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O País – A verdade como notícia

O internacional futebolista moçambicano, Amâncio Pita Canhembe, mais conhecido por Neymar, encontra-se na vizinha África do Sul a efectuar testes no Kaizer Chiefs, escreve a revista “Kikcoff”

Neymar seguiu para a terra do rand depois de ter rescindido o seu contrato com o Marítimo, clube onde evoluem os compatriotas Zainadine Júnior, Clésio Baúque e Geny Catamo, este último a título de empréstimo.

Ainda de acordo com o “Kikcoff”, Neymar, de 25 anos, estava prestes a regressar ao futebol moçambicano, mas desviado para os “Amakhosi” para testes na formação onde também actua o seu compatriota Edmilson Dove.

O internacional moçambicano tenta mostrar o que vale, realmente, para merecer o voto de confiança de Arthur Zwane, treinador do Kaizer Chiefs.

O ex-seleccionador nacional de futebol, João Chissano, que jogou no Wits University e agora comanda o Ferroviário de Maputo, fala sobre as qualidades do jogador.

“Ele jogou na selecção e acho que, da última vez em que esteve, marcou um golo. Ele é um bom jogador e actua como médio-ofensivo. Acho que tem qualidade e carácter para jogar numa  equipa como o Chiefs”, diz Chissano em entrevista a “Kickoff”.

Neymar foi confirmado como jogador do Marítimo em Outubro de 2020, isto depois de ter rescindido contrato com o Vitória de Setúbal por justa causa. O avançado moçambicano, formado na Liga Desportiva de Maputo, com passagem pelos Sub-19 do Sporting, estava livre para assinar por qualquer clube após ter rescindido com os sadinos, que representou nas últimas duas temporadas, nomeadamente na equipa Sub-23 (7 golos em 24 jogos em 2019/20).

A despromoção dos sadinos, da I Liga para o Campeonato de Portugal, originou uma autêntica ‘debandada’ de atletas, incluindo ‘Neymar’, jogador que havia sido inscrito pelo V. Setúbal para jogar no principal escalão.

Em 2018, Neymar trabalhou sob orientação do técnico do moçambicano Chiquinho Conde na equipa Sub-23 do Vitória de Setúbal, depois da sua transferência da Liga Desportiva de Maputo para Portugal.

As selecções da República Centro-Africana e do Congo Brazzaville completaram a lista dos participantes na próxima edição do Campeonato Africano das Nações, Egipto 2023. As duas selecções qualificaram-se pela União das Federações de Futebol da África Central, UNIFFAC, no torneio que terminou na semana passada

São conhecidas as 12 selecções que vão disputar o Campeonato Africano das Nações dos sub-20, depois de mais duas terem garantido as últimas vagas. Trata-se das selecções da República Centro-Africana e do Congo Brazzaville, que terminaram nas duas primeiras posições no torneio regional.

Estas duas selecções juntam-se, assim, a outras 10 que já se haviam qualificado, nomeadamente Egipto (anfitrião), Tunísia, Nigéria, Benim, Senegal, Gâmbia, Uganda, Sudão do Sul, Moçambique e Zâmbia.

 

ÚLTIMOS QUALIFICADOS VÊM DA REGIÃO CENTRAL DE ÁFRICA

No torneio regional que decorreu no Congo, entre 8 a 14 de Dezembro, quatro selecções disputavam as duas últimas vagas no CAN do Egipto, nomeadamente a República Centro-Africana, República Democrática do Congo, a República do Congo-Brazzaville e os Camarões, então detentores do título.

A competição teve três jornadas, com a formação do Congo Brazzaville a terminar em primeiro lugar com sete pontos, depois de derrotar a República Democrática do Congo e a República Centro Africana, respectivamente por 3-0 e 3-1, e um empate com os Camarões a um golo.

Já a República Centro Africana garantiu a qualificação ao terminar em segundo lugar com seis pontos, frutos de duas vitórias, respectivamente diante da República Democrática do Congo e Camarões, e uma derrota da República Centro-Africana.

Os então detentores do troféu regional, os Camarões, sucumbiram e terminaram na terceira posição com apenas dois pontos, ficando na cauda a República Democrática do Congo, com apenas um ponto.

Na edição passada do CAN de sub-20, a República Centro-Africana foi eliminada nos quartos-de-final pela Gâmbia e têm, agora, uma oportunidade de corrigir os erros e procurar chegar ao pódio continental.

As duas selecções completaram agora a lista das classificadas para o TotalEnergies U20 AFCON 2023, juntando-se aos anfitriões Egipto, Tunísia (qualificado pela região norte), Nigéria e Benin (ambas da zona Oeste B), Senegal e Gâmbia (da zona Oeste A), Uganda e Sudão do Sul (representantes da zona Centro-Este), Moçambique e Zâmbia (qualificados na região austral).

