Skip to main content

O País – A verdade como notícia

A morte das referidas crianças ocorreu no bairro Micajune B, arredores da cidade de Quelimane. Os corpos das vítimas, de três anos cada, foram removidos 10 horas depois de terem desaparecido das suas casas.

As duas crianças desapareceram das suas casas por volta das 10 horas deste domingo e foram brincar no interior de uma viatura ligeira avariada e estacionada no quintal de uma casa de um vizinho. Testemunhas contam que as crianças podem ter entrado no carro quando brincavam, fecharam e trancaram as portas e não conseguiram abrir.

Tia de uma das vítimas contou que os familiares rodaram todo o bairro à procura das crianças, mas sem sucesso. Na casa onde se encontra o carro, ninguém estava na altura dos factos. O jornal O País soube que os donos da casa tinham saído para a igreja pela manhã e só voltaram à noite.

“Foi, de facto, uma surpresa para todos nós, uma tragédia no bairro. Ninguém imaginava que isso pudesse acontecer. As crianças vieram brincar na casa vizinha, entraram no carro e fecharam a porta e não saíram mais. Pelo que vimos esta noite, quando se retiravam os corpos das vítimas, uma das crianças parecia estar com as mãos levantadas, o que significa que iam tentando sair ou bater as janelas, que, para infelicidade delas, ninguém viu”, disse Amade Ofinar, secretário do bairro Micajune B.

Os corpos das vítimas foram removidos quando passavam das vinte horas deste domingo pelas autoridades.

O presidente interino da nova Província Anglicana de Moçambique e Angola diz que o cargo que assume é mais uma missão de Deus, que deve ser cumprida por todos os bispos e membros da igreja.

A 20 de Novembro de 2022, abriu-se uma nova página na história da Igreja Anglicana. Moçambique e Angola estão, oficialmente, unidos pela fé. Os dois países compõem, agora, uma província anglicana, a quadragésima segunda do mundo e a décima quinta de África.

Dom Carlos Matsinhe foi o homem iluminado por Deus e o confiando para presidir à província interinamente.

“É uma missão divina colocada, não somente sobre mim, mas sobre todos os bispos e crentes. Portanto, com eles, a minha esperança é de poder conduzir os trabalhos na província nos caminhos do Senhor”, referiu Dom Carlos Matsinhe, presidente interino da província anglicana de Moçambique e Angola.

E nesta jornada, o presidente interino da Igreja Anglicana poderá contar com o apoio do Bispo Emérito da Diocese dos Libombos e mensageiro da paz.

“O meu convite é que a Igreja Anglicana Moçambique e Angola seja carta viva de Deus para a paz. Sejamos uma carta viva para que onde quer que estejamos as pessoas possam ler em nós: este é pela paz”, recomendou Dom Dinis Sengulane, Bispo Emérito da Diocese dos Libombos.

Das outras partes do mundo, vêm, também, mensagens de felicitação pela nova província anglicana e de apoio ao seu presidente interino.

“Meus amigos, nós regozijamo-nos por aquilo que Deus está a fazer por Moçambique e Angola. Olhemos para o futuro com muita ansiedade e corações abertos para aprender”, disse um dos Bispos de Londres, com um tom carregado de expectativa.

A Igreja Anglicana a nível da África Austral, de onde nasceu a nova província, vieram anseios de bênçãos e prosperidade. “Ansiamos que Deus vos abençoe abundantemente. Desejamos-vos crescimento e prosperidade. Que haja paz e união! Isso alegra não só a nós, como também a Jesus Cristo”, desejou Dom Stefan, Guião da Igreja Anglicana na África Austral.

Não foram só bênçãos. Os bispos destacaram o crescimento da congregação e querem ver mais. “Posso ver com alegria que a Diocese dos Libombos cresceu e tornou-se a grande árvore frondosa que é IAMA. Estou ansioso para ver mais árvores e ramos nos próximos anos”, referiu Dom John, Bispo da Igreja Anglicana na Inglaterra.

