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O País – A verdade como notícia

Argentina e Croácia defrontam-se, esta terça-feira, às 21 horas, na primeira meia-final do Campeonato do Mundo de futebol do Catar 2022. A outra meia-final entre Marrocos e França está agendada para esta quarta-feira.

Depois de ter afastado um gigante sul-americano, Brasil, a Croácia tem como objectivo chegar à sua segunda final consecutiva quando medir forças com Argentina no Lusail Iconic Stadium.

A proeza na decisão na marcação de grandes penalidades diante do Brasil colocou, uma vez mais, os croatas no centro das decisões no Mundial.

Se há um jogo para ser considerado de natureza caótica e imprevisível no Mundial de 2022, a partida dos quartos-de-final entre a Argentina e a Holanda seguiu o roteiro à risca.

Uma Argentina inspirada em Lionel Messi soube aguentar-se mesmo com a pressão no duelo das meias-finais. Mais uma disputa na marcação de grandes penalidades seria necessária para decidir o destino das duas equipas e, após um jogo de grande intensidade e impressionantes 17 cartões amarelos, a Argentina manteve a calma avançar para as meias-finais.

Os deuses do futebol, certamente, teriam conspirado para que se realizasse um jogo das meias-finais totalmente sul-americano entre Brasil e Argentina. Mas tal não vai acontecer porque os brasileiros foram mais cedo para casa, depois de perderem com a Croácia.

Os dados não mentem. A Argentina nunca foi eliminada do Mundial de futebol nos quartos-de-final e, segundo os registos, sempre avançou para a final todas as vezes em que chegou a esta fase.

A última vez em que os argentinos se qualificaram para a final foi em 2014, tendo depois perdido com a Alemanha.

Os avançados do conjunto orientado por  Lionel Scaloni chegam às meias-finais depois de terem marcado duas vezes em cada uma das últimas quatro partidas em todos os torneios. Os argentinos marcaram em cada uma das últimas 14 partidas. Mas atenção: defrontar uma equipa forte e coesa defensivamente como a Croácia é um desafio que Messi e companhia prepararam ao pormenor.

Após o regresso de Dominik Livakovic à sua terra natal, a primeira pergunta que o guarda-redes croata pode fazer será certamente sobre a localização da sua estátua, já que tem sido um herói nas grandes penalidades.

Isto porque, nos quartos-de-final, enquanto o Brasil lutava para encontrar um caminho através da defesa notoriamente obstinada da Croácia, Neymar encarregou-se de abrir o marcador aos 106 minutos. No entanto, o remate certeiro de Bruno Petkovic, aos 117 minutos, forçou a decisão do jogo na marcação de grandes penalidades.

A Croácia chegou de forma notável à final do Mundial de 2018 sem vencer nenhum dos jogos a eliminar no tempo regulamentar, e a história pode-se repetir para os croatas que estão invictos há 11 partidas antes do confronto com a Argentina.

A Croácia pode fazer história se conseguir avançar para a final, igualando o feito alcançado pela Itália, Holanda e Alemanha que chegaram às finais consecutivas.

Os croatas bem podem confiar no facto de nunca terem deixado de marcar em 10 jogos nas eliminatórias para o Mundial.

Em termos estatísticos, os dados indicam que Argentina e Croácia já se enfrentaram duas vezes na fase de grupos do Mundial, com os argentinos a vencerem por 1-0 em 1998. A Croácia vingou-se com uma vitória memorável vitória sobre a Argentina por 3-0 há quatro anos, na Rússia.

 

SOUTHGATE PONDERA SAÍDA E FEDERAÇÃO TEM TRÊS NOMES PARA A SUCESSÃO

Gareth Southgate está a ponderar abandonar a selecção inglesa. A eliminação da selecção dos “três leões” diante da França, nos quartos-de-final do Mundial do Catar, poderá catapultar o início de um novo ciclo, com o próprio treinador, 52 anos, a revelar até um assunto mal resolvido na relação com os adeptos da selecção inglesa. “Este último ano e meio foi muito duro para mim. O que se disse, o que se escreveu, a noite em Wolverhampton, há muitas coisas na minha cabeça neste momento”, disse o seleccionador inglês, referindo-se ao facto de ter sido assobiado e apupado num jogo com Itália, para a Liga das Nações, no estádio Molineux, dias após os ingleses, que acabariam por ser despromovidos à divisão B, terem sido humilhados (0-4) na Hungria. “Quero ter a certeza da decisão certa e não sei se tenho energia para continuar, porque não quero dizer que sim e, daqui ou quatro meses, afinal pensar que foi a decisão errada”, completou Southgate.

Southgate, com contrato até 2024, assumiu a selecção inglesa a 28 de Setembro de 2016 e levou Inglaterra às meias-finais do Mundial 2018, na Rússia, onde perdeu com Croácia. No Euro 2020, disputado no ano passado, Inglaterra chegou à final, em Wembley, mas seria vergada por Itália.

De acordo com o The Telegraph, a FA (federação inglesa) tem os nomes de Thomas Tuchel, Mauricio Pochettino e Brendan Rodgers no topo das preferências a Gareth Southgate. Todos eles têm passagem no futebol inglês – Tuchel pelo Chelsea e Pochettino por Southampton e Tottenham –, enquanto o norte-irlandês Brendan Rodgers é o actual treinador do Leicester.

Já com Interclube confirmado como vencedor do grupo “A” com oito pontos, o Costa do Sol procura chancelar a segundo lugar quando defrontar, hoje, às 18h00, no pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane, o BBC Energie do Benim.

O Costa do Sol chega ao derradeiro duelo da fase regular na qualidade de segundo classificado com 5 pontos, resultantes de duas vitórias e uma derrota.

