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O País – A verdade como notícia

A Secretaria de Estado do Desporto entregou 32 terrenos prometidos aos jogadores e equipa técnica da selecção nacional de futebol de sub-20, como prémio pela conquista do torneio Cosafa, em 2020. Os terrenos estão situados no distrito de Marracuene.

A promessa foi feita em Dezembro de 2020, aquando da recepção da selecção de sub-20 pelo Presidente da República, após a conquista do torneio Cosafa. Na ocasião, Filipe Nyusi enalteceu o feito e prometeu criar melhores condições para os Mambinhas.

No encontro havido na Presidência da República, ficou claro que os jogadores mereciam ser reconhecidos pelos feitos, tendo em conta que, além de terem conquistado a prova, também se tinham qualificado para o CAN da categoria pela primeira vez na história.

Quase 25 meses depois, a promessa foi cumprida, com a entrega de terrenos aos jogadores, equipa técnica e todo o staff envolvido na campanha dos Mambinhas, na vizinha África do Sul, que culminou com a conquista à tangente do Cosafa às custas da Namíbia.

Carlos Gilberto Mendes disse, na ocasião, que “é sentimento de dever cumprido”, porque, no seu entender, se cumpriu com aquilo que foi a promessa feita. “Não podíamos estar mais satisfeitos. Basta olhar para o semblante dos jogadores, todos animados.”

Para o Secretário de Estado do Desporto “começa aqui uma nova etapa da vida deles em que vão poder ter espaço para si e suas famílias”.

Presente na cerimónia, o administrador de Marracuene não deixou de felicitar os beneficiários e apelou para que façam o melhor uso das terras ora entregues.

“Este é o cumprimento da promessa feita pelo Presidente da República e que concretizamos com esta entrega. Mas não é para ficar com os terrenos sem fazer nada ou para vender amanhã, porque eles são jovens e vão precisar destes terrenos para o seu desenvolvimento e para criar suas famílias”, vincou Shafee Sidat.

 

SATISFAÇÃO E ALEGRIA DOS JOGADORES E DO STAFF TÉCNICO

No acto não estiveram os 23 jogadores que fizeram história para o país, já que alguns estão a jogar em outros países como, por exemplo, Portugal e Itália, mas estiveram alguns e representantes de outros.

Foi, de resto, um momento de satisfação para os beneficiários, que prometem mais trabalho de modo a que mais prémios cheguem.

“É possível voltar a alcançar mais feitos em provas internacionais. O importante é continuarmos a trabalhar arduamente e termos competições internamente, para que os jogadores estejam em boa forma”, avançou Ayton Zeferos, um dos obreiros do Cosafa.

Todavia, para já, a missão é a construção. “Cumpriram a palavra de nos darem os terrenos. Estamos satisfeitos”, afirmou Zeferos, que acrescentou que o “próximo passo é começar a construir”.

Já Celton Jamisse, que foi um dos capitães dessa selecção dos sub-20, visivelmente emocionado com a entrega dos terrenos, foi parco em palavras. Disse apenas que “agora a meta é construir”, deixando claro que os espaços poderão ser bem explorados.

Recorde-se que os Mambinhas conquistaram o torneio Cosafa em 2020, tendo em 2021 chegado à final da mesma competição, porém, nessa última vez, perderam com a Zâmbia.

O acto de entrega das terras foi dirigido pelo administrador de Marracuene, Shafee Sidat, na presença do secretário de Estado do Desporto, Carlos Gilberto Mendes, da directora-geral do Fundo de Promoção Desportiva, Amélia Cabral, de membros de Direcção Executiva da Federação – FMF, de líderes comunitários e dos beneficiários.

São, no total, 32 espaços localizados no bairro de Pazimane para igual número de beneficiários.

 

FMF E CAF FORMAM TREINADORES COM NÍVEL B EM MAPUTO

Vinte e cinco treinadores da Cidade de Maputo estão a ser formados em matérias de nível B, que os possibilita treinar equipas dos campeonatos provinciais de futebol. Trata-se de uma formação de treinadores que ano passado receberam formação de nível C para as camadas de formação.

Desta vez, a formação decorre na Casa do Futebol e no campo do Costa do Sol. São aulas teóricas e práticas. Nas sessões teóricas, os formandos vão aprender matérias gerais ligadas ao futebol, as leis do jogo, a medicina desportiva e o treinamento de guarda-redes, segundo disse Victor Matine, um dos formadores do curso.

No que à prática diz respeito, segundo Matine, os mesmos serão avaliados em aspectos técnicos-tácticos do futebol e parte física.

Dos treinadores em formação, destaque vai para alguns antigos praticantes de futebol, casos de Almiro Lobo, conhecido como Miro Lobo. Fazem parte do grupo individualidades que já ocuparam funções nos clubes e nas selecções, como é o caso de Florêncio Tembe, preparador físico do Ferroviário de Maputo e da selecção nacional.

O curso, com duração de 21 dias, está dividido em duas partes: a primeira começou na segunda-feira e tem duração de sete dias; e a segunda vai decorrer em Maio.

Depois desta formação, os treinadores estarão habilitados a treinar equipas juniores e seniores, mas para os campeonatos provinciais.

Os treinadores em formação falam de enormes expectativas e entusiasmo neste curso, onde esperam aumentar seus conhecimentos em matérias de orientação dos jogadores. Os mesmos dizem estar satisfeitos e esperam que a formação seja um sucesso.

