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O País – A verdade como notícia

O presidente da Federação Moçambicana de Futebol (FMF), Feizal Sidat, disse ter conversado longamente com o central do Marítimo e o seleccionador nacional para sarar as feridas abertas em Dakar, Senegal, de onde chegaram informações de um mal-estar entre Chiquinho Conde e Zainadine Júnior.

A corda partiu em Dakar, Senegal, no passado dia 24 de Março, de onde chegaram informações aterradoras segundo as quais o experimentado defesa Zainadine Júnior ter-se-ia insurgido contra o seleccionador nacional, Chiquinho Conde, após críticas sobre a sua actuação no intervalo do jogo entre Moçambique e Senegal.

A bomba estoirou, os factos narrados abalaram a nau e apressadamente os capitães Zainadine Júnior e Mexer minimizaram o pretenso ambiente de tensão e de cortar a faca nos Mambas, isto nas vésperas da recepção ao Senegal no Estádio Nacional do Zimpeto (ENZ) a 28 de Março.

Às 17h30 de 28 de Março, mais coisa menos coisa, os amantes do desporto e a imprensa deparavam-se com uma situação rara: Zainadine Júnior não constava do onze escalado por Chiquinho Conde para o jogo com os “Leões de Teranga”. Crescia, no ENZ, a teoria de que há um braço-de-ferro entre Zainadine Júnior e Chiquinho Conde.

Esta terça-feira, como que a confirmar o ambiente turvo, o presidente da Federação Moçambicana de Futebol (FMF), Feizal Sidat, disse ter conversado com o central do Marítimo e o seleccionador nacional para sarar as feridas abertas.

“Em relação ao assunto do Senegal, Chiquinho e Zainadine, posso dizer que tive uma conversa longa com Zainadine. Conversei muito com ele. Tive também uma conversa com Chiquinho Conde na semana passada. Penso que estão sanados alguns mal-entendidos, o que é natural. Todo o atleta quer jogar e, naquele momento de resultado não muito bom, estávamos a perder [por] 4-0, o que é natural. Os ânimos exaltam”, clarificou Feizal Sidat, que falava durante a Conferência Trimestral da Federação Moçambicana de Futebol.

Ainda sobre os temas “quentes” que dominam a selecção nacional de futebol, Mambas, Sidat foi questionado sobre a famigerada comissão de inquérito anunciada pela FMF em comunicado no passado dia 30 de Março, portanto, dias depois de a mesma agremiação ter extinguido uma primeira por si criada.

Ademais, a FMF anunciara uma comissão de inquérito dias depois de uma outra independente, criada pela Secretaria de Estado de Desporto (SED), ter apresentado os resultados do trabalho efectuado durante 30 dias, criticando a gestão do órgão reitor do futebol moçambicano no “dossier” de premiação dos Mambas no CHAN da Argélia em Janeiro, bem como a relação tensa entre os elementos da equipa técnica e o vice-presidente das selecções nacionais.

A comissão de inquérito anunciada deve, num prazo de 30 dias, apresentar resultados sobre os incidentes ocorridos em Argel, em Janeiro, onde os Mambas disputaram o CHAN 2022. A mesma é constituída por Amílcar Andela, Isac Pedro, Zefanias Jonas e Magalhães Bramugi.

Sobre este ponto, Sidat justificou que a recém-criada comissão de inquérito tem atribuições para responsabilizar os prevaricadores, à luz dos estatutos da Federação Moçambicana de Futebol, diferentemente da criada pela Secretaria de Estado do Desporto, que simplesmente deixou recomendações. “Nós não podíamos deixar este processo, este assunto. Então, qual é o papel do Conselho de Disciplina? Digo, de viva voz, que aquela comissão não tinha nenhuma autonomia para penalização. Quem tem esta prerrogativa é a Federação Moçambicana de Futebol. Por isso é que nós, depois de ouvirmos as recomendações desta comissão de inquérito, achamos importante abrir a nossa comissão de inquérito”, observou Feizal Sidat.

O presidente da FMF abordou ainda o caso de Jumisse, um dos adjuntos de Chiquinho Conde que foi suspenso pelo órgão que tutela o futebol moçambicano. Para não variar, anunciou a abertura de mais um inquérito. “Em relação a Jumisse, surpreendentemente vi o crachá com Jumisse. É mais um episódio dentro da instituição FMF. Abrimos um inquérito para apurar quem deu o crachá ao Jumisse. Também vai ser penalizado pela instituição FMF.” Mais não disse a propósito.

