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O País – A verdade como notícia

O internacional moçambicano Reinildo Mandava foi eleito, segunda-feira, como melhor jogador do mês de Outubro do Atlético Madrid, numa votação feita pelos adeptos do clube madrileno.

Uma vez mais, até pelas exibições convincentes, Reinildo Mandava voltou a conquistar a simpatia dos adeptos dos colchoneros ao ser votado como melhor jogador do mês de Outubro.

Mesmo com a campanha menos conseguida do Atlético Madrid esta época, na qual foi afastado da Liga dos Campeões, o internacional moçambicano continua a ser um jogador chave na equipa.

Reinildo Mandava tem arrancado exibições seguras, tanto a defender quanto a atacar dai que mereceu várias vezes o elogio da imprensa espanhola.

Esta temporada, o jogador de 28 anos já fez 20 jogos dos quais 14 para a Liga Espanhola e 6 para a Liga dos Campeões, contabilizando, até agora, um total de 1751 minutos.

Luís Gonçalves chegou a Luanda e conduziu o Interclube à vitória sobre o Desportivo Lunda Sul (2-0), em partida contar para a 9.ª jornada do Girabola. Buba Jammeh e Julinho apontaram os golos da equipa do treinador português. Com pouco mais de uma semana de trabalho, Luís Gonçalves registou a sua primeira vitória na competição. Com este resultado o Interclube subiu ao terceiro lugar da classificação a oito pontos do Petro de Luanda, líder, e a seis do Wiliete de Benguela. Em entrevista ao jornal “A Bola”, que ex -seleccionador nacional fala deste triunfo e do futuro da equipa.

– Como correu o jogo com o Lunda Sul? Resultado justo?

– Sim. A vitória por 2-0 foi justa, sem dúvida. Defrontámos uma equipa que gosta de jogar futebol e com valor, mas fomos a melhor equipa em campo. Ficámos muito satisfeitos com o resultado.

– Como foi a recetividade dos adeptos e da estrutura do Interclube?

– Fui muito bem recebido, com expectativa, o que é natural… Todos se esforçaram por criar as condições necessárias para que a adaptação fosse rápida, o que é muito importante. Estamos no bom caminho!

– Como foi o apoio dos adeptos do Interclube no desafio com o Lunda Sul?

– Foi incrível! Fomos muito apoiados durante todo o jogo. Quero agradecer desde já o apoio constante dos adeptos à nossa equipa. Isso é fundamental, mesmo quando as coisas não saem tão bem. Temos de estar unidos para atingirmos os nossos objetivos.

– Com dois/três dias no Interclube, Luís Gonçalves orientou a equipa frente ao Petro de Luanda. Derrota por 1-0. Na partida seguinte, tudo se alterou com a vitória sobre o Lunda Sul, por 2-0…

– O primeiro jogo foi realizado apenas com dois treinos e após um jogo muito difícil com o Petro de Luanda… Pouco pudemos trabalhar, tendo incidido mais no plano psicológico. Mesmo assim, os jogadores mostraram total recetividade e perceberam as principais ideias. Estes três pontos vieram em muito boa hora!

– Como está a equipa a nível de plantel? Alguma lacuna?

– Ainda estamos a avaliar…

– A conquista do título é uma miragem?

– A minha única preocupação é entrar em campo todos os jogos capazes de discutir os três pontos.

– Desde 2010 que o Interclube não conquista o título de campeão… O que é necessário para lá chegar?

– Garanto que vamos jogar sempre para ganhar! Estamos com oito pontos de atraso em relação ao primeiro classificado. No fim far-se-á as contas!

Num acto a todos os títulos condenável, e que não abonam ao futebol, alguns elementos ligados ao Ferroviário de Nacala fizeram-se ao túnel de acesso ao campo e aos balneários do campo dos “locomotivas” e lançaram insultos contra jogadores, equipa técnica e “staff” da Associação Black Bulls.

