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O País – A verdade como notícia

INNOQ reforça fiscalização do peso do pão

O INNOQ anunciou o reforço da fiscalização do peso do pão em Moçambique, exigindo balanças verificadas e advertindo sobre sanções para os estabelecimentos que não

INNOQ reforça fiscalização do peso do pão

O INNOQ anunciou o reforço da fiscalização do peso do pão em Moçambique, exigindo balanças verificadas e advertindo sobre sanções para os estabelecimentos que não

Morreu, este domingo, o edil de Ribáuè, Aurélio Machado, na província de Nampula. O edil perdeu a vida no Hospital Central de Nampula, onde esteve internado, vítima de acidente de viação.
Aurélio Machado perdeu a vida no Hospital Central de Nampula, onde estava internado em estado de coma, depois de ter sofrido um acidente de viação há duas semanas, na vila municipal de Ribáuè.
Machado dirigia um dos dois municípios sob governação da Frelimo na província de Nampula e era visto como um exemplo de boa governação, tendo-se destacado na construção de 44 salas de aula e 16 “pontecas” e aquedutos. Numa curta mensagem, a Frelimo lamenta a morte do autarca.
Com o novo sistema legal de eleição municipal, baseado no modelo de cabeça-de-lista, em caso de morte ou incapacidade permanente do primeiro na lista do partido vencedor, assume o poder o segundo da mesma lista.

O casal de cidadãos angolanos que está sob custódia das autoridades moçambicanas desde Fevereiro passado acusa o Hospital Central de Maputo (HCM) de ter matado a filha recém-nascida que se encontrava no berçário daquela unidade sanitária.

A esposa de Man Gena, angolano que fugiu do seu país com a sua família após ter denunciado o suposto envolvimento de polícias e políticos no tráfico de drogas e que está no país sob custódia do Serviço Nacional de Migração (SENAMI), publicou um vídeo nas redes sociais, em que responsabiliza os médicos pela morte da sua filha recém-nascida.

“Nos dias em que estive no hospital, ia para o berçário e o bebé estava bem e reagia bem à medicação. Quando eram 22 horas, supostamente, eles dizem que a minha bebé teve ataques cardíacos, fez duas paradas cardíacas; tiveram que reanimá-la, sangrou pela boca, reanimar a primeira vez, reanimar a segunda vez, e a bebé faleceu. Então [eu] disse ‘não, vocês esperaram eu sair para vocês para matarem minha bebé’”, contou.

A mulher de Man Gena entrou na maternidade do Hospital Central de Maputo no dia 31 de Março passado. No dia 5 de Abril, deu à luz prematuramente e a sua filha veio a falecer no dia 7 de Abril.

Agostinho Daniel, director do Departamento de Ginecologista e Obstetrícia do Hospital Central de Maputo, refuta as alegações apresentadas pela Mami, considerando que tudo foi feito para salvar o bebé assim como a mãe, mesmo sendo uma gestação de risco.

“O Hospital Central de Maputo recebeu a senhora com uma complicação obstétrica, que afectava uma gravidez ainda prematura, e essa complicação é tratada em todo o mundo com o parto, pois punha em risco a saúde da mãe assim como a do feto. Portanto, tudo foi feito seguindo os protocolos clínicos.”

O Hospital Central de Maputo mostrou-se disponível ainda para dar mais esclarecimentos em torno deste caso que já está a fazer correr muita tinta.

Por ocasião da Páscoa, o Presidente da República convida aos moçambicanos a reflectirem sobre os melhores caminhos a trilhar para a preservação da paz e reconciliação nacional. Filipe Nyusi apela, ainda, à solidariedade para com as vítimas do ciclone Freddy e do terrorismo.

“A Páscoa, mais do que uma celebração da vida, paixão e do amor, constitui um momento para reflexão, reconciliação, agradecimento e renovação do espírito”, disse Nyusi, explicando que é sobre esses valores que os moçambicanos devem dedicar especial atenção.

“Convido a todos os moçambicanos, em geral, e os cristãos, em particular, a reflectirem sobre os melhores caminhos a trilhar para a preservação da paz e reconciliação nacional, não obstante o risco económico, causado por factores externos e internos, bem como a crise social que é acentuada pela degradação dos valores morais, entre tantos outros obstáculos que se colocam na construção de um país próspero”, lê-se na mensagem dirigida aos cristãos.

