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O País – A verdade como notícia

O Ferroviário de Maputo deu o troco à União Desportiva de Songo, depois da derrota na última jornada do Moçambola e também venceu pelo mesmo resultado de 1-0 e garantiu a qualificação para a final da Taça de Moçambique. No jogo decisivo, haverá embate entre “locomotivas” de Maputo e da Beira

Quatro dias, mesmos intervenientes, mesmo fio de jogo e mesmo resultado. Mudou apenas o vencedor. Se no Estádio da Machava quem venceu foi a União Desportiva de Songo, desta vez houve troco do Ferroviário de Maputo.

Aliás, a turma de Maputo tentou, nos minutos iniciais da partida, chegar ao golo, com jogadas de combinação entre os três sectores e com algum perigo junto à baliza de Ernan, que defrontava a sua antiga equipa.

Kito, por duas vezes, testou a atenção do seu antigo colega com dois remates perigosos, mas o guarda-redes dos “hidroeléctricos” voou para evitar o golo.
A meio da primeira parte, e num lance quase inofensivo, Ernan ficou estatelado no relvado e teve que ser substituído por Guirrugo, que voltava aos relvados muitos jogos depois. E aproveitou o Ferroviário de Maputo o facto de Guirrugo ainda estar com a mente no banco para chegar ao golo, aos 44 minutos. Celso galgou terreno pela direita e cruzou rasteiro e, no segundo poste, apareceu Maxwell a desviar para o fundo das malhas.

Culpa também para a defesa que ficou a olhar para a bola a passar sem esboçar nenhuma reacção. Ao intervalo, a turma de Maputo estava em vantagem e a festa era feita pelos cerca de 1000 adeptos que estavam no Estádio Nacional do Zimpeto.

Na segunda parte, a toada começou a ser ao ritmo de treino, principalmente para o Ferroviário de Maputo, que estava com a vantagem rumo à final.
Qual uma equipa agradecida pelo tapete vermelho dado no domingo passado, a reacção dos “hidroeléctricos” foi tímida e quase sem intenção.

Dois a três remates direccionados foram suficientes para disfarçar o que estava a acontecer dentro das quatro linhas. Afinal, o resultado já estava feito.
No final, a União Desportiva de Songo devolveu o favor dado pelo Ferroviário de Maputo há quatro dias quando venceu a tangente e vendeu pela mesma moeda. O resto fica na conta do Ferroviário de Maputo que terá pela frente o seu homónimo da Beira na decisão do vencedor da segunda maior competição futebolística do país, domingo às 15h, no Estádio Nacional do Zimpeto.

 

FERROVIÁRIO DA BEIRA NA FINAL DA TAÇA DE MOÇAMBIQUE

O Ferroviário da Beira qualificou-se para a final da Taça de Moçambique, ao vencer a Associação Desportiva de Vilankulo por 3-1, em jogo das meias-finais.

A Associação Desportiva de Vilankulo procurava chegar à sua primeira final na Taça de Moçambique, feito que, se tivesse acontecido, seria um marco histórico para a colectividade.

Ora, pela frente, os representantes da província de Inhambane tinham o Ferroviário da Beira, equipa com um histórico assinalável nesta competição. Cientes da importância do jogo, as duas equipas entraram resguardadas.

Apesar dessa postura tímida, o Ferroviário da Beira mostrava-se mais acutilante, razão pela qual, à passagem do minuto 10, chegou ao primeiro golo, por intermédio de Jafete. O atacante teve pouco tempo para celebrar o seu golo, pois, depois, viria a ser expulso junto a Bernardo, depois de os dois se terem envolvido em agressão. Contrariedade para as duas equipas!

Ao minuto 15, Betinho empatou a partida, na cobrança de um canto, com a boa a anichar-se no fundo das malhas. Diga-se, César Machava foi mal batido. A primeira metade do jogo terminou com o registo de igualdade.

No reatamento, o Ferroviário da Beira voltou mais adulto, já com novas unidades em campo. Num momento de inspiração, Mafaite tirou dois adversários do caminho e, com o pé esquerdo, colocou a bola no ângulo mais distante da baliza à guarda de Germano, que se limitou a assistir ao percurso do esférico.

