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O País – A verdade como notícia

O Campeonato Africano de Basquetebol sénior feminino, “Afrobasket” 2023, realiza-se entre os meses de Julho e Agosto, indica a FIBA-África na sua página oficial. A prova, uma vez mais, contará com a participação de 12 selecções, sendo que a mesma apura os representantes para o Torneio Pré-Olímpico Africano de qualificação a decorrer de 12 a 20 de Agosto num país ainda por indicar.

Esta será, de resto, uma das etapas de qualificação do basquetebol sénior feminino para os Jogos Olímpicos Paris 2024.

Para a fase final do “Afrobasket” 2023 estão apurados Nigéria (campeã), Mali (vice-campeão), Camarões (terceiro classificado) e Senegal (quarto colocado). Moçambique, quinto classificado no “Afrobasket” 2021, prova realizada em Yaoundé, nos Camarões, vai disputar, em Fevereiro deste ano, as eliminatórias da zona VI de acesso ao “Afrobasket” em Harare, Zimbabwe.

Nesta empreitada, espera-se que o combinado nacional tenha como adversário a selecção de Angola que também é forçada a disputar as eliminatórias para o campeonato.

Ainda no quadro feminino, o órgão reitor do basquetebol africano determinou que a Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol em seniores femininos se realiza em Dezembro. É uma prova na qual Moçambique tem tradição, tendo conquistado em sete ocasiões: 1991 (Maxaquene), 2000 (Académica), 2007 e 2008 (Desportivo Maputo), 2012 (Liga Desportiva), 2018 e 2019 (Ferroviário de Maputo).

Na última edição, em Dezembro do ano passado, o Costa do Sol sagrou-se vice-campeão após perder, na final, diante do Sporting Alexandria do Egipto. Já o Ferroviário de Maputo terminou na 3ª posição depois de vencer o Interclube de Angola.

Em masculinos, o “Afrocan”, prova reservada aos atletas que evoluem nos respectivos campeonatos internos, disputa-se em Julho deste ano. As eliminatórias da zona VI, na qual Moçambique vai participar, terão lugar em Harare, Zimbabwe, em Fevereiro.

A prova retoma três anos depois e, segundo a FIBA-África, RD Congo (Campeão), Quénia (vice-campeão), Angola (terceiro classificado) e Marrocos (quarto lugar) são as nações qualificadas para o Afrocan 2023, em virtude de terem chegado às meias-finais da edição 2019.

Já a Liga Africana de Basquetebol (BAL) realiza-se entre Março, Abril e Maio deste ano, sendo que as 12 equipas – incluindo o Ferroviário da Beira – de igual número de países, vão efectuar um total de 38 jogos em Dakar, Senegal; Cairo, Egito e Kigali, Ruanda, durante três meses em 2023.

Há, ainda em Fevereiro, a definição das últimas quatro vagas disponíveis para os países africanos para o Mundial de Basquetebol 2023. Os conjuntos qualificados sairão das eliminatórias a serem realizadas em Angola e Egipto, países que vão acolher os últimos jogos dos Grupos “E” e “F”.

Depois que a Costa do Marfim se tornou a primeira selecção africana a classificar-se para o Mundial, em Agosto do ano passado, onze selecções africanas lutam, agora, por quatro vagas no Mundial que se vai realizar na Indonésia, Japão e Filipinas entre os dias 25 de Agosto e 10 de Setembro.

Por definir estão as datas dos Campeonatos Africanos (“Afrobasket” sub-16 da FIBA-África em femininos e masculinos). O Mundial de basquetebol masculino e feminino realiza-se entre os meses de Junho e Julho.

Egipto e Madagáscar representarão o continente na competição masculina, enquanto Mali e Egipto carregarão a bandeira africana no evento feminino.

A selecção nacional de futebol cumpre hoje o oitavo dia de preparação na Argélia tendo vista a sua participação no CHAN 2022, prova a decorrer de 13 de Janeiro a 4 de Fevereiro. Os trabalhos incidem agora sobre os aspectos táctico-técnicos.

Primeiro conjunto a chegar no palco da 7ª edição do CHAN, a selecção nacional de futebol intensifica o ciclo preparatório visando a segunda presença na prova reservada aos atletas que evoluem nos respectivos campeonatos internos. Com efeito, o combinado nacional irá cumprir, esta sexta-feira, duas sessões de treino nas quais o seleccionador nacional, Chiquinho Conde, continuará a privilegiar o ensaio dos aspectos táctico-técnicos.

Conde procura, nestas unidades de treino, afinar a pontaria dos homens responsáveis por marcar golos nos Mambas.

É objectivo de Chiquinho Conde ter um ataque eficaz nesta competição na qual os Mambas se estreiam no próximo dia 14 de Janeiro diante da Etiópia.

