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O País – A verdade como notícia

Operadores moçambicanos de transporte de passageiros bloquearam, esta terça-feira, a entrada e saída de viaturas na fronteira da Ponta do Ouro para impedir a entrada de transportadores da África do Sul, em protesto contra a vandalização de carros e bens de cidadãos moçambicanos naquele país.

Dezenas de operadores de transporte de passageiros para a África do Sul amotinaram-se, na manhã desta terça-feira, junto à fronteira da Ponta de Ouro, na província de Maputo, e impediram a saída e entrada de viaturas com matrícula sul-africana em Moçambique.

A situação apanhou várias pessoas de surpresa e alguns transportadores nacionais de passageiros exigiam uma explicação clara do que leva os alegados sul-africanos a incendiarem viaturas com matrícula moçambicana naquele país.

Sem gravar entrevista, o comandante distrital da Polícia da República de Moçambique em Matutuine, Helton Fumo, disse que decorrem negociações com os transportadores para abandonarem o local.

O protesto acontece dois dias depois da queima de mais um transporte de passageiros com matrícula moçambicana na África do Sul.

Recentemente, os ministros do Interior de Moçambique e da África do Sul reuniram-se para discutir o assunto, mas nenhuma medida foi anunciada.

Sessenta e um beneficiários de programas de conservação da biodiversidade em Moçambique serão afectos a diferentes áreas de conservação do país e a instituições do Estado ligadas à matéria para ajudar na sensibilização da sociedade sobre a importância da conservação da biodiversidade.

O programa é levado a cabo pela Fundação para Conservação da Biodiversidade (BIOFUND) e faz parte dos estágios pré-profissionais do Programa de Liderança para a Conservação de Moçambique (PLCM).

Desde o seu início em 2020, o programa já abrangeu 168 beneficiários formados em áreas multidisciplinares que colheram experiências em liderança na conservação da biodiversidade no país.

O PLCM – com início em 2019 e implementado com fundos do Banco Mundial – é um programa de desenvolvimento pessoal e institucional da BIOFUND, centrado em três componentes com objectivo de contribuir para a transformação do sector da conservação em Moçambique, através do reforço de capacidades e habilidades no Sistema Nacional das Áreas de Conservação.

Visa, igualmente, atrair e motivar jovens talentosos com formação diversificada, com enfoque particular em habilidades de liderança para conservação e sensibilizar a sociedade civil para a importância da conservação da biodiversidade, com enfoque nos jovens.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, profere hoje, às 19:00 horas, no Gabinete da Presidência da República, uma comunicação à Nação.

Segundo um comunicado da Presidência, a comunicação do Chefe do Estado é feita na sequência da situação de emergência que o país vive, com destaque para a Cidade e província de Maputo, assoladas pelas cheias.

Houve demora na entrega de refeições às vítimas das cheias, em alguns centros de acolhimento, no distrito de Boane, na Província de Maputo. As populações queixam-se de desorganização e má gestão dos centros. Autoridades dizem que há pessoas mal-intencionadas nos centros.

Escola Primária Completa de Mabanja, Primária de Boane-Sede e Escola Secundária Joaquim Chissano acolhem cerca de três mil pessoas vítimas das cheias, dos bairros Tedeco, Jota e Mazambanine, no distrito de Namaacha.

Chão gelado, com recurso a saco plástico, capulanas ou mesmo sem nada, é que acolhe as pessoas nas noites, passadas em sala de aula. Júlia, mãe de gémeos, conta que perdeu tudo e apenas conseguiu algumas roupas, doadas, para os seus bebés. “Tudo se foi com a água. Não temos nada mesmo. Mas, a vida continua”, disse.

Como não poderia ser pior, Júlia perdeu algo muito importante, o seu celular. “Roubaram-me o celular aqui na sala. Não sei quem foi. Assim estou mal. Não tenho nem como contactar a família. Não sei o que fazer.”