Dos 25 treinadores em formação, um é angolano e foi adversário de Miro Lobo quando este jogava no seu país.

Melque, Tomas, Raymond e Soares são os jogadores que lideram a lista dos melhores marcadores do Moçambola 2023, com dois golos cada um, sendo que o Costa do Sol é a única equipa que ainda não marcou golos nesta edição da competição.

O Moçambola 2023 já arrancou e com ele os golos que fazem a festa nos relvados nacionais. A propósito dos golos, já foi marcado, até esta segunda jornada, um total de 24, com destaque para os jogadores que marcaram pelo menos dois golos.

Melque, que na temporada passada esteve na luta pelo prémio, já fez dois golos, um na abertura, na goleada imposta ao Matchjedje de Maputo, e outro na vitória diante do Costa do Sol, e lidera a lista juntamente com outros três jogadores. Raymond, do Ferroviário da Beira, bisou na jornada inaugural, na vitória diante do homónimo de Maputo, tal como Tomás, do Ferroviário de Nacala, mas nesta segunda jornada, na vitória diante do homónimo de Quelimane.

Outro líder dos artilheiros é Soares, do Baía de Pemba, que no empate a dois golos com Ferroviário de Lichinga, na primeira jornada, também bisou, mas ficou em branco no jogo desta segunda-feira.

Os restantes 16 golos foram apontados pelo mesmo número de jogadores. Os Ferroviários de Maputo, de Quelimane, de Nampula, a Associação Desportiva de Vilankulo e a União Desportiva do Songo são as equipas que marcaram apenas um golo em duas jornadas, enquanto o Ferroviário da Beira e o Matchedje de Maputo marcaram dois cada um.

Ferroviário de Nacala, Ferroviário de Lichinga e Baía de Pemba têm três golos cada, sendo a Black Bulls a única equipa com quatro golos apontados em dois jogos.

Destaque ainda para Poso, do Ferroviário da Beira, que fez o primeiro autogolo, ou seja, foi o primeiro a marcar na própria baliza, na derrota em Lichinga diante dos “locomotivas”, por duas bolas sem resposta.

Em sentido contrário e com um início de campeonato para esquecer está o Costa do Sol, que em dois jogos ainda não pontuou e ainda não marcou.

 

“MILITARES” E “GOLFINHOS” DIVIDEM PONTOS NO EMBATE ENTRE PRIMODIVISIONÁRIOS

No encerramento da segunda jornada, no jogo disputado esta segunda-feira, o Matchedje de Maputo e o Baía de Pemba não foram para além de um empate a um golo.

Foi o primeiro ponto dos “militares” nesta competição, depois da pesada derrota sofrida na jornada inaugural, no mesmo relvado que jogou esta segunda-feira, mas diante da Black Bulls.

A turma de Pemba, por seu turno, somou o segundo ponto depois do empate a dois diante do Ferroviário de Lichinga.

Os “golfinhos” foram os primeiros a marcar aos 38 minutos por intermédio de Litos, na marca de uma grande penalidade, sendo que os “militares” só conseguiram evitar a derrota quase ao cair do pano, por Gaudêncio.

Com este resultado do empate entre Matchedje de Maputo e Baía de Pemba, os “militares” deixam a cauda da tabela classificativa e alcançam o primeiro ponto, deixando no fundo o Costa do Sol, única equipa que ainda não pontuou nesta prova.

A turma orientada por Abineiro Ussaca está agora na 11ª posição, com um ponto, enquanto o Baía de Pemba continua na 10ª posição, mas já com dois pontos. Ainda assim, as duas equipas continuam na zona da despromoção.

Na próxima jornada, o Baía de Pemba tem jogo difícil diante do Costa do Sol, em Maputo, enquanto o Matchedje de Maputo tem deslocação ao Chiveve para defrontar o Ferroviário local.

Os moçambicanos na diáspora continuam em alta nos respectivos clubes, com destaque para o facto de, neste fim-de-semana, 11 deles – uma equipa completa, sem guarda-redes – terem sido primeira opção. Dois deles marcaram e outro assistiu. Afinal, os jogadores moçambicanos ganham notoriedade nos países onde jogam espaço para mostrar o seu potencial. Domingues, Lau King e Faizal Bangal são os destaques deste fim-de-semana.

Quão verdadeiro vinho do porto, quanto mais velho melhor, Domingues, o Puto, continua a fazer Maravilhas na terra do rand. Domingo não foi excepção e o capitão dos Mambas foi titular na sua equipa, o Royal AM, frente ao TS Galaxy, e aos dois minutos já fazia maravilhas ao apontar o primeiro golo.

Mau grado que o Royal AM não tenha conseguido segurar a vantagem que tinha e permitiu o empate 90 minutos depois, ou seja, aos 90+3, ao cair do pano, empate que acabou por saber à derrota. A turma do capitão Domingues, que acabou substituído, é agora nono classificado com 32 pontos e deixou-se ultrapassar pelo Stellembosch, que venceu e passou à 8ª posição.

Do outro lado do continente, no Atlântico, o novo “Hallaand”, como é apelidado pelos angolanos, o rei dos golos, Lau King, voltou a fazer uma vítima no Girabola. Diante do Sporting de Benguela, Lau King faz um dos dois golos com que a sua equipa, o Sagrada Esperança, venceu e cimentou o terceiro posto da tabela classificativa.

