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O País – A verdade como notícia

A selecção nacional de futebol, os Mambas, continua a fazer história na Argélia. Já vai na terceira maior história do futebol moçambicano, ao qualificar-se, pela primeira vez, aos quartos-de-final de uma fase final de uma competição continental de selecções, terminando na segunda posição do grupo A do CHAN da Argélia. O seu adversário na fase a eliminar será conhecido esta segunda-feira, quando se disputarem os jogos do grupo C

 Ode aos Mambas! Ode a Chiquinho Conde!

Fazer história não é todos os dias. Há sempre uma oportunidade que se cria para que a história seja feita. E a história dos Mambas está a ser feita na Argélia, nesta segunda oportunidade. Afinal, não foi preciso esperar pela terceira! À segunda e já estamos a escrever o nome de Moçambique e dos Mambas com letras douradas no mundo do futebol africano.

Mesmo com derrota na terceira jornada do grupo A da fase final do CHAN, diante da anfitriã Argélia, os Mambas festejaram a passagem aos quartos-de-final graças à vitória da Líbia, noutra partida do grupo, diante da Etiópia, por 3-1.

É que, com a derrota, em caso de vitória dos etíopes pelos mesmos números da vitória da Líbia, comprometia a passagem dos Mambas. Mas os líbios vingaram-se da derrota sofrida diante de Moçambique e não aceitaram sair sem nenhum ponto. E levaram os Mambas aos “quartos” do CHAN.

E o meio obreiro desta façanha é, sem dúvidas, o seleccionador nacional. Chiquinho Conde chegou, viu e está a vencer. O técnico, muito andado às fases finais dos Campeonatos Africanos das Nações, único moçambicano a disputar três CAN (1986, 1996 e 1998), vira agora a sua mística como seleccionador e faz história pelo país.

E a sua ambição não tem limites, tal como disse nas vésperas do jogo diante da Argélia, na interacção com o Presidente da República, Filipe Nyusi, quando disse que muito há ainda por se mostrar nesta participação no CHAN da Argélia. E continuamos a ver.

 

MUDAR SISTEMA TÁCTICO, MAS NÃO A GARRA

Na partida diante da Argélia, Chiquinho Conde fez algumas mudanças na equipa principal dos Mambas e até mudou o sistema táctico utilizado nos dois anteriores jogos.

Promoveu a entrada de Ivan Urrubal na baliza, no lugar de Victor; Nené esteve na equipa inicial, para fazer parelha a dupla do meio campo defensivo, composto por Amadou e Shaquile; Mexer também entrou de início no lugar do lesionado Infren para o lado direito da defensiva, bem como Melque, de início, para acompanhar os capitães Isac e Telinho, este último que recuperou a titularidade.

Em termos de posicionamento, Conde saiu do sistema 4x2x3x1 para um clássico 4x3x3, com Nené a ser o mais adiantado dos médios defensivos e Telinho e Melque a terem a responsabilidade de ir buscar o jogo para alimentar Isac.

O pensamento de Chiquinho Conde era claro: estancar as acções ofensivas dos argelinos, mas também baralhar o adversário que não sabia quem vigiar. Afinal, todos os intervenientes em campo já tinham feito algo vistoso nas duas primeiras jornadas.

Até certo ponto, em largo espaço de jogo, o pensamento de Chiquinho Conde foi conseguido. Até porque Argélia, mesmo diante do seu público, experimentou algumas (boas) dificuldades para se impor diante dos Mambas.

O golo madrugador, de bola parada, em que o central argelino, Dehiri, salta mais alto e solto na área, na cobrança de um pontapé de canto, acabou por ser das poucas falhas dos Mambas na partida.

Aliás, depois do golo da Argélia, aos sete minutos, os Mambas agigantaram-se e, em algum momento, esqueceram que defrontavam o anfitrião e foram mais vezes ao ataque à procura do golo do empate. Só mesmo a falta de sorte é que não permitiu o empate e outro galo a cantar no final da partida.

 

EQUIPA COESA E MAIS SOLTA EM CAMPO

À medida que o CHAN vai decorrendo, os Mambas vão-se entrosando ainda mais, vão criando mais equipa, mais união e vão ficando mais soltos em campo. Neste embate diante da Argélia já se via uma defensiva mais compacta, que não permitia veleidades, até porque já havia um homem chamado Nené, que sabia dar ordens lá atrás e impor a sua presença, com cortes rasgados e bem-sucedidos.

Os jogadores do meio campo também entrosaram bastante, o mesmo que dizer do grupo da frente, onde os três – Isac, Telinho e Melque – criavam algumas dificuldades para a defensiva argelina.

Mesmo depois das entradas de Danilo, Nelson, Dário e Lau King, para os lugares de Bhéu, Amadou, Shaquile e Telinho, a equipa não se curvou diante da Argélia e a derrota acabou por ser vendida a preço muito caro.

Chiquinho Conde ainda promoveu a entrada de Fazito para o lugar de Ivan, que se ressentiu de um toque numa disputa de bola. Por ora, somente Macaime e Yude ainda não foram utilizados, mas ficou a promessa de Chiquinho Conde de serem utilizados ainda nesta edição do CHAN.