Até às 10 horas desta segunda-feira, no centro da Escola Primária de Mabanja, ainda não se tinha servido refeição alguma. A dor de ter perdido tudo devido às chuvas juntava-se à fome, que afectava crianças, adultos, idosos, até mulheres grávidas. Quem podia preparava a própria refeição para dar aos filhos, mas há quem só estava à espera de boa vontade das autoridades.

Segundo os populares, não há organização no centro e isso complica tudo. Jonas Macie, que perdeu tudo, chegou ao centro, mas não conseguiu espaço, estando, assim, fora do alojamento, ele e sua família.

Além do sofrimento, Jonas conta que está a correr o risco de ficar desempregado, uma vez que “o patrão está a ligar querendo que eu vá trabalhar. Eu estou a dizer que não há vias de acesso, mas ele insiste e diz que estou a somar faltas. Não sei o que fazer”.

Situação semelhante é vivida no centro montado na Escola Primária de Boane-Sede, onde as deslocadas se sentem desprezadas pelos gestores.

Segundo contam, quando chegaram no domingo, já não havia espaço para dormir. Por isso, decidiram deixar os nomes com alguém e foram dormir em casa de familiares. Ao amanhecer, aproximaram-se da escola, mas já se tinha feito uma lista, onde não havia os seus nomes e tiveram como resposta: “virem-se”.

No entanto, não é bem assim, segundo explicou uma das chefes do alojamento. “Estas senhoras estiveram aqui, mas, como se ausentaram, a gestão do centro decidiu fazer uma lista final, onde se apuraria quem realmente dorme aqui, por isso não foram contempladas. O objectivo desta lista é evitar que haja infiltrados, como tem acontecido, havendo pessoas que vêm apenas para receber mantimentos, o que prejudica quem realmente necessita”, esclareceu.

As autoridades visitaram os centros para se inteirar das condições em que as famílias vivem.

A secretária de Estado da Província de Maputo, Judite Musácula, apelou às populações que aprendam a viver em comunhão, apesar das diferenças, e que mantenham o centro limpo, para evitar a eclosão de doenças.

Em relação à demora na distribuição de comida, Jacinto Loureiro, edil de Boane, explicou que tal se deve à má gestão de algumas situações, mas “há comida suficiente para todos e nós estamos a trabalhar de forma a garantir a manutenção dos centros”.

Naquele e noutros centros de acomodação criados no distrito de Boane, para acolher famílias afectadas pelas cheias, há pessoas que tendem a regressar às suas zonas de origem por temerem roubo dos poucos bens que restaram, no entanto as autoridades avisam que serão abertas as comportas da barragem dos Pequenos Libombos, por isso não apela ao regresso, pois os níveis de água poderão subir.

A Estrada Nacional Número Um (EN1) corre risco de ser cortada na zona de 3 Fevereiro, na Manhiça, devido às cheias. O Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos já destacou um empreiteiro para repor a transitabilidade caso haja corte da estrada.

Desde este domingo, as águas que galgaram o rio Incomáti ameaçam cortar a Estrada Nacional Número Um, na zona de 3 de Fevereiro, na Manhiça. A Administração Nacional de Estradas está a fazer o acompanhamento da situação para evitar o isolamento de parte da Província de Maputo com o resto do país. E na tarde desta segunda-feira, o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos foi ver de perto a situação.

Carlos Mesquita garantiu que a EN1 não seria interrompida, isto porque as águas tendem a baixar: “Tudo indica que a situação está controlada em termos de transitabilidade na EN1”, garantiu o governante.

A previsão de chuvas para os próximos dias coloca o empreiteiro numa situação de alerta para intervir na via, evitando ruptura da única via que liga o país de Maputo a Cabo Delgado.

Neste sentido, o ministro avançou que o empreiteiro já tem inertes e outros materiais para intervir de imediato em caso de necessidade ou ameaça de corte da estrada.

O ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos disse que a Barragem de Corumana, localizada no distrito de Moamba e num dos afluentes do rio Incomáti (rio Sábie), iniciou com as descargas, o que poderá aumentar o caudal do rio Incomáti e os níveis de alerta.

