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INNOQ reforça fiscalização do peso do pão

O INNOQ anunciou o reforço da fiscalização do peso do pão em Moçambique, exigindo balanças verificadas e advertindo sobre sanções para os estabelecimentos que não

INNOQ reforça fiscalização do peso do pão

O INNOQ anunciou o reforço da fiscalização do peso do pão em Moçambique, exigindo balanças verificadas e advertindo sobre sanções para os estabelecimentos que não

A secretária de Estado na Província de Maputo apela às empresas e pessoas individuais para continuarem a prestar apoio às vítimas das inundações na Província de Maputo. Judite Mussácula diz que as famílias afectadas continuam no processo de reconstrução das suas casas.

Depois das chuvas na Cidade e Província de Maputo, em Fevereiro passado, que afectaram mais de 40 mil pessoas, a secretária de Estado diz que as famílias continuam no processo de recuperação dos bens perdidos.

“Temos que continuar a apoiar a nossa população. Está a trabalhar para a construção das suas vidas. Já recebeu insumos agrícolas por parte do Ministério da Agricultura; o INGD também está a fazer o mesmo; temos também parceiros que estão a fazê-lo.”

A governante disse ainda que, no âmbito do trabalho em curso, foi já desactivada a última base de reassentamento.

Em relação às medidas anunciadas pelo Presidente da República, para minimizar o sofrimento das vítimas, Judite Mussácula diz que o Governo continua a monitorar.

“Também estamos a monitorar. Os CFM estão a fazer o seu trabalho, o Município de Boane idem, estamos todos a fazer a monitoria, mas queremos exortar os parceiros que continuem a apoiar as populações que estão a reconstruir a vida”, concluiu.

Judite Mussácula falava, esta segunda-feira, à margem do lançamento da campanha nacional de educação cívica, na vila de Marracuene, Província de Maputo.

Dez indivíduos fugiram, no domingo, das celas do comando distrital da Polícia da República de Moçambique (PRM) no distrito de Macossa, na província de Manica.

Segundo avançou o porta-voz da PRM em Manica, os foragidos, entre condenados e detidos, estavam todos numa cela, uma vez que Macossa ainda não dispõe de um estabelecimento de reclusão. São indivíduos acusados de vários crimes, entre os quais profanação de túmulos, tráfico de drogas e roubo.

De acordo com Mateus Mindú, a fuga ocorreu por volta das nove horas do último domingo quando “os procurados” estavam no momento de higienização, tendo-se aproveitado da fragilidade do único agente da Polícia que os guarnecia.

Mindú disse que, dos 10 reclusos que fugiram, dois já foram neutralizados e “é com eles que estamos a trabalhar para termos pistas dos restantes reclusos que fugiram”, aventando a possibilidades de os restantes virem a cair nas mãos da Polícia ainda esta semana.

Mesmo assim, a Polícia apela ao grupo dos fugitivos para se entregar às autoridades com brevidade, sob pena de verem agravadas as suas penas.

Seis pessoas morreram, no fim-de-semana longo, no Hospital Central de Maputo, em consequência de acidentes de viação e afogamentos. Ainda na mesma unidade sanitária, deram entrada 808 pessoas.

São várias as ocorrências que caracterizaram o Dia da Mulher Moçambicana, que, este ano, coincidiu com as celebrações da Páscoa. Em consequência disso, várias pessoas deram entrada no Hospital Central de Maputo (HCM).

“O fim-de-semana longo foi muito agitado em relação ao ano passado, em que tivemos um total de 703 entradas de pacientes, enquanto, este ano, tivemos um total de 808 entradas. Tivemos um total de seis óbitos, sendo que, no ano passado, tivemos o registo de três ou quatro mortes. Das seis mortes registadas este fim-de-semana, duas foram por trauma e quatro por outras doenças. E desses por trauma, tivemos um afogamento que ocorreu de um menor de 11 anos de idade; tivemos também um esfaqueamento”, avançou Justino Madeira, porta-voz do HCM.

Ainda de acordo com a fonte, houve registo de um acidente de viação em Boane, na Província de Maputo, que envolveu sete pessoas, todas de sexo feminino que depois foram transferidas do Hospital Provincial da Matola para HCM e tiveram alta hospitalar. Outro sinistro ocorreu no bairro de Malhangalene, que envolveu cinco pessoas e uma delas acabou por perder a vida no leito hospitalar.