O Costa do Sol sofreu duas derrotas e venceu um jogo no estágio que realiza na vizinha África do Sul, a convite do Cape Town Tigers, campeão sul-africano de basquetebol masculino, que se prepara para a fase derradeira da Liga Africana de Basquetebol.

O Costa do Sol fez o Cape Town Tigers passar no teste de antevisão da Liga Africana de Basquetebol, ao permitir duas derrotas em igual número de jogos diante deste adversário, em partidas realizadas na terra do rand.

A convite do campeão sul-africano, que se testou com uma equipa moçambicana tendo em conta que vai ter um adversário nacional, o Ferroviário da Beira, o Costa do Sol vergou nos dois jogos, ainda que tenha dado boa réplica.

No jogo inaugural, disputado sexta-feira, o Cape Town Tigers ganhou com alguma tranquilidade, ao terminar o jogo com 25 pontos de diferença, ou seja, 83-58.

O Costa do Sol ainda entrou bem no jogo, vencendo os dois primeiros períodos com os parciais de 17-15 e 35-34, com uma recuperação que acabou por se concretizar efectiva após o intervalo.

A turma sul-africana acordou, depois de estudar totalmente os “canarinhos”, e no terceiro período fez um parcial de 13 pontos de diferença, acabando por vencer por 49-62, fazendo o mesmo no último quarto, onde se superiorizou e venceu por 25 pontos de diferença: 58-83.

Já no segundo jogo entre as duas equipas, na noite deste domingo, o Cape Town Tigers voltou a ser melhor que os vice-campeões nacionais, vencendo já por 10 pontos de diferença.

Nesse jogo, a turma da África do Sul não fez grande esforço para terminar com vitória, aproveitando-se do cansaço do Costa do Sol, que voltou a dar luta. O resultado final acabou por ser de 55-65 a favor do campeão sul-africano, que assim se testou para a sua participação na Liga Africana de Basquetebol, em que tem como um dos adversários o Ferroviário de Maputo.

 

ÚNICA VITÓRIA “CANARINHA” DIANTE DO JOZI NUGGETS

A meio dos dois jogos diante do Cape Town Tigers, o Costa do Sol defrontou outra equipa do principal campeonato daquele país em basquetebol masculino, o Jozi Nuggets.

A determinação dos jogadores, que sabiam que não teriam tarefa fácil diante do Cape Town Tigers, veio ao de cima e mostraram a sua valência, terminado os dois primeiros períodos a vencerem por seis pontos de diferença.

Na segunda parte os “canarinhos” continuaram fortes e impuseram o seu estatuto de vice-campeão de Moçambique, tendo feito das tripas coração para sair com uma vitória suada, por sete pontos de diferença: 54-47.

Terminou o estágio do Costa do Sol na vizinha África do Sul com saldo de duas derrotas e uma vitória e muita experiência acumulada para os jogos que terá pela frente, nas provas nacionais.

 

FERROVIÁRIO DA BEIRA CONTINUA A PREPARAR JOGOS EM CASA

Entretanto, o Ferroviário da Beira continua a fazer a sua preparação para Liga Africana de Basquetebol na sua cidade, disputando o torneio de abertura.

Os “locomotivas” de Chiveve continuam em alta e a liderar a prova com quatro vitórias, depois de mais duas somadas na semana passada, diante de Detrit Palmeiras e Sport Center, em partidas da terceira e quarta jornadas, respectivamente.

Para já, a turma da Beira já conhece o calendário de jogos na Liga Africana de basquetebol, naquela que será a sua terceira participação.

Assim, de acordo com o calendário feito, os “locomotivas” iniciam a sua participação na prova diante do anfitrião, o Al Ahly do Egipto, no dia 26 de Abril, quarta-feira, às 18h00, ficando de fora nos dois dias seguintes.

Ou seja, volta a quadra no sábado, dia 29 de Abril, sábado, diante do Petro de Luanda, naquele que será o duelo em português, para no dia seguinte, domingo, defrontar o SLAC da Guiné.

O Ferroviário da Beira volta a ficar dois dias de descanso, regressando na quadra na quarta-feira, dia 3 de Maio, para a penúltima jornada, frente ao Cape Town Tigers da África do Sul.