O vencedor da última edição do CAN de sub-20, o Gana, não conseguiu a qualificação para disputar a sua própria sucessão, após sucumbir na zona Oeste B, quedando na última posição do seu grupo zonal, atrás da Nigéria, qualificada, e Burquina Faso.

O CAN da categoria de sub-20 tem como maior vencedor a Nigéria, que conquistou a prova por sete ocasiões, seguida do Gana e Egipto, com quatro cada, Camarões, Mali, Zâmbia, Argélia, Marrocos, Angola e República do Congo com uma conquista cada uma delas.

Moçambique vai fazer a sua segunda aparição na prova continental, nesta categoria, depois da sua primeira e única participação registada ano passado, na Mauritânia.

O Campeonato Africano de Nações de sub-20 terá lugar no Egipto, de 19 de Fevereiro a 11 de Março de 2023.

 

GRUPO IQUEBAL CONQUISTA “NACIONAL” DE FUTSAL DESTE ANO

O Grupo Desportivo Iquebal, da Cidade de Maputo, conquistou o campeonato nacional de futsal, após vencer, na final, a Escola de Condução do Planalto, de Manica, por 3-0.

Foi, de resto, uma prova que teve algumas situações, que levam à conclusão do velho ditado: depois da tempestade vem a bonança!

É que a meio da prova, que decorreu em Maputo neste mês de Dezembro, os clubes de fora de Maputo denunciaram uma alteração da matriz de jogos a eliminar, a partir dos quartos-de-final, que para eles beneficiava as equipas da Cidade de Maputo. Mas o bom senso vincou, a situação ficou ultrapassada e os jogos prosseguiram, mesmo depois da ameaça de boicotar a disputa dos quartos-de-final.

E este domingo disputou-se a grande final da prova, com o então campeão nacional, Escola de Condução do Planalto de Manica, conquistada ano passado, a defrontar o Grupo Desportivo Iquebal de Maputo, esta última a que mais troféus tem no país.

A superioridade da turma da capital evidenciou-se desde cedo e acabou por sair vencedora no fim do jogo, por 3-0, recuperando a hegemonia nesta modalidade.

Mas individualmente foi a Escola de Condução do Planalto de Chimoio a ser mais forte, com Edson Lamarques e ser coroado melhor marcador, com 15 golos, enquanto Hugo Rodrigues, que também é o capitão da equipa da capital de Manica, ficou com o prémio de guarda-redes menos batido, com 13 sofridos.

Já a Padaria Ayan ficou com o prémio de equipa Fair Play da competição.

Na classificação final, o Atlético de Moçambique ficou com a medalha de bronze depois de derrotar a Liga Desportiva, por 4-3, na partida de atribuição do 3.º e 4.º classificados.

As equipas que militam no Moçambola já projectam o campeonato do próximo ano. Algumas colectividades têm estado a anunciar reforços para a próxima temporada. Há, também, treinadores que poderão juntar-se a alguns emblemas.

O Moçambola 2022 ficou para trás. A União Desportiva do Songo selou a sua participação com a conquista da prova, devendo, por isso, representar o país na Liga dos Campeões Africanos.

Pensando no próximo Moçambola, muitas equipas, sobretudo as que tiveram uma prestação pálida, já começam a projectar a sua participação no próximo ano. Para tal, têm-se desdobrado em reforçar os seus plantéis, tendo em vista garantir alcançar os seus objectivos, que passam pela conquista da prova.

O Costa do Sol, por exemplo, anunciou, através da sua página oficial no “Faceboock”, a contratação de Beto, jogador que na temporada recém-terminada vestia as cores da Associação Black Bulls.

Os “canarinhos”, que perderam o defesa central Salomão, atleta que representou o clube durante 10 anos, têm em vista trazer de volta o técnico português Horácio Gonçalves, o qual conduziu a equipa à conquista do Moçambola, em 2019.

Com a morte do presidente do clube, Jonas Chitsumba, vítima de acidente de viação, o empresário Bruno Morgado poderá voltar a dirigir o Costa do Sol, três anos após ter ajudado o emblema “canarinho” a conquistar o Moçambola, quebrando um ciclo de 12 anos sem vencer a prova.

Além do regresso do técnico, há indicações de que Isac, melhor marcador do Moçambola, com 11 golos, poderá voltar a vestir as cores “canarinhas”, um ano depois de ter rumado para o Ferroviário de Nampula.

O experiente avançado saiu do Costa do Sol pela porta pequena, após ter sido preterido por Artur Semedo. O regresso do Isac à equipa “canarinha” tem a ver, também, com o facto de o jogador pretender estar perto da família.

