. O Costa do Sol deu luta, mas Ingvild Mucauro e Eleutéria Lhavanguane deixaram de influência na quadra e pontuar.

A equipa ressentiu-se! Os dados estatisticos são claros: Costa do Sol contabilizou apenas três pontos no derradeiro quarto, contra 17 do Ferroviário de Maputo.

Sem sombra, Cecília “Cecy” Saene abriu o livro ao desequilibrar no jogo interior. Com 2:23 por se jogar, e com o marcador a indicar 48-45, vantagem para o Ferroviário de Maputo, Silvia Veloso “matou” o jogo com dois tiros exteriores. As “locomotivas” passaram a fazer ataques mais pausados, explorando os 24 segundos. Leonel Manhique tinha, para inverter o cenário, que apostar no jogo exterior. Eliana Ventura não foi a solução. O Ferroviario de Maputo controlees o jogo! Recuperou o título de campeão da cidade. Por isso, Silvia Veloso e Cecilia Saene são as jogadoras mais valiosas deste jogo 2.

 

 

 

Más notícias para o internacional moçambicano Bruno Langa, jogador que evolui no Chaves de Portugal. A lesão muscular que o lateral esquerdo sofreu no duelo diante do Braga, em desafio inserido na 9ª jornada da Liga Portuguesa, atingiu um nível de gravidade suficiente para afastar o jogador da competição por um período longo, calculado entre as quatro e as seis semanas.

Bruno Langa acabou por ser substituído aos 35 minutos devido a queixas musculares, tendo para o seu lugar sido chamado o português Sandro Luís.

O Chaves acabou por vencer esta partida por 1-0, com o tento dos flavienses a ser apontado por Héctor Hernández Marrero, aos 2’.

Desde a sua lesão, Bruno Langa falhou os jogos Valadares Gaia vs Chaves (a contar para a Taça de Portugal), Chaves vs Gil Vicente (inserido na 10ª jornada da Liga Portuguesa), Benfica vs Chaves (a contar para a 11ª jornada) e Chaves vs Santa (inserido na 12ª jornada).

Esta temporada, segundo os dados da plataforma “zero.zero.pt”, o internacional moçambicano já fez nove jogos que se traduzem em 775 minutos na Liga Portuguesa.

CHAVES EMPATA COM SANTA CLARA

Num duelo em que, uma vez mais, Bruno Langa não foi opção por se encontrar lesionado, Chaves e Santa Clara empataram sem abertura de contagem, segunda-feira, no encerramento da 12ª jornada da Liga Portuguesa.

O Santa Clara ainda celebrou, aos 58’, mas Ricardinho estava adiantado quatro centímetros, após verificação do VAR.

A primeira parte registou um Chaves por cima no jogo, a construir várias oportunidades, travadas pelo guardião Gabriel Batista, a negar golos a João Teixeira (16′), João Mendes (17′) e Héctor (45’+4) e um lance polémico em que Gabriel Silva é derrubado por Sandro Cruz, o árbitro aponta penálti, mas o VAR reverte o lance para livre.

A etapa complementar registou o sentido inverso, com os açorianos mais perto de marcar, mais objectivos, pelo que, face à repartição de domínio da partida e situações de perigo, o resultado ajusta-se.

Moçambique perdeu, ontem, com Angola por 5-2 em jogo da primeira jornada do grupo A do Campeonato do Mundo de hóquei em patins, prova que decorre na Argentina. A selecção nacional volta a jogar esta noite diante da Espanha.

O hino “Pátria Amada” voltou a ecoar num dos maiores palcos do mundo, o estádio Aldo Cantoni, em San Juan, considerada meca do hóquei em patins mundial. San Juan é, aliás, descrita como “A Cuna del Hockey” – o Berço do Hóquei.

Momento de arrepiar, motivo para inspirar qualquer hoquista. Jorge Oliveira, seleccionador nacional, tal como se esperava, apostou num cinco constituído pelos atletas que evoluem em terras lusas: Igor Alves, Bruno Pinto, Renato Castanheira, Filipe Vaz e Mário “Marinho” Rodrigues.

Justificava-se, claramente, até porque são atletas mais rotinados quando comparados aos que evoluem internamente que já não competem há cerca de dois anos, mesmo depois da autorização das autoridades desportivas no quadro do alívio das medidas de prevenção da COVID-19.

No “rink”, Angola posicionou-se desde cedo com um bloco mais avançado, contrastando com os moçambicanos com uma postura mais defensiva.