O conjunto orientado por Leonel “Mabê” Manhique e Marvin Cossa estreou-se na prova com uma vitória, sexta-feira, sobre o CNSS da República Democrática do Congo por 69-51.

No segundo teste, as campeãs nacionais travaram argumentos com um seríssimo candidato à conquista da Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol: Interclube. Foram mais fortes as angolanas que venceram por 72-57.

O Costa do Sol controlou o primeiro quarto com um parcial de 26-16, mas caiu no segundo marcando 15 pontos contra 16 do Interclube. As “polícias” foram buscar o resultado e saíram a vencer no terceiro e quarto com parcial de 26-12. No derradeiro quarto, o Costa Sol esteve sem esclarecimento ofensivo, contabilizando apenas quatro pontos.

Domingo, as “canarinhas” regressaram às vitórias ao derrotar o KPA do Quénia por 73-62.

É um adversário que, em três jogos realizados, perdeu igual número. Na estreia na prova, a 10 de Dezembro, o BBC Energie perdeu com o CNSS da República Democrática do Congo, por 77-44.

As congolesas controlaram todos os quartos com os parciais de 23-15, 21-20, 19-10 e 9-14. Aku Afetse foi a melhor cestinha do BBC Energie com 21 pontos em 37:02 minutos na quadra, tendo sido secundada por Ramouziath Agbayiso com 19 em 34:34 minutos em campo.

No segundo jogo, nova derrota desta feita diante do Interclube por 83-49. No pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane, no dia 11 de Dezembro, houve muito Interclube para pouco BBC Energie. A formação do Rio Seco controlou todos os quartos com os seguintes parciais: 26-14, 23-13, 17-11 e 17-11. Deu para o espanhol Julian Martinez, “coach” do Interclube, fazer a rotação da equipa e dar mais minutos às atletas menos utilizadas. Aku Afetse e Ramouziath Agbayiso voltaram a destacar-se com 17 e 13 pontos, respectivamente.

Ontem, o adversário do Costa do Sol esta terça-feira averbou a terceira derrota. Diante do KPA do Quénia, conjunto que criara muitas dificuldades ao Costa do Sol, o BBC Energie não teve argumentos na quadra perdendo por 83-45.

Para não variar, Ramouziath Agbayiso liderou a sua equipa com 16 pontos em 36:08 minutos na quadra.

Ferroviário de Maputo venceu, ontem, o AS Ville Dakar do Senegal por 63-52, em jogo da 2ª jornada do grupo “B” da Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol em seniores femininos. Stefânia “Papelão” Chiziane foi a melhor cestinha das campeãs africanas com 13 pontos em 30:10 minutos na quadra. Esta foi a segunda vitória da equipa orientada pelo professor Nasir “Nelito” Salé.

Era expectável que, à semelhança do jogo de estreia diante do APR do Ruanda, Nasir “Nelito” Salé voltasse a ter a perspectiva de contabilizar mais minutos e/ou tempo de jogo às atletas, sobretudo, aos reforços que chegaram mesmo nas vésperas do “africano” de clubes. É, pois, neste sentido que optou por colocar o cinco inicial as americanas Chelsea Shumpert, a fazer a posição 1, e Caitlin Mikayla, no interior.

Diante de um adversário com altura e peso na zona interior, as bicampeãs africanas procuraram impor o seu ritmo de jogo. Ou seja, condicionar com uma defesa homem a homem o jogo interior interpretado em Fatoumata Traore e Fatoumata Diango.

Ainda que com alguma réplica do AS Ville, o conjunto orientado por Nasir “Nelito” Salé controlou o primeiro quarto, etapa em que liderou com um parcial de 17-12. No segundo quarto, Nelito manteve na quadra o mesmo cinco: Chelsea Shumpert, Anabela Cossa, Stefânia “Papelão” Chiziane, Odélia “Mafa” Mafanela e Caitlin Mikayla, esta última ainda em fase de entrosamento e com muitas situações para cestos fáceis desperdiçadas.

Individualmente, Stefânia “Papelão” Chiziane evidenciava-se com penetrações pelo corredor central. Ofensivamente, e quando girava mais a bola, havia solicitação do tiro exterior de Anabela Cossa, extremo que teve um registo de dois lançamentos longos concretizados em três tentados, uma média de 66,6% de aproveitamento.
Sempre que fizesse pressão sobre o portador da bola, com defesas 2 contra 1, o Ferroviário de Maputo provocava crise de raciocínio ao adversário. E, ofensivamente, a equipa fez a melhor pontuação no jogo com 26 pontos contra 11 do AS Ville.

No terceiro quarto, Nasir “Nelito” Salé fez a rotação da equipa, lançando Sílvia “Naná” Veloso para posição 1, e as extremos Ana Jaime e Rosa Cossa. O AS Ville forçou o Ferroviário de Maputo a cometer alguns erros defensivos e acreditou que pudesse ir buscar o resultado. Aliás, as senegalesas chegaram mesmo a reduzir para 10 pontos.

No quarto, o Ferroviário de Maputo fez a pior pontuação no jogo (oito pontos), mas nunca permitiu que as senegalesas se aproximassem do marcador. Stefânia “Papelão” Chiziane foi a melhor cestinha do jogo com 13 pontos em 30:10 minutos, tendo sido secundada por Anabela Cossa com 11.

No global, as “locomotivas” concretizaram 22 em 59 lançamentos de campo (37,3%) contra 19 em 52 (36,5%) das senegalesas. Nos tiros exteriores, as duas formações não conseguiram estar fortes, sendo que o Ferroviário de Maputo concretizou 2 em 14 tiros na zona dos 6, 75 metros (14,1%) contra 2 em 11 das senegalesas (18,2%).

