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O País – A verdade como notícia

Moçambique participa, de 30 de Abril a 14 de Maio, em Tashkent, no Uzbequistão, no Campeonato do Mundo de Boxe masculino. O país será representado por cinco pugilistas, sendo que neste momento dez estão a trabalhar com o seleccionador nacional, Lucas Sinóia.

Pela primeira vez na história da nobre arte, Moçambique procura conquistar medalhas num Campeonato do Mundo de Boxe masculino.

São, no total, dez pugilistas que nesta altura lutam por cinco vagas na selecção nacional de boxe orientada por Lucas Sinóia, que pretende se apresentar a um bom nível na Arena Humo, em Tashkent, no Uzbequistão.

Ainda que sejam provas de dimensões completamente diferentes, a prestação dos pugilistas moçambicanos na última edição do Campeonato Africano de Boxe de Elite, em Maputo, em que três deles conquistaram medalhas, abre boas perspectivas para os atletas fazerem um bom papel no certame.

Os pugilistas seleccionados devem deixar o país no próximo domingo, 15 de Abril, com vista a efectuar um estágio no qual o seleccionador nacional vai avaliar o nível competitivo dos atletas.

O evento vai movimentar cerca de 604 pugilistas de todo o mundo que irão disputar as 13 categorias de peso masculino.

O prémio global da competição é de USD 5,2 milhões, correspondente a 316 milhões de Meticais ao câmbio do dia. A organização disponibiliza ainda USD 200 000, cerca de 12,6 milhões de Meticais, aos grandes vencedores da prova.

Para o vice-campeão, o prémio é de USD 100,00, correspondente a 6,3 milhões de Meticais. Por último, o 3º classificado encaixará o valor de USD 50 000, cerca de 3,1 milhões de Meticais convertidos ao câmbio do dia.

As inscrições para o Campeonato do Mundo de boxe masculino foram prorrogadas até à próxima sexta-feira, dia 14 de Abril.

“É um sinal positivo e um testemunho do rápido desenvolvimento do nosso desporto em todo o mundo. É importante que vários países estejam a enviar os seus pugilistas para o Uzbequistão”, disse o presidente da IBA, Umar Kremlev.

O sítio do Mundial de Boxe masculino destaca que sete campeões mundiais já confirmaram a presença no certame, nomeadamente Sofiane Oumiha (França), Tomoya Tsuboi e Sewonrets Okazawa (Japão), Loren Alfonso (Azerbaijão), Saken Bibossinov (Cazaquistão), Yoenlis Hernandez Martinez e Julio La Cruz (Cuba).

“Reitero que o principal objectivo da IBA é criar oportunidades para todos os nossos pugilistas, para que possam actuar e mostrar o seu melhor a nível internacional.

A IBA está a fazer isso com sucesso hoje, dando um exemplo de como uma Federação Internacional deve tratar os seus atletas. Estamos ansiosos para realizar um evento inesquecível em Tashkent em estreita cooperação com a Federação de Boxe do Uzbequistão”, assegurou Umar Kremlev.

Os primeiros combates estão agendados para o dia 1 de Maio, sendo que as finais se realizam nos dias 13 e 14 do mesmo mês.

Arranca, próximo sábado, o torneio de basquetebol “O Treinador” na categoria de seniores femininos, com a realização de duas partidas. Com efeito, as equipas da A Politécnica “A” e “B” defrontam-se, sábado, às 16h00, no seu pavilhão.

Duas horas depois, ou seja, às 18h00, será a vez do Costa do Sol medir forças com a Lázio, num duelo entre duas equipas que se conhecem muito bem.

Aliás, travaram argumentos não só nas provas sob a égide da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo (ABCM) como também na Liga Sasol.

O Costa do Sol, à partida, parte como favorito a vencer este jogo até pela melhor estrutura que apresenta em termos de plantel.

Nesta temporada, as campeãs nacionais receberam as atletas Sheila Chaguala e Benizita Muchave, que na época passada representaram o Ferroviário de Maputo.

Entretanto, a organização da prova adiou os jogos referentes à 3ª jornada ao nível dos seniores masculinos.