A explorar as zonas interiores da pista, os angolanos chegaram a vantagem com golo do capitão André Centeno. 1-0 a premiar um conjunto mais ousado e atrevido.

Com recuperações defensivas, Angola partia em contra ataques e Humberto Mendes, na zona central, bateu Igor Vaz.

O jogo ganhava contornos de goleada, confirmado por Filipe Bernardino com uma stickada que selou o 3-0.

Apático, e sem capacidade de resposta, os moçambicanos viram Humberto Mendes fazer o 4-0. O pior ainda estava por vir: na segunda parte, João Pinto avolumou o resultado, colocando Angola a vencer por 5-0.

Mário Rodrigues, o mais inconformado, reduziu para 5-1. E ainda teve tempo para fazer o segundo, já perto do fim do jogo. Segue-se, esta noite, a Espanha, terceira classificada da última edição do Mundial de hóquei em patins realizada em Barcelona. Os espanhóis partiram para esta competição na condição de campeões europeus.

E atenção aos moçambicanos: no Aldo Cantoni, palco do Mundial de hóquei na edição 2022, os espanhóis fizeram história ao conquistarem quatro títulos mundiais neste recinto nos anos de 1970, 89, 2001 e 2011. Facto curioso é que o actual seleccionador nacional da Espanha, Guillem Cabestany Vives, de 46 anos, levou os espanhóis à conquista do título em 2001.

 

Um golo de João Félix permitiu domingo ao Atlético de Madrid salvar um magro ponto na receção ao Espanyol, ao estabelecer o empate 1-1 no jogo da 13.ª jornada da Liga espanhola de futebol. Reinildo Mandava foi titular e arrancou, para não variar, uma actuação cinco estrelas nesta partida na qual esteve seguro a defender e atrevido a atacar.

João Félix ‘saltou’ do banco de suplentes aos 66 minutos, para o lugar do belga Yannick Carrasco, e marcou o golo dos ‘colchoneros’ pouco depois, aos 78, após assistência do francês Lemar, que tinha substituído o compatriota Griezmann, aos 73.

O golo do jogador português limitou-se a minimizar os danos, uma vez que os visitantes tinham inaugurado o marcador aos 62 minutos, por intermédio de Darder, mesmo tendo atuado desde os 28 com menos um elemento, devido à expulsão do uruguaio Leandro Cabrera.

A formação orientada pelo argentino Diego Simeone completou o quarto jogo seguido sem vencer, em todas as competições, cinco dias após ter sido eliminada das provas europeias, ao perder por 2-1 na visita ao FC Porto, em encontro do grupo B da Liga dos Campeões, conquistado pelos ‘dragões’.

O Atlético de Madrid manteve-se no terceiro lugar, atrás de FC Barcelona e Real Madrid, mas poderá ainda hoje ser ultrapassado por Bétis e Real Sociedad, que têm menos um e dois pontos, respetivamente, e recebem o Valência e o Sevilha.

A 13.ª ronda do campeonato espanhol ficou, até ao momento, marcada pela estreia do treinador português Carlos Carvalhal no comando do Celta de Vigo, com uma derrota por 2-1 na receção ao Osasuna, e pela despedida do histórico defesa-central Gerard Piqué ao estádio Camp Nou.

Zainadine Júnior foi totalista, domingo, no jogo em que o Marítimo empatou a zero com o Famalicão, no Funchal, em partida da 12.ª jornada da Liga Portuguesa de futebol. Clésio Baúque e Geny Catamo sequer foram convocados para esta partida.

O internacional moçambicano, capitão dos insulares, esteve em bom plano e não comprometeu a jogar no centro da defesa, numa partida em que o Marítimo apostou num sistema 3-4-1-2.

As duas equipas revelaram-se desinspiradas na hora de finalizar as oportunidades de golo que, sobretudo na segunda parte, surgiram em catadupa. O desacerto dos avançados na hora H e as excelentes exibições Trmal (Marítimo) e Luiz Júnior (Famalicão), que estiveram em ‘tarde sim’, conduziram a este desfecho. Aos 88’, Joel Soñora ainda marcou para a equipa de João Henriques mas o lance foi invalidado por fora de jogo de Liza no lance.

Os insulares passam a somar seis pontos no penúltimo lugar, enquanto a equipa de João Pedro Sousa, que na próxima jornada recebe o Sporting, fica no 14.º, com 11 pontos.

MEXER NÃO SAIU DO BANCO NA GOLEADA DIANTE DO BENFICA

Num duelo em que o internacional moçambicano Mexer não saiu do banco, o Estoril foi goleado, domingo, na Amoreira, pelo líder Benfica por 5-1.