As Nações Unidas querem que Moçambique se torne campeão mundial na protecção de crianças em zonas de conflitos armados. Para o efeito, uma alta representante da instituição encontra-se de visita ao país.

A representante do secretário-geral das Nações Unidas para Assuntos de Crianças e Conflitos Armados, Virginia Gamba, foi recebida, na tarde desta segunda-feira, no Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MINEC), tendo mostrado disponibilidade para ajudar Moçambique a tornar-se campeão mundial na protecção de crianças em zonas de conflito, na sequência do mandato no Conselho de Segurança das Nações Unidas, iniciado em Janeiro último.

“Estou convencida que, depois deste encontro com a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Moçambique vai tornar-se campeão na prevenção de violência contra crianças em zonas de conflito armado”, disse Virginia Gamba à imprensa.

Os dados das Nações Unidas registaram cerca de 24 000 violações graves contra crianças em zonas de conflitos armados em 2021, no mundo sobretudo homicídios, mutilações e recrutamentos, e frisaram que os dados recolhidos em 2022 mostram a continuidade dessa tendência.

“Em 2021, último ano do meu relatório, a ONU verificou quase 24 000 violações graves cometidas contra crianças. As violações em maior número foram homicídios, mutilações e recrutamentos, seguidas da impedimento de acesso humanitário e sequestros. Enquanto preparamos o relatório para 2022, os dados recolhidos mostram que essas tendências (…) permanecem num nível chocante”, disse Virginia Gamba, representante especial do secretário-geral para Crianças e Conflitos Armados aquando da apresentação deste relatório.

No entanto, diante dos ciclos contínuos de violência e conflito cada vez mais intensos, frequentes e complexos, a representante especial da ONU apontou a necessidade de identificar riscos pré-existentes.

Crianças sem acesso à educação, em situações de pobreza e deslocamento ou crianças com deficiência, estão entre as mais vulneráveis violações quando os conflitos emergem, de acordo com as Nações Unidas.

As Nações Unidas também defendem a salvaguarda dos espaços humanitários e o acesso livre a crianças, pessoal humanitário e bens, bem como apoio a programas de reintegração centrados no género e no sobrevivente. A ideia da organização é que isso era “crítico” para quebrar os ciclos de violência.

O Ministério da Saúde está a investigar as circunstâncias em que morreu a filha recém-nascida do casal angolano que se encontra sob custódia policial em Moçambique. A unidade hospitalar reitera que a gravidez da cidadã angolana era de alto risco.

O Hospital Central de Maputo (HCM) rejeita as  acusações segundo as quais é responsável pela morte da filha de Man Gena e Mami, casal angolano sob custódia das autoridades moçambicanas por ter entrado no país sem documentação.

Entretanto, a unidade sanitária garante que já decorre um trabalho  interno para apurar as circunstâncias que terão levado à morte da filha recém-nascida.

“Está a ocorrer mesmo um trabalho que envolve o departamento de ginecologia e obstetrícia, o departamento de pediatria e a direcção do Hospital Central de Maputo. Está a ser feito o estudo porque é um caso que exige o envolvimento desses sectores todos de que falei, mas também do próprio Ministério [da Saúde]”, esclareceu Justino Madeira, porta-voz dos Serviços de Urgência do Banco de Socorros do Hospital Central de Maputo.

O Hospital Central de Maputo esclarece também que, depois de a mãe da bebé que perdeu a vida ter dado entrada no HCM, em finais de Março, constatou-se que a gravidez era problemática, o que levou ao nascimento prematuro.

“Neste caso em particular, foi porque a bolsa de água rompeu cinco dias antes de vir a ter o parto e, muitas vezes, quando há uma ruptura prematura de membranas, há um risco que ocorre de ter complicações maternas assim como fetais. Neste caso, em particular, ela teve esta condição, mas não era um bebé prematuro, ou seja, não estava com 37 semanas, estava com 29 semanas, então logo com esta condição já há um risco. Ela já vinha com dores. Infelizmente, acabou por ter essa ruptura prematura da bolsa. Isso já é um risco porque há riscos de infecção da própria mãe e também do feto.”