O golo dos “locomotivas” do Chiveve “enterrou” completamente o sonho da ADV, que, sem arcaboiço suficiente, não teve mais argumentos para discutir o resultado. Ao cair do pano, Pepo marcou o terceiro tento do Ferroviário da Beira, selando o resultado final em 3-1. O Ferroviário da Beira vai tentar chegar à sua quarta Taça de Moçambique, depois de ter vencido a competição em 2005, 2013 e 2014.

Inglaterra vs França é o jogo de destaque dos quartos-de-final do Mundial de futebol 2022. Esta partida realiza-se sábado, às 21 horas.

A França, actual campeã mundial, procura escrever um capítulo vitorioso na rivalidade histórica com a Inglaterra.

Os franceses não guardam, aliás, boas recordações no historial de confrontos com os ingleses em fases finais do Mundial. Isto porque perderam nos dois jogos realizados nos campeonatos do mundo por 2-0, em 1966, e 3-1, em 1982.

Seríssimos candidatos à conquista da prova, os franceses pretendem contrariar estes dados e confirmar o seu grande favoritismo no Mundial.

Em vantagem no histórico de duelos entre as duas Nações, a Inglaterra venceu 17, empatou cinco e perdeu nove jogos.

Mas estes números não deixam, nem tão pouco, os ingleses na zona de conforto, pelo que vão bater-se com galhardia para seguirem em frente no Mundial.

Um dos factores a ter em conta é que a Inglaterra chegou às meias-finais desta competição em 2018, na Rússia, e, em seguida, fez uma boa campanha no Euro 2020.

Essas duas nações defrontaram-se pela última vez no Euro 2012, quando empataram por 1-1 na fase de grupos, com golos de Joleon Lescott (Inglaterra) e Samir Nasri (França).

Na última vez em que houve registo de uma vitória para um dos conjuntos, a França derrotou a Inglaterra por 2-1 no Euro 2004.

A maior questão para a Inglaterra será a situação de Raheem Sterling, jogador que voltou para casa para cuidar de sua família após um roubo em sua residência. Não está claro se Sterling retornará à equipa no Catar, e essa decisão provavelmente será tomada nas próximas horas.

Quem também regressou à casa é Ben White, jogador que se viu forçado a voltar para casa devido a questões pessoais.

Já o avançado Callum Wilson lida com uma lesão muscular, mas a expectativa é que seja um problema menor e que ele esteja em condições de disputar esta partida. Os jogos das meias-finais do Mundial realizam-se nos dias 13 e 14 de Dezembro. O vencedor do duelo Portugal vs Marrocos vai cruzar-se, nas meias-finais, com quem sair vitorioso na partida entre a França e a Inglaterra. Já o vencedor do encontro Brasil vs Croácia vai medir forças com o vencedor da partida entre a Argentina e Países Baixos.

Terça-feira, houve seguramente uma noite de glória para Gonçalo Ramos, 74 minutos em acção frente à Suíça (6-1) até ser substituído por Ricardo Horta, tempo suficiente para assinar um hat trick (e assistir Raphael Guerreiro) na estreia a titular e levar a bola para casa, naturalmente, agora com quatro internacionalizações e outros tantos golos na Selecção. No Mundial marca a cada 28 minutos. Mbappé, por exemplo, melhor marcador da prova com cinco, necessita de 59’.

Recorde-se que aos 21 anos e 169 dias, o avançado tornou-se o português mais jovem a faturar num jogo a eliminar de Mundial – o registo pertencia a Eusébio, em 1966, frente aos norte-coreanos, aos 24A e 179D –, o terceiro do Benfica a marcar dois ou mais golos num mesmo desafio – José Augusto e Eusébio, no Inglaterra 1966, os anteriores – e o terceiro mais novo a marcar três em dia de “mata-mata” – atrás do alemão Conen (19A e 198D), em 1934, e do brasileiro Pelé (17A e 246D), em 1958.

