Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Cinco pessoas morreram e outras seis ficaram feridas em consequência de acidentes de viação, nas últimas 72 horas, na província de Gaza. O consumo de álcool e o excesso de velocidade são apontadas como as principais causas dos sinistros.

A informação foi avançada pelo comando provincial de Gaza, que fala de um fim-de-semana (longo) que não se via há alguns anos, devido às restrições impostas pela pandemia da COVID-19, que condicionaram o acesso às praias e a outros locais turísticos.

O fluxo de viaturas foi, até à manhã desta segunda-feira (26), bastante intenso devido à afluência às praias e a outros centros turísticos, por ocasião do fim-de-semana longo, devido à celebração do Dia das Forças Armadas de Defesa de Moçambique.

Mas nem tudo foi diversão. Houve registo de mortos e feridos graves em algumas estradas da província.

“Registados quatro acidentes, contra um da semana passada. Houve incremento de três acidentes, dos quais resultaram 5 óbitos. Houve dois acidentes causados por excesso de velocidade e mais dois por consumo de álcool”, revelou Luís Chibulache, agente da Polícia de Trânsito.

Este facto manchou o fim-de-semana na província, segundo avalia a Polícia, que revelou a apreensão de mais de 100 cartas de condução por diversas irregularidades.

“Nós aplicámos 368 multas por infracções diversas, nas últimas 24 horas. Apreendemos 124 cartas de condução, das quais 47 foram por álcool ao volante, para além de 30 livretes que apreendemos por incompatibilidade com as viaturas”.

Os acidentes, do tipo choque entre viaturas e atropelamento, resultaram em mais de 6 feridos, entre ligeiros e graves, alguns dos quais se encontram em cuidados intensivos.

A Ministra da Educação, Carmelita Namashulua, nega que haja falta do livro escolar da terceira e sexta classes na província de Tete. O “O País” noticiou há cinco dias que cerca de 62 mil crianças da 3ª classe estudam sem o manual, o que pode estar a comprometer o aproveitamento pedagógico.

Foi o próprio chefe do Departamento da Educação Geral na província de Tete que avançou, no dia 21 do mês em curso, que faltam cerca de 200 mil livros de distribuição gratuita naquela província. O problema afecta a crianças da 3ª e 6ª classes.

Entretanto, a ministra da Educação e Desenvolvimento Humano contraria o responsável da educação geral em Tete.

De um total de 15 distritos de Tete, apenas seis receberam livros da terceira classe no presente ano lectivo prestes a findar.

Transportadores reclamam do fraco movimento de passageiros no fim-de-semana longo. Alguns operadores no Terminal Rodoviário da Junta tiveram que juntar passageiros de rotas próximas para poder compensar a receita.

O fim-de-semana longo, devido ao feriado de domingo foi caracterizado, na Cidade de Maputo, por pouca afluência aos transportes públicos de passageiros.

“Estamos a voltar ao normal. Ainda não estamos ao nível desejado, ou seja, estamos aos 60% a 70% do que era antes. Há dois anos que registamos pouco movimento. Este sábado, por causa do fim-de-semana longo, houve um pouco de movimento. Hoje (a referir-se à segunda-feira) também não há muito fluxo, mas é um movimento razoável”, explicou o presidente da MOZATRA, Frederico Ambrósio.

Ambrósio diz que o terminal internacional da Baixa registou uma saída de poucos carros nos últimos dois dias, e a rota que mais teve passageiros foi a de Maputo–Johannesburg.

A fraca afluência obrigou alguns transportadores a juntarem passageiros de rotas diferentes para poder preencher um carro.

“Uma viatura de Mambone–Inhassoro está a constituir duas rotas pela insuficiência de passageiros. Por isso, tem que passar descarregar [passageiros] num ponto e depois terminar num outro, mas não era assim; cada rota tinha o seu autocarro e ficava preenchido”, detalhou o vice-presidente da AMOTRAS.