Os Mambas jogam este sábado a última cartada da fase de grupos do CHAN, diante da anfitriã Argélia. Um empate nesta partida coloca o combinado nacional, pela primeira vez, na segunda fase da prova.

A história é escrita de actos e factos. A dos Mambas está a ser escrita em parangonas. Pela primeira vez, Moçambique poderá “ousar” alcançar um feito histórico, caso se qualifique para a segunda fase do CHAN, prova destinada aos jogadores que militam nos campeonatos domésticos. Isso é, até aqui, o de menos.

Recuando 72 horas, os Mambas escreveram um pedaço de história na literatura desportiva moçambicana, enriquecendo os parcos manuais da sua epopeica caminhada em terras argelinas.

A vitória sobre a Líbia, por 3-2, por sinal a primeira no histórico das seis participações do combinado nacional em fases finais dos campeonatos africanos, coloca Moçambique num mapa com detalhes à cor-de-rosa no concerto das nações. Motivos há, até de sobra.

Antes visto como um país sem argumentos válidos no contexto do futebol africano, mais do que fazerem o povo moçambicano exultar, os Mambas deram um soco no estômago dos cépticos.

O triunfo diante da selecção do país de Muammar Gaddafi tirou os rapazes de Chiquinho Conde da posição de heróis improváveis para um lugar restrito de jogadores obstinados. Ora, é apenas uma batalha vencida e não a guerra. Venha daí!

A UM EMPATE DA SEGUNDA FASE

Quarenta e oito horas separam os Mambas da segunda fase do CHAN, um desejo que faz levitar sonhos dos moçambicanos ávidos de testemunharem mais um capítulo na história do futebol nacional.

E porque o sonho comanda a vida, há uma sagrada esperança de que é possível conseguir tal feito. Os Mambas jogam, este sábado, a última cartada da fase de grupos diante da Argélia, numa partida em que o combinado nacional tem de, no mínimo, garantir um empate, de modo a não depender de terceiros.

É que, caso empate com os argelinos, os Mambas vão somar cinco pontos na tabela classificativa do Grupo A, terminando a primeira fase na segunda posição, atrás da anfitriã Argélia que, até aqui, é a única selecção totalista em termos de resultados.

Ou seja, os argelinos somam seis pontos, fruto de duas vitórias sobre a Líbia e a Etiópia. Em caso de derrota, o combinado nacional vai terminar esta fase com quatro pontos. Com esse cenário, os Mambas estariam dependentes da Etiópia para garantir a qualificação para a outra fase. É que um triunfo dos etíopes com mais de três golos colocaria Moçambique em desvantagem no confronto directo. As duas equipas empataram sem abertura de contagem no jogo inaugural do CHAN.

ABORDAR O JOGO COM CALMA

O conceituado treinador, Uzaras Mahomed, considera que o jogo diante da Argélia será difícil para os Mambas, sobretudo pelo facto de os argelinos jogarem em casa.

Apesar desse aparente favoritismo da Argélia, o técnico moçambicano responsável pela conquista do último título do Desportivo Maputo em 2006 diz que o combinado nacional está em condições de discutir o jogo em pé de igualdade com os argelinos.

“Se eles mantiverem a postura que apresentaram no jogo contra a Líbia, mormente na segunda parte, creio que poderemos discutir o resultado até às últimas consequências”, disse Uzaras Mahomed, sublinhando que esta geração é uma mescla de jogadores experientes, como é o caso do Telinho, Kito e Isac, mas também de atletas talentosos e que estão à procura de um lugar ao sol.

Esse elemento é, segundo Uzaras, catalisador para que a selecção alcance bons resultados, aliado à união que se tem verificado nos jogadores e a equipa técnica. Ainda em relação à partida contra a Argélia, Uzaras Mahomed alerta que o combinado nacional deve abordar o jogo com muita cautela, tendo em conta que os argelinos têm jogadores muito rápidos e esclarecidos tacticamente.

“É preciso corrigir alguns erros cometidos nos primeiros dois jogos. Chiquinho Conde é um treinador inteligente, pelo que acredito que ele tenha feito um trabalho de casa. Por exemplo, no jogo contra a Líbia, ele soube fazer bem a leitura, razão pela qual as suas substituições surtiram efeitos”, alerta o técnico.

O jornalista desportivo, Egídio Plácido, também corrobora com Uzaras. Para ele, os Mambas devem apostar num jogo calculista, facto que poderá adormecer o adversário e, por via disso, surpreendê-lo em situações de contra-ataque.

“Os Mambas têm bons executores. Temos de saber tirar proveito da força de vontade desses jogadores. Chiquinho tem sabido tirar o máximo de cada jogador. Isso é muito bom”, diz Plácido, alertando que esta partida será mais táctica que outra coisa.

A Associação Black Bulls e o Ferroviário da Beira anunciaram as respectivas equipas técnicas para a temporada 2023 de futebol. Os dois emblemas serão treinados por dois portugueses.

É o fim do mercado de especulações. Depois de avanços e recuos em relação à vinda ou não de Hélder Duarte, técnico responsável pela conquista do primeiro título nacional da Associação Black Bulls, para reassumir o comando deste emblema, a direcção dos “touros” anunciou a nova equipa técnica.

