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O País – A verdade como notícia

O internacional moçambicano Edson Sitoe, ou simplesmente Mexer, já começa a ganhar um lugar na equipa principal do Estoril de Praia, depois de um início de temporada para esquecer.

Transferido do Bordéus da França no início da temporada finda, Mexer chegou à equipa portuguesa em Agosto, mas sem conseguir singrar, tendo sido preterido nos primeiros jogos, oscilando entre o banco e fora das convocatórias.

Só a 30 de Outubro, antes da paragem para o Mundial do Qatar, num jogo diante do Portimonense, a contar para uma jornada da liga portuguesa, é que o central moçambicano fez os primeiros minutos, nove, entrando aos 87.

Na jornada seguinte, diante do Benfica, voltou a estar no banco, não sendo chamado a jogo, vindo a titular na última jornada antes da paragem, a 14 de Novembro, diante do Santa Clara.

Mexer voltou a ser titular no jogo da Taça da Liga, a 19 de Novembro, diante do Tondela, mas voltou a ser preterido nas restantes partidas da Allianz Cup (Taça da Liga), diante do Académico FC, Torrense e Famalicão.

No regresso das provas da liga portuguesa depois do Mundial, no sábado passado, Mexer Sitoe foi titular no embate diante do Arouca, em que o Estoril de Praia perdeu por duas bolas sem resposta.

Recorde-se que, aquando da sua chegada ao clube português, o central moçambicano prometeu trabalhar para recuperar a sua forma física e a titularidade, depois de ter ficado quase uma época inteira fora das escolhas do treinador do Bordéus da França, o que acabou por propiciar a saída do jogador para o campeonato português.

O internacional moçambicano iniciou a carreira no Desportivo Maputo, de onde partiu com contrato para o Sporting de Portugal, onde não chegou a ganhar espaço, tendo sido emprestado ao Olhanense, onde fez 48 jogos em duas temporadas e fez duas assistências.

Mexer passou depois pelo Nacional da Madeira, durante duas épocas, onde disputou 64 partidas e marcou dois golos, antes de se mudar para o Rennes da França. No clube francês, ficou por cinco temporadas, tendo realizado 143 jogos e marcado seis golos e uma assistência.

Na época 2019/20, partiu para o Bordéus, por três temporadas, clube que disputou 48 partidas, apontou um golo e fez duas assistências, antes de regressar a Portugal pela porta do Estoril, onde já fez cinco jogos, três dos quais a titular.

Mexer Sitoe, que já conta com 56 internacionalizações e três golos, aponta a qualificação para o CAN da Costa do Marfim, em 2024, como o principal objectivo da carreira, num grupo onde conta com a oposição da campeã africana, Senegal, Benim e Malawi.

O embate entre Moçambique e Gana de preparação para o CHAN não chegou aos 90 minutos, devido a uma confusão criada pela não marcação de uma grande penalidade. Qual jogo de bairros, o Gana não permitiu que o jogo continuasse quando o árbitro (Eduardo Jumisse) declinou o pedido do auxiliar (do Gana) e o jogo acabou interrompido aos 34 minutos da segunda parte. Os Mambas venciam por uma bola sem resposta, com golo de Amadou, aos 38 minutos da primeira parte

Sem contar com uma equipa de arbitragem oficial, onde Eduardo Jumisse foi o árbitro principal e os assistentes eram dos dois países, Chiquinho Conde fez algumas alterações em relação aos dois jogos anteriores, nomeadamente as entradas de início de Martinho, João Bonde, Amadou e Danilo.

Victor, na baliza, Mexer, Nené, Shaquile, Telinho, Nelson Divrassone e Lau King mantiveram a titularidade diante do Gana, depois de ter estado no onze inicial diante do MC Argel.

Os primeiros 20 minutos foram de uma espécie de estudo mútuo, com a selecção moçambicana a ter mais posse de bola, mas sem que tivessem existido jogadas de alguma relevância.

Só perto do minuto 25 é que se viu uma jogada de algum perigo, quando João Bonde cobrou um livre directo a proporcionar uma defesa ao guarda-redes ganês William. O Gana respondeu de imediato, numa jogada confusa, sem conseguir marcar.