O Presidente disse, ainda na sua mensagem de ocasião, que a reflexão do dia da Páscoa deve ser extensiva à solidariedade com os que mais precisam. “A nossa fé e as convicções são ainda chamadas para nos solidarizarmos com os nossos compatriotas que foram assolados pelo ciclone Freddy e os que ainda enfrentam o drama do terrorismo na província de Cabo Delgado”, referiu.

O Chefe do Estado afirmou que o país conta com a comunidade cristão e a moçambicana, em particular, para ultrapassar os desafios que enfrenta, incluindo na formação integral do Homem na fé e na ciência.

“Hoje somos chamados, mais do que nunca, a consentir sacrifícios individuais e coletivos, para que sejamos protagonistas da transformação económica e social que pretendemos e da edificação do bem maior – a vida”, concluiu o Chefe de Estado

A chuva parou há semanas e a época chuvosa terminou em Março, mas várias casas ainda estão inundadas na Cidade de Maputo e famílias continuam a abandonar as suas residências por temer doenças de origem hídrica. Nos bairros de Magoanine “A” e Polana Caniço “A”, por exemplo, dezenas de habitações estão desocupadas.

Ainda se ouvem relatos de dias difíceis, devido às consequências negativas da chuva, em vários bairros da capital do país.

É que algumas vias de acesso continuam intransitáveis e há famílias que ainda vivem em casas inundadas.

Florindo Caetano vive no bairro Polana Caniço “A”, com a sua família, há mais de 20 anos e tem a sua casa inundada há mais de três meses. O munícipe contou ao “O País” que esta é a primeira vez em que a sua casa permanece inundada por muito tempo.

“Não tenho nada a fazer, não tenho condições para abandonar a casa. Se pudesse, sairia, mas não tenho lugar para ir e viver aqui não tem sido fácil”, lamentou Florindo Caetano.

Um lugar para onde ir é o questionamento das famílias daquele bairro famílias, que são obrigadas a fazer tudo dentro das casas, tal é caso da família Langa.

“Temos feito tudo dentro de casa. Só saímos para tirar água, para ir à casa de banho, para lavar louça e roupa. O resto não temos como fazer no quintal”, relatou Ernesto Langa.

Na casa da família Langa, as botas tornaram-se num acessório obrigatório para o dia-a-dia.

Os moradores até tentam abrir pequenas valetas para escoar a água, mas sem sucesso.

Enquanto a água não seca, aumenta o número de casas abandonadas. No quarteirão 18, do bairro Magoanine “A”, por exemplo, há mais de 70 famílias que se viram obrigadas a abandonar as suas residências.

“Só restaram três casas ainda habitacionais aqui na zona. As outras foram completamente abandonadas e os proprietários vivem em casas arrendadas”, explicou Alberto Monjane, chefe do quarteirão.

As casas abandonadas dão espaço ao capim alto, e com este, ao surgimento de mosquitos e receia-se que haja doenças de origem hídrica.

As famílias pedem a abertura de vias para escoar a água enquanto aguardam por espaços seguros.

“A única coisa que pedimos ao Governo é que intervenha nos bairros inundados, abrindo valas de drenagem para que não se acumule a água da chuva”, apelou Rita Chiluvane.

Na Cidade de Maputo, mais de 30 mil famílias foram afectadas pelas chuvas e inundações, durante a época chuvosa e ciclónica 2022/2023.

Há mulheres que preferiram celebrar este sábado o Dia da Mulher Moçambicana. Em grupo, trajadas de capulana e com o rosto pintado de mussiro, algumas se reuniram na praia da Costa do Sol, outras em suas casas e há quem celebrou a data, mesmo a trabalhar.

O mercado, que fica mesmo ao lado do terminal rodoviário da Praça dos Combatentes, ficou pequeno, ouvia-se música por todo o lado, mulheres dançavam e improvisavam algumas canções a enaltecer a mulher moçambicana.

Cada grupo escolheu sua indumentária, de capulanas amarradas na cintura ou na cabeça, elas celebravam enquanto também vendiam diversos produtos, desde roupa usada a produtos alimentares.

Mesmo com trouxas e com crianças ao colo, elas dançavam e gritavam com toda a força “viva mulher moçambicana”. O sorriso estava mais estampado no rosto do que nunca.

Conversamos com Nilza Simeão, que contou que a festa do seu grupo passou para sábado porque na sexta-feira passaram o dia na igreja, afinal era Sexta-Feira Santa, dia em que se celebra a Paixão e Morte de Jesus Cristo.