Os campeões nacionais encerram a sua participação na sexta-feira, 5 de Maio, diante do City Oilers do Uganda.

A Liga Africana de Basquetebol, BAL, Conferência Nilo, vai decorrer no Cairo, Egipto, de 26 de Abril a 6 de Maio.

O tenista moçambicano Bruno Nhavene foi eleito o melhor atleta masculino do ano no Cowley College, no Kansas, EUA. É um momento que o talentoso tenista vai recordar durante muito, muito tempo. Nhavene é unanimemente descrito como alguém competitivo.

Bruno Nhavene continua a evidenciar a sua educação espartana nos “courts”, mormente pelo facto de pertencer a um clã cuja história se confunde com a modalidade no país. Bruno está a celebrar, nos “courts”, o legado da família que deixou marcas indeléveis no “Jardim Tunduro” e não só!

Nos EUA, concretamente no Cowley College, no Kansas, para onde se transferiu em Setembro do ano passado, o tenista moçambicano está a pulverizar os “courts” com excelentes exibições que colocam a instituição entre as melhores nas provas da “National Junior College Athletic Association”, NJCAA.

O seu potencial, evolução constante e méritos estão de mãos dadas. E não é por acaso que, fazendo dupla com Boruch Skierkier, Nhavene foi fundamental para que a equipa do Cowley College atingisse o 1.º lugar no “ranking” de pares homens com um recorde de 21-2 (vinte e uma vitórias e duas derrotas) esta temporada.

Individualmente, ou seja, nos singulares homens, Bruno Nhavene apresenta um registo de 19-1 (dezanove vitórias e uma derrota), números que o colocam no 7º lugar no “ranking”.

A emoção, o fervor que Bruno Nhavene sente é como se este se encontrasse numa redoma que mais ninguém compreende. Há uma explicação: está a passar por um momento em que faz história.

Rendido às qualidades de Bruno Nhavene, o director técnico interino do Cowley College, Rama Peroo, colocou-o no pedestal de uma grande referência na instituição.

“Bruno Nhavene alcançou grandes patamares como membro da equipa masculina de ténis do Cowley College, depois de vir de Moçambique. Considerado um dos melhores jogadores de singulares homens e pares do país, ele juntou-se a Boruch Skierkier para ganhar o título na Copa ITA em Roma, GA”, destaca o Cowley College no seu sítio oficial. A competitividade, o empenho e o talento estão aí.

 

DISTINGUIDO EM SETEMBRO DE 2022

Em Setembro do ano passado, Bruno Nhavene foi distinguido como atleta do mês ao nível da instituição. O jovem talentoso tenista foi reconhecido pelo seu empenho e desempenho, tendo atingido as meias-finais do Torneio da Região Central do ITA na categoria de singulares homens, além de ter conquistado a competição de pares ao lado de Boruch Skierkier.

“Bruno Nhavene é um calouro que causou um tremendo impacto no topo de singulares homens e pares nos ‘Tigres’. Recentemente, ele avançou para as meias-finais em singulares homens e foi vencedor de pares no Torneio da Região Central do ITA. Ele é considerado um dos melhores jogadores de singulares e pares do país”, escreveu o sítio do Cowley College.

Um dos mais talentosos tenistas da actualidade em Moçambique e África, Bruno Nhavene ocupa a 1418ª posição no ranking da Associação de Ténis Profissional (ATP).

Nhavene conseguiu melhorar a sua posição depois de boas prestações no Open Standard Bank, uma competição inserida no Circuito Internacional de Ténis (ITF Men’s Circuit) e reconhecida pela Associação dos Tenistas Profissionais (ATP).

Nhavene evoluiu na Academia da Federação Internacional de Ténis (ITF, sigla em Inglês) em Casablanca, Marrocos, onde cresceu bastante em termos competitivos e depois regressou ao país em Dezembro de 2020.

Aliás, disse que a bolsa é uma conquista individual à semelhança da primeira que lhe manteve durante seis anos no Centro de Alto-Rendimento, em Marrocos, de onde regressou em Dezembro de 2020. Neste momento, evolui nos EUA, depois do convite feito por dois cidadãos norte-americanos que ficaram impressionados com um vídeo seu publicado no canal “Youtube”, no qual exibe a seu percurso e talento nato.