Por seu turno, a Associação Black Bulls, vice-campeã nacional, já tem garantidos os passes de Salomão e Danilo, ambos idos do Costa do Sol. Além dos dois jogadores, os “touros” estão num estado avançado de negociação com Hélder Duarte para voltar a assumir o comando técnico da equipa.

O técnico português, que no ano passado cometeu a proeza de conquistar o primeiro título da Black Bulls, tendo depois abandonado o clube para assumir as funções de treinador-adjunto no Famalicão, emblema que milita na primeira divisão portuguesa, é visto como a pessoa certa para atacar a conquista do campeonato.

Hélder Duarte vai substituir o seu compatriota Inácio Soares, jovem treinador que não renovou com os “touros”, apesar de na segunda volta ter tido uma recuperação extraordinária, forçando a decisão sobre o vencedor do Moçambola até à última jornada.

 

MUCHANGA A CAMINHO DE FERROVIÁRIO DE NAMPULA

O experiente treinador que por duas épocas orientou o Ferroviário de Lichinga, Antoninho Muchanga, pode estar a caminho do homónimo de Nampula, equipa que não chegou a nenhum consenso para a renovação de Nelson Santos.

A escolha de Muchanga pelo emblema da “capital” do Norte tem a ver com o trabalho vistoso que desenvolveu no Ferroviário de Lichinga, tendo na sua primeira temporada no comando técnico da equipa ostentando o título de equipa sensação.

Conhecedor do futebol moçambicano, Antoninho Muchanga já teve passagens pelo Maxaquene e Associação Desportiva de Vilankulo, onde também desenvolveu um trabalho assinalável. Fora a “dança” dos jogadores e treinadores, os clubes do Moçambola estão a investir no apetrechamento dos departamentos técnicos.

Nesse sentido, o Ferroviário da Beira está em negociações com Artur Faria, que deverá assumir o cargo de director-desportivo. Depois de uma época para esquecer, tendo ainda perdido a oportunidade de conquistar a Taça de Moçambique, ao perder na final diante do seu homónimo de Maputo por uma bola sem resposta, os “locomotivas” do Chiveve pretendem voltar em grande na próxima edição do Moçambola.

Os “locomotivas” da capital provincial da Beira mantém a confiança no técnico zambiano, Wedson Nyerenda, facto que se evidenciou aquando do afastamento dos seus treinadores adjuntos, no caso Valy Ramadane e Soarito.

Com o afastamento de Artur Comboio, a Associação Desportiva de Vilankulo está no mercado à procura de um novo treinador. Ainda que se feche em copas, tudo indica que o próximo técnico dos “hidrocarbonetos” será um estrangeiro, cogitando-se a possibilidade de vir a ser Nelson Santos.

O Ferroviário de Maputo, emblema que conquistou a sua sexta Taça de Moçambique, vai continuar com João Chissano, treinador que assumiu minutos após a conquista da segunda maior prova futebolística nacional que vai apetrechar o seu plantel, apostando em novos jogadores e, sobretudo, jovens. O mesmo poderá suceder com a União Desportiva do Songo, que vai continuar com o técnico sérvio Srdjan Zivojnov.

À semelhança do que aconteceu no ano passado, os “hidroeléctricos” voltarão a reforçar os seus plantéis, até porque no próximo ano vão representar o país na Liga dos Campeões Africanos, prova que exige que o clube tenha muitas opções de escolha.

Trinta e seis  anos depois, a Argentina é campeã do mundo. Numa final épica, provavelmente a melhor de que há memória, a “albiceleste” desperdiçou uma vantagem de dois golos, deixou escapar o triunfo no prolongamento, mas agarrou o título nos penáltis  (4-2).

Dibu Martínez travou um penálti de Coman enquanto Tchouaméni atirou ao lado. A selecção das “Pampas” converteu todos – Montiel foi o autor do remate decisivo.

Com a conquista da Taça Jules Rimet, Messi subiu, por fim, ao Olimpo do futebol e conquistou, por unanimidade, um lugar à direita de D10S. O capitão maradoneou neste Mundial, como disse Valdano, e sagrou-se (para quem achava necessário) como o melhor jogador de todos os tempos.

Em 2014, os argentinos cantavam que Messi lhes ia trazer a Taça. Foram precisos mais seis anos, mas “La Pulga” cumpriu o prenúncio. Liderada pelo capitão, a Argentina foi sempre uma equipa que emocionou as suas gentes pela forma como jogou: com sangue nos olhos, insuperável na vontade e na energia.

E ganhou. Talvez por Maradona, por Messi ou por um país inteiro que esperou o que pareceu uma eternidade desde que o génio de “El Pelusa” se soltou no México 86. Certo é que a “albiceleste” foi muito melhor que a França.

