Skip to main content

O País – A verdade como notícia

O arcebispo da Igreja Anglicana diz que há deslocados, em Cabo Delgado, que acreditam que os ataques terroristas são um castigo divino. Justin Welby defende que as igrejas devem ajudar as vítimas do terrorismo a superar os traumas.

Os ataques terroristas que se têm espalhado pela zona Norte do país, com mais enfoque na província de Cabo Delgado, têm condicionado a vida de cerca de 941 mil pessoas, de acordo com alto-comissário das Nações Unidas para Refugiados.

São pessoas que vivem, actualmente, na condição de deslocados devido ao fenómeno.

Depois de visitar deslocados do terrorismo em Cabo Delgado, o arcebispo da Cantuária e líder máximo da Igreja Anglicana constatou que, além de ajuda monetária, as vítimas dos ataques terroristas precisam de apoio emocional.

“As pessoas pensam que fizeram algo de errado. A igreja ajuda-as a perceberem que tudo o que passaram não é por culpa delas, mas é uma tragédia que resulta da crueldade de algumas pessoas”, lamentou Justin Welby, líder da Igreja Anglicana.

Para Justin Welby a igreja desempenha um papel cada vez mais crescente no apoio emocional às vítimas dos últimos fenómenos que afectam drasticamente o país.

“A igreja ajuda a superar esses traumas, através do amor de Cristo, confortando-as. A igreja é o centro de reconciliação com Deus e não só com o próximo. Então, não há limites para o que as igrejas devem fazer ao unirem-se num só propósito”, avançou.

O líder da igreja Anglicana no Mundo manteve um encontro com jovens na manhã desta quarta-feira. Na ocasião, reiterou a necessidade de a juventude moçambicana aprender e viver os preceitos divinos para ajudar as próximas gerações.

“Eles podem ser soldados, políticos, entre outros profissionais maravilhosos, mas a minha mensagem é: devem seguir a Deus fielmente, para mudar e melhorar a sociedade”, acrescentou o líder da Igreja Anglicana.

A visita de Justin Welby ao país terminou esta quarta-feira.

Estudantes da Escola de Pesca queixam-se de péssimas condições e falta de alimentação na instituição de ensino. A directora da escola reconhece o facto e diz que os estudantes não pagam os mil Meticais que correspondem à taxa de internamento.

Mais de 200 estudantes da Escola de Pesca, na Província de Maputo, resolveram quebrar o silêncio e falar dos problemas da instituição que os apoquentam há mais de um ano. “Nós, do curso de aquacultura, não sabemos o que é ter aula prática no campo, não sabemos o que é ter estágio. Submetemos credenciais para fazer um estágio profissional fora, após o primeiro ano, e todas as saídas foram recusadas, tendo sido alegado que o tempo não cobriria o cultivo da tilápia. A única coisa que nos foi dada pela instituição como estágio é capinar os campos e limpar os taludes. Somos estudantes do segundo ano, mas não sabemos lançar um anzol na água”, informaram os estudantes.

Por sua vez, Estela Maússe, directora da escola, nega as acusações e afirma que a escola fez parcerias com algumas empresas para os ajudar nas aulas práticas: “Não é bem verdade, porque a maneira de colmatar esse nosso défice foi mesmo esta, das parcerias. O maior défice que nós encontramos é na navegação e na pesca, porque, para uma viagem de pesca, é [necessário] muito dinheiro e combustível”.

Entretanto, os estudantes partilharam imagens que  ilustram um congelador com apenas água, e panelas usadas para confeccionar alimentos em péssimas condições.

Os estudantes relatam que não têm refeições que cheguem para todos há mais de um ano.

“Quando a comida acabou, reuniram-nos e disseram que vamos ter que suportar, que devíamos pedir apoio aos nossos pais. Perguntámos como é que faríamos tal coisa, pois se lhes ligarmos, vão pensar que estamos a mentir. Pelo que dissemos que eles é que deviam ligar, pois deixámos os números no processo. Sugerimos que eles dissessem que precisam de ajuda porque não vão conseguir dar-nos alimentação. Estamos aqui desde 2020, estamos considerar que não comemos”, revelaram os estudantes.

Maússe reconhece o facto e diz que os estudantes não pagam a taxa de internamento, mas a instituição criou machambas para reforçar a alimentação.

