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O País – A verdade como notícia

Três semanas intensas, três semanas de muito ténis nos “courts” do Jardim Tunduro. O Maputo Open de Ténis, na sua segunda edição, não só revelou novos campeões nas categorias de singulares homens (Luca Figueiredo) e singulares senhoras (Laura Nhavene) como também veio demonstrar por A+B que o movimento nesta modalidade é forte. Forte porque, ao longo deste período, foi possível ver antigos praticantes a pegarem nas raquetes e a motivarem-se para disputar o certame. Mas, também, naquilo que seguramente é o garante do futuro, vimos novos valores da modalidade a darem cartas. Tal é o caso de Luca Figueiredo, jovem promessa que se tem evidenciado em competições ou circuitos regionais de sub-18, e ILga João, finalista vencida da categoria de singulares senhoras, que deu nas vistas.

Ilga João tem qualidades para, com muito trabalho, (a)firmar-se no ténis moçambicano. A experiência de se disputar os jogos no período nocturno foi profícua na medida em que os tenistas se apresentaram a um bom nível no certame.

Os parceiros saíram, como não podia deixar de ser, satisfeitos com o nível organizacional, porquanto a prova superou as expectativas.

 

TIAGO ÁGUA, DIRECTOR-GERAL DA KIA-MOÇAMBIQUE: “MAPUTO OPEN VAI CONTINUAR”

Voltamos a estar muito satisfeitos. Essencialmente, tínhamos que surpreender toda a gente depois da edição do ano passado. Fez-se um investimento, juntamente com o Clube de Ténis de Maputo, nesta iluminação para que a competição pudesse realizar-se de noite. A temperatura da noite é fantástica para a prática do ténis. O público apareceu e fez-se presente. Foi uma festa muito bonita. Penso que o Maputo Open vai continuar. Vamos continuar a explorar este horário mais tardio, mas os jogos têm muita qualidade. Para o ano queremos ter ainda mais gente. Se calhar, começar a trazer atletas de fora de Moçambique para vir competir e puxar o nível competitivo ainda mais para cima. Gostava igualmente de destacar a entrega dos tenistas que deram o seu melhor para valorizar ainda mais esta competição. Tivemos bons jogos e muita entrega durante este período em que decorreu esta competição.

 

TOMÁS INGUANE, DIRECTOR DE EVENTOS DESPORTIVOS/ZAP: “O EVENTO CORRESPONDEU ÀS EXPECTATIVAS”

Eu acho que, no cômputo geral, a ZAP abraça todas as modalidades. Já deu para mostrar, para quem tinha dúvidas, que estamos aqui para fazer a nossa parte social, que é apoiar aquelas modalidades que são muito bem organizadas. Como nós vimos aqui, o Clube de Ténis de Maputo e os parceiros organizaram muito bem esta prova. Nós estamos aqui para apoiar quase todas as modalidades. Havia bocas, no sentido de se dizer que a ZAP somente apoia o futebol. Na verdade, Moçambique não é só feito de futebol. Há várias modalidades. Já demonstrámos, em Fevereiro, ao apoiarmos a natação, e hoje estamos aqui no ténis. Com isso, quero dizer que a ZAP está aqui para apoiar todas as modalidades. É verdade que não será possível apoiar todas as modalidades, mas vamos tentar, no máximo, dar o nosso apoio. É por isso que estamos aqui. Em Moçambique, está provado que temos talento em quase todas as modalidades. Então, nós estamos a fazer a nossa parte que é apoiar o desporto. Acho que, para quem esteve em casa, acompanhou a prova desde às 17h00 esta prova na  Stv. Tem que se realçar que a Stv fez o seu papel ao divulgar esta modalidade. Sem a Stv, não seria possível para quem esteve aqui. Não era possível todos caberem aqui no Clube de Ténis de Maputo. A Stv tem o seu papel na sociedade moçambicano. Olhando para aquilo que foram as provas, devo dizer que estamos satisfeitos.

