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O País – A verdade como notícia

Dança, música, festa e futebol são os condimentos que vão abrilhantar a abertura do Campeonato Africano das Nações de futebol de praia. A cerimónia de abertura está prevista para iniciar as 14 horas, com presença do Presidente da República, Filipe Nyusi.

Serão ao todo 150 crianças de várias escolas de Vilankulo, seleccionadas para abrilhantarem a festa de abertura do Africano de Futebol de praia, esta sexta-feira. Uma corografia trabalhada ao mínimo detalhe, mesmo com algumas reservas.

E as boas vindas serão feitas através de demonstrações de dança, mas também de instrumentos musicais.

E porque desporto e cultura andam de mãos dadas, haverá actuação de vários artistas ao longo dos oito dias de duração da prova.

O Campeonato Africano de Futebol de praia arranca esta sexta-feira e termina a 28 deste mês de Outubro.

Com o campeonato relançado, após o desaire do líder União Desportiva do Songo em Nacala, a 16ª jornada do Moçambola 2022 carrega consigo muita pressão e sentimento de que não há margem para erros na derradeira e crucial fase da prova.

No Songo, a União Desportiva tem que provar que tem áurea de glória e que a derrota sofrida na deslocação ao terreno do Ferroviário de Nacala não passou de um acidente de percurso nem abalou um conjunto que viu a sua invencibilidade quebrada no Moçambola 2022.

Com cinco pontos de avanço em relação à Associação Black Bulls, e no compasso para ter o desfecho do caso de falta de comparência no duelo com a Liga Desportiva de Maputo, a União Desportiva de Songo espreita a sua 12ª vitória na prova quando receber o Ferroviário de Nampula, quarto classificado com 24 pontos.

Os “axinenes” atravessam a sua melhor fase desde que a prova arrancou, tendo derrotado, na última jornada, o Costa do Sol por 2-1.

Na perseguição ao líder, a Associação Black Bulls, segundo classificado, faz “sala” segunda-feira ao Ferroviário de Lichinga, conjunto que se encontra na sexta posição com 21 pontos.

Os “touros” têm um bom registo em casa. Em sete jogos disputados, venceram seis e perderam apenas um, por sinal, na primeira jornada diante da União Desportiva do Songo por 1-0.

O mesmo não se pode dizer do Ferroviário de Lichinga nos jogos fora de casa, cujo registo não é dos melhores: sete jogos, seis derrotas e um empate.

Sábado, na abertura da 16ª jornada, o Ferroviário de Maputo recebe a Associação Desportiva de Vilankulo, num duelo entre o quinto e nono classificados do campeonato. Maior pressão, diga-se, para os “hidrocarbonetos” que roçam a zona de despromoção. Melhor dito: estão um lugar (9º lugar) acima da zona de despromoção com 15 pontos, mais cinco que o Incomáti.

É, por isso, uma partida na qual o conjunto orientado por Artur Comboio terá que pontuar para fugir a esta posição incómoda.

O Ferroviário de Maputo, a jogar em casa e depois de uma derrota, procura fintar a série de exibições menos conseguidas e resultados alternados. Em 21 pontos possíveis em partidas no Estádio da Machava, o Ferroviário de Maputo conseguiu 14 (quatro vitórias e dois empates).

Pressionado, até pelas duas derrotas sofridas num espaço de cinco dias (perdeu no sábado com o Ferroviário de Nampula, por 2-1, e na última quarta-feira frente à Black Bulls, por 1-0), o Costa do Sol procura “ressuscitar” diante do Matchedje de Mocuba, um adversário que ainda acredita na manutenção.

Aliás, os “militares” estiveram a assistir, atentamente, ao jogo Costa do Sol vs Black Bulls, tirando notas para travar os “canarinhos”.

