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O País – A verdade como notícia

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a ocorrência de ventos fortes com rajadas, que poderão atingir 60 quilómetros por hora a partir de hoje, até amanhã. O mau tempo poderá agitar o mar.

Para quem queira fazer-se ao mar nas próximas 24 horas é melhor que preste atenção ao alerta do Instituto Nacional de Meteorologia.

O mau tempo poderá agitar o mar e gerar ondas com alturas estimadas em até cinco metros, a partir deste domingo até segunda-feira.

Os efeitos do vento forte poderão ser sentidos nos distritos costeiros das províncias da Zambézia, Sofala e norte de Inhambane.

Face aos riscos ligados a ventos fortes, as autoridades meteorológicas apela para a tomada de medidas de precaução e segurança.

Arrancou, este sábado, a campanha de educação cívica eleitoral, a nível nacional, rumo às sextas eleições autárquicas, marcadas para 11 de Outubro. O evento decorre até 25 de Setembro.

A campanha de educação cívica eleitoral, rumo às sextas eleições autárquicas de 2023, já se iniciou. O lançamento oficial teve lugar, esta sexta-feira, em Massingir, na província de Gaza, e foi orientado pelo presidente da Comissão Nacional de Eleições, Dom Carlos Matsinhe.

No encontro, que contou com a presença de líderes locais, Governo Provincial, população e agentes formadores, Matsinhe apelou aos presentes para que sejam o eco das mensagens partilhadas, para que todos os que têm direito possam exercê-lo com toda a legitimidade e confiança, bem como evitar rumores ou boatos.

“Todos nós devemos participar na mobilização e consciencialização do eleitorado para participar de forma activa na votação de forma informada, consciente e patriótica”, disse o presidente da CNE.

A campanha, que arrancou no dia 26 de Agosto e termina a 25 de Setembro próximo, vai contar com mais de 3300 agentes de educação cívica eleitoral, a nível nacional.

“Assumimos como objectivo fundamental desta campanha informar com clareza o eleitor do valor do seu voto, incentivar o eleitor a participar com civismo e maturidade.”

Na Cidade de Maputo, o lançamento aconteceu este sábado, no distrito municipal KaMavota, o maior círculo eleitoral.

Ana Chemane, presidente da Comissão Provincial da Cidade de Maputo, diz que na presente campanha, o cidadão eleitor terá informação pausada e pertinente para o dever de votar; terá com minúcia a data, a hora e o local de funcionamento das mesas de assembleia de voto e poderá obter esclarecimentos para as possíveis dúvidas que poderão surgir decorrente da informação que tiver.

“Hoje testemunhamos o lançamento da campanha de educação cívica eleitoral, marcando, deste modo, uma etapa de grande valor e importância para o processo eleitoral. Os nossos agentes de educação cívica eleitoral vão poder interagir com os diferentes segmentos da sociedade, visitar as nossas casas, locais de trabalho, culto, mercados, escolas, lugares de maior aglomeração populacional, levando consigo a mensagem de pertinência de termos de participar na votação”, explicou.

Porém, Ana Chemane apela aos 350 agentes mobilizadores para pautarem por uma postura profissional, durante os 30 dias da educação cívica.

Segundo o calendário eleitoral, depois da campanha de educação cívica, segue-se a campanha eleitoral, a decorrer de 26 de Setembro a 8 de Outubro.

O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas de Moçambique, Joaquim Rivas Mangrasse, anunciou hoje a morte do líder dos terroristas que assolam o norte do país. Além de Bonomade Machude Omar, líder do grupo, outros membros foram mortos. 

“Da averiguação feita, e ela ainda continua, foi constatado, com evidências factuais, a colocação fora de combate do líder principal que dirige as operações desde a eclosão do terrorismo em Moçambique, o moçambicano Bonomade Machude, conhecido como Ibn Omar nas matas, conhecido também por Abu Suraka”, anunciou, o general Joaquim Rivas Mangrasse.

O Primeiro-Ministro diz que não há necessidade de mediadores nas negociações entre o Governo e os médicos. Sem falar de avanços, Adriano Maleiane diz que as conversações entre as partes desavindas decorrem normalmente.

Durante as negociações com o Governo, a Associação Médica de Moçambique acusou o Executivo de estar a ignorar pessoas e entidades que desejam mediar as conversas entre os dois lados.

Nomeado, esta semana, como chefe do novo grupo em representação do Governo para negociar com a Associação Médica, Adriano Maleiane diz que não há necessidade de mediação, porque entende que os mediadores são para casos em que não se consiga mais dialogar.

“Neste momento, não é preciso, porque os mediadores são para quando há crise. Quando se chega a precisar de mediadores, então a situação está difícil. Nós ainda não chegámos a essa fase”, justificou Maleiane.