 

CÉSAR BENTO, PRESIDENTE DO CLUBE DE TÉNIS DE MAPUTO: “ESTE TORNEIO É PROVA DE QUE O TÉNIS ESTÁ VIVO”

Deixa-nos satisfeitos. Todas as organizações que têm a ver com desporto, em Moçambique, deixam-nos satisfeitos. Isto porque são poucas as ocasiões em que nós temos este tipo de eventos desportivos que juntam, para já, um enorme público e juntam atletas de todos os níveis e categorias. É o primeiro torneio que nós organizamos este ano. Nós teremos, ao longo do ano, uma série de provas em número de seis. Este torneio, por sinal, é uma prova de que o ténis está vivo em Moçambique. Apesar de ser o primeiro torneio, numa altura em que os atletas não estão rodados, foi o que se viu. Tivemos aqui um ténis de qualidade bastante elevada. Nós estamos bastante agradados e satisfeitos com este torneio. Estas ausências, lembre-se, têm que ver com a participação destes atletas fora, a participarem em formações lá fora. A Laura Nhavene é sempre bem-vinda, apesar de ser uma atleta veterana. Mas apesar da sua veterania, ainda conseguiu ganhar a categoria de singulares senhoras, algo que é de destacar. É preciso também destacar o esforço das mais novas que, apesar de não terem ganhado, creio que colheram alguma experiência. Portanto, dentro deste mundo do ténis, é possível vermos aqui um engajamento, quer dos mais novos quer dos mais velhos. É, digamos, uma festa do ténis.

Os Mambas defrontam esta terça-feira a sua congénere do Senegal em partida da quarta jornada de qualificação ao CAN da Costa do Marfim, em Janeiro do próximo ano. Chiquinho Conde promete fazer mudanças na equipa inicial e os jogadores garantem “arrancar a pele” em campo para conseguir um bom resultado.

Mais um jogo e outra vez o mesmo adversário: Senegal. Uma partida de capital importância para as contas dos Mambas na caminhada ao CAN-2023, depois da pesada goleada sofrida na sexta-feira.

E Chiquinho Conde está ciente de que não será um jogo para passear a classe, mesmo jogando em sua própria casa, mas a motivação pela oportunidade de regressar ao convívio das melhores selecções africanas é maior que o adversário.

“Penso que estão criadas as condições para nós amanhã fazermos um bom jogo e, quiçá, ombrearmos com a poderosa equipa do Senegal”, começou por dizer Chiquinho Conde na antevisão ao jogo.

Conde assume que o conjunto vai encarar o jogo “com naturalidade e com a plena convicção de colocar o nome dos Mambas, de Moçambique, o mais alto possível”.

Chiquinho Conde diz é normal uma equipa não conseguir bons resultados em todos os jogos e que os resultados negativos fazem parte do jogo, mas diz ainda que “o mais importante é sentirmos orgulho da camisola que vestimos, orgulho da pátria que defendemos e, principalmente, porque temos uma profissão em que temos a possibilidade de rapidamente revertermos o cenário, por isso o jogo a seguir é o mais importante”.

Até porque Chiquinho Conde trabalha uma selecção que quer “alegre”, tendo em conta que “numa equipa feliz a probabilidade de ganhar está mais próxima”.

Ainda assim fala de sorte para o jogo. Afinal, “a sorte é o cruzamento da oportunidade e de estar-se bem preparado”. O seleccionador nacional diz que a oportunidade sempre existe mas “temos que estar bem preparados para termos sorte. Se não estivermos bem preparados não teremos sorte”.

 

REFRESCAR A EQUIPA A PENSAR NUM BOM RESULTADO

Chiquinho Conde não terá ficado satisfeito com a actuação dos Mambas na passada sexta-feira, e por isso promete revolução na equipa inicial desta terça-feira. Ou seja, haverão alterações na equipa que vai defrontar os Leões de Teranga, contrariamente a equipa que jogou na sexta-feira.

“Obviamente vamos refrescar a equipa porque é sempre difícil nós termos uma ideia, também, do estado físico, em termos de fadiga, porque infelizmente não temos todas ferramentas que nos possam ajudar a tirar as ilações sobre a situação física dos jogadores, mas estamos convictos de que estão motivados e recuperados, mas claro que haverá alterações”, disse Chiquinho Conde.