Foi, de resto, o terceiro golo do moçambicano no Girabola, em seis jogos, em que também fez uma assistência, a mostrar-se uma mais-valia ao clube, que luta pelos lugares das competições africanas, nomeadamente a Liga dos Campeões.

Quem também esteve em bom plano foi o internacional moçambicano Faisal Bangal, há muito que não é chamado nos Mambas. Bangal foi titular na sua equipa, o ASD Alcione, da quarta liga italiana, na partida diante do US Breno, tendo feito uma assistência para um dos golos. A sua equipa terminou a vencer por 4-1 e luta, a todo o custo, pela liderança, estando agora na segunda posição, a três pontos do líder, numa luta que leva à qualificação directa para a terceira liga, quando faltam por disputar quatro jornadas.

Mas não é só no sector masculino onde temos goleadores. No feminino, Cidália Cuta está a fazer maravilhas na Tanzânia. Este sábado, voltou a marcar na vitória da sua equipa, o Yangasc Princess, por 2-0, diante do Baobab Queens.

 

GENY E ZAINADINE DESPERDIÇAM VANTAGEM

Outros moçambicanos podem não ter tido uma actuação directa em termos de golos nas suas equipas, mas a sua performance permite que os seus treinadores confiem a titularidade.

Em Portugal, Zainadine Jr., titular e capitão, e Geny Catamo, entrado na segunda parte, desperdiçaram uma vantagem valiosa no terreno do Famalicão. O Marítimo esteve a vencer até ao intervalo com golos de Riascos e Vidigal, mas acabou por permitir uma recuperação na segunda parte.

O Famalicão marcou aos 65 e 69 minutos, antes de Geny Catamo entrar em campo aos 79, e acabou por facilitar a reviravolta aos 90+8 minutos, perdendo a possibilidade de subir na tabela classificativa.

Assim, os insulares voltam a cair para a zona da despromoção, na 16ª posição, com 22 pontos, menos três que o Estoril de Praia, último dos que estão na permanência.

Aliás, o Estoril de Praia é a equipa de outro moçambicano, o central Mexer, que neste jogo não chegou a sair do banco, na derrota diante do Benfica à tangente.

Também titular na sua equipa em Portugal esteve Bruno Langa, no Chaves. A turma no lateral esquerdo moçambicano empatou a um golo diante do Santa Clara e mantém-se a meio da tabela classificativa, ou seja, em 10º lugar e com fortes possibilidades de garantir a manutenção.

Na segunda liga portuguesa está Witiness Quembo, no Nacional da Madeira, equipa que luta pela manutenção na segunda divisão. Witi foi titular e viu a sua equipa terminar com um nulo diante do Feirense, resultado que coloca a equipa no último lugar de permanência, com mais dois pontos que o B-SAD, primeiro na despromoção.

Ainda na Europa, mais três internacionais moçambicanos foram titulares. Reginaldo Faite foi titular na vitória da sua equipa, o Kastrioti da Albânia, diante da sua antiga equipa, o Kukesi, por uma bola sem resposta. A equipa de Reginaldo, substituído aos 79 minutos, é lanterna vermelha da Superliga local, com 31 pontos, e está a 10 pontos de sair da zona da despromoção, a seis jornadas do fim da prova.

Já Stanley Ratifo, outro homem-golo, ajudou a sua equipa, o CRF Pforzheim, ainda que não tenha marcado, a vencer o Villingen por duas bolas a uma. O Pforzheim, que milita na quarta divisão local, continua na luta pela subida à terceira divisão.

David Malembane, por seu turno, perdeu diante do Ludogorets por duas bolas sem resposta, mas continua com a manutenção garantida. É que o Lokomotiv Sofia, onde joga Malembane, está na 9ª posição e bem relançado para disputar os lugares da Liga Conferência.

Na vizinha África do Sul, por seu turno, Edmilson Dove foi titular na vitória da sua equipa, o Kaiser Chiefs, diante do Sekhukhune à tangente, resultado que coloca a equipa na quarta posição com 41 pontos, menos cinco que Orlando Pirates, neste momento colocado no lugar da Taça CAF, quando faltam quatro jornadas para o fim.

Recorde-se que o Mamelodi Sundowns é virtual campeão sul-africano.

Finalmente, Manuel Kambala, jogador do Magesi da segunda divisão, viu a sua equipa derrotada pelo Tshakhuma por duas bolas sem resposta, mas continua sem comprometer a sua permanência na prova.

Clésio Baúque foi suplente utilizado na vitória da sua equipa, o Honka, diante do KuPS, por 0-1, para o campeonato finlandês, enquanto Gion Chande continua a ser suplente não utilizado na sua equipa, o Vaduz da Suíça, tal como aconteceu diante do Lausanne, que terminou com empate a um golo.

Reinildo Mandava, do Atlético da Espanha, continua a recuperar da lesão e viu a sua equipa perder diante do Barcelona à tangente.

A Associação Black Bulls alcançou a sua segunda vitória consecutiva no Moçambola, ao derrotar o Costa do Sol por uma bola sem resposta, em jogo da segunda jornada da prova. Os “touros” são líderes destacados, com seis pontos.

A Black Bulls continua a dar o ar da sua graça na presente temporada do Moçambola. Depois de na jornada inaugural terem recebido e vencido de forma categórica o primodivisionário Matchedje, os “touros” voltaram a ser eficientes.