A medida sufoca os transportadores: “As consequências da fraca procura de transportes estão a recair sobre o bolso dos transportadores, porque é necessário mais combustível”, lamentou Gil Zunguza.

As Linhas Aéreas de Moçambique cancelaram, este domingo, dois voos, devido à indisponibilidade de duas aeronaves da sua frota que se encontram em reparação. Os voos fariam as rotas Maputo-Beira-Maputo e Maputo-Quelimane-Maputo.

Num comunicado a que “O País” teve acesso, a companhia aérea garante ter empreendido esforços, “no sentido de tornar possíveis os voos em referência, mas não teve sucesso” e explica que “decorrerem intervenções para se proceder à reparação das aeronaves”.

Os passageiros afectados pela medida “serão transportados amanhã, em horários a serem estabelecidos e comunicados, mediante a reprogramação a ser feita”, assegura a LAM, que pede desculpas aos passageiros pelos inconvenientes causados.

As populações tendem a regressar aos distritos de Eráti e Memba, na província de Nampula, depois da fuga em debandada devido aos ataques terroristas. O mesmo cenário é vivido em Cabo Delgado, onde há regresso massivo das populações às zonas libertadas.

A garantia foi dada pelos respectivos governadores Manuel Rodrigues e Valige Tauabo, respectivamente, à margem da cerimónia central do 58º aniversário das FADM, realizada, este domingo, na Cidade de Maputo. 

A segurança foi restabelecida nos distritos de Memba e Eráti, na província de Nampula, depois de terem sido palco de destruição e mortes protagonizadas por terroristas, há algumas semanas. A situação causou fuga em debandada das populações para distritos mais seguros.

Entretanto, a esta altura, os habitantes estão a regressar às zonas de origem, com o restabelecimento da segurança, de acordo com o governador da província, Manuel Rodrigues.

“Houve uma actuação das FADM que perseguiram o inimigo, que saiu em debandada. Depois da retirada e de consolidação do processo de limpeza da área, as populações estão a regressar dos distritos vizinhos, o caso de Nacala-à-Velha e Nacala-Porto, às suas regiões”, disse Rodrigues.

Segundo o governante, as Forças de Defesa e Segurança continuam no local a garantir a segurança das populações.

“Continuam no local a fazer o seu trabalho de defesa e de consolidação da integridade territorial daquela parte da província. Portanto, estamos, neste momento, a viver um momento de paz, graças à actuação das Forças de Defesa e Segurança que, em tempo real, perseguiram o inimigo”, explicou.

O mesmo cenário é vivido na província de Cabo Delgado. De acordo com o governador, Valige Tauabo, a segurança foi retomada em grande parte dos distritos e as populações tendem a abandonar os centros de reassentamento.

“Muitas famílias estão a sair das aldeias que tinham sido criadas para a sua acomodação, já estão a regressar às suas aldeias, que tinham sido impactadas pelo terrorismo. Portanto, há um regresso em massa.”

Tauabo reconhece ainda a necessidade de acelerar a reposição dos serviços sociais básicos para atender à população, na sequência da destruição pelos terroristas.

“Isto abre um desafio para o Governo. Em algumas aldeias, ainda não tinham sido restabelecidos os serviços sociais básicos”, disse Tauabo.

Entretanto, o governador diz não ter dados numéricos dos deslocados que estão a regressar às zonas de origem e prometeu trazê-los nos próximos dias.

A ministra do Trabalho e Segurança Social diz que todos os membros do Conselho de Administração do INSS envolvidos no caso de subsídios de mais de 20 milhões de Meticais foram ouvidos pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para o esclarecimento do caso.

Já há quase um ano que foi despoletado o escândalo sobre subsídios de início de funções para os membros do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS).

Trata-se de subsídios de mais de 20 milhões de Meticais autodeterminados pelos envolvidos, o que, na altura, levou a ministra do Trabalho e Segurança Social a anunciar a criação de uma comissão de inquérito para averiguar a sua legalidade.

Sabe-se, entretanto, que o caso seguiu à justiça.

