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O País – A verdade como notícia

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) alerta para a ocorrência de ventos moderados a fortes, com rajadas de até 70 quilómetros por hora, hoje e amanhã, nas províncias de Maputo e Gaza.

Além de ventos, espera-se uma descida acentuada das temperaturas máximas, sobretudo nos distritos de Matutuíne, Boane, Namaacha, Moamba, Marracuene, Magude, Manhiça e cidades de Maputo e Matola.

Em Gaza, a mudança de temperatura será verificada com maior incidência em Massangena, Massingir, Mabalane, Guija, Chibuto, Manjacaze, Chongoene, Chókwè, Bilene, Limpopo e cidade de Xai-Xai.

O mau tempo poderá, segundo o INAM, agitar o mar e gerar ondas com alturas até cinco metros entre os paralelos 22 e 27 graus sul.

Há casas que continuam inundadas, na Cidade de Maputo, cinco meses depois de a chuva ter parado. Sem resolver esta situação, a edilidade de Maputo diz já estar pronta para responder à próxima época chuvosa.

A chuva que caiu no passado mês de Março invadiu várias casas, no bairro Hulene “B”, e Júlio Macare foi forçado a abandonar a sua residência. Segundo conta a vítima, por viver numa zona baixa, era recorrente, na época chuvosa, assistir a cenários de enchentes, porém o último foi devastador.

“A última enxurrada é que foi mais violenta e, porque as águas só se acumulam ano após ano, não teve jeito. Tivemos que recorrer a asilo na vizinhança”, desabafou Júlio Macare.

Vovó Macare, como é carinhosamente tratado, ainda tinha esperança de regressar à sua casa, mas, aos poucos, vai perdendo a fé, pois, cinco meses depois, a água continua, numa altura em que se aproxima a época chuvosa 2022–2023.

“A reabilitação da casa vai depender de as águas baixarem, mas é necessário que não baixem apenas no meu quintal. A área toda deve ser intervencionada. Eu até posso elevar a minha casa, mas, em caso de mais chuva, poderei estar numa ilhota, rodeado de água”, desabafou a fonte.

Na mesma situação, há outras famílias, em vários outros bairros, na Cidade de Maputo, que, sempre que chove, perdem sono.

Há quem conta que já perdeu a conta das vezes em que perdeu electrodomésticos. Outros vizinhos decidiram abandonar, para sempre, as suas casas, por não suportar a situação e pedem ajuda a quem de direito.

A edilidade até tenta minimizar a situação através dos camiões-cisternas, que bombam as águas das chuvas, mas, conforme contam os munícipes, não tem sido eficiente, pois, quando chove, tudo volta.

“Não temos paz. Pedimos que façam uma bacia hidrográfica, para onde a água possa ser drenada. Veja que já não passa carro por aqui. São covas por todo o lado”, desabafou Isabel Murrene.

A idosa diz ainda que “Estamos tristes pela situação. Não há como estarmos tranquilos, porque sabemos que a água está próxima e pode não desaparecer antes da próxima época chuvosa”.

A edilidade de Maputo não conseguiu resolver o problema das cerca de 12 mil pessoas afectadas, mas tirou lições. Por isso, para época chuvosa e ciclónica que se aproxima, já prevê algumas acções: “Activação do comité de emergência da Cidade de Maputo, remoção de resíduos sólidos, limpezas de valas de drenagens, sensibilização dos munícipes em matérias de prevenção em caso de eventos extremos, bombeamento de água nos vários distritos municipais”, entre outras.

Há funcionários da empresa Electricidade de Moçambique (EDM) que se envolvem no roubo de energia, segundo o PCA da instituição. Marcelino Alberto avançou que 15 trabalhadores foram expulsos no ano passado.

A EDM diz que a perda de energia tem sido o seu calcanhar de Aquiles, chegando a perder mais de 100 milhões de dólares.

Neste processo, por reconhecer que, além de clientes, há funcionários envolvidos em roubo de energia, a instituição diz que tem feito trabalhos internos de modo a “cortar o mal pela raiz”.

“Fizemos um programa que não só olha para o que o cliente faz para roubar energia, mas também para dentro de casa. Conseguimos identificar colegas nossos que acabam por incentivar esse roubo”, disse Marcelino Alberto, presidente do Conselho de Administração da EDM.

O PCA revelou, ainda, que, só no ano transacto, 15 pessoas foram expulsas da empresa e há processos internos que correm para desencorajar esta actividade.

Sobre os cerca de 50 milhões de dólares que algumas empresas públicas e privadas devem à EDM, Marcelino Alberto aponta avanços nas negociações.

“Temos, de facto, algumas empresas em dívida com a EDM, estatais e públicas. Temos feito alguns memorandos de entendimento que permitem que as empresas devedoras paguem a dívida de forma gradual e temos estado a lograr algum sucesso”, explicou.

Segundo o PCA da instituição, já foram electrificados 317 postos dos 416 planificados para até 2024.