Mexer ainda desperdiçou uma oportunidade de marcar aos 30 minutos, quando bem servido, com espaço de remate, preferiu fazer um passe atrasado para um colega que não mais chegou para finalizar.

Aos 38 minutos chegou o golo, de Amadou, a aproveitar uma brincadeira do guarda-redes William, que tentou fintar Lau King, mas o moçambicano roubou a bola e cruzou para o médio da União Desportiva de Songo, que apenas encostou para o fundo das malhas.

Na ponta final da primeira parte, o Gana ainda tentou pressionar os Mambas, mas não tinha pontaria para fazer estremecer Victor.

 

DECISÃO DO ÁRBITRO INTERROMPE O JOGO NA SEGUNDA PARTE

Na etapa final do jogo, Chiquinho Conde fez várias alterações, desde a baliza, com a entrada de Ivan para o lugar de Victor, passando pela defesa, em que entraram Chico, Macaime, Bhéu e Infren, a zona intermediária, com Kito, Melque, Dário, Yude e o ataque com as entradas de Ling e Isac, ficando apenas Fazito por ser utilizado.

Os Mambas voltaram transfigurados e podiam ter dilatado o marcador, numa situação em que Eduardo Jumisse, o árbitro, assinalou uma grande penalidade a favor de Moçambique, mas os ganeses não aceitaram a decisão, tendo o auxiliar que acompanhava o ataque moçambicano, curiosamente um moçambicano, influenciado para que se continuasse a jogar.

A meio, uma situação em que Ivan salvou o empate, quando Martinho entregou o ouro ao bandido, tendo o guarda-redes dos “touros” evitado o 1-1.

Aos 34 minutos aconteceu o momento do jogo: o auxiliar ganês que acompanhava o ataque da sua selecção aponta para a marca da grande penalidade, mas Eduardo Jumisse assim não entendeu. Os jogadores do Gana não queriam repor a bola pela linha lateral, conforme a indicação do árbitro, e o jogo acabou por ser interrompido.

No final, Chiquinho Conde disse que já era previsível que uma situação similar acontecesse por falta de árbitros, mesmo depois de vários apelos junto da organização. Ainda assim, de acordo com Chiquinho Conde “pedimos que nós apitássemos a primeira parte e eles a segunda parte, mas não aceitaram. Foi algo constrangedor porque se criou uma confusão e isto era um jogo treino”.

O mais importante, para Chiquinho Conde, é que “pudemos avaliar a selecção”.

Fazendo uma radiografia do jogo, Conde disse que “foi um jogo duro e rígido dentro daquilo que vamos encontrar na competição e com árbitros oficiais e vai ser tudo minimizado. Independentemente do resultado, tirámos aqui algumas ilações, pena que não foi como queríamos”.

Por ora, de acordo com o seleccionador nacional, “não há volta a dar porque não temos mais jogos a fazer”. Ainda assim, “estamos consciencializados de que, independentemente das nossas condições, temos que transcender as nossas limitações”.

Chiquinho Conde disse ainda que a selecção podia ter feito mais jogos, tendo em conta que “ninguém evolui só treinando, mas competindo, mas estamos preparados para o que vem pela frente, diante da Etiópia”.

Assim, os Mambas encerraram os jogos de controlo com o saldo de duas vitórias e uma derrota, à espera do arranque da competição, sábado, na estreia, diante da Etiópia.

A selecção sénior feminina de basquetebol conta com uma nova equipa técnica. Trata-se de Carlos Aik, que terá como adjuntos Leonel Manhique e Deolinda Ngulela. O objectivo é garantir um lugar na prova de Kigali, Ruanda. Para isso, Aik convocou 21 atletas para os trabalhos de preparação, com destaque para o Costa do Sol e Ferroviário de Maputo, que levam sete jogadoras cada.

Com o Afrobasket de Kigali, Ruanda, no horizonte, a Federação Moçambicana de Basquetebol anunciou Carlos Aik como novo seleccionador nacional.

