Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Black Bulls e Águias Especiais protagonizam, sábado, às 15h30, no campo do Costa do Sol, a final da Liga Jogabets 2023. A anteceder esta partida, Ferroviário de Maputo bate-se às 13h30 com o 1º de Maio em jogo de atribuição do 3º lugar.

Inédita! Uma final, acima de tudo, que não estava nas contas de muitos amantes da bola indígena. Não fossem às Águias Especiais um conjunto “outsider” na Liga Jogabets. Pois é: o clube da “polícia” causou sensação no Campeonato Provincial de futebol ao chegar ao à final depois de deixar pelo caminho, primeiro, o detentor do título Costa do Sol a quem venceu nos quartos-de-final por 4-2, resultado encontrado na transformação de grandes penalidades após o nulo no tempo regulamentar.

Depois, nas meias-finais, as Águias tiveram uma tarde mesmo especial ao derrotarem o 1º de Maio por 1-0.

Estava, desta forma, carimbado o passaporte para o decisivo duelo diante da Black Bulls que, no jogo mais aguardado das “meias”, faz simplesmente o “revanche” ao bater Ferroviário de Maputo por 2-0, resultado construído na 2ª parte com golos do reforço Danilo e o estabelecido Jesus.

De resto, os “touros” haviam perdido com os “locomotivas” da capital por 2-1 na fase de grupos desta competição que antecede ao arranque do Moçambola 2023.

Fazer melhor do que ano passado, quando perderam para o Costa do Sol na final na transformação de grandes penalidades, é objectivo primário da Black Bulls.

A anteceder esta partida, às 13h30, o Ferroviário de Maputo mede forças com o 1º de Maio, em jogo de atribuição do terceiro lugar.

Os “locomotivas” jogam pela sua honra porquanto fizeram uma campanha irrepreensível na fase de grupos. De resto, apresentam o melhor ataque da prova com 34 golos marcados.

 

300 MIL METICAIS PARA O VENCEDOR

A Associação de Futebol da Cidade Maputo, organizadora da prova, definiu o valor de 300 mil meticais como prémio para o vencedor da Liga Jogabets. Já o segundo classificado da competição irá receber 150 mil meticais, enquanto o terceiro ficará com 75 mil. Ao melhor marcador e o guarda-redes menos batido, caberá a cada um o valor de 25 mil meticais.

Assinale-se a entrega de um valor monetário de 50 mil meticais para a equipa “fair-play” assim como de 20 mil para a equipa de arbitragem que vai dirigir a final da Liga Jogabets.

O patrocionador oficial do certame alocou um valor global de 1.525.000 meticais para que a organização da prova e premiação dos melhores.

Lembre que o certame movimentou doze equipas divididas em dois grupos, nomeadamente Desportivo Maputo, Ferroviário de Maputo, Liga Desportiva, Costa do Sol, Black Bulls, 1º de Maio, Maxaquene e Mahafil (grupo A), Ferroviário das Mahotas, Estrela Vermelha, Águias Especiais, Racing, Académica, Matchedje e Vulcano (grupo B).

Estes conjuntos bateram-se num sistema de todos contra todos, em apenas uma volta, sendo que os quatro primeiros classificados seguiram para os quartos-de-final.

A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) criou uma comissão de inquérito para apurar os factos que ocorreram no CHAN, em Argélia. Esta medida acontece um mês e meio após ter extinguido a outra. Curiosamente, esta comissão anunciada pela FMF em comunicado datado de 31 de Março, surge depois de uma outra cujos resultados avançados após trinta dias de trabalho em nada abonam a instituição que gere o futebol moçambicano.

“A Direcção Executiva da Federação Moçambicana de Futebol, reunida, extinguiu essa Comissão de Inquérito. Todo o processo a decorrer dentro desta instituição vai passar para o Conselho de Disciplina”, disse, convicto, Feizal Sidat, presidente da Federação Moçambicana de Futebol, em conferência de imprensa no passado mês de Março.

Feizal Sidat era um homem seguro e convicto do seu discurso. O presidente da Federação Moçambicana de Futebol anunciava assim a extinção de uma comissão, que só teve a duração de 12 dias após a sua criação.

A mesma tinha sido criada no dia 3 de Fevereiro, para no dia 15 ser extinguida. A referida comissão de inquérito tinha em vista apurar os acontecimentos de Argélia, em que tinham como pomo da discórdia o pagamento da premiação aos jogadores.

Ora, enquanto a FMF sacudia a água do capote, a Secretaria do Estado de Desporto tomava a dianteira criando uma comissão de inquérito independente, superiormente liderada por Pedro Sinai Nhatitima e composta por vários actores ligados ao desporto.

A comissão trabalhou e num período de um mês, como estava estabelecido, apresentou resultados entre constatações, responsabilização e recomendações. O documento já foi submetido ao Conselho de Ministros, a fim de merecer outro tratamento.