Defensivamente, a equipa técnica ensaia os movimentos da equipa sendo também objectivo que o sector recuado esteja entrosado e, acima de tudo, tenha coesão.

Os Mambas projectam realizar mais dois jogos de controlo nos quais Chiquinho Conde pretende aferir os níveis de assimilação dos aspectos que têm procurado introduzir na equipa.

Os jogadores da selecção nacional estão motivados para esta empreitada. “Estamos concentrados e focados naquilo que são os nossos objectivos, queremos estar mais unidos, apesar de ansiosos para a competição, temos brevemente alguns jogos de preparação, queremos ganhar, pois pode dar-nos confiança para o Campeonato”, disse Melven, jogador da selecção nacional.

Por sua vez, Fernando Macaime frisou que há boa disposição no seio do grupo de trabalho. “Disposição muito boa, o trabalho está a ser muito bom, entramos num novo ano fora de casa, mas é compromisso da selecção; temos que trabalhar. Podemos esperar coisa boa e os resultados serão satisfatórios”, disse o jogador dos Mambas.

PRIMEIRO ADVERSÁRIO DOS MAMBAS ESTAGIA NO MARROCOS

A Etiópia, primeiro adversário dos Mambas no CHAN 2022, cumpre desde quarta-feira um estágio pré-competitivo de dez dias no Marrocos. Para esta competição, os etíopes devem levar a espinha dorsal da equipa que, ano passado, disputou a fase final do CAN ordinário que se realizou nos Camarões porquanto a maior parte dos seus jogadores evolui no campeonato interno.

O Torneio Internacional de Maputo de Bola ao Ar, TIMBA, vai escalar a cidade da Beira entre os dias 28 e 29 de Abril próximo. A prova, organizada pela Associação de Veteranos de Basquetebol (MOZBASKET), leva ao Chiveve antigas glórias do basquetebol moçambicano que, anualmente, se juntam para celebrar a modalidade da bola ao cesto.

Marcaram uma época. Uma geração! As marcas que deixaram nas quadras não são, nem tão pouco, de somenos importância no processo de elevação do basquetebol moçambicano. Contribuíram para elevar uma das modalidades que mais têm dignificado o país em provas internacionais. Qual saudosismo, os antigos praticantes do basquetebol concentram-se anualmente para dar corpo ao Torneio Internacional de Maputo de Bola ao Ar (TIMBA), prova que junta figuras que estabeleceram uma dinastia no passado e brilharam dentro e fora do país.

Após um período de interregno, forçado pelas restrições impostas pela pandemia da COVID-19, antigas glórias e ex-praticantes voltam à carga com a reactivação de um evento que reúne várias gerações. Desta vez, a prova vai escalar a cidade da Beira entre os dias 28 e 30 de Abril próximo.

O certame, mais do que o espírito competitivo, carrega consigo a amizade, paixão e estímulo pela prática da modalidade.

Espera que o Torneio Internacional de Maputo de Bola ao Ar movimente em ambos os sexos os escalões “master” dos 30–39 anos, “super master” dos 40–49 anos e “híper master” +50 anos.

À semelhança das anteriores edições, foram convidadas para a prova equipas de Angola, África do Sul, eSwatine, Malawi, Namíbia e Zimbabwe.

Para a edição 2023, a organização fixou em 3600 Meticais a taxa de inscrição por atleta e treinador, sendo que os jogos serão disputados de acordo com as regras oficiais da Federação Internacional de Basquetebol – FIBA – à excepção daquelas alteradas no regulamento desta prova.

Mais: a regra dos 24 segundos será observada em todos os jogos, sendo que o cronómetro deverá parar sempre que houver uma interrupção nos últimos minutos do último quarto.

Antes mesmo da realização do TIMBA, a cidade de Xai-Xai será palco de 3 a 4 de Fevereiro da 2ª edição do Torneio de Veteranos designado “Halakavuma”. A prova vai movimentar os escalões master” dos 30-39 anos, “super master” dos 40–49 anos e “híper master” +50 anos em ambos os sexos.

A Associação de Basquetebol de Veteranos (MOZBASKET) fixou como taxa para a prova o valor de 10 000, 00 MZ (dez mil Meticais).

 

O Marítimo anunciou, esta terça-feira, a rescisão do contrato de Clésio Baúque, extremo moçambicano que chegou ao clube na temporada passada. Com apenas 59 minutos somados, o jogador de 28 anos fica livre no mercado para assinar por outro emblema.

Através de um comunicado, o emblema insular desejou as melhores felicidades «a um profissional exemplar”. “A Marítimo da Madeira – Futebol, SAD – anuncia a rescisão, por mútuo acordo, com o jogador Clésio Baúque. O internacional moçambicano chegou ao Marítimo no início da temporada passada e sempre honrou o Leão do Almirante Reis. O Marítimo agradece a Clésio Baúque por toda a dedicação ao ideal verde-rubro e deseja as maiores felicidades a um profissional exemplar”.