Mexer ainda viu Odysseia Vlachodimos, guarda-redes do Benfica, a negar o golo a sua equipa aos 16 minutos com uma excelente defesa após um desvio de Rodrigo Martins.

O jornal “A Bola” escreve que, à semelhança do que acontecera em Israel, após um susto inicial do Maccabi Haifa, a águia acordou e devorou adversários, neste caso canarinhos, que cederam perante golos de Musa e António Silva, que bisou ainda na primeira parte, com um dos golos a ser obtido de calcanhar, após assistência de calcanhar de Chiquinho.

Com o resultado ‘feito’, o Benfica manteve a pressão, não tirando o pé e não dando quaisquer sinais de fragilidade mesmo sem o seu ponta de lança titular, Gonçalo Ramos, construindo lance de golo atrás de lance de golo. João Mário e Ristic deixariam, pois, o nome da linha dos marcadores, Serginho fez o golo de honra para um Estoril que desapareceu assim que o Benfica chegou ao 2-0.

SEM WITI, NACIONAL EMPATA COM FEIRENSE

Sem o moçambicano Witi Quembo, o Nacional da Madeira empatou domingo a um golo com o Feirense, em jogo a contar para a 12.º jornada da Liga 2.

Em Santa Maria da Feira, Carlos Daniel colocou os madeirenses em vantagem aos 30 minutos, dedicando o golo ao colega Carlos Guimarães, até agora o titular da baliza insular, que vai ter de voltar a parar de jogar. Daniel Guimarães vê-se obrigado a suspender actividade desportiva novamente devido a um problema oncológico e vai ter de fazer novos exames, refere o Jornal da Madeira. O jogador, no Nacional desde 2017/18, voltara aos treinos em março do ano passado depois de um ano fora dos relvados para tratamentos e tinha até agora 11 jogos, tendo parado apenas para os jogos de Taça. Na segunda parte surgiu a resposta da equipa da casa, com Jardel a empatar aos 63.O Feirense fica em 7.º com 18 pontos e perde a oportunidade de se chegar mais acima, o Nacional soma 10 pontos em 14.º

SC COVILHÃ DE GILDO VILANKULO AVERBA 7ª DERROTA

Numa partida em que o internacional moçambicano Gildo Vilankulo foi lançado para o jogo aos 67 para o lugar do ganês Mohamed Adams, o Sporting da Covilhã (conjunto onde evolui Gildo Vilankulo) perdeu na sexta-feira com o Mafra por 3-2, no jogo que abriu a 12.ª jornada da Liga 2.

Em vésperas de receber o FC Porto para a Taça de Portugal, o Mafra chegou à vantagem por intermédio de Diogo Almeida, aos 15 minutos, mas, ainda na primeira parte, os visitantes deram a volta, por Mohammed Adams (20’) e Diogo Rodrigues (34’). No segundo tempo haveria nova reviravolta mas para os mafrenses, por intermédio de Pedro Pacheco (48’) e novamente Diogo Almeida (83’), que marcou por duas vezes à antiga equipa. O Mafra passa a somar 15 pontos no 10.º lugar, enquanto o Covilhã sofreu a sétima derrota consecutiva na competição e está cada vez mais afundado no último lugar, com apenas cinco pontos.

 

Ferroviário de Maputo e Costa do Sol defrontam-se, esta terça-feira, às 18h30, no pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane, no jogo 2 do “play-off” da final do Campeonato da Cidade de Basquetebol em seniores femininos. Em vantagem de 1-0, depois de ter vencido o Costa do Sol na passada quinta-feira 54-38, em partida disputada no pavilhão da A Politécnica, o Ferroviário pode conquistar a prova se voltar a ganhar.

A chuva que caiu no passado sábado na capital do país colocou a nu os problemas dos pavilhões da Universidade Eduardo Mondlane, palco do jogo 2 da final do Campeonato da Cidade em seniores femininos, e Maxaquene, recinto que acolhe partidas da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal.

Curiosamente, e para o espanto de quem goza de bom senso, os dois recintos que beneficiaram de obras de melhoramento aquando da realização dos malfadados Jogos Africanos, com o dinheiro injectado a vir do erário público, e, recentemente, para acolherem provas internacionais, ficaram condicionados para a prática do basquetebol devido a problemas de infiltração de água.

