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O País – A verdade como notícia

O ministro das Obras Públicas revelou, ontem, que são necessários quase nove mil milhões de Meticais para reabilitar infra-estruturas que foram destruídas pelas chuvas na passada época chuvosa. Já a Ordem dos Engenheiros de Moçambique diz que a má qualidade das obras tem a ver com o que chama de “penduras” na área.

As mudanças climáticas são o desafio presente. Todo o mundo está a braços com as consequências dos eventos extremos da natureza. Moçambique não é uma excepção. De acordo com o ministro das Obras Públicas, a fúria da mãe natureza tem estado a destruir empreendimentos como estradas e pontes. Para repor o que foi destruído pelas chuvas do ano passado, é preciso muito dinheiro.

“Aquilo que nós vimos no ano passado, com as últimas chuvas, são cerca de 8,7 mil milhões de Meticais para a recuperação das infra-estruturas”, revelou Carlos Mesquita, ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos.

O dinheiro de recuperação de infra-estruturas destruídas podia ter sido poupado se as obras tivessem sido feitas por engenheiros profissionais.

“Em muitas situações, nós temos obras feitas por aqueles que eu considero como penduras no nosso ramo. Estes penduras não percebem alguns dos fenómenos que acontecem na engenharia, mas nós vamos fazer o máximo, como Ordem dos Engenheiros, para melhorar a situação do nosso país”, apontou Feliciano Dias, bastonário da Ordem dos Engenheiros de Moçambique.

As declarações foram proferidas, esta segunda-feira, no IX Congresso Luso-moçambicano de Engenharia, que decorre até dia 01 de Setembro, sob o lema “Desafios da Engenharia para o Desenvolvimento e Combate às Alterações Climáticas”.

As províncias de Inhambane, Manica, Sofala, Tete e Zambézia serão assoladas por ventos moderados a fortes, entre hoje e amanhã.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê ainda ventos com rajadas, podendo atingir entre 50 e 70 quilómetros por hora.

Segundo o INAM, amanhã, as províncias de Maputo e Gaza continuarão com ventos moderados localmente fortes.

Para Manica, prevê-se uma ligeira descida da temperatura para as províncias de Manica e Tete, amanhã.

O INAM recomenda a tomada de medidas de precaução e segurança face aos riscos associados a ventos moderadas a fortes e à descida da temperatura.

No mar, prevê-se igualmente a ocorrência de ventos moderados a fortes com rajadas de 60 a 80 quilómetros por hora, o que poderá agitar o mar e criar ondas com alturas entre quatro e seis metros.

A reabilitação da Estrada Nacional Número Um (EN1) pode arrancar no segundo semestre do próximo ano. A garantia é do ministro das Obras Públicas, Carlos Mesquita, que aponta a instalação de mais portagens como uma das formas de manutenção.

Com o dinheiro para a reabilitação da Estrada Nacional Número 1 (EN1) disponível, o Governo já sabe quando poderão iniciar-se as obras. “Se tudo correr bem, mais tardar, no segundo semestre próximo, ou seja, em 2023, vamos começar com as obras. As portagens são uma parte do processo de manutenção da via reabilitada”, revelou o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Carlos Mesquita.

Antes disso, há algumas coisas que precisam de ser acertadas. Por exemplo, a questão do cumprimento de “todos os procedimentos normais que o Banco Mundial tem, sob o ponto de vista técnico e prático. Vamos ajustar e assinar os estudos que já temos e depois desenvolver-se o projecto executivo de engenharia. Após isso, vêm processos de lançamento de concurso público”, explicou Carlos Mesquita.

O Banco Mundial aprovou, ontem, um financiamento de 400 milhões de dólares por via da Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA) para EN1. O valor deve apoiar o Projecto de Estradas Seguras para uma Melhor Integração Económica de Moçambique.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) deteve, esta segunda-feira, um cidadão na posse de 28 quilogramas de mandrax. Decorre investigação para se aferir se o indivíduo está ou não envolvido com uma organização internacional de tráfico de drogas.