Sobre a paralisação total das actividade, por parte a Associação dos Profissionais de Saúde, que inclui enfermeiros, técnicos de serviço, motoristas, entre outros que perfazem 65 mil funcionários, o Primeiro-Ministro diz que vai também ouvir as preocupações deste grupo.

Sem indicar se houve ou não avanços, Maleiane disse que continua a negociar com os médicos.

A Sala dos Grandes Actos da Universidade Pedagógica de Maputo (UP-Maputo) recebeu uma roda de conversa que tinha como convidada principal a Ministra de Igualdade Racial do Brasil, Anielle Franco. Segundo a publicação da UP-Maputo, a governante abordou o tema: “Caminhos Amefricanos: fortalecendo as mulheres nos espaços de poder”.

Na sessão, estiveram presentes diplomatas, académicos, activistas sociais, membros da sociedade civil, com destaque para os líderes de grupos feministas, na manhã de 22 de Agosto de 2023.

No evento, o Reitor da UP-Maputo, Jorge Ferrão, destacou os frutos da cooperação entre Moçambique e Brasil, dois países que se unem através do mesmo idioma, a título de exemplo a formação do corpo docente moçambicano sob a liderança da UNIRIO, uma universidade brasileira. “Queremos estabelecer uma parceria com mais universidades brasileiras, brevemente cinquenta estudantes afro-brasileiros estarão na UP-Maputo, e nós enviaremos dez estudantes e alguns docentes para Maranhão, no âmbito formativo”, apontou Ferrão.

Anielle Franco, igualmente docente, explicou a essência do programa “Caminhos Amefricanos”, que se consubstancia no intercâmbio Sul-Sul, particularmente, com os países africanos, latino-americanos e caribenhos, com o objectivo de promover a socialização de conhecimentos, experiências e políticas públicas que contribuam para o combate e superação do racismo no Brasil e no mundo. “Precisamos de intercâmbio Sul-Sul, fortalecimento de uma cooperação valiosa, para evitarmos os erros do passado, promover a harmonia social através do aprimoramento das políticas sociais que se adequam a cada realidade de um povo”, lê-se na publicação da UP-Maputo.

Ainda de acordo com a dirigente brasileira, urge mostrar à sociedade que a mulher pode expandir o seu conhecimento, o seu saber e ocupar a sua dignidade.

Ainda na sequência dos compromissos agendados aquando da estadia no continente africano em Comitiva do Presidente Lula da Silva, a equipa da Ministra da Igualdade Racial (MIR) do Governo Federal do Brasil, efectou, na manhã desta quinta-feira, uma visita pelo campus universitário da Lhanguene com o propósito de prospectar a programação da vinda de 50 estudantes brasileiros e cinco professores à UP-Maputo e a partida de estudantes e professores desta universidade para o Brasil no próximo ano.

Os visitantes tiveram a oportunidade de conhecer o campus, destacando-se a sua passagem pelas faculdades, anfiteatros, Direcção Científica, Centro de Atendimento Psicológico, Instituto Mwana, Centro de Ensino a Distância, Centro de Informática, Laboratórios de Ensino e Pesquisa.

Um Jovem de 36 anos de idade, vindo transferido da cidade de Xai-Xai, em Gaza, foi submetido a uma cirurgia do estômago no Hospital Central de Maputo, de onde foram retirados, dois quilos de pregos e pedras de tamanho menor, refere uma nota enviada pelo gabinete de comunicação do HCM.

Para conseguir engolir tais objectos, o paciente recorreu ao auxílio de óleo e leite, tendo os corpos estranhos se deslocado até a parte inferior do estômago, sem, no entanto, provocar perfuração.

A operação que durou cerca de uma hora e meia, foi conduzida por uma equipa de profissionais de saúde, sob comando do cirurgião geral, Jorge Vicente, que garantiu que o procedimento decorreu com sucesso, não havendo de momento, riscos para o paciente.

Ao que tudo indica, esta é a terceira vez que o jovem tenta pôr fim, à sua vida tendo as primeiras duas, sido por meio de enforcamento e afogamento, tendo como origem, motivos passionais, daí que um acompanhamento psicológico, será necessário, a posterior.

O paciente que é pai de três filhos, encontra-se em fase de recuperação pós-operatório, podendo ser concedido alta hospitalar, assim que a sua condição de saúde o permitir.

Já foram concluídas as obras de melhoramento do Aeroporto de Chimoio, na província de Manica. As mesmas consistiram no melhoramento da pista de aterragem e reabilitação do edifício, tendo custado cerca de seis milhões de Meticais.

Inaugurada há 22 anos, a pista do Aeroporto de Chimoio já estava degradada. Há cerca de um mês, no entanto, foram concluídas as obras de reparação. No mesmo pacote, foi também incluída a reabilitação do edifício, agora com nova imagem.

