Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Iniciou-se hoje a leitura da sentença do “caso dívidas ocultas”. Segundo o juiz da causa, Efigénio Baptista, a produção do documento, com 1388 páginas, durou três meses, pelo que vai precisar de quatro a cinco dias para poder lê-lo. O juiz esclareceu que precisa desses dias porque, por lei, não pode omitir a leitura de nenhuma página do seu veredicto.

O veredicto de Efigénio Baptista devia ter sido conhecido a 1 de Agosto de 2022, tal como ele próprio prometera ao fim do julgamento, mas teve que adiar para 30 de Agosto. No início da sessão, fez questão de explicar o motivo do adiamento, que, segundo disse, se prende com o tempo que tem estado a levar o processo de arresto de bens dos réus que supostamente foram adquiridos com dinheiro das “dívidas ocultas”.

Nesse processo, segundo o juiz, houve 10 pedidos de embargo, audições de testemunhas, entre outras diligências que ainda estão em curso, tendo sido interrompidas para dar lugar à leitura da sentença.

Indo à própria sentença, a parte lida hoje correspondeu à identificação de cada um dos réus, o caminho percorrido até ao início do julgamento, as acusações que pesam sobre cada um, para além de apresentar os factos que sustentam a acusação e as provas apresentadas durante as sessões de julgamento sobre cada um dos factos arrolados pelo Ministério Público.

Para além de todos os réus, seus advogados, Ministério Público e seu assistente, a Ordem dos Advogados, e jornalistas, a sessão foi aberta ao público, destacando-se a presença do antigo Presidente da República, Armando Guebuza.

Antes do início da sessão, o advogado Abdul Gani, que defende Gregório Leão, disse esperar que o tribunal faça justiça, ou seja, olhar nos factos arrolados pelo Ministério Públicos, a prova apresentada durante as sessões de julgamento e tomar as medidas adequadas previstas na lei. O advogado alerta que é sobre esses factos que o juiz deverá tomar a sua decisão e não sobre qualquer outro facto ou percepção que não seja o que está nos autos.

O mesmo posicionamento é do advogado Rodrigo Rocha, que defende Cipriano Mutota, acrescentando que espera que o juiz tenha em conta também as atenuantes. Alerta, por outro lado, que a leitura da sentença não será o fim do processo, todos os réus terão ainda a oportunidade de requererem, se quiserem ou se não concordarem com a decisão que foi tomada por Efigénio Baptista.

O advogado de Banda Hening, Mahomed Bachi, diz igualmente esperar que se faça justiça e que, no seu entender, tal passa pela absolvição da sua constituinte por entender que o Ministério Público não conseguiu apresentar qualquer prova do seu envolvimento no crime a que lhe é imputado, e ela própria na sessão de julgamento apresentou elementos que provam a sua inocência.

Cerca de uma tonelada de diferentes medicamentos, supostamente subtraídos do Sistema Nacional de Saúde (SNS), foi apreendida numa residência pela PRM em Tete. Em conexão com o caso, um indivíduo encontra-se detido, suspeito de ser proprietário da residência e de estar ligado ao desvio de fármacos.

São medicamentos para diferentes patologias, todos do Sistema Nacional de Saúde. Foram apreendidos pelas autoridades numa residência supostamente abandonada, no bairro Josina Machel, na cidade de Tete. Do conjunto dos fármacos apreendidos, consta antibióticos, anti-maláricos, suspensões, paracetamol, anti-retrovirais e seringas.

Em conexão com o caso, foi detido um cidadão de 59 anos de idade, suspeito de ser proprietário da residência onde os fármacos foram encontrados. O acusado nega ser dono da casa e de estar envolvido no desvio de medicamentos.

A Polícia da República de Moçambique (PRM) diz tratar-se de reincidente. Neste momento, as autoridades trabalham para neutralizar outros integrantes a monte, todos da mesma família, e apurar a proveniência dos fármacos.

Henrique Gouveia e Melo diz que no centro de qualquer sociedade estão os seres humanos, e ela só progride quando as pessoas têm acesso ao desenvolvimento. O almirante Melo falava ontem, em Maputo, num debate sobre Responsabilidade Social 2022 organizado pela Câmara de Comércio Portugal–Moçambique.