“E hoje estamos aqui a trabalhar, preferimos assim, não podemos parar de vender porque é isto que faz de nós mulheres guerreiras, é por causa deste trabalho que eu levo o pão à mesa e hoje estamos aqui, assim, bonitas”, partilhou Nilza, que acrescentou que no fim do expediente ela e suas colegas continuariam a festa num outro local, com “música, comida e muita bebida”.

Na praia da Costa Sol, também houve festa, não era necessário andar muito para localizar as mulheres. É que também a indumentária, escolhida a dedo, as revelava.

Algumas levaram comida e, entre os diversos cardápios, não faltou frango e batata frita.

“Compramos as capulanas na quinta-feira. Foi difícil porque havia muitas opções. Mandamos estampar nas nossas camisetas ‘mulher moçambicana tem força’ porque é assim como nos identificamos. Estamos aqui a aproveitar a brisa do mar e depois vamos para as nossas casas”, detalhou Alice Arnaldo que estava na praia com as suas amigas e comadres.

Mas o dia não correu de forma tão linear para todas. Durante a sua busca por personagens a equipa do “O País” encontrou um grupo de mulheres cujo carro em se faziam transportar avariou no meio do percurso. Iam à praia da Costa do Sol, mas a situação não foi suficiente para as parar. Enquanto o carro era consertado, elas faziam a festa no local.

Tiraram as mesas e cadeiras, colocaram as comidas e com um pequeno aparelho de som colocaram música, enquanto se divertiam trocando presentes que haviam preparado uma para a outra.

No grupo havia algumas cidadãs de nacionalidade cubana. Uma delas de nome Mileides Barros, que está no país há sete anos e, por isso, disse sentir-se uma mulher moçambicana.

“Celebro este dia com muito orgulho, a mulher moçambicana é forte, batalhadora e inteligente. Receberam-me muito bem aqui no país e, porque me sinto já parte dela, vestida de capulana estou aqui a celebrar”, contou.

A cubana disse que o que mais a anima nestas festas é ver as mulheres de capulanas e mussiro na cara, algo que nunca tinha presenciado no seu país.

Este ano, o dia 7 de Abril coincidiu com a Sexta-Feira Santa, e é por isso que estas e outras mulheres escolheram o sábado para celebrar o seu dia.

O Conselho Municipal da Cidade de Maputo falhou a promessa de melhorar as condições em que a comida é vendida na via pública. Passa mais de um ano e nenhuma furgoneta foi adquirida pela edilidade.

Em Dezembro de 2021, o vereador de Desenvolvimento Económico Local no Conselho Municipal da Cidade de Maputo, Danúbio Lado, disse ao “O País” que a venda de comida em carros comuns estava interditada, devido à falta de condições para a conservação de alimentos.

“Existem meios de transporte apropriados para a venda de refeições, como é o caso das furgonetas. São carros que estão preparados para vender alimentos em boas condições. Temos viaturas expostas ao sol, sem condições mínimas, para o conservar as refeições e que de certa forma, periga a saúde pública.

Numa entrevista ao País”, o vereador do Conselho Municipal de Maputo disse ainda que a venda de comida nas viaturas contribui para uma concorrência desleal com alguns estabelecimentos que pagam imposto.

Um ano e três meses depois, a proposta de compra de viaturas chamadas furgonetas não saiu do papel.

O “O País”  constatou, em diferentes vias da Cidade de Maputo, que os vendedores de refeições em carros continuam nos mesmos locais. Outros mudaram de sítio para estar longe da atenção da edilidade.

Ivo Chongue vende comida no carro há mais de 10 anos na avenida Julius Nyerere. Com muito tempo de experiência disse que é obrigado a confrontar a Polícia Municipal, diariamente.

Enquanto as furgonetas prometidas pelo Município não chegam às mãos dos vendedores de comida, o negócio não pára, a saída é improvisar.

“Preparamos as refeições a partir de casa, de seguida, removemos as cadeiras do carro e levamos para a vender nas condições que temos”, disse Elvira Cossa, vendedeira de comida nos carros.

O presidente da Associação dos Vendedores de Alimentos Pré-cozidos, Eusébio Demba, explicou que, desde a promessa de aquisição de furgonetas, o Município de Maputo nem mais uma palavra disse.

“Remetemos várias cartas para o município de Maputo e nunca recebemos o feedback”

A agremiação esclarece que está à espera do pronunciamento da edilidade e está disposta a colaborar.