Proclamada província anglicana, Moçambique e Angola já têm um assento na capela do líder máximo da Igreja Anglicana em Cantuária para participar nas reuniões, com destaque para o Conselho Consultivo.

A proclamação da Província Anglicana de Moçambique e Angola foi feita, hoje, pelo líder máximo da igreja, Justin Welby, durante uma missa realizada no Pavilhão de Maxaquene, na Cidade de Maputo. Assim, os dois países passam a ter a mesma liderança: Dom Carlos Matsinhe, cuja eleição foi confirmada perante crentes de diferentes cantos do país e do mundo. Sendo assim, esta passa a ser a 42ª província anglicana no mundo e a 15ª em África.

Crentes da Anglicana afluíram e coloriram por completo as bancadas do Pavilhão do Maxaquene para dar as boas-vindas ao líder da igreja, Justin Welby, que visita o país pela primeira vez desde que foi nomeado em 2012.

Por ser um momento histórico, estiveram na missa governantes e antigos dirigentes. Primeiro chegou Ana Comoana, que esteve em representação do Presidente da República. Ao seu lado, estava o secretário de Estado da Cidade de Maputo, Vicente Joaquim. Seguiu-se Armando Guebuza, antigo Presidente da República.

Enquanto se aguardava pela chegada do líder anglicano, os crentes cantavam em ambiente de alegria. A alegria foi ainda maior quando, acompanhado por demais bispos, Justin Welby entrou no Maxaquene e cantou-se aleluia.

Coube a Dom Carlos Matsinhe fazer as honras. Maravilhado, ficou o líder da Anglicana quando, das vozes de duas crianças, se ouviu a mensagem de boas-vindas.

“Bem-vindo, nosso Arcebispo da Cantuária, líder da Comunidade Anglicana em Moçambique. Desejamos que tenha uma boa estadia no nosso amado país, Moçambique”, desejou uma das menores.

 

“SOFRIMENTO NUNCA É A PALAVRA FINAL”

Feitas as honras, o líder da Anglicana assumiu o pódio para proferir a missa. Falou da situação de Moçambique e como o país pode ser uma referência.

“Na próxima semana, estarei na Ucrânia, país onde em menos de um ano, 200 mil pessoas foram mortas e 10 milhões ficaram desalojadas, e irei contar-lhes a vossa história, para lhes mostrar que, mesmo com pobreza e com a guerra, a esperança é sempre mais forte. O sofrimento nunca é a palavra final. Deus, sim, tem a última palavra”, confiou.

À comunidade anglicana defendeu união. “Como cristãos temos que avançar juntos em união. Temos que curar as feridas do passado e evitar abrir novas feridas. Não podemos curar uma ferida e voltar a abri-la”, referiu o líder.

Seguiu-se o momento mais importante da missa, a proclamação da Província Anglicana de Moçambique e Angola. Isto é, os dois países passam a formar uma só província. “Esta província foi inaugurada via on-line, no dia 24 de Setembro de 2021. E agora, na presença de Deus, tenho o prazer de proclamar essa província como a 42ª no mundo”, referiu Welby.

E porque Dom Carlos Matsinhe já havia sido eleito líder interino da província, o Arcebispo da Cantuária confirmou a sua eleição. A seguir, o Bispo da Diocese dos Libombos recebeu da liderança da igreja uma lembrança, símbolo de que tem a missão de unir as dioceses dois países.

“Uma das missões do seu cargo é o de manter a unidade. E essa lembrança (uma jarra) é simbólica e significa que, agora, constitui essa figura de unidade na província. E nesta jarra está cravada a roseta e os pontos cardeais que significam a união e a dispersão dos crentes da anglicana”, disse o secretário-geral da Comunhão Anglicana.

A missa foi ainda marcada pela despedida de Dom André Soares, primeiro bispo de Angola que vai à reforma depois de décadas servindo à Igreja. No evento, soube-se que o Bispo Emérito da Diocese dos Libombos, Dom Dinis Sengulane, é que vai dirigir, em Angola, a cerimónia oficial de aposentadoria do bispo.