Conhecedor do basquetebol nacional e com uma galeria invejável de títulos, o técnico tem como missão garantir que o combinado nacional faça boa figura nos jogos de qualificação, prova que vai decorrer de 20 a 28 de Fevereiro, em Bulawayo, Zimbabwe.

Nessa nova empreitada, Carlos Aik, que no ano passado anunciou a sua retirada do basquetebol, vai ter como adjuntos os actuais vice-campeões africanos pelo Costa do Sol, Leonel Manhique e Deolinda Ngulela.

O Afrobasket deste ano vai, ainda, qualificar as selecções que vão disputar o pré-olímpico, rumo aos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024.

A Federação Moçambicana de Futebol divulgou ainda a lista das 21 jogadoras pré-convocadas para os jogos de qualificação para o Afrobasket de Kigali, cujo arranque dos trabalhos está previsto para esta quarta-feira, depois de ter havido, esta terça-feira, uma reunião de planificação da etapa de preparação.

Destaque nesta pré-convocatória para o Costa do Sol, vice-campeão africano, que contribui com sete atletas, igual número do Ferroviário de Maputo, enquanto do estrangeiro vêm apenas quatro jogadoras.

Das que actuam foram de portas, a equipa técnica chamou Tamara Seda, do Hozono Global Jairis da Espanha, Leia Dongue, do Landerneau Basket da França, Clitan de Sousa, do Baloncesto Alcobendas da Espanha, e Vânia Sengo, do Clube Sportiva de Portugal.

De recordar que a FIBA já anunciou o calendário de provas para este ano de 2023, nomeadamente o apuramento que terá lugar entre os dias 20 e 28 de Fevereiro, na cidade de Bulawayo, no Zimbabwe, o Afrobasket, de 26 de Julho a 6 de Agosto, em Kigali, no Ruanda, e o apuramento aos Jogos Olímpicos Paris 2024, prova a decorrer de 12 a 20 de Agosto num país ainda por indicar.

 

“HIDROELÉCTRICOS” CONQUISTAM NACIONAIS DE CORTA-MATO DE QUELIMANE

A União Desportiva do Songo foi a grande vencedora da primeira prova anual da Federação Moçambicana de Atletismo, o Campeonato Nacional de Corta-Mato, realizado sábado passado, em Quelimane, província da Zambézia. Os “hidroeléctricos” foram seguidos pelo Ferroviário da Beira, na classificação geral em seniores.

O Campeonato Nacional de Atletismo, na especialidade de Corta-Mato, organizado pela Federação Moçambicana de Atletismo, envolveu cerca de 100 atletas federados de ambos os sexos nas categorias de juvenis, juniores e seniores, representando quase todas as províncias do país.

Titosse Taimo, em masculinos, e Domingas Checane, em femininos, foram os grandes vencedores em seniores.

Titosse Taimo, atleta do Ferroviário da Beira, fez o percurso do corta-mato com o tempo de 31 minutos, 57 segundos e 40 centésimos, tendo sido seguido pelos atletas da UniRovuma Samuel Micael (33:41:08) e Isac Abimo (33:42:24), que fecharam o pódio.

Já Domingas Checane, atleta da União Desportiva do Songo, que venceu em femininos, cumpriu a prova com o tempo de 43 minutos, 09 segundos e 53 centésimos, deixando nos lugares subsequentes as atletas da UniRovuma Olívia Silva (43:49:48) e Fátima Piriquito (47:12:06), na segunda e terceira posições.

Na classificação geral, acabou por ser a turma da União Desportiva do Songo a somar maior número de pontos, seguido pelo Ferroviário da Beira, em segundo lugar, e UniRovuma a fechar o lugar de bronze no pódio.

Em juniores, Domingos Nazareno, do Clube de Niassa, venceu a prova em masculinos, seguido de Teosifo Atanásio e Mateus da Emília, ambos do Ferroviário de Nampula, em segundo e terceiro lugares.

Em femininos foi a atleta do Núcleo da Cerâmica, Juliana Fainda, a terminar a frente, deixando para as posições imediatas Sara Mário, do Clube de Manica, e Cecília Chava, também do Núcleo da Cerâmica.