“Entregamos o assunto a quem é de direito. Todos eles foram ouvidos pela Procuradoria-Geral da República. Então, deixemos as entidades próprias responderem (sobre o desenvolvimento no caso)”, disse Talapa, que, entretanto, não quis avançar se há algum desenvolvimento ou responsabilização, a ser o caso, a nível administrativo.

Em Novembro de 2021, quando o caso veio a público, um documento a que o “O País” teve acesso mostrava que o valor tinha sido transferido para as contas dos beneficiários, mas, mais tarde, suspenso. Os resultados da Comissão de Inquérito nunca vieram a público.

 

Os dados são do Gabinete Central de Prevenção e Combate à Droga (GCPCD), que aponta as províncias de Manica, Nampula, Sofala e Maputo como tendo mais casos. O modelo nacional de reabilitação de toxicodependentes pode não ser o mais adequado, alerta especialista em Saúde Mental.

Nos últimos tempos, dados têm revelado uma tendência crescente de casos de dependência de droga, com mais incidência para a juventude. Júlio Macamo é disso exemplo.

Júlio provou canábis sativa, vulgo soruma, aos 14 anos, a convite de um amigo. Aos 16, já tinha consumido mais de dois tipos de droga. Ele explica que roubava artigos da casa dos seus pais para vender e conseguir dinheiro para comprar drogas e assim alimentar o vício.

“O mal é experimentar. Experimentei, gostei da sensação e passei a consumir. Conheci pessoas que entraram para o mundo do crime, e eu estive prestes a entrar, porque me envolvi com alguns amigos, um dos quais andava com a arma do pai, que é agente da Polícia. Aos poucos, eu ia experimentando mais coisas”, contou o entrevistado.

A dada altura da sua vida, Júlio apercebeu-se de que trilhava caminhos que o podiam levar à morte, e foi assim que a sua história teve um fim feliz. Com ajuda de parentes e amigos, conseguiu reabilitar-se do vício.

“Certo dia, quando estava drogado, olhei-me no espelho e pensei: ‘sou aquele tio que eu sempre dizia que não queria ser’, porque, quando somos crianças, olhamos para aquele tio da zona, que bebe e cria confusão, e não queremos ser como ele. Então, eu olhei para mim e vi-me como aquele tio toxicodependente. Quando eu me apercebi dessa realidade, comecei a procurar ajuda”, explicou.

O testemunho de Júlio Macamo é apenas exemplo daquilo que muito acontece um pouco por todo o país. Dados do Gabinete Central de Prevenção e Combate à Droga apontam para o aumento de toxicodependentes no país.

“Em 2020, tivemos 9788 e, em 2021, este número passou para 11 164, portanto temos um crescimento na ordem de 14%”, disse Orlando Alberto, chefe do Departamento de Educação Pública no Gabinete Central de Prevenção e Combate à Droga.

Segundo o chefe do Departamento de Educação Pública no GCPCD, há mais casos nas províncias de Manica, Nampula, Sofala e Maputo, que lideram as estatísticas.

“A província de Manica teve, no ano passado, 2713 casos, o que representa 24% do universo; Nampula, com 2416, o que corresponde a 21%; já Sofala apresentou 2084 e a Cidade de Maputo teve 2050 casos”, especificou.

Para a Cidade de Maputo, enquanto o Gabinete Central de Prevenção e Combate à Droga registou 2050, a Direcção de Saúde apresentou dados diferentes, cerca de 3100.

“No ano passado, tivemos 3057 casos nas consultas externas, o que significa que as pessoas que se aproximaram ao hospital foram cerca de três mil”, disse a representante da Direcção de Saúde da Cidade de Maputo, Maria de Lurdes Sive.

O sector da saúde não só está preocupado com o aumento de toxicodependentes, mas também com o número de doentes mentais devido ao consumo de droga. Em 2021, nove mil pessoas foram internadas no Hospital Psiquiátrico de Infulene.