O certame já rodou duas jornadas, sendo que as formações do Costa do Sol e Ferroviário de Maputo partilham a liderança com quatro pontos cada.

Organizado pela Associação Moçambicana de Treinadores de Basquetebol (AMTB), esta competição tem como principal objectivo dar rodagem aos atletas da capital do país face à falta de provas oficiais desde Dezembro do ano passado.

Este vazio, em termos de competições, deve-se ao facto de ainda não se ter saldado uma dívida a árbitros.

Ao nível dos seniores masculinos, a competição conta com a participação do Costa do Sol (que participa com duas equipas, sendo a principal e uma sub-20), A Politécnica, Águias Especiais e Maxaquene.

 

DEOLINDA NGULELA NO MAXAQUENE?

O Clube de Desportos da Maxaquene poderá contar, esta temporada, com Deolinda Carmen Ngulela no seu quadro técnico.

A antiga capitã da selecção nacional de basquetebol em femininos e uma das treinadoras-adjuntas das “Samurais”, está em contactos avançados com a direcção do clube “tricolor” para assumir a equipa sénior. Ano passado, Ngulela orientou o Desportivo Maputo, clube que se vêm reerguendo depois de ter sofrido há sete anos uma razia com a saída das suas principais atletas para a extinta equipa da Liga Desportiva e Ferroviário de Maputo.

Ngulela iniciou a sua carreira de treinadora no Costa do Sol, onde também desempenhava as funções de jogadora.

Teve, depois, o convite para ser selecionadora nacional adjunta de basquetebol onde trabalhou com Nasir Salé, Simão Mataveia e também com o espanhol Julian Hernandez.

Costa do Sol e Ferroviário de Maputo lideram, ambos com quatro pontos, o torneio de basquetebol sénior masculino “O Treinador”, prova alternativa para dar rodagem aos atletas da capital. Sábado, o Costa do Sol derrotou as Águias Especiais (68-49), enquanto o Ferroviário de Maputo venceu A Politécnica, por 54-47.

Costa do Sol e Ferroviário de Maputo continuam em destaque no torneio de basquetebol em seniores masculinos “O Treinador”, prova que no fim-de-semana rodou a 2.ª jornada.

Os “canarinhos”, orientados por Miguel Guambe, não tiveram dificuldades para levar de vencida as Águias Especiais, impondo-se na quadra com expressivos 68-49.

Nesta partida, disputada no pavilhão de A Politécnica, o Costa do Sol controlou todos os quartos do jogo com os parciais de 15-7, 14-12, 18-16 e 21-14.

Esta foi a segunda vitória dos campeões da cidade de basquetebol nesta competição, depois de terem derrotado, na 1ª jornada, a sua equipa do escalão sub-20 por 80-56.

Já o Ferroviário de Maputo, vice-campeão da cidade, derrotou A Politécnica por sete pontos, ou seja, 54-47.

Os “locomotivas” da capital alcançaram, também, a sua segunda vitória na prova, uma vez que derrotaram, na jornada de estreia, as Águias Especiais por 89-66.

A Politécnica, por sua vez, averbou a primeira derrota depois de ter superado o Maxaquene, por 57-33. No duelo entre a equipa sub-20 do Costa do Sol e o Maxaquene, houve registo de equilíbrio. Os “miúdos” canarinhos venceram por dois pontos: 80-78.

 

O ESTRANHO COMUNICADO DA FMB

Com o mês de Março já terminado, a Federação Moçambicana de Basquetebol tirou o comunicado oficial Nr. º 1, no qual dá a conhecer que a época abre justamente no terceiro mês do ano e termina em Dezembro próximo!

O certo é que na nota da FMB se percebe um lapso por parte da agremiação, uma vez que é do conhecimento público que não há nenhuma prova oficial de basquetebol na capital do país até agora.

A falta de provas oficiais está relacionada a uma dívida de 130 mil Meticais aos árbitros e oficiais de mesa. De resto, os árbitros vincaram que sem o pagamento do referido valor, justo, não irão apitar jogos.

A Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo, essa, refere que há clubes que ainda não pagaram valores referentes à filiação para esta temporada, bem como apresentam dívidas relativamente ao ano passado na ordem de cerca de 700 mil Meticais.