Assim, espera-se que Victor oi Ivan possam assumir a baliza dos Mambas, Edmilson Dove poderá ser aposta para o lado esquerdo dos Mambas, Martinho poderá estar no centro da defensiva, ao lado de Zainadine ou de Mexer, Kambala e Amadou poderão manter a sua titularidade, sendo que Gildo poderá ceder seu lugar na equipa inicial a Dário Melo ou Telinho, ficando Domingues e Witi a apoiarem Stanley Ratifo na frente.

 

“ACREDITAMOS QUE SERÁ UM JOGO DIFERENTE”, DOMINGUES

Quem também está confiante num bom resultado diante do Senegal esta terça-feira é o capitão Domingues. O jogador do Royal AM da África do Sul diz que os jogadores estão motivados e que o resultado passado não vai influenciar na performance da selecção.

“Acredito que vai ser um jogo diferente daquilo que foi o primeiro jogo. Temos uma segunda chance de podermos reverter o último resultado. Sabemos o quando a equipa precisa pontuar e temos esta partida de amanhã (hoje)”, disse o capitão que reconhece a importância do resultado para as ambições dos Mambas.

“Sabemos quão importante esse jogo é e estamos firmes e vamos à luta”, esclareceu.

Domingues assume o compromisso do grupo de tudo fazer para alcançar um bom resultado. “Amanhã vai ser um jogo em que vamos entrar em campo para darmos tudo de nós e em questões de motivações acho que a equipa está preparada, está motivada, e o povo moçambicano pode esperar um bom jogo”, frisou.

Ainda assim, reconhece que não será tarefa fácil, tendo em conta o adversário em campo. “Sabemos que não será fácil porque jogamos com a melhor selecção de África, mas como mister falou, o futebol é o momento e amanhã vai ser mais um momento que vamos tentar contrariar e conseguirmos somar pontos”.

E é este o momento dos Mambas para fazerem a reconciliação com os adeptos e começar a acalentar as possibilidades de chegar a Costa do Marfim, próximo ano, ainda mais entrando em desvantagem em relação aos outros dois adversários do grupo, Ruanda e Benim, que só jogam quarta-feira, a partir das 15h00.

O embate entre Moçambique e Senegal terá lugar quando forem 18h00 desta terça-feira, no Estádio Nacional do Zimpeto.

Os Mambas chegaram a Maputo na tarde deste domingo, depois de terem sofrido uma goleada, na passada sexta-feira, diante do Senegal, por 5-1. Chiquinho Conde diz que vai procurar encontrar soluções para contrariar os Leões de Teranga no jogo desta terça-feira, no Estádio Nacional do Zimpeto.

Chegaram a Maputo depois do seu adversário, o Senegal, que foi o primeiro a pisar o solo pátrio, na manhã deste domingo. Foi, na verdade, uma viagem longa, que fez os Mambas pernoitarem em Adis Abeba, antes de chegar à capital do país.

E mesmo carregados da pesada derrota sofrida em Dakar por 5-1, os Mambas não vergam na confiança e na determinação de dias melhores, a partir desta terça-feira, dia em que vão receber o Senegal no Estádio Nacional do Zimpeto.

Por isso, Chiquinho Conde deu uma folga de algumas horas aos jogadores, logo à chegada, para visitarem as suas famílias e, no fim deste domingo, voltaram a encontrar-se numa das instâncias hoteleiras para começar a preparar o embate.

A primeira actividade do grupo foi rever os aspectos negativos do jogo passado, a pensar no próximo embate.

“Ainda tenho que rever o jogo e depois vamos criar novas estratégias. Vamos ver como os jogadores estão, porque foi uma viagem muito cansativa e agora devem recuperar. Temos 48 horas para ver o estado físico e anímico de cada um e depois vermos o que podemos fazer para preparar a mudança desse paradigma”, disse Chiquinho Conde.

Aliás, apesar da goleada sofrida, o seleccionador nacional está confiante na qualificação de Moçambique para a fase final do CAN 2023. “Claro que ainda é possível. Nós ainda temos nove pontos em disputa e tudo é possível. Estamos em segundo lugar, mas vamos pensar jogo a jogo”, argumentou o seleccionador nacional, que diz que não se pode fazer contas a esta altura, mas mostra-se confiante.