Neste escalão, o Núcleo da Cerâmica foi declarado vencedor, sendo seguido pelo Niassa e Ferroviário de Nampula, respectivamente.

Finalmente em juvenis, José Afonso, do Ferroviário da Beira, em masculinos, e Francisca Manuel, do Núcleo da Cerâmica, em femininos, foram os grandes vencedores. Ferroviário da Beira, Núcleo de Cerâmica e Cabo Delgado foram declarados vencedores na classificação geral por equipas.

O internacional moçambicano Edson Sitoe, ou simplesmente Mexer, já começa a ganhar um lugar na equipa principal do Estoril de Praia, depois de um início de temporada para esquecer.

Transferido do Bordéus da França no início da temporada finda, Mexer chegou à equipa portuguesa em Agosto, mas sem conseguir singrar, tendo sido preterido nos primeiros jogos, oscilando entre o banco e fora das convocatórias.

Só a 30 de Outubro, antes da paragem para o Mundial do Qatar, num jogo diante do Portimonense, a contar para uma jornada da liga portuguesa, é que o central moçambicano fez os primeiros minutos, aos nove, entrando aos 87.

Na jornada seguinte, diante do Benfica, voltou a estar no banco, não sendo chamado a jogo, vindo a titular na última jornada antes da paragem, a 14 de Novembro, diante do Santa Clara.

Mexer voltou a ser titular no jogo da Taça da Liga, a 19 de Novembro, diante do Tondela, mas voltou a ser preterido nas restantes partidas da Allianz Cup (Taça da Liga), diante do Académico FC, Torrense e Famalicão.

No regresso das provas da liga portuguesa depois do Mundial, no sábado passado, Mexer Sitoe foi titular no embate diante do Arouca, em que o Estoril de Praia perdeu por duas bolas sem resposta.

Recorde-se que aquando da sua chegada ao clube português, o central moçambicano prometeu trabalhar para recuperar a sua forma física e a titularidade, depois de ter ficado quase uma época inteira fora das escolhas do treinador do Bordéus da França, o que acabou por propiciar a saída do jogador para o campeonato português.

O internacional moçambicano iniciou a carreira no Desportivo Maputo, de onde partiu com contrato para o Sporting de Portugal, onde não chegou a ganhar espaço, tendo sido emprestado ao Olhanense, onde fez 48 jogos em duas temporadas e fez duas assistências.

Mexer passou depois pelo Nacional da Madeira, durante duas épocas, onde disputou 64 partidas e marcou dois golos, antes de se mudar para o Rennes da França. No clube francês ficou por cinco temporadas, realizando 143 jogos e marcado seis golos e uma assistência.

Na época 2019/20 partiu para o Bordéus, por três temporadas, clube que disputou 48 partidas, apontou um golo e fez duas assistências, antes de regressar a Portugal pela porta do Estoril, onde já fez cinco jogos, três dos quais a titular.

Mexer Sitoe, que já conta com 56 internacionalizações e três golos, aponta a qualificação ao CAN da Costa do Marfim, em 2024, como o principal objectivo da carreira, num grupo onde conta com a oposição da campeã africana, Senegal, Benim e Malawi.

A selecção nacional de futebol defronta, hoje, 10 de Janeiro, o Gana em jogo de controlo tendo em vista o CHAN 2022, prova que vai decorrer na Argélia.

É o derradeiro teste antes da estreia no CHAN 2022. Os Mambas defrontam, hoje, o Gana no último jogo de controlo antes de medirem forças a 14 de Janeiro com Etiópia, primeiro adversário no grupo “A” do Campeonato Africano de futebol reservado aos atletas que evoluem nos respectivos campeonatos nacionais. É uma partida que servirá para o seleccionador nacional de futebol, Chiquinho Conde, ensaiar alguns aspectos táctico-técnicos que tem estado a montar nos Mambas.