O embaixador de Angola em Moçambique, José Manuel, reagiu à retenção do casal angolano em Maputo, que pede asilo por entender estar a ser perseguido no seu país, garantindo que não será repatriado, mas o caso está sob responsabilidade do Estado moçambicano.

“As autoridades moçambicanas continuam a tratar do assunto com o Instituto Nacional de Apoio aos Refugiados (INAR), porque ele pediu asilo. Então, está a ser analisado.”

O “O País” contactou o Serviço Nacional de Migração, que fez saber que o “caso Man Gena” está a ser tratado dentro da Lei e, em breve, serão publicadas as decisões tomadas.

Os vencedores do projecto “Agora Emprega”, anunciados em Novembro passado, já começaram a receber o valor do financiamento, de cerca de um milhão e quinhentos Meticais para cada um.

Segundo Oswaldo Petersburgo, secretário de Estado da Juventude e Emprego, o valor começou a ser entregue aos vencedores em Janeiro deste ano e já foram desembolsados 19 milhões e 900 mil Meticais.

O valor, conforme explicou, está a ser disponibilizado em partes; alguns receberam 60%, outros 50% e 20%, dependendo do plano de negócios, cadeia de valor e como os projectos devem ser implementados. O dinheiro não é reembolsável.

Trata-se, ainda, do projecto-piloto, que, na fase inicial, abrangeu apenas a Cidade e a Província de Maputo, onde concorreram cerca de 4500 projectos de negócios.

“Destes, foram seleccionados 350 jovens. Estes passaram pela fase de formação, e feito isto os 50 melhores é que chegaram à fase final, como os grandes vencedores. 42 são os que já receberam o dinheiro, os outros oito ainda estão em processo de regularização dos seus negócios. Estamos a dar alguma ajuda para acelerar o processo para, logo que tiverem a situação regularizada, terem o financiamento”, explicou o governante.

Os jovens empreendedores têm tido acompanhamento de gestão de recursos humanos e de implementação dos seus planos de negócios. Esta segunda-feira, Petersburgo visitou três dos 50 vencedores para aferir o nível de implementação dos projectos.

Conforme fez saber o titular da pasta da Juventude de Emprego, em Junho próximo, serão conhecidos os vencedores da fase nacional, cujo processo está na fase de selecção dos melhores projectos. Contudo, os resultados da fase-piloto já são visíveis.

“Jovens na faixa etária dos 20 aos 30 anos criaram empregos para eles e já estão a empregar outros jovens, pagam salários, até acima do salário mínimo e descontam para o Instituto Nacional de Segurança Social. Eles melhoraram as condições das suas vidas, famílias e suas comunidades”, celebrou a fonte, acrescentando que estudantes a sair do ensino educação profissional, técnico e até ensino superior serão colocados a estagiar nessas unidades.

O governante acrescentou que outra mudança visível é a forma de fazer negócio, pois, segundo apontou, com a implementação do “Agora Emprega”, melhoraram as suas abordagens e a forma de actuar no mercado.

Alfredo Malinga, um dos vencedores, começou a empreender em 2018, produzindo amendoim torrado. O seu negócio deu certo e expandiu para a produção da castanha de caju, mas já não conseguia responder à demanda, por falta de dinheiro e recursos humanos.

“Nós levávamos uma ou duas semanas para entregar as encomendas, mas, agora, em um dia, conseguimos fazer todas as entregas. Com a parte do dinheiro, comprei castanha, acrescentei os fornos, o número de trabalhadores e o meio de transporte e isso está ajudar bastante”, celebrou o jovem empreendedor.

Ao todo, são 27 milhões de dólares destinados aos jovens empreendedores, financiados pelo Banco Mundial.

A cólera matou mais uma pessoa em Nampula, depois de ter sido anunciada a existência da doença naquela província há menos de uma semana. Exames laboratoriais mostram que se consome água imprópria nalguns pontos, o que leva ao aumento de casos.

Nampula é a mais recente província com casos de cólera no país, tendo a eclosão ocorrido no distrito de Nacala Porto. As autoridades da saúde declararam o surto há quatro dias, depois do registo do primeiro óbito.

Na manhã desta segunda-feira, mais uma pessoa morreu vítima da doença. Trata-se de uma criança de dois anos de idade.