Um cidadão sul-africano foi detido, esta segunda-feira, na posse de 28 quilogramas de mandrax. De acordo com o SERNIC, a droga, com um composto com efeito sedativo, muito usado em comprimidos para dormir, seria vendida no mercado sul-africano.

“O SERNIC tomou conhecimento [da existência] de duas viaturas que estavam a baldear mercadorias, algures no bairro Liberdade. Feitas as investigações, foi encontrado este indivíduo. Durante a revista desta viatura, foram encontrados estes pacotes, escondidos no interior das portas”, disse Henrique Mendes, porta-voz do SERNIC ao nível da Província de Maputo.

O acusado é um homem de 45 anos, natural da vizinha África do Sul, para onde se presume que a droga teria destino. O indivíduo nega ser proprietário da substância, e alega que vinha ao país para visitar um amigo, ao qual lança a culpa.

“Não sei, não sei. O meu amigo é moçambicano, mas não sei onde ele está agora. Talvez ele tenha posto isto (droga) no carro, mas não sei, nunca vi estas coisas”, disse.

Segundo o porta-voz do SERNIC, a instituição está a trabalhar com a Polícia internacional para aferir se o indivíduo em causa está ou não envolvido com uma organização internacional de tráfico de drogas.

No dia 17 de Agosto corrente, as autoridades moçambicanas anunciaram a detenção de um costa-marfinense que tentou entrar no país pelo Aeroporto Internacional de Maputo, com droga escondida em 25 lanternas.

O Instituto Nacional de Meteorologia prevê ocorrência de ventos, com rajadas, em todas as regiões do país. Maputo poderá registar a temperatura mais baixa de hoje, de  22 graus.

As cidades de Maputo, Xai-xai, Inhambane e Vilankulo poderão registar máximas de 22, 23, 27 e 25 graus Celsius, e mínimas de 15,16,18 e 15 respectivamente.

Para as cidades da zona centro do país, Beira,Chimoio, Tete e Quelimane, a previsão é de máximas a atingirem 27, 24, 35 e 30 e mínimas de 18,10,20 e 18 graus, respectivamente.

Já para as cidades da região nortenha de Moçambique, prevêem-se máximas de  20,28 e 23 e mínimas de 15, 18 e 7 graus Celsius, respectivamente.

A Direcção Nacional de Hidrocarbonetos (DNH) emitiu, ontem, uma nota na qual interdita a construção de bombas de combustíveis em espaços localizados na zona “A” de todas as capitais provinciais e a Circular de Maputo.

A decisão de interdição da implantação de projectos desta natureza, segundo a DNH, visa garantir a segurança de bens e pessoas e a protecção do meio ambiente em todas actividades relacionadas com produtos petrolíferos

“A Direcção Nacional de Hidrocarbonetos vem, de acordo com o número 2 do artigo 5 do Decreto 89/2019 de 18 de Outubro, comunicar ao Serviço Provincial de Infraestruturas e todos intervenientes na questão de licenciamento de Postos de Abastecimento de Combustíveis que, devido a proliferação de Postos de Abastecimento de Combustíveis em espaços localizados na zona A, concretamente nas circunscrições das cidades capitais, e Circular de Maputo, a interdição para a implantação de projectos desta natureza com vista a garantir a segurança de bens e pessoas e a protecção do meio ambiente em todas actividades relacionadas com produtos petrolíferos”, lê-se no comunicado da Direcção Nacional de Hidrocarbonetos (DNH).

A DNH diz estarem, à luz do Decreto no 89/2019 de 18 de Novembro, apresentados pelas alíneas a), g) e j) do artigo 4, alcançadas na sua plenitude de forma eficiente – salvo algumas excepções, devidamente fundamentadas, condições para “assegurar o abastecimento de produtos petrolíferos no país de forma eficiente, efectiva e económica, de acordo com as condições de mercado; Promover a segurança das pessoas e bens, e a protecção do meio ambiente em todas actividades relacionadas com produtos petrolíferos, desde a sua produção ou implantação até ao fornecimento de aos consumidores finais, garantir a segurança, à regularidade e qualidade do abastecimento de combustíveis”.

A ordem surge depois de, recentemente, o Presidente da República, Filipe Nyusi, ter denunciado que há proprietários de postos de combustível que usam o negócio para lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo em Cabo Delgado.

As declarações do Chefe de Estado, Filipe Nyusi, foram feitas durante a Reunião dos Conselhos Executivo e dos Serviços de Representação do Estado, em Sofala.

“Há proliferação de bombas de combustíveis na vossa província, não estou a proibir. Mas que usem métodos legais (…) Temos informações de pessoas que usam estes meios para subsidiar os terroristas. Algumas pessoas, proprietários de bombas de combustível, fugiram. Quando os fomos procurar, tinham desaparecido. Eram donos de algumas bombas [postos de combustível”, denunciou Filipe Nyusi.

Os operadores de transporte semi-colectivo de passageiros da cidade de Chimoio, província de Manica, ameaçam aumentar as tarifas de 13 para 15 Meticais e de 13 para 18 Meticais a partir da próxima quinta-feira, 1 de Setembro.

Em comunicado, os transportadores justificam o agravamento da tarifa com a subida do preço do combustível, que, segundo estes, faz com que o valor actual praticado já não seja sustentável.

“O preço do combustível subiu nos últimos tempos. Estamos bastante sufocados. A receita já não é a mesma, até porque estamos em situação de prejuízo. Os patrões exigem aos transportes a cobertura da receita”, desabafou Luís Vasco, um dos transportadores.

Por sua vez, António Alberto diz que a situação está cada vez mais “sufocante” porque “estamos, praticamente, a trabalhar sob pressão e sem capacidade para cobrir as receitas”.

Entretanto, a Assembleia Municipal de Chimoio assegura que não haverá agravamento da tarifa porque o órgão ainda não deliberou sobre essa matéria.

“Teremos que ver entre as suas propostas que estão em circulação qual das tarifas poderá ser aprovada, isto de acordo com as condições que os munícipes têm. Reconhecemos que os preços dos combustíveis estão a agravar”, disse Manuel Sueta, presidente da Assembleia Municipal de Chimoio, para depois deixar claro que “não há espaço para entrada em vigor, no dia 1 de Setembro, de uma nova tarifa de transporte inter-urbano. Quem tem competência para discutir e aprovar tarifas é a Assembleia Municipal”.

Recentemente, os transportes semi-colectivos de passageiros passam a cobrar mais cinco Meticais em todas as rotas na cidade da Beira, depois da aprovação da nova tarifa pela Assembleia Municipal.

Com o agravamento, o preço do “chapa” da rota Baixa-Macúti passa de 10 para 15 Meticais, Baixa-Manga passará de 13 para 18 Meticais e da Baixa à Cerâmica passará de 20 para 25 Meticais.

O incremento surgiu em resposta a uma manifestação, no passado dia 30 de Maio, por parte dos transportadores semi-colectivos que paralisaram a sua actividade exigindo o aumento da tarifa.

A Polícia ainda não sabe onde foram enterradas vivas duas das 7 pessoas, incluindo, agentes da corporação, em Junho, no distrito da Manhiça. O Serviço Nacional de Investigação (SERNIC) diz já haver nove detidos em conexão com o caso.

Afinal, são nove e não cinco os indivíduos detidos por suspeitas de terem participado do enterro de sete pessoas vivas na Manhiça, Província de Maputo.

Na lista das pessoas mortas, estão quatro agentes da Polícia e um militar. Até aqui, cinco corpos foram exumados e outros dois não foram encontrados.

O porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal na Província de Maputo, Henriques Mendes, diz que “ainda não foram identificados os locais onde foram enterrados, mas está-se a trabalhar quer com as comunidades locais, quer com os arguidos, até agora detidos”.

Henriques Mendes acrescenta que a corporação quer também identificar mais indivíduos que podem estar envolvidos no crime.

Já o chefe do Posto Administrativo da Maluana, Juvenal Sigauque, confirma a colaboração com a Polícia, mas diz que a população tem medo e, por isso, fecha-se.

“A população afirma que não sabe de nada. As pessoas têm receio de serem acusadas de estar envolvidas no crime. A população marca distância em relação ao sucedido.”

Ainda assim, Juvenal Sigauque insta a comunidade a colaborar com as autoridades para localizar os corpos. Mas, enquanto isso não acontece, o caso continua sem desfecho.

O Conselho Municipal da Matola está a usar cimento para tapar buracos em algumas vias de acesso da urbe. A edilidade reconhece que o material é inapropriado, mas diz não ter dinheiro para colocar asfalto.

“Esta mal, as estradas da Matola não estão em condições, estão esburacadas desde há muito tempo, até o presidente vai cessar as funções enquanto as estradas estão assim”. É a descrição do condutor, Zarito Da Guerra, transportador de passageiros que usa com frequência as vias que apresentam buracos.

O “O País” visitou algumas estradas da urbe, nos bairros da Matola G, Liberdade e Sikwama. Os utentes queixam-se das péssimas condições.

“As viaturas acabam por estragar-se aqui mesmo, depois exigem inspeção, mas é inspeção para quê com buracos assim?” Questionou, o transportador Júlio Bernardo.

Já Marcos Sopaio revela que quem passa por estas vias deve escolher o buraco.

“A via está razoável, os buracos estão mais ou menos, mas é só escolher qual buraco deve bater” lamentou.

O Conselho Municipal da Matola conhece o problema e diz estar a executar um plano que consiste em tapar buracos das estradas.

“Temos estradas maioritariamente asfaltadas e com problemas de buracos. O que nós temos estado a fazer é, com recurso a betão hidráulico (cimento), vamos resolvendo alguns pontos, que seja oportuno ou sustentável” explicou o porta-voz do Conselho Municipal da Matola, Firmino Guambe. 

O material usado pode resolver o problema a curto prazo mas não é o mais recomendado, daí que requer cuidados especiais.

Aquele material até tapa os buracos mas carece de alguma técnica, primeiro os buracos não estão a ser cortados e facejados, segundo a parte de colagem do material, com o material betuminoso nas pontas, não esta a ser acautelado, terceiro quando se tapa o material de betão de cimento deve esperar pelo menos oito horas para secar e normalmente deve ter uma cura esperada de sete dias para ter uma capacidade de resistência suficiente para suportar o peso” detalhou o engenheiro, Celso Nicols.

O engenheiro Celso Nicols adverte que caso não sejam tomadas as medidas poderão prevalecer os buracos nas estradas.

“Podemos continuar a ter buracos porque algumas fissuras rapidamente vão saltar” acrescentou o engenheiro.

Mas afinal o que leva o Conselho Municipal da Matola a usar este material para resolver o problema?

“ Mas, por exiguidade de recursos, por vezes essas intervenções não ocorrem, e não ocorrendo, o que vai acontecer é que vamos ter um buraco aqui e outro acolá. E vamos criando soluções para que a nossa mobilidade não seja condicionada a medida que também vamos trabalhando para mobilizar recursos para que tenhamos este tipo de intervenção” explicou, Firmino Guambe, Conselho Municipal da Matola.

Um facto que não ecoa aos ouvidos de Zarito da Guerra, transportador de passageiros.

“ É uma vergonha isso ai, nós pagamos impostos e o dinheiro reverte-se para reabilitar as estradas, mas levar-se betão para tapar buracos, em termos de engenharia sabemos que isso aí não é a coisa apropriada, pelo menos se usasse alcatrão de segunda” lamentou, Zarito Da Guerra.

Por sua vez, o município da Matola está à procura de um empreiteiro para a reabilitação de algumas estradas que estão degradadas.

“Existe um trabalho que foi feito de mapeamento nos pontos considerados críticos posso dar o exemplo da estrada que liga Patrice a Singatela, KM 15 a Nkobe, fez um trabalho para garantir a transitabilidade e está se a trabalhar para solucionar o problema de buracos” revelou o porta-voz do Conselho Municipal da Matola.

Até ao momento, a edilidade da Matola já tapou os buracos nas estradas das avenidas União Africana, 5 de Fevereiro e Joaquim Chissano.

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