Com passagens por Ferroviário de Maputo (Moçambique), Benfica, Harrisburg City Islanders (Estados Unidos), Panetolikos (Grécia) Istanbulspor AS (Turquia), FK Qabala e Zira FK (Azerbeijião), Clésio Baúque torna-se no segundo jogador a abandonar o plantel no mercado de inverno.

Mais e mais treinadoras continuam a abraçar o basquetebol masculino em África nos últimos tempos, e Dilar Dessai escreveu a sua própria história de uma maneira única.

Há dois meses, um recorde de três treinadoras-adjuntas marcou presença nas eliminatórias para a Liga Africana de Basquetebol (BAL) de 2023.

Dilar Dessai, ex-internacional basquetebolista moçambicana que foi treinadora-adjunta da selecção nacional sénior feminina sob o comando de Nasir “Nelito” Salé, durante mais de cinco anos, tornou-se na primeira mulher a liderar uma equipa masculina ao pódio da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal.

Há um mês, o Sporting de Quelimane, orientado por Dilar Dessai, surpreendeu o Ferroviário de Maputo, clube que nos últimos sete anos conquistou a “Liga” em três ocasiões, ao terminar em terceiro pela primeira vez na história do clube.

Curiosamente, o Sporting de Quelimane contou com um trio de irmãos que se destacaram na selecção masculina de Moçambique durante quase uma década, entre eles o marido de Dessai, Augusto Matos, o seu gémeo Pio Matos e o irmão mais velho Amarildo Matos.

As mulheres que treinam a equipa masculina tornaram-se um evento popular. Até o comissário da NBA, Adam Silver, mostrou, recentemente, o seu apoio a mais treinadoras femininas na liga. E Valerie Garnier – uma ex-jogadora que treinou a selecção feminina da França por anos – assinou recentemente com o Tours no NM1 da França.

“Não acho que haja uma grande diferença entre treinadores de basquetebol femininos e masculinos”, disse Dessai ao sítio da FIBA-África. E acrescentou: “A autoridade dentro do balneário pode ser um problema para as treinadoras, mas isso pode ser superado com acções. Um treinador deve ser capaz de colocar em prática as suas teorias e habilidades independentemente do género. Elas devem comunicar-se e agir. No fim do dia, é tudo sobre resultados”, observou.

Dilar Dessai vai mais longe, ao dizer que “agora que terminamos em terceiro, já estamos a pensar no título na Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal, e na Liga Africana de Basquetebol, quem sabe? Não somos mais estreantes. O nosso objectivo inicial era evitar a despromoção, mas terminamos em terceiro, depois de vencer uma das equipas mais estabelecidas na prova.”

Augusto (32), Pio (32) e Amarildo Matos (37) já vestiram a camisola da selecção nacional de basquetebol em várias edições do “AfroBasket”, e Dessai representou também o país.

Solicitada a compartilhar a sua experiência como esposa-treinadora, Dessai admitiu que, na quadra de basquetebol, a dupla tem uma relação técnico–jogadora como qualquer outra, embora ela admita que eles discutem tácticas de basquetebol em casa.

“É uma situação difícil de se estar, não só porque ele é meu marido, e eles são meus cunhados, tem mais a ver com o facto de já serem jogadores de renome. Têm hábitos que criam algumas divergências às vezes. Fora isso, todos eles são treináveis”.

Em entrevista exclusiva ao jornal O País, o seleccionador nacional, Chiquinho Conde, revelou que a Federação Moçambicana de Futebol não considerou o plano feito pela sua equipa técnica para a campanha no CHAN, mas garantiu que se irá adaptar, mais uma vez, às circunstâncias existentes. Na mesma entrevista, Conde mostrou-se esperançoso que a selecção receba os seus próximos adversários, na campanha ao CAN, no Estádio Nacional do Zimpeto.

  1. Já é conhecida a lista dos 23 jogadores que vão disputar o Campeonato Africano de Futebol para jogadores internos, CHAN, a realizar-se em Janeiro do próximo na Argélia. Está feliz com os jogadores que tem à disposição?

R: O meu sentimento é agridoce, porque na nossa caminhada alguns estiveram sempre presentes, como é o caso do Ernâni, que infelizmente teve um problema físico e está afastado do grupo, não terá a possibilidade de jogar. Tem também o Foia, o Sebastian, o Danito, que por opção técnica não estarão connosco, tem o Edmilson, que foi transferido para o Kaizer Chiefs da África do Sul, que deixou um espaço por preencher. Por isso mesmo, a equipa técnica teve o cuidado de convocar sempre dois jogadores para cada posição, com excepção dos guarda-redes, que são três, e eu quis premiar, com a ausência do Ernâni, o jogador
Fasistêncio, sub-20, que fez uma boa campanha na Cosafa e esteve connosco também no grupo do sub-23. É um prémio porque, de facto, foi a revelação nesta posição, actuando no Ferroviário de Nampula. O Dayo, que estava também neste grupo dos 31 pré-convocados foi preterido pela campanha e nível que ele alcançou e nós temos dois pontas-de-lança e podemos introduzir alguns jogadores, como Melque e Ling. Então, foi, digamos assim, feito um estudo minucioso de modo a que nós possamos colmatar algumas posições e equilibrar. Por isso, acho que temos uma equipa equilibrada, já agora com o regresso de Kito, não esteve na campanha, entretanto é um jogador de selecção e acabou a época em excelente condição, e é um jogador seleccionável, embora já tenha uma idade significativa, mas o que vale é a sua performance em campo.

  1. O guarda-redes Ernâni Siluane, da União Desportiva do Songo, é o grande ausente devido a uma lesão. Ernâni foi titular em toda a campanha de qualificação, para além de ser o dono da baliza nacional, mesmo noutras campanhas, como a de apuramento ao CAN 2023, que terá lugar na Costa do Marfim. O que significa a ausência de Ernâni?

R: Para mim, é sempre triste retirar da convocatória um jogador, por lesão. Todos os que estão atentos à minha caminhada na selecção nacional vêem que Ernâni tem sido a minha primeira opção, quer no grupo CHAN… e quem esteve mais atento verificou que também no Malawi ele teve de ser substituído logo no início, e entrou o Ivan. Eu confio claramente em todos os guarda-redes que convocamos, três/quatro guarda-redes de características diferentes. Lamentando a ausência do Ernâni, que eu particularmente tenho um apreço grande por ele.

 

  1. Não menos importante da convocatória final é o facto de o mister ter resgatado o defesa Bhéu, da UD Songo, que há muito não fazia parte dos Mambas. O que pesou para esta decisão?

R: Houve a situação da saída do Edmilson. Na sua ausência, convoquei Edson, do Ferroviário da Beira, para ombrear nesta posição de defesa lateral com o Danilo, que, ao longo deste tempo, teve algumas oscilações no seu comportamento técnico-tático. Tínhamos mais um canhoto, que é o Daniel. A sua posição inicial é de lateral-esquerdo, mas, por uma questão de rotinas, tem estado a jogar na União Desportiva do Songo à defesa central e não tive a oportunidade de testá-lo a lateral-esquerdo. Portanto, nós optamos por aquele que fez uma boa campanha ao longo do Moçambola. Como disse, futebol é o momento. Eu convoquei o Bhéu para o jogo particular com a África do Sul, mas, infelizmente, por questões burocráticas, ele não pôde participar. Mas, de qualquer forma, é um jogador de selecção. Tem história na selecção e pertence a este grupo, porque estava na base de dados pela campanha que fez.

 

  1. O presidente da FMF garantiu, há dias, que já tem definido o programa de preparação dos Mambas. O pré-estágio será feito em Maputo e o estágio em Argel, capital da Argélia. Está feliz com as condições de preparação oferecidas pela FMF?

R: Não! Não era essa a preparação que a equipa técnica desejava – eu, em particular. Porque o Moçambola terminou no dia 04 de Novembro, alguns jogadores entraram em férias e estiveram assim até ao início da preparação para a prova. Os restantes foram até à Taça de Moçambique. A equipa técnica, atempadamente programou o início da preparação para o dia 16 de Dezembro, seria uma mini-pré-época. Era importante porque precisavam de um descanso mais curto. Era importante, nesse período, recuperar o físico e até os índices de confiança dos jogadores. Alguns não tiveram uma boa época, outros, por excesso, porque ganharam o campeonato. Outro aspecto é o estilo de vida dos nossos atletas. Sabe-se perfeitamente, com todo o respeito que tenho pelos atletas, mas é normal festejarem, excederem-se. Engendrarmos treinos colectivos e eles prepararem-se individualmente são coisas distintas. E quem de direito simplesmente não respeita isso e sobrepõe tudo à questão financeira. Então, isso não pode deixar-me satisfeito. Tenho de me adaptar, mais uma vez, às circunstâncias. Nós, os treinadores, seleccionadores, engendrámos, estudámos, arquitectámos, planificamos com antecedência e criámos conteúdo de treino, porque sabemos perfeitamente que há um período importante para a aquisição.

Infelizmente, e digo isso com tristeza, as pessoas não fizeram esse esforço para poder obrigar os jogadores a estarem juntos. Isto pode ditar que os índices de confiança não sejam dos melhores, por isso mesmo, vamos fazer das tripas coração.