Naquela que era a partida de cartaz da segunda jornada, a Black Bulls puxou os galões de uma das melhores equipas da maior prova futebolística nacional para, com um tangencial 1-0, vencer o Costa do Sol, curiosamente no seu reduto.

Os dois candidatos ao título souberam dar vida ao jogo, ainda que os “touros” tenham mostrado alguma consistência nos momentos cruciais da partida. Os dois conjuntos criaram inúmeras oportunidades de golo, tendo a Black Bulls aproveitado uma.

Os campeões de 2021 são líderes destacados do Moçambola, com seis pontos e com um saldo de cinco golos marcados e um sofrido. Na próxima jornada, os “touros” vão medir forças com o Ferroviário de Nacala, formação que está galvanizada após vencer na presente ronda o seu homónimo de Quelimane, por expressivos 3-0.

Por seu turno, o Costa do Sol ocupa a 11ª posição sem nenhum ponto. Ou seja, os “canarinhos” perderam os dois jogos até aqui realizados no Moçambola. Os treinados do português Horácio Gonçalves vão defrontar, na terceira jornada, o Baía de Pemba, equipa que joga esta tarde (segunda-feira) com o Matchedje de Maputo.

Na ronda inaugural da segunda jornada, no sábado, o Ferroviário de Maputo recebeu em sua casa emprestada (campo do Costa do Sol) o seu homónimo de Nampula, tendo vencido a partida por uma bola sem resposta. O único tento foi apontado pelo atacante Mário.

Os “locomotivas” da capital passam a somar oito pontos, na oitava posição. Na jornada que se segue, os comandados de João Chissano deslocam-se a Vilankulo, onde vão defrontar a Associação Desportiva local, que, na presente ronda, também na ronda inaugural, infligiu uma derrota à União Desportiva do Songo, por 1-0, passando desta feita a ocupar a sétima posição, com três pontos.

O Ferroviário de Lichinga, conjunto orientado por Artur “Turito” Macassar, recebeu e venceu o seu homónimo da Beira por uma bola sem resposta. Para já, os “locomotivas” da cidade mais fresca do país estão na segunda posição, com quatro pontos. Na segunda jornada, o Ferroviário de Lichinga vai a Nampula medir forças com o Ferroviário local, equipa que na primeira jornada venceu a Associação Desportiva de Vilankulo no “santuário” 25 de Junho.

A partida entre o Matchedje de Maputo e Baía de Pemba está marcada para hoje. A segunda jornada do Moçambola produziu um total de sete golos, menos sete que a jornada inaugural. O resultado mais volumoso da jornada foi o do Ferroviário de Nacala sobre o de Quelimane (3-0). As restantes partidas produziram apenas um golo.

A equipa da Moztek Pro foi, com um total de 71 pontos, a grande vencedora do 1º Super Grande Prémio Picanto Cup, prova realizada sábado, no Autódromo Internacional de Maputo.

Prova repleta de incidências. Pilotos a encetarem notável recuperação de lugares, incidentes de permeio e pronta intervenção do “safety car”, ou seja, a equipa de intervenção.

Em suma, este é um registo de uma tarde de 22 de Abril de 2023, que ficará indelevelmente gravada na memória dos amantes do desporto motorizado, no geral, e do Picanto Cup, em particular. Dia, de resto, de abertura da época 2023 do 1º Super Grande Prémio Picanto Cup. Dia de coroação à altura de grandes eventos dos respectivos vencedores: Moztek Pro. Na combinação das quatro mangas, a Moztek amealhou 14 pontos na “A1”, 20 na “A2” e “B1” e 17 na “B2”.

Com as bancadas preenchidas, factor inspirador para os pilotos, houve registo de provas renhidas e com desfecho imprevisível. Foi preciso pisar mais no acelerador e contornar melhor as gincanas para que Moztek Pro se destacasse com maior pontuação.

Seguiu-se a equipa da Pro Data 23 (Manuel Barbosa e André Almeida), que amealhou 66 pontos, sendo que a contabilização por mangas ficou assim definida: 25 (A1 e B1) nas quais os seus pilotos estiveram em destaque e 14 (A2).

A fechar os lugares de pódio, tivemos a Five Star Racing com uma diferença de cinco pontos globais em relação ao segundo classificado: 61. A Five Star Racing somou 20 pontos na manga “A1”, 14 na “B2” e 25 na “B2”.

Pódio justo a avaliar pela prestação ao longo das quatro mangas das 14 equipas que deram corpo à primeira de seis provas do campeonato.

Em dia de grandes disputas, não faltaram estreias de novos pilotos cujo percurso no desporto motorizado não podia estar na academia de karting do ATCM.

O piloto Jefrey Novela disputou a prova pela primeira vez em representação da equipa da Vodacom Business. Formado na academia de karts do ATCM, Novela teve um arranque menos bom, mas depois conseguiu recuperar algumas posições.

O sucesso da prova é uma combinação perfeita da entrega total dos pilotos e do trabalho do ATCM para colocar o Autódromo Internacional de Maputo novamente em condições de acolher provas, depois das inundações urbanas.

O caminho é ainda longo para se atingir a perfeição, tal como fez questão de reconhecer o presidente do Automóvel & Touring Clube de Maputo, Rodrigo Rocha.

 

ENEAS COMICHE FEZ A LARGADA

Foto: O País

“(…) Milhões de braços, uma só força”. O trecho do “Pátria Amada”, hino nacional entoado durante a cerimónia de abertura do 1º Super Grande Prémio Picanto Cup é, seguramente, uma fonte de inspiração para um grupo de entusiastas do desporto motorizado (ainda que reduzido e não chegue ao milhão de pessoas) que sonhou em promover um evento de grande dimensão que atravessasse fronteiras e se transformasse numa marca! Marca pois o Super Grande Prémio Picanto já ultrapassou a dimensão nacional e é referenciado em outros quadrantes onde a prova é acompanhada através de várias plataformas.

Daí a abertura do campeonato ter sido honrada, sábado, pela presença do edil de Maputo, Eneas Comiche que se mostrou entusiasmado com o sucesso que o campeonato alcançou.

Aliás, Comiche fez mesmo questão de, após a entoação do hino e saudação aos pilotos, empunhar a bandeira verde e fazer a largada para a formação da grelha de partidas da manga “A 1”.

Acompanhado por Rodrigo Rocha, presidente do ATCM, o edil de Maputo percorreu, na ocasião, a pista do ATCM para se inteirar do processo de manutenção da infra-estrutura.

 

EMOÇÃO A RODOS NAS BANCADAS DO AUTÓDROMO…

O público marcou presença em peso na 1ª prova do Super Grande Prémio Picanto Cup e Bravacant. Os espectadores vibraram com o espectáculo proporcionado pelos pilotos.

Autódromo Internacional de Maputo abarrotado. Jovens, adultos, crianças e idosos não quiseram perder as grandes emoções da designada fórmula 1 de Moçambique.

À medida que os pilotos saíam das “boxes”, alinhavam na grelha de partidas e aceleravam ao sinal da luz verde, a adrenalina crescia nas bancadas.

A dose extra de grandes emoções provocadas pelo roncar dos motores não deixava espaço para dúvidas: o Super Grande Prémio Picanto Cup é um evento recomendável para quem gosta de viver e registar experiências únicas.

A ânsia, claramente, tomou conta de quem desenvolveu, nas edições passadas, empatia com os pilotos que proporcionaram um grande espectáculo.

Mas há uma razão por trás de toda a emoção e euforia do público. Os mecânicos, que afinam as máquinas, e a concentração dos pilotos antes de cada prova, desenvolvem um trabalho invisível aos olhos dos espectadores. Tudo preparado ao mínimo detalhe

A cada incidente ou mesmo toque, a agitação cresce nas boxes e o preparo da viatura para a prova que se segue é a palavra de ordem.

Fechou, em grande, a primeira prova do Super Grande Prémio Picanto Cup. Começa, desde já, o acelerar dos motores para a próxima paragem: 20 de Maio, data da segunda prova.

O Moçambola 2023 entra para a segunda jornada este fim-de-semana, com um escaldante Costa do Sol vs Black Bulls a paralisar a tarde de domingo dos amantes do futebol. A jornada será caracterizada ainda pelos embates entre os Ferroviários, com os seis a defrontarem-se entre si.

Mal começou e já há confrontos de cortar a respiração no Moçambola 2023. São jogos que ainda podem começar a definir alguns futuros, em função dos possíveis resultados, com destaque para a perda de pontos dos chamados grandes.

É o caso do Costa do Sol, que depois da derrota inesperada na jornada inaugural diante do Ferroviário de Quelimane, à tangente, tem, este domingo, a difícil tarefa de parar os famintos “touros”, que só dão goleadas.

Horácio Gonçalves e seus pupilos terão que redobrar seus esforços para parar a Black Bulls na senda dos bons resultados que vem tendo este mês, em particular. É que a Black Bulls, depois de ter goleado as Águias Especiais na final do torneio JogaBets da Cidade de Maputo, por 6-1, na primeira jornada do Moçambola, voltou a fazer mais uma tourada, desta feita ao Matchedje de Maputo, por 4-1.

Por seu turno, o Costa do Sol havia perdido o acesso à final da Liga Jogabets pela primeira vez nas três edições, onde foi o vencedor das duas primeiras, facto que belisca a sua auto-estima.

Entretanto, naquele que é o sexto jogo oficial entre as duas equipas, com a Black Bulls a levar ligeira vantagem no confronto directo, onde venceu três jogos, perdeu um e empatou dois, os “touros” parecem estar em melhores condições de sair de Matchiki Tchiki sorridentes, faltando apenas a confirmação. Mas claro está que o Costa do Sol terá que contrariar esta tendência e procurar a primeira vitória em jogos do Moçambola.

Mas a jornada inicia-se no sábado, com a Associação Desportiva de Vilankulo a receber a União Desportiva do Songo, no Alto Macassa. Dos 22 jogos já disputados entre estas duas equipas, os “hidrocarbonetos” venceram apenas três jogos e os “hidroeléctricos” 14.

São estatísticas que já mostram a tendência deste jogo, em que a turma de Songo só não vencerá por mero acaso, já que reúne todas as condições para tal. Nos últimos sete jogos, houve apenas uma vitória de Vilankulo, em 2021, e um empate, em 2022, ambos em casa, sendo que os restantes jogos foram vencidos pelo Songo. O que esperar? Veremos!

 

JORNADA DOS FERROVIÁRIOS NO MOÇAMBOLA 2023

A segunda jornada será caracterizada por três jogos envolvendo os Ferroviários. São seis equipas que vão protagonizar três empolgantes jogos.