 

SHENIDY TSENAME É (TAMBÉM) MEDALHA DE BRONZE NO OPEN DE ANGOLA

Foi uma prova irrepreensível para a judoca moçambicana Shenidy Tsemane. No Open de Judo de Luanda, Angola, a nova coqueluche do judo moçambicano teve um saldo de duas medalhas, sendo uma de ouro na categoria de -57kg, nos juniores, e outra de bronze, nos seniores.

Shenidy Tsemane teve forças e agilidade para contrapor, domingo, a angolana Noémia Elisabeth Zinga Bundy e fechou a sua participação na prova com a subida aos lugares de pódio.

Na sexta-feira, a talentosa judoca conquistou a medalha de ouro nos cadetes ao derrotar Piedade Yola, adversária angolana.

Tsemane deu claros sinais de crescimento e de uma atleta a ter em conta, depois de, no ano passado, ter chegado a Nairobi, Quénia, e conquistado a medalha de ouro no Campeonato Africano de juniores na categoria de 57kg.

Já a experiente judoca Jacira Ferreira terminou a prova na 5ª posição no Open Internacional de Judo de Angola.

Bolseira e aspirante a marcar presença nos Jogos Olímpicos, Jacira Ferreira conquistou, em Março último, a medalha de bronze no Open de Argel, evento que pontuava para o Campeonato do Mundo e também entrava nas contas de apuramento para as olimpíadas de Paris, em 2024.

Jacira Ferreira, que combateu na categoria dos -52kg, derrotou nos quartos-de-final a argelina Chir Abdellaoui.

Já nas meias-finais, e na luta por uma vaga na grande final, Jacira Ferreira perdeu com a senegalesa Lea Buet, mas assegurou a conquista da medalha de bronze.

Manuel Casimiro deixa o Matchedje a quatro dias da estreia no Moçambola 2023. O clube refere, em comunicado, que a medida encontrada visa a salvaguarda do valor institucional e que se trata de circunstâncias de trabalho que não são do agrado da instituição.

Fim da linha para Manuel Casimiro no Clube Desportivo Matchedje. Depois de ter colocado o Matchedje no Moçambola 2023, dez anos depois, Casimiro foi afastado esta segunda-feira do cargo de treinador dos “militares”.

Curiosamente, a saída de Manuel Casimiro do histórico clube dá-se a quatro dias do arranque do campeonato nacional de futebol, prova na qual o Matchedje se estreia diante da Associação Black Bulls, no sábado, no campo desta formação.

A decisão foi tomada depois da reunião realizada esta segunda-feira entre a direcção do Matchedje e o então treinador da colectividade.

Em comunicado, a direcção do Clube Desportivo Matchedje refere que a cessação da relação de trabalho até então existente com Manuel Casimiro visava preservar o carisma que o mesmo goza no clube, abrindo, neste sentido, portas para que possa regressar um dia. Estranhamente, na mesma linha, sublinha: “embora não ainda existisse contrato rubricado entre as partes”.

“Apelamos que compreenda nossa decisão, reiterando que por tudo o que fez não é uma decisão fácil de se tomar, mas trata-se de circunstâncias de trabalho que não são do nosso agrado.”, lê-se numa das passagens do comunicado.

Adiante, a nota do Matchedje explica que “a medida encontrada visa também a salvaguarda do valor institucional do clube, visto que o mesmo tem peso nas instituições que o tutelam, nomeadamente Ministério da Defesa Nacional e FADM.”

O Clube Desportivo Matchedje de Maputo assegura ainda que vai pagar o valor de 300 mil meticais referentes aos honorários dos meses de Janeiro, Fevereiro e Março de 2023.

Casimiro deixa o clube que começou a orientar a partir da 2ª jornada do Campeonato Provincial de Futebol, tendo conseguido o apuramento para a finalíssima da “poule” de apuramento da zona sul de acesso ao Moçambola.

Na finalíssima, Manuel Casimiro anulou o Clube de Chibuto ao vencer por 2-1 com os dois golos do Matchedje a serem apontados por Macamito aos 7 e 32 minutos.