Segundo o chefe provincial de Saúde Pública, o Hospital Geral de Nacala atende, em média, vinte pacientes por dia, um número preocupante para as autoridades da saúde. Mais preocupante ainda é que a água consumida no distrito de Nacala Porto é imprópria.

O chefe provincial de Saúde Pública revelou que foi confirmada a presença de bactérias que causam doenças na água usada para o consumo nalgumas zonas.

“Para garantir a provisão de água, a população do distrito tem construído tanques para a conservação do líquido. Temos comunicado à população que faça a limpeza rotineira, porque, das amostras de água que colhemos, verificámos a presença de coliformes fecais. E a nosso ver, pode ser esta água que contribui para o alastramento da doença”, disse Geraldo Avalinho.

Em termos cumulativos, o distrito de Nacala Porto conta, neste momento, com 221 casos e 39 pacientes internados.

Enquanto isso, a nível nacional, até este domingo, tinham sido registados mais de 25 400 casos, sendo que 118 pessoas morreram devido à cólera. Nos hospitais, há cerca de 170 internados.

Cristãos celebraram, este domingo, a Páscoa com mensagens de renovação da fé para enfrentar as crises que enfermam o país. Além disso, e devido à coincidência das efemérides, os crentes reflectiram sobre o papel das mulheres na sociedade moçambicana.

A Sé Catedral de Maputo não conseguiu conter todas as pessoas que lá se fizeram para celebrar a ressurreição de Jesus Cristo. Dezenas de crentes tiveram de ficar nas escadas a escutar o sermão pelas colunas, numa missa que estava carregada de simbolismo.

É a segunda Páscoa que os cristãos celebram juntos e sem pensar na distância física que devia ser mantida para evitar a propagação da COVID-19. Isso tornava mais animadas as canções, que eram entoadas acompanhadas de diversos instrumentos musicais.

Outra razão para ser um dia especial é que era a primeira missa orientada por Dom João Carlos Hatoa, enquanto coadjutor de Dom Francisco Chimoio, este que não esteve presente. Quem marcou presença foi o antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, e a sua esposa, bem como o actual Primeiro-ministro, Adriano Maleiane.

Em pouco mais de 40 minutos, Dom João Carlos falou de dois termos: fé e alegria. Sobre a fé, o arcebispo pediu que seja feito um retorno, primeiro, para recordar-se do quão bondoso foi Deus na sua passagem pela terra em forma humana.

“Na quinta-feira, Deus fez um gesto muito grande para mostrar uma coisa maior ainda; Deus lavou com seu sangue a parte mais nojenta da nossa alma, que é o pecado, e, para mostrar isso, ele lava a parte mais suja do nosso corpo, que são os nossos pés”, isto, de acordo com o arcebispo, é um sinal de que, afinal, “a esperança tem voz”, Dom João convida os crentes à ideia de que “é bom olharmos para frente e termos esperança de boas coisas”.

Esse convite, na verdade, passa pela renovação da fé e reencontro com Cristo. Para isso, diz o arcebispo, é preciso voltar à Galileia, o que “pode ser um caminho para enfrentar a crise, pode ser uma caminho para encontrarmos o caminho daquilo que buscamos” em todos os lados.

Para compreender melhor esta mensagem, basta lançar o olhar às escrituras bíblicas e ver o que aconteceu na região de Galileia, que é a zona Norte de Israel. Foi lá onde Jesus Cristo teve os seus primeiros seguidores, aqueles homens encontrados no mar da Galileia a pescar. Estavam havia algum tempo sem ter pescado, mas Jesus fê-los tê-lo e transformou-os em seus seguidores. Foi lá, também, que curou uma mulher que sofria de hemorragia.

Por falar em mulher, este ano, a Sexta-Feira Santa, dia da morte de Jesus Cristo, coincidiu com o Dia da Mulher Moçambicana, e isso não passou despercebido na pregação feita na igreja Anglicana. Há um facto curioso: “As primeiras mulheres que foram ver a sepultura aberta de Jesus Cristo foram as mulheres”, sendo que, mesmo depois de terem, também, ido lá, os homens “infelizmente não tiveram paciência de esperar”, tal como explicou César Estêvão dos Santos, da Igreja Anglicana.