No Rússia 2018, Ronaldo também festejou em três ocasiões, contra a Espanha, e por isso a equipa das Quinas é a quarta que se pode orgulhar de ter futebolistas com hat trick em Mundiais consecutivos, depois dos uruguaios Óscar Míguez e Carlos Borges (1950 e 1954), os espanhóis Butragueño e Míchel (1986 e 1990) e o argentino Batistuta (1994 e 1998).

A primeira participação do Costa do Sol na Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol sénior feminino, a decorrer de 9 a 18 de Dezembro, está intimamente ligada ao ambicionado projecto africano traçado por Leonel “Mabê” Manhique, que conquistou um título continental como “coach” do rival Ferroviário de Maputo, em 2018, e dois vice-campeonatos em 2016 e 2017 (já com suporte do espanhol Iñaki Garcia e o respeitado Carlos “Bitcho” Niquice).

Manhique, depois de quebrar um jejum de 36 anos sem que o Costa do Sol conquistasse o título de campeão nacional e, a seguir, revalidar o troféu, quer agora colocar as “canarinhas” no topo do basquetebol continental de clubes.

Ou seja, dimensionar o clube num evento no qual o país tem tradição, tendo, no global, conquistado seis títulos divididos por ordem cronológica pelo Maxaquene (1991), Académica (2000), Desportivo Maputo (2007 e 2008), Liga Desportiva (2012) e Ferroviário de Maputo (2018 e 2019).

Na marcha pelo título, as “canarinhas” têm que travar argumentos com potenciais candidatos tais como o Interclube (penta campeão), Ferroviário de Maputo (bicampeão) e Alexandria Sport Club (clube egípcio que esteve em bom plano, há dois, em casa).

Para fazer brilharete, o Costa do Sol montou um “esquadrão” no qual se destacam atletas que já conquistaram o Campeonato Africano de Clubes e outras tantas “rookies” que esperam alcançar o sucesso. Comecemos por Ingvild “Inga” Mucauro, extremo que conserva o título de jogadora mais valiosa (MVP) que se lhe foi atribuído em 2019, no Cairo, Egipto, quando jogava pelo Ferroviário de Maputo. Combativa, Mucauro é a joia desta formação, carregando consigo experiência e dois títulos continentais conquistados em 2018 e 2019 pelo Ferroviário de Maputo. A valorosa sabe o que é estar no pódio e o que é erguer este troféu desde 2012, ano em que foi coroada campeã africana de clubes ao serviço da extinta Liga Desportiva de Maputo em 2012. Mucauro “bebeu” muito de Nasir “Nelito” Salé que a integrou numa equipa formada por Aya Traore (senegalesa), Clarisse “Manucha” Machanguana, Deolinda Ngulela e Jazz Covington (reforços), Leia “Tanucha” Dongue (a evoluir agora no Landernu Basketball da França), Odélia Mafanela e Anabela Cossa (actualmente no Ferroviário de Maputo), Rute Elias Muianga, Valerdina “Dina” Manhonga, Cátia Halar e Filomena Chefe Micato (retiradas da modalidade).

Com estrada nesta prova, que se espera que seja mais-valia para o Costa do Sol, “Inga” foi ainda vice-campeã pelo Ferroviário de Maputo em 2016, em Maputo, e 2017, em Luanda, Angola. Pelo meio, um terceiro lugar conquistado em 2015, em Angola sempre ao serviço das “locomotivas” da capital.

Outra jogadora habituada a pisar nos palcos africanos é a extremo e lançadora Elisabeth Pereira. Actual capitã do Costa do Sol, “Beth” fez parte do “jersey” do Ferroviário de Maputo que foi vice-campeão africano de clubes em 2016, em Maputo, e 2017, em Luanda, Angola, sob as ordens do “coach” Leonel “Mabê” Manhique.

Elisabeth Pereira, se convocar a sua principal arma, que é o jogo exterior, pode ser uma peça importante para desequilibrar na zona dos 6, 75 metros.

Para o jogo exterior, há igualmente Sheila Eliane, que não tem jogado no cinco inicial mas é chamada, muitas vezes, para a quadra com o fito de desequilibrar com os seus lançamentos longos.