 

  1. Chiquinho Conde, qual é a sua expectativa para esta prova, tendo em conta os adversários Argélia, Líbia e Etiópia?

R: Nós estamos na fase final e, nesta fase, encontramos as melhores equipas do torneio. Os nomes dizem pouco, mas nós estamos “por portas e travessas” a conhecer os seus pontos fortes, de construção, de ligação, as transições de defesa, ataque-defesa, os esquemas táticos para que nós possamos filtrar. Nós temos de nos focar fundamentalmente neste primeiro jogo. Ele vai ditar muito o nosso futuro nesta competição. Independentemente dos obstáculos, quando eu estiver diante dos meus jogadores, vou motivá-los e vou levá-los até à exaustão, para que eles consigam, de facto, ombrear com os melhores e quiçá colocar sempre o nome de Moçambique bem alto e conquistar algo grandioso quando as pessoas menos esperam. Quase ninguém acreditava que Moçambique pudesse estar no CHAN pela qualidade do Moçambola, por tudo – pelos jogadores, e nós estamos aqui. Nós ouvíamos sempre dizer – dizia o nosso falecido Presidente – que as vitórias se preparam, as se vitórias organizam. E isso não pode ficar só no papel, só nas ideias. Temos que arrepiar caminho, temos de fazer algo para continuarmos nesta senda de vitórias. Não é Chiquinho Conde que ganha, é a selecção nacional.

 

  1. Considera possível ultrapassar estes adversários?

R: O objectivo passa por, fundamentalmente, ganharmos o primeiro jogo. Ganhando o primeiro jogo, catapultamos para o primeiro plano. Então, passo a passo. Eu não gosto de fazer futurologia, o meu foco neste momento, é a Etiópia. Primeiro jogo, no dia 13 de Janeiro, será fundamental, como é que eu vou levar os meus jogadores para que eles conquistem ou para que possamos levar de vencida a equipa da Etiópia? Só estudando melhor a selecção da Etiópia, criar sinergias para que os jogadores tenham todas as condições para pensarem única e exclusivamente no jogo, na competição, em engrandecer o nome de Moçambique, em defender com galhardia a bandeira nacional e representar condignamente.

 

  1. No próximo ano, há várias frentes, para além do CAN Interno, as eliminatórias para o CAN e a Taça Cosafa. Que condições a FMF está a dar à equipa de trabalho para a campanha de acesso ao CAN?

R: Repare: na altura do jogo amigável com a África do Sul, a equipa técnica sugeriu que Moçambique fosse representado pelo grupo CAN, porque estava a ficar muito tempo sem competir e porque o Moçambola estava ao rubro e havia uma dificuldade muito grande em os clubes disponibilizarem jogadores, em utilizar, neste espaço, os jogadores do grupo CAN para lhes dar minutos. Muitos deles têm poucos minutos, é o caso de Mexer, Zainadine vinha de uma lesão, e os jogadores que militam na África do Sul… seria óptimo até para eles jogarem com a selecção sul-africana e seria óptimo para nós garantirmos uma boa equipa frente a uma das grandes selecções da nossa região, que é a África do Sul. Infelizmente, essa solicitação não foi respeitada. Entenderam que deveria ser o grupo CHAN e foi o que se viu. Tiramos algumas ilações, mas, como se sabe, não podemos contar com grande parte dos jogadores, tivemos de fazer algumas experiências, colocando alguns jogadores fora dos seus lugares.

Estamos a dizer que o grupo CAN não compete há cerca de um ano, e vai defrontar um colosso, o Senegal, em Março. Por isso mesmo, era imperioso também ver e estar com todos esses jogadores para não perderem o nosso ADN, mas são ossos do ofício.

 

  1. Moçambique vai fazer dois jogos frente ao Senegal, em Março, mês em que começa a edição que se segue do Moçambola. O que isto significa?

R: Temos cerca de 10 a 12 jogadores convocados para o grupo CAN, não sei se poderão ser transferidos. Para mim, isso seria óptimo, porque significaria que estariam em actividade, em competição. Como deve calcular, a estrutura inicial do grupo CAN joga mais fora do país. Alguns jogam mais, alguns jogam menos, mas de qualquer forma estão em actividade e aí temos algum tempo para vermos como estarão alguns jogadores. Não sei como é que o nosso capitão Dominguez estará até lá. Futebol é o momento e existem muitas soluções para garantir a forma. Entretanto, com o Moçambola a iniciar-se, não se sabe ainda se realmente começa nessa altura, por isso é muito difícil fazer qualquer apreciação neste momento.

 

  1. Depois que assumiu o comando técnico da selecção, viu-se obrigado, várias vezes, a ter a suas equipas a jogar fora de portas, por falta de estádios internos em condições para acolher partidas internacionais. Como impedir que estas situações voltem a acontecer, se olharmos até para o facto de os Mambas terem jogos já em Março, diante do Senegal?