Sobre o assunto, o Conselho Municipal da Cidade de Maputo prometeu pronunciar-se segunda-feira.

Em 2014, a edilidade interrompeu a atribuição de licenças aos vendedores, justificando que precisava regularizar a actividade.

A venda de comida em carros, nalguns pontos da capital do país, principalmente na zona baixa da cidade, foi, também, proibida pela Inspecção Nacional de Actividades Económicas, em 2017.

Além da falta de licença para o exercício da actividade, em causa estavam igualmente questões de higiene.

A Polícia da República de Moçambique conta com uma cozinha industrial com capacidade de confecionar 15 mil refeições a serem distribuídas para a Cidade e Província de Maputo. O empreendimento foi inaugurado no último sábado pela Primeira-dama da república, no âmbito das celebrações do Dia da Mulher Moçambicana.

A Primeira-dama de Moçambique visitou, este sábado, as instalações da Escola Prática da Polícia de Matalana, na Província de Maputo, por ocasião do dia da mulher Moçambicana.

O ponto mais alto desta visita foi marcado pela inauguração de um complexo social, composto por um refeitório com capacidade para 3500 pessoas, uma padaria e uma cozinha industrial.

Segundo explicou o comandante-geral da PRM, a cozinha tem a capacidade de confeccionar 15 mil refeições e, a tempo e hora, distribuir para a Cidade e Província de Maputo.

Isaura Nyusi visitou, ouviu as explicações e felicitou a Polícia pela conquista.

“Queria, de forma distinta, manifestar a minha gratidão e satisfação pela oportunidade de deixar para a eternidade o meu nome neste complexo de infra-estruturas composto por cozinha industrial, refeitórios e padaria, que se revela inovador e, sobretudo, de mudanças profundas na organização da nossa escola prática da polícia de Matalana, desde 1976, ano da sua fundação.”

Ainda este sábado, foi apresentado a Isaura Nyusi um conjunto de dormitórios femininos, ainda em construção (em fase de acabamentos), no interior da Escola, com a capacidade de albergar 240 instruendas, em cada uma delas.

“Neste complexo, de uma só vez, nós conseguimos deixar 60 meninas a tomar banho em cada camarote. Ainda falta, pouco a pouco, quando apanharmos alguma coisa, vamos ampliando o espaço para termos oito de um lado e doze do outro lado. Por enquanto, [é isto], mas com perspectiva de ampliar ainda mais, porque sonhamos com uma cidadela policial”, referiu o comandante.

Já no campo de treinamento, dezenas de instruendas da Escola Prática da Polícia de Matalana fizeram demonstrações de força e habilidades.

Na ocasião, Bernardino Rafael destacou o papel da Mulher na defesa da unidade nacional, dizendo que na escola de Matalana estão mulheres de todo o país, mulheres que deixaram suas vidas privadas para se dedicar à protecção da nação.

“Aqui está a realidade e o laboratório da unidade nacional. Todas as etnias e grupos étnicos moçambicanos estão aqui representados. As famílias moçambicanas estão aqui representadas. Nós somos a reserva da unidade nacional.”

Para a primeira-dama, a presença da mulher nas várias posições da polícia é resultado da sua entrega abnegada, tanto na defesa da pátria, na luta contra crimes diversos, como no combate à discriminação e violências de todos os tipos.

Isaura Nyusi apelou às mulheres polícias para continuarem a lutar para atingir níveis profissionais na polícia, como são os casos das instrutoras, comandantes e demais patentes na PRM ostentadas pelas mulheres.

A Escola Prática da Polícia de Matalana conta actualmente com 5646 mulheres instruendas, o que corresponde a 45% do seu total.

Apenas 5.3 por cento das mulheres moçambicanas têm acesso à Internet e outras 3.1 por cento possuem computador. A informação foi avançada, hoje, em Maputo, pelo Presidente da República, no seu discurso sobre o Dia da Mulher Moçambicana. Filipe Nyusi disse que é preciso elevar a inclusão digital das mulheres para a sua emancipação.

Celebra-se hoje o Dia da Mulher Moçambicana.

Nesta data lembra-se a morte de Josina Machel, há 52 anos, e destaca-se o seu papel no movimento feminino moçambicano.

Por ocasião da efeméride, o Presidente da República depositou, pela manhã, uma coroa de flores na cripta dos heróis moçambicanos, em homenagem às mulheres que deram a sua vida pela independência do país.