A última vez que a EN1 ficou interrompida a partir do Sul do país aconteceu  quando o rio Incomáti galgou as margens e rompeu com um espaço de cerca de 60 metros de estrada na zona de Nganhane, distrito da Manhiça, na Província do Maputo, a pouco menos de 100 quilómetros da capital do país.

A reposição do tráfego, na altura, foi possível graças ao empenho da equipa de reposição constituída de emergência para atender ao problema e que esteve dia e noite no terreno a solucionar a ruptura que já ameaçava o abastecimento de produtos de primeira necessidade, incluindo combustível, às províncias de Gaza e Inhambane, para além das centenas de viaturas e pessoas que ficaram dias à espera em todos os sentidos.

O rio Incomáti nasce na vizinha África do Sul, entra para Moçambique através do distrito de Moamba, passando pelos distritos de Magude e Manhiça até ao distrito de Marracuene, onde o rio vai desaguar no Oceano Índico.

 

MESQUITA PROMETE ÁGUA POTÁVEL A PARTIR DE HOJE NO GRANDE MAPUTO

Carlos Mesquita diz que o abastecimento de água no Grande Maputo vai começar a normalizar-se a partir da tarde desta terça-feira.

O ministro avisou, porém, que a água vai sair pouco turva das torneiras, mas é potável. Segundo explicou o governante, as chuvas fizeram com que a água ficasse muita turva ao ponto de carecer de mais intervenções para ser tratada, o que faz com que, mesmo assim, pareça que está suja quando sai nas torneiras das casas.

A presidente do INGD desmente que tenha havido desvio de aplicação dos mais de 32 milhões de Meticais concedidos pelo Banco Mundial para gestão de calamidades. Luísa Meque diz que o uso do dinheiro para compra de viaturas, reabilitação de ponte e construção de um sistema de abastecimento de água não viola o Manual de Procedimentos do Fundo de Gestão de Calamidades.

Na entrevista exclusiva, prestada, esta segunda-feira, por Luísa Meque, à STV, a dirigente começou por esclarecer que os mais de 32,5 milhões de Meticais do fundo dedicado à gestão de calamidades, para o exercício económico de 2020, já foram devolvidos.

“O valor já foi devolvido. Está claro que o valor já foi devolvido. Nós não temos nenhum problema com o Banco Mundial. Estamos a trabalhar normalmente.”

À STV, Luísa Meque informou também que o Banco Mundial nunca deixou de apoiar a instituição que dirige.

“O Banco Mundial nunca deixou de ser parceiro do INGD. O Banco Mundial sempre foi parceiro do INGD. A chamada de atenção por parte do Banco de Moçambique faz parte do trabalho que sempre tivemos e é recorrente quando se trabalha. Há uma planificação, há uma monitoria, dentro da monitoria vê-se o que está bem e o que está mal, o que se pode corrigir. Mesmo assim, durante o período que devíamos regularizar esta situação, nunca deixamos de ter o vínculo com o Banco Mundial.”

Sobre as viaturas adquiridas com parte dos mais de 32 milhões de Meticais em causa, a governante tem uma explicação.

“As viaturas foram adquiridas e estão no campo, podem procurar e ver, estão a ser usadas pelos delegados, e de facto estão a ser usadas para o trabalho. Decidimos que deveríamos adquirir as viaturas porque sempre recorríamos ao aluguer de viaturas e alugar viaturas, nesta missão, é mais caro que comprarmos viaturas para usar durante muito tempo, mesmo depois da época chuvosa. Nós consideramos até que estivéssemos a poupar o valor existente. Por isso, de acordo com o nosso Manual de Procedimentos Administrativos e Financeiros do Fundo de Gestão de Calamidades, não consideramos desvio de aplicação.”

Mas o manual de procedimentos referido pela dirigente dá outro comando.