A direcção liderada por Junaid Lalgy foi ao mercado português buscar Hugo Martins, treinador que, no seu palmarés, já teve passagens por muitos clubes do seu país, como é o caso do Belenenses, Cova de Piedade, Estoril da Praia, União da Madeira, bem como em clubes da Índia. Com um contrato válido por dois anos, o técnico português tem como missão conquistar títulos.

O outro desafio imposto à nova equipa técnica tem a ver com a necessidade de potenciação dos jogadores do clube para o mercado internacional.

Nessa empreitada, Hugo Martins terá como adjuntos os também portugueses Guilherme Vasconcelos (treinador-adjunto), Pero Almeida (treinador de guarda-redes), os quais se vão juntar a Custódio Gune (treinador-adjunto) e Neves Júnior (analista). Os dois últimos treinadores transitam da equipa técnica passada, chefiada por Inácio Soares.

Por seu turno, o Ferroviário da Beira anunciou, esta semana, a contratação de Filipe Moreira, treinador de nacionalidade portuguesa, para orientar a equipa sénior de futebol para a época 2023 do Moçambola.

O técnico português, que deverá ser apresentado nos próximos dias, vai substituir no cargo o zambiano Wedson Nyerenda, que não renovou o contrato por não ter atingido os objectivos definidos pela direcção liderada por Valdemar de Oliveira para a época 2022.

De 58 anos de idade, Filipe Moreira conta com um vasto curriculum no futebol português e não só, tendo passado por vários clubes, com destaque para o Vitória FC, Grupo Desportivo Inter Clube (Luanda), Sport Clube União Torreense, Sporting Clube Olhanense, Associação Desportiva Sanjoanense, Académico de Viseu Futebol Clube, Sporting Clube da Covilhã, Clube Oriental de Lisboa, Clube Desportivo de Tondela, Casa Pia Atlético Clube, Clube Futebol União da Madeira, Clube Desportivo Santa Clara, Clube Desportivo Nacional, Portimonense Sporting Clube.

O Ferroviário da Beira vai abrir as oficinas na próxima segunda-feira. Até aqui, o Moçambola conta com três treinadores portugueses. Aos da Black Bulls e Ferroviário da Beira junta-se Horácio Gonçalves, técnico que regressa ao Costa do Sol, clube pelo qual foi campeão em 2019, quebrando um jejum de 12 anos.

MATCHEDJE E ADV JÁ TRABALHAM

As formações do Matchedje de Maputo e a Associação Desportiva de Vilankulo já arrancaram com os trabalhos de preparação para a época desportiva 2023. Regressado ao Moçambola 10 anos depois, o Matchedje, equipa orientada por Manuel Casimiro, foi a primeira a abrir as oficinas.

A primeira fase de preparação dos “militares” será destinada à triagem de jogadores, devendo o plantel final ser composto por 27 atletas. O ciclo de preparação do Matchedje prevê um estágio num lugar até aqui não revelado, mas tudo indica que será num dos quartéis da capital do país.

Manuel Casimiro diz que a sua equipa vai lutar para conquistar o título, mesmo reconhecendo a qualidade dos seus adversários. A Associação Desportiva de Vilankulo (ADV) iniciou a preparação esta quarta-feira.

Com uma nova equipa técnica chefiada por Antero Cambaco, a ADV, que fez grandes contratações, tem como objectivo apagar a pálida imagem deixada na época passada, em que ficaram na nona posição do Moçambola, com 26 pontos, aliado ao facto de ter perdido a oportunidade de conquistar a Taça de Moçambique, caindo aos pés do Ferroviário da Beira nas meias-finais.

Os representantes da província de Inhambane na maior montra do futebol moçambicano perderam alguns jogadores nucleares, como é o caso do experiente guarda-redes Germano, que, como se cogita, vai vestir a camisola do Ferroviário da Beira, jogador que por duas épocas deu muita segurança à baliza dos “hidrocarbonetos”.

Mais de dois anos após o seu último encontro, que foi a 8 de Dezembro de 2020, as duas superestrelas de futebol mais populares em todo o mundo, voltam a encontrar-se, frente-a-frente, esta quinta-feira, na Arábia Saudita.

O jogo terá lugar esta quinta-feira, a partir das 19 horas de Maputo, e vai opor dois maiores ‘monstros’ do futebol da actualidade, Cristiano Ronaldo e Messi.

Trata-se da Taça da Época de Riade, capital da Arábia Saudita, e opõe ao Paris Saint-Germain, de Messi e companhia, uma equipa de estrelas da Liga saudita, formada por jogadores dos dois maiores clubes, Al Nassr, onde está, agora, Cristiano Ronaldo, e Al-Hilal. Ronaldo será mesmo o capitão de equipa das estrelas da Liga saudita.

Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, que conquistaram 12 Bolas de Ouro (7 e 5, respectivamente), encontram-se, assim, na tarde desta quinta-feira, a partir das 17 horas locais, 19 horas de Maputo, repete-se, na Taça da Época de Riade, numa organização da Autoridade de Entretenimento Geral da Arábia Saudita ainda como parte das chamadas actividades da época de RIADE 2022. Será a última vez em que os dois estarão frente-a-frente, como adversários?

A última vez em que se defrontaram foi a 8 de Dezembro de 2020, num jogo da fase de grupos da Liga dos Campeões entre Barcelona e Juventus, ganha pela então equipa de Ronaldo por 3-0.