Mais: o técnico terá a oportunidade de tirar algumas ilações do nível de assimilação dos atletas aos processos que está a introduzir na equipa e que pretende que sejam implementados nesta prova. A começar, claro, pela Etiópia que apresenta uma estrutura compacta e cujo grupo de trabalho joga junto há já bastante tempo.

“No dia 10, teremos o nosso último jogo com o Gana e aí temos que tirar todas as ilações. O primeiro jogo foi um bom treino, um jogo agressivo disputado com uma equipa que está no terceiro lugar no campeonato da Argélia. É uma equipa bem organizada e jovem. Foi bom para pôr à prova algumas das nossas fragilidades”, destacou o seleccionador nacional de futebol. Conde refere ainda que, “com o vídeo do jogo, poderemos analisar conjuntamente e depois analisar alguns aspectos.”

No primeiro teste, os Mambas perderam, sexta-feira passada, diante do USM Argel por 3-1, numa partida em que Melque foi o autor do tento solitário do combinado nacional. Benhouwa (9’), Gacem (73’) e Mbawma Victor (76’) foram os autores dos golos da equipa argelina que já conquistou oito campeonatos locais.

Depois, no domingo, a selecção nacional de futebol goleou o Paradou AC por 4-0. Lau King bisou na partida, sendo que os restantes golos foram da autoria de Kito e Nelson.

“Houve coisas boas, a equipa soube jogar a espaços pressionantes na primeira fase de construção do adversário. Precisamos de ter mais confiança no nosso processo de construção na nossa transição defesa-ataque, em que estamos ainda hesitantes. Este jogo serviu para tirarmos algumas boas e más ilações da forma de jogar da equipa”, analisou Chiquinho Conde.

O primeiro adversário dos Mambas no CHAN 2022, a Etiópia, perdeu sexta-feira última com o Marrocos por uma bola a zero em jogo de preparação.

Já a Líbia, igualmente inserida no grupo A, perdeu com a República Democrática do Congo por três bolas a zero.

O Rally Dakar, na Arábia Saudita, continua a testemunhar a evolução a cada etapa dos pilotos moçambicanos Paulo Oliveira e Miguel Alberty, este último na condição de co-piloto. Isto porque, ao cabo de seis etapas, os moçambicanos alcançaram a 26ª posição na classe de quatro rodas ao volante do veículo ligeiro “Side by Side Vehicle” e 95ª na classificação geral.

Os pilotos moçambicanos conseguiram, fim-de-semana, uma boa prestação depois de um arranque no qual enfrentaram enormes dificuldades e com algumas avarias no seu percurso.

Paulo Oliveira e Miguel Alberty, que ontem observaram um dia de descanso, constam da lista dos 100 melhores classificados na geral desta que é uma das mais desafiantes e emocionantes provas de automobilismo a nível mundial.

A prova retoma esta terça-feira com 358 quilómetros cronometrados entre Riade e Haradh. Oliveira e Alberty vão continuar a desafiar os obstáculos e tentar melhorar a sua classificação.

Paulo Oliveira faz a sua segunda aparição no prestigiado Rally Dakar, prova que arrancou no passado dia 31 de Dezembro e vai prolongar-se até 15 de Janeiro.

O certame é composto por 14 etapas, sendo que o seu percurso é de 8549 km, dos quais 4706 km cronometrados.

Paulo Oliveira chega ao Rally Dakar depois de ter feito brilharete no Campeonato do Mundo de Bajas todo-o-terreno, em 2021, onde alcançou a 3ª posição da sua classe.

 