R: Felizmente, agora temos o nosso Estádio Nacional do Zimpeto em condições. Espero que até lá continue. Estou convencido de que sim. Todo o moçambicano merece ver a selecção nacional jogar no seu reduto, diante de uma das grandes selecções, como o Senegal, que até é campeã africana e que esteve recentemente no Mundial. Seria fantástico podermos jogar no nosso estádio. Para evitarmos cenários como o de sermos obrigados a receber jogos fora de casa, é importante mantermos as infra-estruturas em condições. Eu acho que as pessoas de direito estão consciencializadas de que isto em nada beneficia o nosso futebol. Eu acho, por exemplo, que se tivéssemos jogado em Maputo, contra o Ruanda, na primeira jornada, teríamos vencido e estaríamos mais próximos do Senegal, que ocupa a primeira posição da qualificação. Mas fomos claramente prejudicados nesse sentido, por jogar na África do Sul e sem público.

 

  1. Este ano foi marcado pela polémica da não participação das selecções sub-23 e sub-17 em competições internacionais. O certo é que depois competiram. Nos sub-23, o país passou da primeira eliminatória, mas não da segunda, onde defrontou o Gana. A polémica em volta da selecção não impactou o seu desempenho?

R: Esse espaço de sub-23 é um espaço importantíssimo. Esses jovens vinham, praticamente, do grupo da Cosafa, que participou no CAN, e muitos deles ficaram arredados da competição durante dois anos, por causa da pandemia da COVID-19, e era imperioso competirem. Eu percebo que não havia muita expectativa de nós conseguirmos passar à outra fase, porque esta competição não só qualifica a equipa para o CAN, como também dá acesso aos Jogos Olímpicos. Teoricamente, seria difícil e não era muito apetecível, mas não podemos ver as coisas por esse prisma. Existe um plano, é preciso respeitar os planos competitivos, não só da formação. O impacto, obviamente, é irreversível, mas, de qualquer forma, a equipa técnica… e eu digo sempre aos meus jogadores, que devem ser resilientes.

  1. Já faz um ano que se tornou seleccionador nacional de futebol. De lá para cá, como tem sido a relação com a FMF? Que balanço faz desse casamento?

R: A relação é boa. Eu sou profissional, eu defendo arduamente os meus princípios. O treinador é um gestor de recursos humanos, um líder e um pedagogo. Em função disso, como líder, eu tento criar sempre sinergias. Eu não mando, tento criar sinergias para que as coisas se tornem melhores e que Moçambique esteja num patamar diferente daquele em que se encontrava. Nós temos batido no fundo e, como disse, e repito, as vitórias e as conquistas não são do Chiquinho Conde. Eu sou mais um na federação para agregar valor e quero que as pessoas que estejam ao meu redor estejam sintonizadas nos propósitos dos meus ideais. O casamento vê-se pelos resultados e não pelas relações que possamos ter com A, B ou C. Então, é preciso que nós, mesmo divergindo nas opiniões, nos respeitemos um ao outro.

 

  1. Mister, diz-se muito que o nosso Moçambola não vende. Concorda? E como torná-lo atractivo?

R: Eu acho que temos muitas pessoas ligadas ao futebol, que têm condições mais que suficientes para alterar o nosso Moçambola para que ele seja mais atractivo. Nós temos uma pessoa que está aí, que é José Salvado, conhece o futebol moçambicano como ninguém e está na estrutura da Federação Moçambicana de Futebol. Se o respeitarem, o ouvirem, tendo em conta o seu conhecimento, poderão colher informações importantíssimas. Mas nós sabemos que isto, infelizmente, nem sempre funciona assim. Espero, sinceramente, que quem está à frente das soluções da Liga tenha a humildade de aprender de outros campeonatos e de ouvir os jogadores, porque eles é que sentem na pele o que é jogar no Moçambola.

 

  1. Que legado gostaria de deixar nesse conjunto de jogadores?

R: Eu estou, como profissional de futebol e como treinador profissional, já há 15 anos. Trabalhei 13 anos em Moçambique, dois anos nos sub-23, em Portugal. Em Moçambique, tive a felicidade de ganhar vários títulos, três campeonatos nacionais, a Taça de Moçambique pelo Ferroviário de Maputo, uma Supertaça… fui eliminado algumas vezes, para a minha decepção, fui despedido por alguns clubes, mas em todos eles eu deixei sempre amigos. E quando digo amigos, refiro-me aos meus jogadores. Eu hoje fico satisfeito por receber um telefonema do Jotamo, do Artur Manhiça, do Félio, do Whisky, do Simplex, que está no estrangeiro, que recordam com saudades de tudo aquilo que vivemos. E na selecção nacional não vai ser diferente. Agora, há um outro legado que eu gostaria de deixar, que é o modelo que nós desenhamos, e potenciar a cada jogador, no seu sector, em termos organizacionais, em termos de base de dados, aquilo que no passado não tínhamos. Deixar isso para a federação, para que o meu sucessor tenha a possibilidade de encontrar documentos que sejam importantes para a progressão do seu trabalho.