Destaque ainda nesta ronda para o Ferroviário da Beira que recebe, no “Caldeirão do Chiveve”, o seu homónimo de Nacala. Fora da Taça CAF, e concentrado apenas nas provas internas, o Ferroviário da Beira (com dois jogos em atraso) procura recuperar terreno na tabela classificativa. Motivado por ter imposto a primeira derrota ao líder União Desportiva de Songo, o Ferroviário de Nacala vai ao Chiveve para pontuar. Atenção! Em duelo de aflitos, o Incomáti mede forças com a Liga Desportiva.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, dirige, amanhã, em Vilankulo, a cerimónia de abertura do Campeonato Africano de Futebol de Praia, prova que se vai prolongar até ao próximo dia 28 de Outubro. Vilankulo será, por assim dizer, a capital africana do futebol de praia.

Holofotes virados para a turística, paisagística e acolhedora cidade de Vilankulo. Pudera: durante oito dias, sete nações africanas irão convergir naquele ponto da província de Inhambane para, numa verdadeira festa nas areias, encherem os olhos dos amantes de futebol de praia. Não só! Todos aqueles que irão embarcar na tamanha ousadia do país de sediar o evento de futebol de praia do continente africano: Campeonato Africano.

Evento de grande dimensão, presença honrosa do Presidente da República, Filipe Nyusi, que vai “abrir” o evento. O mosaico cultural do país será exaltado na cerimónia de abertura, através de uma coreografia na qual perto de 100 crianças irão desfilar, nas areias da Arena de Vilankulo, números de dança tradicional.

“É uma coreografia na qual queremos mostrar e valorizar as nossas raízes. Vamos mostrar a dança e a nossa cultura para os países que estão cá. Queremos, acima de tudo, transmitir uma mensagem de boas-vindas à terra da boa gente”, precisou Pérola Jaime quando instada a falar sobre a temática da coreografia por si montada.

A música, que enche a alma, é um dos condimentos para abrilhantar a dimensionada e multicolor cerimónia de abertura com a apresentação das notas e sensações para alegrar os ilustres visitantes.

O que vale, ou melhor, irá valer na Arena de Vilankulo é a sensação e o sentimento inexplicável que a música habitualmente traz, e que nos leva para um lugar desconhecido por uma estrada chamada alma, já dizia Pedro Hebriquieve.

Além destes elementos, haverá o desfile das delegações de Moçambique (país anfitrião), Senegal (campeão em título), Egipto, Marrocos, Malawi, Madagáscar e Uganda. Os discursos de praxe fazem parte também do programa alinhado pelo Comité Organizador do Campeonato Africano de Futebol de Praia.

Segue-se o pontapé de saída que antecede ao jogo de abertura entre Moçambique e Malawi, às 15h00. A bola oficial da competição, lançada pela CAF, será a umbro.

Hoje, durante a visita efectuada à Arena de Vilankulo, o secretário de Estado de Desporto, Carlos Gilberto Mendes, disse que tudo está “ok” para o arranque da competição. “Acima de tudo, queremos mostrar que somos um país experiente na organização de eventos internacionais. Quando se presumiu que não poderíamos receber o campeonato, sempre mostramos tranquilidade necessária para perceber que estava tudo a acontecer. É normal, em eventos desta envergadura, surgirem problemas dos ‘timings’ na libertação dos fundos”, disse Gilberto Mendes.

 

MOÇAMBIQUE VS MALAWI A ABRIR…

Inaugurada a Arena de Vilankulo e dado o pontapé de saída, Moçambique e Malawi protagonizam, às 15h30, o jogo de abertura do Campeonato Africano de Futebol de Praia.

É um duelo em que os “guerreiros da praia”, vice-campeões africanos, pretendem vencer e entrar com o pé direito nesta competição. Aliás, vencer seria um factor motivacional para o conjunto orientado por Abneiro Ussaca, que pisca o olho à conquista do “Africano”, depois da prestação menos conseguida no Torneio Cosafa, prova na qual falhou a revalidação do título.

Moçambique, até pela estrutura que apresenta, tem mais argumentos para sair vitorioso no embate de estreia na competição.

Esta será a primeira vez, na sua história, que Malawi disputará no Campeonato Africano de Futebol de Praia. Para se qualificarem para esta competição, a primeira em território nacional, os malawianos venceram a Tanzânia em casa, por 3-2. Depois, no duelo da segunda mão, perderam por 6-5 em casa do seu adversário.

“Estamos preparados para o arranque da competição. Vamos fazer de tudo para sairmos vitoriosos no jogo de abertura. Os jogadores estão motivados”, disse Ussaca.

Depois de defrontar o Malawi, a selecção nacional de futebol de praia irá medir forças com Marrocos, em desafio da 2ª jornada do grupo “A” agendado para domingo, às 15h30.

O grupo “B” entra em cena no sábado, quando o Senegal, campeão em título, medir forças às 14h00 com o Uganda. Uma hora depois, Madagáscar e Egipto medem forças noutra partida do grupo “B”.

O árbitro internacional de basquetebol António Englesse foi nomeado pela FIBA-África para dirigir jogos da primeira ronda do torneio de apuramento à terceira edição da Liga Africana de Basquetebol, prova a realizar-se de 25 a 30 de Outubro, em Dar es Salam, Tanzânia.

Mais uma, diga-se, boa nova para a sempre desconfiada arbitragem do basquetebol moçambicano. Mais uma nomeação internacional, mais uma janela aberta para a valorização classe e afirmação de nova geração que emergiu nos últimos anos.

É, na verdade, um caminho a trilhar com a aparição em provas internacionais para recuperar o prestígio que a arbitragem moçambicana de basquetebol já teve com aparição nos Jogos Olímpicos de 2004 e 2008, e Mundial de 2006, na terra do Sol Nascente.

António Englesse, de 34 anos, é um dos oito árbitros neutros indigitados pela FIBA-África para a janela de qualificação à Liga Africana de Basquetebol (BAL) a realizar-se em Dar es Salam, Tanzânia.

António Englesse dirigiu, em Dezembro de 2021, juntamente com os compatriotas Nilton Macamo Maria Liliana, jogos da fase de apuramento da zona VI de acesso aos “Afrobasket’s” masculino e feminino na categoria sub-18, em Maseru, Lesotho.

Com a carteira de internacional (“black license”) homologada em Setembro do ano passado último por um período de dois anos (2021 -2023), António Englesse dirigiu os VII Jogos da CPLP, evento realizado na capital do país.

Outrossim, foi nomeado para a segunda janela de qualificação para o “Afrobasket” 2021, em Harare, prova cujos jogos tiveram lugar em Harare, Zimbabwe.

A renovada Basketball National League (BNL), na África do Sul, é outra das provas internacionais já apitadas por António Englesse, corriam os anos de 2017 e 2018. Intramuros, contam-se a aparição em quatro finais da Liga Moçambicana de Basquetebol por si dirigidas colocam-no num patamar de um dos “must” da arbitragem nacional.

Para além de Englesse, o órgão reitor do basquetebol africano nomeou Cláudio Euib e António Bernardo (Angola), Mohamed Gamal Hussein (Egipto), Omondi Erick Orieno (Quénia),Ismael Sylla (Costa do Marfim), Didier Gaga (Ruanda) e Marie Leslie Cherubin (Mauritânia).

Tarek Ismael (Egipto) e Hamad Baligira (Ruanda) serão os delegados técnicos, enquanto o tanzaniano Karim Zulfikar desempenhará as funções de supervisor de árbitros.

A competição vai movimentar cinco equipas, nomeadamente Hawassa City BBC (Etiópia), City Oilers (Uganda), Army Basket Club (Tanzânia), Matero Magics (Zâmbia) e Urunami (Burundi). Os dois primeiros classificados avançam para a elite 16 da competição.

Para já, Bangui Sporting Club (República Centro Africana) e Nueva Era (Guiné Equatorial) carimbaram o passaporte para a Elite 16 ao ocuparem a 1ª e 2ª posições no grupo “C” do torneio de apuramento havido em Yaoundé, Camarões.

 

A Black Bulls foi ao terreno do Costa do Sol vencer à tangente e encurtar a distância pontual com o líder de oito para cinco pontos na tabela classificativa.

A vantagem da turma de Tchumene foi alcançada graças ao golo apontado por Great, aos 72 minutos, que coloca a Black Bulls ainda na luta pelo título de campeão nacional, agora mais próxima da União Desportiva do Songo, líder da prova.