Em Setembro de 2020, Bruno Nhavene esteve no “top 200” do ranking Federação Internacional de Ténis, na categoria de juniores, feito nunca antes alcançado por um tenista masculino.

É mais um passo para se fintar a crise de competições ao nível da Cidade de Maputo. Ao quarto mês do ano sem provas oficiais na capital do país, situação derivada da dívida acumulada de 130 mil Meticais para com os árbitros e falta de pagamento de taxas por parte dos clubes à Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo (ABCM), o órgão reitor da modalidade da bola ao cesto em Maputo convocou, para o próximo dia 22 de Abril, a sua assembleia-geral ordinária.

A reunião magna definirá a data da eleição dos novos órgãos sociais da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo, que está a ser dirigida interinamente por Felisberto Macuácua, depois da morte de Rui Hélder Guilzaze em Maio de 2021.

Outro dos pontos a ser discutidos na Assembleia-geral da ABCM é o plano de actividades e orçamento para 2023, ano atípico no qual alguns clubes ainda não desembolsaram o valor de filiação, assim como acumulam dívidas da temporada passada.

Esta situação, aliás, está a condicionar o arranque da temporada quer ao nível da alta competição quer ao nível dos escalões de formação.

Face à situação, criticada pelos seleccionadores nacionais que têm competições dentro dos próximos meses, a Associação Moçambicana de Treinadores de Basquetebol (AMTB) optou por avançar com uma prova com vista a dar rodagem aos atletas.

A ABCM tem ainda como ponto de agenda a apresentação e a aprovação do relatório de contas de 2022.

Os clubes da capital do país propuseram a criação de uma comissão de gestão para conduzir os destinos da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo, a maior agremiação que movimenta a modalidade ao nível de Moçambique. O facto surge por se ter constatado a inoperância da actual direcção da ABCM, liderada por Felisberto “Beto” Macuácua, dando continuidade ao mandato do falecido Presidente Rui Hélder Guilaze.

A 28 de Março, a direcção da ABCM reuniu-se com os clubes da capital do país com o propósito de discutir a programação da temporada 2023–2024. No encontro, as partes concordaram e definiram que havia necessidade de realizar uma assembleia-geral com urgência no passado dia 11 de Março.

Chegou-se mesmo a criar uma comissão de gestão constituída por alguns elementos e/ou representantes de clubes, mas a mesma não teve pernas para andar. Foi definido que se iria nomear figuras que exercessem os cargos de presidente; secretário-geral; área técnica, área de administração e finanças e área jurídica, sendo que os mesmos teriam um mandato de três a seis meses.

 

ESCALÕES DE FORMAÇÃO SEM PROVAS DESDE NOVEMBRO DE 2022

A Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo (ABCM) foi forçada a interromper, há três semanas, as provas dos escalões de formação, devido à falta de pagamento de taxas pelos clubes filiados a esta agremiação. Parte do valor das taxas em dívida, cerca de 200 mil Meticais, é aplicado no pagamento dos subsídios aos árbitros, para que as provas decorram sem sobressaltos. Foi sempre assim nos últimos anos, uma prática com que os próprios clubes concordaram e cumpriram ainda alguns atrasos.

A interrupção das provas aconteceu quando faltavam três jornadas para o término do Campeonato da Cidade e a capital do país corria contra o relógio, na altura, para apresentar os seus representantes para os “nacionais” de juvenis e juniores masculinos e femininos.

 

Moçambique conhece adversários no “Afrobasket” a 27 de Maio

Moçambique vai conhecer os seus adversários no Campeonato Africano de Basquetebol sénior feminino no dia 27 de Maio, data em que será realizado o sorteio da prova. O certame vai decorrer de 28 de Julho a 6 de Agosto, em Kigali, Ruanda.

Texto: Redacção

Foto: O País

Quinta classificada da última edição do “Afrobasket”, prova realizada em 2021, nos Camarões, a selecção nacional de basquetebol sénior vai conhecer o cruzamento da fase de grupos já a 27 de Maio.

No sorteio, o conjunto, agora orientado por Carlos Ibraimo Aik, estará fora do leque de equipas com estatuto de cabeças de série.

Neste sentido, será inevitável o cruzamento na fase de grupos com a Nigéria, bicampeã africana e com melhor plantel da actualidade no continente; Mali, vice-campeã; e Senegal, nação com melhor palmarés no “Afrobasket”.