Regressada, e nesta altura a convocar ritmo competitivo depois de uma paragem por lesão e operação, Amélia Macamo é também das jogadoras cuja experiência se espera que rime com mais-valia na posição 1. Desvinculada do Ferroviário de Maputo, Macamo assumiu compromisso com o Costa do Sol tendo sido campeã nacional pelas “canarinhas” semana passada. Muito cedo, a base começou a ter contacto com provas desta dimensão em representação do Maxaquene que, em 2003, a lançou para um conjunto que se reforçara com a brasileira Marta Sobral mas falhou o título.

Macamo foi campeã africana de clubes pelo Ferroviário de Maputo em duas ocasiões: 2018 e 2019.

Um dos novos valores da equipa “B” do Ferroviário de Maputo que fez furor em 2018, ano em que disputou a final do Campeonato Nacional e chegou a colocar em sentido a equipa principal “locomotiva”, Eleutéria “Formiga” Lhavanguane, agrega valor ao Costa do Sol. O “coach” Leonel “Mabê” Manhique conhece muito bem as suas qualidades, até porque trabalharam juntos no Ferroviário de Maputo onde foram campeões africanos de clubes em 2018, em Maputo, e “vices” um ano antes em Luanda, Angola.

Muito forte nas penetrações, sobretudo, pelo corredor central, “Formiga” é também das jogadoras do Costa do Sol com mais minutos na quadra nas provas internas.

Mas não só de jogadoras experimentadas vive o Costa do Sol. Na Taça dos Clubes Campeões Africanos, há um leque de “rookies” que Leonel Manhique leva para a prova. Shelsea Rafael, extremo, é das jogadoras que têm tido muitos minutos no Costa do Sol, destacando-se a sua capacidade de jogar no um para um.

 

NILZA CHIZIANE PARA AS TABELAS

É um facto: Nilza Chiziane é uma das referências do Costa do Sol no jogo exterior, evidenciando-se a jogar de cara e costas para o cesto, e ressaltos ofensivos que permitam os pontos em situações de segundas bolas. Esta não será a sua primeira aparição na Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol em seniores femininos, pelo que há aqui a experiência de ter disputado o certame. Chiziane foi, em 2016, um dos destaques da A Politécnica, que terminou a prova na 9ª posição com uma vitória (diante do USIU Flames do Quénia, por 53-41) e seis derrotas.

Com passagens pelas selecções de formação, Nilza Chiziane disputou, em 2010, no Cairo, Egipto,  o Afrobasket sub-18, num conjunto orientado pelos “coachs” Armando Meque e Simão Mataveia. Evidenciou-se na A Politécnica, tendo ainda representado Carnide de Portugal onde foi considerada MVP.  O Costa do Sol tem ainda como opções para o jogo interior as irmãs Carla e Vilma Covane, curiosamente, atletas que já evoluíram no Ferroviário de Maputo e depois foram jogar no Seward County Community College dos EUA.

 

AUSTRALIANA PARA AS TABELAS

A australiana Bride Hopoate, extremo-poste, ajudou seu país a chegar ao quinto lugar no Campeonato do Mundo de Basquetebol feminino sub-17, em 2014, é uma das soluções para a posição 5.

De 25 anos, e no alto dos seus 1,85 metros, Bride Hopoate chega ao Costa do Sol referenciada como basquetebolista que passou pelo Cyclones (entre 2017 e 2018) e Novo México (2019 e 2020).

Portugal qualificou-se, ontem, para os quartos-de-final do Mundial de futebol ao golear a Suíça, por 6-1. A Selecção das quinas vai jogar sábado com o Marrocos, no acesso às meias-finais.

Com todas as atenções da imprensa internacional viradas para Cristiano Ronaldo, relegado para o banco de suplentes por Fernando Santos, Portugal desbloqueou um jogo que parecia destinado a ser complicado.

Os portugueses não só entraram a pressionar, como também foram melhores em campo e colocaram-se em vantagem de 2-0 ao intervalo.