Contrariamente à sua decisão de extinguir a comissão de inquérito, a Federação Moçambicana de Futebol, através de um comunicado tornado público no dia 31 do mês passado, anunciou a criação de uma outra.

Os objectivos são os mesmos, apurar os acontecimentos que, segundo a FMF, mancharam e colocaram em causa a boa imagem da instituição e do país. A comissão recém-criada deverá apresentar os resultados até dia 30 do mês em curso.

O anúncio dessa comissão acontece numa altura em que a selecção nacional vive um ambiente turvo, motivado pelo desentendimento entre alguns jogadores nucleares com a equipa técnica. A FMF continua a fechar-se em copas sobre os acontecimentos de Dakar na partida em que os Mambas perderam por 1-5, frente ao Senegal.

É um facto que os resultados da Comissão de Inquérito Independente revelaram, entre outros problemas, que o Presidente da FMF, Feizal Sidat, ao afirmar desconhecer a existência de uma eventual premiação na competição do CHAN Argélia  2022 incorreu no incumprimento das suas obrigações porquanto o Regulamento do CHAN adoptado em 2015  e revisto em 2022 é do domínio público, pese ainda o facto de ele  fazer  parte da Comissão Organizadora do CHAN, portanto com  obrigação de ter ciência sobre a referida premiação.

Mais: houve omissão e não divulgação atempada da Tabela de Premiação da FMF assim como a não previsão na Tabela de Premiação de prémios nas fases finais de competições do CAN, CHAN e COSAFA;

Por outro lado, a Comissão criticou o facto de seleccionador nacional de futebol, Chiquinho Conde, ter admitido na sua equipa técnica um elemento sem a formação exigida para o desempenho das funções de adjunto, para além de ser o próprio timoneiro dos Mambas quem efectuava o pagamento dos salários ao seu assistente, Eduardo Jumisse, que entretanto foi o único elemento dos Mambas a ser sancionado pela FMF  que o colocou fora do combinado nacional.

Ferroviário de Maputo vs Black Bulls e 1.º de Maio vs Águias Especiais são os jogos das meias-finais do Campeonato Provincial de Futebol, Liga Jogabets, agendado para esta quarta-feira, no campo do Costa do Sol.

Uma semana depois de se terem defrontado, em jogo de atraso da 5ª jornada da prova e com vitória dos “locomotivas” por 2-1, Black Bulls e Ferroviário de Maputo voltam a bater-se, hoje, às 15h30, desta feita no acesso à final da Liga Jogabets. É um duelo entre duas formações que, por sinal, estiveram inseridas no mesmo grupo (A) no qual o Ferroviário de Maputo saiu como líder com seis vitórias e apenas um empate.

Com melhor ataque da prova, um total de 34 golos, os vencedores da Taça Moçambique apontam para a final, mas pela frente terão um conjunto com ambições muito fortes na prova, não fosse o finalista vencido na edição passada. Black Bulls e Ferroviário de Maputo têm a particularidade de terem conseguido manter a sua estrutura, com os seus activos de peso a renovarem os seus contratos.

Para transitarem às meias-finais, os “touros” derrotaram, no domingo passado, o Estrela Vermelha por 2-1 com os seus tentos a serem apontados por Jesus e Victor, este último que, como que a dar-se um presente antecipado, ontem completou mais um ano de vida.

Curiosidades à parte. O Ferroviário de Maputo arrancou uma goleada à moda antiga, ao derrotar a Académica por 10-0, num duelo com um único sentido: a baliza da briosa.

Fortinho, aos 6’, Dénio, à passagem dos 26’, 45’ e 73’, Tununo aos 30’ e 36’, e Mário, aos 53’, 64’ e 71’M, e Yude, aos 81’, marcaram para o Ferroviário de Maputo.

Na outra meia-final, a equipa sensação da prova as Águias Especiais bate-se com o histórico clube 1.º de Maio, num duelo que não estava nas contas de muitos adeptos do futebol moçambicano. Até porque, nos quartos-de-final, as Águias Especiais surpreenderam o Costa do Sol a quem venceram por 4-2, resultado encontrado na marcação de grandes penalidades após o nulo no tempo regulamentar. Caía, desta forma, o actual detentor do título na Liga Jogabets. Outro clube do Moçambola que ficou pelo caminho na Liga Jogabets é o Matchedje, que perdeu com o semifinalista 1º de Maio por 3-0. Esta tarde, precisamente às 13h30, 1º de Maio e Águias Especiais procuram carimbar o passaporte para a final da competição.

De acordo com o regulamento da prova, em caso de empate ao cabo do tempo regulamentar, recorre-se à marcação de grandes penalidades para se encontrar os vencedores das duas partidas.

O vencedor da edição 2023 do Campeonato Provincial de Futebol irá receber o valor monetário de 300 mil Meticais, enquanto o finalista vencido encaixará 150 mil. Já o 3º classificado da competição terá como prémio monetário o valor de 75 mil Meticais, enquanto a equipa “fair play” leva para “casa” 50 mil.