A partir do monumento reservado aos heróis nacionais, Filipe Nyusi dirigiu-se à nação, tendo apelado ao reforço das medidas de protecção dos direitos da mulher.

No seu discurso, Nyusi disse que o Governo rende homenagem às mulheres que lutam contra a violência baseada no género, as mulheres que têm os seus direitos negados, devido aos tabus e práticas sociais que perpetuam as desigualdades e a descriminação. “Por isso convido a usarem este momento a refletirmos como reforçar as medidas das práticas que impedem o desenvolvimento da mulher”.

Este ano, o Dia da Mulher Moçambicana é comemorado sob o lema “Inclusão Digital, Inovação e Tecnologias para a Promoção da Igualdade de Género”.

E o baixo acesso à Internet, ao telemóvel e ao computador por parte das mulheres impede a evolução da mulher.

Por isso, Nyusi quer mudança.

“Como afirmação deste compromisso, o programa quinquenal 2020-2024 prevê entre outras acções o aumento dos níveis de inclusão digital, através do aumento do número de raparigas e mulheres em todos os níveis de ensino, incluindo o Ensino Técnico-profissional. Estas acções são também executadas no âmbito da política de género e estratégia da sua implementação na promoção do acesso e retenção da rapariga nos cursos de ciências, que incluem tecnologias, engenharias, matemáticas e mais, permitindo o uso das tecnologias de informação e comunicação do país”, referiu-se o Presidente da República.

O Chefe de Estado disse que é preciso expandir a rede de Internet para todo o país, pois a actual situação não é satisfatória.

“De acordo com o senso de 2017, apenas 22.4% de mulher e 30.8% de homens têm acesso a telemóvel. 5.3% de mulheres e 10% de homens têm acesso a internet. Os mesmos dados indicam que somente 3.1% de mulheres e 3.8% de homens têm acesso ao computador. É muito pouco. Relativamente ao uso de serviços financeiros móveis, só 9.5% de homens e 14.5% de homens têm acesso. De salientar que a menor inclusão digital também é influenciada pela fraca difusão da internet, 10% para todo o país”, explicou o chefe de estado, que afirmou que está ciente de que a inclusão digital contribui para o desenvolvimento das mulheres e homens, o país tem o desafio de expandir o uso das tecnologias de informação e comunicação, especialmente nas zonas rurais através do acesso internet, disponibilidade da eletricidade, computadores, telemóveis e capacitação das mulheres e raparigas para o se manuseio.

E a solução está, de acordo com o Presidente da República, em cada um dos moçambicanos, por isso apelou a todos que pautem por uma postura de união, para consolidação da unidade nacional, cultura de paz e reconciliação.

“Continuamos a nos empenhar para o desenvolvimento do país. É momento de agirmos juntos para que sejamos dignos e tenhamos orgulho da nossa actuação como indivíduos, família e sociedade em defesa dos direitos da mulher”.

Uma vez que o dia coincide com a Sexta-Feira Santa, Filipe Nyusi endereçou uma mensagem aos cristãos.

“Em nome de todos os moçambicanos queremos endereçar uma palavra de apreço a todos os cristãos, para que inspirada na paixão e na morte de Jesus cristo reflita sobre o seu sacrifício na cruz e renove a sua fé, cultivando a paz e concórdia no mundo”, disse.

Há fraco movimento de passageiros no terminal interprovincial da Junta e no internacional da Baixa, nas vésperas das celebrações da Páscoa. Os transportadores dizem que a situação se deve aos estragos causados pelas chuvas.

No terminal interprovincial da Junta, no lugar das filas longas de passageiros, que são características desta época, havia mais transportes e transportadores. Um movimento que é considerado atípico quando comparado ao dos anos passados.

“Há falta de passageiros, o movimento é muito reduzido”, queixou-se Leonardo Timba.

Dentre os vários motivos do fraco movimento, a passagem do ciclone tropical Freddy, por algumas províncias do país, é apontado como o principal, segundo o responsável pelas viagens interprovinciais, Gil Zugunze.

“Para além disso, as vias de acesso não estão completamente em condições de transitabilidade e estão em processo de colocação de pontes metálicas”, explicou.

No Terminal Internacional da Baixa, partiram três viaturas para África do Sul, previstas para a manhã desta sexta-feira.

Apesar do fraco movimento de passageiros, para muitos que decidiram viajar, a Páscoa não perdeu a sua essência.

Para os transportadores, a expectativa é que o negócio melhore a partir da próxima semana, com o fim das celebrações da Páscoa.

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