Na segunda parte, Portugal não tirou o pé do acelerador e marcou mais quatros golos, tendo a Suíça feito o tento de honra.

Gonçalo Ramos esteve em destaque ao marcar três golos.

Portugal volta a jogar no sábado, pelas 17 horas, frente a Marrocos.

É uma boa nova para a arbitragem moçambicana, não poucas vezes envolta em polémica. O árbitro internacional moçambicano, Celso Armindo Alvação, foi indicado pela Confederação Africana de Futebol (CAF) para apitar jogos do CHAN 2022, prova a realizar-se de 13 de Janeiro a 4 de Fevereiro, na Argélia.

Dois meses depois de ter participado numa acção de capacitação realizada no Cairo, Egipto, veio a confirmação da nomeação do único árbitro moçambicano para o CHAN 2022.

Celso Armindo Alvação, de 33 anos de idade, estará integrado numa lista de 52 árbitros dos quais 19 principais, 21 assistentes e 12 de vídeo, neste caso VAR, que estarão presentes na 7ª edição do Campeonato Africano reservado a atletas que militam nas respectivas provas internas.

Em Fevereiro deste ano, Celso Alvação e o auxiliar Arsénio Marrengule foram nomeados pela Confederação Africana de Futebol para dirigir o jogo Mamelodi Sundowns (África do Sul) vs Al Hilal (Sudão), inserido na primeira jornada Grupo “A” da Liga dos Campeões Africanos de Futebol, edição 2021/2022.

Alvação foi ainda o quarto árbitro no duelo entre o CNaPS Sports (Madagáscar) e Township Rollers FC (Botswana), inserido na Liga dos Campeões Africanos. O jogo foi dirigido por um trio moçambicano composto por Zefanias Chijamela, coadjuvado por Olívio Saimone e Osvaldo de Jesus.

Um mês depois, ou seja, em Março, o árbitro nascido em Inhambane mereceu a nomeação pela Confederação Africana de Futebol para dirigir o duelo entre o Mbabane Swallows e o Azam Football Club da Tanzânia, partida que contava para a Taça CAF.

Celso Alvação teve, neste duelo disputado em Mbabane, eSwatine, como auxiliares os seus compatriotas Arsénio Marrengule e Zacarias Balói.

Em 2019, Celso Armindo Alvação apitou, em Durban, África do Sul, o jogo de abertura do Torneio COSAFA que envolveu as formações de eSwatini e das Maurícias.

Do seu curriculum, consta a participação como único árbitro dos países africanos de língua portuguesa no Campeonato Africano de sub-20, competição realizada em 2021, na Mauritânia.

Há ainda a destacar a aparição no Torneio de Sub-17, nas Maurícias, em 2017, além de ter apitado a final do Torneio COSAFA.

No último domingo, Celso Armindo Alvação apitou o duelo do título entre o Ferroviário de Maputo e a União Desportiva do Songo, no Estádio da Machava. O jogo acabou por ser de consagração da União Desportiva do Songo como campeã nacional de futebol.

O Ferroviário de Maputo e a Associação Desportiva de Songo defrontam-se esta quarta-feira, pelas 18h00, no Estádio Nacional do Zimpeto, em partida das meias-finais da Taça de Moçambique, edição 2022. A anteceder a esse embate, jogam Associação Desportiva de Vilankulo e Ferroviário da Beira, quando forem 15h00.

Recta final da temporada futebolística 2022, com a disputa da final-four da Taça de Moçambique, no Estádio Nacional do Zimpeto. Em jogo estão as duas vagas que dão acesso à final da segunda maior competição do país, com as quatro equipas que se mantêm no Moçambola, nomeadamente a campeã nacional, União Desportiva de Songo, o quarto e o quinto classificados, os Ferroviários de Maputo e da Beira, e o último classificado nas equipas que continuam no Moçambola, a Associação Desportiva de Songo.

No cruzamento das meias-finais, um grande jogo em perspectiva. Aliás, uma final antecipada, ou a reedição da última final da Taça de Moçambique, entre o Ferroviário de Maputo e a União Desportiva de Songo.