Mas também haverá espaço para a premiação individual, sendo que o marcador e o guarda-redes menos batido encaixam cada 25 mil Meticais. O quarteto de arbitragem que vai dirigir a final vai receber o valor monetário de 20 mil Meticais.

 

CAN 2025: INSPECTORES DA CAF AVALIAM INSTALAÇÕES NA ZÂMBIA

Uma equipa de inspectores da Confederação Africana de Futebol (CAF) constituída pelos moçambicanos Muhammad Sidat, Tariq Ashrafm Mouhsine Aguedach e Antoine Bergue escalou, semana passada, a Zâmbia para um trabalho de avaliação e inspecção de instalações tendo em vista a candidatura daquele país para acolher o Campeonato Africano das Nações, CAN 2025.

Durante a visita, Muhammad Sidat e colegas da CAF foram recebidos pela secretária interina da Associação de Futebol da Zâmbia  (FAZ), Iva Lengwe; presidente do conselho de Lusaka, Jordan Malitin; e o representante do Ministério da Juventude, Desporto e Artes, Sikota Mwanangombe.

Os inspectores do órgão reitor do futebol africano escalaram o Estádio dos Heróis Nacionais e o Estádio Nkoloma, além de visitarem Coppeberbelt. A Zâmbia teve a experiência de organizar, com sucesso, o Campeonato Africano de Futebol sub-20, em 2017.

Além da Zâmbia, seis outros países estão na corrida à organização do CAN 2025, nomeadamente África do Sul, Argélia, Marrocos, Zâmbia, Benim e Nigéria, que decidiram apresentar uma candidatura conjunta.

Inevitavelmente, África do Sul, Marrocos e Argélia têm fortes possibilidades de sediar a prova. E com a organização do CHAN, em Janeiro e Fevereiro, Argélia posiciona-se como um sério candidato.

Mas atenção ao Marrocos. Isto porque as seis cidades e respectivos estádios propostos pela Federação Real Marroquina de Futebol (FRMF) para acolher a 35ª edição do Campeonato Africano das Nações, CAN, em 2025, na eventualidade de o país superar as candidaturas da Argélia, Zâmbia e a conjunta Nigéria–Benim, satisfazem a “exigência de excelência” da Confederação Africana (CAF).

Os responsáveis da FRMF, liderados pelo “estratega” Fouzi Lekjaa, asseguram que em termos de infra-estruturas desportivas, hoteleiras e de transportes, Marrocos cumpre os requisitos da CAF, por isso é forte candidato para organizar o CAN sénior masculino de futebol em 2025, prova que o país não acolhe há 35 anos.

Príncipe Moulay Abdellah (Rabat), Mohammed V (Casablanca), Hassan II (Fes), Grande Estádio de Tânger, Grande Estádio de Marrakech e Grande Estádio de Agadir são os recintos e respectivas cidades apresentados pela candidatura marroquina para acolher o CAN 2025.

O seleccionador nacional de basquetebol sénior feminino, Carlos Aik, diz que a falta de provas na capital é resultado da desorganização da modalidade. Realista, mas nem por isso fatalista, Aik diz ainda que o basquetebol moçambicano tem problemas básicos e primários. O “coach” aponta, outrossim, para um impacto negativo no processo de preparação para o “Afrobasket” 2023, prova a realizar-se de 28 de Julho a 6 de Agosto, em Kigali, no Ruanda.

Vice-campeão africano em 2003 e 2013, em Maputo, e com presença inédita no Mundial de 2014, na Turquia, Moçambique enfrenta o dilema de falta de provas internas, num ano crucial em que se aponta para a qualificação para os Jogos Olímpicos Paris 2024. Ou seja, com a qualificação sem mácula para o “Afrobasket” no decurso das eliminatórias da zona VI, em Bulawayo, Zimbabwe, cresceu o sonho ondulado na bandeira multicolor de voltar a fazer brilharete na competição e, causa-efeito, assegurar uma vaga no torneio pré-olímpico a decorrer ainda em Agosto num país a indicar.

Mas, diga-se, o prestígio e respeito que a modalidade da bola ao cesto granjeou, internacionalmente, com o alcance dos lugares de pódio e importação de atletas para Ligas da Europa, contrasta com o espírito de improviso ao nível interno. E tal pode, uma vez mais, hipotecar o sonho olímpico, porquanto a falta de provas internamente choca com o programado pelos seleccionadores nacionais.

Um entrave, uma vez mais, que tem como mote uma dívida de 130 mil Meticais aos árbitros e oficiais de mesa, isto em número de 35.