Para já, segundo avançou Imeldina Dimbane, directora do Aeroporto de Chimoio, trabalha-se a todo vapor para se requalificar a infra-estrutura, de maneira que possam aterrar e descolar aviões de carga ainda este ano, estando-se a trabalhar nalguns aspectos.

O Aeroporto de Chimoio recebe um voo por dia e, com a reabilitação, espera-se mais fluxo de aeronaves.

O atendimento nos hospitais mantém-se deficiente mesmo com a retoma das actividades pelos médicos. Há pacientes que estão a ser atendidos nas unidades sanitárias, mas há situações em que, mesmo com a presença dos médicos, os doentes são obrigados a voltar a casa sem assistência hospitalar, porque os outros profissionais continuam em greve.

Quase um mês e meio depois, a classe médica volta a atender aos pacientes nos hospitais públicos.

Ana Maria levou a sua filha para o Hospital Geral José Macamo nas primeiras horas desta quinta-feira, porque soube que os médicos retomaram.

“Fui atendida e foi muito rápido, não imaginava. A minha filha foi bem atendida e estou grata por isso.”

No mesmo hospital, Arnaldo Simão tinha cirurgia marcada, mas falhou porque os técnicos continuam em greve. Entretanto, Simão confirma ter visto os médicos a trabalharem.

“Eu pude constatar a presença dos médicos, mas os técnicos não estão lá. Eu não fui atendido porque os técnicos continuam em greve.”

No Hospital Geral de Mavalane, num ambiente calmo, notou-se a presença de médicos a trabalhar, mas também de doentes que estavam lá para serem atendidos com o anúncio de retoma das actividades.

Os hospitais da Cidade de Maputo geridos pela direcção de saúde da capital do país, à excepção do Hospital Central, contam com um total de 197 médicos, dos quais 68 especialistas e o restante são generalistas.

“Já temos 100% dos médicos a assegurarem, desde os balcões até às enfermarias. Estamos satisfeitos com isso”, avançou Vanda Zitha, médica-chefe da Cidade de Maputo.

Já na maior unidade sanitária do país, o Hospital Central de Maputo, os cerca de 150 médicos que tinham aderido à greve já retomaram. A unidade sanitária tem um efectivo de 700 médicos.

“Notámos, esta manhã, que todos os serviços estão em pleno funcionamento. Tal verifica-se, por exemplo, nos serviços de urgência, onde, nos últimos tempos, trabalhávamos com três balcões no lugar de cinco. Já temos todos os balcões a funcionarem”, disse António de Assis, director-clínico do HCM.

A Associação Médica de Moçambique anunciou a interrupção da greve até ao dia 02 de Outubro do ano em curso, para permitir, entre outros aspectos, o início de um diálogo franco, aberto e produtivo com a recém-criada comissão pelo Governo para o efeito.

Os profissionais de saúde paralisaram, hoje, todas as actividades nas unidades sanitárias do país. Dizem que não vão mais prestar serviços mínimos até ver resolvidas todas as suas preocupações e que estes serão prestados pelos médicos.

Se por um lado os médicos retomaram, esta quinta-feira, as actividades, os outros profissionais de saúde em greve, entre técnicos, enfermeiros, anestesistas, serventes e motoristas, decidiram paralisar, no mesmo dia, tudo, até os serviços mínimos.

“Os profissionais de saúde irão, a partir deste momento, ficar em casa, excluindo os médicos. A classe médica vai prestar os serviços dos motoristas, dos maqueiros, dos agentes de serviço e dos trabalhadores das morgues. Os serviços mínimos e os demais serão prestados na totalidade pelos médicos”, disse Anselmo Muchave, presidente da Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM).

A agremiação explicou ainda que a troca da equipa de negociação não é fundamento suficiente para suspender a greve, e o que quer mesmo é ver todas as suas preocupações resolvidas, alegando que “acordos são acordos e estes devem ser cumpridos”.

Sem avançar quais, o presidente da Associação dos Profissionais de Saúde disse haver avanços nas negociações, entretanto “só voltamos quando tudo estiver conforme o acordado. Não queremos correr o risco de pedir mais um período, por isso achamos melhor aguardar a resposta em casa”.

Entre as queixas dos profissionais de saúde estão os problemas de enquadramento na Tabela Salarial Única, a falta de medicamentos e as condições precárias nas unidades sanitárias.

Com a suspensão da prestação de todos os serviços pelos profissionais de saúde, os hospitais prevêem que haja sobrecarga.

“Haverá sobrecarga de serviços para os médicos e isso vai prejudicar a qualidade assistencial, por isso apelamos aos profissionais de saúde para que voltem ao trabalho e continuem as negociações estando nos seus postos”, explicou Vanda Zitha, médico-chefe da Cidade de Maputo.

A greve dos profissionais de saúde que envolve mais de 60 mil profissionais de todo o país arrancou no último domingo, com previsão de 21 dias prorrogáveis.

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