O líder máximo da Igreja Anglicana, Justin Welby, inaugurou, sábado, o templo da Paróquia de São Marcos da Matola e apelou ao amor entre as pessoas. Já a secretária de Estado na Província de Maputo lembra que de nada valerá a pluralidade de congregações enquanto ainda houver tensão e dor no país.

No dia da sua chegada a Moçambique, sábado, Justin Welby foi recebido pelos crentes da Igreja Anglicana na Matola, Província de Maputo.

“Bem-vindo padre Justin Welby. Agradecemos pela sua presença aqui, em Moçambique”, eram assim dadas as mensagens de boas-vindas, num local onde Welby era esperado para inaugurar o templo da Paróquia de São Marcos da Matola.

Já no templo ora inaugurado e que tem capacidade para cerca de 560 pessoas, o arcebispo britânico deixou uma mensagem aos crentes.

“Jesus não disse aos seus discípulos ‘amem aos seus próximos’, apenas por ser algo bom. Ele disse isso para que o mundo saiba e conheça o amor de Deus. Quando nos odiamos um ao outro, estamos a negar o amor de Deus”, disse o arcebispo.

Na cerimónia, esteve a secretária do Estado na Província de Maputo como convidada. Na sua mensagem, Vitória Diogo disse ser preciso difundir uma mensagem de paz, tendo em conta o contexto do terrorismo que o país vive.

“Quando nós olhamos para a dor que se semeia em Cabo Delgado com o terrorismo, como é que eu, fiel que venho à Paróquia de São Marcos, vou ser mensageiro da paz? Todos os dias, temos novas confissões religiosas. Por que tanta tensão? Por que tanta crispação, por que tanta dor?” questiona a secretária de Estado na Província de Maputo.

Justin Welby é o 105 líder máximo da Igreja Anglicana a nível mundial. A sua visita a Moçambique termina na terça-feira, dia em que seguirá para África do Sul, aonde vai atender a outras agendas da igreja.

A baía de Pemba, na província de Cabo Delgado, pode estar a ser poluída com “clinker”, um dos produtos usados para o fabrico de cimento para a construção civil.

A situação está a preocupar os cidadãos que pedem uma intervenção das autoridades para evitar colocar em risco o meio ambiente e a vida das pessoas que vivem naquele ponto do país.

Sempre que um navio traz “clinker” para a fábrica de cimento de Cabo Delgado, o porto de Pemba fica no meio de uma nuvem de poeira. Com o vento, uma parte dessa poeira vai para o ar, e outra no mar.

O mesmo acontece nas ruas da cidade, onde os camiões passam a espalhar poeira e até pedaços de “clinker”.

Além da suposta poluição ambiental, os cidadãos de Pemba estão com problemas de circular nas ruas da cidade, devido aos camiões envolvidos no transporte do produto, que circulam altas velocidades.

Além do transportador do “clinker” e a edilidade, o nosso jornal procurou a fábrica de cimentos de Cabo Delgado, os proprietários do Porto de Pemba, para saber se há ou não uma forma de reduzir a poluição ambiental, mas não obteve resposta.

A Agência de Controle de Qualidade Ambiental prometeu pronunciar-se sobre o caso oportunamente.

Ainda não há data para o encerramento da lixeira de Hulene, na Cidade de Maputo. Entretanto, a edilidade garante que os trabalhos em curso para a desactivação do local estão a 62% de execução.

O desabamento da lixeira de Hulene, na Cidade de Maputo, causou a morte de 17 pessoas, há cerca de cinco anos.

No aterro sanitário, a luta pela sobrevivência é intensa. Os catadores de lixo colhem de tudo para vender e posterior tratamento.

Enquanto isso, as moscas e a fumaça do lixo queimado alastram-se pelas residências nas proximidades.

Por isso, Constância Massango, que falava ao “O País”, afirmou que o encerramento da lixeira de Hulene é urgente.

“O encerramento é bem-vindo, mas prometem há muito tempo. Sempre que temos eventos nas nossas casas, as moscas são as primeiras a comer o bolo e não aguentamos também com o cheiro”, queixou-se a munícipe.