Sem planificação, nada feito. Geram-se expectativas de uma prestação briosa, alimenta-se a ilusão de uma modalidade organizada a discutir “mano a mano” com Nigéria, Senegal, Costa do Marfim e Camarões. Carlos Aik, seleccionador nacional de basquetebol sénior feminino, não embarca em emoções sem trabalho de casa bem feito, e nem podia, até pela coerência e pragmatismo que o caracterizam. “Passam, praticamente, três meses do início do corrente ano e ainda não começaram as competições. Isto vai ter implicações naquilo que é a preparação da selecção. Nós idealizámos a preparação da selecção tendo em conta que a competição será em Julho. Idealizámos a preparação em termos temporais, os objectivos e tendo em conta a carga de treinos das atletas. Idealizámos olhando para o facto de atletas já estarem a competir”, começou por dizer Carlos Ibrahimo Aik.

O sucesso do basquetebol feminino moçambicano, alicerçado nas conquistas dos então Jogos Pan-Africanos do Cairo pela selecção nacional, em 1991, no Cairo, Egipto, e Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol sénior feminino pelo Maxaquene (1991), Académica (2000), Desportivo Maputo (2007 e 2008), Liga Desportiva de Maputo (2012) e Ferroviário de Maputo (2018 e 2019), clamam por outro tratamento da modalidade.

“Eu acho que o nosso basquetebol dava um bom tema para uma pesquisa, se calhar alertar os nossos estudantes de educação física para terem isso como reflexão. Ora, vamos ver. Segundo as Nações Unidas, África tem 54 países. Mesmo se consideramos que nem todos os países têm tradição e se preocupam com o basquetebol, mesmo levando isso em linha de conta, temos que dizer que há alguns sucessos que o basquetebol moçambicano vai tendo que distorcer um pouco tudo aquilo que é a realidade. Nós ganhámos a Taça dos Campeões de Clubes, levamos para o pódio os clubes, quando vamos para o pódio ao nível de selecções, quando nos apuramos para os CAN, isto leva a crer – para quem não vive o dia-a-dia do basquetebol moçambicano, para quem não vive a realidade – que nós temos um basquetebol organizado enquanto, na realidade, não é”, chamou atenção Aik, “coah” que em 1991 e 2019 conquistou a Taça dos Clubes Campeões Africanos pelo Maxaquene e Ferroviário de Maputo.

“QUALQUER MOTIVAÇÃO DE UM ATLETA É COMPETIR”

Sustenta, Aik, que não faz sentido que em todos os anos o basquetebol se debata com problemas de planificação da sua época. Os clubes pagam os atletas, os atletas precisam de competir para auferirem o seu nível. E uma cadeia que deve ser alimentada, diga-se, mas tarda em ser devidamente compreendida com sucesso no país. “É prova disso o facto de, até hoje, as competições ao nível interno não terem dado o pontapé de saída. Portanto, as equipas ainda não estão a competir. Qualquer motivação para um atleta, que treina todos os dias, é jogar uma ou duas vezes por semana. Então, não jogando, naturalmente que o empenho ao longo da preparação e mesmo dos planos que os treinadores têm na sua preparação acabam por ser ‘hadock’. Quer dizer, aquilo é o momento. Quer dizer, não se consegue fazer uma planificação desportiva como deve ser. Isto é problema do nosso basquetebol. Quer dizer, de repente parece que está tudo organizado, mas não está”, lamentou Carlos Ibrahimo Aik.

O ex-seleccionador nacional de Futebol, Luís Gonçalves, diz que Bruno Langa é um jogador de qualidade com enorme potencial, sendo também muito forte na execução de bolas paradas. O agora treinador do Inter Clube de Angola entende que o internacional moçambicano tem capacidade de adaptação.

“O Bruno Langa evoluiu bastante, principalmente no processo defensivo e Vítor Campelos também tem o seu mérito. Não me surpreende o interesse de outros emblemas, porventura também o Benfica. O Bruno Langa é um jogador de qualidade com enorme potencial, sendo também muito forte na execução de bolas paradas. Tem capacidade de adaptação. Se vai jogar em Portugal, França ou Inglaterra, isso vai depender muito do clube e do treinador que encontrar, mas acredito que poderá adaptar-se a qualquer realidade”, assegurou, identificando as qualidades aprimoradas.

“Está menos ansioso no jogo, mais equilibrado a defender, percebendo melhor quando deve fechar por dentro e quando deve ou não atacar. Está muito maduro”, ressalvou Luís Gonçalves, feliz em Angola, após anos ao comando dos Mambas.

“A minha experiência no Inter está a correr muito bem. Estamos a praticar bom futebol, competitivo e com bons resultados, valorizando também jovens jogadores. Estamos no quarto lugar, ambicionado mais, sabendo que é difícil, mas não impossível. O Girabola é muito competitivo. Neste momento, a direcção e eu estamos a conversar com vista a uma possível renovação, vamos ver…”, resumiu.