Moçambique vai procurar terminar a prova nas quatro primeiras posições, que dão acesso ao torneio pré-olímpico de acesso a Paris 2024.

A primeira fase da prova de qualificação para os Jogos Olímpicos realiza-se entre os dias 12 e 20 de Agosto, num país por indicar.

Moçambique esteve perto de se qualificar para o maior evento desportivo do planeta em 2003, quando ficou em segundo lugar no “Afrobasket” realizado em Maputo.

Lembre-se que Nigéria, Mali, Senegal e Camarões (quatro primeiras classificadas do “Afrobasket”) e a anfitriã Ruanda qualificaram-se automaticamente para o “Afrobasket” 2023.

A melhor classificação da selecção nacional nos “Afrobaskets” foi precisamente nesse ano, e em 2013 quando ganhou a medalha de prata e assegurou a presença no Mundial da Turquia, em 2014.

Entre árbitros principais e assistentes, a zona sul do país vai ter mais de trezes juízes para o Moçambola 2023, com destaque para os internacionais. Nas zonas centro e norte a apresentação será feita esta semana quando os mesmos forem submetidos a testes.

Ao todo serão perto de 20 os árbitros das províncias de Inhambane, Gaza, Maputo e cidade capital que foram aprovados para ajuizar os jogos do Moçambola 2023, e que serão os indicados para esta primeira jornada, enquanto os das regiões centro e norte não são apresentados.

Dentre os aprovados para ajuizarem a maior prova do campeonato nacional, o destaque vai para os árbitros principais internacionais Artur Alfinar, Celso Alvação, Simões Guambe, Ema Novo e Wilson Muianga, da cidade e província de Maputo e Inhambane, onde temos equipas apuradas para o Moçambola.

A estes juntam-se outros assistentes com categoria internacional, nomeadamente Arsénio Maringule, Osvaldo de Jesus, Venastâncio Cossa, Zacarias Balói, Olinda Augusto, Teófilo Mungói, Roda Mondlane e Olívio Saimone, que com bandeirolas nas mãos vão assistir os árbitros assistentes.

Estes árbitros estiveram numa formação promovida pela Federação Moçambicana de Futebol que visava avaliar as habilitações dos referidos árbitros, cuja finalidade era renovar as insígnias da FIFA.

Aliás, a reciclagem dos árbitros internacionais moçambicanos da zona sul foi feita pelo somaliano Ali Mahomed Ahmed e o moçambicano Bento Navesse, instrutores da FIFA.

A estes “internacionais” juntaram-se, na formação de reciclagem, outros árbitros que já apitam jogos do Moçambola e que serão aposta para jogos do campeonato nacional e da segunda divisão ao nível da zona sul.

Depois desta reciclagem feita para árbitros da zona sul, a Comissão Nacional de Árbitros de Futebol (CNAF) vai abranger, ainda esta semana, concretamente esta sexta-feira e sábado, uma avaliação aos juízes das regiões centro e norte, respectivamente.

Estes serão avaliados em várias matérias, deste teóricas e aptidões físicas, como forma de dotá-los de capacidades para ajuizarem jogos, quer do Moçambola 2023, da segunda divisão em cada uma das regiões, e a Taça de Moçambique, a segunda maior competição futebolística do país.

O “prato forte” serão as leis de jogo consubstanciadas por algum trabalho físico e sessões teóricas. As actividades serão facilitadas pelo instrutor Alfredo Sitóe.

Refira-se que acções similares serão desenvolvidas entre 14 e 16 de Abril na zona centro (Beira) e na zona norte (Nampula).

A saga do campeonato nacional de futebol começa este sábado, na edição 2023, com uma maratona de 22 jornadas que vai culminar com a consagração do campeão nacional de futebol. Seis jogos em cada jornada, a partir deste fim-de-semana, com jogos, até aqui, à sexta-feira, sábado, domingo e segunda-feira, vão corporizar as 22 jornadas, esperando-se que seja com muita emoção, golos, festa e, acima de tudo fair play e verdade desportiva.