No interior da lixeira, os trabalhos já começaram e é tudo feito ao detalhe, para garantir que ninguém seja prejudicado com o encerramento, segundo explicou Leonardo Almajane, director de Gestão de Resíduos Sólidos do Conselho Municipal de Maputo.

“Enquanto decorre o processo de encerramento, ocorre também o melhoramento da lixeira, porque o que deve acontecer é evitar riscos de desabamento”, disse Almajane.

O director garantiu que dos 22 hectares da lixeira, em aproximadamente 15, o lixo já foi compactado e uma nova vegetação nasce no local.

Por outro lado, foram abertas ruas e canais para o escoamento da água da chuva.

Para reduzir o impacto sobre o ambiente e evitar que a população continue a consumir água contaminada, devido aos trabalhos de encerramento, foram construídas bacias de retenção.

“A contaminação da água diminui em 60%, o que significa que, para as populações, o líquido chega até 40% poluído, mas não representa nenhum risco para a saúde ”, explicou Terenciano Sebastião, da Direcção Municipal de Ambiente e Salubridade.

O Conselho Municipal de Maputo diz que ainda não há datas para a conclusão dos trabalhos.

Com o encerramento da lixeira de Hulene, o local servirá de ponto de separação de resíduos sólidos que serão depois transferidos para os aterros sanitários de Matlemele, no Município da Matola, e da KaTembe, na Cidade de Maputo.

Cerca de 300 mil pessoas estão em risco de serem afectadas por inundações ao longo da bacia do Zambeze na presente época chuvosa. A informação foi partilhada durante XXII Sessão do Comité da Bacia do Zambeze, que decorreu na província de Tete.

No início deste ano, a bacia do Zambeze provocou inundações, onde houve destruição de várias infra-estruturas, com destaque para a ponte sobre o Rio Revúbuè, que ficou com o tabuleiro central destruído, estando, neste momento, em fase de reconstrução. Muitas residências foram destruídas, incluindo instituições do Estado.

Na presente época chuvosa, o cenário pode-se repetir, já havendo previsão de chuvas moderadas e acima do normal, situação que está a ser influenciada pelas descargas que a Barragem de Cahora Bassa está a efectuar desde o início de Outubro passado.

O alerta dado incide sobre as populações que estão em áreas próximas aos rios. De acordo com dados da Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos, há, ao longo da bacia do Zambeze, mais de 800 mil pessoas, das quais cerca de 300 mil estão expostas às cheias e inundações.

Agostinho Vilankulos, chefe do Departamento de Gestão das Bacias Hidrográficas, no Ministério das Obras Públicas e Recursos Hídricos, diz que a situação hidrológica no país pode ser pior nos próximos dias.

“A chuva vai começar se calhar daqui a duas ou três semanas; estamos a aproximar-nos ao pico da época chuvosa e, ao recebermos cargas dos afluentes como Revúbuè, Luia e Mazowo, aliado à circulação dos ciclones tropicais, cuja intensidade começa a partir de Dezembro e vai até mais ou menos Abril ou Maio, esperamos cenários que não são muito bons.”

A província de Tete acolheu mais uma Sessão do Comité de Bacia do Zambeze, onde foram discutidas várias propostas de mitigação dos impactos de cheias e inundações. Na ocasião, a secretária de Estado na província de Tete, Elisa Zacarias, vincou sobre a necessidade de as autoridades que trabalham na gestão das bacias hidrograficas serem proactivas para evitarem danos materiais e humanos. Neste momento, encontram-se expostas a inundações cerca de 300 mil pessoas.

“A importante tarefa que temos pela frente é construir resiliência na nossa população que vive perto da bacia do Zambeze.”

A Administração Regional das Águas do Centro já está no terreno a trabalhar com diferentes instituições e apela à tomada de medidas. “A Barragem de Cahora Bassa está a descarregar, desde Outubro e, neste momento, tem uma capacidade de encaixe de 85% e espera-se que, até o fim de Dezembro, altura em que vai concluir descargas, tenha uma capacidade de 75%. Nas duas outras barragens, tanto de Muda como de Chikamba, já existe uma capacidade razoável de encaixe”, disse Custódio Vicente, director-geral da Administração Regional das Águas do Centro.