 

FERROVIÁRIO E SPORTING ALEXANDRIA REEDITAM HOJE MEIAS-FINAIS DE 2019

Ferroviário de Maputo e Sporting Alexandria do Egipto reeditam, hoje, às 13h00, no pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane, as meias-finais da edição 2019 da Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol em seniores femininos.

É um duelo entre as duas equipas mais fortes do grupo “B” da competição, não estivéssemos, aliás, em presença do campeão africano de clubes em título e o quarto classificado da última edição da prova.

Há três anos, para ser mais preciso, a 13 de Dezembro de 2019, o Ferroviário de Maputo derrotou o Sporting Alexandria por 16 pontos: 86-70.

As campeãs africanas entraram com muita força, condicionaram as egípcias e saíram do primeiro quarto a vencer pelo parcial de 35-14.

No segundo quarto, o conjunto então orientado por Carlos Ibrahimo Aik baixou a sua pontuação, tendo feito apenas 14 pontos contra dez da equipa da casa.

No terceiro quarto, equilibradíssimo, o Ferroviário de Maputo voltou a mostrar clarividência ofensiva na quadra do Cairo Indoor Stadium, tendo terminado esta etapa a vencer pelo parcial de 24-23. O quarto e decisivo quarto foi controlado pelo Sporting Alexandria, que venceu por um parcial de 23-13. A poste congolesa Pauline Akonga destacou-se com 18 pontos e 7 ressaltos, dos quais seis ofensivos e um defensivo em 25:55 minutos na quadra.

A poste congolesa foi secundada por Ingvild Mucauro, que contabilizou 17 pontos, dois ressaltos defensivos e cinco assistências em 20:58 minutos na quadra.

Neste duelo, as duas equipas apresentaram-se equilibradas em termos de percentagem nos lançamentos de campo com o Ferroviário de Maputo a concretizar 34 em 74 (média de 45,5 % de aproveitamento) e o Sporting Alexandria a apresentar-se, no fim, com 25 em 52 (42,3%).

Ao nível do tiro exterior, tanto o Ferroviário de Maputo quanto o Sporting não tiveram bons “targets”, até porque as “locomotivas” concretizaram 10 tiros exteriores em 28 tentados (35,7%) e as egípcias a situarem-se nos 6 em 17 (35,3%).

Na linha de lances livres, o Ferroviário de Maputo teve melhor aproveitamento com 8 em 9 (88,6%) contra 20 em 69 (88,3%) do Sporting Alexandria. Na luta das tabelas, houve igualmente equilíbrio com o Ferroviário de Maputo a colectar 35 ressaltos (21 defensivos e 24 ofensivos) enquanto o Sporting Alexandria arrancou 36 ressaltos (25 defensivos e 11 ofensivos).

Inácio Soares não vai continuar no comando técnico da Black Bulls, vice-campeã nacional. Soares falhou a conquista do Moçambola 2022 e da Taça de Moçambique.

Fim da estação. Chegou ao fim a ligação entre Inácio Soares e a Associação Black Bulls, clube que o contratara em 2017 para desempenhar as funções de adjunto de Hélder Duarte, além de técnico dos juvenis e juniores. Nesta função, Inácio Soares foi campeão nacional pela Black Bulls em 2021 com 58 pontos, mais três que o Ferroviário da Beira.

Soares assumiu, depois, o cargo de treinador principal, após a saída de Duarte para Portugal, tendo falhado a revalidação do título de campeão nacional. A Black Bulls até iniciou mal a prova, mas conseguiu, depois, recuperar-se de uma desvantagem de sete pontos em relação à campeã União Desportiva do Songo, fechando a prova com 50.
Feitas as contas, a Associação Black Bulls teve um saldo de 15 vitórias, três derrotas e quatro empates. O saldo dos “touros” foi de 44 golos marcados e 18 sofridos.

Sob as ordens de Inácio Soares, a Black Bulls foi igualmente afastada da Taça de Moçambique pela Associação Desportiva de Vilankulo nos quartos-de-final da prova. Os “touros” perderam no Alto Macassa por 5-3, resultado encontrado na transformação de grandes penalidades após o nulo no tempo regulamentar.

Mas não foi apenas ao nível interno que os “touros” fracassaram. A Associação Black Bulls falhou o acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões Africanos após perder diante do Petro de Luanda, por 1-2, em jogo da segunda mão da primeira eliminatória.
Os campeões nacionais ficaram pelo caminho com o agregado de 5-1 no conjunto das duas mãos, depois de terem sido goleados no Estádio Nacional do Zimpeto, por 3-0.

Sabe-se que Nelson Santos também está de saída do Ferroviário de Nampula, mesmo depois de ter levado os “axinenes” ao terceiro lugar com 40 pontos. Santos não renovou o seu contrato com esta colectividade, sendo que o seu futuro é incerto.
Ainda no que diz respeito a treinadores portugueses no Moçambola, fala-se de Horácio Gonçalves estar muito próximo de regressar ao Costa do Sol, clube no qual foi campeão nacional em 2019. Os “canarinhos” rescindiram amigavelmente o contrato com Artur José Semedo depois de este ter acusado algumas pessoas ligadas ao clube de sabotarem o seu trabalho.

 

TETE RENDE HOMENAGEM AOS VENCEDORES DO MOÇAMBOLA


Depois de, no passado dia 4 de Dezembro, ter conquistado o título de campeão nacional de futebol, a União Desportiva do Songo (UDS) foi, no domingo, recebida em festa em Tete. Centenas de pessoas juntaram-se para saudar os jogadores, treinadores e dirigentes da colectividade pela conquista do seu terceiro título na história do clube no Moçambola.