Scaloni recuperou Di María para a equipa inicial e juntou-o com Alvárez e Lionel Messi no ataque. No fundo, o seleccionador argentino agarrou-se ao jogador mais decisivo da história recente da selecção – resolveu a final olímpica em 2008 e Copa América em 2021, além ter marcado na Finalíssima. E foi por aí, que o campeão sul-americano começou a superar o exército gaulês.

A primeira parte dos argentinos roçou a perfeição. Os gauleses sentiram muitas dificuldades para travar o adversário e viveram momentos de sufoco. Valeu-lhes a perdida de Di María logo aos 17 minutos. O extremo da Juventus, porventura um dos mais subvalorizados da sua geração, conquistou um penálti volvidos quatro minutos – o árbitro considerou falta de Dembélé.

Messi, no dia em que se tornou no jogador com mais jogos em Mundiais, fez tranquilamente o 1-0. Sexto golo e liderança isolada na lista de melhores marcadores do torneio. A vencedora da Copa América continuou com a corda toda e assinou uma jogada que respeitou a estética e o bom futebol: tudo a três, dois toques até à finalização certeira de Di María na cara do guardião francês.

Deschamps nem esperou pelo intervalo: tirou Dembélé e Giroud e lançou Thuram e Kolo Muani. Apesar das trocas, a final parecia resolvida ao intervalo.

Na segunda metade, a Argentina voltou a entrar por cima e continuou a banalizar a campeã do Mundo. Porém, nunca se deve subestimar o coração de um campeão. Num ápice, Mbappé liderou a revolução francesa: o prodígio do PSG aproveitou um penálti cometido por falha imperdoável de Otamendi para fazer o 2-1 e, volvidos dois minutos, fez um belo golo.

A final ficou virada do avesso.

Já sem Di María em campo, a Argentina foi abaixo, caiu e parecia sem forças para se levantar. Por outro lado, a França atacava com tudo e parecia mais perigosa do que nunca. Martínez impediu que Rabiot consumasse a reviravolta e na resposta, Messi viu Lloris adiar-lhe a possibilidade de ser herói.

O jogo seguiu para prolongamento e a “albiceleste” voltou a agigantar-se. Lautaro Martínez falhou a melhor oportunidade da primeira metade do tempo extra na cara do guarda-redes gaulês. Mas, pouco depois, o 3-2 apareceu mesmo. Lloris ainda evitou o golo do avançado do Inter, mas foi impotente para travar a finalização de Messi na pequena área.

A França teve sete vidas e recuperou do duro golpe aplicado por “La Pulga”. Quem mais além de Mbappé, por muitos apontados como o herdeiro do “Rei” Pelé. Novamente de penálti, desta vez por braço na bola de Montiel, o avançado fez o 3-3 e chegou ao oitavo golo na prova. Assinou um hat-trick e igualou o feito de Geoff Hurst em 1966.

Os minutos finais agarraram-nos como nunca. Se Martínez fez uma defesa brutal com o pé no frente-a-frente com Kolo Muani, Lautaro fez lembrar a versão de Higuaín na final de 2014 e falhou uma excelente ocasião no lance imediatamente seguinte.

Nos penáltis, ganhou a Argentina – a melhor equipa.

MBAPPE COM A BOTA DE OURO E MESSI FAZ HISTÓRIA

Kylian Mbappé conquistou a Bota de Ouro do Mundial 2022 com um total de oito golos marcados na fase final, três deles na final frente à Argentina. Lionel Messi, que chegou a estar no primeiro lugar da lista dos melhores marcadores deste domingo, ficou no segundo lugar, com menos um golo do que o francês, mas voltou a fazer história.

Lionel Messi abriu o marcador da final do Mundial, na conversão de uma grande penalidade, e, nesse momento, saltou para o topo da lista dos melhores marcadores, com seis golos, mais um do que Mbappé.

Nesta altura, o argentino já fazia história, uma vez que se tornou no primeiro jogador a marcar em todos os jogos a eliminar de um Mundial: oitavos, quartos, meia-final e final.

Mbappé acabou, depois, por marcar dois golos em dois minutos e voltou a destacar-se no topo da lista dos melhores marcadores, com um total de sete golos, mais um do que Messi.

Já no prolongamento, Messi voltou a marcar e a igual Mbappé, mas o francês acabou por completar o hat-trick na conversão de mais uma grande penalidade e acabou por reclamar o título de melhor marcador.

O Sporting Alexandria fez história, sábado, ao conquistar a Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol em seniores femininos, após vencer o Costa do Sol por 65-58. O Ferroviário de Maputo ficou em terceiro lugar, depois de bater o Interclube por 71-67.

Inverteram-se os papéis, sábado, no panorama do basquetebol africano. Se há três anos o Ferroviário de Maputo foi ao Cairo, Egipto, passear a sua classe e chamar a si o título de campeão africano de clubes, desta vez foi mesmo de vez para um país cujo crescimento na modalidade da bola ao cesto é notável.

O Sporting Alexandria veio a Maputo mostrar fundamentos da modalidade e saiu do insuportável (não há quem aguente com um recinto sem sistema de refrigeração) pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane coroado como vencedor da Taça dos Clubes campeões Africanos de Basquetebol em seniores femininos.

Quebrou-se a hegemonia de Moçambique e Angola, países cujas equipas protagonizaram as últimas dez finais. Nova ordem no basquetebol africano ao nível de clubes? O tempo dirá. Certo, certo mesmo é que o Costa do Sol chegou à sua primeira final na prova num ano em que se sagrou bicampeão nacional. Deu luta na quadra, procurou condicionar o seu adversário. Mas? Mas a armadora Cierra Dillard e a pivot Hagar Amer combinaram 39 pontos que fizeram ruir o sonho de ver o país conquistar o oitavo título continental de clubes.

No decisivo duelo, Hagar Ahmed, do Sporting, concretizou 3 em 3 lançamentos abertos, enquanto Nilza Chiziane teve um registo de 5 em 7 tiros curtos no primeiro quarto, etapa que fechou com um parcial de 18-16 a favor do Costa do Sol.

No segundo quarto, equilibrado, o Sporting Alexandria continuou a privilegiar tiros exteriores e a alimentar os postes na zona restritiva. O Costa do Sol explorava contra-ataques, penetrações e o jogo interior alimentado por Nilza Chiziane. No final desta etapa, o parcial era de 21-20 para as egípcias.

A equipa moçambicana bloqueou no terceiro quarto. Foi, de resto, nesta etapa do jogo em que o conjunto de Leonel “Mabê” Manhique não teve clarividência nos ataques: marcou apenas 8 pontos contra 19 do Sporting Alexandria. O colectivo não funcionou, as soluções individuais não foram suficientes para desbloquear os ajustes defensivos e rotações que o Sporting Alexandria imprimia na quadra.

As egípcias empataram o jogo 43-43 com dois minutos por se jogar. A partir daí, fugiram para 13 pontos e foram controlando a marcha do marcador. Eliana Ventura lançou duas “bombas” que reduziram para nove pontos, mas teve pronta resposta de Cierra Dillard.

A capacidade do Sporting em explorar o seu jogo exterior e interior, ataques em posição e forçar o Costa a cometer erros fez a diferença na final. Fez, e como, a diferença no tiro exterior até porque o Sporting Alexandria concretizou 8 em 18 lançamentos longos (44.4%) contra 9 em 22 do Costa do Sol (40.9%).

Na luta das tabelas, houve equilíbrio com o Sporting a colectar 35 ressaltos (oito ofensivos e 27 defensivos,) enquanto o Costa do Sol contabilizou 34 (27 defensivos e sete ofensivos). Nos lançamentos de campo, as campeãs nacionais concretizaram 22 em 50 lançamentos de campo (44%) e as egípcias apresentaram um registo de 25 em 57 (43.9%). O Costa do Sol não esteve bem nos lançamentos livres, ao concretizar 5 em 16 (31,2%) contra 7 em 14 das egípcias (50%).

O Sporting Alexandria teve melhor aproveitamento em situações de perdas de bola, ao concretizar 23 pontos contra seis do Costa do Sol. Nas segundas bolas, as canarinhas marcaram oito pontos e as egípcias quatro. Há um equilíbrio nos pontos marcados na zona pintada: 24 para o Costa do Sol e 26 para o Sporting Alexandria.

FERROVIÁRIO TERMINA EM 3º LUGAR

No jogo do terceiro e quarto lugares, o Ferroviário de Maputo venceu o Interclube por 71-67 e ficou com a medalha de bronze.

Dulce Mabjaia foi a melhor cestinha do Ferroviário de Maputo com 20 pontos, tendo sido secundada por Sílvia “Naná” Veloso (14) com 14.

A melhor pontuadora do Interclube foi a poste Cristina Matiquite com 18 pontos, sendo ainda de destacar Alexis Tolefree (13) e Rosa Gala (11).

Costa do Sol defronta, hoje, às 18h30, no pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane, o Sporting Alexandria na final da Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol em seniores femininos.

Inédito! Pela primeira vez na sua história, o Costa do Sol vai disputar a final da Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol em seniores femininos.

Um orgulho para o clube, um orgulho para o país que pode, nesta prova, ver aumentar o número de títulos conquistados.

As “canarinhas” vão procurar, diante do Sporting Alexandria, conquistar o troféu pela oitava vez para o país depois do Maxaquene (1991), Académica (2000), Desportivo Maputo (2007 e 2008), Liga Desportiva de Maputo (2012) e Ferroviário de Maputo (2018 e 2019).

Mas é preciso que, na quadra do pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane, as campeãs nacionais não se apresentem com clarividência ofensiva como também agressividade defensiva. Isto porque, pelo que as egípcias evidenciaram no duelo com o Interclube, há que jogar em conjunto.

O Costa do Sol tem, igualmente, a missão de anular o forte jogo exterior do Sporting Alexandria que tem em Cierra Janay Dillard (americana), Fatma Aly e Asrar Bakr as principais atiradoras. Há que ter atenção, outrossim, ao jogo interior das egípcias que têm atletas que jogam muito bem de costas para o cesto.

A equipa moçambicana vai disputar a sua primeira final, certo, mas há um leque de atletas que já actuaram em jogos decisivos quer ao nível de clubes quer ao nível de selecções.

A título de exemplo, Ingvild “Inga” Mucauro vai disputar a sua sexta final na competição depois das aparições em 2012 (Liga Desportiva), 2016, 2017, 2018 e 2019 (Ferroviário de Maputo).
Há ainda Eleutéria “Formiga” Lhavanguane, extremo que tem feito a posição 1, que jogou a final de 2018 pelo Ferroviário de Maputo.

Amélia Massingue, com pouco tempo de jogo, é também das jogadoras com várias finais disputadas: 2016, 2017, 2018 e 2019 (Ferroviário de Maputo). Elisabeth Pereira, extremo e capita do Costa do Sol, disputou as finais de 2016 e 2017 com as cores do Ferroviário de Maputo.

MABÊ PROCURA SEGUNDO TÍTULO

Leonel “Mabê” Manhique procura, esta noite, conquistar o seu segundo título de campeão africano de clubes. A primeira vez que ergueu o troféu foi em 2018, na qualidade de “coach” do Ferroviário de Maputo, conjunto que derrotou na final o Interclube por 59-56. A sua caminhada em África, porém, começou em 2015 quando levou o Ferroviário de Maputo à conquista da medalha de bronze. A vitória das “locomotivas” sobre o First Bank da Nigéria (71-54) valeu o terceiro lugar na prova continental de clubes.

Em 2016, ainda sob o comando de Leonel “Mabê” Manhique, o Ferroviário de Maputo foi vice-campeão africano de clubes, tendo perdido na final com o Interclube por 67-49.
No seguinte, em Angola, sob comando de Iñaki Garcia, Carlos “Bitcho” Niquice e Leonel “Mabê” Manhique, o Ferroviário de Maputo voltou a falhar à conquista da Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol em seniores femininos ao perder na final com o 1º Agosto por 65-51.

Marrocos procura, hoje, assegurar a presença inédita na final do Campeonato do Mundo quando defrontar a França, às 21h00. Actual campeã mundial contra a equipa sensação da prova. É um verdadeiro encontro de Davi e Golias.

Marrocos é a primeira selecção africana a chegar às meias-finais do Mundial, um feito celebrado com festa rija naquele país da África do Norte e não só.

Apesar de apresentar um conjunto experiente com vários jogadores de destaque, como Hakim Ziyech, do Chelsea, e Achraf Hakimi, do Paris St-Germain, os marroquinos superaram, diga-se, as expectativas ao vencerem Portugal nas meias-finais. É uma selecção com grande valor, em que os nomes pouco importam.

Mas há mais que se diga sobre esta selecção do Marrocos. Os “Leões do Atlas” lideraram um grupo constituído por formações fortes como a Croácia e Bélgica, antes de vencer a Espanha nos oitavos-de-final. O sucesso do Marrocos foi construído em torno de sua defesa consistente e implacável. Nenhum jogador adversário marcou contra o Marrocos até agora no Catar, tendo sofrido apenas uma vez contra o Canadá. De resto, o Marrocos foi e é uma das equipas mais apaixonadamente apoiadas durante o Mundial do Catar 2022.

Walid Regragui, de 47 anos, é o comandante dos “Leões do Atlas”. É o novo herói nacional do Marrocos e do continente africano: Walid Regragui nasceu em França, mas fez história pela selecção dos “Leões do Atlas”. Este caminho histórico começou no verão de 2022. A 31 de Agosto, Walid Regragui foi anunciado como o seleccionador de Marrocos, sucedendo a Vahid Halilhodzic. Regragui chegou ao comando da selecção marroquina como campeão africano de clubes, ao conquistar a Liga dos Campeões CAF pelo Wydad Casablanca.

Com a selecção marroquina já apurada para o Mundial (conseguiu apuramento através de “play-off” em Março deste ano), Walid afirmou que Marrocos não iria ao Catar fazer apenas três jogos e ir para casa. O grupo em “sorte” foi o F, com Croácia, Bélgica e Canadá. Num grupo onde tinha o vice-campeão do mundo e o 3º classificado do último Mundial (2018), Marrocos não era aposta dos mais otimistas para seguir em frente na prova. Mas é dentro de campo que se mostra quem é o favorito.

Logo no jogo de abertura, empate a zero frente à Croácia, vice-campeões do mundo, num jogo em que Marrocos teve falta de eficácia. Na segunda partida, resultado histórico. Frente à selecção terceira classificada no Mundial da Rússia, Marrocos meteu a Bélgica no “bolso” e venceu por 2-0, numa exibição que deixou o Catar de boca aberta.

Com a qualificação a um ponto de distância, Regragui assumiu que a selecção era candidata a seguir em frente e Marrocos venceu por 1-2 o Canadá, no único golo sofrido até agora pela selecção marroquina. Curiosidade: o golo sofrido foi um autogolo de Aguerd.

Primeiro lugar do grupo F e no emparelhamento com o 2º lugar do grupo E, vinha a poderosa Espanha. Mas a selecção espanhola, no desempate por grandes penalidades, não teve pés para ultrapassar Bounou.

Depois se seguiu Portugal e En-Nesyri resolveu fazer história e marcar o golo que apurou Marrocos para a meia-final. Em dois jogos, Marrocos eliminou a Península Ibérica.

Mas no caminho do Marrocos está outra das melhores selecções da Europa, a França. Os “Bleus” procuram fazer o que ninguém conseguiu desde o Brasil há 60 anos, em 1962, defender com sucesso o título de campeão mundial.

De facto, nos últimos anos, os conjuntos mais fortes têm sido colocados à prova. Itália, Espanha e Alemanha saíram mais cedo como campeãs nos últimos 12 anos, mas a França fintou essa maldição.

A França, apesar de todo o seu poder de fogo ofensivo, poderá ter ainda muitas dificuldades para superar a organização defensiva do Marrocos.

Para ultrapassar o Marrocos, a França conta com Kylian Mbappé, o melhor jogador do Mundial no momento, e Antoine Griezmann, avançado que tem sido o maior criador de oportunidades na prova.

Desde que disputou Euro 2020 sem marcar, Mbappé não fez partidas internacionais consecutivas sem anotar golos. O avançado do PSG marcou 16 golos em igual número de jogos.

Enquanto isso, Griezmann está a fazer assistências neste Mundial apresentando uma média de 2,83 por jogo. Há, outrossim, a destacar Giroud, avançado do AC Milan que está a atravessar um excelente momento de forma.

A vitória de sábado sobre a Inglaterra carrega consigo um registo: os franceses tornaram-se os primeiros campeões do Mundo desde o Brasil, em 1998, a chegar às meias-finais.

A Associação Desportiva de Vilankulo anunciou, ontem, na sua página da rede social “Facebook” que não vai renovar o contrato com Artur Comboio, técnico que assegurou a manutenção dos “hidrocarbonetos” no Moçambola.

Em comunicado, o clube refere que “A Direcção da Associação Desportiva de Vilankulo, na reunião mantida esta terça-feira, decidiu não prorrogar o vínculo contratual que era vigente até final de Dezembro com a actual equipa técnica liderada por Artur Comboio, Pedro Mamba e Rodrigo Gulube, treinadores principal, adjunto e de guarda-redes, respectivamente”, refere a nota. A Associação Desportiva de Vilankulo indica ainda que, oportunamente, irá pronunciar-se sobre a nova equipa técnica.

O jovem técnico Artur Comboio foi apresentado, a 22 de Julho, como treinador da Associação Desportiva de Vilankulo, em substituição de Eurico da Conceição, treinador que foi “corrido” por alegados maus resultados.

Comboio deixara o despromovido Incomáti de Xinavane na penúltima posição com apenas um ponto, para além de um saldo de um golo marcado e nove golos sofridos.

No final, a AD Vilankulo assegurou a manutenção no Moçambola ao terminar na 9ª posição com 26 pontos. Os “hidrocarbonetos” derrotaram, na ronda final da prova, o Matchedje de Mocuba por 3-2, terminando a prova com sete vitórias, dez derrotas e cinco empates.

Ferroviário de Maputo vai defrontar, na quinta-feira, o CNSS da República Democrática do Congo nos quartos-de-final da Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol em seniores femininos, enquanto o Costa do Sol vai bater-se com AS Ville Dakar do Senegal.

Num grupo do qual faziam parte quatro equipas, o campeão em título fez o pleno com três vitórias em igual número de jogos! Isto, de resto, a imitar a campanha feita na edição de 2019, no Cairo, Egipto, na qual se sagrou campeão sem sequer perder um jogo.

O que é certo é que a equipa de Nasir “Nelito” Salé fechou as contas do grupo com uma vitória apertada, hoje, diante do Sporting Alexandria por 79-70. Frente a um conjunto com peso e altura, o Ferroviário de Maputo procurou condicionar o seu adversário no interior, evitando, neste caso, que as bolas entrassem para as postes. As “locomotivas” até fugiram no resultado para 14 pontos, mas, depois, viram-se condicionadas com faltas das suas atletas que jogam no interior.

Mais, o Ferroviário de Maputo procurou, por outro lado, contestar os lançamentos exteriores das egípcias, que, diga-se, conseguiram ir buscar uma diferença de 14 pontos e reduziram para 1. Mas, a experiência do Ferroviário de Maputo no final foi determinante para o desfecho do jogo. Determinante foi também a acção de Stefânia “Papelão” Chiziane com 15 pontos, assim como da base americana Chelsey  Shumpert com um tiro exterior fatal com 1:30 minutos por se jogar, altura em que o marcador estava apertado: 74-70.

Na estreia na prova, o Ferroviário de Maputo venceu com facilidade o APR do Ruanda por 78-45. Depois, na segunda jornada, a 12 de Dezembro, as campeãs africanas em título derrotaram o AS Ville de Dakar por 62-53.

Assim, na qualidade de primeiro classificado, o Ferroviário de Maputo vai jogar com o CNSS da República Democrática do Congo.

COSTA DO SOL COM AS VILLE DAKARUma vitória  hoje diante do BBC Energie do Benin, por 67-63, em desafio da 4ª jornada do grupo “A” da Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol em seniores femininos, coloca o Costa do Sol na 2ª posição do grupo “A” com 9 pontos, menos um que o Interclube de Angola. Desta forma, o Costa do Sol vai disputar o acesso às meias-finais do Campeonato Africano de clubes diante do AS Ville Dakar do Senegal,  terceiro classificado do grupo “B”.

O Costa Sol, feitas as contas, somou quatro vitórias e uma derrota. As campeãs nacionais entraram com o pé direito com uma vitória diante do CNSS da Repúblcia Democrática do Congo, por 69-51.

Depois, na segunda jornada, no sábado, perderam diante do candidato ao título Interclube por 72-57. O Costa do Sol redimiu-se do desaire com uma vitória sobre o KPA do Quénia por 73-62.

Já na quarta jornada, o conjunto de Leonel “Mabê” Manhique venceu o BBC Energie do Benin por 67-63.

As senegalesas contabilizaram quatro pontos, nas contas finais, em resultado de duas derrotas e uma vitória. O adversário do Costa do Sol nos quartos-de-final da Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol estreou-se na prova na passada sexta-feira, 10 de Dezembro, com uma derrota diante do Sporting Alexandria do Egipto, por 66-50.

Depois, na segunda jornada, o AS Ville Dakar perdeu frente ao Ferroviário de Maputo por 62-53, num duelo em que a equipa moçambicana liderou em todos os quartos com os parciais de 17-12, 26-11, 19-11 e 11-8.

Veio a terceira  e última jornada, veio a única vitória na fase regular. Diante do APR do Ruanda, o AS Ville de Dakar venceu por 20 pontos: 57-37.

As senegalesas, com muita disponibilidade física, controlaram o primeiro, ao vencerem pelo parcial de 16-7, tendo depois liderado também no segundo com parcial de 15-10. Já no terceiro quarto, o APR do Ruanda liderou com um parcial de 12-10. No quarto quarto, houve registo de um parcial de 16-8 favorável às senegalesas.

ARTUR COMBOIO DEIXA AD VILANKULO

A Associação Desportiva de Vilankulo anunciou, hoje, na sua página da rede social “Facebook” que não vai renovar o contrato com Artur Comboio, técnico que assegurou a manutenção dos “hidrocarbonetos” no Moçambola.

Em comunicado, o clube refere que “A Direcção da Associação Desportiva de Vilankulo, na reunião mantida esta terça-feira, decidiu não prorrogar o vínculo contratual que era vigente até final de Dezembro com a actual equipa técnica liderada por Artur Comboio, Pedro Mamba e  Rodrigo Gulube, treinadores principal, adjunto e de guarda-redes, respectivamente”, refere a nota. A Associação Desportiva de Vilankulo indica ainda que, oportunamente, irá pronunciar-se sobre a nova equipa técnica.

O jovem técnico Artur Comboio foi apresentado, a 22 de Julho, como treinador da Associação Desportiva de Vilankulo, em substituição de Eurico da Conceição, treinador que foi “corrido” por alegados maus resultados.

Comboio deixara o despromovido Incomáti de Xinavane na  penúltima posição com apenas um ponto, para além de um saldo de um golo marcado e nove golos sofridos.

No final, a AD Vilankulo assegurou a manutenção no Moçambola ao terminar na 9ª posição com 26 pontos. Os “hidrocarbonetos” derrotaram, na ronda final da prova, o Matchedje de Mocuba por 3-2, terminando a prova com sete vitórias, dez derrotas e cinco empates.

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