Treze pessoas perdem a vida e 20 contraíram ferimentos, em resultado de três acidentes de viação, ocorridos nas últimas 24 horas em Nampula. Os sinistros aconteceram nos distritos de Malema, Monapo e cidade de Nampula.

Os feridos foram transferidos para o Hospital Central de Nampula e os mortos continuam na morgue do mesmo hospital.

O Ministério dos Transportes e Comunicações confirma a ocorrência dos acidentes e explica que “trata-se de um despiste e capotamento e um choque entre um comboio e uma viatura, numa passagem de nível, na linha férrea de Nacala”.

O sinistro do tipo despiste e capotamento aconteceu por volta das 02:30 horas, na EN13, no povoado de Muripa, distrito de Malema, e resultou em seis óbitos, um ferido grave e quatro feridos ligeiros, além de danos materiais avultados.

“Este acidente envolveu uma viatura pesada de mercadoria, que seguia no sentido Malema – Nampula que se despistou e capotou no local”, refere a instituição, em comunicado de imprensa.

A colisão entre comboio e uma viatura sucedeu a 01:00 hora, na passagem de nível, próximo à estação de Rapale, tendo resultado em três óbitos e danos avultados na viatura sinistrada.

Quadros do Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO), da Polícia de Transito, Administração Nacional de Estrada (ANE), peritos ferroviários e da Saúde fizeram-se aos locais para prestar o apoio necessário às vítimas e às suas famílias, bem como para a recolha de dados para a peritagem.

O Conselho Municipal da Cidade de Maputo doou, hoje, diversos produtos às vítimas dos ataques terroristas em Cabo Delgado. Eneas Comiche diz que o acto é uma demonstração de solidariedade e amor ao próximo.

Mais ajuda continua a chegar às vítimas do terrorismo na província de Cabo Delgado.

Este sábado, o Conselho Municipal da Cidade de Maputo (CMM) ofereceu alimentos não perecíveis, roupas, material escolar, máscaras cirúrgicas e brinquedos ao Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

De acordo com o município, os donativos visam responder às necessidades dos deslocados.

“Devemos enxugar as lágrimas uns dos outros, consolarmo-nos uns aos outros e manifestarmos de forma mais sincera, prática e confortante a nossa solidariedade para com os nossos irmãos que sofrem”, disse o Presidente do CMM, Eneas Comiche.

Para o INGD, o apoio da edilidade vai aliviar a carência dos deslocados.

“As famílias estão a regressar às suas zonas de origem e às suas casas. Com isso, há necessidade de se continuar a fazer este apoio, porque isto permitiu que as famílias voltassem à sua vida normal”, referiu Esselina Mazime, delegado do INGD, na Cidade de Maputo.

Desde 2017, os ataques terroristas causaram quase 900 mil deslocados.

A cerimónia de entrega de donativos ao INGD foi antecedida de um culto inter-religioso de clamor pela paz em Cabo Delgado.

Há funcionários da empresa Electricidade de Moçambique (EDM) que se envolvem no roubo de energia, segundo o PCA da instituição. Marcelino Alberto avançou que 15 trabalhadores foram expulsos no ano passado.

A EDM diz que a perda de energia tem sido o seu calcanhar de Aquiles, chegando a perder mais de 100 milhões de dólares.

Neste processo, por reconhecer que, além de clientes, há funcionários envolvidos em roubo de energia, a instituição diz que tem feito trabalhos internos de modo a “cortar o mal pela raiz”.

“Fizemos um programa que não só olha para o que o cliente faz para roubar energia, mas também para dentro de casa. Conseguimos identificar colegas nossos que acabam por incentivar esse roubo”, disse Marcelino Alberto, presidente do Conselho de Administração da EDM.

O PCA revelou, ainda, que, só no ano transacto, 15 pessoas foram expulsas da empresa e há processos internos que correm para desencorajar esta actividade.

Sobre os cerca de 50 milhões de dólares que algumas empresas públicas e privadas devem à EDM, Marcelino Alberto aponta avanços nas negociações.

“Temos, de facto, algumas empresas em dívida com a EDM, estatais e públicas. Temos feito alguns memorandos de entendimento que permitem que as empresas devedoras paguem a dívida de forma gradual e temos estado a lograr algum sucesso”, explicou.

Segundo o PCA da instituição, já foram electrificados 317 postos dos 416 planificados para até 2024.

A sociedade civil quer recorrer à Procuradoria-Geral da República para defender os direitos das mulheres do sector informal. O Observatório das Mulheres diz que há actos de violência praticados pela polícia contra os vendedores do Mercado do Peixe e do Mercado de Frango e Magumba, na Cidade de Maputo.

O Observatório das Mulheres e os vendedores do Mercado do Peixe e do Mercado de Frango e Magumba, ambos transferidos para novas instalações, juntaram-se esta sexta-feira para repudiar aquilo que consideram actos de violência e desrespeito aos direitos humanos.

