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O País – A verdade como notícia

Quinze equipas, das quais nove em masculinos e seis em femininos, corporizam, desde ontem, a edição 2023 do Campeonato Nacional de basquetebol nas categorias de juniores femininos e masculinos.

É o regresso, três anos depois, das provas neste escalão, depois de um interregno forçado pela pandemia da COVID-19. Os representantes da província da Zambézia no campeonato consideram que esta é uma oportunidade de testar, no pavilhão Favezal, palco dos jogos, a qualidade do seu trabalho ao longo do ano passado.

Se em masculinos o grande ausente é o campeão Maxaquene, em femininos, o Ferroviário de Maputo vai procurar revalidar o título. Na primeira jornada, o Ferroviário de Maputo defronta o Sporting de Quelimane, conjunto que vai, certamente, procurar cometer a proeza da equipa sénior masculina que entrou para a história na Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal, ao ocupar a inédita terceira posição.

É um duelo em que a equipa verde-e-branca vai ser testada por um conjunto que conta com o apoio do fervoroso público local. Ainda a contar para a primeira jornada, a formação do Namicopo de Nampula vai medir forças com Textáfrica de Chimoio. Sublinhe-se, Chimoio tem tradição na prova de juniores, sendo de destacar um leque de atletas como Ingvild Mucauro, que foi forjada naquele ponto.

Na outra partida da jornada inaugural, o Desportivo de Tete joga com Nudex. Em seniores masculinos, o Niassa Basquetebol Team joga com New Vision de Pemba, na segunda jornada. Por sua vez, o conjunto de Mucopelinhas defronta Liga de Chimoio.

Nesta ronda, a formação de Mocuba fica de fora devido ao número ímpar de equipas no grupo B. No grupo A, estão agendados os seguintes jogos: Nudex-Sporting de Quelimane e Costa do Sol-Eagles de Inhambane.

O piloto moçambicano Paulo Oliveira cumpriu com sucesso as 14 voltas do Rally Dakar e levou Moçambique ao pódio, ao terminar a prova na 90ª posição.

Paulo Oliveira vai espalhando o seu perfume no olimpo do desporto motorizado.

Na 45ª edição do Rally Dakar, que terminou este domingo, o nome de Moçambique soou bem alto na mais importante e prestigiada competição do desporto motorizado a nível mundial.

O piloto moçambicano Paulo Oliveira e Miguel Alberty (co-piloto) subiram ao pódio ao terminarem a prova na 90ª posição, entrando desta forma na lista dos 100 primeiros da prova, conhecida pelo seu elevadíssimo grau de dificuldade.

A dupla alcançou o feito inédito ao concluir as 14 etapas da prova, colocando desta feita o nome de Moçambique na elite do desporto motorizado.

“Entrámos para uma pequena elite dos participantes que conseguiram terminar todas as etapas com sucesso, das 14 que estavam em disputa, e assim ganhámos este troféu e conseguimos levar a nossa bandeira ao mais alto nível, nesta competição do Rally Dakar 2023”, disse Paulo Oliveira.

Organizado pela Amaury Sport Organizativos, o Rally Dakar 2023 decorreu de 31 de Dezembro de 2022 a 15 de Janeiro do presente ano, na Arábia Saudita. Ao todo, foram 15 dias de prova, tendo a dupla Paulo e Alberty percorrido um total de 8549 Km (Jaddah a Dammam), dos quais 4706 Km cronometrados.

Oliveira e Alberty participaram na prova de todo-o-terreno ao volante de um carro SSV (Side by Side Vehicle).

Paulo Oliveira é o primeiro piloto moçambicano a participar no Rally Dakar, sendo esta a segunda vez, depois de, na edição de 2022, ter pilotado uma moto. Em 2021, representou o país no Campeonato de Mundo de Bajas todo-o-terreno, onde alcançou a 3ª posição da sua classe.

Os Mambas vão procurar, amanhã, diante da Líbia, em jogo da segunda jornada do grupo A do CHAN, prova que decorre na Argélia, alcançar a sua primeira vitória na competição.

Depois de, na jornada inaugural, terem empatado diante da Etiópia, numa partida em que o combinado nacional esteve muitos furos abaixo do seu adversário, os Mambas vão procurar, hoje, reverter o cenário.

Mas mais do que apresentar um futebol de primeira “água”, algo que não aconteceu na partida contra os etíopes, a selecção nacional tem a oportunidade de alcançar a primeira vitória, não só nesta edição do CHAN, assim como em todas as suas participações nos campeonatos africanos, em que sempre somou derrotas.

Os dois conjuntos vêm de resultados diferentes. Se por um lado os Mambas se estrearam naquela que é a sua segunda participação nesta prova com um empate sem abertura de contagem, por outro, a Líbia foi impotente, ao sofrer uma derrota frente à anfitriã Argélia, por uma bola sem resposta. Tanto a selecção nacional quanto os líbios precisam de vitória, de modo a sonharem em passar para a segunda fase da prova.

Ora, para esta partida, teoricamente, os Mambas partem como favoritos. Teoria à parte, a verdade é que o combinado nacional terá de se aplicar a fundo para fazer jus ao seu bom momento de forma, o que se pode consubstanciar com uma vitória.

NELSON E TELINHO CONFIANTES NA VITÓRIA

O empate contra a Etiópia faz parte do passado e, por isso mesmo, há que arregaçar as mangas. Há, no seio dos jogadores da selecção nacional, uma sagrada esperança de que é possível fazer história, sobretudo por ser uma geração maioritariamente composta por jovens, que ainda estão à procura de um lugar ao sol e na consolidação das suas carreiras.

O capitão dos Mambas, o experiente Telinho, tem sido uma das peças-chave na criação de um bom ambiente no seio do conjunto de Chiquinho Conde.

Na antevisão da partida de hoje, por sinal feita no primeiro treino após a partida contra a Etiópia, deixou ficar o sentimento da equipa, que, tal como disse, está confiante na obtenção de um bom resultado na partida de hoje frente à Líbia.

Para Telinho, é preciso que o jogo de seja encarrado, à semelhança dos outros, com muita responsabilidade, sobretudo porque a Líbia vem de um resultado negativo. Esse facto, segundo o capitão dos Mambas, poderá ser determinante na forma como os líbios vão abordar a partida.

Apesar de respeitar o adversário, Telinho diz que o combinado nacional está disposto a vencer o jogo, o que seria um elemento catalisador para encarrar a Argélia na última jornada. O capitão dos Mambas diz que é preciso rectificar os erros cometido na partida inaugural.

O lateral dos Mambas, Nelson Divrassone, também acredita que é possível vencer a Líbia, o que, segundo ele, passa por encarrar o jogo com muita responsabilidade. Para o lateral moçambicano, a selecção líbia está ao alcance do combinado nacional.

Ainda assim, entende que o facto de os líbios virem de uma derrota pode fazer com que estejam mais espevitados, alertando, por isso, que o combinado nacional deve redobrar os esforços. Em caso de vitória nesta partida, os Mambas vão somar quatro pontos na tabela classificativa do grupo A.

É A VEZ DE MUDAR A HISTÓRIA

A história de confrontos entre os Mambas e a Líbia resume-se em quatro jogos. No histórico de confrontos directos a Líbia leva vantagem em relação aos Mambas, na medida em que venceram duas vezes e empataram uma vez. O combinado nacional soma uma vitória diante dos líbios.

O jogo desta terça-feira é mais uma oportunidade para os Mambas mudarem o curso da história, que, como já dissemos, é desfavorável. Com uma geração ávida em fazer história, a selecção nacional vai certamente, nesta partida, dar tudo de si para sair com uma vitória.

Mas mais do que olhar para o confronto directo, um possível triunfo contra a Líbia coloca Moçambique numa posição privilegiada do grupo e com chances para passar para a segunda fase da prova.

As selecções da Argélia e Senegal são líderes destacados dos grupos A e B do CHAN. As duas equipas somam três pontos, frutos das vitórias contra a Líbia e Costa de Marfim, curiosamente pelo mesmo resultado, 1-0.

A Argélia fez as honras da casa ao derrotar, na jornada inaugural, a sua congénere da Líbia, numa partida em que os argelinos teoricamente partiam como favoritos.

Ainda assim, o triunfo da Argélia não foi de todo fácil, na medida em que os líbios entregaram o peito às balas para discutirem o jogo em pé de igualdade.

A Líbia criou enormes dificuldades para o seu adversário, que teve de se aplicar a fundo para sair do campo com a vitória. Como consequência dessa postura, os argelinos só chegaram ao golo numa situação de grande penalidade.

Com este resultado, a Argélia é líder do grupo A, com três pontos, mais dois que a dupla Moçambique e Etiópia, conjuntos que empataram sem abertura de contagem. Na segunda jornada do grupo A, a Argélia vai medir forças contra a Etiópia, enquanto Moçambique joga diante da Líbia.

Pelo grupo B, o Senegal venceu a Costa do Marfim por uma bola sem resposta. A partida entre as duas selecções foi carregada de muita emoção, sobretudo na segunda parte, em que houve mais oportunidades de golo.

A Costa do Marfim viria a pecar nos momentos cruciais do jogo, o que permitiu com que o Senegal acreditasse ainda mais na conquista dos três pontos, algo que veio a acontecer. Na segunda ronda da fase de grupos, o Senegal defronta o Uganda.

A República Democrática do Congo, duas vezes vencedor do TotalEnergies CHAN, empatou sem golos com o vizinho Uganda, em uma partida bem disputada, no Estádio 19 de Maio.

O resultado foi um verdadeiro reflexo daquilo que aconteceu no campo entre as duas equipas, pois ambas tiveram muitas oportunidades de golos, mas desperdiçaram.

Adam Bossu Nzali teve a primeira chance de golo do jogo com uma cobrança de falta bem acertada no alvo, mas foi directo para as mãos de Nafion Alionzi, aos 10 minutos.

Os ugandeses responderam através de Moses Waiswa, que teve uma oportunidade flagrante de colocar a sua equipa em vantagem, mas o seu remate não tomou a direcção certa, para frustração dos seus colegas no banco.

Nzali, em alta no jogo ofensivo pelo lado esquerdo, fez uma corrida rápida para a área, mas chutou para o lado da baliza.

O meio-campo das duas equipas esteve muito movimentado, com os dois conjuntos a tentar controlar o ritmo do jogo, que também acabou por ser físico, mas foi o Congo que teve mais posse de bola (53%).

Na segunda parte, o Uganda esteve perto de marcar, mas o cabeceamento de Gift Fred embateu na trave e foi desviada pela defesa congolesa.

O substituto congolês Jean-Marc Makusu quase marcou cinco minutos depois de entrar em campo, mas a sua tentativa foi para o lado da baliza e, minutos depois, forçou Alionzi a pegar a bola em seu chute poderoso.

Ambos os treinadores Otis Ngoma e Milutin “Micho” Sredojevic fizeram as mudanças necessárias, mas os seus esforços não alteraram o resultado do jogo. A República Democrática do Congo e Uganda ocupam a segunda posição do grupo B. Na próxima jornada, a República Democrática do Congo defronta a Costa do Marfim.

Os Mambas vão, no sábado, defrontar a Etiópia, em jogo da primeira jornada do CHAN 2023, numa partida em que, em caso de vitória, o combinado nacional vai “apagar a pálida imagem” da sua primeira participação, em 2014.

Sem um histórico de vitórias em jogos de estreia em competições sob égide da Confederação Africana de Futebol (CAF), os Mambas têm, diante da Etiópia, uma oportunidade para escrever uma nova história.

Com um estágio de 12 dias observado no local da competição, Argélia, o combinado nacional tem os processos de jogo bem definidos, a avaliar pelo nível de entrega dos jogadores durante a preparação.

Durante o período de preparação, Chiquinho Conde, com o seu “staff” técnico, tentou aprimorar os aspectos técnico-tácticos da sua equipa, tendo em vista garantir mais entrosamento nos jogadores, elemento-chave para encarar os adversários.

Três jogos de preparação, nos quais amealharam duas vitórias e uma derrota, é o saldo do estágio dos Mambas naquele país do norte de África. Sem margem para testes de tácticas, o CHAN vai arrancar esta sexta-feira, sendo que Moçambique, como já o dissemos, só entra em competição no sábado, defrontando a Etiópia, um adversário ao alcance do combinado nacional.

E porque o desejo é fazer história, há, no seio dos jogadores, uma sagrada esperança de que tudo é possível. Para tal, os jogadores pedem apoio de todos os moçambicanos. Durante a sua estada na Argélia, os jogadores sempre se mostraram confiantes quanto a uma boa participação, naquela que é a segunda aventura dos Mambas no CHAN, prova reservada aos atletas que actuam nos campeonatos internos.

Na segunda jornada, o combinado nacional terá pela frente a Líbia. Esta será a primeira vez em que as duas selecções vão defrontar-se no CHAN.

Na terceira e última jornada da fase de grupos da prova, os Mambas vão medir forças com a anfitriã Argélia no sábado (21), numa partida em que se antevê que venha a ser difícil para as duas equipas, dada a rivalidade. Olhando para os confrontos directos entre as duas selecções, a Argélia leva vantagem, mas nada que assuste o combinado nacional, até porque o futebol não sobrevive apenas da história.

O internacional moçambicano Manuel Kambala assinou pelo Magesi FC, formação que milita na segunda liga do futebol sul-africano, denominada Motsepe Foundation Championship.

Abre-se uma nova página na carreira do meio-campista moçambicano, Kambala, que, antes de assumir o novo desafio, vestia a camisola do Boroka. A sua nova paragem é a formação do Maguesi FC, clube que tem, nos últimos anos, investido na contratação de novos activos.

O internacional moçambicano selou o acordo com o emblema de Polokwane, após ter sido submetido a um processo de observação durante três meses. Kambala rumou para este clube antes da paragem do campeonato sul-africano para dar lugar ao Mundial do Qatar 2022.

Kambala, jogador que atingiu os píncaros da sua carreira ao serviço da União Desportiva do Songo, estava sem clube desde que rompeu a relação contratual com o Baroka no fim da última temporada.

Durante esse período, o internacional moçambicano atiçou a cobiça de muitos clubes, tendo sido, por exemplo, abordado pela formação de Marumo Gallants, que pretendia contar com o jogador. Sucede que tal na aconteceu, pois não houve consenso nas negociações entre o atleta e o clube.

Kambala, que cumpriu três temporadas no Baroka, tendo sido uma das peças-chave na manobra defensiva da equipa, tem agora a oportunidade para relançar a sua carreira. No Boroka, o internacional moçambicano amealhou um total de 72 partidas em todas as competições, com registo de apenas um golo pelo clube.

Na sua nova equipa, Kambala vai reencontrar os seus ex-companheiros no Boroka, como é o caso de Elvis Chipezeze e Kagiso Selemela. A dupla ingressou no Magesi no início da temporada.

O Maguesi FC ocupa actualmente a 10ª posição com 16 pontos num campeonato, numa prova liderada pelo Polokwane City, com 26 pontos.

Nos últimos quatro dias, cerca de 2400 pessoas assinaram uma petição online para contestar o anúncio do Primeiro-Ministro de Cabo Verde, que decidiu atribuir o nome de Pelé ao Estádio Nacional do país.

A petição tem o nome “Não queremos o nome do nosso ‘Estádio Nacional’ como ‘Estádio Pelé’”, respondendo à intenção de Ulisses Correia e Silva, Primeiro-Ministro, de homenagear o antigo futebolista brasileiro, que faleceu em 29 de Dezembro.

“Se a FIFA recomenda que em todos os países deveria ser nomeado um estádio como ‘Estádio Pelé’, pois a FIFA que venha financiar um novo ‘Estádio Pelé’, aceitaremos de bom coração. Sem dúvidas que reconhecemos a grandeza do grande Pelé, mas este seria melhor homenageado pelo ‘Santos’ e pelo seu país”, pode ler-se no texto.

O anúncio do novo nome do Estádio Nacional foi feito a 4 de Janeiro, com o presidente da FIFA a manifestar a sua gratidão ao país africano no mesmo dia: “Muito obrigado, Cabo Verde! Quero agradecer ao senhor Primeiro-Ministro, Ulisses Silva, ao ministro do Desporto, Carlos do Canto, e à Federação Cabo-verdiana de Futebol, na pessoa do seu presidente, Mário Semedo, o facto de Cabo Verde ter anunciado a intenção de dar o nome de Pelé ao Estádio Nacional”, é possível ler-se na conta de Instagram de Gianni Infantino.

Outro país que aderiu à homenagem para o jogador brasileiro foi a Colômbia, na América do Sul. O mesmo ficará em Villavicencio, e a decisão foi tomada por Juan Guillermo Zuluaga, Governador de Meta, onde a cidade fica localizada. O Estádio passará a ser chamado de Bello Horizonte “Rey Pelé”.

Além desses dois países, a FIFA também irá baptizar um campo na sede da entidade, em Zurique, na Suíça, Como Estádio Pelé – FIFA Zurich. No Brasil, a avenida ao lado do Maracanã, na cidade do Rio de Janeiro, recebeu o nome de Rei Pelé, na passada quarta-feira.

A selecção nacional de futebol entrou para a recta final do estágio de preparação com vista à sua participação no CHAN da Argélia, que arranca esta sexta-feira. Foram 11 dias de treinos que incluíram três jogos de controlo com equipas locais e uma selecção, dentro daquilo que foi o plano inicialmente traçado.

Ainda assim, de acordo com aquilo que Chiquinho Conde deixou transparecer em entrevista ao canal desportivo da Rádio Moçambique, foi pouco tempo de preparação, olhando para o ritmo das outras selecções que vão disputar a prova.

Aliás, o seleccionador nacional recordou que todas as restantes 17 selecções que vão disputar o CHAN têm os seus campeonatos ainda a decorrer e alguns países tiveram que parar para dar lugar à competição continental, contrariamente ao nosso país, que viu o seu campeonato terminar na primeira semana de Dezembro, e com os jogadores sem ritmo competitivo devido à paragem que tiveram.

Por isso mesmo, defendeu Chiquinho Conde, “era importante que tivéssemos tido mais tempo de preparação e mais jogos de controlo, porque ninguém ganha ritmo treinando apenas; só com competições é que isso se faz”.

O seleccionador nacional falava depois do último ensaio feito esta terça-feira diante do Gana, que acabou interrompido aos 80 minutos, o que terá dificultado o espaço para melhor análise e avaliação dos jogadores, uma vez que foi o único jogo de controlo com uma selecção nacional, ainda mais participante na prova.

No estágio, os Mambas realizaram três jogos de controlo, sendo dois com equipas locais da primeira divisão, dos quais venceu um, por 4-0, e perdeu outro, por 3-1. No fim dos jogos, venceu o Gana à tangente.

Ou seja, no cômputo geral, os Mambas marcaram seis golos e sofreram três, com Lau King a ser o rei dos golos, com dois golos, sendo os restantes de Melque, Telinho, Nelson e Amadou.

Esta quinta-feira, os Mambas fazem os últimos treinos bidiários, ficando o dia de amanhã, sexta-feira, reservado ao reconhecimento do piso do Estádio Nelson Mandela, onde defronta, no sábado, a Etiópia, para a primeira jornada do grupo A da fase de grupos do CHAN.

A Confederação Africana de Futebol (CAF) convidou várias lendas do futebol continental, dentre eles antigos jogadores, para fazerem parte de um leque de analistas e comentadores durante os jogos do CHAN da Argélia. O antigo capitão dos Mambas, Tico-Tico, é uma dessas figuras convidadas pela CAF.

A CAF quer transformar a edição do CHAN deste ano numa prova histórica, com a introdução de vários aspectos ligados a um evento de alto nível, como por exemplo os comentadores e analistas de cores, que serão antigas estrelas do futebol africano.

Ademais, a introdução do Vídeo Árbitro e o número máximo de 24 câmaras que serão utilizados em cada um dos jogos é outra novidade neste CHAN da Argélia.

O antigo capitão dos Mambas, Tico-Tico Bucuane, é uma das lendas do futebol africano que foi escolhida pela Confederação Africana de Futebol para estar no grupo de analistas de cores nos jogos do CHAN pela primeira vez na história da competição.

Tico-Tico juntar-se-á a outras lendas como o costa-marfinense Eric Babou, o ex-internacional do Botswana, Dipsy Selolwane, e o ex-meio-campista camaronês, Joel Epalle, entre outros ex-jogadores africanos de destaque que serão utilizados pela CAF como “analistas de cores”.

Para fazer parte da histórica equipa de comentadores da CAF durante os jogos do CHAN da Argélia 2022, a CAF convidou várias lendas do futebol africano, dentre elas o ganês John Paintsil, Siaka Tiene da Costa do Marfim, a ex-estrela da Argélia Noureddine Bounaas e o zambiano Clifford Mulenga.

 

24 CÂMARAS E 66 PAÍSES A ASSISTIREM AO CHAN

A EPTV da Argélia será a emissora anfitriã da transmissão dos jogos do CHAN e trabalha em estreita colaboração com os parceiros da CAF TV para a produção da competição.

Em termos numéricos, pelo menos 66 países vão assistir à cerimónia de abertura da prova, esta sexta-feira, 13 de Janeiro, às 20h00 locais (21h00 de Maputo), em Argel, capital argelina.

Em termos de equipamentos, mais de 24 câmaras serão usadas, incluindo equipas extras e externas (ENG) ao redor do estádio, que darão mais cobertura ao primeiro CHAN a ser jogado em solo argelino.

O Director de Operações da CAF, Abi Ijasamni, afirmou que “uma das áreas que sabíamos que tínhamos que fortalecer era a Televisão. Quando dizemos que o futebol africano deve ser globalmente competitivo, também queremos dizer que o produto de TV deve ser o melhor. Nossa equipa de transmissão e TV tem trabalhado arduamente para garantir que produzamos produções de classe mundial. A equipa está a explorar a tecnologia moderna, incluindo câmaras-aranhas, (usadas por cima).”

Mais investimentos estão a ser feitos na produção televisiva. Embora no passado tenha sido usado um plano padrão de 10 a 14 câmaras, a CAF dobra, agora, o número de câmaras a usar, incluindo o uso de uma “câmara de aranha” para todas as partidas que serão realizadas no Estádio Nelson Mandela.

O CHAN 2022 – Campeonato Africano das Nações destinado a atletas que actuam localmente –, inicia-se esta sexta-feira, 13 de Janeiro, na Argélia, e decorre até ao dia 4 de Fevereiro de 2023.

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