O presidente da Associação Provincial de Basquetebol da Zambézia (APBZ), João “Zema” Passadas, diz que a agremiação está nos últimos acertos para os Campeonatos Nacionais de juniores femininos, certame agendado para os dias 16 a 21 de Janeiro, em Quelimane.

Corre-se contra o tempo, corre-se contra o relógio. Duas semanas (a contar de hoje, 2 de Janeiro) separam-nos dos Campeonatos Nacionais de basquetebol na categoria de juniores masculinos e femininos. Quelimane volta a esmerar-se para sediar, sem sobressaltos, os “nacionais” deste escalão que retomam após uma “seca” de quase três anos forçada pelas medidas de prevenção da COVID-19 e, depois, falta de astúcia de quem dirige a modalidade para movimentar os escalões de formação no país. Com o aproximar da prova, a Associação Provincial de Basquetebol da Zambézia (APBZ) desdobra-se em acções para garantir toda a logística de acomodação, alimentação e transporte para os árbitros e comissário da Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB).

Mais: garantir que o pavilhão Favezal, recinto que em Outubro do ano passado testemunhou o regresso da Zambézia à Liga Moçambicana de Basquetebol, esteja no “ponto” para acolher jogos.

“Posso assegurar que está tudo acautelado. Temos encargos relacionados com o Comissário da Federação Moçambicana de Basquetebol e os árbitros acompanhantes. Está tudo acautelado. Contamos com o apoio do Governo Provincial da Zambézia”.

Um dos desafios passa por assegurar que os participantes na competição tenham acesso a campos para, ao longo da prova, poderem treinar.

O presidente da Associação Provincial de Basquetebol da Zambézia (APBZ), João “Zema” Passadas, diz que este aspecto foi tido em conta pelo que não há motivos para alaridos. “Identificámos dois recintos para albergar os treinos. Estamos a falar de campos nas escolas secundárias Filipe Nyusi e Patrice Lumumba”, notou.

São esperadas na prova representantes da cidade de Maputo, Tete, Manica, Nampula, Tete, Niassa, Cabo Delgado que irão competir nos escalões de juniores masculinos e femininos. A província anfitriã será igualmente representada igualmente neste “nacional”. Se tudo correr dentro do programa traçado pela organização, o emparelhamento dos jogos será conhecido no próximo dia 15 de Janeiro, portanto, um dia antes do arranque do certame.

Lembre-se que a última vez em que Quelimane acolheu uma prova de grande dimensão de basquetebol feminino foi em 2006, ano em que o Ferroviário de Maputo conquistou o seu primeiro título em seniores.

Na categoria de juniores femininos e masculinos, Ferroviário de Maputo e Maxaquene são os campeões em título.

A tenista moçambicana Ana Vasilis segue, quarta-feira, 3 de Janeiro, para o Kansas, EUA, ao abrigo de uma bolsa de estudo onde vai poder continuar a evoluir e prosseguir com os seus estudos.

É, seguramente, um dos novos  valores do quadro feminino do ténis nacional. O seu domínio nos “courts” do Jardim Tunduro, onde há dois anos tem “varrido” a sua concorrência e mantém-se como bicampeã nacional, atestam o seu potencial.

Agora, e sempre com os olhos postos no futuro, tem a possibilidade de melhorar o seu quadro competitivo nos EUA, onde irá evoluir no Kansas nos próximos quatro anos e formar-se em gestão de empresas.

Ana Vasilis segue, desta forma, as peugadas de Cláudia Sumaia, tenista matolense que também rumou para os EUA depois de se consagrar pentacampeã nacional de juniores e campeã nacional de seniores (ainda com idade de juniores) para além de ter ficado em três ocasiões na segunda posição no escalão maior.

A ida de Ana Vasilis aos EUA acaba por ser, dada as suas prestações, um grande prémio para a jovem tenista moçambicana de 18 anos. É que, internamente, já conquistou quase tudo e o espaço começa a ser pequeno. Precisa de outros desafios para crescer desportivamente. Num país com melhores condições de treinamento e referenciado nos últimos anos pelas irmãs Williams (Serena e Venus), Ana Vasilis quer fazer por merecer atingir patamares outros.

Internamente, bateu toda a concorrência. Sagrou-se, de resto, vencedora em Outubro do ano passado do “Top Moz” em singulares femininos do torneio Standard Bank Open de Ténis após vencer Ohmar Fernandes por 6-2 e 6-4.

Esta prova insere-se no Circuito Internacional de Ténis (“ITF Men’s Circuit”) e é reconhecida pela Federação Internacional de Ténis (ITF) e pela Associação dos Tenistas Profissionais (ATP).

Em Abril do passado, Ana Vasilis finalista vencida do Open de Maputo, prova na qual perdeu na final com a sul-africana Ohmar Fernandes por 6-3 e 6-0.

A 18 de Dezembro de 2021, numa final emotiva, Ana Vasilis foi coroada pela primeira vez campeã nacional de ténis em singulares senhoras com uma vitória sobre Ilga João por 6/0 e 7/5. Foi a cereja no topo do bolo porquanto, ainda nos juniores, conquistara três títulos consecutivos de campeã nacional.

No limiar de 2022, ou seja, em Dezembro, Ana Vasilis foi mais do mesmo nos “courts” do Clube de Ténis de Maputo. Conquistou, pela segunda vez consecutiva, o título de campeã nacional de ténis em singulares senhoras com nova vitória sobre João, desta vez por duplo 6/3.

Vasilis teve o primeiro contacto com as raquetes aos 8 anos, tendo para o efeito sido convidada pelo seu tio Hercílio Seda, por sinal, tenista que em 2015 conquistou o “Torneio dos Mestres”. Seda tem a particularidade de, no mesmo ano, ter representado o país nos Jogos Africanos Congo-Brazzaville.

O velório de Edson Arantes do Nascimento, conhecido como Pelé, realiza-se amanhã no Vila Belmiro, casa do Santos, clube de futebol brasileiro onde começou a carreira.

O caixão de Pelé, de acordo com o programa divulgado pelo Santos, será posicionado no centro do campo, e o local será aberto ao público às 10h em São Paulo (mais cinco horas em Moçambique).

O acesso do público no Estádio acontecerá nos portões 2 e 3 e a saída será pelos portões 7 e 8. Autoridades vão entrar para prestar homenagens a Pelé pelo portão 10.

Após a cerimónia, vai acontecer um cortejo nas ruas de Santos, com passagem pelo canal 6, onde mora dona Celeste, mãe de Pelé.

Pelé vai ser sepultado no cemitério mais alto do mundo, no Memorial Necrópole Ecumênica, em Santos, no litoral de São Paulo. O espaço foi comprado pelo rei do futebol há cerca de 20 anos, que na altura disse que o local “não parecia um cemitério” e que lhe transmitia “paz espiritual e tranquilidade”.

Trata-se do cemitério mais alto do mundo… com vista para o estádio do Santos.  Foi o próprio ex-jogador que escolheu o local há cerca de 20 anos. Será sepultado no novo andar do cemitério vertical, onde estão alguns familiares e amigos.

A lenda do futebol brasileiro, que morreu nesta quinta-feira, comprou um espaço para colocar o seu caixão no nono andar do cemitério vertical. Escolheu este número, que curiosamente tem vista para a Vila Belmiro, onde está o estádio do Santos, o seu clube de sempre, em homenagem ao pai, que usava a camisa número nove nos tempos de jogador. “Ele era avançado e usava a camisa nove. Por isso, escolhi o andar com este número e que dá para ver o estádio. Com certeza, ele iria aprovar a ideia”, comentou na altura Pelé.

O cemitério vertical, localizado no bairro do Marapé, está desde 1991 no Guinness Book, o livro dos recordes, como o mais alto do mundo, e guarda os restos mortais de parentes e amigos de Pelé.

“Escolhi pela sua organização, limpeza e estrutura. É um local que transmite paz espiritual e tranquilidade, onde a pessoa não se sente deprimida, nem sequer parece com um cemitério”, explicou Pelé, à época, numa entrevista ao jornal A Tribuna.

No mesmo cemitério estão enterrados também o irmão de Pelé, Jair Arantes do Nascimento, o Zoca, que morreu em 2020; a sua filha, Sandra Arantes do Nascimento, que morreu em 2006; bem como António Wilson Honório, o Coutinho, colega de ataque de Pelé no mítico Santos bicampeão mundial em 1962/1963, que morreu em 2019. O tricampeão mundial morreu por falência múltipla dos órgãos. Ele estava internado desde 29 de Novembro no hospital Einstein, em São Paulo. Sua entrada no hospital ocorreu em virtude de uma infecção respiratória após ele contrair COVID-19 e para a reavaliação do tratamento de um câncer no cólon.

Pelé passou por uma cirurgia no cólon em Setembro de 2021 e desde então vinha sendo submetido a repetidas sessões de quimioterapia. No início de 2022, foram detectadas metástases no intestino, no pulmão e no fígado.

Em 21 de Dezembro, o corpo clínico do hospital divulgou um boletim médico a informar que Pelé apresentou uma “progressão da doença oncológica” e que necessitava de maiores cuidados relacionados às disfunções renal e cardíaca. Por isso, o ex-jogador não teve autorização para passar o Natal em casa, como queria a família.

Apesar do quadro complicado, Pelé passou alguns dias estável e com uma leve melhoria. Nos últimos dias, porém, a saúde do Rei voltou a piorar, e ele morreu quinta-feira às 21h27 de Maputo.

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