Fala-se da ida de Nacir Armando como o homem que se segue no Matchedje de Maputo, formação onde brilhou como jogador e orientou em 1999.

Sem clube desde que abandonou o Matchedje de Mocuba, clube que foi despromovido do Moçambola, Nacir Armando está disponível no mercado para abraçar qualquer projecto, sobretudo, de um conjunto que evolui no primeiro escalão do futebol moçambicano.

Recentemente, Nacir Armando fez parte de um leque de 31 treinadores nacionais que renovaram as respectivas licenças de Nível A atribuídas pela Confederação Africana de Futebol que os habilita a treinarem equipas do Moçambola.

Nacir Armando já orientou várias equipas no país, sendo de destacar a União Desportiva do Songo, Costa do Sol, Ferroviários de Maputo, Nampula, Quelimane e Nacala e Chingale de Tete.

Num duelo em que Zainadine Jr foi totalista e Geny Catamo lançado na 2ª parte, o Marítimo perdeu sábado no terreno do Arouca, por 1-0, em partida da da 27.ª jornada da I Liga Portuguesa. O único golo do jogo foi marcado pelo avançado espanhol Rafa Mujica (34′). Os madeirenses foram um conjunto esforçado e criaram oportunidades para marcar mas encontraram sempre o guarda-redes Arruabarrena em plano de evidência e conseguindo sacudir todos os tiros.

Já o Arouca necessitou de menos oportunidades para se adiantar no marcador, mas quem tem Mújica está garantido e o atacante espanhol fez o golo, o 14.º na temporada e o 8.º na Liga, que acabou por valer mais três pontos numa caminhada excelente.

A equipa de Zainadine Jr e Geny Catamo continua na 16ª posição com 19 pontos. E, na próxima jornada, vai jogar em casa no domingo com o Paços de Ferreira.

MEXER GOLEADO PELO BRAGA

Numa partida em que Mexer não saiu do banco, o Estoril Praia foi goleado, sábado, pelo Braga por 4-1. Abel Ruiz deu vantagem aos bracarenses, aos 17 minutos, Carlos Eduardo empatou para os estorilistas, aos 48, mas Pizzi, que não marcava na I Liga desde 3 de dezembro de 2021, aos 70, Iuri Medeiros, aos 82, na conversão de uma grande penalidade, e Joe Mendes, aos 90+4, deram a vitória aos minhotos, que capitalizaram o desaire do Benfica na receção ao campeão FC Porto (2-1).

O Braga somou a segunda vitória seguida, e o quinto jogo sem perder, e permanece no terceiro lugar, com 62 pontos, mais oito do que o Sporting, quarto classificado, que visita no domingo o Casa Pia, enquanto o Estoril, que voltou às derrotas, depois de ter vencido o Gil Vicente em casa (1-0), segue no 15.º lugar, primeiro a salvo da descida, com 25.

 

WITI GOLEADO

Mais um jogo, mais uma derrota sofrida pelo Nacional da Madeira de Witi Quembo na II Liga Portuguesa. Sexta-feira, o Nacional da Madeira perdeu com a Oliveirense por 3-0, encontro inaugural da 27.ª jornada da Liga 2.

Um jogo que ficou marcado pela expulsão do avançado do Nacional, Zé Manuel- vermelho direto- aos 19 minutos. Logo depois, aos 22, a Oliveirense colocou-se na frente do marcador por intermédio de Jaiminho.

Apesar de jogar grande parte do encontro reduzido a dez elementos, Nacional ainda teve algumas oportunidades para marcar. Contudo, os seus atacantes foram perdulários. O segundo golo da Oliveirense aconteceu na parte final da partida, aos 82 minutos, através de Serginho. Já em período de compensação, 90+3, surgiu o terceiro golo por Rodrigo Borges.

Com esta vitória, a Oliveirense sobe provisoriamente ao oitavo lugar, agora com 34 pontos e fica, assim, mais tranquilo na tabela classificativa. O Nacional mantém o 15.º lugar com 28 pontos.