Perante o olhar impávido das autoridades policiais, que haviam, certamente, sido alocadas ao palco do jogo da 19ª jornada do Moçambola-2022 para garantir a segurança dos intervenientes, os actuais campeões nacionais de futebol foram intimidados com impropérios dispensáveis para uma modalidade que tanto pauta pelo “fair play”.

Espantosamente, na zona de acesso aos balneários que deve ser restrita e com um número limitado de pessoas, estavam presentes mais de 20 pessoas a proferirem impropérios aos visitantes.
De resto, esta situação lamentável condicionou a Black Bulls que se viu impedida de fazer o recomendável e previsto aquecimento antes mesmo do jogo.

Acto contínuo, no final do jogo, os donos da casa simplesmente cortaram o fornecimento de água nos balneários.

Facto preocupante é que os promotores de tamanho acto de selvajaria podiam, face ao resultado desfavorável para a equipa da casa (o Ferroviário de Nacala perdeu por 4-1), incitar a violência dos adeptos locais.

Aliás, Nacala já foi palco de actos de violência que forçaram a Liga Moçambicana de Futebol a ter mão dura, num passado recente, para os rivais Desportivo e Ferroviário de Nacala.

E, pelo teor das ameaças, as pessoas envolvidas no acto intimidatório não só atiçaram a violência algo pior podia ter acontecido depois da vitória expressiva da Associação Black Bulls.

Em comunicado publicado na sua página na rede social “Facebook”, a Black Bulls lamentou o sucedido e apela à Liga Moçambicana de Futebol a responsabilizar os promotores destes actos.

“Elementos afectos ao Ferroviário de Nacala violentaram os nossos jogadores, pondo em perigo a sua integridade física. O nosso presidente foi ameaçado física e verbalmente por elementos que não deveriam estar na zona restrita e de acesso ao campo tendo sido acudido pela sua equipa técnica e jogadores”, denuncia a Associação Black Bulls.

Na nota, os campeões nacionais exigem que as pessoas que incitaram à violência sejam responsabilizadas.

“As autoridades desportivas têm que intervir e ter mão dura nestas situações imorais e inadmissíveis que continuam impunes e denigrem os valores inerentes ao desporto e, em particular, ao futebol. É assim que se consegue angariar patrocinadores para o apoio e desenvolvimento da modalidade?”, questiona o clube.

O representante moçambicano na presente edição da Liga dos Campeões Africanos de futebol reitera que, sem seriedade, o futebol moçambicano não irá dar o salto que tanto se almeja.

“É nosso dever relatar estas situações vergonhosas que ainda hoje são comuns em muitos campos de futebol de forma a melhorarmos e contribuirmos para a festa que é o futebol. É altura de dizer basta. É altura de as entidades governamentais que tutelam o desporto terem mão dura. O futebol depende de todos”, lê-se na nota.

 

Tal como Artur Semedo não teve papas na língua, a direcção do Costa do Sol não teve meias medidas e afastou o técnico, com efeitos imediatos. Ou seja, Artur Semedo já não é treinador do Costa do Sol

“O peixe morre pela boca”, já diz o velho ditado. Para quem ainda precisa de provas, eis aqui uma delas. Não passaram 24 horas depois de Artur Semedo mandar recados e críticas para dentro do ninho do canário para que a resposta chegasse de forma violenta.

No fim do jogo em que os canarinhos foram trucidados pela “locomotiva” de Chiveve, Artur Semedo veio dizer que há gente apostada em que ele não continue no clube. Qual uma premonição, as palavras de Semedo replicaram-se e tornaram-se realidade.

Aliás, Semedo disse mais: “Nós temos pessoas que não estão com esta equipa, eu tenho que dizer isto e não me alongo mais”, em alusão à forma com que alguns jogadores têm estado a abordar os jogos e, principalmente, pela forma com que a equipa tem estado sofrer golos.

Estas palavras, adicionadas às várias vezes em que Tiago Machaisse tem estado a responder nas entrevistas de balanço dos jogos não terão agradado à direcção canarinha, que decidiu colocar ponto final na relação.