É, do resto, o segundo jogo consecutivo entre as “locomotivas” da capital do país e os “hidroeléctricos”, num espaço de quatro dias, depois de se terem defrontado no domingo para a última jornada do Moçambola 2022.

Se nesse jogo do Moçambola a União Desportiva de Songo venceu e conquistou o título de campeão nacional às custas do Ferroviário de Maputo, desta vez pode ser diferente. A turma de João Chissano quer vencer e chegar à final da competição.

O próprio treinador, João Chissano, reconhece que não será tarefa fácil diante da União Desportiva de Songo, mas assume o desejo de fazer a desforra perante uma equipa que venceu os dois jogos desta temporada, para o Moçambola.

“Estamos preparados para defrontar a campeã nacional e queremos vencer o jogo para podermos chegar à final. Não será fácil, mas vamos enfrentar o adversário com respeito, mas com ambição de vencer o jogo”, disse João Chissano.

A mesma ambição foi demonstrada pelo capitão dos “locomotivas” da capital do país, Kito, que diz que, apesar da superioridade da turma de Songo, há muita vontade da turma da capital do país em terminar a época com um título.

“Não estivemos bem nos dois jogos com a União Desportiva de Songo. Esperamos que, desta vez, estejamos mais concentrados, falhemos pouco e possamos sair com a vitória que nos leva à final”, augurou Kito, capitão dos “locomotivas” da capital do país.

Do lado da turma de Songo, a ambição é repetir as duas vitórias no Moçambola 2022, ambas pelo mesmo resultado de 1-0, chegar à final da prova e fazer história com a conquista da dobradinha, algo que se efectivaria pela primeira vez, uma vez que as duas vezes que conquistou o Moçambola, em 2017 e 2918, não chegou a conquistar a Taça de Moçambique. Os dois troféus da Taça de Moçambique foram conquistados em 2016 e 2019.

Srdjan Zivojnov reconhece as dificuldades que vai enfrentar diante do Ferroviário de Maputo, mesmo pelo tempo que separa um jogo do outro.

“Não será um jogo fácil, especialmente porque vamos jogar duas vezes com o mesmo adversário num espaço de três dias. Mas estamos cientes das dificuldades e vamos trabalhar para tentar fazer a dobradinha nesta época”, disse o técnico sérvio ao serviço dos “hidroeléctricos”.

Sidique também quer fazer a dobradinha, por isso augura um jogo equilibrado, mas com a vitória da sua equipa.

As duas equipas voltam a defrontar-se no Estádio Nacional do Zimpeto três anos depois de terem disputado a final da última edição da Taça de Moçambique, em 2019, conquistada pelos “hidroeléctricos”, com uma vitória (2-0).

 

FERROVIÁRIO DA BEIRA QUER SALVAR HONRA NA FESTA DA MANUTENÇÃO DA ADV

Noutra meia-final da Taça de Moçambique, a Associação Desportiva de Vilankulo e o Ferroviário da Beira medem forças, quando forem 15h00, também no Estádio Nacional do Zimpeto.

Uma partida que vai servir de festa para a Associação Desportiva de Vilankulo, que garantiu a manutenção na última jornada, graças à vitória diante do Matchedje de Mocuba. Por isso, a motivação é elevada para o embate desta quarta-feira diante do Ferroviário da Beira, com ambições de chegar à final da prova, segundo afirmaram o treinador principal, Artur Comboio, e o capitão da equipa, Beto.

Por outro lado, está o Ferroviário da Beira que quer salvar a honra da época e chegar, pelo menos, à final da Taça de Moçambique.

O técnico dos “locomotivas” de Chiveve assume o desejo de vencer o jogo, mas reconhecendo as dificuldades que teve com este adversário nesta época, nomeadamente um empate no Chiveve e derrota no Alto Macassa, uma ambição dividida por César Machava, capitão da equipa.

No confronto directo, registam-se seis vitórias para cada lado e 10 empates.

Marrocos qualificou-se hoje para os quartos-de-final do Mundial de futebol Qatar 2022, ao vencer a Espanha por 3-0, no desempate da marca das grandes penalidades, naquele que foi o penúltimo jogo dos oitavos-de-final da prova.