“No nosso maior hospital psiquiátrico, que é o Hospital Psiquiátrico do Infulene, a principal causa de internamento são perturbações mentais e de comportamento devido ao consumo de substâncias tóxicas. No relatório de 2021, tivemos o conhecimento de que cerca de nove mil pessoas buscaram os serviços de saúde mental por questões relacionadas com perturbações mentais e de comportamento por consumo de substâncias”, referiu Elisa Mfumo, chefe do Departamento de Saúde Mental no Ministério da Saúde.

Dados mais actualizados do GCPCD indicam que, no primeiro semestre deste ano, mais de quatro mil pessoas com problemas mentais causados pelo consumo de drogas deram entrada nos serviços de saúde.

A soruma e o álcool são as drogas mais consumidas, devido ao fácil acesso. Os alunos adolescentes e jovens estão entre os que mais consomem e, muitas vezes, misturam vários tipos de droga.

“Vou dizer isto com muita tristeza: infelizmente, temos mais adolescentes e jovens, de 14-17 anos, em programa de reabilitação e, neste momento, são 67”, disse Anderson Jesus, representante do centro de reabilitação REMAR.

O país não tem um hospital especializado no tratamento da toxicodependência. Os doentes são internados no Hospital Psiquiátrico do Infulene, o que sobrecarrega a unidade sanitária, dado que “além de tratar dois grupos de doentes – pessoas com esquizofrenia, atraso mental –, também temos que assistir este (dependente de droga), porque é seu direito. Sucede que um indivíduo toxicodependente tem problemas disciplinares, é por isso que destrói esponjas e entope torneiras, para reivindicar o internamento feito pelos seus familiares”, desabafou Serena Chachuaio, directora do Hospital Psiquiátrico do Infulene.

A psicóloga Celma Ricardo critica o modelo de reabilitação no país. “Não temos um centro composto – em que o indivíduo não precise de sair de um hospital para o outro. Não temos uma unidade que sustente um indivíduo para uma reabilitação completa, com capacidade de fazer um acompanhamento psicológico, com psiquiatra a dar assistência e actividades para ocupar uma pessoa internada, de modo a fazê-la parar de consumir drogas)”, justificou.

A Direcção de Saúde da Cidade de Maputo reconhece o problema e promete melhorias.

“Junto ao Governo, estamos a trabalhar para termos um centro de reabilitação para estes casos. Não é de hoje para amanhã que vamos conseguir. Enquanto não aparece esse hospital, vamos trabalhando com o Hospital Psiquiátrico de Infulene”, justificou Maria de Lurdes Sive, da Direcção de Saúde da Cidade de Maputo.

De acordo com o SERNIC, durante os primeiros seis meses deste ano, foram registados perto de 400 processos-crime por tráfico e consumo de droga contra cerca de 300 de igual período de 2021. A quantidade de estupefacientes apreendida ronda os 50 milhões de Meticais.

As Nações Unidas denunciaram, em 2019, que Moçambique é um corredor de grandes volumes de droga.

A demora na chegada de equipas de primeiros socorros e a má prestação de ajuda concorrem para a morte de algumas vítimas dos acidentes de viação no país, segundo a Cruz Vermelha de Moçambique, que falava no âmbito da celebração do Dia Mundial dos Primeiros Socorros.

Uma imagem de várias pessoas estateladas no chão, ensanguentadas, algumas gritando por socorro…sirenes da Polícia e de ambulâncias, o cenário ilustrava uma simulação de um acidente de viação, com vítimas humanas a precisarem de primeiros socorros.

No entroncamento das avenidas 24 de Julho e Tomás Nduda, na Cidade de Maputo, várias pessoas, entre peões e automobilistas, acompanharam, hoje, uma simulação alusiva ao Dia Mundial dos Primeiros Socorros.

O que não é simulação é o número de vítimas de acidentes de viação que perdem a vida por falta de ajuda rápida e condigna, de acordo com o director-nacional dos Primeiros Socorros na Cruz Vermelha de Moçambique.

“Por vezes, os acidentes acontecem e a chegada do socorro é tardia, por causa do tráfego e a localização do ministro, apesar de que em Chidenguele e na Manhiça, temos lá comunidades que nós treinamos para poder socorrer as vítimas de acidentes”, disse Fideliz de Sousa.

De acordo com o entrevistado, a formação de pessoas em matéria de primeiros socorros é crucial para reduzir mortes e esse é um papel assumido tanto pela Cruz Vermelha, bem como pelas autoridades de saúde e da Polícia.

“Muitas vezes, os acidentes acontecem e nós perdemos a vida, quando somos os primeiros a ter o contacto com as vítimas, antes de uma especialista. Por isso, estamos a partilhar a importância da formação das comunidades”, concluiu a fonte.

A Polícia de Trânsito, por seu turno, apela à responsabilidade dos peões e automobilistas para prestarem apoio, sempre que se virem numa situação que exija apoio.

“A maior parte dos acidentes que ocorrem na via, pelo menos na Cidade de Maputo, tem a ver com acidentes do tipo atropelamento, onde uma percentagem elevada tem a ver com a má travessia do peão. Por isso, temos palestrado em locais de maior aglomeração, para que as pessoas saibam que as estradas são para ser partilhadas com as viaturas. Aos condutores, o apelo é que haja cumprimento do previsto na lei”, explicou José Nhatumbo, porta-voz da Polícia de Trânsito, na Cidade de Maputo.

O Dia Mundial dos Primeiros Socorros é celebrado a 11 de Setembro, com o objectivo de exortar os governos a massificar o ensino de técnicas de socorro para salvar vidas.

Mais de seis mil escolas não têm acesso a infra-estruturas de saneamento e higiene no país. O Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano diz que o problema aumenta a taxa de desistência escolar da rapariga.

Dados divulgados, esta sexta-feira, em Maputo, durante uma mesa-redonda sobre o acesso à água, ao saneamento e à higiene nas escolas de Moçambique, apontam que 69% das escolas não têm acesso à água potável, apenas 47% têm acesso a saneamento básico e 15% a serviços de higiene.

Por isso, o que caracteriza os sanitários de várias escolas são sanitas entupidas, cheiro nauseabundo e o chão coberto de urina.

Além disso, no interior, não há torneiras para lavar as mãos e, em alguns casos, até há, mas o precioso líquido não jorra há dias. E porque falta água, o cenário é o mais desagradável possível.

Há difícil acesso aos serviços de higienização e de saneamento, um atentado à saúde dos alunos e motivo de desistência escolar de algumas raparigas.

“O nosso propósito é assegurar que as crianças acedam à escola e permaneçam. Além da água e saneamento, há vários outros factores relacionados ao problema e o que temos feito é criar condições para que acedam à escola”, disse Abel Fernandes de Assis, secretário permanente do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH).

A instituição disse que o problema afecta todo o país e é mais crítico nas escolas primárias. Dos mais de 13 mil estabelecimentos de ensino, mais da metade, ou seja, 8970 não têm acesso à água potável.

“Há muitos outros que não têm acesso a sanitários e a produtos de higiene. Não há sistemas para a lavagem das mãos e isso pode contribuir para doenças e afectar a saúde escolar”, explicou Adam Garley, director nacional da WateAid Moçambique.

Apesar destes problemas, há escolas como a Primária de Mikajuine, por exemplo, que, através da água de baldes, procuram manter a casa de banho limpa.

A eclosão da COVID-19 contribuiu para a construção de cerca de 700 infra-estruturas de saneamento e abastecimento de água, segundo o director nacional de Abastecimento de Água e Saneamento, Raúl Muthevue.

“Precisamos de trabalhar muito mais, principalmente na componente de mobilização de recursos financeiros, pois, a nível de orçamento, temos algumas limitações”, referiu Muthevue.

Com vista a buscar soluções ao problema da falta de água potável e de saneamento nas escolas, o Ministério da Educação e a Direcção Nacional de Abastecimento de Água reuniram-se, esta quinta-feira, com parceiros de cooperação.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE