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O País – A verdade como notícia

É já amanhã que arranca o Mundial no Qatar. Já estão criadas as condições para que a cerimónia de abertura seja inesquecível. Manifestações culturais e outros atractivos vão marcar o evento, que terá lugar no Estádio Al Bayt, na cidade de Al Khor.

A celebração da cultura do país sede, como ocorre tradicionalmente, será um dos maiores atractivos na cerimónia de abertura do Mundial.

Com o passar dos anos, os eventos têm sido cada vez mais elaborados, e o Qatar promete oferecer uma festa inesquecível aos adeptos do futebol de todo o mundo.

Entre as atrações confirmadas pela FIFA e pelo Comité Organizador Local, estão Nora Fatehi, cantora e actriz canadense, estrela do cinema na Índia. O cantor americano Lil Baby estará também no palco. A dupla deve entoar o hino oficial do torneio.

Outro artista confirmado é Jungkook, integrante do BTS, grupo sul-coreano de sucesso a nível internacional.

Quem estava entre as atracções especuladas para o evento era Shakira. No entanto, a cantora colombiana, que foi uma das maiores estrelas na abertura do Mundial de 2010, na África do Sul, comunicou que não participará na Copa do Mundo no Qatar. Quem também se recusou a abrir o Mundial foram a cantora Dua Lipa e o cantor Rod Stewart.

Todas as 32 selecções que farão parte da competição já se encontram no Qatar. O jogo de abertura será entre o Qatar e o Equador, inserido no grupo A.

Sadio Mané está fora do mundial. O avançado senegalês contraiu uma lesão ao serviço do Bayern do Munique e não vai a tempo de recuperar para a competição.

Uma grande baixa. A Federação Senegalesa de Futebol anunciou esta quinta-feira que a sua maior estrela está fora das contas do mundial.

De acordo com o departamento médico senegalês, o Bayern de Munique havia enviado alguns exames de imagem antes da convocação, mas o país tinha a expectativa de conseguir recuperar Mané a tempo de ter a estrela em campo no Mundial do Qatar.

Com os novos exames, porém, ficou resolvido que Mané não conseguiria actuar nem mesmo se equipa se qualificasse à final.

Mané foi campeão africano com o país em Janeiro e vinha em grande fase na temporada. O atleta, que disputou o Mundial de 2018, assinou com o Bayern de Munique depois de anos de sucesso no Liverpool.

No Mundial do Qatar, o Senegal, que está integrado no grupo A estreia-se na segunda-feira frente aos Países Baixos. Depois defronta o anfitrião Qatar e o Equador, nos dias 25 e 29 do mês em curso.

Não será desta que o 1º de Agosto, campeão em 2006, 2015 e 2017, irá voltar a disputar a Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol em seniores femininos, depois das ausências em 2018 (na prova realizada em Maputo) e 2019 (certame havido no Egipto).

As “agostinas”, que venceram ao Ferroviário de Maputo nas finais de 2006, em Libreville, Gabão, e 2017, em Luanda, Angola, anunciaram esta quinta-feira a sua desistência da prova. O motivo está relacionado com as limitações financeiras que condicionam a contratação de atletas estrangeiros para reforçar a formação orientada por Walter Costa.

“Nós não vamos simplesmente para participar. Nós queremos ganhar. Sabemos que as equipas que lá estão ou lá vão-se reforçar. O Inter vai-se reforçar com duas estrangeiras. As equipas que vão participar são fortes. Para o ano, quando o 1º de Agosto ganhar o campeonato nacional, vai participar”, explicou o Presidente do 1º de Agosto, Carlos Hendrick, em entrevista à Rádio 5.

Ontem, o 1º de Agosto conquistou o torneio “independência” ao vencer na final o Interclube, por 85-65, em desafio realizado no Pavilhão Vitorino Cunha

Ferroviário da Beira estreia-se terça-feira, 22 de Novembro, diante do Matero Magic da Zâmbia, no grupo “F” da divisão Este do torneio de qualificação à 2ª edição da Liga Africana de Basquetebol (BAL). O duelo entre os campeões nacionais e os zambianos está agendado para às 16h00, no Ellis Park Arena, em Joanesburgo.

Reforçada a sua hegemonia internamente, com conquista categórica da Liga Moçambicana de Basquetebol e manutenção do eixo-centro no topo da modalidade da bola ao cesto no país, agora é tempo de recarregar as baterias para uma prova de elevada dimensão e encaixe financeiro que melhora os resultados líquidos de qualquer clube. A Liga Africana de Basquetebol (BAL) é a próxima paragem do Ferroviário da Beira.

O Matero Magic da Zâmbia é  o primeiro obstáculo a ultrapassar na caminha rumo à segunda presença na elite 12 da Liga Africana de Basquetebol.

É, por sinal, um adversário bem conhecido na medida em que, em Outubro do ano passado, cruzou o  caminho do Ferroviário da Beira, curiosamente, na 1.ª jornada do Grupo “F” de qualificação para a BAL, eliminatória havida em Joanesburgo, na África do Sul.

Os bicampeões nacionais não tiveram muitas dificuldades nesse duelo, vencendo por 81-51 num jogo em que controlaram com os parciais de 26-10, 21-17, 21-7.

Segue-se, quinta-feira, às 16h30, o City Oilers do Uganda. Os ugandenses qualificaram-se para a segunda fase do torneio de apuramento à BAL após vencerem dois dos três jogos nas eliminatórias realizadas em Outubro, na Tanzânia.

O City Oilers do Uganda derrotou o Matero Magic (90-54) e ABC (71-63) e perdeu com o Urunami do Burundi (64-58), fechando na 2ª posição no grupo “C”.

A fechar a fase de grupos, o Ferroviário da Beira defronta, quinta-feira, às 11h30, o Club Omnisport de La Police Nationale (COSPN) do Madagáscar. Esta formação disputou, entre os dias 21 e 23 de Outubro, a primeira fase de eliminatórias para a BAL, tendo vencido o Djabal Club (110-58) e KPA do Quénia (66-60).

É, para todos efeitos, um conjunto sem muita expressão ao nível continental mas com dois títulos conquistados na N1A (Liga de Basquetebol malgaxe) em 2018 e 2021 ao derrotar o velho rival Gendarmerie Nationale BC (GNBC). O “coach” dá pelo nome de Jean de Dieu Randrianarivelo, também conhecido como “Deda”.

Os dois primeiros classificados de cada grupo “F” da divisão Este qualificam-se para às meias-finais a serem disputadas no dia 26 de Novembro. Depois, haverá espaço para a final (os dois finalistas qualificam-se para a elite 12 da Liga Africana de Basquetebol) e o duelo de atribuição do 3º lugar (sendo que o vencedor também assegura presença na BAL).

Seis equipas já estão qualificadas para a elite 12, nomeadamente Petro de Luanda (Angola), Al Ahly (Egipto), Ruanda Energy Group (Ruanda), US Monastir (Tunísia), AS Douanes (Senegal) e o campeão na Nigéria.

Moçambique projecta voltar a fazer parte das melhores oito selecções do mundo de hóquei em patins. Para tal, a selecção nacional quer vencer o campeonato africano ou ficar na segunda posição, prova que vai ter lugar em Dezembro, no Egipto.

Má memória para Moçambique. Sem nenhuma vitória no mundial do grupo A em Sun Juan, Argentina, a selecção nacional desembarcou ontem ao solo pátrio. O que não estava nas contas dos moçambicanos aconteceu. Moçambique deixou de fazer parte das oito melhores potências do hóquei a nível planetário, facto que não acontecia desde 2005.

A queda de Moçambique vem quebrar a tradição que o país tem nesta competição, em que 2011 alcançou a sua melhor classificação de sempre, o quarto lugar. Foi, aliás, em Sun Juan que a selecção nacional caiu com estrondo.

O conjunto moçambicano até teve chance de voltar ao convívio dos grandes, disputando a Taça Intercontinental, prova na qual arrancou boas exibições aliadas aos bons resultados. Porém, contra todas as expectativas, perdeu na final diante da Colômbia, por 4-7.

A derrota contra os colombianos apagou o último resquício que o país tinha de poder voltar a integrar a elite do hóquei mundial. E porque águas passadas não movem moinhos, a Federação Moçambicana de Patinagem definiu como prioridade a conquista do campeonato africano, prova que vai decorrer de 7 a 11 de Dezembro, no Egipto,

Apesar de a competição qualificar os dois primeiros classificados, ou seja, o campeão e vice-campeão, as estruturas que superintendem o hóquei moçambicano sonham alto, daí que a meta é conquistar o “africano”. Essa será, também, uma forma de recuperar a hegemonia ao nível do continente.

Caso vença o “africano” ou fique na segunda posição, Moçambique irá carimbar o passaporte para o mundial do Grupo A, marcando mais uma etapa no hóquei moçambicano. A selecção nacional está integrada no grupo B juntamente com as suas congéneres da África do Sul e Angola. As selecções do Egipto, Benim e República Democrática de Congo irão corporizar o Grupo A da prova.

Nesta competição, por sinal a segunda edição do campeonato africano da modalidade, Moçambique e Angola são as selecções com maiores probabilidades de se qualificar para o mundial, atendendo que na primeira edição alcançaram esse feito. Joga a favor das duas selecções também o facto de conservarem uma enorme história ao nível do continente africano.

Em caso de falhar o pódio no “africano”, a selecção tem mais uma porta para voltar a fazer parte do Grupo. O combinado nacional vai disputar, em 2024, na Itália, a Taça Intercontinental. Ora, só com a conquista da prova é que o país pode garantir o regresso do “top-8” do hóquei mundial.

A selecção nacional de futebol defronta, na noite desta quinta-feira, a sua congénere da África do Sul em partida de carácter amigável inserido na Data-FIFA. Os dois conjuntos aproveitam para preparar as respectivas selecções para os confrontos futuros, com destaque para o CHAN 2023, que terá lugar na Argélia.

É já na noite desta quinta-feira que Mambas e Bafana Bafana voltam a cruzar caminhos para mais um amigável, que é o quinto na história dos dois conjuntos e o 10º embate entre os dois conjuntos.

Se nos nove jogos até aqui realizados a África do Sul sempre mandou, com uma vantagem clara no confronto directo, tendo vencido seis jogos contra duas vitórias dos Mambas e um empate, exibindo o seu poderio e potência na região, as coisas podem estar em vias de mudança.

Nas primeiras quatro partidas, a África venceu todas, mas, nas últimas cinco, já houve equilíbrio: duas vitórias para cada lado e um empate. Ademais, a última vez em que se defrontaram foi no torneio Cosafa, em eSwatini, onde os Mambas afastaram a África do Sul das meias-finais da prova e deram boas indicações de que podem mais com este adversário.

Amanhã , quinta-feira, será o tira-teimas. Os Mambas estão preparados para picar os Bafana Bafana e seguir motivados para o CHAN. O seu objectivo neste jogo passa por preparar a equipa e entrosar ainda mais o balneário.

“SE NÃO DER PARA VENCER, TAMBÉM NÃO DÁ PARA PERDER”

Chiquinho Conde está satisfeito com o convite dos sul-africanos para este jogo da Data-FIFA e tem motivos para isso, até porque, segundo o próprio, inicialmente estava receptivo em aceitar o convite.

Mas o objectivo de aproveitar o jogo para avaliar mais e melhor os jogadores acabou por falar alto. “Nada melhor que termos adversários com calibre de teor difícil. É mais um jogo internacional que nos vai ajudar também a melhorar aquele que é a nossa performance”, explicou o seleccionador nacional.

Se a ideia é tirar o melhor proveito dos jogadores para uma avaliação mais profunda, o técnico lamenta apenas a chegada tardia dos jogadores da União Desportiva de Songo à concentração. Contrariamente aos outros que seguiram viagem para Durban na terça-feira, os oito “hidroeléctricos” só se juntaram na quarta-feira e realizaram apenas um treino.

Ainda assim, Chiquinho Conde é optimista quanto ao seu desempenho. “Espero que os jogadores estejam em condições de fazer o melhor porque todos eles estão com capacidade de poder representar condignamente o nosso país e espero que estejam à vontade do modo que possam se divertir neste palco fantástico para que, de facto, terminemos o ano em alta”, disse Conde.

Conde confirma que o balneário está preparado para o jogo, que considera difícil, tendo em conta que a África do Sul vai estar na sua máxima força. Mas também afirma que vai aproveitar para observar os novos jogadores chamados.

Aliás, Conde diz mesmo que já incutiu nos jogadores o lema: “Se não der para ganhar, não dá para perder”.

JOGO PARA COMEÇAR A PREPARAR CHAN

Para já, este jogo tem uma grande importância para Chiquinho Conde, pois “vai ajudar-nos a dar mais um passo da nossa preparação em termos daquilo que é a nossa performance”, tendo em conta que “ninguém evolui só a treinar”.

Para o seleccionador nacional, “é preciso competir para podermos evoluir e nada melhor que um adversário forte como África do Sul, no seu reduto, para poder pôr a nu aquilo que são as nossas lacunas e as nossas dificuldades e os jogadores perceberem que estão na selecção nacional e, como tal, independentemente do adversário, devem saber dignificar as cores do nosso país”.

JOGADORES PREPARADOS PARA DIGNIFICAR O PAÍS

Em representação dos jogadores, Isac de Carvalho, que poderá ser um dos capitães dos Mambas para este jogo, assumiu o compromisso de representar da melhor forma o país, mesmo tendo em conta o poderio do adversário. “Estamos obviamente muito bem preparados para dignificar ao máximo a bandeira do nosso país diante de uma boa equipa. Estamos concentrados porque temos que trazer um bom resultado para preconizar tudo aquilo que é o trabalho que já foi feito até aqui e que não podemos deixar de mãos alheias”, disse Isac.

Para os jogadores, estar na selecção é uma oportunidade para melhorar o seu desempenho, além de dar consistência ao trabalho que está a ser desenvolvido na equipa de todos nós.

Isac de Carvalho diz que “este jogo é muito importante para nós porque, às vezes, o grupo se desconecta perdemo-nos um pouco com o paradigma que temos aqui na selecção, principalmente quando vamos aos nossos clubes, nos quais encontramos treinadores com outra filosofia de jogo”.

Por isso, o embate com África do Sul é importante para aquilo que é a preparação para o CHAN que se avizinha. “Jogar com uma selecção como África do Sul, de altíssima qualidade, é muito bom porque ganhamos muito na preparação. Não viemos aqui para passear ou fazer turismo, temos um país para defender e é isso que vamos tentar fazer: defender a nossa bandeira o máximo que conseguirmos porque um bom resultado nos dá confiança para o CHAN, que é o nosso objectivo principal”, clarificou Isac.

O embate entre África do Sul e Moçambique vai decorrer esta noite, quando forem 20h30, em Durban.

A Associação Black Bulls e a União Desportiva do Songo estão de costas voltadas e trocaram acusações nas redes sociais. Em causa estão as declarações de Nelson Santos, treinador do Ferroviário de Nampula, que felicitou por antecipação os “touros”, equipa que considera ter condições para conquistar o título.

Está instalado o braço-de-ferro entre os únicos candidatos à conquista do título nacional, União Desportiva do Songo e Black Bulls. Tudo começou com uma declaração de Nelson Santos no fim do jogo em que a sua equipa, o Ferroviário de Nampula, perdeu em Songo, por 5-1, para a 16ª jornada, em partida realizada a 23 de Outubro passado.

Na ocasião, Nelson Santos felicitou, por antecipação, a Black Bulls, por considerar ser a equipa que está em melhores condições de conquistar a prova. “Desejar boa sorte à Black Bulls, que tem tudo para ser campeão”, disse Nelson Santos no fim do jogo.

Estas palavras não soaram bem nas bandas de Songo, numa semana que antecede o embate entre a Black Bulls e o Ferroviário de Nampula, no Tchumene. Os “hidroeléctricos” reagiram nas redes sociais com uma questão: “haverá verdade desportiva no jogo da próxima jornada entre ABB vs. Ferroviário de Nampula?”

Na mesma conferência de imprensa, Nelson Santos reclamava de situações que considerou não abonarem o futebol, situações que terão acontecido ao longo do jogo e que ditaram a derrota pesada da sua equipa.

A resposta da turma de Tchumene não tardou e chegou horas depois da publicação dos “hidroeléctricos”. Os “touros” usaram da mesma via para responder.

“A Associação Black Bulls vem repudiar veementemente a publicação da União Desportiva do Songo, que coloca em causa a verdade e os valores do desporto que norteiam toda a nossa política desportiva. Jamais iremos admitir insinuações que ponham em causa o bom nome da nossa instituição”, refere o comunicado da Black Bulls.

Para os “touros” não há razões para tanto alarido dos “hidroeléctricos”, até porque “a UDS, sendo actualmente líder da prova e dependendo apenas dela na sua conquista, não vemos como o jogo entre o segundo e terceiro classificados pode alterar as posições ou influenciar o Moçambola”.

Por isso mesmo, a Black Bulls recomenda a União Desportiva do Songo a rever a publicação, que, segundo os “touros”, “só leva ao incitamento de ‘violência verbal’ e ao condicionamento dos agentes desportivos, não contribuindo em nada para o futebol e seu desenvolvimento”.

“Hidroeléctricos” e “touros” estão separados na tabela classificativa por dois pontos, estando na liderança a turma de Songo, com 42 pontos.

 

LUTA TITÂNICA ATÉ AO FIM

Para esta jornada 20, a União Desportiva do Songo visita o Ferroviário da Beira no Chiveve, enquanto a Black Bulls recebe o Ferroviário de Nampula, em Tchumene.

Facto curioso é que os dois jogos que envolvem os únicos candidatos ao título foram marcados para datas diferentes, com os “touros” a jogarem no domingo, enquanto o líder só joga na próxima quarta-feira.

Até ao fim da competição, nas três últimas jornadas, para além deste jogo no “Caldeirão” do Chiveve, a União Desportiva do Songo recebe ainda o Incomáti de Xinavane, e pode festejar o título em Maputo, no Estádio da Machava, quando defrontar o Ferroviário de Maputo.

Já a Black Bulls, depois da recepção do Ferroviário de Nampula, tem deslocação a Quelimane, onde vai defrontar o Matchedje de Mocuba, e encerra a competição, também podendo festejar em Maputo, no seu campo, na última jornada, diante do Costa do Sol.

Num acto a todos os títulos condenável, e que não abonam ao futebol, alguns elementos ligados ao Ferroviário de Nacala fizeram-se ao túnel de acesso ao campo e aos balneários do campo dos “locomotivas” e lançaram insultos contra jogadores, equipa técnica e “staff” da Associação Black Bulls.

Perante o olhar impávido das autoridades policiais, que haviam, certamente, sido alocadas ao palco do jogo da 19ª jornada do Moçambola 2022 para garantir a segurança dos intervenientes, os actuais campeões nacionais de futebol foram intimidados com impropérios dispensáveis para uma modalidade que tanto pauta pelo “fair play”.

Espantosamente, na zona de acesso aos balneários que deve ser restrita e com um número limitado de pessoas, estavam presentes mais de 20 pessoas a proferirem impropérios aos visitantes.

De resto, esta situação lamentável condicionou a Black Bulls, que se viu impedida de fazer o recomendável e previsto aquecimento antes mesmo do jogo.

Acto contínuo, no fim do jogo, os donos da casa simplesmente cortaram o fornecimento de água nos balneários.

Facto preocupante é que os promotores de tamanho acto de selvajaria podiam, face ao resultado desfavorável para a equipa da casa (o Ferroviário de Nacala perdeu por 4-1), incitar a violência dos adeptos locais.

Aliás, Nacala já foi palco de actos de violência que forçaram a Liga Moçambicana de Futebol a ter mão dura, num passado recente, para os rivais Desportivo e Ferroviário de Nacala.

E, pelo teor das ameaças, as pessoas envolvidas no acto intimidatório não só atiçaram a violência. Algo pior podia ter acontecido depois da vitória expressiva da Associação Black Bulls.

Em comunicado publicado na sua página na rede social “Facebook”, a Black Bulls lamentou o sucedido e apelou à Liga Moçambicana de Futebol para responsabilizar os promotores desses actos.

“Elementos afectos ao Ferroviário de Nacala violentaram os nossos jogadores, pondo em perigo a sua integridade física. O nosso presidente foi ameaçado física e verbalmente por elementos que não deveriam estar na zona restrita e de acesso ao campo tendo sido acudido pela sua equipa técnica e jogadores”, denuncia a Associação Black Bulls.

Na nota, os campeões nacionais exigem que as pessoas que incitaram à violência sejam responsabilizadas.

“As autoridades desportivas têm que intervir e ter mão dura nestas situações imorais e inadmissíveis que continuam impunes e denigrem os valores inerentes ao desporto e, em particular, ao futebol. É assim que se consegue angariar patrocinadores para o apoio e desenvolvimento da modalidade?”, questiona o clube.

O representante moçambicano na presente edição da Liga dos Campeões Africanos de futebol reitera que, sem seriedade, o futebol moçambicano não vai dar o salto que tanto se almeja.

“É nosso dever relatar estas situações vergonhosas que ainda hoje são comuns em muitos campos de futebol de forma a melhorarmos e contribuirmos para a festa que é o futebol. É altura de dizer basta. É altura de as entidades governamentais que tutelam o desporto terem mão dura. O futebol depende de todos”, lê-se na nota.

Os Mambas cumpriram, segunda-feira, o primeiro treino de preparação tendo em vista o jogo amigável de quinta-feira diante da África do Sul. Os jogadores estão motivados para este jogo que serve de preparação para o CHAN 2022, em Janeiro.

Contagem regressiva para o duelo amigável dos Mambas diante dos “Bafana Bafana”, no Mbombela Stadium, em Nelspruit, um dos palcos do Mundial de futebol 2010.

Motivadíssimos, e num clima de cumplicidade, os jogadores fizeram-se ao relvado sintético do campo do Costa do Sol para darem início à primeira e única unidade de treino em território nacional.

Na única unidade de treino em solo pátrio, marcada por muita descontração, Chiquinho Conde trabalhou com o grupo incompleto, até os oito jogadores da União Desportiva do Songo somente se juntaram esta terça-feira ao grupo de trabalho na África do Sul.

Aliás, em Nelspruit os Mambas cumpriram uma sessão de treinos hoje, sendo que a de adaptação ao Mbombela Stadium está agendada para esta quarta-feira.

No seio do grupo de trabalho, segundo atestam as palavras de Celso Calisto e Keynes Sully Abdala, reina muita expectativa de vontade de vencer e manter a coesão.

“Primeiro, devo dizer que estar aqui nos Mambas é uma honra. Darei o meu máximo para continuar a fazer parte das escolhas. Darei o meu máximo, continuarei a trabalhar ainda mais para melhorar a cada dia”, prometeu o internacional moçambicano Celso Calisto.

Já Keiynes Abdala diz que “este grupo é coeso e, felizmente, continuo a ser bem recebido pelos colegas que me têm ajudado bastante”. O jogador, que recentemente foi integrado nas selecções sub-20 e sub-23, ajuntou ainda que “vai trabalhar arduamente para continuar a merecer a confiança da equipa técnica”.

Para este jogo, Chiquinho Conde vai contar apenas com os jogadores que evoluem no Moçambola 2022, mesmo num cenário em que o mesmo se enquadra da data-FIFA.

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