Essa paciência das mulheres, documentada na Bíblia, livro de instrução para os cristãos, faz com que a igreja ganhe novas ambições em relação à mulher. “Gostaríamos de ter uma candidata presidencial do sexo feminino”, “talvez assim veríamos resolvidos alguns dos nossos problemas”.

Na igreja Presbiteriana de Moçambique, Paróquia de Nhlamankulu, a mensagem foi de mudança e ruptura de alguns hábitos do passado que contradigam os mandamentos bíblicos, por exemplo, a forma como se trata a mulher. É que, segundo o presidente da paróquia, “a verdadeira imagem de Deus não é o homem sozinho e, sim, ele e a mulher. Mas a nossa cultura desvirtua isso, basta ler bem a Bíblia”.

Nesta igreja, o culto contou com a presença do ex-Presidente da República, Armando Emílio Guebuza, acompanhado pela esposa; estava também o edil de Maputo, Eneas Comiche.

Mais uma vez, a celebração da páscoa em Maputo coincidiu com baptismos e crismas. As famílias entrevistadas pelo “O País” afirmam que o momento é de reflexão sobre os princípios cristãos ligados à paz, amor, união e reconciliação entre os seres humanos.

Reza a Bíblia Sagrada que as mulheres foram ao túmulo de Jesus e encontraram a pedra removida. Ficaram assustadas. Não sabiam o que lhe tinha acontecido. Mas aquela era a confirmação da vitória de Cristo sobre a morte. A história continua viva, intacta e seguida à risca pelos cristãos até aos dias de hoje.

Jesus Cristo ressuscitou e com Ele houve quem nasceu de novo, ou seja, recebeu o baptismo e já sabe muito bem que caminhos deve seguir daqui em diante.

“Baptismo é uma forma de dizer que já temos outra vida, já vivemos com Deus e viver com Deus, é fazer o que Ele (Deus) quer e levá-Lo sempre no coração”, destacou Emily Cumbane que foi baptizada este domingo.

E ela firmou este compromisso com Jesus diante de familiares que se sentaram à mesma mesa para testemunhar o acto. Afinal, sabem o que significa viver uma vida cristã.

“A Bíblia já nos diz que Jesus é o caminho e a verdade. Então, se está a andar num caminho que não é de Jesus, não está a andar no caminho. Se você pensa que tem a verdade e esta verdade não é Jesus, não transmite a verdade, porque Ele é que é a verdade e o caminho”, sublinhou Francisco João, cristão da Cidade de Maputo.

As famílias sentaram-se à mesa com um significado incomensurável: paz, amor, união e reconciliação entre membros.

“A família está unida, em paz e estamos todos felizes pelo baptismo da nossa filha e pela ressurreição de Cristo. Fazer banquete no dia de hoje significa união entre a família”, destacou Felicidade Cumbane, tia da baptizada.

E para os que já nasceram de novo, ou seja, já aceitaram seguir Cristo, a ressurreição de Jesus serviu para reafirmarem o compromisso de segui-lo. “O baptismo é morrer e tornar o mesmo corpo com Deus e a confirmação é dizer ‘eu confirmo que estou com Deus’. É uma sentença de que estamos com Deus”, explicou Rina da Glória, crismada este domingo.

E nem o fizeram por mera emoção ou para seguirem os demais. Sabem muito bem qual é o significado do sacramento.

“Confirmamos que temos fé em Jesus Cristo e em Deus, aceitando-o em nossas vidas. Muita coisa muda com Jesus em nossa vida. A nossa forma de nos comportar, passamos a confessar, saímos das trevas para luz e deixar os pecados para trás, começando uma nova vida”, afirmou a crismada Cármen Wilker.

O dia da ressurreição de Cristo não é simplesmente festa, é, também, momento de reflectir sobre os valores que devem guiar um ser humano, enquanto criatura de Deus. “Já sabíamos que Jesus iria ressuscitar. Então, cabe a cada um de nós ter um lugar para receber Cristo. Eu acredito que todos nós, da nossa família, estamos preparados para que Jesus renasça nos nossos corações”, disse Assunção Matsinhe, ainda que receosa na sua afirmação generalista.

Para os cristãos, a ressurreição é a maior vitória sobre a morte e Deus é o único com poder suficiente para derrotá-la.

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