Elias Gaspar Pelembe, ou simplesmente Domingues, marcou domingo na vitória do Royal AM sobre o sobre o Stellenbosch FC, por 3-1, em partida inserida na 25.ª jornada da Liga Sul Africana de futebol. Já o Kaizer Chiefs de Edmilson Dove empatou a uma bola com o Marumo Gallants Footbal Club.

Na ressaca de um jogo dos Mambas em que foi relegado para o banco e lançado na segunda parte, para espanto de “meio mundo”, Domingues assinou uma boa exibição domingo e contribuiu com um golo na vitória do Royal AM sobre o Stellenbosch FC, por 3-1, em partida inserida na 25.ª jornada da Liga Sul Africana de futebol.

O capitão dos Mambas foi, aliás, determinante para o triunfo da sua equipa porquanto anotou, aos 18’, o golo de empate.

O Royal AM esteve a perder por 1-0 logo aos 14’, com o tento dos visitantes a ser marcado pelo argentino Junior Mendieta. O Royal AM chegou ao segundo golo quando estavam jogados 42’ por intermédio de Mthokozisi Dube.

Shaune Mokete Mogalia, aos 82’, fixou o resultado final em 3-1. Com esta vitória, o Royal AM passou a somar 32 pontos na 8ª posição.
O conjunto do internacional moçambicano volta a jogar no próximo sábado, 22 de Abril, diante do TS Galaxy, formação que ocupa a 10ª posição com 30 pontos.

EDMILSON DOVE EMPATA

Sábado, o Kaizer Chiefs de Edmilson Dove não foi para além de um empate a uma bola na recepção ao Marumo Gallants Footbal Club. Ashley Du Preez ainda colocou o Kaizer Chiefs em vantagem no jogo aos 6’.

Perto do intervalo, ou seja, aos 36’, Ranga Chivaviro empatou a partida. Com este resultado, o Kaizer Chiefs manteve-se na 4.ª posição agora com 41 pontos, menos dois que o Supersport United, 3º classificado.

Edmilson Dove volta a entrar em cena no próximo domingo, 23 de abril, quando a sua formação se deslocar ao terreno do Sekukhune FC, 6º classificado com 32 pontos.

Entretanto, Edmilson Dove e Domingues defrontam-se na segunda-feira, 16 de Abril, em partida na Nedbank Cup.

MAGESI DE KAMBALA TAMBÉM EMPATA

O Magesi, conjunto da “National First Division”, equivalente a II Liga Sul Africana e onde evolui Manuel Kambala, empatou sábado com o All Stars a duas bolas, em desafio da 26ª jornada da prova. Selemeka esteve em destaque no Magesi ao assinar um “bis” com golos aos 16’ e 80’.
Este resultado coloca a equipa de Manuel Kambala na 10.ª posição com 33 pontos. Já o All Stars é 6º classificado com 40 pontos.

A primeira prova do Super Grande Prémio Picanto Cup realiza-se no próximo dia 22 de Abril, no Autódromo Internacional de Maputo. Com vista a melhorar o quadro competitivo da prova, a organização reuniu-se a 11 de Março último com os chefes de cada equipa.

Luz verde! A combinação perfeita entre a agitação nas boxes, a adrenalina dos chefes de equipa, a ansiedade dos pilotos e a azáfama dos mecânicos está de volta ao Autódromo Internacional de Maputo.

É que, depois do adiamento no passado dia 18 de Março, devido ao mau tempo que se fez sentir na capital do país, deixando a pista do Autódromo Internacional de Maputo sem condições de acolher provas, está tudo no ponto para que o Super Grande Prémio Picanto Cup regresse a 22 de Abril.

Sem poças de água das chuvas que “engoliram” parte da “meca” do desporto motorizado em Moçambique, condicionando, desta forma, o calendário previamente desenhado pelos organizadores da chamada “fórmula 1 de Moçambique”.

Este ano, com a introdução de novas categorias, o Picanto Cup vai atrair mais participantes que se vão juntar no autódromo internacional de Maputo para proporcionarem momentos de grande adrenalina, emoção e batalhas nas mangas previstas.

Um dos factores a ter em conta este ano é o incremento do número de pilotos e equipas que prometem proporcionar um verdadeiro ambiente de festa nas bancadas.