NASSER AL-ATTIYAH DOMINA

Nos automóveis, Carlos Sainz (Audi) sofreu cinco minutos de penalização e caiu para terceiro da etapa. A vitória ficou, assim, para o francês Sébastien Loeb (BRX), com 2.11 minutos de vantagem sobre o líder da geral, o qatari Nasser Al-Attiyah (Toyota), com Sainz em terceiro, a 3.31 minutos, escreve o jornal “Observador”.  Ainda de acordo com o “Observador”, Al-Attiyah aumentou ligeiramente a sua vantagem no comando da prova, com 1:03.46 horas de vantagem sobre o sul-africano Henk Lategan (Toyota), seu companheiro de equipa, e 1:20.22 horas sobre o brasileiro Lucas Moraes (Toyota). Loeb subiu ao quarto lugar, mas já a 1:52.06 horas.Já na categoria das motas, o pódio chegou ao dia de descanso da 45.ª edição do rali Dakar de todo-o-terreno, após oito etapas disputadas, com os três primeiros separados por 13 segundos. O piloto do Botswana Ross Branch (Hero) venceu este domingo a oitava etapa, que ligou Al Duwadimi a Riade, na Arábia Saudita, com 346 quilómetros cronometrados, batendo o australiano Daniel Sanders (GasGas) por 3.15 minutos e o norte-americano Mason Klein (KTM), que foi terceiro, por 3.33 minutos. Klein sofreu uma penalização de dois minutos e, com isso, perdeu a oportunidade de voltar a ascender ao comando da classificação geral. Assim, o compatriota Skyler Howes (Husqvarna), que foi apenas 20.º, a 16.06 minutos do vencedor, segurou a liderança, ainda que por apenas 13 segundos para os segundo e terceiro classificados.

 

EDILSON ROSA NO CENTRO DE ALTO RENDIMENTO DA TUNÍSIA

 O talentoso tenista moçambicano Edilson Rosa parte, no fim deste mês, para Tunísia, onde vai evoluir durante um ano no Centro de Alto Rendimento  da ITF (Federação Internacional de Ténis) de Sousse ao abrigo de uma bolsa. Edilson Rosa, um dos mais promissores tenistas da actualidade, poderá, naquele país, melhorar o seu nível competitivo dadas as melhores condições de treinamento que se lhe esperam.

Ano passado, o prodígio conquistou a medalha de bronze no Torneio dos Mestres na categoria sub-14, prova realizada no Cairo, Egipto.

Edilson Rosa evidenciou-se ao terminar a prova entre os três melhores tenistas de um total de oito países participantes.

A medalha de bronze por si arrecadada, numa prova que movimentou tenistas de oito países, assenta como uma luva na mão. Foi tão só a confirmação de que Edilson Rosa tem credenciais bastante para crescer e transformar-se num tenista de grande qualidade no futuro.

Pupilo de Alberto Nhacale, experiente treinador que o dado “imputs” para se colocar entre os mais destacados da actualidade, Edilson Rosa denuncia enorme potencial nos “courts”. Edilson Rosa segue para o Centro de Alto Rendimento  da ITF (Federação Internacional de Ténis) de Sousse depois de o seu compatriota Bruno Nhavene (agora nos EUA) ter evoluído em Marrocos, onde cresceu mental e desportivamente.

O tenista esteve também envolvido, ano passado, no “Top Moz” da  10ª edição do Standard Bank Open de ténis.

Este torneio movimentou tenistas de gabarito internacional de vários países bem posicionados no ranking mundial como Khololwam Montsi, tenista sul-africano (posicionado no 661 lugar no ranking ATP) e Lorenzo Bocchi, tenista italiano (posicionado no 700 lugar no ranking ATP).

A competição  tem como objectivo impulsionar a prática da modalidade no país e contribuir para a rodagem dos atletas nacionais, sendo que a mesma é organizada pela Federação Internacional de Ténis (ITF), Federação Moçambicana de Ténis (FMT) e o Clube de Ténis de Maputo (CTM).

A mesma tem a particularidade de pontuar para o “ranking” internacional (ATP Ranking) e insere-se no Circuito Internacional de Ténis (“ITF Men’s Circuit”), para além de ser reconhecidos pela Federação Internacional de Ténis (ITF) e pela Associação dos Tenistas Profissionais (ATP).

Está confirmado: Roberto Martínez é o novo seleccionador de Portugal, sucedendo a Fernando Santos. O nome de Martínez foi confirmado pelo canal 11 pelas 11 horas, estando prevista a apresentação ao meio-dia, na Cidade do Futebol, ao lado do presidente Fernando Gomes. Será o terceiro seleccionador estrangeiro, depois dos brasileiros Otto Gloria e Luiz Felipe Scolari.