Antes do início das descargas de Cahora Bassa, o caudal do rio Zambeze andava em torno de 1700 metros cúbicos por segundo e o caudal anda, actualmente, à volta de 3200 metros cúbicos por segundo. Aliado a isto, antes também das descargas, a altura hidrométrica era de 2,75 m e, actualmente, subiu para uma média de 396 metros, mas esse cenário não representa, por enquanto, ameaças visto que o nível de risco é de 5,5 metros.

Partiu na manhã de hoje o primeiro comboio com destino ao Reino de eSwatini. Nesta fase experimental, a retoma da automotora foi marcada por um fraco movimento de passageiros.

O som do comboio já é habitual, mas, o deste sábado anunciou a retoma de um serviço que há muito não se ouvia.

Trata-se do primeiro comboio que sai de Moçambique para o Reino de eSwatini depois de quase duas décadas. Registou-se, no primeiro dia, um fraco movimento de passageiros, talvez por ainda ser fase experimental.

Teresa do Rosário faz parte dos que optaram pela locomotiva e considerou a iniciativa como um marco para os moçambicanos. “Estamos felizes por ter mais um transporte que, de alguma forma, veio para facilitar as nossas vidas”, disse.

Embarcou, também, na aventura, um grupo de 14 amigas, entre as quais Vitória Cardoso, que disse à nossa reportagem que saiu de Quelimane, na província da Zambézia, para visitar sua família em Maputo, mas, quando teve a informação sobre a partida do comboio, não pensou duas vezes.

Numa fase inicial, a locomotiva disponibilizada pelos Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM) vai realizar duas vinagens por mês. De acordo com o director-executivo dos CFM, a partida será, geralmente, feita às 06h da manhã, com previsão de chegada a eSwatini por volta das 14 horas. “Esperamos superar, cada vez mais, as medidas e transportar mais passageiros”, avançou, Augusto Abudo.

Numa primeira fase, a operação será garantida através de uma automotora da empresa pública Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique, com capacidade para transportar 600 passageiros.

O mau uso de medicamentos está a aumentar a resistência antimicrobiana, o que reduz a possibilidade de cura de doenças. Sem avançar dados de mortes pelo problema no país, o Ministério da Saúde diz que a situação é preocupante.

O uso de medicamentos sem prescrição médica é um problema conhecido. O que pouco se sabe é que a situação torna as bactérias resistentes aos antibióticos e reduz cada vez mais a possibilidade de cura de doenças, ou seja, provoca a resistência antimicrobiana.

Para reverter o cenário, o Ministério da Saúde realizou, hoje, uma marcha de sensibilização sobre o uso racional de antimicrobianos.

A passeata foi dirigida pelo ministro da Saúde, Armindo Tiago, que explicou que “a resistência antimicrobiana é um problema global de saúde pública e que afecta maioritariamente países de baixo e médio rendimentos, tal é o caso de Moçambique, onde a carga de doença infecciosa é elevada, principalmente em crianças menores de cinco anos, e isso tem um impacto significativo na esperança de vida”.

Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que pelo menos 1,3 milhões de pessoas morram no mundo a cada ano, devido ao problema.

“Quando a pessoa precisa de antibióticos, pelo facto de ter matado apenas as espécies sensíveis, as mais resistentes permanecem no organismo a causar a doença. Por isso, será necessário usar um antibiótico de maior espectro e, normalmente, também de maior custo”, alertou Armindo Tiago.

Além de medicamentos sem indicação dos profissionais da saúde, o não cumprimento do intervalo da toma dos antibióticos, a toma excessiva ou a interrupção do tratamento podem aumentar a resistência antimicrobiana.

“A resistência antimicrobiana coloca em risco décadas de avanço no controlo de doenças, como a malária, a tuberculose, o HIV/SIDA e outras infecções de transmissão sexual”, explicou Bonet.

A semana de conscientização decorre até 24 de Novembro, sob o lema “Juntos na Luta contra a Resistência Antimicrobiana”.

+ LIDAS

Siga nos