Doze equipas, seis jogos por jornada, 22 jornadas e um campeão nacional! É o início do Moçambola 2023, este sábado, com a disputa da primeira jornada da prova. Uma prova que terá 12 candidatos à sucessão da União Desportiva de Songo no trono do futebol nacional, com destaque para seis Ferroviários, nomeadamente os de Maputo, Beira, Quelimane, Nacala, Nampula e Lichinga, para além do Costa do Sol, União Desportiva de Songo, Associação Desportiva de Vilankulo e Matchedje de Maputo, todas estas a funcionar com fundos do estado, e Baía de Pemba e Associação Black Bulls, estas duas geridas com fundos privados.

 

TCHUMENE ACOLHE JOGO DE ABERTURA

A jornada inaugural terá seis jogos, tal como todas jornadas, com destaque para o embate do arranque da prova, que vai envolver a Black Bulls, vice-campeã nacional, e o matchedje de Maputo, recém-promovido ao Moçambola 2023.

Aliás, este é o único jogo marcado para este sábado, que tem um favorito claro: a Black Bulls. Os “touros” não só são candidatos a vencerem o jogo deste sábado, até porque tem melhor estrutura, quer seja organizacional, de infra-estruturas e do plantel, mas também candidato a conquistar a prova.

Uma vitória, com ou sem dificuldades, espera-se da turma orientada por Hugo Martins, que teve tempo suficiente para formar um plantel coeso e robusto, confirmado pela conquista, recentemente, da Liga JogaBets, o torneio de abertura da Cidade de Maputo, contrariamente ao Matchedje de Maputo, que apesar de ter disputado a mesma prova, teve o azar de trocar de treinador há quatro dias do arranque da prova.

Ou seja, Abineiro Ussaca terá que fazer uma ginástica rápida para montar o seu “onze” forte e procurar contrariar o favoritismo da Black Bulls, campeão nacional de 2021 e vice-campeão nacional de 2022.

 

“LOCOMOTIVAS” PARALISAM CHIVEVE NO DOMINGO

Ainda assim, e apesar da importância do jogo de abertura do Moçambola no sábado, o jogo de destaque será no domingo, no “Caldeirão” do Chiveve, onde os Ferroviários da Beira e de Maputo medem forças.

Trata-se de uma partida entre equipas orientadas por dois treinadores com faro de vitórias e de conquistas, nomeadamente Hélder Duarte, campeão nacional pela Black Bulls, em 2021, e João Chissano, vencedor da Taça de Moçambique, pelos “locomotivas” da capital, em 2022.

Será, de resto, uma partida que vai paralisar as atenções dos amantes do futebol na capital de Sofala, bem como levar muita gente às bancadas do “Caldeirão”, com um resultado imprevisível.

E por falar dos Ferroviários, e tal como dissemos, teremos seis “locomotivas” nesta maratona do Moçambola 2023. Os Ferroviário de Lichinga, Quelimane e Nampula jogam em casa neste arranque da prova.

A “locomotiva” regressada à alta roda do futebol nacional, de Quelimane, faz sala ao Costa do Sol, candidato à conquista do título. Aliás, este Costa do Sol resgatou Horácio Gonçalves e Isac de Carvalho, dois filhos da casa que fizeram o título de 2019 e que regressam para buscar mais títulos. São favoritos diante do Ferroviário de Quelimane, mas quem joga em sua casa tem sempre algo a dizer. Por isso um jogo a ter em conta.

Já o Ferroviário de Lichinga recebe o Baía de Pemba, outra equipa recém-promovida ao Moçambola 2023, numa inversão de anfitrião, uma vez que seriam os “baianos” a receberem os “locomotivas” de Lichinga, mas porque o seu campo não está em condições, tudo inicia na capital de Niassa. Este jogo será a doer para as duas equipas que vão querer começar com vitória, e, por isso, o resultado é imprevisível.

Outro dos Ferroviários, o de Nampula, inicia a prova recebendo a Associação Desportiva de Vilankulo, num outro jogo em que o resultado é imprevisível, mas com tendência para a turma da casa, olhando para o leque de jogadores que dispõe para a presente temporada.

 

CAMPEÃO COMEÇA DEFESA DO TÍTULO EM CASA

Finalmente, o último dos “locomotivas” nesta prova vai a Tete, onde vai testar o campeão nacional em título. A União Desportiva de Songo, depois de três títulos conquistados este ano, tem esta responsabilidade de iniciar o Moçambola assumindo-se como candidato forte e, por isso, diante do Ferroviário de Nacala, deverá chamar a si a vitória.