“Há tentativa de homicídio contra as vítimas de violência. Nós faremos a devida participação criminal nos próximos dias, quer sobre a questão dos baleamentos, quer sobre a questão da manifestação”, disse Quitéria Guirigane, secretária-executiva da organização.

A secretária-executiva da organização da sociedade civil assegura lutar, lado-a-lado, com vendedores informais do Mercado do Peixe pelo cumprimento dos seus direitos. “Não vamos desistir; a Procuradoria-Geral vai receber-nos nos próximos dias, para participações criminais contra estes agentes por todas estas práticas criminais, mas também vamos continuar a mitigar os tribunais em relação aos direitos das nossas mães”, realçou Guirigane.

São mais de 400 vendedores que se queixam de supostos altos custos cobrados pela CTA para o arrendamento de quiosques, bem como péssimas condições no recinto.

O aluno que agrediu fisicamente o colega no Colégio Privado da Matola acabou por ser expulso, depois de ter sido suspenso por três semanas. O estudante frequentava a décima primeira classe.

A Direcção Provincial de Educação disse ter sido apanhada de surpresa com a decisão.

“Tomamos conhecimento desta expulsão com bastante espanto e admiração, porque estivemos a trabalhar junto com a escola, conforme anunciámos anteriormente. O relatório desse trabalho foi submetido a instâncias superiores para o devido despacho.

Contudo recebemos este documento, que aponta para expulsão do aluno”, disse o porta-voz daquele órgão na Província de Maputo, José Luís.

José Luís afirmou, ainda, que a instituição vai aproximar-se à escola para compreender o motivo da decisão. “Devemos reiterar que esta expulsão foi tomada unilateralmente pela escola e, obviamente, invoca o regulamento interno, contudo vamos chegar à escola para perceber o que motivou a tomada dessa decisão de forma unilateral”.

Entretanto, o colégio privado da Matola, apesar de ter emitido este comunicado, não quis prestar declarações para fornecer mais detalhes sobre o

assunto.

 

Os transportadores inter-distritais da rota Maputo-Magude paralisaram, na manhã desta sexta-feira, as actividades. Alegam que as tarifas praticadas não satisfazem às necessidades. Os transportadores exigem o aumento de 80 meticais na actual tarifa.

O cenário que se via era de dezenas de viaturas parqueadas, operadores de transporte sentados à deriva e passageiros sendo “mandados de volta”, no terminal Rodoviário Interprovincial da Junta, na cidade de Maputo.

Os transportadores da rota Xipamanine – Magude decidiram parquear as suas viaturas, por considerar insustentável a actual tarifa cobrada, tendo em conta os custos operacionais e preço do combustível, uma vez que este grupo não é abrangido pelo subsídio dado pelo Governo.

Fernando Nhabinde, um dos fiscais alocado a esta rota, explica que a decisão visa pressionar as entidades de direito a olhar, com mais celeridade a situação da tarifa, porque houve actualização para outros casos, mas o mesmo não acontece para esta rota.

“Os carros que vão a Magude não conseguem ir e vir com o actual custo de vida, principalmente com os preços dos combustíveis. Nós não estamos em greve. Apenas estamos sem combustível para tirar os carros do parque”, disse.

Os transportadores questionam o porquê da não aprovação de uma nova tarifa para a sua rota. A sua proposta, conforme mostra em documento, é fazer avançar uma subida de 200 para 280 meticais.

“Porque é que Magude, que tem a mesma quilometragem que Macia, não pode beneficiar deste reajuste, aliás, o reajuste já está lá. Porque é que quando Magude tenta aplicar a tarifa aprovada levanta-se poeira”, questionou Santos Venâncio, um dos operadores de transporte interdistrital.

Venâncio fala de tarifas agravadas para locais como Ressano Garcia, Namaacha, Xai-xai, entre outros e questionou o porquê de se excluir esta rota.

Como consequência desta paralisação, inúmeros passageiros viram os seus planos desfeitos. Alguns queriam voltar para os seus locais de origem, outros iam a Magude por missão de serviço, mas foi impossível, até para buscar alternativas.

“Agora é só voltar a casa, porque está tudo estragado. Até tentei apanhar transportes que vão a Gaza, para descer no cruzamento de chinavane, mas disseram que não valia a pena, porque toda a rota de chinavane não está a circular”, contou Darcio Timane.

A Federação Moçambicana das Associações dos Transportadores Rodoviários, FEMATRO, diz que foi pega de surpresa com a informação desta paralisação, mas já reuniu com os transportadores.

“Enquanto decorria a nossa reunião, decorria outra, no distrito de Magude, com o Administrador do distrito, onde ele teria garantido os colegas que vai entrar em contacto com outros administradores, para ver se, mais rápido possível se encontre uma decisão e se aprove o reajuste da tarifa”, esclareceu o presidente da FEMATRO, Castigo Nhamane.

Contudo, os transportadores avisam que vão manter as viaturas parqueadas, enquanto não for aprovada a nova tarifa.

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