“O que acontece é que os estudantes não querem pagar a taxa de internamento. Quem está a fazer estas denúncias anónimas é, certamente, aquele que não quer pagar a taxa de internamento, alegando que tem que se alimentar fora. Tendo consciência que de facto os valores não são suficientes para a nossa alimentação, temos a machamba escolar, temos acrescido a nossa dieta alimentar com recurso à machamba”, acrescentou Maússe.

A directora da Escola de Pesca afirmou ainda que o Ministério tem um plano desenhado para expandir a instituição de ensino para as zonas Centro e Norte do país.

Perto de 300 estudantes da Universidade Pedagógica de Maputo não recebem subsídio de bolsa há seis meses. A Direcção da UP-Maputo diz que o problema é decorrente da falta de canalização de dinheiro pelo Ministério da Economia e Finanças.

Cidade de Maputo é o local onde muitos estudantes provenientes de outras províncias do país têm escolhido para os seus estudos. Alguns, senão a maioria, estudam na condição de bolseiros. Parte destes está na Universidade Pedagógica de Maputo e sem subsídio de bolsa há um semestre e outros mesmo há um ano.

Sem o pagamento do valor em causa, as contas dos que saíram das suas províncias de origem para estudar em Maputo ficam complicadas.

“Encontramo-nos num problema muito complicado, pois a maioria deles vem das províncias de fora e são bolseiros externos, isto é, não se encontram na residência universitária da UP-Maputo. Assim sendo, devem pagar algumas coisas como a partir de renda e transporte. Torna-se complicado na nossa vida como estudantes”, denunciou uma estudante da Universidade Pedagógica de Maputo.

E a vida torna-se mais difícil para quem vem de outra província, tem bolsa parcial e tem de arrendar uma casa.

“Os estudantes que se encontram do lado de fora dizem que têm acumulado dívidas e, quando entra o valor do subsídio, somente pagam as despesas que contraíram na altura em que não se estava a pagar. Para nós que somos residentes, torna-se complicado para o nosso dia-a-dia porque temos certas necessidades extras que a residência não consegue suprir”, lamentou a nossa fonte.

Para suprir as necessidades que a residência não consegue, os estudantes têm-se dedicado a outros trabalhos.

“De vez em quando, acabamos por nos dedicar a alguns negócios para poder ter algumas moedas para transporte e fichas. Quanto aos caprichos, é difícil e, nas vezes que estamos à procura de outras formas de ganhar dinheiro, desviamo-nos do nosso foco de estudar”, contou outra estudante na condição de anonimato.

E para quem tem bolsa parcial, vivendo em Maputo, há vezes em que falta à faculdade por não ter dinheiro de transporte.

“Por acaso, na semana antepassada, faltei umas três vezes. Tento pedir dinheiro a outras pessoas, mas as dívidas vêm aumentando exponencialmente. Tenho dado explicação, mas não chega a ser tanto assim porque as pessoas não estão a pagar e preciso de um dinheiro adicional por causa dos custos da monografia”, afirmou estudante da UP-Maputo.

Os estudantes reuniram-se com a Direcção da Universidade Pedagógica de Maputo para encontrar uma solução, mas ainda não há fumo branco.

“Não sabemos até quando. Eles mencionaram mesmo o Ministério da Economia e Finanças, e nós, como estudantes, estamos de mãos atadas a aguardar pelo Ministério”, revelou estudante da Universidade Pedagógica de Maputo.

E não só os estudantes que aguardam pela resposta do Ministério da Economia e Finanças. A Direcção da Universidade Pedagógica de Maputo também.

“Solicitámos ao Ministério das Finanças um reforço da dotação para o pagamento das bolsas de estudos. Foram vários os documentos que mandámos”, começou por explicar Marisa Mendonça, vice-reitora da UP-Maputo.

Detalhadamente: “O primeiro a 26 de Janeiro, logo que tivemos a comunicação para o orçamento 20/22 e verificámos que o valor alocado não cobria nem de perto nem de longe as necessidades. O segundo foi a 19 de Maio e o terceiro foi a 28 de Junho. Todos eles incluíam várias rubricas para as quais nós necessitávamos de reforço, mas, depois da orientação do Ministério que fizéssemos um documento só com esta rúbrica de bolsas de estudo e este documento foi submetido no dia 05 de Outubro”.