 

CASO ZAINADINE JÚNIOR

Treinador português Luís Gonçalves, que dirigiu Moçambique e agora treina em Angola, analisou possível incidente do central do Marítimo com Chiquinho Conde na selecção

Zainadine não traz as melhores memórias da passagem pela selecção de Moçambique, duplamente derrotada pelo forte Senegal. Mas o pior foi o banco ao qual o experiente central foi condenado por Chiquinho Conde no jogo de Maputo, alegadamente por um desentendimento com o técnico após o 5-1, no terreno do adversário.

O defesa do Marítimo já procurou desvalorizar o sucedido, mas a ida ao banco não disfarça a existência de um choque, até por se tratar de um dos capitães dos mambas. No episódio, é relatada uma recusa de participação no jantar de grupo e uma ameaça de abandono da concentração. Agora a treinar o Interclube, de Angola, Luís Gonçalves, antigo seleccionador de Moçambique, acredita num problema passageiro.

“Não sei o que se terá passado entre os dois, só ouvi falar. O Zainadine é um grande profissional e um grande líder, além de um jogador de grande qualidade. É o que posso dizer sobre ele. Enquanto trabalhámos juntos, a nossa relação primou pelo profissionalismo e respeito mútuo. Se realmente houve algum desentendimento, naturalmente que saberão solucionar dentro do grupo”, argumentou o técnico português de 51 anos, desfazendo qualquer perturbação no foco do atleta para o exigente calendário do Marítimo. E para as dores de cabeça adjacentes à classificação.

“Ele vai ultrapassar isso! É um jogador com muita experiência de Liga, com muitos anos de Marítimo também. Não é por acaso que é o capitão. É certo que à época não está a correr bem, mas como disse o José Gomes, têm de continuar a trabalhar com seriedade e profissionalismo, acreditando até ao fim que a permanência é possível”, revelou. O central já treinou no Funchal e será opção diante do Boavista.

selecção nacional de futebol caiu cinco lugares no ranking da FIFA, passando a ocupar o lugar número 119, segundo a actualização a ser feita esta quinta-feira, 6 de Abril. Destaque para a Argentina, que passará a liderar o ranking com 1840,91 pontos.

Duas derrotas consecutivas diante do Senegal, em jogos da fase da 3.ª e 4.ª jornadas do grupo “L” de qualificação para o CAN Costa do Marfim 2023, foram suficientes para os Mambas não registarem avanços na primeira actualização do ranking da FIFA referente ao ano de 2023.

É que, depois de ter perdido em Dakar, por 5-1, e em Maputo, por 1-0, no Estádio Nacional do Zimpeto, a selecção nacional volta a estar fora do top 100 da tabela que indica o escalonamento das nações futebolísticas ao nível mundial.

Com efeito, o combinado nacional caiu da 114ª posição, na qual se encontrava na actualização feita a 21 de Dezembro de 2022 para 119.ª, agora com 1158 pontos. Isto equivale dizer que os Mambas perderam 5,53 pontos em função destes desaires diante do campeão africano em título.

 

ARGENTINA NA LIDERANÇA DO RANKING

Destaque, nesta actualização a ser feita no dia 6 de Abril, para a Argentina, que recentemente se sagrou campeã do mundo no Qatar. Desde 2017 que a selecção da Argentina não estava na liderança, sendo ainda que os campeões do Mundo serão líderes com 1840,91 pontos.

Já o Brasil aparecerá na terceira posição, com 1834,14 pontos, seis pontos a menos do que tinha na edição anterior, divulgada no fim de Dezembro.

Derrotada pelos argentinos na decisão do Mundial do Qatar, a França é a outra selecção que deixará o Brasil para trás. Após largar com duas vitórias nas eliminatórias da Eurocopa 2024 (sobre Holanda e Irlanda), os “Bleus” chegarão a 1838,44 pontos.

Na quarta posição está a Bélgica com 1793 pontos, seguida da Inglaterra com 1730 e Itália com 1714 pontos.

Portugal mantém-se no nono lugar, embora agora muito mais próximo do oitavo colocado, a Itália. A selecção das quinas estava, na anterior listagem, conhecida a 22 de Dezembro de 2022, a 21 pontos da squadra azzurra e agora está a apenas sete.

 

ARGENTINA PODE ACOLHER MUNDIAL SUB-20

Presidente da FIFA, o ítalo-suíço Gianni Infantino, ainda não comunicou oficialmente a decisão, mas já admitiu aos jornalistas sul-americanos, na véspera do 76.º Congresso da Confederação de Futebol da América do Sul (CONMEBOL) – que decorrerá sábado, dia 31 do corrente mês, em Luque, próximo de Assunção (Paraguai) – que o próximo Campeonato do Mundo de sub-20, que irá decorrer de Maio a 1 de Junho, e cuja organização o organismo retirara na véspera à Indonésia, deverá ter lugar na nação actual campeã do Mundo no Qatar 2022, a Argentina. A notícia está a ser difundida pela imprensa sul-americana e, segundo o L’Équipe, deverá ser oficializada pela organização sediada “em Zurique nos próximos dias”, tendo por base a escolha não a disponibilidade manifestada pelo presidente da Associação de Futebol da Argentina (AFA, a federação), Claudio Tapia.

“Já recebemos a candidatura da Argentina: tenho aqui as cartas do presidente [da AFA], ‘Chiqui’ Tapia, e dos Ministérios do Turismo, Desporto e Economia, a apoiar e a dar todas as garantias necessárias à candidatura. É o campeão do Mundo, tem uma candidatura muito forte. Agora, os passos seguintes passam por passar esta pretensão da AFA ao gabinete competente da FIFA que irá tomar a decisão. Agradeço a Tapia e a toda a Argentina a pronta disponibilidade”, disse Infantino, cauteloso, citado pelo “site” desportivo chileno RedGol.cl.

A selecção nacional (Mambas) ainda tem a possibilidade de se qualificar para o Campeonato Africano de Futebol (CAN). O empate, esta terça-feira, entre o Ruanda e o Benim, a uma bola, beneficiou o combinado nacional, que continua na segunda posição, com quatro pontos.

A partida entre o Ruanda e o Benim “roubava” a atenção dos Mambas, na medida em que uma vitória da selecção do país de Paul Kagame colocava uma enorme pressão à turma moçambicana.

É que o Ruanda, que à entrada da quarta jornada somava dois pontos, caso tivesse vencido a partida diante do Benim, passaria para a segunda posição, com cinco pontos, menos um que o combinado nacional, que um dia antes averbou a segunda derrota diante do Senegal, por uma bola sem resposta, no Estádio Nacional do Zimpeto.

O empate entre Ruanda e Benim beneficia, de alguma forma, os Mambas, numa altura em que faltam duas jornadas por serem disputadas rumo ao CAN.

O jogo, que teve lugar no recém-reinaugurado Kigali Pelé Stadium, começou com os visitantes a chegarem ao golo aos 12 minutos, por intermédio de Dossou, gelando a bancada dos ruandeses. Jogando em casa e com a responsabilidade de fazer a diferença, o Ruanda viria a empatar a partida à passagem do minuto 71, através de Manzi.

O Benim é o último classificado do Grupo L, com dois pontos, menos 10 que o já apurado Senegal (12).

TUDO A FAVOR DOS MAMBAS

Para continuar a sonhar com uma possível qualificação para a mais prestigiada prova de futebol ao nível do continente africano, a selecção nacional é obrigada a vencer as próximas duas partidas, a começar pelo jogo diante do Ruanda, no dia 12 de Junho próximo. Esse é, no mínimo, o resultado seguro para o combinado nacional.

A partida contra os ruandeses será de capital importância para os Mambas, que lutam por uma vaga no CAN, competição na qual não participa desde 2010. O combinado nacional terá, de resto, uma deslocação difícil a Kigali, onde só a vitória lhe interessa, de modo a continuar a sonhar.

As duas selecções empataram a uma bola na ronda inaugural do Grupo L, no Estádio Nacional do Zimpeto. Na última jornada da fase de qualificação, os Mambas vão defrontar, em casa, o Benim, adversário que vencera a uma bola na segunda jornada, com o único tento a ser apontado por Geny Catamo. Jogando em casa e diante do seu público, os Mambas têm a obrigação de vencer o Benim, um adversário que, mesmo estando na última posição da tabela classificativa, já demonstrou ser uma selecção compacta.

Ora, as contas do combinado nacional para garantirem a qualificação para CAN não param apenas nas vitórias. Em caso de empates contra Ruanda e Benim nas duas últimas jornadas e possíveis derrotas das duas selecções contra o Senegal, os Mambas podem terminar a prova com seis pontos.

Na corrida para o CAN 2010, o combinado nacional garantiu a qualificação em casa, no Estádio da Machava, vencendo a Tunísia por uma bola sem resposta, golo apontado por Dário Monteiro. Em caso de um triunfo contra o Ruanda em Junho, os Mambas podem repetir essa proeza, bastando vencer o Benim no Estádio Nacional do Zimpeto.

 

Grupo L

Resultados da 4ª Jornada

Moçambique – Senegal (0-1)

Ruanda – Benim (1-1)

 

Próxima Jornada (12 de Junho)

Ruanda – Moçambique

Benim – Senegal

 

Classificação

J        V       E        D       G       P

Senegal                  4        4        0        0        10-2    12

Moçambique          4        1        1        2        3-7     4

Ruanda                  4        0        3        1         3-4     3

Benim                    4        0        2        2        3-6     2

O Egipto, orientado pelo português Rui Vitória, tem praticamente garantido o passaporte para a fase final do CAN 2023, a realizar-se na Costa do Marfim. A seleção faraónica goleou o Malawi, fora de portas, por 4-0, no grupo D de apuramento, conseguindo a maior goleada fora de casa desde 2015, quando goleou o Chade por 5-1.