E para tal, há que trabalhar para conseguir bons resultados, afinal, “se fosse para jogarmos pela derrota não estaríamos aqui, pois não?”

Os Mambas conservam a segunda posição do grupo L, com quatro pontos, enquanto o Senegal precisa de apenas três pontos para chegar à Costa do Marfim.

Os Mambas realizam apenas um treino, hoje, segunda-feira, no Estádio Nacional do Zimpeto, duas horas antes do treino do adversário.

O Senegal, que chegou na manhã deste domingo, ainda realizou um treino no campo anexo do Costa do Sol, e realiza, esta segunda-feira, o treino de adaptação ao piso natural do Estádio Nacional do Zimpeto, quando forem 18h00.

 

GOLEADA FICOU NO PASSADO

Na passada sexta-feira, a selecção nacional de futebol, Mambas, foi goleada por cinco bolas a uma pelo Senegal, em jogo que encerrou a primeira volta do grupo L de qualificação para o CAN 2023, que terá lugar na Costa do Marfim. Foi uma noite para esquecer para o combinado nacional, que há muito não perdia com tantos golos, num jogo em que tudo parecia não dar certo.

Chiquinho Conde promoveu para o 11 titular o guarda-redes Gion Chande, que foi convocado pela primeira vez aos Mambas, relegando Ivan e Victor Guambe, potenciais titulares para defender as redes moçambicanas.

E o sofrimento começou mais cedo do que o esperado. Aos 9 minutos, a defensiva moçambicana apresentou fragilidades e os campeões africanos aproveitaram para marcar por intermédio de Youssouf Sabaly.

A tortura continuou e, cinco minutos depois, veio o segundo, dos pés do inevitável Sadio Mané, que, perante a apatia da defensiva, atirou a bola a contar, já dentro da área.

Os Leões de Teranga não precisaram de fazer grande esforço, até porque os Mambas estavam mesmo apáticos em todos os sectores e em todas as jogadas. Não espantou que, aos 31 minutos, os donos da casa chegassem aos terceiro golo com Iliman Ndiaye a finalizar com sucesso mais um lance que contou com a apatia da defensiva moçambicana.

Os contornos de goleada foram confirmados ainda antes do intervalo, numa jogada combinada do ataque senegalês com Boulaye Dia a rematar com intenção, com Gion Chande a defender a primeira, mas sem apoio da defensiva, aparecendo Abdallah Ndour a concretizar e a fazer o 4-0 que levou as equipas ao intervalo.

Na etapa complementar, parecia que Chiquinho Conde tinha dado um puxão de orelhas aos jogadores e que as suas repreensões tinham sido ouvidas, até porque a entrada foi com outra atitude dos Mambas.

Foi nessa altura que o combinado nacional reduziu a partida, depois de um livre directo apontado por Domingues e defendido para frente por Alfred Gomis, a aparecer Gildo Vilanculos, fazendo a emenda com a cabeça para o fundo das redes adversárias.

Mas desengane-se quem pensou que fosse o acordar da Mamba, porque, apesar de ter chegado mais vezes à baliza adversária, as suas intenções não eram com convicção e nem chegavam a assustar Alfred Gomis.

Acabou por ser o Senegal a selar o resultado final aos 88 minutos, novamente por Sadio Mané, que fez o seu quinto golo nesta fase de qualificação para o CAN 2023.

Para este embate, Chiquinho Conde utilizou o seguinte onze inicial: Gion Chande, Clésio Bauque, Mexer Sitóe, Zainadine Júnior e Bruno Langa, na defesa; Manuel Kambala e Amadou Momade, como médios defensivos; Witi Quembo, Gildo Vilanculos e Domingues, como os homens da frente; e Stanley Ratifo, o mais adiantado. Entraram ainda a jogar Domingos Mexer, Edmilson Dove, Shaquile, Luís Miquissone e Isac de Carvalho.

Laura Nhavene e Luca Figueiredo foram os grandes vencedores da edição 2023 do Maputo Open de Ténis, prova cujo pano caiu, sábado, nos “courts” do Jardim Tunduro. Nhavene derrotou, na final, a “teenager” Ilga João por 2-0 com parciais de 6/0 e 6/1. Já Luca Figueiredo levou a melhor sobre Feliciano dos Santos, a quem venceu por 2-1 com parciais de 6/3, 1/6 e 6/0.

Quinze anos depois, Laurinha, como carinhosamente é tratada pelos mais próximos, desafiou-se a voltar a competir ao mais alto nível nos “courts” do Jardim Tunduro, onde ela e a família escreveram com letras douradas uma das mais belas histórias da modalidade.

A campeã africana de juniores (em 1986, em Abidjan, Costa do Marfim), a desempenhar hoje o papel de formadora e forjadora de novos talentos com a criação de uma escola onde os mais novos aprendem o ABC de uma modalidade que conhece com a palma das mãos, mostrou que anda está viva nos “courts”.

Diante de uma adversária que, ano passado, foi afastada nas meias-finais no “game” com a ausente Ohmar Fernandes, Nhavene recorreu a toda a sua experiência para travar a ousadia de uma jovem promessa.

Com participações na Taça Fred e alguns circuitos regionais, Ilga João procurou obrigar Laura Nhavene a um enorme esforço, optando, para o efeito, por pancadas fortes e por colocar em prática o bom jogo no fundo dos courts. Com boa direita, Nhavene foi mais forte e venceu por 2-0 com parciais de 6/0 e 6/1/. Em alguns momentos, Laura Nhavene tirou vantagens de a “aces” e “smatches”.

Novo prodígio do ténis moçambicano, Luca Figueiredo tinha pela frente Feliciano “Ciano” Santos, tenista que já dominou nos “courts” no passado, quando duelava com dois Antónios, neste caso Sábado e Bulha. Outrossim, destaque-se Jossefa “Zito” Simão.

Na noite de sábado, e com o domingo a espreitar, Figueiredo, com mais tarimba internacional nos dias de hoje, explorou a sua capacidade de jogar no fundo e próximo da rede. Com um bom serviço, Luca Figueiredo esteve ainda mais concentrado e tirou partido do facto de optar por treinos nocturnos, quando comparado aos seus adversários.

Se no ano passado o atraso de 15 minutos por parte de Feliciano dos Santos (que perdeu por WO, ou seja, falta de comparência) travou o encontro entre os dois tenistas, desta vez quis o “draw” da prova e o seu percurso que se cruzassem no derradeiro jogo.

Na categoria de pares homens, Jossefa “Zito” Simão e Jaime Sigaúque foram mais fortes que o par Eric Sigaúque/Luca Figueiredo, com uma vitória por 6/2 e 6/5.

Já nos veteranos +65 anos, Frederico Rocutus terminou em 1º lugar, seguido de Luís Trigo de Morais. Por sua vez, Luís Almeida venceu a prova ao derrotar, na final, Manuel Xinavane por 2-0 com parciais de 6/1 e 6/1.

No que aos pares veteranos diz respeito, destaque para a dupla Alberto Nhacale/Luís Almeida, que terminou a prova na primeiríssima posição.

Por seu turno, Nuno Matias derrotou Arnaldo Simango por 2-0 com parciais de 6/0 e 6/1 na final de veteranos +45 anos.

Finalmente, na categoria de singulares raparigas sub-18, Letícia Zandamela derrotou, na final, Maya Edwana, por 2-0, sendo que os parciais foram de 6/4 e 7/5.

O Maputo Open de Ténis contou com a presença de muito público no Jardim Tunduro. Tal como no ano passado, a prova fechou em grande com a premiação dos vencedores, momento testemunhado pelo secretário de Estado de Desporto, Carlos Gilberto Mendes; Presidente do Comité Olímpico de Moçambique (COM), Aníbal Aurélio Manave; e Presidente da Federação Moçambicana de Ténis, Jonas Alberto.

A festa fechou com um festival de fogo-de-artifício que coloriu os céus da capital. Para o ano há mais…

 

LAURA NHAVENE, VENCEDORA SINGULARES MULHERES

 

“Sinto-me muito feliz”

Laura Nhavene foi a grande vencedora do Maputo Open de ténis, tendo, para o efeito, derrotado Ilga João, tenista com enorme potencial e muita margem de progressão. No fim, tal como não podia deixar de ser, Laura Nhavene mostrou-se orgulhosa pela conquista. “Sinto-me muito feliz. De facto, há mais de quinze anos que eu já não estava a competir. Eu sou ‘coah’, praticamente estou a dar aulas e a transmitir os meus conhecimentos para os mais novos. Eu tive o convite da minha parceira Ohmar Fernandes para participar em pares neste Maputo Open de ténis. Então, eu decidi que, no lugar de jogar apenas a prova de pares, podia participar em singulares. Não tive muito tempo de preparação. Preparei-me durante duas/três semanas.”

 

LUCA FIGUEIREDO, VENCEDOR SINGULARES HOMENS

“Estou habituado a jogar com luz artificial”

Bruno Figueiredo é um dos novos valores do ténis moçambicano. Figueiredo tem estado a participar em vários circuitos de sub-18, eventos que lhe têm conferido alguma tarimba internacional. O vencedor da prova de singulares homens do Maputo Open de ténis deu-se por satisfeito no fim da competição. “Primeiramente, acho que o ambiente me ajudou. Estávamos a jogar de noite e eu treino de noite. Todos aqui treinam de dia. Eu estou habituado a este ambiente de luzes artificiais. Eles têm muita experiência de torneios, mas também eu estou a crescer. Eu viajo muito para participar em provas. A minha experiência está a crescer, e é por isso que consegui vencer. Vou continuar a trabalhar para alcançar bons resultados.”

 

Os Mambas foram goleados pelo Senegal por cinco bolas a uma, em jogo da terceira jornada do Grupo L de qualificação para o CAN. As duas selecções voltam a jogar na próxima terça-feira, no Estádio Nacional do Zimpeto.

Sem chama nem força. Os Mambas apresentaram-se apáticos e sem argumentos para contrariar o Senegal. Nove minutos foram suficientes para os “leões de teranga” fazerem estragos.

Cinco minutos depois mais um com a assinatura de Sadio Mané. Mambas impotentes. Brinde da defensiva moçambicana aos 31 minutos e os senegaleses souberam aproveitar. Era o terceiro. Mais o quarto. Sadio Mané e companhia foram ao intervalo em vantagem de 4-0.

Na segunda parte o rumo do jogo foi o mesmo. Ainda assim, Gildo Vilanculos conseguiu salvar a honra do convento com um golo. Aos 88 minutos o Senegal fechou as contas, fixando o resultado final em 5-1. As duas selecções voltam a jogar na próxima terça-feira, no Estádio Nacional do Zimpeto.

Os jogadores dos Mambas vão receber 70 mil meticais em caso de vitória e empate no jogo contra o Senegal, no jogo desta sexta-feira. A Federação Moçambicana de Futebol definiu esse valor em coordenação com os capitães da selecção.

A decisão foi tomada depois de uma conversa com os capitães da selecção nacional, que ficaram a saber que dos 60 mil pagos habitualmente haveria um incremento de mais 10.

O mesmo deverá ser pago no jogo da próxima terça-feira, no Estádio Nacional do Zimpeto, com o mesmo adversário e nas mesmas condições. O incremento serve, para a FMF, como forma de incentivar os jogadores rumo à qualificação.

A FMF decidiu também 600 dólares, o equivalente a 39 mil meticais, como valor das ajudas de custo, contra os 800 propostos pelos capitães do combinado nacional. Recorde-se que o assunto das premiações criou, recentemente, desentendimentos entre os jogadores e a federação no CHAN.

A selecção nacional de futebol defronta, hoje, às 21h00 de Maputo, o Senegal em desafio da 3ª jornada do grupo L de qualificação para o CAN Costa do Marfim 2024. À entrada desta ronda, os Mambas ocupam a 2ª posição com quatro pontos, num grupo liderado pelos “Leões de Teranga”, com seis.

Contrariar as estatísticas que dão vantagem aos campeões africanos – venceram cinco dos sete jogos com os Mambas e empataram dois – e aguentar a enorme carga de pressão no “infernal” que se advinha no Estádio Abdoulaye Wade são elementos essenciais para os Mambas saírem de Dakar, Senegal, com um resultado positivo.

Aliás, os dados apontam para mais de 50 mil espectadores que estarão a apoiar a equipa da casa.

É preciso que, hoje, o combinado nacional seja uma equipa coesa, com ideias claras e precisas, optimizando as suas saídas para o ataque e abrindo espaços num conjunto que vai, seguramente, instalar-se no último reduto do seu adversário.

A jogar em casa, o Senegal vai entrar a pressionar para, desde logo, resolver o jogo. Aos Mambas recomenda-se que sejam solidários e seguros a defender. Ademais, a selecção nacional deverá anular as unidades mais influentes do Senegal, sobretudo o avançado e capitão Sadio Mané.

Com o Senegal, prevê-se, a assumir as despesas e rédeas de jogo, os Mambas podem em contra golpe surpreender os donos da casa. Os homens de ataque a serem escalados pelo seleccionador nacional devem ser mais lestos, movimentando-se com rapidez e abrindo espaços para gizar à baliza contrária. Os Mambas partem para este desafio com duas baixas de vulto, nomeadamente Reinildo Mandava, jogador que se lesionou no embate entre o Atlético Madrid.

 

ARBITRAGEM DA LÍBIA

O jogo entre as selecções nacionais de Senegal e de Moçambique será por um quarteto de arbitragem da Líbia, que será chefiado por Mutaz Ibrahim (árbitro principal) tendo como auxiliares Attia Amsaad e Wahed Al Jahawe. Abdulrazg Ahmed foi indicado como quarto árbitro.

Já o segundo embate, na terça-feira, 28 de Março, terá como arbitragem um quarteto do Marrocos constituído por Jalal Jayed (árbitro principal) que será auxiliado por Yahya Nouali e Abdessamad Abertoune. Por sua vez, Adil Zourak foi nomeado pela Confederação Africana de Futebol como quarto árbitro.

 

O PALCO DO JOGO

O duelo Senegal vs Moçambique realiza-se no Estádio Olímpico de Diamniadio, formalmente conhecido como Estádio Abdoulaye Wade. Trata-se de um estádio multiúso localizado em Diamniadio, distrito de Dakar, capital do Senegal. Inaugurado oficialmente a 22 de Fevereiro de 2022, o recinto desportivo é utilizado principalmente para competições de futebol, rugby e atletismo e conta com capacidade máxima para 50 000 espectadores. O estádio foi construído para acolher as cerimónias de abertura e de encerramento, bem como as competições de futebol, rugby e atletismo dos Jogos Olímpicos de Verão da Juventude de 2026.

Qual acto de contrição, o vice-presidente da Federação Moçambicana de Futebol (FMF) para as selecções nacionais, Martinho “Paíto” Mucuane, reconheceu que o hotel no qual os Mambas estão hospedados em Dakar, Senegal, não é digno para atletas profissionais.

Martinho Mucuane que partilhou balneário com alguns atletas que ainda hoje representam os Mambas e conhece muito bem as suas dinâmicas e sensibilidades, pediu desculpas aos jogadores e treinadores, tendo, depois, acrescentado que a equipa de avanço que esteve a tratar de toda a logística falhou, ao indicar um campo sem condições para os Mambas treinarem.

“Chegámos aqui, ao terreno, no campo que nos foi oferecido para treinar, contudo é um campo lamentável, um campo sem condições mínimas para a prática de futebol. É de lamentar, de facto. E aproveitar esta oportunidade para pedir desculpas aos jogadores, que são profissionais, por tudo que têm feito. Eles fizeram tantos quilómetros para chegar aqui e, depois, encontram este campo sem condições. Até o próprio hotel não é digno para a selecção nacional”, reconheceu Mucuane em entrevista ao RM Desporto.

À partida dos atletas que evoluem internamente, o vice-presidente da Federação Moçambicana de Futebol para as selecções nacionais assegurou, no Aeroporto Internacional de Mavalane, que havia uma equipa de avanço que estava encarregue de tratar de toda a logística. No entanto, pasme-se, chegados a Dakar, os jogadores e os treinadores depararam-se com situações que não esperavam. Sem rodeios, Martinho “Paíto” Mucuane diz que algo falhou e não hesitou em assumir as responsabilidades.