No sábado, no campo do Costa do Sol, em casa emprestada, o Ferroviário de Maputo recebe o homónimo de Nampula.

Com orgulho ferido pela derrota na primeira jornada, frente a outro Ferroviário, o da Beira, a turma de Maputo vai fazer das tripas coração para vencer, até porque o adversário está galvanizado pelos últimos resultados.

Tal como Horácio Gonçalves e o Costa do Sol, João Chissano e o Ferroviário de Maputo poderão ter uma tarde de muita pressão, depois da entrada com pé esquerdo. Ainda que em casa emprestada, os adeptos vão querer uma equipa vencedora e que entre logo de início na luta pelo título.

Mas a turma de Nampula, que venceu o torneio dos Ferroviários, recentemente, e derrotou a Associação Desportiva de Vilankulo na primeira jornada, está moralizada e quer manter a caminhada vitoriosa. Por isso um jogo de grande nível em perspectiva, tendo em conta também os jogadores das duas equipas.

Já no domingo, o carrasco do Costa do Sol, Ferroviário de Quelimane, vai à estação de Nacala, num confronto entre equipas do mesmo campeonato e quase com os mesmos objectivos.

Os “locomotivas” de Nacala vêm de derrota fora de portas e vão querer mostrar que podem fazer melhor em sua casa, até porque não tem sido hábito uma equipa vencer na “pedreira”. Mas a turma de Quelimane vai, também, querer mostrar que a vitória ao colosso não foi força de soda, mas fruto de muito trabalho.

Neste embate, vamos ver qual dos “locomotivas” vai aguentar.

O embate entre “locomotivas” também vai acontecer em Lichinga, quando a turma local receber a turma da Beira. As duas equipas não perderam na jornada inaugural, mas o Ferroviário de Lichinga cedeu pontos diante do Baía de Pemba, em sua casa, que era emprestada à formação de Cabo Delgado.

Já a turma da Beira quer continuar a vencer, depois dos 2-0 impostos ao homónimo de Maputo e, nesta senda dos Ferroviários, quer ser o mais bem-sucedido.

 

JORNADA ENCERRA-SE NA SEGUNDA-FEIRA

Entretanto, a segunda jornada só vai terminar na segunda-feira, quando o Matchedje de Maputo, em casa emprestada, no Complexo Desportivo de Tchumene, receber o Baía de Pemba.

Será um jogo entre primodivisionários, em que o resultado final será uma incógnita até ao fim. Por isso, disputa-se na segunda-feira para encerrar a segunda jornada e com equipas que regressaram este ano ao Moçambola 2023.

 

O Autódromo Internacional de Maputo será palco, sábado, do 1.º Super Grande Prémio Picanto Cup. As máquinas estão afinadas, os pilotos entram com tudo para dimensionar cada vez mais este evento que se tornou uma referência obrigatória do desporto motorizado em Moçambique.

Vinte e oito pilotos, 14 equipas, seis provas, um autódromo. Estão, desde já, lançados os dados do Super Grande Prémio Picanto Cup, maior prova do calendário do desporto motorizado em Moçambique.
Sábado, no Autódromo Internacional de Maputo, os motores voltam a roncar com a perícia dos pilotos ao volante das afinadas máquinas,  proporcionando, desta forma, momentos de grande adrenalina aos amantes do desporto motorizado.

É o regresso  do “stop and go” nas “boxes”,  as ultrapassagens de cortar a respiração, aceleração frenética após o sinal verde de partida e o içar da bandeira xadrez.

Referência obrigatória dentro e fora do país – um dos circuitos passa por Zwarkhops, na África do Sul – o  Super Grande Prémio Picanto Cup traz  consigo todos os ingredientes para quem gosta de viver e registar para todo o sempre experiências únicas.

Com  a introdução de novas equipas, a prova abre  igualmente espaço para que os pilotos mais novos possam exibir-se no Autódromo Internacional de Maputo.

As equipas e os pilotos estão ansiosos para o arranque do campeonato. O “Open Day” – sessão de treinos –, evento realizado no passado dia 15 de Abril, foi uma espécie de aperitivo num cardápio recheado de grandes surpresas.

A sessão de treinos, que contou com a participação de todas as equipas,  deu claras mostras daquilo que os pilotos são capazes de fazer na pista a partir de sábado.

Os parceiros, como não podia deixar de ser, presenciaram igualmente este “start” que se espera que venha a terminar em grande em Novembro próximo.

Os pilotos tiveram toda uma indução com o propósito de se familiarizarem com as regras e comportamentos a ter em pista, tais como interpretação de bandeiras, forma de condução, regras de segurança, entre outros.

 

FORMAÇÃO DAS “TEAMS” EM MARÇO

A dimensão da prova leva a que tudo seja feito ao pequeno pormenor. Ou seja, todos os aspectos inerentes à competição são observados ao detalhe. Neste sentido, realizou-se, no passado dia 11 de Março, numa das unidades hoteleiras da capital, uma reunião com dez chefes de equipa.
O primeiro momento foi marcado por um convívio  no qual os participantes interagiram e trocaram experiências entre si.

Depois, iniciou-se uma acção de formação orientada por Jorge Maltezinho e Manuel Silva, sendo que a nota principal foi explicar o papel fundamental do chefe de equipa.

Foram abordadas, durante a formação, as técnicas e estratégias de liderança das equipas competitivas, tendo sempre em linha de conta as regras e procedimentos a ter em pista.