“Nos termos dos números 3, 5 e 6 do artigo 2, do Decreto nº 53/2017, de 18 de Outubro, que constitui o Fundo de Gestão de Calamidades e aprova o respectivo regulamento, conjugado com o artigo 2 do Diploma Ministerial nº 96/2019, de 7 de Outubro, que aprova o Manual de Procedimentos Administrativos e Financeiros do Fundo de Gestão de Calamidades, a aquisição de viaturas e obras civis não são despesas elegíveis para financiamento pelo Fundo de Gestão de Calamidades”.

De acordo com o director de Manutenção da empresa Águas da Região Metropolitana de Maputo, João Francisco, o processo de reabastecimento começou na noite deste domingo, e decorre de forma gradual e garante o reabastecimento em três dias.

A chuva que cai desde a semana passada na Cidade e Província de Maputo causou o aumento das descargas no Rio Umbeluzi, o que obrigou à desactivação de alguns equipamentos eléctricos para evitar que se danificassem.

Em consequência disso, mais de 10 bairros estão com restrições de água desde o último sábado.

Para minimizar o problema, foram criados, este domingo, 37 pontos alternativos, sendo 19 pontos na Cidade e 18 na Província de Maputo, de abastecimento do líquido com auxílio de camiões-cisternas.

A solução temporária não abrangeu, porém, todos os munícipes. Os bairros Alto-Maé, Polana, Somerchild, Coop e a Zona-central continuavam, até esta segunda-feira, sem água.

A Direcção das Águas da Região Metropolitana de Maputo diz que o reabastecimento de água decorre de forma gradual e garante que o problema será ultrapassado dentro de três dias.

“Já temos a corrente eléctrica reestabelecida, desde a noite de ontem (domingo), e começámos o processo de preenchimento das reservas para iniciar o reabastecimento”, explicou o director de Manutenção da AdRMM e acrescentou que “o processo de reposição é gradual, estão a repor as reservas para fazer o abastecimento normal na rede de distribuição e vamos priorizar aqueles bairro que não foram abastecidos alternativamente. Esperamos que, nos próximos três dias, o processo seja completamente concluído”.

De acordo com a mesma fonte, por causa das chuvas, “as estruturas ficaram submersas, estamos a fazer um trabalho de limpeza em toda a estrutura” e, por isso, durante os primeiros dias, após o reabastecimento, a água poderá apresentar alguns aspectos diferentes, mas João Francisco assegura que estará boa para o consumo.

O número de mortes causadas pelas cheias que atingem Maputo subiu para sete nas últimas 24 horas e afectados ultrapassam os 37 mil, de acordo com o último balanço divulgado pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

Segundo os dados mais recentes do INGD, entre o dia 07 e 12 de Fevereiro, houve sete mortos e 37, 945 pessoas afectadas pelas cheias, números que, entretanto, poderão subir.

Para fazer face ao cenário, as autoridades mobilizaram, para as operações de resgate, 17 barcos, dois drones, 20 nadadores voluntários e 116 membros das Forças de Defesa Segurança, avançou Ana Cristina, directora nacional do Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE), que acrescentou que “mais de 14 mil pessoas foram obrigadas a fugir das suas residências e cerca de 8700 estão em 12 centros de acomodação criados para o efeito.”

A ocorrência de inundações é recorrente nesta altura do ano no país, que está em plena época das chuvas. De acordo com Agostinho Vilanculos, director nacional-adjunto da Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos, o nível de pluviosidade dos últimos dias é surpreendente.

“As bacias hidrográficas dos rios Maputo e Umbeluzi registaram níveis superiores, comparativamente aos anos de maior ocorrência de chuvas, no sul de Moçambique (1999/2000).”

Vilanculos acrescenta que as bacias hidrográficas dos rios Maputo, Umbeluzi, Incomáti, Zambeze, Montepuez, Megaruma e Rovuma poderão continuar a registar níveis altos de água, mantendo-se em alerta.

O Instituto Nacional de Meteorologia alerta que as chuvas continuarão, um pouco por todo o país, nos próximos 14 dias, entretanto moderadas.

“Para os próximos 14 dias (13 a 26 de Fevereiro de 2023), prevê-se a ocorrência de chuvas moderadas, localmente fortes nas províncias de Maputo, Gaza, Manica, Sofala, Zambézia e Nampula (200 a 250 milímetros). A montante esperam-se chuvas significativas no Malawi, África do Sul e Zimbabwe.”

Sobre o sistema tropical, com o nome Dingani, que se formou no Oceano Índico com potencial para evoluir para Ciclone Tropical, Acácio Tembe garante que ainda não constitui perigo para Moçambique.

“O Ciclone Tropical Dingani está a cerca de 3000 quilómetros de Madagáscar. As projecções indicam que não constitui perigo para Moçambique.”

Dados do INGD indicam que, de Outubro de 2022 a Fevereiro deste ano, houve o registo cumulativo de 91 mortos e 87 745 pessoas afectadas por desastres naturais como chuvas e ventos fortes, acompanhados de descargas atmosféricas.

A água continua a não jorrar nas torneiras em alguns bairros da Cidade de Maputo. Alguns munícipes recorrem  às valas de drenagem  para ter acesso ao líquido, ainda que impróprio para o consumo e uso.

As restrições no fornecimento de água, em algumas zonas da Região Metropolitana de Maputo começaram no último Sábado.

Devido ao problema, vários locais com furos particulares registaram enchentes esta segunda-feira, em vários bairros da Cidade de Maputo.

Entre homens e mulheres, dos mais novos aos mais crescidos, pessoas de vários pontos da capital buscavam o precioso líquido de diferentes formas, tal como Moisés Mavale, que com recurso à sua viatura buscava cerca de dez bidons de água.

“Está um caos mesmo porque não pinga sequer uma gota de águas nas torneiras. Eu saí da zona de Malhangalene para Maxaquene a procura de água. Assim devo deslocar-me aos bairros do distrito de Marracuene, que é onde também tenho família, para buscar água em outros furos”, disse Moisés Mavale.

As filas de recipientes e aglomerados nos locais de abastecimento começaram logo às primeiras horas desta segunda-feira. Tudo era feito no sentido de conseguir pelo menos um recipiente de água.

“Podemos até acordar às quatro horas mas não conseguimos água, porque o líquido não está em todo o canto. Mesmo nós que temos problemas dos pés temos que carregar com recipientes mais pequenos porque não conseguimos colocar na cabeça”, queixou-se Angélica Zitha.

Chegar mais cedo foi também a estratégia de Lúcia Mário, que com o seu bebé ao colo, aguardou pela sua vez por muito tempo na fila.

“Estou sem água em casa há três dias, por isso não lavo roupas. Tenho que me desenrascar para cozinhar. Agora que consegui vinte litros, pelo menos irei dar banho ao meu filho e separar para a cozinha”.

Sem olhar para o perigo, tudo se fazia para conseguir água.
E porque sem água não há vida, procurava-se pelo precioso líquido até nas valas de drenagem, mesmo com o risco que o seu consumo representa à saúde.

“A água que tiramos aqui, iremos usar para lavar roupa, louças, na casa de banho, e até para beber, só podemos ferver porque não temos outra saída ”, disse Lina Magaia.

Em alguns pontos da Cidade de Maputo, a Direcção da Águas da Região Metropolitana de Maputo criou alguns pontos de abastecimento para minimizar a crise causada pela falta de água. Entretanto, não foi suficiente, segundo contaram alguns moradores.

“De manhã estavam a oferecer água pelo Governo, mas esta tarde pararam e disseram que voltarão para abastecer o tanque ”, explicou Angelina Macie.

A chuva intensa que registou-se nos últimos dias, na Cidade e província de Maputo, causou o aumento das descargas no rio Umbeluzi o que obrigou à desactivação de alguns pontos de alguns equipamentos elétricos de modo a não se danificarem, daí as restrições no abastecimento de água.

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