Com vista a melhorar o quadro competitivo da prova, a organização reuniu-se em Março último com os responsáveis de cada equipa, numa acção de formação na qual explicou o papel fundamental dos mesmos para o bom funcionamento nas “boxes” e na pista.

A formação foi orientada por Jorge Maltezinho e Manuel Silva, sendo que a mesma incidiu sobre as técnicas e estratégias de como liderar equipas competitivas, seguindo todas as regras e procedimentos a ter em pista.

“Sentimos que no final da formação criámos figuras mais fortes, com maior responsabilidade e eficácia, de forma a realçar ainda mais as competências dos seus pilotos. E assim conseguimos também, melhorar a qualidade do Evento Desportivo PicantoCup.”, refere a organização do Picanto Cup em nota divulgada no sítio oficial.

Nesta temporada, as atenções estarão seguramente viradas para a equipa Moztek Racing (formada por Manuel Barbosa e Mauro Almeida) na medida em que é campeã de 2022.

Mas há que ter em conta a equipa da Trentyre Rasteirinhos constituída pelos pilotos André Bettencourt e Christian Bouché.

Os campeões de 2021 pretendem recuperar o seu trono, daí que se adivinha uma prova de grande intensidade no Autódromo Internacional de Maputo.

No “tatam” montado no pavilhão multiusos do Kilamba, em Angola, Shenidy Tsemane “derrubou” a angolana Yola, conquistando, desta forma, o título de campeã africana na categoria de juniores +57kg.

Chegou, viu e venceu! Mesmo com as incertezas em relação à sua deslocação à Luanda, palco do Open Internacional de Judo, a judoca moçambicana Shenidy Tsemane não abalou. Cerrou os punhos, focou no objectivo e cumpriu na íntegra o primeiro objectivo: campear. No “tatam” montado no pavilhão multiusos do Kilamba, Shennedy Tsemane “derrubou” a angolana Yola, conquistando, desta forma, o título de campeã africana na categoria de juniores +57kg.

Esta não é a primeira vez que a judoca faz o hino de Moçambique entoar em palcos africanos. Em Julho de 2022, Shenidy Tsemane sagrou-se campeã africana na categoria de 57 Kg, em Nairobi, Quénia, naquela que foi a primeira medalha de ouro conquistada pelo país no escalão de cadetes e juniores.

A judoca moçambicana fez brilharete na categoria de -57 quilos, tendo vencido os três combates que teve pela frente.

Destaque ainda, na prova do ano passado, para Jennie Munene e Paulo Ribeiro Júnior que conquistaram as medalhas de bronze nas categorias até 48kg feminino e até 66kg masculino, respectivamente. O Campeonato Africano de Juniores contou com a participação de 69 judocas.

Liocádia Manhiça, que está em Portugal há um ano, ao serviço do Leixões, diz que está a viver a maior experiência da sua carreira. Ainda assim, a voleibolista moçambicana, que se formou na Universidade Pedagógica, onde ganhou tudo, sonha em alcançar outros voos.

É uma daquelas filhas obedientes e com noção das suas raízes. Está em Moçambique para rever amigos e familiares, mas também para “recarregar” as baterias para, quiçá, experimentar um outro voo rasante.

Na melhor ocasião que tem de voltar à terra que a viu nascer, Liocádia Manhiça não perdeu a oportunidade de sentir o “cheiro” das instalações da Universidade Pedagógica (UP).

Foi vergando a camisola da UP que se tornou numa voleibolista de outras valências e com uma folha de serviços devidamente autenticada. Foi, aliás, por aqui, que o seu talento transpôs as fronteiras, venceu barreiras e, acima de tudo, alcançou a luz do sucesso.

Ao serviço deste clube, a jovem atleta ganhou tudo, desde o campeonato da cidade, nacional, Taça de Moçambique e Campeonato Africano da Zona VI. Nada mais que encher os “pulmões” para falar de uma carreira marcada por conquistas e reconhecimentos.