A selecção portuguesa estava sem seleccionador desde 15 de Dezembro, dia em que foi anunciado o acordo para a rescisão de contrato com Fernando Santos. Portugal só voltará a jogar em Março, iniciando a fase de qualificação para o Campeonato da Europa de 2024. O espanhol vai ser o sétimo seleccionador de Portugal no Século XXI, depois de António Oliveira (2001 a 2002), Agostinho Oliveira (2002 e 2010), Luiz Felipe Scolari (2003 a 2008), Carlos Queiroz (2008 a 2010), Paulo Bento (2010 a 2014) e Fernando Santos (2014 a 2022).

Roberto Martínez esteve seis anos e meio ligado à Selecção da Bélgica (80 jogos, 56 vitórias, 13 empates, 11 derrotas), tendo alcançado o 3.º lugar no Mundial 2018 (eliminado na meia-final pela futura campeã França) e os quartos-de-final no Euro 2020 (afastado pela futura campeã Itália) e um 4.º lugar na Liga das Nações 2021. O espanhol deixou o comando dos Diables Rouges após a eliminação do Mundial-2022 na fase de grupos, atrás de Marrocos e Croácia. É o segundo seleccionador da Bélgica com mais jogos realizados (Guy Thys lidera com 114), mas aquele que tem mais elevada percentagem de vitórias (70% contra 67% de Marc Wilmots) e a maior média de pontos.

Até ao fim da presente época, a selecção nacional de futebol de Portugal disputará quatro jogos, todos de qualificação para a fase final do Campeonato da Europa de 2024, a realizar-se na Alemanha: Portugal–Liechtenstein (23 de Março), Luxemburgo–Portugal (26 de Março), Portugal–Bósnia (17 de Junho) e Islândia–Portugal (20 de Junho). No acto da sua apresentação, Roberto Martínez disse sonhar com a conquista do Euro. “Claro, há que sonhar muito alto, mas temos de entender o processo, primeiro será preciso a qualificação. E a partir daí há que sonhar.”

Quando questionado sobre como prefere jogar e se vai mudar o sistema para três defesas, o técnico respondeu. “O importante é sermos uma selecção competitiva. Na Bélgica, estivemos 28 jogos invictos. Portugal tem de competir sempre, tem de ser uma equipa moderna, ter flexibilidade e aproveitar ao máximo o talento dos jogadores, ser uma equipa que tenha talento com bola e sem bola. A flexibilidade é muito importante. Vai depender dos jogadores que temos. Como adversário, sei que Portugal sempre foi competitivo, esse é o meu ponto de partida, não o posso desperdiçar. Temos de ser uma equipa ofensiva e que jogue com alegria. Temos de trabalhar como um clube, gosto disso.” A melhor geração da Bélgica foi mal aproveitada? Esta foi outra das questões colocadas a Roberto Martínez. “Os juízos são para os outros. A Bélgica foi número um do ranking durante quatro anos.”

O Al Nassr anunciou a contratação de Cristiano Ronaldo no dia 30 de Dezembro e apresentou-o ao mundo e aos adeptos no dia 3 de Janeiro, mas a estreia está enguiçada e pode não ser tão cedo. Os dirigentes sauditas estão optimistas e uma fonte do clube disse à AFP que o português poderá ser utilizado no campeonato da Arábia Saudita no dia 21 de Janeiro, com o Ettifaq.

Um dos muitos entraves à utilização imediata de CR7 foi este sábado resolvido. O Al Nassr rescindiu contrato com o camaronês Vincent Aboubakar (ex-FC Porto) e assim liberta uma vaga para inscrever Ronaldo, visto que o número máximo de jogadores estrangeiros fixado pela Federação Saudita de Futebol é de oito. O curioso é que o camaronês está a ser apontado ao lugar do extremo no Manchester United.

Foi ainda preciso pagar uma dívida a Giuliano, médio do Corinthians que representou o clube saudita entre 2018 e 2020, a qual impedia o Al Nassr de inscrever jogadores. A dívida de seis milhões de euros foi paga dois dias depois da apresentação do capitão da selecção portuguesa, permitindo que a FIFA retirasse o ‘transfer ban’ aplicado ao clube.