Então, Messi e CR7 foram titulares e coube à estrela portuguesa marcar dois golos, ambos de grande penalidade. Em Turim, mês e meio antes, sensivelmente, o jogo terminara com vitória do Barcelona por 2-0, com Messi a marcar um golo, também de grande penalidade, mas Cristiano Ronaldo não esteve em campo nem no banco.

Agora, em Riade, este emocionante encontro entre as duas maiores figuras planetárias, que terá lugar no estádio King Fahad, em Riade, já originou mais de dois milhões de pedidos de bilhetes de adeptos, de 170 países, para estarem presentes no jogo.

A equipa das estrelas do Al-Hilal e do Al-Nassr será liderada pelo consagrado treinador argentino Marcelo Gallardo, que disse, em Dezembro último, adeus ao River Plate após nove épocas no comando da equipa.

O jogo será arbitrado por árbitros sauditas. O entretenimento e a diversão serão multiplicados com a presença de estrelas do Campeonato do Mundo, como Mbappé, Neymar e Hakimi, e de estrelas da selecção nacional saudita, como Salem Al-Dawsari e Saleh Al-Shehri, que marcaram os golos da vitória saudita sobre a Argentina no jogo entre as duas equipas na última edição do Mundial.

Estarão, certamente, em acção ainda os internacionais portugueses Danilo, Vitinha e Renato Sanches, mas talvez ainda não Nuno Mendes, por acabar de se recuperar de lesão.

A cidade de Quelimane é candidata à cidade africana de desporto para o ano de 2024. Neste momento, decorre o processo de elaboração de dossier de candidatura, que será apresentado à comissão internacional designada ACES EUROPE. A referida comissão irá, a princípio, no próximo mês, a Quelimane para avaliar as condições da cidade para a nomeação.

A visão da autarquia é ser indicada cidade africana de desporto ao nível de África em 2024, para trabalhar na promoção do bem-estar do município, bem como melhorar as infra-estruturas desportivas da urbe, muitas das quais já apresentam níveis de degradação.

A famosa cidade das bicicletas conta com o apoio da câmara municipal de Leiria, com quem Quelimane tem acordo de colaboração. Leiria foi cidade europeia de desporto em 2022, por isso está a prestar apoio à autarquia na elaboração de dossier de candidatura.

“É um processo complexo, que exige muito trabalho, sendo que é preciso preparar um documento para submeter a um júri internacional, olhando para a experiência de Leiria, aliada ao protocolo que os dois municípios têm. Fui indicado, enquanto vereador da câmara de Leiria para área de desportos, para vir apoiar a cidade de Quelimane neste sentido”, disse Carlos Palheira, vereador da câmara de Leiria.

Palheira fez saber que há requisitos de vária ordem para uma cidade que queira concorrer àquela categoria, tais como a grandeza da referida urbe, e Quelimane apresenta tal condição.

“E depois deve apresentar um conjunto de intenções que se manifestam através de dois documentos, o primeiro é um questionário que visa responder à prática de desporto na cidade e, caso a candidatura seja aceite a nível internacional, é aceite a candidatura para a cidade africana do desporto”, disse Carlos Palheira, acrescentando que a etapa seguinte é a oficialização da candidatura.

O dossier de candidatura é complexo e exaustivo, daí que é preciso trabalhar fortemente.

Carlos Jackson, coordenador do projecto Quelimane cidade africana, fez saber que a edilidade vê a intenção como grande desafio, visto que nesta corrida a cidade precisa do apoio de todos. Quelimane quer tirar ganhos ao ser nomeada cidade de desporto. A edilidade fala da promoção desportiva como principal intenção da candidatura.

A comissão que trabalha em Quelimane já esteve reunida com o governo central e provincial para dar a nota desta intenção para os respectivos apoios.

Os Mambas venceram a Líbia por 3-2, na passada terça-feira, no Estádio Nelson Mandela, em Argel, capital da Argélia, palco do CHAN 2022. Uma exibição boa na primeira parte, mas excelente e de outro nível, na segunda parte, onde os jogadores, um a um, fizeram a sua parte. Olhamos para a prestação de cada um dos Mambas que ajudou a fazer história no futebol moçambicano.

Victor: um guarda-redes de luxo que os Mambas têm. Foi o melhor guarda-redes da primeira jornada e provou nesta partida, diante da Líbia, com defesas espectaculares e a salvar a selecção de sofrer vários golos. Não teve culpa no primeiro golo sofrido, afinal, já estava fora dos postes. Mas no segundo golo, quase deitava balde de água fria aos moçambicanos. Ainda bem que o jogo terminou logo, porque, depois daquela oferta, o ânimo do Victor podia ser outro.

Infren: um bom lateral direito. Fez o seu papel com alguma perfeição. Sim, alguma, porque foi mal batido no golo que os Mambas sofreram, já que foi do seu lado que Musail apareceu solto para galgar terreno e fazer o cruzamento que acabou por dar num autogolo. E não foi somente nesse lance: muitas vezes subiu no terreno e não conseguia voltar para recuperar a sua posição. Esteve bem nas subidas e nos cruzamentos. Pena que, naquele cruzamento, na primeira parte, não tenha dado em golo de Nelson.

Chico e Martinho: São dois centrais que pareciam não se entender em algum momento. Aliás, houve muito de Chico do que de Martinho. O central do Costa do Sol esteve mal no lance do golo, não por culpa sua, mas a tentativa acabou por enganá-lo. Foi o mais sacrificado nas dobras e, quando subia, conseguia dar “pique” e recuperar sua posição. Já Martinho foi mais escondido. Teve pouca acção, graças à boa actuação de Chico. Ainda assim, acabam por formar uma boa dupla de que se precisa para a defesa moçambicana.

Danilo: talvez por ter sido o melhor lateral esquerdo da primeira jornada terá pesado nas suas costas. Danilo acabou por ser sombra de si mesmo. Teve alguns raides, mas nada que fosse de grande registo. Ao defender, foi muito duro e o árbitro estava atento a ele. Acabou por cometer várias faltas e, numa delas, viu a cartolina amarela. Chiquinho Conde percebeu que havia necessidade de o tirar e colocou no seu lugar Bhéu.

Amadou: que médio. Um destruidor por excelência. Com o seu porte físico, Amadou bastante a estancar as entradas dos líbios pelo corredor central. Foi o primeiro betão da defensiva moçambicana e fez uma boa dupla com Shaquile. Acabou substituído numa altura em que já não era necessária a sua ajuda, pois os Mambas tinham que estar balançados ao ataque.

Shaquile: tal como Amadou fez uma boa partida. Uma dupla que conseguiu parar as acções da Líbia pelo corredor central. As suas faltas cirúrgicas foram preponderantes para estancar a saída do adversário em velocidade. Aliás, Shaquile é apenas franzino no corpo, não no pensamento e nas movimentações. Também foi substituído quando os Mambas precisavam de mais acções ofensivas do que defensivas.

Nelson: não se pode falar das acções ofensivas sem se pronunciar o nome de Nelson Divrassone. Excelente jogador a atacar, sempre a criar desequilíbrios no ataque, como um médio que sempre dobra para o meio do ataque. Lembram-se do cruzamento de Infren, em que Nelson rematou rasteiro a testar Allafi? Pois é! Se não tivesse desistido daquele lance, certamente outro galo teria cantado. Mas foi um jogador que soube abrir espaços para os atacantes terem margem de manobra. Boa actuação deste jogador.

João Bonde: teve uma primeira parte em que andou meio apagado, não se sabendo qual era, de facto, a sua missão. Ainda assim, conseguiu aparecer em algumas jogadas do ataque, além de que esteve muitas vezes nas acções defensivas. Bonde é duro no embate e conseguiu fazer estremecer os médios e centrais da Líbia, apesar da sua estatura baixa. Acabou por ser substituído para dar mais frescura ao ataque.

Melven: um jogador em ascensão que precisa de muitos minutos e aprender mais com os mais velhos. Foi um dos mais novos em campo e a sua actuação foi positiva para um jogo que se exigia muito, onde a vitória era essencial para as aspirações dos Mambas. Chiquinho Conde não teve medo de colocar Ling de início e este correspondeu perfeitamente. Foi substituído para dar melhor frescura no ataque.

Isac: um capitão de realce. Um jogador que sabe posicionar-se em campo, a atacar e a defender, a colocar ordem nas quatro linhas. Isac foi dos que mais oportunidades de golos teve no jogo. Na primeira parte, teve duas grandes oportunidades de marcar, uma a proporcionar uma excelente defesa ao guarda-redes e depois a rematar rasteiro para defesa de Allafi. Na segunda parte, teve também três oportunidades e não conseguiu marcar. Mas esteve bem.

 

SUBSTITUIÇÕES DE LUXO

Melque: foi dos primeiros a entrarem a substituir e esteve claramente acima da média. Conseguiu empurrar a equipa para a frente do ataque, com jogadas de grande nível. Marcou um golo de classe, numa posição em que Isac tinha falhado. Depois fez uma excelente abertura para receber um passe longo, bom domínio, galgou terreno e cruzou com perfeição para o golo de Lau King. Foi eleito o homem do jogo e com toda a razão.

Nené: quando entrou, havia dúvidas em relação à sua posição. Afinal era mesmo para estar à frente dos defesas e apoiar sobremaneira o ataque. Quando foi solicitado a actuar, esteve bem. Nas alturas, voltou a provar que é um exímio cabeceador e acabou por ser da sua cabeça que os Mambas chegaram ao segundo golo. Boa prestação de Nené.

Lau King: qual rei, Lau foi o mesmo de sempre. Parece estar ausente, mas quando ataca é sempre com veneno. Teve uma oportunidade que falhou no momento certo, mas depois respondeu positivamente ao cruzamento de Melque e quase sentenciou o resultado. Uma boa arma secreta para Chiquinho Conde. Afinal Lau é sempre o King dos Mambas.

Bhéu e Dário: entraram para dar frescura à defesa e ao meio-campo mais descaído para frente. Estiveram bem nas suas manobras, com Bhéu a ser um lateral exímio e de boa classe. Dário reclama titularidade diante da Argélia, em função daquilo que fez ao longo do tempo em que esteve em campo.