Tarek Hamed (4’), Omar Marmoush (16’), Mohamed Salah (20’) e Zizo (49’) construíram a gorda vitória do Egipto, que repetiu o triunfo caseiro (2-0) sobre o Malawi, conseguido na semana passada.

Com duas jornadas por jogar, o Egipto e Guiné (venceu na Etiópia, 3-2, nesta jornada) lideram o grupo, com nove pontos, bastando um empate no jogo entre ambos, em Junho, para garantirem vaga na fase final do CAN.

Já no Grupo B, o Togo, selecção treinada pelo português Paulo Duarte, empatou em casa com o Burquina Faso (1-1), que ainda não tinha perdido pontos nos três jogos.

Anteriores e que mesmo com este resultado está apurado para a fase final. Os visitantes adiantaram-se por Dango Ouattara (12’), mas o Togo empatou por Kodjo Laba (26’). Lidera o Burquina Faso com 10 pontos, seguindo-se Cabo Verde, com sete, eSwatini, com dois, e o Togo, também com dois.

Por sua vez, a selecção de Cabo Verde venceu, esta terça-feira, o eSwatini, por 1-0, na quarta jornada do grupo B de apuramento para o Campeonato Africano das Nações (CAN) de 2023, que se irá realizar na Costa do Marfim. O único golo da partida foi apontado por Ryan Mendes, à passagem do minuto 56.

No lado de Cabo Verde, destaque para a presença de caras bem conhecidas do futebol português, como Ivanildo Fernandes (Vizela), Telmo Arcanjo (Tondela), Bebé (ex-Benfica, Paços de Ferreira e Rio Ave) e Gilson Benchimol (Benfica B). Com este resultado, Cabo Verde soma sete pontos e ocupa a segunda posição do grupo B, enquanto a eSwatini mantém os dois pontos, no terceiro lugar.

SELECÇÕES JÁ QUALIFICADAS

Burquina Faso, Senegal, Tunísia e África do Sul garantiram, esta terça-feira, a presença na fase final do CAN 2023 (que será jogado na Costa do Marfim, entre Janeiro e Fevereiro de 2024). Estas quatro selecções juntaram-se, assim, à Costa do Marfim, organizadora (participa na qualificação, apurando-se apenas uma outra equipa do seu grupo), e a Marrocos e Argélia, que já tinham carimbado o passaporte. Apuram-se os dois primeiros de cada grupo.

A selecção nacional de futebol perdeu em casa, diante do Senegal, por uma bola sem resposta, em partida da quarta jornada de qualificação para o CAN 2023. O golo foi apontado na primeira parte, mas os Mambas perderam de cabeça erguida e com um conjunto mais formado para os próximos jogos. Ivan, Domingues e os dois Mexer foram as melhores unidades dos Mambas

Jogo electrizante no Estádio Nacional do Zimpeto, com dois momentos distintos: o golo de Dia, aos 18 minutos, que encontrou os Mambas descompensados, e uma segunda parte em que os Mambas foram superiores em todos os aspectos e só não marcaram por mera infelicidade.

Ivan terá sido uma das melhores unidades, com defesas espectaculares que evitaram que a derrota fosse por mais golos. Mas Domingues, que entrou na segunda parte, foi uma peça fundamental para a mudança de jogo dos Mambas, assim como Mexer Macandza e Mexer Sitoe, que conseguiram apagar, por completo, a estrela-mor do Senegal, o melhor jogador africano.

CONDE PROMETEU, CONDE CUMPRIU

Chiquinho Conde tinha prometido, na antevisão, que faria mexidas na equipa inicial e, quão surpresa, deixou Zainadine Jr. e Domingues no banco de suplentes.

Depois do suposto bate-boca, a mensagem de Chiquinho Conde parecia clara em relação a quem manda no balneário dos Mambas, ou seja, que não existem intocáveis e as escolhas pertencem somente a si, como timoneiro. Mas também deixou claro que terá, mesmo, havido alguma situação desagradável no balneário, em Dakar.

Além de Zainadine e Domingues, comparado com o onze inicial de Dakar, Conde deixou de fora Gion, Bruno Langa e Clésio, lançando de início Ivan na Baliza, um quarteto defensivo com Edmilson Dove, Mexer Sitoe e Martinho como centrais, e Mexer Macandza, os mesmos médios defensivos Kambala e Amados, Shaquile mais a frente, com Witi e Gildo nas laterais e Ratifo na frente.

Do lado do Senegal nenhuma surpresa, com Aliou Cissé a usar quase toda a equipa inicial do jogo de Dakar.

E foi precisamente o Senegal a entrar com pretensões claras no jogo, com Ndiaye, aos quatro minutos, a rematar ao lado, depois de uma confusão na área de Ivan.

Os Mambas não se intimidaram e Mexer Macandza foi o primeiro a testar Gomes, num remate à entrada da área, sem muito perigo.