A partida, que era de muita expectativa por parte dos amantes do futebol, principalmente os adeptos do Costa do Sol, que sabiam que uma derrota podia ser o atirar da toalha ao chão, foi muito equilibrada e com o vencedor a ser uma incógnita do início ao fim do jogo.

Aliás, os “canarinhos” até tentaram ser superiores na primeira parte, com várias oportunidades criadas pelos seus jogadores, com Telinho a ser a principal figura, mas na segunda, os “touros” acabaram por fixar o resultado final, aos 72 minutos, num golo de Great.

O Costa do Sol correu atrás do prejuízo, mas sem sucesso, porque a turma de Tchumene era consistente na defesa e o resultado acabou por ser pela margem mínima.

Great estreou-se a marcar no Moçambola 2022, naquela que foi a partida de acerto de calendário, referente à 11ª jornada, última da primeira volta, que não se realizou na devida altura devido à participação da Black Bulls nas afrotaças, mais concretamente nas eliminatórias da Liga dos Campeões.

Assim, a Black Bulls passa a contar com 31 pontos, menos cinco que a União Desportiva do Songo, que podem ser apenas dois, caso o Conselho de Disciplina da Liga Moçambicana de Futebol decida pela não aplicação da falta de comparência na Liga Desportiva de Maputo, na partida que não disputou em Songo.

Próxima jornada pode ser de algumas decisões, uma vez que os “touros” recebem o Ferroviário de Lichinga e a União Desportiva do Songo terão pela frente o Ferroviário de Nampula.

Moçambique e Marrocos foram as primeiras selecções a chegar a Vilankulo, semana passada, sendo que, ao longo dos dias, foram chegando outras. Uganda chegou hoje, e amanhã chega a última selecção, o Egipto. O CAN de Futebol de Praia arranca amanhã.

Seis das sete selecções que vão disputar o Campeonato Africano das Nações de Futebol de Praia já se encontram na vila municipal de Vilankulo para a prova que arranca esta sexta-feira.

Trata-se das selecções de Moçambique, anfitriã e primeira a chegar ao local, Marrocos, que chegou ainda na semana passada, Malawi, que também faz parte do grupo de Moçambique, Senegal, Madagáscar e Uganda, esta última que chegou ontem àquele município.

Hoje, penúltimo dia antes do arranque das provas, chega a selecção do Egipto, última a chegar a Vilankulo para participar na prova. As competições iniciam-se esta sexta-feira, com a cerimónia de abertura a ser dirigida, a princípio, pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, e o único jogo marcado para a primeira jornada, pelo grupo A, entre as selecções de Moçambique e do Malawi.

Assim, estão criadas as condições para o arranque da prova, uma vez que todos os intervenientes directos, nomeadamente, os organizadores, da Confederação Africana de Futebol, os árbitros e comissários dos jogos, as delegações das selecções nacionais e os gestores desportivos nacionais, com destaque para a Secretaria de Estado do Desporto e a Federação Moçambicana de Futebol.

O combinado nacional já conta com todos os jogadores convocados, depois da chegada de Nelson Manuel, último a juntar-se ao conjunto, depois de ter sido dispensado pelo Ferroviário de Maputo depois do jogo com a Black Bulls.

Na passada terça-feira, houve momento de interação com a população local, que foi assistir ao treino dos “guerreiros de praia” para dar seu calor e prestar o apoio necessário para que o objectivo seja alcançado.

Aliás, o seleccionador nacional de futebol praia, Abinério Ussaca, garantiu que o objectivo da “Operação Vilankulo” é, no mínimo, chegar à fina da prova, revalidar o segundo lugar da prova conseguido em Senegal, e depois pensar na luta pelo título na competição.

Diariamente, tem chegado a Vilankulo três voos comerciais levando turistas, delegações e adeptos das selecções que vão acompanhar de perto as emoções do Campeonato Africano das Nações de Futebol de Praia. Uma situação que vai provocar um movimento invulgar naquela urbe nos próximos 10 dias.

E para dar vazão a esse movimento invulgar em Vilankulo por conta da realização do CAN, a segurança foi reforçada, segundo garantia do comandante-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Bernardino Rafael. Os guias turísticos também foram formados para que prestem melhor serviço aos turistas.

A selecção nacional Sub-23 está a intensificar a preparação com vista ao embate deste domingo diante do Gana, inserido na primeira mão da segunda eliminatória de acesso ao campeonato africano da categoria, cuja fase final vai ter lugar em Marrocos, no próximo ano.

Após suplantarem as Maurícias na primeira eliminatória, tendo vencido no conjunto das duas mão, por 3-0 e 2-1, respectivamente, os Mambinhas afinam as suas baterias para o jogo deste domingo contra o Gana, selecção com uma enorme tradição nas competições de base.

Com o todo esquadrão a seu dispor, Chinquinho Conde já trabalha pensando justamente em obter um resultado satisfatório em casa e que lhe permitirá encarar o jogo da segunda mão com alguma tranquilidade.

Para atacar a eliminatória contra os “black stars”, o técnico moçambicano voltou a apostar nos mesmos jogadores que disputaram a primeira eliminatória, ainda que com a inclusão de novas unidades.

Nas sessões de treino até aqui realizadas, Chiquinho Conde incidiu o seu trabalho nos aspectos técnico-tácticos, sobretudo no que diz respeito à componente da finalização, tendo em conta garantir que a sua equipa seja mais eficaz.

Aliás, no jogo da primeira mão da primeira eliminatória contra as Maurícias os Mambinhas, apesar de terem ganho a partida, denotaram ineficácia no capítulo da finalização, tendo, por isso, desperdiçado muitas oportunidades.

Além do capítulo da finalização, o timoneiro dos Mambinhas tem centrado as suas atenções nas transições meio-campo/ataque, em que exige mais velocidade dos seus jogadores, sobretudo nos contra-ataques.

Apesar de reconhecer a qualidade do adversário, o combinado nacional acredita que é possível alcançar um resultado positivo em casa. Os jogadores estão conscientes de que para tal precisam trabalhar muito, facto que têm vindo a fazer desde o arranque da preparação para este embate.

O plano de preparação para o jogo contra o Gana tem obedecido algumas sessões de treino bidiários. Sendo o período de preparação curto, Chiquinho Conde pretende com essa medida garantir que os jogadores assimilem os processos do jogo.

 

SELECCIONADOR NACIONAL NÃO CONHECE GANA

Chiquinho Conde diz que quer explorar conhecimento e capacidade dos jogadores para ultrapassar seu adversário deste fim-de-semana na caminhada rumo ao CAN de Marrocos em sub-23.

Para o seleccionador nacional há muita qualidade nos jogadores, mas há necessidade de se fazer correcções nos aspectos técnicos-tácticos para que tudo seja perfeito diante do Gana.

Sem conhecer o real valor do adversário, Chiquinho Conde diz que a fórmula é “obrigar que o Gana dance a música que colocarmos para tocar”. E mais: “vamos pressionar porque não temos nada a perder e aproveitar a pujança dos jogadores para implementar a nossa ideia. Temos pouca informação sobre o Gana e por isso vamos trabalhar mais sobre aquilo que é a nossa ideia”.

A ideia de jogo para Conde é “jogar de pé para pé, fazer marcações e transições. Mas mais importante é dar liberdade para os jogadores poderem fazer o que mais gostam de fazer, que marquem golos e que desfrutem. Se não tivermos a bola é tentarmos recuperar o mais rápido possível, pressioná-los lá em cima e a forma como pressionamos é o que vamos trabalhar aqui, para que eles possam divertir com a bola e correr menos atrás deles”.

Certo de que não será fácil ultrapassar o Gana, que é uma potência, Chiquinho Conde assume que “é esta oportunidade que eles tem se serem felizes, mas sempre a respeitarem o adversário porque não somos os melhores do mundo e nem um pouco mais ou menos e se respeitarmos o adversário estaremos mais próximos de ganhar”.

O seleccionador nacional lamenta a ausência de jogadores que podiam ser uma mais-valia para o conjunto nacional, casos de Geny Catamo, que está lesionado, mas diz confiar nos jogadores que foram convocados para esta empreitada, casos dos Mambinhas que estiveram no Cosafa sub-20.

“Eles vão conquistar seu espaço porque estão a fazer a sua caminhada e obviamente que vão ter a sua oportunidade até na selecção A. Infelizmente alguns não tem sido activos nos seus clubes por opção dos seus treinadores e isso vai ajudar nessa transição que deve ser paulatina”, disse Conde, realçando alguns que fazem parte das camadas de formação que tem tudo para darem certo na selecção principal, alertando que devem iniciar na selecção olímpica.

Os Mambinhas sub-23 jogam este domingo no Estádio Nacional do Zimpeto, a partir das 15h00 e contam para a primeira mão da segunda eliminatória de acesso ao Campeonato Africano das Nações, que terá lugar no Marrocos.

Costa do Sol vs Maxaquene é o jogo de destaque das meias-finais do Campeonato da Cidade Basquetebol em seniores masculinos. Na outra meia-final, o Ferroviário de Maputo mede forças com A Politécnica. Os jogos 1 e 2 dos “play-offs” das meias-finais estão para sexta-feira e sábado, respectivamente.

É a fase do “mata mata”. Fase a eliminar, na qual bloquear pode ser fatal. Costa do Sol e Maxaquene reeditam a final da última edição do Campeonato da Cidade, vencida à negra pelos “canarinhos” por 2-1 num “play-off” a melhor de três jogos.

Os comandados de Miguel Guambe venceram o jogo 1 por 61-55 e, no segundo, os “tricolores” condicionaram o seu adversário e saíram vitoriosos por 65-64. Na fase regular do Campeonato da Cidade, os irreverentes miúdos do Maxaquene sob ordens do “coach” Hermínio Changule colocaram em sentido o campeão da cidade em título, vencendo o Costa do Sol por 78-68 em jogo da 6ª jornada do Torneio de Abertura.

Estes dados não chamados à cola por acaso. São, decerto, um elemento para ter em conta na avaliação do desempenho dos dois conjuntos nos últimos confrontos entre si nas provas da capital do país.

O Maxaquene já deu, aliás, mostras de apresentar uma equipa combativa que dá tudo na quadra, condicionando muitas vezes os seus adversários. E parte para este duelo das meias-finais com claro objectivo de fazer mossa a um adversário que, ano passado, teve que suar às estopinhas para vencer na Liga Moçambicana de Basquetebol.

A raça, personificada em Joaquim Octávio Chuma (o puto não tem medo de lançar), Turdivales Nhantumbo (mandão, em algum momento, nas tabelas), Mauro Jinó (irmão de Fernando Jinó, ou simplesmente Nandeco, base da A Politécnica), Ronaldo e Marco Geneto, Edilson Tivane (o veloz base que reforça os “tricolores” depois de representar o Ferroviário e Município da Beira), Juvêncio Sidume, Aurélio Chiziane, Lourenço Nguambe, Delton Simão, Jhon Jordão (filho de Jordão Cardoso, antiga torre do Maxaquene), Calus Pascoal e Delton Simeão. Rodados, até porque recentemente disputaram um torneio internacional em Joanesburgo, na África do Sul, os “putos” querem fazer acontecer na quadra!

Campeão em título e vencedor da fase regular, e num fim de um ciclo de cinco anos do actual projecto, o Costa do Sol está pressionado a vencer esta meia-final. Pudera, os “canarinhos” reforçaram-se bastante com a contratação, nos últimos anos, de activos como Klaus Bunguele (tarda em afirmar-se na equipa, mesmo com todo potencial), Francisco Braga (Tchesco pode dar mais e mostrar o valor que mostrou na A Politénica), Ivan Machava (muito longe daquele jogador que foi melhor triplista da Liga, quando jogava no Ferroviário da Beira), David Canivete (castigado pelas lesões) e Luís de Barros (sem o vigor e aquelas penetrações de quebrar o joelho do passado).

Com crise de abundância no seu plantel, os “canarinhos” são convocados a exibições seguras e maior domínio internamente pois, na verdade, contam com atletas que são chamados a selecção: Milton Seifane, Egídio Zandamela, Danilo Cumbe, Daniel Maveure.

FERROVIÁRIO DE MAPUTO VS A POLITÉCNICA

Em estado de graça, porquanto foi à Inhambane chancelar a qualificação para a Liga Moçambicana de Basquetebol, a A Politécnica joga acesso à final com o Ferroviário de Maputo, segundo classificado da fase regular do Campeonato da Cidade.

José “Matilo” Macuácua, “coach” da A Politécnica, não tem a mesma armada que fez história em 2019 ao conquistar o inédito Campeonato da Cidade, mas apresenta activos com vontade férrea de vencer. Os “politécnicos” pretendem inverter o cenário da fase regular quando perderam os dois duelos diante dos “locomotivas” da capital.

Uma coisa é certa: o Ferroviário de Maputo leva vantagem no histórico dos confrontos com A Politécnica, destacando-se, desta forma, o 3-0 aplicado “play-off” da final do Campeonato da Cidade de 2017.

Mas há mais dados a acrescentar: em 2016, ano em que foi campeão nacional sob as ordens de Milagre Macome, o Ferroviário de Maputo afastou nas meias-finais (2-0 no “play-off” a melhor de três) a A Politécnica de Carlos “Bitcho” Niquice.

Os “locomotivas”, que ficaram na segunda posição na fase regular, apontam para mais uma presença na final da prova que conquistaram pela última vez em 2018, derrotando o Costa do Sol por 3-0 no “play-off” da final a melhor de três jogos!

 

 

Bandeira de Moçambique em provas de grande dimensão do desporto motorizado, concretamente o prestigiado Troféu DTM, em G4, prova que movimenta os mais promissores pilotos de todo o mundo, Rodrigo Almeida terminou na 5ª posição com 111 pontos de um total de 20 participantes.

A primeira experiência do piloto moçambicano, ao volante do BWT Mücke Motorsport, Rodrigo Almeida teve uma excelente prestação ao longo das sete provas que corporizaram o Troféu DTM. A primeira aparição foi entre os dias 21 e 22 de Maio, no circuito de Lausitzring, na Alemanha, numa prova em que Rodrigo Almeida ficou na 4ª posição com o tempo de 1:42:39 centésimos. Depois, o piloto moçambicano ficou na 9ª posição no circuito de Imola, na Itália, com o tempo de 1:53:91 centésimos.

À terceira prova , Rodrigo Almeida subiu mesmo ao pódio. O piloto moçambicano foi extraordinário ao terminar na 3.ª posição na prova disputada no circuito de Norisring, em Nuremberg, Alemanha. Pilotando o Mercedes AMG da BWT Mücke Motorsport, Almeida fez, em 29 voltas, o tempo de 1: 605 24 55.069 décimas, numa prova que contou com a participação de dezoito pilotos com enorme potencial.

Veio a quarta prova, em Nürburgring, na Alemanha, na qual Rodrigo Almeida terminou na 7ª posição com o seguinte tempo: 1:50:02 centésimos.

No “Circuit de Spa-Francorchamp”, na Bélgica, e naquela que foi a 5ª prova do Troféu DTM, Almeida ficou no 6º lugar com 2:34:70 centésimos.

Estava escrito que, na 6ª prova, iria brilhar! O piloto Rodrigo Dias Almeida conquistou, no circuito Red Bull Ring, na Áustria, a 6ª prova do Troféu DTM com o tempo de 33:07.560 minutos, deixou para trás a forte concorrência do piloto alemão Tim Heinemann (a correr pela equipa da Toyota Gazoo Racing Germany powered by Ring-Racing) e o brasileiro da Audi Thiago Vivacqua (Heide-Motorsport) completa o pódio dos vencedores em terceiro lugar.

Já na derradeira prova, realizada no circuito de Hockenheimring, na Alemanha, ficou na 7ª posição com 1:50:02 centésimos.

 

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