Aliás, a conquista do torneio internacional da Zâmbia, da Supertaça nacional e da Supertaça provincial elevou as expectativas dos campeões nacionais, que têm, para além do Moçambola, a Taça de Moçambique e a Liga dos Campeões africanos por disputar.

Para esta prova nacional estarão alocados cerca de 10 árbitros e mais de 20 assistentes, que jornada a jornada vão ajuizar os lances capitais e ditarem as regras em campo. Aliás, os mesmos, que beneficiaram de formação e reciclagem nos últimos dias, garantem o cumprimento das leis de jogo, garantir o fair play e a verdade desportiva.

A arbitragem angolana está ausente do Campeonato do Mundo sénior masculino (Japão, Filipinas e Indonésia), e Sub-19 (Hungria), de acordo com a lista oficial de nomeações da Federação Internacional de Basquetebol Associado (FIBA), escreve o Jornal de Angola.

Aparentemente Angola não teve a sua “diplomacia desportiva” a funcionar para o mundial de 2023, facto que apanhou de surpresa os homens do apito que até então vinham sendo chamados para os mais distintos eventos a nível da FIBA África.

Pelo facto dos hendecacampeões terem carimbado a presença para o certame que vai juntar 32 selecções no continente asiático, de 25 de Agosto a 10 de Setembro, esperava-se que os angolanos fossem constar do leque restrito de juízes com a insígnia da FIBA Mundo.

Para o Mundial da Hungria, a ter lugar na cidade Debrecen, de 24 de Junho a 2 de Julho, constam da lista dois africanos: trata-se do sul-africano Arnold Moseya e do egípcio Wael Mostafa. No entanto, salta a vista a ausência de árbitros africanos na Ásia.

Em declarações ao JA, o vice-presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Angolana de Basquetebol, Horácio Henriques de Macedo, mostrou-se surpreso e avançou as prováveis razões relacionadas com ausência de Angola no grupo da elite nos homens trajados de negro e cinza.

“Não estou bem por dentro daquilo que foram os critérios. Muito provavelmente levaram em conta o desempenho que tiveram ao longo da época nas diferentes provas africanas. Se calhar não atingiram a pontuação máxima, de acordo com as exigências da FIBA”, começou por analisar Macedo.

Actualmente, Angola tem seis árbitros internacionais no activo. São eles:    António Bernardo e Cláudio Anderson (elite), além de Francisco Tando, David Manuel, Paulo Luvati, António Samuel e Bunga Pedro.

A última vez que o país esteve representado numa prova mediática a nível da FIBA Mundo, foi há sete anos, por altura da realização dos Jogos Olímpicos Rio’2016, no Brasil, onde Angola esteve com o ex-árbitro Carlos Júlio.

Horácio Macedo disse que estava expectante quanto a nomeação de António Bernardo, sobretudo por se encontrar “praticamente” no final da carreira como juiz internacional, tendo em conta que o limite são os 50 anos.

Esta ausência, ainda de acordo com Horácio Macedo, deve servir de reflexão no sentido de melhorar o trabalho que tem sido realizado internamente, tendo em vista os próximos compromissos internacional, sobretudo  a nível de África.

“É importante salientar que a nossa arbitragem tem qualidade, apesar das críticas algumas vezes feita pela comunicação social. Quer a Associação, quer o Conselho têm feito trabalhos voltado para aquilo que são as recomendações da FIBA. Não vamos baixar os braços”, salientou o antigo árbitro.

A selecção moçambicana de atletismo despediu-se, segunda-feira, do Secretário de Estado do Desporto, antes da partida para Lusaka, Zâmbia, onde vai participar no Campeonato Africanos de sub-18 e sub-20. A prova realiza-se entre os dias 29 de Abril a 03 de Maio.

São ao todo 16 atletas das categorias dos sub-18 e sub-20 que seguem viagem a Lusaka, onde vão representar o país na maior prova continental do atletismo para camadas de formação.

Na cerimónia de despedida, os atletas prometeram representar o país da melhor forma, ganhar experiência e melhorar as marcas individuais.

O Secretário de Estado de Desporto (SED), Gilberto Mendes, frisou, na ocasião, que o atletismo é uma modalidade de ouro no desporto moçambicano, daí que, segundo ele,  é importante que os atletas aproveitem está competição para ganhar experiências e procurar melhorar as suas marcas, a pensar no futuro.

Já o presidente da Federação Moçambicana de Atletismo, Kamal Badrú, referiu que os atletas terão a oportunidade de se testar antes do Campeonato Africano, porquanto irão disputar uma prova em Eswatine entre os dias 29 de Abril e 3 de Maio próximos.

Por sua vez, o presidente do Comité Olímpico de Moçambique, Aníbal Manave, desafiou os atletas e a Federação Moçambicana de Atletismo, a atingirem mínimos para participar nos Jogos Olímpicos de Paris, próximo ano.

Moçambique será representado na competição pelos atletas Steven Sabino  (100 metros e salto em comprimento), Arusse de Sofia Selemane (1500 e 3000 metros), Wilson Vasco Cossa (100 metros e salto em comprimento ),Orlando Alberto Maganso (400 metros),António Baptista Cristo ( 400 e 800 metros),José Afonso José  (1500 e 3000 metros), Paulino Mateus Feniasse (triplo salto),Azarias Amanso Cuna (800  e 1500 metros), Astrid Eva Van Hoorn (100 e 200 metros), Amélia Armando Pinga (salto em comprimento e triplo salto), Rita Manchante (400 e 800 metros), Dulce da Conceição  (200 metros), Tatiana Salomé Machatine Tem Jua (100 metros), Melanie Paula Fumo (100 metros), Maria Dolores Caravela (200 e 400 metros), e Eunice Marcos Macave (400 e 800 metros).

Salvador Chitsondzo  e Ivan Simão Bulo serão os treinadores da selecção nacional de atletismo dos escalões sub-18 e sub-20.

Abineiro Ussaca é o escolhido pelo Matchedje para substituir Manuel Casimiro, afastado segunda-feira do clube militar por alegado mau ambiente no clube. Ussaca terá como adjunto Zainadine Mulungo, técnico que já trabalhou no Mahafil.

48 Horas depois de ter anunciado a saída de Manuel Casimiro, treinador que devolveu o Matchedje à elite do futebol moçambicano, dez anos depois, foi anunciado o homem que se segue nos “militares”. Trata-se de Abineiro Ussaca, seleccionador nacional de futebol de praia e treinador de futebol 11 e também de praia do Vulcano FC.

Ussaca vai trabalhar nos “miliares” com Zainadine Mulungo, ex-treinador do Mahafil, Maxaquene, Estrela Vermelha da Beira e Ferroviário de Pemba. Mulungo volta a sentar-se anos depois no banco para orientar uma equipa do primeiro escalão do futebol moçambicano.

Os dois treinadores vão trabalhar com um plantel montado pelo seu antecessor, sendo que a sua missão passa por assegurar a manutenção dos “militares” no Moçambola.

A estreia de Abineiro Ussaca e Zainadine Mulungo é já no sábado, 14 de Abril, na deslocação ao terreno da Black Bulls, naquele que será o jogo de abertura do campeonato nacional de futebol.

Com uma folha de serviço assinalável no futebol de praia, Ussaca conduziu em 2022 à selecção nacional a conquista do Torneio COSAFA, em Durban, na África do Sul. Na final, Moçambique derrotou a sua similar da Tanzânia, por 3-1.

Num feito histórico para o país, Abineiro Ussaca levou qualificou, em 2021, a selecção nacional de futebol de praia para o Campeonato do Mundo da Rússia após derrotar o Uganda por 6-3, em desafio das meias-finais do “africano” da modalidade realizado em Dakar, Senegal.

Ao Matchedje, leva também alguma bagagem internacional, ainda que seja do futebol de praia. Até porque, em 2022, juntamente com o craque Nelson Manuel, Ussaca seguiu para França onde orientou o Marselha.

O treinador moçambicano conseguiu qualificar a equipa para os oitavos-de-final do Euro Winners Cup 2022, que decorre em Nazaré, uma vila em Portugal. O Marselha fechou a sua participação na fase regular como um dos seis conjuntos segundos melhores classificados, prestação que lhe valeu o apuramento aos oitavos-de-final.  Na verdade, os franceses acabaram por contratar Abineiro Ussaca depois de terem observado o seu trabalho na selecção nacional de futebol de praia, aquando do Campeonato Africano de Dakar, Senegal, tendo ficado bastante impressionados com as suas qualidades. Outrossim, pesou para a sua contratação o trabalho desenvolvido durante o Campeonato do Mundo da Rússia.

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