Moçambique e Portugal estiveram, esta segunda-feira, no recinto da Fundação Leite Couto, para falar sobre a responsabilidade social 2022.

Intervindo no evento organizado pela Câmara de Comércio Portugal–Moçambique, o almirante Henrique Gouveia e Melo defendeu a ideia de que o centro do desenvolvimento das sociedades é o ser humano.

“O ser humano é que é a sociedade. Não há nenhum grupo de seres humanos ou uma minoria de seres humanos. As sociedades só progridem quando um grande número elevado de seres humanos nessa sociedade tem acesso ao desenvolvimento”, referiu Henrique Gouveia e Melo, chefe do Estado-Maior da Armada de Portugal.

E para que as sociedades se desenvolvam, Gouveia e Melo diz que é preciso combater as desigualdades sociais. “Todas as sociedades com classes médias fortes são sociedades que se desenvolveram e que estão hoje no topo do desenvolvimento. Sociedades muito díspares, com uma pequena classe média, gente muito rica e gente muito pobre, normalmente, não é uma sociedade desenvolvida”, defendeu o Chefe do Estado-Maior da Armada de Portugal.

Entretanto, o desenvolvimento das sociedades e dos seres humanos não deve comprometer o meio ambiente. “[Nós] – nossa geração, como outras gerações anteriores – somos meros passageiros nesta nave espacial que chamamos de terra e não podemos estragá-la, porque esta nave espacial, se Deus quiser, vai continuar a circular por outros seres humanos. Por isso, a boa governança é o que mais está em causa hoje em dia. Fala-se muito de boa governação – há muita retórica, mas há pouca acção verdadeiramente positiva e actuante”, lamentou Henrique Gouveia e Melo.

E o presidente do Conselho Geral da Câmara de Comércio Portugal Moçambique diz que os dois povos devem agarrar-se à língua os une e cada um fazer a sua parte por um futuro melhor.

“O que nos separa é muito menos do que o que nos une. Devemos explorar o que nos une porque o mundo precisa. Cada um de nós, de certa forma, tem um talento e deve pô-lo ao uso da sociedade, da comunidade e – porque não? –, do uso essencial do futuro bem-estar da comunidade”, apelou Pedro Rebelo de Sousa, presidente do Conselho Geral da Câmara de Comércio Portugal–Moçambique.

Já o vice-reitor da Universidade de Coimbra defende que a academia deve contribuir para quebrar as desigualdades e injustiças sociais. “É que todos comprometidos, todas as universidades, excelentes universidades moçambicanas que há, e portuguesas, devem ter especial compromisso com a sociedade, com o sector empresarial, de lutar por uma igualdade de oportunidades que mitigue as desigualdades, de lutar por um mundo de mais valores, ética, que combata a corrupção, que aprofunda este fosso entre ricos e pobres”, exortou João Calvão da Silva, vice-reitor da Universidade de Coimbra.

O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros entende que a relação entre Moçambique e Portugal produziu talentos capazes de fazer face aos problemas. “Eu conheço muitos moçambicanos que, se não fosse o resultado desta relação, não teríamos – esses quadros de Moçambique, talentos de grande valor e capacidade de contribuir para a resolução dos problemas de Moçambique”, destacou Leonardo Simão, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros.

Na sua intervenção, Mia Couto destaca a África como um continente produtor de solidariedade. “Nós somos muito vistos como aqueles que devem ser objecto de compaixão porque são vítima; são sempre objecto. Os europeus olham para o africano como alguém que está sempre a pedir, a mendigar. Não estamos sempre a mendigar. Nós produzimos uma grande dignidade que depois não chega à televisão europeia”, protestou o escritor Mia Couto.

As declarações foram feitas no âmbito da terceira Conferência da Economia do Mar, organizada pela Câmara de Comércio Portugal–Moçambique.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM)  prevê a queda de precipitação, entre aguaceiros e chuvas fracas, nas três regiões do país. O INAM alerta, ainda, a possibilidade de trovoadas.

De acordo com a Meteorologia, a região sul do país poderá registar céu pouco nublado, chuvas fracas locais e vento de sudoeste a sueste fraco a moderado soprando, por vezes, com rajadas.

Em graus Celsius, para as cidades de Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilankulo prevêem-se máximas de 28, 27, 29 e 29 e mínimas de 19, 20, 21 e 21 graus Celsius.

Na região centro, as urbes da Beira, Chimoio, o Tete e Quelimane poderão registar céu pouco nublado, com períodos de muito nublado; trovoadas e aguaceiros ou chuvas fracas localmente moderadas e vento de sudoeste a sueste fraco a moderado soprando, por vezes, com rajadas.

As cidades da Beira, Chimoio, o Tete e Quelimane poderão registar as temperaturas máximas de 30, 28, 33 e 28 e  mínimas de 22, 22, 23 e 23 graus Celsius, respectivamente.

Para as cidades de Nampula, Pemba e Lichinga espera-se céu pouco nublado, localmente muito nublado; possibilidade de ocorrência de trovoadas e aguaceiros ou chuvas fracas locais e vento de nordeste a sueste fraco a moderado.

Em graus Celsius, Nampula, Pemba e Lichinga vão registar temperaturas máximas de 32,30,23 e mínimas de 22,24 e 14 graus.

O antigo ministro das Finanças, Manuel Chang, enfrenta mais um processo-crime por corrupção. Manuel Chang é acusado, pelo Gabinete Central de Combate à Corrupção, de receber, ilicitamente, dinheiro para facilitar as obras da construtora brasileira Odebrecht, em Nacala e Beira, nas províncias de Nampula e Sofala.

Além de Chang, outras três pessoas, das quais um ex-ministro, estão arroladas no processo.

O caso sobre pagamentos indevidos pela construtora Odebrecht a alguns membros do Governo moçambicano remonta desde 2017 e chegou ao conhecimento do Gabinete Central de Combate à Corrupção através da imprensa nacional e internacional.

No processo, Manuel Chango e outras três pessoas são acusados de recebimento de dinheiro ilícito, para facilitar projectos em Nacala e Beira, no âmbito do projecto de infra-estruturação e implementação da Zona Franca Industrial de Nacala e na construção do Terminal de Carvão na cidade da Beira.

Através de um comunicado, emitido segunda-feira, o Gabinete Central de Combate à Corrupção avança que “os factos ora vinculados indiciavam a prática de ilícitos criminais, pelo que foi instaurado o processo no 58/GCCC/17/IP, a coberto do qual foram constituídos quatro arguidos, entre os quais dois ex-ministros, sendo Manuel Chang um deles”.

Ora, devido ao envolvimento de países como Angola, Brasil, África do Sul e Emirados Árabes Unidos, o processo levou algum tempo, tendo sido, em 2019, feitas as acusações e o processo remetido ao Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, onde os acusados recorreram do despacho de pronúncia.

Quase três anos depois, o Ministério Público emitiu uma decisão. “Nestes termos, finda a instrução, a 31 de Agosto de 2022, sob a forma de processo comum, Manuel Chang foi acusado pelos seguintes crimes: corrupção passiva para acto ilícito, participação económica em negócios, abuso de cargo ou função e branqueamento de capitais”, lê-se no comunicado, que acrescenta que o processo já foi entregue ao Tribunal Judicial da Cidade de Maputo para procedimentos subsequentes.

Refira-se que Manuel Chang está detido na África do Sul desde Dezembro de 2018.

As atenções no “caso dívidas ocultas” voltam a estar viradas à tenda montada no Estabelecimento Penitenciário de Máxima Segurança, vulgo B.O. Entretanto, desta vez, não mais para os argumentos, mas sim para o veredicto final.

A sentença do caso das dívidas ocultas, no qual estão arrolados 19 réus, começa a ser lida amanhã pelo juiz da causa, Efigénio José Baptista: ou absolvição ou condenação. Mas por que crimes?

A acusação revela associação para delinquir, corrupção, abuso de cargo ou função e peculato como sendo dos crimes mais comuns entre os 19 réus.

Destaque entre os acusados vai para Gregório Leão, arguido que, à data dos acontecimentos, era dirigente máximo de uma instituição do Estado: Antes de usar o uniforme laranja, era director-geral do Serviço de Informação e Segurança, SISE. É por via desta instituição que surgiu o projecto de Protecção da Zona Económica Exclusiva, pretexto para a contratação das “dívidas ocultas”. Ele, seus subordinados do SISE, esposa, cunhada e pessoas contratadas pela esposa foram todos arrolados e chamados à tenda da B.O. tal como aconteceu com Ndambi Guebuza, Bruno Langa, Inês Moiane e Renato Matusse.

Os seus argumentos foram ouvidos a partir da B.O. As audições decorreram durante meses. E cada um fez a defesa própria apoiado pelos advogados, mas nem isso convenceu o Ministério Público, por isso, Ana Sheila Marrengula pediu penas máximas aplicáveis para sete réus. Pena máxima aplicável significa que se a moldura para o crime de peculato, por exemplo, for de 6 a 8 anos, a procuradoria quer que os implicados tenham o limite máximo de cadeia no crime em alusão.

“Os réus Gregório Leão José, António Carlos do Rosário, Armando Ndambi Guebuza, Bruno Langa, Ângela Leão, Maria Inês Dove e Manuel Renato Matusse com pena máxima aplicável”, solicitou a procuradora Ana Sheila Marrengula, aquando das alegações finais em Março.

Pena máxima já não é aplicável para os outros réus, de acordo com Marrengula. Pede para os demais 11 réus penas próximas às máximas aplicáveis.

A mesma procuradoria que acusou, veio a público pedir absolvição para um dos réus.

“Em nome do princípio in dúbio pro reu absolver-se o réu Simione Mahumane”.

Se o Ministério Público quer condenação ou absolvição, caberá a Efigénio Baptista com base no Código Penal e, com base no que ouviu e viu, decidir o futuro dos 19 réus.

Há mais de 100 mil processos judiciais pendentes nos tribunais judiciais em todo o país, e a Associação Moçambicana dos Juízes defende que deve haver humanização e celeridade nos processos, para garantir a defesa dos direitos humanos.

A morosidade na tramitação de processos ainda constitui uma das principais inquietações dos provedores de justiça.

Segundo a Associação Moçambicana dos Juízes, a falta de celeridade é um dos factores que contribuem para a descredibilização do judiciário, principalmente em caso de processos relacionados com os direitos humanos.

“É colocar os procuradores e juízes a prestarem atenção na urgência de essas matérias – ligadas aos direitos humanos – oferecerem uma dignidade humana, que deve ser preservada, já que, por detrás de um caso, está uma alma”, defendeu Carlos Mondlane, presidente da Associação Moçambicana dos Juízes.

Em 2021, mais de 93 mil pessoas conheceram a sentença dos seus processos, facto que permite aos tribunais judiciais rever a situação de pendências.

“Foram-se acumulando pendências e, hoje, nós temos uma pendência de mais de 100 mil processos antigos. Nós já conseguimos chegar ao ponto em que o número de processos que dão entrada nos tribunais judiciais num determinando ano consegue ser inferior ao que o tribunal despacha, ou seja, o grau de resposta do poder judiciário é maior que os processos deram entrada naquela unidade, e isso nos permite visitar a pendência”, explicou o presidente da Associação Moçambicana dos Juízes.

Para Carlos Mondlane, nos últimos três anos, o sector da justiça tem estado a desenvolver-se.

“Nós temos vários desafios, desde a falta de recursos humanos à capacitação dos profissionais, mas com as formações, workshops em matérias relacionadas à violência sexual, uniões prematuras, estigma e discriminação, o juiz recebe instruções que vão conferir conhecimento para humanizar e que permita com que o processo seja célere” vincou.

Para o Fundo de Desenvolvimento da Comunidade, que formou mais de 190 juízes e magistrados em todo país, é preciso institucionalizar boas práticas no sector da justiça.

“As boas práticas devem ser institucionalizadas, no processo de trabalho dos órgãos de administração de justiça, então teremos aqui um ambiente favorável para a introdução destas boas práticas que vão por sua vez resultar na maior celeridade processual, no respeito aos direitos humanos sem descriminação”, defendeu Joaquim Oliveira, coordenador da Direcção Executiva do Fundo de Desenvolvimento da Comunidade.

As intervenções foram feitas à margem de um evento sobre boas práticas sobre direitos humanos no contexto do HIV/Sida na rapariga e mulheres jovens.

O Conselho de Administração do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento anunciou ontem, em comunicado, ter aprovado um pacote de empréstimo de até 125 milhões de euros, o equivalente a 8,1 biliões de Meticais, à Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) para apoiar o seu programa Vital Capex, destinado a modernizar o sistema de produção de electricidade da empresa.

A HCB, o maior produtor independente de energia (IPP) na África Austral, fornece energia a Moçambique e a outros países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

O pacote compreende até 100 milhões de euros do Banco Africano de Desenvolvimento e até 25 milhões de euros do Fundo Africa Growing Together.

A modernização vai prolongar a vida útil da central por pelo menos 25 anos, aumentar a fiabilidade do fornecimento de energia, reduzir as interrupções e permitir que a empresa cumpra as suas obrigações contratuais para com os seus fornecedores e melhorar a integração regional do sector da electricidade na SADC. Assegurará também a sustentabilidade da segurança energética da comunidade, em particular da África do Sul, Moçambique e Zimbabwe.

O vice-presidente do Complexo de Energia, Alterações Climáticas e Crescimento Verde do Banco Africano de Desenvolvimento, Kevin Kariuki, afirmou: “Estamos encantados por apoiar o programa Vital Capex, dado o papel central da HCB na pool de Energia da África Austral. Além disso, o aumento da capacidade da HCB, o aumento da fiabilidade e a capacidade de fornecer serviços auxiliares facilitarão uma maior integração de fontes de energia renováveis variáveis, tais como a energia solar fotovoltaica e eólica em toda a região”.

Também comentando, o director do Banco para Soluções Financeiras de Energia, Políticas e Regulamentos, Wale Shonibare, disse: “O apoio do Banco à HCB está bem alinhado com a sua visão de integrar os mercados africanos de electricidade para promover o fornecimento de electricidade acessível e fiável aos consumidores da região”.

Já são conhecidos os 50 vencedores do programa “Agora Emprega”, promovido na Cidade e província de Maputo. A Secretária de Estado da Juventude e Emprego (SEJE) disponibilizou um milhão e quinhentos mil meticais para financiar cada uma das ideias de negócio apuradas.

Trata-se de uma iniciativa da Secretaria de Estado da Juventude e Emprego, com vista a apoiar os jovens na transformação de suas ideias em negócios. Ao todo foram premiados 50 jovens, de um universo de 350, com um milhão e quinhentos mil meticais cada.

Os premiados foram formalmente apresentados, esta segunda-feira, na Cidade de Maputo, numa cerimónia dirigida pelo secretário de estado da Juventude e Emprego, Oswaldo Petersburgo.

“O empreendedorismo, como forma de transformação de ideias em produtos e serviços reais, através da redução de custos, flexibilização de processos, aumento da eficiência e melhoria das condições de vida das pessoas, deve ser usado pela juventude como a sua arma no processo do desenvolvimento do país”, disse Petersburgo.

Depois de uma formação que durou dois meses, foram apuradas as ideias com maior potencialidade de renda e geração de mais postos de emprego.

A iniciativa contou com o financiamento do Banco Mundial, que pretende contribuir para o autoemprego e redução da pobreza.

“O programa Emprega é uma excelente oportunidade para o empoderamento de jovens em Moçambique. Aos jovens, encorajamos que acreditem e tenham ideias para progredir”, apelou Emme Ozaltin, representante do Banco Mundial.

Para o próximo ano, prevê-se que o “Agora Emprega” abranja outras províncias.

Estiveram presentes no evento o vice-ministro do Trabalho e Segurança Social, Rolinho Farnela, a vice-ministra das Obras Públicas, Cecília Chamutota, e parceiros.

+ LIDAS

Siga nos