As duas selecções terminaram os 90 minutos regulamentares e os 30 do prolongamento com o empate sem golos a prevalecer e, no desempate da marca dos 11 metros, os africanos, que, nas cinco anteriores participações tinham como melhor registo a presença nos oitavos-de-final, em 1986, marcaram três dos seus quatro pontapés, enquanto os espanhóis falharam os três.

Nos quartos-de-final marcados para o próximo sábado, às 17h00 de Maputo, no Estádio Al Thumama, em Doha, Marrocos defronta o vencedor do embate entre Portugal e Suíça, que fecham os “oitavos”, amanhã, em Lusail.

Marrocos é a única equipa africana ainda em competição no Mundial do Qatar.

Nilton Macamo e Maria Liliana foram indicados pela FIBA-África como juízes acompanhantes do Ferroviário de Maputo e Costa do Sol, respectivamente, na Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol em seniores femininos.

Três anos depois de se ter estreado a apitar jogos da Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol em seniores femininos, no Cairo, Egipto, e com a pandemia pelo meio a forçar a não realização da prova em 2020 e 2021, Nilton Macamo volta a ser indicado como juiz acompanhante do Ferroviário de Maputo na prova.

Macamo é um dos novos valores da arbitragem moçambicana, ainda a dar os passos para atingir níveis e patamares outrora atingidos por nomes como Abreu João, Naftal Chongo, Camilo Ussene, José Ferete, entre outros.

O jovem árbitro tem evidenciado alguma evolução, tendo apitado (como primeiro acompanhante) o jogo da final do Campeonato Africano de Basquetebol masculino sub-18, competição que teve lugar em Madagáscar, entre os dias 4 e 15 de Agosto. Macamo teve como chefe de equipa, no duelo realizado no “Palais des Sports” Mahamasina, em Antananarivo, Adlen Larouci (Argélia) e o também acompanhante Erick Omondi Otieno (Quénia).

O árbitro internacional moçambicano dirigiu, no certame, a meia-final que colocou frente-a-frente as selecções nacionais de Madagáscar e do Mali, sendo que os anfitriões venceram por três pontos: 84-81.

Adlen Larouci (Argélia) e Peter Ontita (Quénia), árbitros com os quais apitou a final, foram os seus pares nesta frenética partida de acesso ao jogo das grandes decisões.

No global, Nilton Macamo apitou seis partidas, sendo que a primeira aparição foi a 4 de Agosto quando, acompanhado por Haja Maminiaini Ranaivoson (Madagáscar) e Adlen Larouci (Argélia) dirigiu Ruanda vs Madagáscar. Assinale-se ainda a nomeação para o jogo entre o Egipto e a Guiné Conacri, realizado a 5 de Agosto.

Depois, o árbitro moçambicano foi indigitado para o jogo em que o Egipto derrotou o Ruanda, por 72-52. No encerramento da fase de grupos, Nilton Macamo foi escalado para o duelo Mali vs Guiné-Conacri.

No dia 11 de Agosto, em duelo dos quartos-de-final, Nilton Macamo e os quenianos Erick Omondi Otieno e Peter Ontita dirigiram o jogo Argélia vs Egipto.

Outrossim, a FIBA-África indigitou a árbitra Maria Liliana Bagnath para apitar os jogos da fase final da Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol em seniores femininos.  Bagnath esteve, recentemente, a apitar os jogos da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal e Liga Feminina Sasol.

A árbitra de Chimoio mereceu, em Agosto, a nomeação para o Campeonato Africano de Basquetebol feminino sub-18, prova que igualmente decorreu no Egipto.

Nesta prova, Maria Liliana Bagnath apitou cinco jogos. Dirigiu, acompanhada Nadjet Zenagui (Argélia) e  Benedicte Tresor Kologo (Costa do Marfim), a partida das meias-finais entre Egipto e Madagáscar com triunfo das egípcias por 98-66. No dia 10 de Agosto, Maria Liliana Bagnath apitou o jogo dos quartos-de-final entre o Egipto e a Argélia, tendo como acompanhantes Nadege Zouzou (Costa do Marfim) e Paulo Luvati (Angola).

A 7 de Agosto, Maria Liliana Bagnath, Nadege Zouzou (Costa do Marfim) e Paulo Luvati (Angola) constituíram a equipa de arbitragem que dirigiu a partida entre Mali e Uganda.

Os jogos Uganda vs Argélia e Egipto vs Argélia foram outras partidas dirigidas por Maria Liliana Bagnath nesta competição.

 

ALEXANDRIA SPORTING CLUB APONTA PARA O SUCESSO EM MAPUTO

O Alexandria Sporting Club (ASC) estará presente em Maputo para disputar a Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol. Os campeões egípcios, escreve o sítio da FIBA-África, não vêm a capitado país apenas para somar números. O Alexandria Sporting Club (ASC) está preparado para enfrentar pesos pesados experientes como o Ferroviário de Maputo e a potência angolana Inter Clube de Luanda.

O ASC, que também conquistou a Supertaça, tem 17 títulos nacionais e já conquistou a Taça daquele país em sete ocasiões, está pronto para causar sensação.

O clube sediado em Alexandria vai tentar superar a prestação do Al Ahly, conjunto que, em 2019, conquistou a medalha de bronze em casa, quando o Ferroviário de Maputo venceu o Inter Clube por 91-90 no jogo do título. O “coach” Abdelrahman Mohamed moldou a sua formação para a disputa desta prova que arranca sexta-feira, no pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane.

O seu foco é deixar uma marca, colocando o Egito no topo do mapa nesta competição continental de clubes.  Em entrevista ao sítio da FIBA-África, o “coach” disse esperar uma competição dura diante de algumas das grandes equipas da África. “Será interessante para todos e um grande desafio para nós”, afirmou.

Depois de vencer a prova de apuramento para a Taça dos Clubes Campeões Africanos, ao nível da zona VI, em Dar es Salaam, na Tanzânia, em Outubro, Abdelrahman Mohamed trabalhou arduamente para construir uma química de equipa e formar um conjunto forte para o torneio. O sucesso em Dar es Salaam foi apenas sua primeira exibição no encontro regional, no entanto o ASC teve actuações seguras, colocando todas as equipas, incluindo a experiente Autoridade Portuária do Quênia (KPA).

O clube de Alexandria venceu o Ruanda Energy Group (REG), por 49-45, num jogo das meias-finais muitíssimo bem disputado.

Na caminhada para a final, Alexandria Sporting Club (ASC) despachou o Equity Bank Hawks do Quénia, por 78-56, num jogo em que a capitã Hagar Amer, que foi eleita a jogadora mais valiosa (MVP) com 22 pontos e c14 ressaltos (duplo-duplo) em 34: 58 minutos na quadra.

Os destaques desta equipa são Reem Moussa, Asrar Maged, Nadin Yaser, Nourhan Ahmed e Crystal Bradford.

Marrocos joga, hoje, o acesso aos quartos-de-final com o Espanha, às 17horas, enquanto Portugal procura a qualificação frente a Suíça, às 21 horas.

Marrocos e Espanha defrontam-se, esta terça-feira, num duelo em que os marroquinos pretendem surpreender a sempre candidata Espanha.

A seleção marroquina terminou na primeira posição no grupo F com sete pontos, e agora quer fazer história diante da Espanha. Os marroquinos não chegavam ao ‘mata-mata’ de um campeonato do mundo há 36 anos.

Com Cristiano Ronaldo no centro das atenções, até pelas declarações polémicas no jogo com a Coreia do Sul, Portugal procura esta noite a qualificação para os quartos-de-final diante da Suíça.

E, se o nome da Suíça faz pressupor um histórico de confrontos vantajoso para Portugal, a verdade é que são os helvéticos que estão em vantagem.

Num total de 25 jogos disputados, Portugal obteve nove triunfos, empatou cinco vezes e perdeu onze, havendo ainda um registo de empates nos golos marcados: 34.

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