Ou seja, a direcção canarinha não teve meias medidas e decidiu rescindir o contrato com o técnico, com efeitos imediatos.

Através de um comunicado de imprensa, o Costa do Sol refere que “a direcção do clube (…) e a equipa técnica chefiada por Artur Semedo acordaram em terminar com efeitos imediatos o contrato de trabalho que liga as partes”.

Ainda assim, de acordo com o comunicado, “a direcção do Clube dos Desportos da Costa do Sol agradece a contribuição da equipa técnica e deseja aos mesmos, sucessos nos próximos desafios profissionais”.

A contribuição de Artur Semedo e seus adjuntos foi até à 19ª jornada, onde conseguiu amealhar 28 pontos, dos 57 possíveis, frutos de oito vitórias, sete derrotas e quatro empates, longe dos níveis desejados para uma equipa que luta pelos títulos.

Nestas 19 jornadas, os “canarinhos” marcaram o mesmo número de golos que sofreram: 21, tendo por ora um saldo nulo de golos.

Na Taça de Moçambique, conseguiu chegar à fase regional, onde foi afastado pelo Ferroviário de Maputo, em sua própria casa. Nesse jogo dos quartos-de-final, a turma de Matchiki Tchiki vergou por duas bolas sem resposta.

Assim, Artur Semedo deixa o Costa do Sol levando consigo os seus homens de confiança, Tiago Machaisse e António Chirindza, bem como Antoninho Guambe.

De forma interina, a equipa será orientada, nos próximos três jogos, pelo trio composto por André Alberto José Macamo, conhecido por Jossias Macamo, e Clésio Miranda Tamele. Este trio vai orientar os embates diante do Incomáti de Xinavane, no Canavial, Ferroviário de Maputo, no seu ninho, e Black Bulls, no Complexo Desportivo de Tchumene, na última jornada.

A situação dos moçambicanos que jogam fora de portas continua a ser feita de forma constante. Alguns são os que mantém a sua titularidade nos seus clubes, outros são convocados para as suas equipas, mas outros ainda continuam lesionados, não podendo dar ser contributo as respectivas colectividades.

O mais bem sucedido deste fim-de-semana, naquela que foi a última para os principais campeonatos, antes da interrupção para dar lugar ao Campeonato do Mundo do Qatar, foi Geraldo Matsinhe, que actua no Juventude Évora, da Série D do Campeonato de Portugal.

O internacional moçambicano marcou um dos cinco golos com que a equipa goleou o Ferreiras, resultado que coloca a Juventude Évora na terceira posição com 14 pontos, menos três que o líder da prova, Rabo de Peixe.

Tal como Geraldo, outros cinco Mambas e um Mambinha foram titulares nas suas equipas no fim-de-semana. Em Portugal, Zainadine voltou a ser o patrão do Marítimo, mas não evitou a derrota tangencial diante do Vitória de Guimarães. Os madeirenses regressaram à zona da despromoção, agora na penúltima posição, com seis pontos em 13 partidas.

Na Espanha, Reinildo continua a mandar na lateral esquerda e desta vez ajudou o Atlético Madrid a apurar-se para os oitavos-de-final da Taça do Rei. Os Colchoneros venceram o SD Almazán por duas bolas sem resposta e Reinildo foi titular.

Ainda na Europa, mas na Itália, Faizal Bangal continua em grande estilo após mais uma boa exibição na Serie D. Domingo, Bangal ajudou o ASD Alcione a vencer o Varesina Calcio por 4-0, resultado que coloca a equipa na segunda posição e na luta pela ascensão à Serie C.

Na Alemanha está Stanley Ratifo, que milita no CFR Pforzheim, da Oberliga. Com Ratifo a titular, a equipa foi ao terreno do Offenburguer vencer por 2-1 e ascender à sexta posição da tabela classificativa.