“Deparamo-nos com esta situação de manhã. Infelizmente, não temos como correr, porque confiamos numa equipa que estava a tratar da logística e, claramente, falhou na escolha deste campo. Nós, como federação, temos que assumir essa responsabilidade”, reconheceu em entrevista aos microfones do RM Desporto.

Esta não é a primeira, nem a segunda, muito menos a terceira vez em que os atletas e treinadores dos Mambas reclamam de melhores condições de treinamento e acomodação. Num passado recente, Zainadine Jr., um dos capitães dos Mambas, chegou mesmo a dizer que a selecção nacional tinha sido acomodada numa “pensão”, fazendo referência a um hotel na cidade da Matola, o qual, por questões éticas, o “O País” omite o nome.

Paíto não tem dúvida sobre o cenário negativo que isto pode trazer para o combinado nacional. Por isso, considera que deve haver mudanças se quisermos atingir outros patamares.

“Se Moçambique almeja ombrear com selecções como Senegal ou colocar-se ao nível de grandes selecções, isso tem que começar connosco como federação e parceiros a criarmos condições para os jogadores.”

A selecção nacional de futebol defronta, amanhã, às 21h00 de Maputo, o Senegal em desafio da 3ª jornada do grupo L de qualificação para o CAN Costa do Marfim 2024. À entrada desta ronda, os Mambas ocupam a 2ª posição com quatro pontos, num grupo liderado pelos “Leões de Teranga”, com seis.

Contrariar as estatísticas que dão vantagem aos campeões africanos – venceram cinco dos sete jogos com os Mambas e empataram dois – e aguentar a enorme carga de pressão no “infernal” que se advinha no Estádio Abdoulaye Wade são elementos essenciais para os Mambas saírem de Dakar, Senegal, com um resultado positivo.

Aliás, os dados apontam para mais de 50 mil espectadores que estarão a apoiar a equipa da casa.

É preciso que, hoje, o combinado nacional seja uma equipa coesa, com ideias claras e precisas, optimizando as suas saídas para o ataque e abrindo espaços num conjunto que vai, seguramente, instalar-se no último reduto do seu adversário.

A jogar em casa, o Senegal vai entrar a pressionar para, desde logo, resolver o jogo. Aos Mambas recomenda-se que sejam solidários e seguros a defender. Ademais, a selecção nacional deverá anular as unidades mais influentes do Senegal, sobretudo o avançado e capitão Sadio Mané.

Com o Senegal, prevê-se, a assumir as despesas e rédeas de jogo, os Mambas podem em contra golpe surpreender os donos da casa. Os homens de ataque a serem escalados pelo seleccionador nacional devem ser mais lestos, movimentando-se com rapidez e abrindo espaços para gizar à baliza contrária. Os Mambas partem para este desafio com duas baixas de vulto, nomeadamente Reinildo Mandava, jogador que se lesionou no embate entre o Atlético Madrid.

ARBITRAGEM DA LÍBIA

O jogo entre as selecções nacionais de Senegal e de Moçambique será por um quarteto de arbitragem da Líbia, que será chefiado por Mutaz Ibrahim (árbitro principal) tendo como auxiliares Attia Amsaad e Wahed Al Jahawe. Abdulrazg Ahmed foi indicado como quarto árbitro.

Já o segundo embate, na terça-feira, 28 de Março, terá como arbitragem um quarteto do Marrocos constituído por Jalal Jayed (árbitro principal) que será auxiliado por Yahya Nouali e Abdessamad Abertoune. Por sua vez, Adil Zourak foi nomeado pela Confederação Africana de Futebol como quarto árbitro.

O PALCO DO JOGO

O duelo Senegal vs Moçambique realiza-se no Estádio Olímpico de Diamniadio, formalmente conhecido como Estádio Abdoulaye Wade. Trata-se de um estádio multiúso localizado em Diamniadio, distrito de Dakar, capital do Senegal. Inaugurado oficialmente a 22 de Fevereiro de 2022, o recinto desportivo é utilizado principalmente para competições de futebol, rugby e atletismo e conta com capacidade máxima para 50 000 espectadores. O estádio foi construído para acolher as cerimónias de abertura e de encerramento, bem como as competições de futebol, rugby e atletismo dos Jogos Olímpicos de Verão da Juventude de 2026.

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