No entanto, de 05 de Outubro a esta parte, o Ministério da Economia e Finanças ainda não deu resposta significativa, e a UP-Maputo está de mãos atadas.

“Pensar que a UP-Maputo teria de suportar esta despesa, que são cerca de sete milhões, até mais, contando o ano inteiro, que tem a ver com as bolsas de estudo é uma situação impensável com receitas próprias e nem é isso que está previsto. Neste momento, nós necessitamos, para cobrir a dívida aos estudantes e mais cinco funcionários bolseiros que estão em várias instituições, de cerca de três milhões e setecentos meticais”, disse a vice-reitora da UP Maputo.

A UP-Maputo diz que tem garantido alimentação para os estudantes que estão no lar universitário, um custo de 300 mil Meticais por mês.

O Conselho de Ministros aprovou, esta terça-feira, o plano de contingência para a época chuvosa 2022/2023, mas com falta de 7,4 mil milhões de Meticais. Prevê-se que as chuvas afectem 2,2 milhões de pessoas em todo o país.

O Conselho de Ministros reuniu-se esta terça-feira para discutir o pulsar do país e tomar decisões, assim como estratégias de melhor organização e funcionamento da administração política e socio-económica.

Neste âmbito, foi aprovado o plano nacional de contingência, avaliado em 12,5 mil milhões de Meticais e estão disponíveis, neste momento, 5,1 mil milhões de Meticais. O porta-voz do Conselho de Ministros, Filimão Suazi, explicou que há acções em curso junto aos parceiros para mobilizar os 7,4 mil milhões de Meticais em falta.

Ainda esta terça-feira, o Conselho de Ministros decidiu que a Força Local, que combate o terrorismo em alguns pontos da província de Cabo Delgado, passará a ser regida por Lei, de acordo com a proposta aprovada pelo Conselho de Ministros, que será submetida à Assembleia da República.

“A Lei que adita o Artigo 7ª na Lei, número 18/2019, de 24 de Setembro, Lei da Defesa Nacional e das Forças de Defesa e Segurança de Moçambique. Este aditamento visa atribuir competências ao Conselho de Ministros para aprovar as normas de criação, organização e funcionamento da Força Local, constituída por membros de uma comunidade de uma circunscrição territorial de base que funcionará na dependência do Chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas de Defesa de Moçambique”, anunciou Filimão Suazi, porta-voz do Conselho de Ministros.

O Executivo aprovou, ainda esta terça-feira, a resolução que ratifica o acordo de supressão de vistos em passaportes ordinários entre Moçambique e Ruanda. Ainda na sua 40ª sessão, o Conselho de Ministros apreciou a proposta de Lei de Autorização legislativa para revisão do Código de Notariado.

A classe dos médicos ainda mantém a decisão da greve marcada para o dia 5 de Dezembro, porque, segundo diz, os novos critérios da Tabela Salarial Única não respondem por completo às preocupações colocadas.

A Associação Médica de Moçambique (AMM) reagiu em torno dos novos critérios da Tabela Salarial Única, anunciados esta segunda-feira, pelo Ministério da Administração Estatal e Função Pública.

Para os profissionais, as reivindicações ainda não foram completamente resolvidas, segundo explicou Napoleão Viola, secretário-geral da AMM.

“Responde parcialmente, no que diz respeito ao subsídio de risco e de exclusividade. Mas, quanto ao subsídio de localização, não”, disse Viola.

A Associação Médica de Moçambique disse que a decisão de paralisar as actividades a nível nacional ainda permanece, até que as insatisfações que constam do caderno reivindicativo sejam resolvidas.

“A greve continua marcada e o que esperamos é que o Governo possa responder efectivamente, mas o que notamos é que o espírito de diálogo está a reduzir, porque, mesmo depois de termos adiado a greve, não recebemos nenhuma informação por parte dos órgãos oficias do Estado”, reiterou o secretário-geral da Associação Médica de Moçambique.

Através de um comunicado, o Conselho de Direcção da AMM informou que teve conhecimento de que os recursos humanos de alguns hospitais estão a cometer erros no enquadramento dos médicos especialistas, não considerando o tempo como clínico geral e residente (chegando a suprimir mais de sete anos do tempo na carreira), o que viola o número 3 do artigo 6 do Decreto nº 50/2022 de 14 de Outubro, que diz que “para os casos de carreiras que resultam de conversão, o tempo efectivo na carreira conta a partir da carreira de origem”.

A irregularidade foi reportada à Direcção Nacional de Recursos Humanos do MISAU no dia 11 de Novembro, mas, até ao momento, segundo a associação, não existe nenhuma tentativa de correcção do erro.

A ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos reconhece a necessidade de os órgãos de comunicação social informarem sobre os acontecimentos nas zonas afectadas pelo terrorismo, mas diz que tal deve ser feito sem colocar em causa a segurança do Estado.

A ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos falava, esta segunda-feira, na Cidade de Maputo, à margem do Fórum da Comunicação Social.

Helena Kida defendeu a necessidade de divulgar informações sobre o terrorismo no Norte do país, mas pediu à comunicação social que tenha em conta a segurança do Estado.

“Existe a necessidade de informar, sim, mas a vida é um bem supremo. A nossa preocupação é garantir que os órgãos de comunicação não interfiram na segurança do Estado. Os órgãos de comunicação social, se respeitarem as regras impostas pelas autoridades, não terão choques com o segredo de Estado”, apelou Helena Kida, ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos.

O Ministério da Defesa Nacional diz que alguns órgãos de comunicação social apoiam o terrorismo de forma indirecta.

“Os meios de comunicação social que temos no país, quer privados quer públicos, podem contribuir no apoio ao terrorismo de forma involuntária. Basta passar aquelas mensagens de violência porque é isso que o terrorista quer, partilhar o horror, o efeito psicológico pretendido”, disse Sérgio Lino, representante do Ministério da Defesa Nacional.

E mais, o representante do Ministério da Defesa levantou alguns pontos que não permitem o fácil acesso ao Teatro Operacional Norte.

“Pode haver cenário de justiça com mãos próprias. A população está furiosa e desconfia de todo mundo. Caso estejam lá e a população desconfie deles, acabam lixados”, revelou Sérgio Lino.

O Ministério da Defesa avançou, também, que está em curso a criação de uma estratégia de comunicação, que vai permitir um trabalho conjunto entre os profissionais de comunicação e as Forças de Defesa e Segurança no combate ao terrorismo.

O Presidente da República diz que não há emprego para todos, mas há trabalho. Filipe Nyusi incentiva, por isso, os recém-formados a optarem pelo empreendedorismo. O Chefe do Estado falava hoje, na Cidade de Maputo, na cerimónia de graduação da Universidade Eduardo Mondlane.

São, ao todo, mais de 900 estudantes da segunda cerimónia de graduação da Universidade Eduardo Mondlane no ano de 2022.

Nesta segunda-feira, graduaram 150 e, durante a semana, poderão graduar os demais nos níveis de licenciatura, mestrado e doutoramento. A cerimónia desta segunda-feira contou com a presença do Presidente da República.

Falando aos que já têm os seus diplomas em mãos, Filipe Nyusi desafiou os graduados a reinventarem-se porque, no mercado, não há emprego para todos, mas há trabalho.

“Não havendo emprego para todos, encorajo a embarcar para incentivos de auto-emprego, trabalho autónomo para aqueles a que se lhes aplica. Há vezes que vão converter a vossa formação, mas a básica superior que tiveram vos autoriza a pensar diferente, fora de caixa e grande”, detalhou o Presidente da República, Filipe Nyusi, recorrendo a um exemplo: “Conheço uma senhora que fez direito, mas não deu certo e, agora, está a fazer serviços de catering com qualidade e não quer mais voltar para o direito”.

O Chefe do Estado disse, ainda, que “não é desejo do Governo ter pessoas formadas, que ostentam diploma de licenciatura, mestrado ou doutorado, mas que, na prática, não são capazes de desencadear uma iniciativa concreta para se libertar do desemprego e da pobreza”.

Uma vez que tal é incompreensível, Nyusi avança algumas ideias. “É doutor, sim. Está a andar na estrada ou na rua e sem fazer nada, afinal doutor não pensa em fazer qualquer coisa. Valoriza o título, fazendo qualquer coisa. Chegará fase em que doutores vão preferir conduzir e, se chegarem a conduzir, fá-lo-ão melhor e com conhecimento”, indicou.