A delegação teve uma recepção calorosa com os adeptos a manifestarem a sua satisfação por mais um momento de alegria proporcionado pela União Desportiva do Songo. O pavilhão polivalente de Tete foi, aliás, pequeno demais para acolher a moldura humana que não quis perder a oportunidade de saudar os campeões nacionais de futebol. Os adeptos e sócios do clube entoavam cânticos em gesto de saudação à equipa.

O Governador de Tete, Domingos Viola, disse, na ocasião, que a conquista do título constitui orgulho para a província. Viola acrescentou ainda que a conquista do Moçambola 2022 reflecte o trabalho desenvolvido entre os clubes e o governo local.
Domingos Viola encorajou ainda a direcção da União Desportiva do Songo a continuar a trabalhar para melhor prestação na próxima edição da Liga dos Campeões Africanos.

O presidente da União Desportiva do Songo, Francisco Xavier, referiu, na sua intervenção, que a conquista de título de campeão nacional foi fruto de muito trabalho. Francisco Xavier felicitou, por outro lado, os jogadores e a equipa técnica pelo feito alcançado.

A recepção dos campões nacionais de futebol edição 2022 culminou com uma caravana pelas artérias da cidade para apresentação do troféu.
Os “hidroeléctricos” conquistaram o Moçambola com 50 pontos, mais um que a Black Bulls. O conjunto orientado pelo sérvio Srdjan Zivojnov venceu 15 jogos, perdeu dois e empatou cinco. O seu saldo foi de 34 golos marcados e nove sofridos.

MATCHEDJE E FERROVIÁRIO DE QUELIMANE NO MOÇAMBOLA

Matchedje e Ferroviário de Quelimane confirmaram, domingo, o apuramento para o Moçambola 2023. O Matchedje, orientado por Manuel Casimiro, carimbou o passaporte para a próxima edição do Campeonato Nacional de futebol após vencer o Clube de

Chibuto por 2-1, em jogo da segunda mão da final da “poule” de apuramento ao Moçambola ao nível da zona Sul.
Macamito foi o homem do jogo ao marcar os dois golos do Matchedje. Pedó ainda empatou para o Clube de Chibuto (1-1) aos 17’, na transformação de uma grande penalidade.

Os militares e “guerreiros” haviam empatado a uma bola no duelo da primeira “mão”. Os “militares” regressam, nove anos depois, à final flor do futebol moçambicano. Em Quelimane, num jogo polémico, o Ferroviário local goleou o Chingale de Tete por 4-0. Os “locomotivas” de Quelimane haviam perdido, no jogo da 1ª mão, por 2-0 e fizeram a remontada em casa.
Assim sendo, Matchedje de Maputo (Sul), Ferroviário de Quelimane (Centro) e Baía de Pemba (Norte) vão ocupar as vagas deixadas pelos despromovidos Incomáti de Xinavane, Matchedje de Mocuba e Liga Desportiva de Maputo.

O Ferroviário de Maputo sagrou-se vencedor da Taça de Moçambique, ao derrotar o seu homónimo da Beira por uma bola sem resposta. O único golo da partida foi apontado por Jeitoso.

A história da conquista da Taça de Moçambique pelo Ferroviário de Maputo poderia começar de uma outra maneira, sobretudo pelas incidências do jogo. Mas é preciso inverter a pirâmide dos acontecimentos, buscando elementos que reforcem o momento.

Apresentado no dia 2 de Novembro como novo treinador dos “locomotivas” da capital, em substituição do belga Jean Losciuto, João Chissano assumia uma equipa descaracterizada e já sem possibilidade para conquistar o Moçambola.

Ciente disso, falando na apresentação do novo “maquinista”, o presidente do Ferroviário de Maputo, Teodomiro Ângelo, lançou um repto para Chissano, que passava pela conquista da Taça de Moçambique, tal como disse, como forma de salvar a época.

João Chissano assumiu o desafio e, na tarde de ontem, cumpriu o desiderato do clube, conquistando a segunda maior prova futebolística nacional.
Voltando ao jogo.

As duas equipas desceram para o relvado do Estádio Nacional do Zimpeto com praticamente um desejo comum: a necessidade de vencer o jogo e, por isso mesmo, terminar a época em grande, depois de uma imagem pálida no Moçambola.

Apesar da vontade das duas equipas, foi o Ferroviário de Maputo que mostrou sinais de vitalidade, sobretudo na forma como abordava o jogo, obrigando o seu adversário a missões defensivas.

Fruto dessa entrada avassaladora, os “locomotivas” da capital chegaram ao golo, através de Jeitoso que surgiu na grande área aproveitar-se de uma sobra para rematar para o fundo das malhas. Um golo, diga-se, que premiava a boa exibição do Ferroviário de Maputo.

O Ferroviário da Beira viu-se obrigado a mudar o seu estilo de jogo, tendo em vista chegar ao golo de empate e relançar a partida, algo que, no entanto, não veio a acontecer. Os treinados de João Chissano poderiam ter dilatado o marcador ainda na primeira parte, todavia os seus atacantes, mormente o Maxwell, foram perdulários.

A primeira metade da partida terminou com o Ferroviário de Maputo em vantagem, fruto, como já o dissemos, do golo de Jeitoso.

CORRER ATÉ O ÚLTIMO MINUTO

A segunda parte foi uma espécie de papel químico da primeira, tendo em conta que o Ferroviário de Maputo voltou a entrar melhor. Ainda assim, foram os “locomotivas” do Chiveve que criaram a primeira oportunidade de golo. Em posição privilegiada, Leonel consegue espaço para rematar, valendo a atenção de Franque.

A resposta do Ferroviário de Maputo só veio aos 61 minutos, por intermédio de Maxwell, que, de cabeça, obrigou César Machava a uma defesa de recurso. O jogo baixou de intensidade, ainda que o Ferroviário da Beira corresse mais, visto que estava em desvantagem.

Essa postura obrigou os “locomotivas” da capital a redimensionarem o seu jogo, passando a apostar em ataques mais pausados. Os dois treinadores começaram a mexer nas suas equipas.
Se, por um lado, Wedson Nyerenda introduzia elemento do ataque com o objectivo de chegar ao golo de empate, por outro João Chissano apostava em unidades mais defensivas, até porque o resultado lhe era favorável.

Aos 80 minutos, Yude, um dos jogadores lançados na segunda parte, surge em posição privilegiada, mas não teve a calma necessária para bater César Machava.

O Ferroviário da Beira jogava o tudo ou nada, lançando todas as bolas para a defensiva do adversário. Porém, não conseguia chegar ao tão almejado golo, em parte, pela forma organizada com que o Ferroviário de Maputo se defendia.

O jogo viria a terminar com a vitória dos treinados de João Chissano, conquistando a sexta Taça de Moçambique e com o direito de representar o país na Taça Nelson Mandela. A última vez que o Ferroviário de Maputo havia vencido esta competição foi em 2011, tendo, na final, derrotado o Chingale de Tete, por 3-0.

“MERECÍAMOS GANHAR”

O treinador-adjunto do Ferroviário de Maputo, Carlos Baúte, diz que a sua equipa merecia ganhar a Taça de Moçambique, justificando pelo facto de, segundo ele, os jogadores se terem esforçado bastante na partida da final.

“Esta conquista é muito saborosa para nós, pois conseguimos fechar a época em grande. Estamos todos de parabéns por isso. Agora vamos desfrutar o momento”, disse Baúte. Autor do único golo, Jeitoso considera que o Ferroviário de Maputo foi impecável, na medida em que lutou até ao último minuto.

“Estou feliz por ter contribuído com o meu golo para a conquista da Taça [de Moçambique]. Mas o mérito não é só meu, pois somos um conjunto. Todos deram um pouco de si para que ganhássemos o jogo”, explica Jeitoso, que, por sinal, é o jogador mais antigo do plantel.

Por seu turno, o presidente da Liga Moçambicana de Futebol, Ananias Coana, considera que foi uma final muito bem disputada, pois as duas equipas apresentaram um bom futebol.
“Mas, em futebol, sempre tem de haver um vencedor. Parabéns ao Ferroviário de Maputo pela conquista, mas também ao da Beira que soube honrar a final”, felicitou o presidente da LMF.

Carlos Ibrahimo Aik, um nome a reter, um nome que ficará para sempre ligado à história de glórias e superação do basquetebol do Ferroviário de Maputo, bicampeão africano de clubes. Aik deu sustento a um projecto que não só visava dominar o basquetebol internamente, como também evidenciar-se em África com títulos ao nível da Taça dos Clubes Campeões Africanos.

Em 2006, em Libreville, Gabão, levou às “locomotivas” a sua primeira final nesta competição, tendo, numa final emotiva e decidida no prolongamento, perdido diante do 1º de Agosto por 86-74. No ano seguinte, o Ferroviário de Maputo manteve-se no pódio ao ocupar a 3ª posição após vitória o ISPU por 63-56. Seguiram-se outras participações, sempre com as suas contribuições e ainda que longe do papel de “coach”, que culminaram com a conquista de dois títulos: 2018, em Maputo, e 2019, no Cairo, Egipto. Este ano, e após um interregno de dois anos devido à pandemia da COVID-19, a Taça dos Clubes Campeões Africanos retomou com a capital do país a ser uma vez mais eleita para sediar a prova.

O “O País” ouviu, por isso, Carlos Ibrahimo Aik a propósito da prestação do Ferroviário de Maputo e do que pode definir o campeão. “Sim, a maior curiosidade estava em querermos ver os reforços e como é que eles poderiam integrar-se. Portanto, o próprio adversário não ofereceu grande resistência. É verdade que, nos dois primeiros períodos, o Ferroviário podia ter feito um jogo diferente. Acabou por complicar um bocadinho, acabou por correr mais do necessário”, analisou o “coach” o jogo entre o Ferroviário de Maputo e APR do Ruanda.

Depois desta prestação, o que se pode dizer em relação àquilo que o Ferroviário de Maputo pode fazer nesta prova em termos de andamento competitivo? Questionámos ao “coach”. Realista, mas nem por isso fatalista, Carlos Aik deixou bem claro que ainda é muito cedo para tirar grandes ilações.

“Não é ainda altura de se fazer uma análise que possa ser bem-feita. Estamos no início da prova. O adversário não ofereceu resistência e é das equipas mais fracas do campeonato. Mas, se olharmos para aquilo que é a prestação da equipa do Ferroviário de Maputo, julgo que pode render mais do que aquilo que rendeu. Não apenas porque o adversário era fraco. O Ferroviário de Maputo teve algumas peças que não estiveram no seu melhor. Deu para entender a intenção do treinador em querer rodar a equipa e não cansar a mesma logo no primeiro jogo, porque ainda há muito mais partidas pela frente. Houve também preocupação de querer pôr os reforços em contacto directo com as restantes colegas”, observou.

Reza a história que, muitas vezes, as equipas vão crescendo com os jogos neste tipo de competição e, na óptica de Aik, com o Ferroviário de Maputo, não será diferente. “De qualquer das formas, ainda não se conseguiu ter um conjunto como deve ser. Eu acho que, ao longo da própria competição, o Ferroviário vai conseguir fazer exibições bem melhores do que está e estar muito próximo da perfeição.”

Contrariamente à última edição da prova, na qual optou por duas atletas africanas (Sara Ogoke e Pauline Akonga), desta vez o quase centenário clube foi buscar as basquetebolistas americanas Chelsey Shumpert, que joga na posição 1, e Catlin Jenkins, que faz a posição 4-5 (poste). São atletas que se estrearam na passada sexta-feira, daí que quisemos perceber de Carlos Aik o que estas podem oferecer ao CFvM.

“Estas atletas só mais para frente, ou seja, ao longo da competição é que vão ganhar entrosamento com o resto das colegas. Portanto, neste momento, aquilo que se recomenda é em função daquilo que são as posições onde elas possam jogar e onde se possa maximizar o seu rendimento, é que o treinador as coloque em contacto com as diferentes atletas”, frisou.

Numa prova curta, refere Aik, há que maximizar o potencial das atletas mais talhadas e colocá-las a um grande nível exibicional para que façam a diferença na quadra.

“Não tenhamos ilusões. O plantel pode ter 12 atletas, mas não há 12 atletas que estão prontas para jogar neste momento. Vamos dar prioridade àquelas que realmente vão jogar entre 9/10 no máximo. Estas que estejam em permanente contacto com os reforços para poderem conhecer-se minimamente e aproveitar um pouco os treinos para criar situações em que alguns ajustes que se possam fazer no plantel tirar mais proveito das características das atletas que vieram agora. Esta equipa está moldada não para estas atletas, mas para aquelas que já existem. É preciso ver se estas se encaixam naquilo que idealizamos ou não. Se não se encaixarem, é preciso fazer ajustes mais pontuais e cirúrgicos porque, se formos mudar tudo, acabamos por perder o conjunto”.

E o Interclube, vice-campeão africano, e o Costa do Sol, o que podem fazer na prova?

“Se nós olharmos para os clubes que estão nesta competição, à partida, podemos dizer que o Ferroviário de Maputo e o Interclube são, nos últimos anos, os crónicos finalistas. Logo à partida, estes são os principais candidatos. Mas também temos o Costa do Sol, actual campeão nacional. Ora, se o Costa do Sol é o campeão nacional e ganha o candidato, é apenas teoricamente, também é um candidato. O Costa do Sol está a jogar em casa com todo o conforto que isto pode representar para quem joga em casa. Depois, temos a equipa do Egipto que é extremamente forte como se viu na última edição. Nesta altura, o que podemos dizer? Podemos dizer que temos quatro candidatos que são as duas equipas moçambicanas, a do Egipto e Angola. Julgo que estas equipas são as mais fortes”.

O Costa do Sol venceu, hoje, o Kenia Porth Authority (KPA) do Quénia por 73-62, em jogo da 2.ª jornada do grupo “A” da Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol em seniores femininos. Esta foi a segunda vitória do conjunto orientado por Leonel “Mabê” Manhique na prova.

Ingivild “Inga” Mucauro puxou dos galões de detentora do estatuto de jogadora mais valiosa (MVP) da Taça dos Clubes Campeões Africanos para arrancar, hoje, um duplo-duplo (22 pontos e 12 ressaltos) em 37:01 minutos na quadra. Ingivild Mucauro concretizou 10 em 15 lançamentos de campo (66,7%) e 2 em 3 tiros exteriores (66.7%).

Mucauro foi secundada por Eleutéria “Formiga” Lhavanguane que esteve perto de alcançar um duplo-duplo com 12 pontos e sete assistências em 40:00 minutos na quadra. Formiga foi totalista num jogo em que teve que fazer a posição 1, transportando a bola e organizando os ataques da equipa “canarinha”. Do lado do KPA, brilhou  Ifunaya Okoro com 19 pontos em 40:00 minutos na quadra.

Num jogo de elevado grau de dificuldades para o Costa do Sol, que foi condicionado, a equipa moçambicana liderou no primeiro quarto com um parcial de 22-21.

No segundo quarto, sem muita clarividência ofensiva, as campeãs nacionais baixaram a sua pontuação, mas ainda assim saíram a liderar com um parcial de 18-12.

Equilibrado, o terceiro quarto continuou a revelar uma formação do KPA do Quénia combativa a defender, explorando contra-ataques e com eficiência no jogo interior. Apertado, o marcador indicava 18-17 no final desta etapa com vantagem para o Costa do Sol.

O quarto foi o menos produtivo em termos de pontuação, sendo que as duas formações cometeram muitos erros. Com a diferença de três pontos no marcador, foi Iliana Ventura a resolver com uma “bomba”, que praticamente deu alguma tranquilidade à equipa num momento de grande pressão do KPA do Quénia.

Em termos globais, o Costa do Sol concretizou 31 em 72 lançamentos de campo (43,1% de aproveitamento) contra 27 em 65 do KPA (41,5%). Na zona dos 6, 75 metros, as bicampeãs nacionais de basquetebol tiveram um registo de nove lançamentos certeiros em 27 tentados (33.3%), enquanto as quenianas apresentaram igualmente uma fraca média de 21,4% (três lançamentos concretizados em 14 tentados).

Na linha de lances livres, esteve melhor o KPA do Quénia com cinco em 10 lançamentos concretizados, perfazendo uma média de 50% de aproveitamento contra 28% do Costa do Sol, conjunto que teve dois lançamentos livres certeiros em sete tentados. Na luta das tabelas, foi mais forte o Costa do Sol com 46 ressaltos, dos quais 27 defensivos e 19 ofensivos, enquanto o KPA colectou 37 sendo 12 ofensivos e 25 defensivos.

A equipa moçambicana marcou 24 pontos em situações de perdas de bola contra 19 das quenianas. Mais, a formação de Leonel “Mabê” Manhique concretizou 16 pontos nas segundas bolas, enquanto o KPA do Quénia marcou oito. Na área restritiva, as duas equipas marcaram 40 pontos. O Costa do Sol vai observar um descanso de dois dias, voltando a jogar na próxima terça-feira, às 18h00, diante do Energie BBC.

Ferroviários de Maputo e da Beira defrontam-se, domingo, às 15h00, no Estádio Nacional do Zimpeto (ENZ), na final da Taça de Moçambique edição 2022. É a reedição da final de 2014, ganha pelo Ferroviário da Beira por 1-0.

Jogo para salvar a época. Não há, e os números são disso prova, outro adjectivo para qualificar o duelo entre os Ferroviários de Maputo e da Beira.

São, de resto, duas equipas assumidamente candidatas ao título, mas cujos resultados ao longo da maratona de 22 jornadas do Moçambola 2022 foram desmentindo esse estatuto.

E é por isso que, no relvado do Estádio Nacional do Zimpeto (ENZ), os dois conjuntos terão que vestir o fato-macaco e deixar a pele em campo na luta pela vitória. Vitória, essa, para fazer as pazes com os seus adeptos, sedentos de bons resultados!

O Ferroviário de Maputo chegou à final depois de ter vencido, quarta-feira, a União Desportiva do Songo por 1-0 com tento solitário de Maxwell.

O conjunto agora orientado por João Chissano (substituiu Jean Loscuito) entrou em cena na última eliminatória da Taça de Moçambique, fase da Cidade de Maputo, despachando o Vulcano com vitória por 4-1.

Mário esteve em destaque com um “bis”, enquanto os outros golos foram apontados por Tununo e Nelson Manuel. Na fase regional, o Ferroviário de Maputo recorreu a serviços mínimos para vencer o Chibuto por 1-0.  Nos quartos-de-final, calhou o Costa do Sol num jogo em que os “locomotivas” desbloquearam com golos de Mário, aos 13’, e Pauluana, aos 79’.

Os “locomotivas” da capital piscam o olho ao sexto troféu na prova, depois de terem conquistado a Taça de Moçambique em 1984, 1989, 2004, 2009 e 2011.

Naquele que foi o seu primeiro título, o Ferroviário de Maputo venceu o Palmeiras da Beira por 4-2, numa final disputada em 1984.

Há, neste percurso, finais nas quais o Ferroviário de Maputo perdeu. Em 1982, os “locomotivas” perderam com o Maxaquene por 1-0, mesmo resultado registado quatro anos depois na final com os “tricolores”.  Corria o ano de 2003, o Ferroviário de Maputo perdeu na final com o seu homónimo de Nampula, por 5-4, resultado encontrado na transformação de grandes penalidades. Já em 2014, nova derrota na final desta feita diante do Ferroviário da Beira por 1-0.

Na final de  2019, os “locomotivas” da capital caíram aos pés da União Desportiva do Songo com derrota por 2-0.

O Ferroviário de Maputo teve que esperar mais cinco anos para voltar a conquistar a Taça de Moçambique, tendo vencido com categoria o Palmeiras da Beira por 5-1.  Finalmente, em 2011, o Ferroviário de Maputo goleou o Chingale de Tete por 3-0. Em 2009, no clássico do futebol moçambicano, o Ferroviário de Maputo venceu o Costa do Sol por 2-0.
Cinco anos depois, ou seja, em 1989, a equipa verde-e-branca derrotou na final o Desportivo Maputo por 2-0. Já o Ferroviário da Beira deixou para trás, nas meias-finais, a Associação Desportiva de Vilankulo com vitória por 3-1.  Num jogo em que passearam a classe, os “locomotivas” do Chiveve golearam o Sumeia FC de Mocuba, por 3-0, com “bis” de Pepo (marcou aos 52’ e 86’) e um tento de Nelo.

Antes, na fase regional, a equipa comandada por Wedson Nyirenda bateu o FC Bagamoio de Moatize por 2-0. Na primeira eliminatória da Taça de Moçambique, o Ferroviário da Beira goleou a União Desportiva de Inhaminga, por 8-0. Já na segunda eliminatória, os “locomotivas” do Chiveve golearam a Liga Desportiva de Sofala, por 7-1. O Ferroviário da Beira procura conquistar o seu quarto troféu depois das finais ganhas em 2005, 2013 e 2014.  No primeiro ano em que levantou o troféu, o Ferroviário da Beira derrotou o Costa do Sol na final por 1-0. Oito anos depois, os “locomotivas” do Chiveve bateram o Chibuto FC por 2-0. No ano seguinte, o Ferroviário da Beira bateu o seu homónimo de Maputo por 1-0.

Arranca, amanhã, no pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane, a Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol em seniores femininos. Na prova, vão desfilar alguns dos destaques do basquetebol continental, sendo de destacar, neste artigo, Odélia Eusébio Mafanela pelos cinco títulos conquistados na prova. É a basquetebolista moçambicana com mais troféus no “africano” de clubes.

Conquistar cinco títulos africanos de clubes nem uma miragem era para Odélia Eusébio Mafanela quando, há uma década, desembarcou em Maputo, ida da Beira. A vontade férrea de triunfar no desporto de acertar com uma bola no cesto, no entanto, sempre esteve patente na estóica atleta. Falhou, por pouco, no dia 9 de Dezembro de 2006, e estamos a falar de outra prova, a conquista do Campeonato Africano de Basquetebol da categoria sub-20. Moçambique perdeu na final com o Mali de Hamechetou Maiga, por 47-49. O que era dela estava guardado. O frémito de emoção de se sagrar campeã africana estava por vir. 28 de Outubro de 2007.  Descontinuado Pavilhão do Maxaquene. Final da Taça dos Clubes Africanos de Basquetebol em seniores femininos. Desportivo Maputo vs Interclube. Nasir “Nelito” Salé vs Aníbal Morreira. Gigante, Salimata Diatta (MVP da prova) liderou o Desportivo Maputo ao primeiro de dois “anéis” no basquetebol africano com vitória sobre o D’Agosto por 64-47. Era o primeiro de cinco títulos de Odélia Eusébio Mafanela na prova. Para tanto júbilo, pesou também a contribuição do seguinte naipe de atletas: Anabela Adriano Cossa, Anta Sy (excelente defensora senegalesa), Cátia Halar, Diara Dessai, Nádia Navessa Rodrigues, Valerdina  “Dina” Manhonga. O conjunto de Nelito  contava também com as pouco utilizadas Crichúlia Monjane, Josefina Jafar, Luísa Nhate e Sílvia Neves.

Um ano e um mês depois, ou seja, a 29 de Novembro de 2008, Nairobi, Quénia, voltou a testemunhar a consagração do Desportivo Maputo como campeão africano de clubes. E Odélia Eusébio Mafanela, pois claro, fez parte do “12” escolhido por Nasir “Salé” para uma empreitada na qual as “alvi-negras”, para não variar, travaram o D’Agosto de Angola com vitória por sete pontos: 70-63. Com um duplo-duplo (27 pontos e 15 ressaltos), a poste americana Yolanda Jones esteve em evidência na final disputada no Nyayo National Stadium Gymnasium. Sempre com requintes de craque, Deolinda Carmem Ngulela espalhou o perfume do seu basquetebol sendo considerada jogadora mais valiosa (MVP) da prova.

À época, Nasir “Nelito” Salé tinha uma equipa constituída por Anabela Adriano Cossa, Diarra Dessai, Yolanda Jones, Deolinda Ngulela, Sokhna Sy (senegalesa), Tânia Wachene, Aleia Rachide, Leia “Tanucha” Dongue, Filomena Chefe Micato e Cátia Halar.
Em 2009, Odélia Eusébio Mafanela e o Desportivo Maputo bem tentaram a conquista do “tri”, mas esbarraram no terceiro lugar após vitória sobre o D’Agosto, por 57-50. Nas meias-finais, o Desportivo Maputo caiu aos pés do Abidjan BC, com quem perdeu por 60-49.

No ano seguinte, em Bizerte, na Tunísia, Odélia Eusébio Mafanela e o Desportivo Maputo consolaram-se com o segundo lugar, depois da derrota na final com o D’Agosto por 77-63.

Moçambique, curiosamente, não se fez representar na prova disputada em 2011, em Lagos, na Nigéria.

Mas o país voltou em grande, em 2012, em Abidjan, na Costa do Marfim. Imitando a Académica, que conquistara o título de campeã africana em 2000, em Abidjan, Costa do Marfim, a extinta Liga Desportiva de Maputo campeou com vitória sobre o Interclube de Angola, por 53-43.

Destaque, na equipa da Liga Desportiva de Maputo, para Clarisse Eulália Machanguana, única atleta moçambicana que já evoluiu na WNBA. Machanguana chegou, viu e venceu não só a prova como também o título individual de jogadora mais valiosa (MVP). O Desportivo Maputo contou ainda com Anabela Cossa, Aya Traore, Cátia Halar, Clarisse Machanguana, Deolinda Ngulela, Filomena Chefe Micato, Ingvild “Inga” Mucauro, Jazz Covington, Leia “Tanucha” Dongue, Odélia Eusébio Mafanela, Rute Muianga, Valerdina “Dina” Manhonga.

Uma vez mais, Moçambique voltou a não disputar o campeonato africano de clubes em 2013, em Meknes, Moroccos, e 2014, em Sfax, na Tunísia.

Em 2015, Odélia Eusébio Mafanela voltou a disputar a prova ao serviço do Ferroviário de Maputo e ficou em 3º lugar em Luanda, Angola. No jogo de atribuição do 3º lugar, as “locomotivas” venceram o First Bank da Nigéria por 71-54.

O Ferroviário de Maputo apostou, em 2016, todas as fixas para conquistar a Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol em seniores femininos. As “locomotivas” chegaram à final, certo, mas perderam com o Interclube superiormente conduzido pela americana Sequoia Antrice Holmes (MVP da prova) e Italee Lucas com 26 pontos e cinco assistências na final.

Não desistiu. Ano seguinte, em Luanda, Angola, votou a falhar a conquista do título. O carrasco foi o 1º de Agosto, adversário que bateu na final o Ferroviário de Maputo por 65-51.

Naquela que foi reedição da final de 2016 com o Interclube, o Ferroviário de Maputo “vingou-se” e conquistou em 2018 o seu primeiro título ao vencer as angolanas, por 59-56. Feitas as contas, Odélia Eusébio Mafanela aumentava para quatro o número de títulos africanos de clubes.

Veio o ano de 2019, veio o estabelecimento do recorde de cinco títulos conquistados por Odélia Eusébio Mafanela. Quem foi, afinal, a vítima na final? Nada mais nada menos que Interclube, que perdeu por 91-90 numa final disputada até o limite.

No decisivo jogo, Mafanela contabilizou 22 pontos e sete ressaltos (quatro ofensivos e três defensivos) e embalou para mais um título. Individualmente, saiu do Cairo, Egipto, com o troféu de melhor ressaltadora. Foi ainda indicada para o cinco ideal da competição juntamente com a compatriota Ingvild Mucauro, Astou Traore, Kelsey Mitchell e Shawnta Dyer.

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