O seleccionador nacional, Chiquinho Conde, diz que o objectivo dos Mambas no CHAN da Argélia é colocar o nome e a bandeira do país bem alto e alcançar o sucesso sempre sonhado pelos adeptos. Já os jogadores Nené e Melque, autores dos golos, dizem que o segredo da vitória foi acreditar que era possível e que o foco agora é no jogo diante da Argélia.

Não é todos os dias que se faz história no mundo do futebol. A história faz-se de forma gradual e os Mambas, gradualmente, têm estado a fazê-la no CHAN da Argélia.

Dois jogos, um empate a iniciar e uma vitória no segundo jogo foram suficientes para que os Mambas alcançassem tudo o que nunca antes tinha sido conseguido nos 47 anos da independência nacional.

“Olhamos sempre para a parede, e a parede que conseguimos enxergar neste momento é aquela que conseguimos fazer quando ninguém acreditava que pudéssemos chegar aqui”, diz Chiquinho Conde quando olha para trás, para a caminhada da selecção nacional.

E uma palavra sempre foi presente: “sempre disse aos meus jogadores que é possível nós vermos o que está por detrás da parede. Conseguimos transpor a parede branca e ver a parede verde, as cores da Argélia”.

Com as cores da Argélia, agora se olha para o presente. “Queremos continuar a fazer a história, porque agora conquistámos apenas um terço daquilo que temos. Para muitos, é muito significante, mas para nós, ambiciosos e que acreditamos no nosso trabalho, é pouco”, realça Conde.

 

RESGATAR A MÍSTICA DO PAÍS ATRAVÉS DO SISTEMA TÁCTICO

Chiquinho Conde diz entender os vários questionamentos dos moçambicanos em relação à sua forma de colocar as pedras dentro das quatro linhas. Mas considera que era importante resgatar aquilo que chama de “sistema cultural de Moçambique” que, segundo Conde, muitos pensam que é um 4x4x2.

“Mas é um 4x2x3x1, porque na linha defensiva ficámos com cinco e atacámos com seis ou sete. E depois trabalhámos, com face dos riscos, com 4x1x3x2”, explica em termos tácticos.

Em termos práticos “estávamos a perder, arriscamos e os jogadores portaram-se lindamente, porque tínhamos ensaiado aquele sistema, com Nené como 6, tendo o Dário a 8 e a fazer a ligação 8 e 10 e os dois pontas-de-lanças portaram-se lindamente”.

Ademais, Conde está impressionado com a evolução dos jogadores: “Estudar o jogo, ler o jogo. As pessoas devem perceber que, neste contexto, nem sempre é possível jogar bem”. Até porque “ficamos surpresos porque a maior parte dos adeptos estava a apoiar a Líbia e nós estávamos praticamente a jogar fora e conseguimos calar todo o mundo”.

 

ENCARNAR OS “MAMBAS” DE 1986

Para este sucesso, foi preciso reencarnar a selecção nacional que em 1986 eliminou a Líbia da fase final do primeiro CAN, disputado por Moçambique, no Egipto.

“Comentei antes com o Nico Dangerman que iriamos reencarnar a briosa selecção nacional que em 1986 conseguiu vencer a Líbia no Estádio da Machava, onde se perdeu primeiro em Bengasi por 2-1 e depois conseguimos ganhar em casa por 2-1 e passamos nas grandes penalidades, com golo de Jerry. Felizmente conseguimos resgatar isso”, recorda o seleccionador nacional, que considera que o tempo, agora, é de descansar e desfrutar. “O nome de Moçambique está lá, alto, e queremos catapultar um pouco mais”.

Aliás, este sucesso todo é fruto da união dos jogadores, que sabem perfeitamente a sua missão “e isso é digno de todo um grupo que tem uma missão patriótica agressiva, sabendo perfeitamente quais são as nossas limitações e com quem podemos contar”.

Por isso, Conde lamenta “mais uma vez que as farmácias não tenham suas receitas de paracetamol”.

O seleccionador nacional agradece: “Antes de mais, aos meus jogadores todos, à equipa técnica, ao staff todo que está aqui e aos nossos compatriotas que fizeram força objectiva para nós estarmos neste momento a viver um momento histórico, onde nem o mais optimista dos adeptos acreditava que nós estaríamos nesta competição e quanto mais fazermos quatro pontos”.

 

FOCO VIRADO PARA ARGÉLIA

Os jogadores, esses, autores dos golos dos Mambas, Melque e Nené, falam de um jogo sofrido, mas que valeu pela vitória, pelos golos marcados e pela história feita. “Senti-me mais à vontade, mais solto, e isso ajudou todos a acreditarmos, por isso depois do primeiro apareceu o segundo e o terceiro, porque acreditamos sempre e dedico esta vitória a todo povo moçambicano”, disse Melque, autor do golo do empate e que fez assistência para o terceiro golo.

Nené, que apontou o segundo golo, destaca os três pontos. “Conseguimos o nosso objectivo, que era somar os três pontos. Como o treinador disse, a segunda parte foi muito complicada, mas também conseguimos fazer a nossa história, que foi marcar os três golos que nunca tínhamos conseguido. Agora temos quatro pontos”, disse.