“Sentimos que, no final da formação, criámos figuras mais fortes, com maior responsabilidade e eficácia, de forma a realçar ainda mais as competências dos seus pilotos. E assim conseguimos, também, melhorar a qualidade do evento desportivo Picanto Cup”, refere a organização do campeonato.

UM EVENTO QUE ARRASTA MUITO PÚBLICO

Os amantes do desporto motorizado têm reencontro marcado com os “artistas das gincanas” quase cinco meses depois da derradeira prova, no ano passado.

A ânsia, claramente, assalta as mentes de quem desenvolveu, nas edições passadas, empatia com os pilotos que proporcionaram um grande espectáculo.

A partir de sábado, 22 de Abril, os amantes do desporto motorizado vão viver tardes carregadas de emoções e incertezas para conhecerem os vencedores da edição 2023 do Picanto Cup.
As bancadas irão, seguramente,  voltar a estar lotadas nas seis provas que comportam o calendário do Super Grande Prémio Picanto Cup.

Adultos, crianças e idosos têm a oportunidade de voltar a acompanhar, de perto, a evolução dos pilotos que prometem não deixar os seus créditos em mãos alheias. As famílias, tal como no ano passado, têm um espaço privilegiado para conviverem enquanto assistem a corridas emocionantes.
Ano passado, a Moztek Racing de Manuel Barbosa – hoje na Prodata 23 – e Mauro Almeida foi a grande vencedora do Picanto Cup.

O treinador do Ferroviário da Beira,  Luis Lopes Hernandez, diz que a falta de competições internas poderá condicionar a sua equipa na Conferência Nilo da 3.ª edição da Basketball Africa League  (BAL), prova a realizar-se de 26 de Abril a 5 de Maio, no Egipto. Os campeões nacionais de basquetebol sénior masculino fizeram os últimos jogos a valer em Novembro de 2022, período em que revalidaram com categoria o título na Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal.

Nova temporada da Basketball Africa League  (BAL), velhos problemas a emergirem no Ferroviário da Beira: falta de um quadro competitivo interno forte e sério para disputar uma competição de grande dimensão e prestígio.

Sem um jogo a sério desde Novembro de 2022, altura em que se disputou a Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal, o campeão nacional vai ao “Hassan Mostafa Indoor Sports Complex”, palco dos jogos da BAL, testar-se diante do Petro de Luanda de Angola, conjunto que está disputar os “play-offs” da final da final da “Unitel Basket” com 1º de Agosto; Cape Town Tigers, campeão sul-africano que recentemente fez uma série de jogos de controlo incluindo com o Costa do Sol; City Oielers, do Uganda, e SLAC da Guiné Conacri.

A malapata que ninguém que compete ao mais alto nível quer. Mas, internamente, continua difícil traçar o melhor caminho para se atingir grandes patamares no basquetebol continental e colocar-se entre os mais destacados nesta prova organizada conjuntamente pela FIBA em parceria com a NBA e com encaixe de valores monetários em jogo. O Ferroviário da Beira pode ser, uma vez mais, pagar caro pela falta de jogos não só para enquadrar os seus reforços estrangeiros como também para aferir o nível competitivo do conjunto e ensaiar as suas dinâmicas de jogo.

“Nós fizemos o último jogo competitivo em Novembro e até agora não voltamos a jogar. Começou o Torneio de Abertura aqui mas o nível competitivo, na Beira, não é dos melhores. Já fizemos três jogos e os resultados foram acima de 80 pontos de diferença. Vamos tentado dar minutos dentro da nossa realidade. Não podemos preparar uma competição como a BAL com jogos deste calibre”, começou por lamentar o “coach” espanhol.

Mas não é só a falta de ritmo competitivo que tira sono a Luís Lopes Hernandez. As condições do pavilhão do Ferroviário da Beira, que sofreu estragos enormes com a passagem do ciclone IDAI, estão muito longe de ser das melhores. A agravar a situação, a iluminação limita o trabalho de preparação do conjunto que não perdeu nenhum jogo na última edição da Liga Moçambicana de Basquetebol.

“Temos também algum inconveniente porque parece que, no dia 4 de Março, roubaram o cabo de iluminação. Estamos a treinar de tarde e de noite com problemas de iluminação. Há uma parte do campo que não conseguimos ver bem. Infelizmente, o melhor meio para preparar, o campo de jogos, não está em condições.”.

É dentro destas limitações que o Ferroviário da Beira vai procurar, já no dia 26 de Abril, contrariar o Al Alhy do Egipto, primeiro adversário na Conferência Nilo. Seguem-se o Petro de Luanda, três dias depois, e o SLAC da Guiné Conacri no último dia do quarto mês do ano de 2023.

Depois, a equipa moçambicana bate-se com o Cape Town Tigers, no dia 3 de Maio, e City Oielers, do Uganda, no fecho desta fase no dia 5.

“Temos muita ilusão e queremos dar o nosso melhor. Vamos dar o nosso melhor. Vamos lá ver se teremos um pouco de sorte porque os nossos rivais estão a jogar os play-offs nos seus campeonatos. Em Luanda, Petro de 1º de Agosto estão a disputar a final. A equipa do Egipto está também a competir. Vamos lá ver se nós conseguimos ser competitivos. É preciso um bocado de sorte, mas vamos ver porque é muito complicado desta forma. Esta é a melhor competição de África. E, se não prepararmos bem, não teremos oportunidades”, observou Hernandez.

 

ISMAEL NURMAMAD JÁ TRABALHA COM O GRUPO

Clinicamente “ok”, Ismael “Timo” Nurmamad saiu do boletim de “ocorrências” e preocupações e é uma das grandes apostas de Luis Lopez Hernandez para a Basketball Africa League  (BAL).

O extremo, aclamado MVP (jogador mais valioso da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal de 2017),  lesionou-se ao serviço da selecção nacional de basquetebol sénior masculino durante as eliminatórias da zona VI para o “Afrocan”, no Zimbabwe.

“Ismael Nurmamad começou a treinar esta semana. Voltou da selecção há um mês e meio, estava lesionado. Infelizmente, tivemos este contratempo e problema. Mas, como dizia, esta semana já começou a treinar e parece que está bem. Vamos lá ver se ele consegue ritmo ao início do campeonato.”, clarificou.

Para esta empreitada, no Cairo, Egipto, a equipa moçambicana vai contar com os préstimos de quatro reforços estrangeiros, nomeadamente William Perry (americano integrado na equipa desde 2021), Makhtar Gueye (senegalês), Bourama Sidibe (maliano) e Najeal Young (americano).

“Estamos a tentar enquadrá-los da melhor forma possível porque, na nossa realidade, não temos jogos. Estamos felizes com os nossos reforços porque não são jogadores conhecidos mas, pelo orçamento que temos, são jogadores com nível. Não podemos assinar contratos com jogadores vão para o Petro de Luanda ou Al Alhy do Egipto, por exemplo. Fomos buscar jogadores com fome de ganhar, jogadores com vontade de fazer nome.”.

O Petro de Luanda, adversário do Ferroviário da Beira na 2.ª jornada da Conferência Nilo, contratou Ater Majok, basquetebolista sudanês de 35 anos e 2.11 metros.  Na edição passada da BAL, Majoc representou o US Monastir da Tunísia, tendo arrancado exibições monstruosas.   O extremo foi um dos seleccionados pelos Los Angeles Lakers no Draft da NBA, em 2011.

A propósito, Luis Lopez Hernandez diz: “É mais difícil porque equipas como Petro de Luanda contratam jogadores com nome e que foram mais valiosos da Liga Africana de Basquetebol. Eles estão a pagar muito dinheiro. O valor de um estrangeiro, nas outras equipas, é quatro vezes mais que um atleta nosso. Eles estão num outro nível. Nós temos que trabalhar e tentar ter sorte também. São equipas com outro orçamento.”

O director-desportivo do Costa do Sol, Rui Évora, criticou a equipa de arbitragem do jogo entre esta formação e o Ferroviário de Quelimane, inserido na 1.ª jornada do Moçambola 2023. Cáustico, o antigo guarda-redes do Costa do Sol, disse ao “RM Desporto” que “isto não é futebol e, se não mudar este paradigma no nosso futebol, estaremos a mentir sobre a realidade”.

A bola já rola no Moçambola 2023, as emoções já se vivem dentro e fora das quatro linhas e os altifalantes já reproduzem o jogo falado, em resultado, neste caso, da actuação da eternamente (?) contestada arbitragem.

Em Quelimane, no rescaldo da derrota do Costa do Sol diante do Ferroviário local, por 1-0, os “canarinhos” lançaram duras críticas à equipa de arbitragem chefiada por Fernando Júnior e que teve como assistentes Roda Mondlane (1º) e Momed Tembe (2º).

O director-desportivo do Costa do Sol, Rui Évora, não foi de meias palavras na entrevista concedida ao RM Desporto da Rádio Moçambique.

O antigo capitão do Costa do Sol e da selecção nacional de futebol visou os árbitros e dirigentes da Comissão Nacional de Árbitros de Futebol, aos quais adverte que, com actuações tendenciosas, o futebol moçambicano jamais irá desenvolver.

“Os dirigentes deste país e os dirigentes da CNAF (Comissão Nacional de Árbitros de Futebol) que pensam que isto que estamos a jogar é futebol estão enganados. Isto é uma mentira, por isso os resultados da selecção estão maus, porque o que acontece nas províncias, não só aqui na Zambézia, é um roubo descarado”, desabafou o director-desportivo do Costa do Sol.

Rui Évora vai mais longe ao considerar que há uma grande mentira no futebol moçambicano e adverte: “As coisas não irão mudar enquanto o árbitro decidir quem vai ganhar o jogo.”

Segundo Rui Évora, “isto não é futebol. Se não mudar este paradigma no nosso futebol, estaremos a mentir sobre a realidade. Ando há muitos anos nesta modalidade, tempo suficiente para perceber que o que se faz nestes campos está a estragar o futebol moçambicano. Que abram os olhos. Se isso não acontecer, continuaremos na mesmice de sempre, acreditando que um dia o futebol vai crescer, mas isso não vai acontecer mesmo com as academias. As coisas não irão mudar enquanto o árbitro decidir quem vai ganhar o jogo”.

O Costa do Sol foi penalizado com uma grande penalidade aos 57 minutos do jogo com o Ferroviário de Quelimane, tendo o castigo máximo sido convertido por Odílio. A decisão da equipa de arbitragem deixou os jogadores e o banco técnico do Costa do Sol agastados.

Na 2.ª jornada do Moçambola 2023, o Costa do Sol recebe a Associação Black Bulls, formação que goleou o Matchedje na ronda inaugural por 4-1.

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