Já o chamado “vinho do porto”, o capitão dos Mambas, Domingues, não conseguiu evitar mais uma derrota diante do TP Mazembe, deste vez tangencial, em partida do play-off da Taça CAF. Depois da derrota na primeira mão por 2-0, desta vez a equipa de Domingues perdeu em casa por uma bola sem resposta e foi afastada da fase de grupos. O capitão dos Mambas foi substituído aos 59 minutos do jogo, quando a equipa já perdia.

Ainda na África do Sul, Edmilson Dove também foi titular no Kaiser Chiefs. O internacional moçambicano não foi suficiente para evitar o afastamento da sua equipa da Black Laber Cup. A turma de Dove foi afastada pelo Orlando Pirates na marca das grandes penalidades por 5-6 depois do nulo no tempo regulamentar.

Por seu turno, Kimiss Zavala também continua a assegurar a titularidade na baliza do Marítimo B. Desta o internacional moçambicano não sofreu e a equipa venceu por uma bola sem resposta ao Guarda Desportiva, em partida do Campeonato de Portugal.

 

TRÊS MAMBAS ENTRARAM A SUBSTITUIR

Outros três Mambas tiveram alguns minutos neste fim-de-semana nas respectivas equipas. Gildo Vilankulos entrou nos últimos seis minutos da partida em que a sua equipa, o Sporting da Covilhã empatou a um golo diante do Beleneses SAD, em jogo da LigaPro. A turma de Gildo é lanterna vermelha com apenas seis pontos.

Já Wity Quembo, também da LigaPro, somou mais 45 minutos na sua conta pessoal ao serviço do Nacional da Madeira, na goleada imposta pelos insulares ao FC Porto B. A turma da Madeira está longe dos lugares da ascensão, na 13ª posição com 13 pontos em igual número de jogos.

Pablo Bechardas, que actua no Marítimo B, foi suplente utilizado na vitória tangencial da sua equipa diante do Guarda Desportiva.

Já Kamo Kamo (Vitória de Setúbal) e David Malembane (Lokomotiv da Bulgária), não foram opção dos seus treinadores nas derrotas das suas equipas diante do Real SC (3-5) e Bero (1-2), respectivamente, tal como Maestro (Salgueiros) e Bonera (Camacha), que foram convocados mas não saíram do banco.

Igual a si mesmo, Artur José Semedo quebrou o silêncio e falou das razões por detrás de alguns resultados menos conseguidos por parte do Costa do Sol. Mordaz, uma vez mais, o competente apontou algumas interferências da parte de gente bem identificada como estando por detrás da situação em que a equipa se encontra na tabela classificativa do Moçambola-2022.

“Black out” quebrado! Recados, depois de um silêncio ensurdecedor, lançados mais para dentro do que propiamente para fora do Clube de Desportos da Costa do Sol. Qual criador do tal e qual sem igual na bola indígena, Artur José Semedo, treinador do Costa do Sol, usou dos “microfones” da pública Rádio Moçambique para “justificar” os resultados menos conseguidos dos “canarinhos” que já não vencem no Moçambola-2022 há três jornadas.

Aliás, a última vitória do Costa do Sol na prova que caminha para a sua recta final foi precisamente na 16ª jornada diante do Matchedje de Mocuba, por expressivos 3-0.

Seguiram-se desaires diante do Ferroviário de Nampula (derrota por 2-1), União Desportiva do Songo (derrota por 1-0) e agora Ferroviário da Beira (goleada, em casa, por 3-0). Como a culpa não pode morrer solteira, já diz o ditado, o treinador afiou a língua e disse que há pessoas dentro do Clube de Desportos da Costa do Sol que não estão com a equipa.

“É deveras decepcionante fazer um trabalho como estamos a fazer, ao longo da época, com um plantel com a qualidade que tem e estarmos a sofrer pela má vontade de pessoas que não querem que isto vá para frente. Por hoje, reservo-me ao direito de não dizer nada”, disparou Semedo.

E não parou por aí. Com a voz embargada, e visivelmente agastado, Artur Semedo deixou claro que “ não vou tolerar isto mais daqui parta frente”.

O técnico diz ainda “que tenho um capital de respeito neste país que não pode ser posto em causa por algumas pessoas”, daí que “é bom que as pessoas saibam”.