“UP é minha casa. É nesta casa onde, posso dizer, que me tornei pessoa. Em suma, UP é tudo para mim”, tão simples quanto isso. Liocádia Manhiça, atleta de 24 anos de idade, não esconde o seu amor por este clube, que, tal como diz, lhe abriu as portas numa altura em que muitas talvez se fechassem.

Sonhou, acreditou, mas também chorou nas muitas vezes em que o futuro, sempre em contramão, parecia estar a marcar distância em relação à realidade. Obstinada e com os pés calejados pelas longas e infinitas rasteiras que, não raras vezes, teve de enfrentar, recusou-se terminantemente a bater com a porta. Não vergou, de tal sorte que os frutos já são tangíveis.

 

A PÉROLA DO LEIXÕES

Trabalhou e deixou uma quantidade considerável de suor na quadra. Esquivou, com galhardia, os atalhos, preferindo seguir o processo. E, sem precisar de recorrer à teoria de selecção natural de Charles Darwin, a sua vez chegou. Liocádia Manhiça viu escancaradas as portas do Leixões, clube com uma enorme tradição no voleibol português. Deixou o país para trás e hoje tem motivos mais do que suficientes para dizer que valeu a pena. A atlteta conserva, até aqui, o recorde de ser a primeira moçambicana na modalidade de voleibol a evoluir fora do país. E, como se não bastasse, é a única africana do seu clube. É a única, acima de tudo, que representa com o seu talento o “berço da humanidade”.

“Tive uma recepção especial. As minhas colegas ajudaram-me no processo de enquadramento no clube. Não poderia ter a coisa melhor que essa”, orgulha-se a jovem atleta moçambicana que, no entanto, teve de enfrentar o dilema das baixas temperaturas que se fazem sentir em Portugal.

“Foi um choque para mim, tendo em conta que estava habituada ao clima de Moçambique. Ora, foi algo passageiro, pois depois superei”, afirma. Em um ano naquele país europeu, Liocádia Manhiça foi vice-campeã da Taça de Portugal, conquista que a enche de orgulho, na medida em que foi fruto de muito trabalho.

Mais do que essa conquista, a jovem atleta diz ter aprendido muitas lições, as quais pretende levar para sempre.

“Aprendi que se deve trabalhar em conjunto. Não tens como ser um bom atleta senão tiveres um espírito de grupo. Essas lições fazem-me olhar a modalidade de voleibol de uma outra maneira”, explica.

Ainda que longe de Moçambique, Liocádia em nenhum momento esteve alheia à realidade do país, pois tem acompanhado a evolução do voleibol nacional.

“A modalidade evoluiu muito, sobretudo o voleibol de praia, onde temos conquistado muitas medalhas. Ainda assim, acho que há muita coisa por se melhorar, principalmente no voleibol de sala, pois não tem merecido a devida atenção”, diz a atleta. Ela entende que é preciso, também, investir nas infra-estruturas, de modo a permitir a profissionalização da modalidade.

 

PRONTA PARA ALTOS VOOS

Liocádia Manhiça, que, tal como já o dissemos, está há um ano no Leixões, diz estar feliz no clube. Ora, nem por isso coloca limites nos seus sonhos.

“O ser humano, por natureza, quer mais”. Pois é, é por isso mesmo que ela não descarta a ideia de, num futuro breve, abraçar outros projectos, até porque acredita que com muito trabalho os resultados sempre aparecem.

“Estou pronta para assumir outros desafios. A minha carreira é, aliás, feita de desafios, afirma sem deixar pistas do próximo projecto que possivelmente poderá abraçar.

 

O RECADO DE “CÁDIA”

Abril é mês da mulher moçambicana. Ela, a mulher, está em todas as frentes. E o desporto não é uma ilha.

“Penso que, primeiro, os encarregados de educação devem perceber que as mulheres podem praticar desporto. Muitas vezes, tem-se a ideia de que o desporto é só para os homens, o que é errado. Se formos a perceber, as maiores conquistas do desporto moçambicano são das mulheres. O maior ícone é uma mulher, no caso a Lurdes Mutola. Segundo, penso que a sociedade, no geral, deve incentivar a mulher a praticar o desporto, até porque ajuda a combater muitos males, como é o caso dos casamentos prematuros”, apelou Liocádia Manhiça.

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