Ainda que não haja emprego para todos, Filipe Nyusi conta com os quadros graduados pela UEM para a resolução dos problemas do país.

“A Universidade Eduardo Mondlane coloca hoje, formalmente, à disposição, novos protagonistas da transformação com a importante tarefa de proporcionar respostas concretas e à altura das necessidades de que o país se ressente”, desafiou o Chefe do Estado, detalhando as áreas nas quais deverão actuar, nomeadamente, economia, justiça social, agricultura, ciência e entre outras necessidades, “além do desenvolvimento das suas próprias famílias e comunidade em seu redor”.

Já o reitor da UEM diz que os graduados estão preparados para contribuir para o desenvolvimento socio-económico do país. “O mar calmo nunca fez um bom marinheiro. Por isso, as tempestades que viveram ao longo da vossa formação serviram para que hoje pudéssemos dizer que saem daqui bons marinheiros para a vida profissional”, disse o reitor da UEM, Manuel Guilherme Júnior, com um tom de convicção.

Mesmo que o mar esteja agitado, os formandos dizem que desistir nunca fez parte das suas alternativas. Estão cientes dos desafios que lhes aguardam no mercado, mas prontos para enfrentá-los.

Aos graduados foi-lhes pedido que pautem sempre pela humildade, ética, honestidade e, acima de tudo, patriotismo na sua vida profissional.

O encontro decorre numa altura em que se prevê que a despesa do sector público para o próximo ano gire em torno dos 400 mil milhões de Meticais. O ministro da Saúde, Armindo Tiago, diz que a reunião deve resultar na identificação de lacunas e propostas de soluções.

O ano de 2022 foi, para o sector da saúde, marcado pelos impactos causados pela pandemia da COVID-19, dos desastres naturais que afectaram o centro do país, e do terrorismo que leva à destruição de infras-estruturas hospitalares.

Há cerca de um mês e alguns dias para o fim deste ano, o Ministério da Saúde já traça estratégias, de modo a garantir que, em 2023, a situação melhore.

Esta segunda-feira, membros do conselho consultivo, das direcções províncias de todo o país, reuniram-se com parceiros de cooperação, num evento cujo objectivo, segundo o ministro da Saúde, é “alinhar as intervenções no âmbito da implementação do Plano Quinquenal do Governo e do Plano Estratégico do Sector da Saúde, diferentes orçamentos e compromissos financeiros e, sobretudo, identificar áreas de lacunas e propor soluções”.

A reunião de planificação integrada entre o MISAU e parceiros decorre até esta sexta-feira, na Cidade de Maputo e, durante estes dias, será feita a revisão de planificação, orçamento, monitoria e avaliação do sector da saúde.

“Queremos sair desta reunião com um plano que responda às diferentes necessidades das diferentes áreas territoriais do país”, disse Maria Luísa, em representação dos parceiros.

O encontro decorre numa altura em se prevê que a despesa do sector público para o próximo ano gire em torno dos 400 mil milhões de Meticais.

O líder máximo da igreja Anglicana diz que é preciso aceitar as diferenças para o alcance da paz. Justin Welby, que falava esta segunda-feira depois de ser recebido em audiência pelo Primeiro-Ministro, disse que o mundo não se esqueceu das vítimas do terrorismo em Moçambique.

Dos pontos de agenda da visita de Justin Welby a Moçambique, destaca-se a visita às vítimas do terrorismo em Cabo Delgado, a quem o arcebispo pretende levar uma mensagem de esperança.

“Eles não foram esquecidos pelo mundo. A igreja está a fazer tudo o que pode para consolidar a paz e reconciliação. Vamos continuar a trabalhar com a sociedade civil para o efeito”, disse Welby.

O líder máximo da igreja Anglicana falava após uma visita de cortesia ao Gabinete do Primeiro-Ministro, na qual defendeu a necessidade de reforçar a paz e reconciliação nacional.

“A decisão fundamental para consolidar a paz está no coração de cada um de nós, e passa por rejeitar a violência. Nós vamos sempre discordar, mas é importante que discordemos de forma pacífica”, apelou o arcebispo.

A visita de Justin Welby a Moçambique termina esta terça-feira.

+ LIDAS

Siga nos