Artur, sem medo, foi mais longe ao disparar para dentro e fora do clube. “Eu sei que aqui há uma aliança terrível entre o que se passa aqui e lá fora. Eu sei que há essa aliança. Eu sei que há muita gente apostada em que eu, provavelmente, não continue, aqui. Mas estas pessoas terão, provavelmente, que esperar muito tempo”, disparou.

Quando questionado se há pessoas dentro do clube que interferem no seu trabalho, Semedo disse: “claro que há. Não preciso me alongar mais”, finalizou.

 

O seleccionador nacional dos Mambas, Chiquinho Conde, considera que a integração tardia dos jogadores da União Desportiva do Songo, convocados para o jogo amigável diante da África do Sul, vai condicionar a preparação do grupo. A situação deve-se a dificuldades logísticas de transporte.

À semelhança das últimas convocatórias na campanha que culminou com a qualificação do Mambas para o CHAN 2023, a União Desportiva do Songo continua a ser a equipa com mais jogadores na selecção.

Na convocatória divulgada na sexta-feira, com vista ao jogo amigável diante da África do Sul, inserido na preparação do combinado nacional para a prova destinada aos jogadores que actuam internamente, prova que vai ter lugar no próximo ano na Argélia, os “hidroeléctricos” têm oito, nomeadamente Ernan, Infren, Mutambe, Macaime, Amadú, Dário Melo, Nelson e Lau King.

Chiquinho Conde mostra-se preocupado, pelo facto de os oitos jogadores só poderem juntar-se ao resto do grupo na terça-feira, 24 horas antes da partida contra a selecção sul-africana.

Os oito jogadores deveriam juntar-se aos colegas no domingo, de modo a arrancarem com a preparação do embate contra os Bafana-Bafana na segunda-feira.

A falta de voo directo de Lichinga para Maputo, local onde os “hidroélectricos” vão defrontar, este domingo, o Ferroviário, a contar para a 19ª jornada do Moçambola, está na origem do problema.

“Sugerimos que, se fosse possível, através da comunicação com a Liga Moçambicana de Futebol, que se antecipasse o jogo para sábado, para que pudéssemos ter todos os jogadores da União Desportiva do Songo em condições no domingo, mas isso não foi possível”, disse Chiquinho Conde.

Para o seleccionador nacional, esse facto constitui um revés na preparação do jogo diante do combinado sul-africano, sobretudo por serem a maioria.

“Infelizmente, terei os jogadores em condições adversas, tendo em conta que terei pouco tempo para trabalhar com eles”, afirma o seleccionador nacional, explicando que a África do Sul estará na sua máxima força, na medida em que vai contar também com os jogadores que militam fora.

Apesar dessa contrariedade, o seleccionador nacional diz que o combinado nacional vai dar o seu máximo contra os Bafana-Bafana. A partida entre as duas selecções vai ter lugar na próxima quinta-feira, no Mbombela Stadium, em Nelspruit.

Ferroviário de Lichinga vs UD Songo e Ferroviário de Nacala vs Black Bulls, agendados para domingo, são os jogos de cartaz da 19ª jornada do Moçambola-2022. A ronda abre sábado com a realização do jogo Ferroviário de Nampula vs Ferroviário de Maputo.

Uma região, zona norte, dois embates decisivos que entram nas contas do título e um seríssimo aviso à navegação: é proibido escorregar sob o risco de embalar para um desfecho cruel! Lichinga e Nacala serão dois polos de atração dos aficionados da bola indígena fim-de-semana. E não é para menos: são pontos do país que irão acolher partidas que envolvem os dois conjuntos que podem conquistar o Moçambola-2022, neste caso União Desportiva do Songo e Black Bulls.

Com os números apertados, ou seja, uma diferença de apenas dois pontos a separar o primeiro classificado (União Desportiva do Songo com 42 pontos) e Black Bulls (com 40 pontos), o campeonato está ao rubro.

Em Lichinga, terreno tradicionalmente difícil, a União Desportiva do Songo procura impor a primeira derrota ao Ferroviário local que, em casa, tem sido um conjunto consistente. Os seus números são reveladores da notável campanha no seu burgo: em oitos jogos realizados, o conjunto de Antoninho Muchanga venceu cinco e empatou três. Isto, de resto, equivale dizer que em 24 pontos possíveis o Ferroviário de Lichinga conquistou 18.

São números que a União Desportiva do Songo vai desafiar e, porque não há outro caminho a trilhar, com foco apenas na vitória. Ciente, note-se, que as duas últimas saídas não deixaram boas marcas, até porque os “hidroelétricos” perderam diante do Ferroviário de Nacala (2-1) e Matchedje de Mocuba (2-0).

Vamos lá continuar a falar de números fora de casa: a União Desportiva do Songo apresenta um registo de três vitórias, igual número de empates e duas derrotas. Uma escorregadela em Lichinga (e em caso de vitória da Black Bulls em Nacala) pode relegar a União Desportiva do Songo para a segunda posição. Segundo posto que, para já, é ocupado por uma Black Bulls a encetar uma louca perseguição ao líder da prova.

Igualmente a jogar num campo tão pouco simpático, na “Maiaia”, a Associação Black Bulls está pressionada a arrancar os três pontos a um Ferroviário de Lichinga que faz contas a vida: luta pela manutenção. Sétimo classificado com 23 pontos, o Ferroviário de Nacala ainda não tem a sua situação definida na prova, pelo que pontuar diante dos “touros” é recomendável para não ter que, no final, recorrer a calculadora para fazer as contas.

Esta época, a Associação Black Bulls arrancou quatro vitórias, igual número de empates e uma derrota em jogos fora de casa, contabilizando, feitas as contas, 16 pontos em 24 possíveis. A única derrota fora foi no terreno da União Desportiva do Songo por pesados 3-0.

LUTA PELA MANUTENÇÃO

Com a Liga Desportiva de Maputo já resignada, ou seja, praticamente condenada a descer de divisão, a luta pela manutenção está igualmente renhida.

Penúltimo classificado com 14 pontos, o Matchedje de Mocuba ainda tem a possibilidade de fazer mais 12 nas últimas jornadas, fechando, caso consiga vencer os quatro jogos que terá pela frente, a prova com um total de 26.

Mas tal depende também da conjugação de resultados dos seus adversários na luta pela manutenção: Incomáti de Xinavane, com 17; Associação Desportiva de Vilankulo com 20; Ferroviário da Beira também com 20 e menos um jogo.

Em casa, e num duelo de aflitos, o Matchedje de Mocuba bate-se com o Incomáti de Xinavane, 11º e 10º classificados da prova, respectivamente com 14 e 17 pontos. Os “militares”, diga-se, conseguiram quatro pontos nos últimos dois embates diante de adversários complicadíssimos e candidatos ao título: União Desportiva do Songo, a quem venceram por 2-0 em casa, e Ferroviário da Beira, formação com a qual empataram a uma bola. É vencer ou vencer para as duas formações!

Motivadíssima pela suadíssima vitória sobre o Ferroviário de Lichinga, por 3-2, resultado que permitiu a equipa dar o salto para a 8ª posição com 20 pontos, a Associação Desportiva de Vilankulo espreita diante da Liga Desportiva de Maputo um triunfo que dê alguma tranquilidade a equipa na derradeira etapa do campeonato.

Com menos um jogo (ainda vai jogar com o Ferroviário de Lichinga), o sonolento Ferroviário da Beira tem uma deslocação difícil à capital do país, onde se lhe espera um Costa do Sol também derreado. A derrota no Songo, onde os seus técnicos voltaram a dizer nada, ou melhor, a tocar um disco riscado, veio confirmar a série menos conseguida de resultados de uma formação “canarinha” irregular e fora da corrida ao título.

Pressão maior para o Ferroviário da Beira que, mesmo com a reestruturação da sua equipa técnica, continua desencontrado com os bons resultados.

À entrada desta jornada, os “locomotivas” do Chiveve roçam a zona de despromoção, ou melhor, estão um degrau acima da linha de água com 20 pontos. É, por isso, um jogo em que o zambiano Wedson Nyirenda deve vencer para não complicar as contas de um conjunto que é um contraste de assumido candidato ao título.

No Estádio 25 de Junho, sábado, na abertura da jornada 19, o Ferroviário de Nampula de Nelson Santos trava argumentos com o seu homónimo de Maputo, num duelo entre o 5º e 6º classificados do Moçambola com 23 e 24 pontos, respectivamente. Melhorar a sua classificação é o objectivo dos “locomotivas” de Nampula e de Maputo que tem feito uma campanha aos soluços.

Quadro de jogos:
19ª jornada
Sábado:
Fer. Nampula vs Fer. Maputo
Domingo:
Costa do Sol vs Fer. Beira
Fer. Nacala vs Black Bulls
Fer. Lichinga vs UD Songo
Matchedje Mocuba vs Incomáti
Liga Desportiva vs AD Vilankulo

 

 

 

 

 

O 1º de Agosto e Interclube de Angola, fortes adversários do Ferroviário de Maputo e Costa do Sol na Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol, prova a realizar-se em Dezembro na capital do país, projectam a prova com a realização de vários jogos de controlo.

Dezembro está ao virar da esquina. Frenético, até pelas emoções que gera nos convivas, o mês de Dezembro traz este ano com ele um presente antecipado de Natal para os amantes do basquetebol.

É que, entre os dias 9 a 18 de Dezembro, o descontinuado pavilhão do Maxaquene será palco da fase final da 26ª edição da Taça dos Clubes Africanos de Basquetebol em seniores femininos.
Costa do Sol e Ferroviário de Maputo, campeão e vice-campeão nacional, respectivamente, tem a missão de dignificar a representação do país nesta competição na qual as equipas moçambicanas já “paparam”, no total, sete títulos.

Com mais responsabilidades, o Ferroviário de Maputo, bicampeão africano, é desafiado numa fase de reestruturação da equipa a fazer o melhor papel. Reforçado, nos últimos anos, o Costa do Sol ganhou protagonismo internamente e agora vira-se para atacar África. Depois de terminado o Campeonato da Cidade, prova ganha pelo Ferroviário de Maputo, os dois conjuntos preparam-se agora para disputar a Liga Sasol, uma competição que servirá certamente de barómetro para o Campeonato Africano de Clubes. Enquanto os conjuntos nacionais aprimoram-se para o certame, as equipas angolanas aceleram para virem a Maputo recuperar o estatuto de campeãs africanas.

Com efeitos, as “agostinas” e “polícias” irão testar-se, de 12 a 17 de Novembro, no Pavilhão Victorino Cunha, no “Torneio Independência”.

A competição irá movimentar quatro equipas, nomeadamente 1º de Agosto, Grupo Desportivo Interclube, Clube Desportivo 1º de Agosto Academia e o Clube Escola Desportiva Formigas do Cazenga.

A ser disputado no sistema de todos contra todos em uma volta, vai rodar a final no dia 17 de Novembro, partida a ser antecedida pelo jogo de atribuição do 3º e 4º lugares.

A primeira jornada, agendada para o dia 12 de Novembro, irá comportar os desafios 1º de Agosto vs Formigas do Cazenga, às 16h00. Duas horas depois, ou seja, às 18h00, Clube Desportivo 1º de Agosto Academia joga com o Grupo Desportivo Interclube.

No dia 14, realiza-se a 2ª jornada com a seguinte grelha de partidas: Formigas do Cazenga vs Clube Desportivo 1º de Agosto Academia (16h00) e 1º de Agosto vs Grupo Desportivo Interclube (18h00).

No dia 15 de Novembro, às 16h00, Grupo Desportivo Interclube bate-se com Formigas do Cazenga, enquanto o 1º de Agosto Academia joga com o Clube Desportivo 1º de Agosto.

 

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