Aos 11 minutos, numa outra investida dos Leões de Teranga, apareceu do meio da rua Dia a rematar em jeito para o lado mais distante de Ivan, mas o guarda-redes dos “touros” esticou-se para evitar o primeiro da partida.

De tanto ataque do Senegal e perigo que rondava a baliza de Ivan, não espantou que o primeiro chegasse. Perda de bola de Edmilson, com a bola a chegar aos pés de Sadio Mané, que serviu Dia, na direita, solto de marcação, a atirar para o fundo das malhas. Jogava-se o minuto 18.

A meia hora do jogo, Chiquinho Conde foi obrigado a fazer uma substituição com a saída do lesionado Witi e, para seu lugar, entrou Melque.

Os Leões de Teranga baixaram as linhas e os Mambas subiram no terreno e chegaram mais vezes à baliza de Gomes. Num canto da esquerda, Edmilson esteve perto do golo, ao cabecear ligeiramente ao lado.

Senegal, mesmo sem acelerar muito, mantinha-se sempre perigoso quando saísse ao ataque. Aos 40 minutos, ganhou um livre perigoso na quina da esquerda da área, cobrado por Sarr para uma defesa de Ivan, e Edmilson a aliviar.

O intervalo chegou com vantagem dos forasteiros, mas com os Mambas a reagirem bem e a contrariarem o poderio do Senegal.

DOMINGUES E BRUNO LANGA PARA REVOLUCIONAR

No intervalo, Chiquinho Conde fez sair Kambala e Martinho e, para os seus lugares, entraram Domingues e Bruno Langa bastante aplaudidos pelos cerca de 30 mil espectadores.

Edmilson passou a central, em dupla com Mexer e Bruno Langa para a esquerda.

E parecem ter tido efeito as substituições porque as alas começaram a funcionar a contento. Aliás, foi dos pés de Domingues que surgiu o cruzamento perigoso para a tentativa de remate de Ratifo, atabalhoado para a defesa contrária.

Depois, foi o próprio Domingues a ter uma ocasião de visar, após tirar um adversário do caminho, mas o remate com pé esquerdo a sair frouxo. Era o melhor momento dos Mambas que procuravam o empate na partida.

Sadio Mané estava desaparecido no campo e nem a oportunidade que teve aos 75 minutos, quando tentou rodopiar sobre Mexer e procurar uma boa posição, resultou em algo, aliás, este seu remate saiu ao lado e sem perigo.

Mas a segunda parte era mesmo pertença dos Mambas, que ganhavam todas as bolas e criavam mais perigo junto à baliza de Gomes.

Com o tempo a correr e os Mambas espevitados pelos adeptos, subiram no terreno à procura do empate.

Domingues cobrou um canto na esquerda para Bruno, na entrada da área, que tirou um adversário do caminho e rematou com precisão para a defesa apertada de Gomes, com o árbitro a fechar os olhos a um canto.

Com o andar do tempo, os Mambas foram perdendo as pernas e o Senegal aproveitou para crescer no jogo, já na compensação e Ivan voltou a ser gigante nos postes para evitar o segundo golo

Os Mambas perderam no Estádio Nacional do Zimpeto, mas saíram de cabeça erguida e com um conjunto mais forte e coeso para os próximos dois jogos.

Chiquinho Conde

“Dar os parabéns aos meus jogadores. Foram dois jogos diferentes e de elevado grau de dificuldades. Recebemos os campeões africanos e é sempre difícil, mas motivo de orgulho e motivação para os jogadores, principalmente com público fantástico e agradeço por isso, porque ajudou no crescimento da equipa. Entramos receosos e não respeitamos as nossas ideias iniciais, enquanto a equipa adversária pressionava com três jogadores e nós tínhamos receio de falhar. O nosso jogo e a nossa ideia são sair com bola em precisão e foi o que fizemos na segunda parte. O Ivan esteve bem e deu muita confiança à equipa. Na segunda parte, mudámos e invertemos o triângulo com algumas substituições e tivemos mais bola e com Domingues, galvanizado pelo público, fez um bom jogo e espevitou a equipa. Pena que não marcamos nem empatamos. Mudámos cinco peças e a equipa demorou reagir, mas, com a união da equipa e diante do público, queríamos brindar com um resultado positivo. Mas, com o desgaste dos jogadores, tínhamos que mudar alguma coisa. Depois deste jogo, grande parte do público já terá esquecido a goleada e agora vai falar da boa exibição dos Mambas. Felizmente com o Moçambola a começar, teremos mais opções, até porque os jogadores que jogam na Europa e os lesionados estarão aptos e, como tal, teremos que melhorar aquilo que é o nosso conhecimento dos jogadores que devem ser convocados. A estrutura deve estar completa com alguém que vai analisar os jogadores, acompanhar os jogadores nas suas equipas. Sei que a FMF esteve a fazer isso, espero que continue e que Moçambique possa estar no CAN, porque merece, temos potencial e precisamos de potencializar os jogadores, temos muito talento.”

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE