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O País – A verdade como notícia

Ferroviário da Beira defronta amanhã, às 20h30, o Cape Town Tigers da África do Sul, em jogo inserido na 4ª jornada da Conferência Nilo da Basketball Africa League (BAL). É um jogo para vencer ou vencer, porquanto está em causa a luta acesa pela qualificação para a fase final da prova em Kigali, no Ruanda.

Dois conjuntos que se conhecem, dois conjuntos com foco na vitória para não perderem a corrida à fase final da Liga Africana de Basquetebol (BAL). No “Dr Hassan Moustafa Sports Hall”, amanhã, somente uma equipa pode vencer, pelo que a batalha na quadra se advinha renhida.

Manter acesa a chama de qualificação para a Elite 8 da BAL é “mister” para o conjunto orientado pelo espanhol Luis Lopes Hernandez.

Mas é preciso que, na quadra, a equipa moçambicana se apresente com elevados níveis de concentração, esclarecimento ofensivo e agressividade defensiva. Os campeões nacionais devem condicionar o seu adversário na acção ofensiva, tal como o Petro de Luanda fez forçando-o a marcar apenas 48 pontos.

Ademais, ao Ferroviário da Beira recomenda-se uma boa percentagem de tiros exteriores e curtos. É outrossim fundamental que a sua média seja positiva na linha de lances livres e, na luta das tabelas, consigam fazer a diferença.

O adversário dos “locomotivas” do Chiveve entra nas contas de qualificação na sequência da vitória alcançada sobre o SLAC da Guiné-Conacri, por 75-68. Evans Ganap e Joshua Hall combinaram 30 pontos (com 15 pontos cada um), tendo sido determinantes para a vitória. O jogo exterior, recorrendo a “boxe score”, dá indicações de ter sido fraco com 5 tiros concretizados em 20 tentados (média de 25,0%).

Na segunda partida, porém, os sul-africanos estiveram muito fracos ao contabilizarem apenas 24 pontos nos dois primeiros quartos. Muito pouco para um conjunto com ambições de chegar longe nesta prova organizada pela FIBA e NBA. Joshua Hall voltou a ser o melhor cestinha da equipa com 14 pontos contabilizados em 32:04 minutos na quadra.

Olhando para os dados estatísticos desta formação, neste jogo, há a assinalar o facto de, mais uma vez, a equipa sul-africana se ter apresentado com fraco aproveitamento nos lançamentos exteriores (22,2%) ao concretizar 4 em 18 tentados. Na linha de lances livres, destaque-se a média de 42,3% (12 lançamentos concretizados em 26 tentados).

Esta não é a primeira vez em que Ferroviário da Beira e Cape Town Tigers duelam na Liga Africana de Basquetebol. A 10 de Dezembro de 2021, em Joanesburgo, o Ferroviário da Beira venceu os sul-africanos por 77-75 nas meias-finais da Divisão Este de acesso à BAL.

Este resultado colocou a equipa moçambicana na fase final da Liga Africana de Basquetebol. Ismael “Timo” Nurmamad foi decisivo com 24 pontos e três assistências em 28:04 minutos na quadra, tendo sido secundado por Jermel Michele Kennedy, que contabilizou 17 pontos e 7 ressaltos (dois ressaltos ofensivos e cinco defensivos).

Antes, precisamente em Outubro do mesmo ano, os campeões nacionais perderam com os sul-africanos, 85-86, no jogo da 3ª jornada da fase de apuramento da zona VI da Basketball Africa League (BAL), em UJ Soweto Campus, em Joanesburgo. Os 22 pontos de Jermel Michele Kennedy, e 18 de William Perry, foram insuficientes para o conjunto moçambicano sair vitorioso.

O internacional moçambicano Edmilson Dove lesionou-se nas vésperas do jogo entre a sua equipa, o Kaiser Chiefs, diante do Chippa United, a contar para a 27ª jornada da liga sul-africana.

O internacional moçambicano acabou por não ser chamado para esse jogo pelo seu técnico, já que, na avaliação feita pela equipa médica, se apercebeu de que a lesão era grave e vai fazer-lhe parar algumas semanas.

Significa isso que Edmilson Dove não mais voltará a jogar nesta época futebolística pela sua colectividade, quando faltam ainda por disputar três jornadas.

Assim, além do embate diante do Chippa United, em que o Kaiser Chiefs venceu por uma bola sem resposta, Edmilson Dove falhou ainda o jogo frente ao Swallows, para a 28ª jornada, esta segunda-feira, que terminou com a derrota da sua equipa, por 2-1.

A informação da lesão do lateral esquerdo moçambicano foi avançada pelo próprio treinador do Kaiser Chiefs, Arthur Zwane, que falou ainda de outros jogadores que não deram o seu contributo no jogo desta segunda-feira por várias razões.

“Depois de jogar contra o Chippa United, tivemos apenas um dia para preparar a equipa. Sentimos falta de Brandon (Petersen) por causa de suspensão e de outros jogadores por causa de lesões, como (Edmilson) Dove, e Keagan (Dolly), que vão ficar de fora pelo resto da temporada. Temos outros jogadores lutando para voltar à forma física”, disse Zwane, citado pelo clube na sua página de internet.

Nas próximas jornadas, o Kaiser Chiefs vai ainda defrontar o Supersport United, no dia 13 de Maio, fechando a época em casa, recebendo o Cape Town City, a 20 do mesmo mês.

Entretanto, Dove vai falhar ainda o jogo das meias-finais da Taça da África do Sul, sábado, diante do Orlando Pirates, depois de ter ajudado a equipa a ultrapassar a equipa de Domingues nos quartos-de-final, por 2-1, resultado alcançado no prolongamento, depois do empate a um golo no tempo regulamentar.

Recorde-se que Edmilson Dove se juntou ao Kaiser Chiefs em Agosto do ano passado, na altura a representar a União Desportiva do Songo, depois de uma boa prestação no torneio Cosafa 2022 e na primeira eliminatória de acesso à fase final do CHAN 2022. Dove, contratado por 350 mil Euros (pouco mais de 24 milhões de Meticais), permanece no Chiefs até 30 de Junho de 2024.

Ao serviço do Kaiser Chiefs, Edmilson Dove realizou 23 jogos, todos a titular e totalista, dos quais 18 para o campeonato, 3 para a Taça Nedbank, e dois para a Liga MTN8, tendo marcado um golo.

Num duelo em que o internacional moçambicano Mexer voltou a não sair do banco, a sua formação Estoril distanciou-se, este domingo, dos lugares de despromoção da I Liga, com um triunfo por 3-0 diante do lanterna-vermelha Santa Clara, na 30.ª jornada.

Rezam as crónicas do jogo que bastou uma primeira parte de alta intensidade, velocidade e eficácia para o Estoril resolver cedo um duelo importantíssimo na sua luta pela manutenção, perante um Santa Clara que ainda esboçou reacção interessante no segundo tempo, porém insuficiente para evitar a derrota.

Com um meio-campo a mostrar cada vez mais maior entendimento — João Gamboa a controlar, João Carvalho e Guitane a criar — os canarinhos sentiram o apoio dos quase cinco mil adeptos na Amoreira e foram  ao fundo da sua alma para entrarem com tudo no jogo e para buscarem a inspiração para o 1-0: Guitane recuperou, foi contra tudo e todos e isolou Marqués. Pouco depois, seria Carlos Eduardo, de penálti, a alargar a vantagem.

Que se manteria até à beira do fim, quando Rodrigo Martins deu cor ao passe fantástico de Tiago Santos.

Contas feitas, o conjunto de Mexer volta a sonhar com a permanência, ao passo que o Santa Clara, com apenas dois pontos na segunda volta, se aproxima da despromoção.

Na próxima jornada, agendada para sábado, 6 de Maio, o Estoril desloca-se ao terreno do Boavista, 12º classificado com 37 pontos.

 

WITI EMPATA COM FC PORTO “B” NA LIGA 2

Witiness Quembo foi titular, domingo, no duelo em que o Nacional da Madeira – clube que representa – empatou com o FC Porto (1-1), em desafio inserido na 30.ª jornada da Liga 2.

Foi, de resto, um jogo bem disputado com ambas as equipas a procurarem desde cedo o golo. Começou melhor a formação madeirense que construiu as primeiras oportunidades de golo. O FC Porto B foi crescendo com o avançar dos minutos e também teve possibilidades de marcar durante a primeira parte.

Na etapa complementar, o figurino da partida manteve-se, mas com os golos. Marcou primeiro o Nacional por Pipe Gómez aos 61 minutos. Responderam os portistas aos 72 minutos com o golo de empate apontado por Gonçalo Borges. Nos últimos minutos, as duas equipas tiveram mais oportunidades para chegar ao triunfo.

Com este empate, o Nacional mantém o 15.º lugar, mas agora com 30 pontos e respira um pouco melhor na luta pela manutenção. O FC Porto B mantém o sétimo lugar, com 42 pontos.

Com uma actuação estupenda de William Perry, base que contabilizou 41 pontos em 40:00 minutos na quadra, o Ferroviário da Beira alcançou, domingo, a sua primeira vitória na Conferência Nilo da Liga Africana de Basquetebol (BAL) ao bater o SLAC da Guiné-Conacri, por 109-97. Os campeões nacionais voltam a jogar esta quarta-feira com o Cape Town Tigers da África do Sul.

Horas antes de Stephen Curry fazer história ao contabilizar 50 pontos na vitória dos Golden State Warriors vencerem os Sacramento Kings por 120-100, no Jogo 7 da primeira eliminatória dos “playoffs” da Liga norte-americana de basquetebol (NBA), William Perry, base do Ferroviário da Beira, assinara também uma estrondosa exibição na Liga Africana de Basquetebol.

Qual fã confesso de Stephen Curry, William Perry registou uma exibição impressionante ao contabilizar 41 pontos na vitória do Ferroviário da Beira diante do SLAC da Guiné-Conacri, em jogo da 3ª jornada da Conferência Nilo da Liga Africana de Basquetebol (BAL).

O jogador mais valioso (MVP) das duas últimas edições da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal foi enorme na quadra do pavilhão Dr. Hassan Moustafa, igualando, desta forma, o recorde da BAL de mais pontos marcados em um jogo (ndr: Terrell Stoglinque, então jogador do AS Salé, marcara igual número de pontos em 2022, segunda edição da BAL).

Mas há mais que se diga dos seus números: William Perry também estabeleceu o recorde de mais três pontos marcados num jogo com um registo de 8 tiros abertos concretizado em 9 tentativas.

A obra de arte de William Perry foi conseguida  com 11 em 18 lançamentos de campo, uma média de 61%, e 10 em 10 na linha de lances livres (100%).

Perry foi, neste duelo, secundado por Najeal Young que contabilizou 26 pontos em 33:45 minutos em que permaneceu na quadra, Makhtar Gueye que esteve perto de um duplo-duplo com 15 pontos e 8 ressaltos.