Na UEM, por exemplo, o duelo entre o Ferroviário de Maputo e Costa do Sol teve que ser cancelado quando faltavam 4:44 por se jogar no segundo quarto, altura em que parte da quadra começou a ficar húmida devido a problemas de infiltração.

Depois de concertação com os treinadores e respectivas capitães (Elizabeth Pereira, do Costa do Sol, e Dulce Mabjaia, do Ferroviário de Maputo), os ex-árbitros internacionais Artur César de Castro Bandeira e Marques Abdala (excluídos da Liga Moçambicana de Basquetebol) e Almirante Dimas decidiram que não haviam condições para a prática de basquetebol no recinto.

Neste sentido, o jogo foi remarcado para a noite terça-feira! Em vantagem de 1-0 na série do “play-off”, o Ferroviário de Maputo vai procurar vencer para recuperar o estatuto de campeão da cidade em seniores femininos.

Uma conquista que pode, acima de tudo, elevar os níveis de confiança da equipa de Nasir “Nelito” Salé para a Liga Sasol, prova a arrancar já nos finais deste mês e a ser disputada num contexto em que as atenções estarão viradas para o Mundial de futebol do Qatar.

Com a integração de Sílvia Veloso, o Ferroviário de Maputo melhorou a posição 1, destacando-se ainda o regresso de Odélia Mafanela que dá consistência na luta das tabelas. A melhor ressaltadora da Taça dos Clubes Campeões Africanos de 2019, no Cairo, Egipto, foi determinante no triunfo no jogo 1.

Com Anabela e Rosa Cossa a destacarem-se nos tiros exteriores, em momentos de pressão, o Ferroviário de Maputo conseguiu fugir no resultado e, esta terça-feira, esta pode ser uma das armas para travar o Costa do Sol.

Para atacar a campear, Nelito conta ainda com Paula Orlando e Cecília Henriques (no jogo interior), Ornília Mulhui, Stefânia “Papelão” Chiziane (já recuperada de uma lesão), Ana Jaime, Dulce Mabjaia, Bruna Argélio, Flávia Alcino, entre outras.

Campeão em título, depois de ter vencido na última edição do Campeonato da Cidade o conjunto do Ferroviário de Maputo por 2-0 no “play-off” da final (com vitórias por 62-52, no jogo 1, e 81-59, no jogo 2), o Costa do Sol vai entrar para quadra pressionado. Pressionado, sim senhor, porquanto tem que ganhar para forçar uma decisão do título à negra, ou seja, no jogo 3.

Depois, porque a equipa do “coach” Leonel “Mabê” Manhique goza ainda do estatuto de campeão nacional em título e há, acima de tudo, que defender o investimento feito com a contração de jogadoras de selecção nacional. Jogadoras que traçaram, há bem pouco tempo, uma nova ordem no panorama do basquetebol feminino.

Há, e tal não pode ser esquecido, o facto de o Costa do Sol ter sido superior ao Ferroviário de Maputo nos jogos da fase regular do Campeonato da Cidade. É verdade que cada jogo é um jogo, mas também é verdade que as “canarinhas” apresentaram nos referidos jogos mais argumentos na quadra. Mas, no jogo 1, o Costa do Sol não só evidenciou-se muito fraco nos tiros exteriores (fez apenas um lançamento certeiro na zona dos 6, 75 metros) como também debaixo da tabela não conseguiu se impor.

De resto, Elizabeth Pereira e Eliana Ventura (com menos tempo de jogo) não estiveram com as mãos quentes! Ingvild Mucauro, sem sombra de dúvidas a desequilibradora e jogadora mais influente da equipa, não esteve a um grande nível e as campeãs nacionais ressentiram-se disso.

Leonel “Mabê” Manhique e Marvin Cossa, “coachs” do Costa do Sol, esperam ter hoje Shelsia Rafael, Elizabeth Pereira, Ingvild Mucauro, Nilza Chiziane, Carla Covane, Eleutéria “Formiga” Lhavanguane e “onfire” para empatar a série do “play-off” da final.

Mais do que estarmos em presença das duas melhores equipas da actualidade, estamos perante os dois representantes de Moçambique na fase final da Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol em seniores femininos, prova a realizar-se em Dezembro próximo na capital do país. Bicampeão africano, o Ferroviário de Maputo tem responsabilidades na prova. Campeão nacional, com um “coach”- Leonel Manhique- que conquistou a prova em 2018 ao serviço do Ferroviário de Maputo e foi vice-campeão pela mesma formação em 2016, em Maputo, e 2017, em Angola, o “canário” aponta para voos mais altos…

 

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