Mas ainda há mais impedimentos. O jogador ainda terá de cumprir uma suspensão de dois jogos herdada dos tempos do Manchester United (por ter atirado o telemóvel de um jovem adepto autista ao chão).

Segundo fonte do clube saudita, Cristiano Ronaldo estará disponível no dia 22 de Janeiro, para o jogo em casa com o Ettifaq, uma vez que cumpriria os jogos de suspensão nos jogos com o Al Ta’ee (na sexta-feira) e o Al. Shabab (dia 14).

No entanto, segundo as regras da FIFA, o castigo de um jogador só pode ser cumprido depois de o jogador estar inscrito e, como Ronaldo só foi registado este sábado como jogador do Al Nassr, só se poderá estrear oficialmente no dia 26, frente ao Al Ittihad, uma vez que, na sexta-feira, quando se realizou o jogo com o Al Ta’ee de Pepa, ainda não era jogador do clube.

Ao DN, o Al Nassr não esclarece a dúvida. No entanto, a estreia não oficial pode acontecer no dia 19, quando uma equipa conjunta do Al Nassr e do rival Al Hilal jogar com o PSG. Os sauditas tinham um particular marcado com os franceses em Janeiro do ano passado, que acabou por ser adiado por causa da pandemia e que deverá ser jogado agora.

Caso o PSG use as suas melhores armas, haverá um duelo entre Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, no dia 19, em Riade.

Os pilotos moçambicanos Paulo Oliveira e Miguel Alberty subiram ao 28º  lugar na quinta etapa do Rally Dakar 2023, na classe de quatro rodas.

No regresso à maior e mais dura prova de automobilismo do mundo, desta feita na classe “Side by Side Vehicle” de quatro rodas, Paulo Oliveira e Miguel Alberty continuam a desafiar com entusiasmo o certame que vai cruzar a Arábia Saudita, país anfitrião, desde a costa do mar vermelho até ao Golfo Pérsico.

Ao cabo de 5ª etapa de prólogo com um total de 14 (mais duas que na última edição), os pilotos moçambicanos subiram à 28ª posição na classificação geral de um total de 100 participantes.

As primeiras etapas têm sido marcadas por provas mais longas, com mais de 400 quilómetros, enquanto obstáculos mais duros como as dunas chegam na 45ª edição do Rally Dakar. Paulo Oliveira participa no Rally Dakar pela segunda vez na mítica prova do Rally Dakar, depois de se ter estreado na prova ano passado.

400 KM CRONOMETRADOS

Os percursos cronometrados ultrapassam os 4,7 mil quilómetros, 400 a mais do que na temporada anterior. O solo saudita volta, assim, a ser o palco da competição pelo quarto ano consecutivo. Cidades já conhecidas como Ha’il e a capital Riade estão novamente na programação da prova de “rally off-road” mais famosa do mundo, com chegada prevista para Dammam, no Golfo Árabe.

O Rally Dakar 2023 arrancou no passado dia 31 de Dezembro e vai prolongar-se até 15 de Janeiro, sendo que, nesta prova, serão 14 os percursos cronometrados.

São mais de 400 veículos registados, maior número desde 2014. A grande novidade do Dakar 2023 é a passagem pelo “quarteirão vazio”, uma verdadeira maratona no meio das dunas do sudeste saudita, fundamental para o resultado, já que acontece no fim-de-semana.

O actual campeão Nasser Al-Attiyah chegou para defender a coroa e é naturalmente quem comanda a fila dos candidatos ao título. Quatro vezes vencedor do Dakar, o catari ainda vem embalado pelo título da primeira edição do Mundial de Rally-Raid, uma competição com o peso do WRC, mas focada em disputas parecidas com o Dakar.

Outros pilotos como Yazeed Al-Rajhi, Kuba Przygonski, Giniel de Villiers, Orlando Terranova, Martin Prokop, Mattias Ekstrom e Laia Sanz, de bela passagem pelas motos, também merecem atenção.

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