Com maior clarividência ofensiva e agressividade defensiva, o Ferroviário da Beira liderou o primeiro quarto com um parcial de 30-16. No segundo quarto, o SLAC melhorou a sua pontuação (marcou 20 pontos contra 26 do Ferroviário da Beira) mas foi ao intervalo a perder: 36-56.

O sempre crítico 3º quarto, no qual Luis Lopes Hernandez fez a rotação da equipas, fazendo descansar as principais unidades, a equipa moçambicana esteve mal na abordagem ofensiva e defensiva, perdendo por um parcial de 33-20. De uma vantagem quase confortável de 20 pontos, os campeões nacionais viram o seu adversário reduzir para um ponto já no derradeiro quarto. Com 1:52 por se jogar, William Perry assumiu o jogo, lançando uma bomba dos 6,75 metros que colocou o CFvB a vencer por 101-97. Daí foi somente gerir o jogo.

No global, os campeões nacionais concretizaram 18 pontos em situações de perdas de bola, enquanto o SLAC marcou 15. Nas segundas bolas, houve equilíbrio na medida em que o SLAC marcou 19 pontos e o Ferroviário da Beira 17. Há ainda a registar, neste quadro comparativo, os 48 pontos concretizados pelo Ferroviário da Beira na área restritiva, enquanto o seu adversário contabilizou 44.

Mais: tiveram melhor registo nos lançamentos de campo com 37 convertidos em 70 tentados (52% de aproveitamento) contra 35 em 74 (média de 47%) dos guineenses. E não foi diferente na percentagem dos tiros exteriores, onde os “locomotivas” do Chiveve concretizaram 11 em 20 lançamentos (55%) e o SLAC marcou 9 em 29 (31%).

Atente-se, outrossim, ao registo positivo na linha de lances livres com 24 em 33 (72%) para o Ferroviário da Beira e 18 em 21 (85%) para o SLAC. Na luta das tabelas, o conjunto moçambicano foi mais combativo com 42 ressaltos “capturados” dos quais 24 defensivos e 18 ofensivos, sendo que o SLAC apresentou-se com 35 divididos em 19 defensivos e 16 ofensivos.

O Ferroviário da Beira totalizou ainda 20 assistências, 14 perdas de bola e oito roubos de bola. Já o SLAC apresentou um registo de 14 assistências e 15 perdas de bola.

A Stv transmite, sábado, às 16h00, o duelo Brighton & Hove Albion vs Wolverhampton Wanderers, inserido na 34ª jornada da Liga Inglesa de futebol.

Com uma vaga na Liga Europa da próxima temporada ao seu alcance, Brighton & Hove Albion procuram somar mais três pontos na Liga Inglesa quando receber, no “American Express Community Stadium”, o Wolverhampton Wanderers, conjunto que pretende terminar a temporada em alta.

À entrada desta ronda, o Brighton & Hove Albion ocupa o 8.º lugar com 49 pontos, enquanto o Wolverhampton Wanderers está na 13.ª posição com 37. Com oito partidas ainda por disputar, os “Seagulls” estão cinco pontos atrás do Aston Villa, 5º classificado, isto numa luta renhida por uma vaga na Liga Europa. O Wolves está oito pontos à frente da zona de descida de divisão.

Brighton perdeu na sua última partida na Liga Inglesa diante do Nottingham Forest, por 3-1, em pleno “The City Ground”. O Wolverhampton Wanderers, por sua vez, derrotou o Crystal Palace por 2-0 num jogo em que foi a melhor equipa em campo.

O Brighton levou vantagem sobre o seu adversário de sábado no último encontro entre ambos, vencendo por 3-2, no “Molineux Stadium”.

Adam Lallana marcou primeiro para o “Seagulls” aos 10 minutos. Kaoru Mitoma e Pascal Groß também marcaram. Já Gonçalo Guedes e Rúben Neves marcaram para os Wolves.

O trio constituído por Alexis Mac Allister, Mitoma e Solly March são os grandes destaques na formação do Brighton esta temporada. Mac Allister é o melhor marcador da equipa com oito golos, seguido de Mitoma com sete e March com seis.

Neves e Daniel Podence têm sido as principais ameaças no ataque do Wolverhampton Wanderers, cada um com seis golos marcados esta temporada.

Esta temporada, em jogos realizados em casa, o Brighton soma sete vitórias, três empates e quatro derrotas em 14 partidas. Os “Seagulls” apresentam uma sequência invicta de três partidas em casa (2 vitórias, 1 empate e 0 derrotas) desde 4 de Março.

O Wolves tentará acabar com uma má sequência de resultados fora de casa esta temporada, com um registo de cinco empates, nove derrotas e apenas duas vitórias. Actualmente, o Wolves apresenta uma sequência de cinco partidas sem vitórias fora de casa (dois empates e três derrotas).

Nas últimas seis partidas do campeonato, o Brighton venceu três, empatou uma e perdeu duas. O Wolves, por sua vez, venceu três, empatou uma e perdeu duas partidas.

 

LAMPARD E A SÉRIE NEGRA DO CHELSEA: “PARECE QUE ESTÁ TUDO CONTRA NÓS”

Chelsea vive um momento de terror na época e tem a qualificação para as provas europeias em risco. Os blues perderam esta quarta-feira, por 0-2, contra o Brentford e estão há oito jogos seguidos sem vencer.

“Não se trata de uma história triste, mas parece que tudo está a correr contra nós. Gostaríamos de ter uma varinha mágica, um momento mágico. Isso não acontece no futebol porque a Premier League é muito rápida, é competitiva”, começou por dizer o técnico, em declarações prestadas à BT Sport.

“Foi um jogo difícil. Tenho um pouco de pena dos jogadores. Em termos de jogo, controlámos a posse de bola. O Brentford é bom naquilo que faz. Os pormenores do jogo são bastante claros: hoje faltou-nos a convicção no topo do campo, porque estivemos lá muitas vezes. Por isso, perdemos o jogo”, prosseguiu o técnico interino dos blues.

“É uma época muito difícil. Alguns jogadores entraram hoje e estiveram bem, por isso talvez seja altura de os ver um pouco mais. Neste momento, não me posso queixar da aplicação do plantel. É sempre a velha e mesma história. Vamos seguir a lutar e a continuar a trabalhar. Não é uma altura fácil, nem uma época, para uma equipa habituada a marcar e a ganhar jogos, e isso não sucede”, finalizou o treinador inglês.

 

DERROTA QUARTA-FEIRA

O Chelsea voltou a vacilar na Premier League, esta quarta-feira, ao ser derrotado pelo Brentford (0-2), levando já oito jogos sem ganhar, sendo que perdeu as últimas cinco partidas, desde a chegada de Frank Lampard.

Com João Félix no banco, os blues sentiram muitas dificuldades em criar perigo na primeira meia hora e foi o Brentford quem aproveitou para, numa bola parada, abrir o activo em Stamford Brigde. Aos 37 minutos, após cabeceamento de Zanka, Azpilicueta empurrou a bola para a própria baliza, numa enorme infelicidade a fazer a diferença no marcador.

Frank Lampard mexeu ao intervalo e promoveu as entradas de Mudryk e Aubameyang para fortalecer o ataque, mas as oportunidades teimavam em não aparecer, apesar da maior posse de bola.

Já dentro dos últimos 15 minutos, num contra-ataque bem conduzido pelo Brentford, Mbeumo ‘trocou as voltas’ à defesa adversária e sentenciou as dúvidas, levando mesmo alguns adeptos a abandonar imediatamente o estádio.

Moçambique participa, de 3 a 7 de Maio, em Luanda, Angola, na 19.ª edição do Campeonato Africano da Zona IV, prova que vai movimentar nadadores da África do Sul, Botswana, eSwatini, Lesotho, Malawi, Mauritânia, Moçambique, Namíbia, Seychelles, Tanzânia, Uganda e Zâmbia.

Para o evento, a ter lugar no Complexo da Piscina de Alvalade, o país leva 28 nadadores que irão competir em disciplinas de natação pura e de águas abertas.

A selecção nacional, em termos de classificação, almeja chegar aos lugares de pódio, apesar de saber que esta competição vai movimentar nadadores com fortes ambições, alguns dos quais a evoluírem em centros de alto rendimento.

As delegações, segundo a organização, desembarcam em Luanda entre os dias 1 e 2 de Maio, datas em que irão cumprir o processo de adaptação ao clima angolano, que, nos últimos dias, alternou as altas temperaturas com a chuva.

Ano passado, no rescaldo da sua participação no Campeonato Africano de Natação da zona IV, na Zâmbia, os nadadores nacionais ficaram na 2ª posição, com um total de 60 medalhas, das quais 24 de ouro, 20 de prata e 16 de bronze.

Moçambique contabilizou 1987,50 pontos, tendo sido superado apenas pelo vencedor Zimbabwe, com 2735. Em terceiro e quarto lugares ficaram a anfitriã Zâmbia e a vizinha África do Sul, respectivamente.

Em masculinos, a selecção nacional de natação amealhou 1442 pontos, colocando-se na primeira posição, enquanto a equipa feminina conquistou 545,50 pontos, terminando no 7º lugar. Mérito porque as meninas posicionaram-se em frente de países como Angola, Uganda, Tanzânia, ESwatini, Seychelles e Malawi.

Os zimbabweanos dominaram em masculinos – 1474 pontos – e ocuparam o segundo posto nos masculinos com 1261.

Individualmente, registe-se a prestação de Mason Cohen (12 anos e mais novos), Cleyton Munguambe e Hugo Barradas (13 e 14 anos), Caio Lobo e Kaio Faftine (15 e 16 anos) e Matthew Lawrence (17 anos e mais velhos).

Estes nadadores tiveram a particularidade de terem estado entre os três melhores classificados de cada escalão por conta das marcas estabelecidas, assim como medalhas conquistadas.

O Campeonato Africano de Natação da zona IV movimentou 69 nadadores em representação de 14 nações da zona IV, sendo 36 masculinos e 33 femininos.

Entretanto, Moçambique fez-se representar por 12 nadadores no Campeonato de Águas Abertas, prova havida no Tiffany’s Canyon, nomeadamente Zuri Tomé, Marta Mpfumo, Ana Beatriz Domingues, Sophie Fernandes, Maíra Correia, Filipa Xavier, Alícia Mateus, Domingas Munhemeze, Bruno Ferreira, Hugo Barradas, Kaio Faftine e Justino Pale.

 

ATLETAS MOÇAMBICANOS PRONTOS PARA OS AFRICANOS DE NDOLA

A delegação moçambicana de atletismo já se encontra em Ndola, na Zâmbia, para participar nos campeonatos africanos de sub-18 e sub-20, que arrancam esta sexta-feira, até ao próximo dia 3 de Maio.

São, ao todo, 16 atletas que representam o país nesta empreitada em busca de medalhas, mas também de melhorar as suas marcas, visando alcançar mínimos para os Campeonatos Mundiais e, até, Jogos Olímpicos.

Esta quarta-feira a delegação foi recebida pelo 1° secretário da Embaixada de Moçambique na capital da Zâmbia, Lusaka, que foi dar o seu apoio e encorajamento aos atletas.

“Em nome da alta-comissária da Embaixada, desejamos aos nossos atletas, e não só, boas vindas a Lusaka. Que se sintam em casa aqui. Nós estamos aqui para prestar o maior apoio possível. Vocês estão a representar milhões de moçambicanos e todos estamos esperançados que ganhem maior número de medalhas para o País”, disse Mário Adamo, 1° secretário da Embaixada de Moçambique na Zâmbia.

O combinado nacional deixou uma mensagem de apreço na cidade Lusaka, Zâmbia, garantindo que tudo fará para lutar pelos lugares de pódio no certame.

O presidente da Federação Moçambicana de Atletismo, Kamal Badru, agradeceu todo o apoio que a federação teve, desde a Secretaria de Estado do Desporto, Comité Olímpico de Moçambique e parceiros, que garantiram a participação no africano de atletismo, até à embaixada de Moçambique em Lusaka, que tem vindo a prestar o maior apoio para confortar a delegação moçambicana de atletismo.

Composta por 16 atletas, esta é a maior delegação de sempre de uma selecção de atletismo nas respectivas categorias de sub-18 e sub-20, que vai competir em diversas especialidades de atletismo.

Trata-se de Steven Sabino (100 metros e salto em comprimento, África do Sul); Arusse Selemane (1500M e 3000M/ Cabo Delgado); Wilson Cossa (100M e salto em comprimento/Maputo província); Orlando Alberto Maganso (400M/Maputo cidade); António Baptista Cristo (400M e 800M/Sofala); José Afonso José (1500M e 3000M/Sofala); Paulino Mateus Feniasse (Triplo Salto/Sofala); Azarias Amanso Cuna (800M e 1500M/Gaza); Astrid Eva Van Hoorn (100M e 200M/África do Sul); Amélia Armando Pinga (Salto em Comprimento e Triplo Salto/Maputo província); Rita Manchante (400M e 800M/Sofala); Dulce da Conceição (200M/Maputo cidade); Tatiana Salomé Machatine (100M/Maputo cidade); Melanie Paula Fumo (100M/Maputo cidade) e Maria Dolores Caravela (200M e 400M/Maputo cidade) e Eunice Marcos Macave (400M e 800M/Maputo cidade).

Estes atletas têm como treinadores Salvador Chitsondzo, da Cidade de Maputo, e Ivan Simão Bulo, da província de Gaza.

Ferroviário da Beira defronta, sábado, às 16h00, o Petro de Luanda em jogo da 2.ª jornada da Conferência Nilo da Liga Africana de Basquetebol (BAL), prova que decorre no Cairo, Egipto. Os campeões nacionais terão pela frente um forte candidato ao título.

Depois da estreia menos conseguida diante do Al Ahly do Egipto, jogo no qual perdeu por 92-74, o Ferroviário da Beira tem pela frente um novo teste de fogo na Basketball Africa League, prova organizada pela FIBA em parceria com a NBA.

Os bicampeões nacionais batem-se, sábado, com o Petro de Luanda, conjunto que no passado dia 24 de Abril conquistou a Unitel Basket (campeonato angolano de basquetebol) após vencer o D’Agosto no jogo 3 dos “play-offs” da final.

Em mais uma tarefa complicada, o Ferroviário da Beira vai procurar vencer para manter vivo o sonho de estar entre as quatro equipas que se qualificam para a fase final da BAL, competição agendada para a cidade de Kigali, Ruanda.

No duelo deste sábado, Luis Lopes Hernandez vai tentar fintar a falta de ritmo competitivo da sua equipa, que, diga-se, partiu para esta prova com apenas jogos de menor intensidade com equipas da Beira.

Ademais, o Ferroviário da Beira ainda não tem entrosados os seus reforços ao nível que seria de desejar. Recomenda-se que os “locomotivas” cometam menos erros defensivos e se apresentem com clarividência ofensiva.

Melhorar a pontuação, que foi bastante fraca no primeiro quarto, é outro dos trabalhos de casa que o “coach” espanhol do Ferroviário da Beira terá que fazer com toda a atenção para contrariar os angolanos.

Outro aspecto a ter em conta, no duelo com o Petro de Luanda, é o forte jogo interior e exterior dos angolanos que não costumam facilitar. Sem o combativo Helton Ubisse, os homens das posições 4-5 a serem confiados por Luis Lopez Hernandez, devem dar conta da luta das tabelas que vai, seguramente, ser determinante no desfecho desta partida.

Prova da sua qualidade, o Petro de Luanda conquistou a medalha de bronze na edição 2021 da Basketball Africa League, BAL, após vitória convincente por 97-68, diante do Patriots do Ruanda, país anfitrião.

O Petro de Luanda, de resto, aposta fortemente na conquista do certame, de tal forma que vai colocar toda a carne no assador no Egipto. O treinador brasileiro, José Neto, levou para esta prova Childe Dundão, Gerson Domingos, Souleymane Diabate, Carlos Morais, Gerson Gonçalves “Lukeny”, Pedro Bastos, Glofate Buiamba, Djime Crime, Aboubakar Gakou, Damian Hollis, Jone Lopes Pedro e Ater Majok.

Ficaram de fora os postes Teotónio Dó, Aldemiro João e o extremo José António, que por opção técnica não seguiram viagem para o palco da competição.

De recordar que o Stade  Malien (Mali), Associação Desportiva de Douanes (Senegal), Grupo de Energia (Ruanda) e Clube de Cestas de Abidjan (Costa do Marfim) estão já apurados para a fase final.

Surpresa pela negativa, o US Monastir da Tunísia, actual campeã africana em título, falhou a qualificação para a fase final da Basketball African League (BAL). Zamalek do Egipto foi o vencedor da primeira edição da BAL.

 

TORNEIO “O TREINADOR”: MAXAQUENE VS COSTA DO SOL NA ORDEM DO DIA

Costa do Sol vs Maxaquene é o jogo de cartaz da 4ª jornada do torneio de basquetebol sénior masculino “O Treinador”. O duelo está agendado para sábado, às 18h00, no pavilhão da A Politécnica. Esta sexta-feira, às 20h00, no mesmo recinto, a A Politécnica bate-se com as Águias Especiais.

Com três vitórias somadas nos jogos então realizados, o Costa do Sol procura manter-se na liderança do torneio “O Treinador”, competição que visa dar rodagem às equipas da capital do país em face do arranque tardio da época. Com melhor estrutura, não estivéssemos a falar dos actuais campeões da Cidade de Maputo e vice-campeões nacionais, os “canarinhos” partem para o duelo com os “tricolores” com grande dose de favoritismo.

Aguerrida, a formação “tricolor”, orientada por Hermínio Changule, pisca o olho à primeira vitória nesta competição.

Ainda no sábado, o Ferroviário de Maputo mede forças com o Costa do Sol “B”. Invicto na prova, o conjunto de Horácio Joaquim Martins não quer ser surpreendido pela jovem e aguerrida equipa “canarinha”.

O Costa do Sol “B” é uma formação em construção, sendo resultado da equipa júnior que conquistou, em Janeiro, o Campeonato Nacional em Quelimane.

A disputa desta ronda arranca sexta-feira, com a A Politécnica a travar argumentos com as Águias Especiais, num duelo em que os “politécnicos” são teoricamente favoritos a vencer. Ao nível dos seniores femininos, roda a 3ª jornada com a A Politécnica a medir forças com Lazio, sexta-feira, às 18h00.  É um duelo entre duas formações que se equivalem, até porque os seus plantéis são equilibrados.

No sábado, o Costa do Sol, campeão nacional, terá pela frente a equipa secundária da A politécnica (B). É um jogo no qual as “canarinhas” carregam consigo todo o favoritismo, porquanto apresentam o melhor plantel da actualidade em seniores femininos.

 

COMISSÃO DE GESTÃO TOMA POSSE NO DIA 6

A Comissão de Gestão de Basquetebol na capital do país será empossada no próximo sábado, 6 de Maio, para um mandato de seis meses. A agremiação foi criada na sequência da destituição do elenco interino da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo (ABCM) no decurso da assembleia-geral realizada no passado sábado, 22 de Abril. A Comissão de Gestão tem como missão dinamizar o basquetebol na Cidade de Maputo, cujas provas ainda não arrancaram por uma dívida de 130 mil Meticais a árbitros.

Arão Júnior é o primeiro presidente da Associação Moçambicana de Árbitros de Futebol, AMAF, criada em Março e cuja direcção tomou posse esta terça-feira. É uma organização que foi criada para defender os interesses da classe dos árbitros, bem como melhorar a sua actuação nos relvados.

Há muito que os árbitros são o centro das reclamações das equipas nacionais, quer no Moçambola quer nos campeonatos provinciais e até nas camadas de formação.

Exemplo foi a conferência de imprensa organizada pelo Costa do Sol, na passada terça-feira, para reclamar e acusar os árbitros que ajuizaram os jogos diante do Ferroviário de Quelimane e Black Bulls, respectivamente, nas duas primeiras jornadas.

Enquanto a CNAF, Comissão Nacional dos Árbitros de Futebol, apenas nomeia os homens do apito para cada jogo, sem olhar para assuntos de interesse dos árbitros, a Associação Moçambicana de Árbitros de Futebol vai defender os interesses dos homens do apito nas diferentes vertentes.

Constituído legalmente a 9 de Março passado por despacho da Ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Helena Khida, o organismo será presidido pelo antigo árbitro de futebol e delegado da COPAF da Cidade de Maputo, Arão Júnior, eleito para dirigir a agremiação pelos próximos 5 anos.

Mas foi esta terça-feira, 25 de Abril, que a direcção da Associação Moçambicana Árbitros de Futebol (AMAF) foi empossada, na sede da Federação Moçambicana de Futebol.

Segundo o presidente da organização, Arão Júnior, citado pelo Olho Clínico, a associação é um organismo associativo que vem para lutar pela defesa dos interesses dos árbitros e dos antigos árbitros, de modo a que a classe seja menos falada.

Explicando sobre a acção da AMAF, Arão Júnior disse que “a nossa acção incidirá sobre a melhoria da qualidade da arbitragem em Moçambique, de modo a que os árbitros cometam cada vez menos erros”, sendo que para isso a agremiação vai trabalhar na componente psicológica da classe.

Estas acções da Associação Moçambicana de Árbitros de Futebol não vão entrar em conflito com a Comissão Nacional de Árbitros de Futebol, uma vez que são organismos diferentes na actuação, apesar de trabalharem para as mesmas pessoas.

“A AMAF não veio para disputar o lugar com ninguém, nem com a CNAF. Aliás, ela (CNAF) tem a missão de gerir a arbitragem dos jogos das provas nacionais, no que diz respeito à nomeação e realização de análises técnicas da actuação dos árbitros. Nós, como associação, trabalharemos com os árbitros na sua componente social, querendo melhorar a qualidade do trabalho deste profissional indispensável no futebol”, explicou Arão Júnior ao Olho Clínico.

Para já, a AMAF é um órgão que tem o aval da direcção da Federação Moçambicana de Futebol, uma vez que o respectivo presidente, Feizal Sidat, esteve presente na tomada de posse da nova direcção.

Faizal Sidat enalteceu a criação da AMAF, que, segundo disse, vai contribuir para a dignificação de um profissional que, mesmo sendo a figura central de um jogo, a sua função tem alimentado polémicas a cada falta assinalada.

E desafiou os novos dirigentes para reflectirem e definirem o perfil do árbitro moçambicano.

“Vocês devem discutir isso e dizerem-nos o que é que querem. Ademais, digam-nos que modelo de formação de árbitros mais se adequa à nossa realidade e como pretendem que as acções de formação sejam feitas. É este o desafio que vos lanço”, disse Feizal Sidat, citado pelo Olho Clínico.

Já Amílcar Jussub, presidente da Associação de Futebol da Cidade de Maputo, entidade que apadrinhou a criação deste organismo, instou a direcção da AMAF a dignificar a classe de arbitragem pois, segundo referiu, “o sucesso do futebol moçambicano também depende da existência de bons árbitros”.

Assim, o primeiro grande desafio da Associação Moçambicana de Árbitros de Futebol foi lançado pelo Costa do Sol, que acusou os árbitros Fernando Júnior e Filimão Correia de terem prejudicado a equipa nos embates da primeira e segunda jornadas do Moçambola 2023, diante do Ferroviário de Quelimane e Black Bulls, respectivamente.

Recorde-se que nos dois jogos os “canarinhos” foram derrotados pelo mesmo resultado de 1-0 e são, por isso, lanternas vermelhas da competição, sem nenhum ponto e sem nenhum golo.

 

ANÍBAL MANAVE É CANDIDATO ÚNICO PARA A SUA SUCESSÃO NA FIBA-ÁFRICA

A capital do país será palco, nos dias 9 e 10 de Junho próximo, do Congresso Ordinário da FIBA-África, órgão gestor do basquetebol africano. Trata-se de uma reunião magna que, além de debater sobre a vida do basquetebol africano, vai servir para a eleição dos corpos directivos.

Na ocasião, serão debatidos pelas 54 associações-membros os relatórios de actividade e de contas no quadriénio 2019–2023, o orçamento e o plano de actividades para o quadriénio 2023–2027 e outros assuntos de interesse da modalidade no continente negro.

Relativamente ao acto eleitoral, a única certeza é de que a concorrência da presidência ficou reduzida a apenas um candidato, no caso concreto o moçambicano Aníbal Manave, actual presidente da FIBA, que vai concorrer para a sua própria sucessão.

O facto foi dado a conhecer aos presidentes das 54 federações-membros desta entidade, numa nota distribuída pelo organismo que gere a modalidade ao nível continental e assinada pelo respectivo secretário-geral, Alphonse Bilé.

Assim, estão criadas condições para a reeleição de Aníbal Manave para mais um mandato na presidência da FIBA-África, depois de ter sido eleito em Junho de 2019 para o quinquénio 2019–2023, num congresso que teve lugar em Bamako, capital do Mali.

Aníbal Manave é antigo jogador e treinador de basquetebol, tendo também sido comissário e presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol, de 1997 a 2005. Quando deixou a presidência da FMB, Manave foi eleito presidente da Zona VI da FIBA África, e mais tarde eleito presidente do Comité Olímpico de Moçambique, em 2017, cargo que ocupa em simultâneo com a presidência da FIBA-África.

A direcção do Costa do Sol diz que os homens do apito prejudicaram a equipa nas duas primeiras jornadas do Moçambola 2023 e protesta, com veemência, a actuação tendenciosa das equipas de arbitragem, que tendem a falsear a verdade desportiva.

Foi através de uma conferência de imprensa que a direcção do Costa do Sol, pela boca do seu vice-presidente, Jeremias da Costa, acusou os árbitros Fernando Júnior e Filimão Correia, que apitaram os jogos diante do Ferroviário de Quelimane e Black Bulls, respectivamente, de estarem a prejudicar a equipa.

De forma detalhada, Jeremias da Costa, que no fim não deu espaço para perguntas dos jornalistas, falou de alguns lances que ocorreram nos respectivos jogos e que, no entender da colectividade, não foram bem ajuizados pelas equipas de arbitragem.

No embate de Quelimane, Da Costa referiu-se ao penálti marcado para os “locomotivas”, no qual, segundo disse, “o árbitro assistente, que fazia o acompanhamento dos ataques do Ferroviário de Quelimane, não vislumbrou nenhuma infracção no lance. Mas, no mesmo lance, depois de uma hesitação, o árbitro principal, sem grande convicção, assinalou para a marca de grande penalidade”. Isto é, “no lance em si, em nenhum momento a bola bateu na mão ou no braço de um jogador nosso, ou seja, nesta jogada, não houve um facto punível como grande penalidade que castigasse a nossa equipa”.

Ainda no referido jogo, o Costa do Sol viu um golo ser anulado e a direcção não encontra motivos para essa anulação. “No lance do golo que marcámos, não vislumbrámos uma infracção que justificasse a anulação do nosso golo, quer tenha sido um fora-de-jogo ou uma falta ofensiva”, argumentou Da Costa.

Quanto ao jogo diante da Black Bulls, o Costa do Sol acusa Filimão Correia de ter sido tendencioso, a começar pelo lance em que Chamboco atinge Mbulu, numa entrada fora das leis. Para os “canarinhos”, o lance merecia um cartão vermelho e não o amarelo admoestado ao “touro”.

Outro lance analisado é a suposta falta de Nené na área sobre Isac de Carvalho. Jeremias da Costa diz que “escandalosamente, o árbitro não assinalou para a marca de grande penalidade”.

Ademais, segundo Da Costa, o árbitro deixava os jogadores da Black Bulls jogarem ao seu belo prazer, inclusive o guarda-redes, que levava muito tempo para reposição da bola. Diz ainda que não são comportamentos normais de um jogo de futebol.

Face a todos os relatos apresentados, o Costa do Sol diz protestar com veemência a actuação tendenciosa das equipas de arbitragem nos dois jogos, que tendem a falsear a verdade desportiva e prejudicar a sua equipa, exigindo uma intervenção das autoridades que superintendem o futebol.

“O Clube de Desportos da Costa do Sol solicita às entidades que superintendem o futebol nacional, nomeadamente, a Federação Moçambicana de Futebol, a Liga Moçambicana de Futebol, bem como a CNAF e, ainda, o Governo, através da Secretaria de Estado do Desporto, para que considerem grave os actos que atentam para a verdade desportiva e sancionem quem os pratique, sob pena de as actuações tendenciosas da arbitragem e as reacções negativas dos seus agentes, imprensa e dos adeptos, prejudicarem gravemente a credibilização da indústria do futebol, com impacto na cadeia de valores e na economia nacional”, apelou Jeremias da Costa.

Aliás, o dirigente pediu ainda a intervenção da Procuradoria-Geral da República, uma vez que, para o clube, estas práticas consubstanciam actos de corrupção no seio da arbitragem do futebol moçambicano.

Recorde-se que o Costa do Sol somou por derrotas os dois jogos realizados, ambos pelo mesmo resultado, de 1-0, sendo por isso os últimos classificados, sem nenhum ponto e sem nenhum golo.

Na próxima jornada, o Costa do Sol defronta o Baía de Pemba FC, o antepenúltimo classificado, com dois pontos.

 

CLUBES DESTITUEM DIRECÇÃO DA ASSOCIAÇÃO DE BASQUETEBOL DE MAPUTO E NOMEIAM COMISSÃO DE GESTÃO

Os clubes da capital do país tomaram a decisão de destituir a direcção da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo por falta de actividades, situação que prejudica a modalidade da bola ao cesto. Sendo assim, foi afastado todo o elenco de Felisberto Macuácua, que dava continuidade ao mandato de Rui Hélder Guilaze, presidente que perdeu a vida em Maio de 2021.

A decisão foi tomada durante a Assembleia-Geral Ordinária da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo. Na sequência, os clubes assumiram a responsabilidade de gestão da modalidade, segundo escreve o Lance.

A inactividade que se vive no basquetebol da capital do país, a maior e mais antiga associação, caracterizada pela falta de competições, deriva da dívida de 130 mil Meticais aos árbitros e juízes de mesa.

Felisberto Macuácua, que liderava a direcção ora destituída, aceitou a decisão dos clubes e espera que a modalidade possa continuar a bom porto no futuro.

“Os clubes são soberanos e a associação é feita por eles que decidiram por unanimidade, tomando a liberdade de seguirem propostas que, na sua óptica, são melhores para o basquetebol da Cidade de Maputo, pelo que aceitamos esta decisão soberana dos associados”, revelou Felisberto Macuácua, citado pelo Lance.

Já Rui Chelene, chefe do gabinete de basquetebol do Costa do Sol, disse, citado pelo Lance, que a decisão de destituir a liderança anterior foi bem tomada. “A decisão foi unânime e tomada por todos os clubes face à situação a que se assiste no nosso basquetebol. Há dias, ouvimos os seleccionadores nacionais queixarem-se desta inactividade, tendo em conta que as selecções nacionais têm compromissos nos mês de Julho, pelo que decidimos tomar esta decisão e apostar num grupo de jovens que pretende implementar uma nova dinâmica na modalidade”, disse Chelene.

Assim, a Comissão de Gestão será composta por cinco elementos, nomeadamente, Sérgio Itie (antigo jogador do Desportivo e chefe do Departamento de Basquetebol), Ebenizario Hamela (antigo praticante do Costa do Sol), Naftal Chongo (antigo árbitro FIBA), Michel Amade (ligado ao Ferroviário de Maputo) e Anastácio Monteiro (ex-árbitro).

A Comissão de Gestão vai ser empossada a 6 de Maio próximo, numa Assembleia-Geral Extraordinária, na qual deverão apresentar o seu plano de trabalho para resgatar o basquetebol da capital do país, até ao dia 16 de Dezembro, data que foi proposta para a realização das eleições da nova direcção da ABCM.

Refira-se que, na referida Assembleia-Geral, não foram aprovados os relatórios e contas dos últimos exercícios, sendo que ficou acordado que a direcção que renunciou deverá corrigir os documentos e apresentá-los até ao dia 28 de Abril.

Costa do Sol, Maxaquene, A Politécnica, Bela Rosa e Ferroviário de Maputo foram os clubes que tomaram a decisão, enquanto o Desportivo Maputo se absteve. Aeroporto, Lazio e Universidade Pedagógica não tiveram direito a voto pelo facto de os seus delegados não apresentarem credenciais para o efeito.

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