Agora as atenções estão viradas para o próximo adversário, Argélia, próxima sexta-feira quando forem 21h00 de Maputo. “É maior a oportunidade de nós passarmos para a outra fase se ganharmos ou empatarmos o próximo jogo”, disseram os marcadores dos golos.

A selecção nacional de futebol venceu, pela primeira vez, numa fase final de um Campeonato Africano das Nações, com particular destaque para o CHAN. A vítima foi a Líbia, em jogo da segunda jornada da fase de grupos. Melque, Nené e Lau King apontaram os golos dos Mambas, num espaço de 10 minutos. Chico, com o primeiro na própria baliza, e Anis Saltou, na ponta final, fizeram os golos dos líbios. Um empate na última jornada diante da Argélia coloca os Mambas na fase a eliminar, pela primeira vez.

Argélia está a ser o talismã para os Mambas. Alcançaram o primeiro empate e o primeiro ponto numa fase final do CHAN na primeira jornada, frente à Etiópia, e hoje somaram a primeira vitória, diante da Líbia, e podem assegurar um lugar na fase a eliminar, quartos-de-final, de uma fase final de um Campeonato Africano das Nações.

Nunca antes os Mambas tinham feito o que estão a fazer nesta edição do CHAN. A história está a ser feita com pés, cabeças e luvas de ouro pelos bravos Mambas comandados pelo antigo Mamba, Chiquinho Conde.

 

MUDANÇAS NO “ONZE” E ENTRADA TREMIDA DOS MAMBAS

O seleccionador nacional, Chiquinho Conde, cumpriu a promessa de fazer três alterações ao “onze” que defrontou a Etiópia na primeira jornada e tirou Kito, Telinho e Lau King, fazendo entrar para os seus lugares João Bonde, Melven Ling e Isac de Carvalho, que ostentou a braçadeira de capitão.

Ou seja, os restantes oito jogadores mantiveram-se na equipa inicial e o sistema táctico manteve-se.

E tal como no jogo inaugural, a defensiva entrou trémula a procurar errar o menos possível e, nessa procura da perfeição, os líbios sobressaíram-se bem e criaram algumas situações de golo.

Primeiro com a defensiva parada à espera de um pretenso fora-de-jogo, mas com a bola a transpor a linha do fundo antes do cruzamento, que até dava em pontapé de canto, e depois, aos nove minutos, num lance em que Saleh surge isolado na pequena área, mas a não ter frieza na hora de finalizar.

Os Mambas começaram a acordar e aos poucos já chegavam à baliza contrária. Infren combinou bem com João Bonde e foi a linha do fundo cruzar para a área, onde apareceu, em zona frontal Nelson Divrassone, a rematar rasteiro para uma defesa a dois tempos de Allafi.

O jogo estava equilibrado na zona do meio campo para frente do ataque dos Mambas, porque, na zona defensiva, continuavam as tremedeiras. Os líbios continuavam a aproveitar essas tremedeiras e, aos 23 minutos, chegaram ao golo.

Falha de marcação no corredor esquerdo, onde apareceu Munir a galgar terreno até a quina da área a cruzar para o desvio de Chico para a própria baliza, numa altura em que Victor já estava fora dos postes.

Um golo que abalou apenas Chico, que era o único jogador a falhar nos passes.

Mas o resto da equipa continuava viva. Mais vivo estava Isac de Carvalho, que até teve duas oportunidades de empatar. Primeiro aos 33 minutos, quando aparece à entrada da área a desferir um remate, mais em jeito do que em força, a proporcionar uma defesa para fotografia do guarda-redes Allafi, e seis minutos depois, pelo lado direito, a rematar rasteiro para mais uma defesa de Allafi para canto.

O intervalo chegou com os Mambas em desvantagem, mas depois de deixarem claro que o jogo ainda não estava terminado e o resultado seria discutido na segunda parte.

 

POTENCIAR O ATAQUE À PROCURA DO EMPATE

Na segunda parte entrou mais forte a Líbia à procura do golo da tranquilidade, mas Victor não permitiu os festejos de Khouja, que apareceu do lado direito para rematar rasteiro, para defesa do guarda-redes moçambicano.

Chiquinho Conde queria mais dos Mambas e fez substituições. Na primeira leva fez sair Danilo, Melven e João Bonde e fez entrar Bhéu, Lau King e Melque, com intenções claras de potenciar a frente de ataque.

Ou seja, do sistema inicial de 4x2x3x1, os Mambas passaram a jogar num 4x2x2x2, com Lau King e Isac na frente, Melque e Nelson a apoiarem o ataque.

Ainda assim, foi a Líbia a dispor de duas ocasiões para marcar – uma delas que foi rematada por cima e outra para defesa de Victor.

Depois dessas duas oportunidades, Conde fez sair os dois médios defensivos, Amadou e Shaquile, e, para os seus lugares, entraram Nené e Dário Melo.

Foram substituições que acabaram por surtir efeito, já que os Mambas estavam balançados ao ataque. Isac deu o aviso à navegação, com um remate para cima, à entrada da área, aos 72 minutos.

 

10 MINUTOS DA HISTÓRIA DOS MAMBAS

Dois minutos depois, a história começou a ser escrita. Melque, da mesma posição onde Isac atirou por cima, o avançado da Black Bulls mostrou como se faz: rematou rasteiro para o fundo das malhas. Allafi ficou pregado e viu a bola anichar-se no fundo das malhas. Era o empate.

Os líbios ainda procuravam erguer-se do golo sofrido, mas os Mambas estavam com tudo. Seis minutos depois, um canto da direita é cobrado com conta, peso e medida para a cabeça de Nené, que foi certeiro e revirou o resultado.

Era o melhor momento dos Mambas e com jogadas de dar inveja a qualquer um, tal como a que deu o terceiro golo. Nené lança Melque pela esquerda, que cruza centrado para o pé direito do Rei Lau que apenas encostou. Houve festa que nunca mais terminava.

No entanto, Victor, que tinha sido o melhor guarda-redes da primeira jornada, acabou por colocar a nódoa no pano branco, ao fazer mal o alívio, entregando a bola ao adversário, que, com frieza, reduziu, aos 93 minutos, a fazer recordar os fantasmas dos minutos finais.

Desta vez, os Mambas estavam bem avisados e Conde do Chiquinho acabou por fazer história.

Um empate na última jornada, diante da Argélia, coloca a cereja no topo do bolo.

A Federação Moçambicana de Basquetebol (FNB) necessita de nove milhões de Meticais para viabilizar a participação da selecção sénior feminina de basquetebol nas qualificações para o Afrobasket. A fase qualificativa vai ter lugar em Bulawayo, Zimbabwe, de 20 a 28 do próximo mês.

A selecção sénior feminina de basquetebol persegue mais uma qualificação para o Afrobasket. Para lá chegar precisa de passar primeiro pela batalha em Bulawayo. Vontade há até de sobra, facto que se tem evidenciado nas sessões de treino, processo que arrancou na última quinta-feira, onde as jogadoras e a equipa técnica têm demonstrado muita entrega.

Ora, a participação da selecção nacional nessa fase qualificativa pressupõe muitos elementos, um dos quais, senão o determinante, a questão financeira.

A Federação Moçambicana de Basquetebol, na voz do seu presidente, Roque Sebastião, diz que o organismo necessita de nove milhões de Meticais para custear as despesas inerentes à participação de Moçambique.

O timoneiro da modalidade da “bola ao cesto” diz que o organismo está, neste momento, a bater às portas, de modo a garantir esse valor que, tal como disse, deve estar disponível antes da partida das “Samurais” para Bulawayo.

Fora as questões financeiras, Roque Sebastião garante que estão criadas todas as condições para que a selecção nacional tenha uma preparação condigna, até porque, segundo disse, esse facto será determinante para que o país consiga garantir um lugar naquela que é a maior montra do basquetebol africano ao nível das selecções.

“Temos de fazer de tudo para garantirmos a qualificação para esta prova. Gostaria de, por esta via, apelar ao empresariado moçambicano para que nos apoie, pois estamos a precisar de um empurrão”, disse, sublinhando que esta é uma causa do país, pelo que cada moçambicano deve identificar-se com ela.

Para Sebastião, o facto de a selecção feminina de basquetebol estar a alcançar resultados satisfatórios deve chamar a atenção dos moçambicanos.

A Federação Moçambicana de Basquetebol confiou, para esta missão, uma equipa técnica com uma larga experiência. Trata-se de Carlos Aik, que será coadjuvado nas suas funções por Leonel Manhique e Deolinda Ngulela.

 

MILAGRE MACOME É NOVO SELECCIONADOR

A Federação Moçambicana de Basquetebol indicou Milagre Macome como o novo técnico da selecção sénior masculina. A nova equipa técnica tem como missão qualificar a selecção para o AFROCHAN, prova destinada aos jogadores que actuam nos campeonatos internos. Octávio Magoliço será um dos adjuntos de Milagre Macome.

A preparação para a fase de qualificação para esta prova, que vai decorrer de 20 a 28 de Fevereiro, em Bulawayo, Zimbabwe, arrancou esta esta terça-feira.

O seleccionador nacional, Milagre Macome, convocou, para esta empreitada, 20 jogadores, com destaque para o jovem jogador Tomás Maquile, que é chamado pela primeira vez, depois de, no ano passado, ter ajudado o Sporting de Quelimane a conquistar a terceira posição da Liga Nacional de Basquetebol.

Da lista dos 20 pré-seleccionados, o Costa do Sol fornece o maior número de atletas chamados, sendo seis, seguido pelo bicampeão nacional Ferroviário da Beira, que contribuiu com cinco jogadores.

À semelhança do Sporting de Quelimane, o Ferroviário de Maputo e o Maxaquene contribuem com três jogadores cada. A equipa técnica da selecção nacional prevê realizar 42 unidades de treino, de campo e no ginásio. Está prevista também a realização de jogos de controlo antes da participação na fase de qualificação no Zimbabwe.

A FIBA-África anunciou que já estão qualificadas para o AFROCHAN as selecções da República Democrática do Congo (Campeão), Quénia (vice-campeão), Angola (terceiro classificado) e Marrocos (quarto lugar), em face de terem chegado às meias-finais da edição 2019.

Angola, Egipto e Mali são as três candidatas para acolher a fase final da prova, sendo que a decisão deverá ser tomada em Fevereiro, após os três países melhorarem as suas propostas de candidatura para acolher a prova.

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